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02/09/2013

Exposição de arte questiona os níveis e tipos de felicidade das pessoas

Atualmente, uma das maiores cobranças que temos é a necessidade de ser feliz (ou a necessidade de mostrar aos outros a felicidade), mas o conceito de felicidade é muito mais amplo e complexo do que um post “feliz” no Instagram. Existem nuances mais profundas a serem estudadas a respeito do tema. 

Algumas dessas tentativas de respostas podem ser vistas na exposição The Happy Show, que oferece aos visitantes a experiência de andar na mente de Stefan Sagmeister, um designer gráfico australiano residente em NYC, que mergulhou na pesquisa da felicidade por dez anos e transformou na exposição que está passando por alguns estados americanos. 

A exposição mescla arte e design gráfico em instalações divertidas, interativas, tipográficas e que trazem consigo várias reflexões e dados sociais dos psicólogos de Harvard, Daniel Gilbert e Steven Pinker, o psicólogo Jonathan Haidt , o antropólogo Donald Symons, e vários historiadores proeminentes.

Realmente fazendo as coisas
Eu me propus a fazer melhoras

Meu nível de satisfação geral

Busque desconforto 

Quão feliz você é? 

 
Não espere que as pessoas mudem 

Nas 3 imagens acima:Todo mundo acha que está certo

Toda saída é também uma entrada

Qual o seu símbolo de felicidade?

No caso de você não conseguir fazer xixi porque tem alguém do seu lado usando a pia, vai te ajudar a se concentrar em algo totalmente diferente. Como ler esse texto ou contemplar um show feliz.

Estou tão empolgado, que não consigo esconder, mas acho que gosto disso. Estou quase perdendo o controle.























24/05/2013

Boreart: o museu em sua casa

Uma pergunta que bombardeia os profissionais de museus a muito tempo é qual motivo as pessoas não frequentam os museus? Ainda não sabemos exatamente a resposta, mas provavelmente é porque os museus não estão conseguindo criar um bom diálogo com a população. Uma boa maneira de solucionar este problema veio de jovens do Borel, que em parceria com o MAM vão expor obras do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro dentro das casas de moradores do Morro do Borel! Isso aí: OBRAS DE ARTE DO MAM EM CASA DE MORADORES DO BOREL!

O local do morro foi escolhido cuidadosamente: uma ladeira que vivia o estigma dos tempos do tráfico de drogas. Agora com a UPP (Unidade de Polícia Pacificadora), eles decidiram resignificar o local com grafiti, e obras de arte que os moradores provavelmente nunca teriam acesso sem o projeto.


A ideia de levar arte para o Borel foi de Fred Castilho, de 28 anos, que sempre morou por lá e quer estudar História da Arte. Ele se juntou a Marcio Correia, de 17 anos; Kauã Gonçalves, de 15; Leonardo Ferreira, de 15; e Leandro Araújo, de 17, para desenvolver o projeto, que começou com o desejo de expor grafites nos muros de uma rua estigmatizada pela violência do tráfico, antes da implantação da UPP (O globo, 24 de maio de 2013)
O projeto é fruto da metodologia da Agência de Redes para a Juventude que trabalha com jovens de comunidades pacificadas. Estes jovens com idade entre 15 a 29 anos passam um tempo sendo bombardeados com estímulos para aguçar ideias que por sua vez viram projetos. Estes projetos são preparados junto aos jovens para serem apresentados a uma banca. Passando, ganham 10 mil para a sua execução. O Boreart faz parte dos 42 projetos aprovados. Muitos deles já estão em ação a um ano, outros estão em fase de inauguração ainda neste mês de maio.

O projeto inaugura amanhã na entrada do Borel e você pode confirmar sua presença clicando aqui. Lá você poderá ver obras do grafiteiro Marcelo Eco Marchon (o ECO), e outros grafites sendo feitos na hora. Também conhecerá a obra "Chuva" do coletivo múltimídia "Chelpa de ferro" mais duas obras emprestadas pelo MAM.

Mas se você não puder ir na inauguração basta agendar visita através do telefone (21) 9654-1496 ou nessa página do facebook aqui.

Para saber mais:
Agência de Redes para a Juventude
Boreart: peças do museu vão onde o povo está
Boreart



07/11/2012

Feira de arte "Artigo Rio" reúne obras com valores que variam de 0,50 a 500 mil.

Se você é daqueles que sempre quis ter obras de arte de artistas consagrados em sua casa, mas nunca teve grana para isso, a partir de amanhã você vai ter oportunidade de iniciar essa coleção no "Artigo Rio", uma feira de arte com obras que vão de 0,50 a 500 mil. Promovida por Alexandre Murucci, que com recursos próprios desembolsou 400 mil para fazer  uma feira de arte mais democrática, a feira vai acontecer no Centro de Convenções SulAmérica, na Cidade Nova.

Desde ano passado, o ArtRio conseguiu atrair grande público, a principal crítica que se faz da feira patrocinada pelo governo Estadual e Municipal, é que esta iniciativa que tenta colocar o Rio de Janeiro dentro do circuito artístico nacional, não privilegia todas as classes. As cifras alcançadas das obras vendidas na feira, não é acessível ao grande público. O Artigo Rio, vem para sanar esta dificuldade:

A ArtRio, por exemplo, se estruturou como um projeto oficial do governo do Rio, mas a Artigo não teve apoio para isso. Somos alternativos em todos os níveis. A questão de levar arte de forma democrática para a população carioca não foi atendida como prioridade. (Murucci)
Embora lembre que esta iniciativa pioneira no Rio de Janeiro esteja sendo realizada com recursos próprios, não nega a possibilidade de receber patrocínios futuros:

Sei que é o primeiro ano da feira, e é difícil conseguir patrocínio, mas espero que a repercussão mostre que o público merece a mesma prioridade de uma feira de altíssimo investimento. 
Dentre os destaques, está a série "Cm² Arte Contemporânea" criada pelo coletivo Filé de Peixe. Tratam-se de obras de 1cm² encomendadas a artistas como: Rosângela Rennó, Cildo Meireles, Antônio Dias, e Carlos Vergara com preços que variam entre R$ 0,50 a R$ 45,90.

A feira acontece de 8 a 11 de novembro no Centro de Convenções SulAmérica (Av Paulo Frontin), na Cidade Nova, das 12 às 22:00 com ingressos a R$ 10.

Mais notícias em:

* ArtRio
* Feira Artigo
* Feira "Artigo Rio" traz obras de jovens artistas


22/10/2012

Sertanejo Universitário - Almeida Junior


Os impressionistas estão chegando

Depois de atrair 320 mil visitantes em São Paulo, exposição com parte da principal coleção do Museu d’Orsay 'recria' Paris no CCBB-RJ

Em um dos ambientes da exposição, há sete trabalhos de Pierre-Auguste Renoir Daniela Dacorso / Agência O Globo


RIO - Lá dentro, a temperatura não pode ultrapassar os 22°C. Lá dentro, mais de dez desumidificadores trabalham dia e noite para reduzir a umidade do ar. Lá dentro, fala-se francês, vê-se Renoir, Monet, Gauguin e Cézanne. Lá dentro é (ou deveria ser) Paris.

Veja imagens da montagem da exposição no CCBB

Há uma semana, dez franceses tentam “domar” o clima carioca e converter pelo menos sete salas do Centro Cultural Banco do Brasil numa espécie de sucursal do Museu d’Orsay. O esforço terá de durar de segunda, às 19h, quando o CCBB inaugura para convidados a mostra “Impressionismo: Paris e a modernidade”, até 13 de janeiro — quando, do lado de fora, os termômetros não devem deixar por menos de 40°C.

Com 85 telas da coleção do D’Orsay, a mostra que se propõe a recriar Paris no CCBB do Rio chega à cidade com objetivos numéricos também ambiciosos: é a aposta (de R$ 11 milhões, diga-se) do centro cultural para superar seu recorde de público, registrado em 2011, na exposição do holandês M.C. Escher que, com 9.677 visitantes por dia, foi apontada pela “ArtNewspaper”, publicação especializada no mercado de arte, como a mais visitada do mundo em 2011. E o prognóstico atual soa favorável: em São Paulo, onde esteve de agosto ao início deste mês, “Impressionismo” arrebanhou 320 mil visitantes ao todo, ou 5.552 pessoas por dia.

É a primeira vez que o D’Orsay envia ao Brasil parte de sua principal coleção, a de impressionistas e pós-impressionistas. Embora o orçamento seja divulgado (os R$ 11 milhões erguidos por um pool entre a seguradora Mapfre, Cielo, Banco do Brasil e seus fundos, via Lei Rounet), nada se diz sobre as cifras do seguro para proteger as joias. Sabe-se, porém, que as 85 telas não viajam no mesmo avião. São distribuídas em seis aeronaves, como herdeiros de uma família milionária. O CCBB anuncia a mostra como o maior projeto de sua história.

Cada sala é monitorada por pelo menos duas câmeras de segurança. Para cada funcionário que toca numa tela, um conservador do museu é acionado para verificar, com lupa e lanterna, se houve danos. A iluminação é calculada de acordo com as dimensões de cada pintura — a luz tem intensidade definida pelos restauradores do D’Orsay para minimizar efeitos sobre as pinceladas. O ambiente, assim, é quase escuro, intimista. As salas, de paredes pintadas com as cores do museu parisiense (azul, vermelho e verde), devem receber apenas 50 visitantes por vez — e nada de foto. Para suprir o desejo de registro, o CCBB instalou grandes painéis na entrada com reproduções das salas do D’Orsay.

— O público vai se sentir em Paris! Isso não é incrível? — diz em entrevista ao GLOBO o diretor do museu, Guy Cogeval. — Estou encantado com esse edifício (do CCBB carioca), que é maior que o de São Paulo e está cercado de tantas construções históricas, de algo barroco, como a ópera (ele se refere ao Teatro Municipal, na Cinelândia). É mesmo como estar em Paris.

Do lado de fora da Paris carioca, o pipoqueiro em frente ao CCBB segue com as versões doce e salgada a partir de R$ 2, um grupo de moradores de rua observa o trânsito e dois ônibus interrompem a faixa de pedestres. Mas lá dentro, na Paris de até 22°C, é preciso usar casaco e pode-se comer um pain au chocolat por R$ 5 com um capuccino médio de R$ 6,40. Lá dentro, a curadora do D’Orsay, Caroline Mathieu, repete que “vocês (os brasileiros) poderão admirar sete Renoir de uma só vez!”.

http://oglobo.globo.com/cultura/os-impressionistas-estao-chegando-6468553

19/10/2012

"É difícil obter lucro com obras de arte roubadas" diz especialista em roubo de arte

Comentamos aqui sobre o roubo das obras de Picasso, Monet, Matisse, Gouguin, Meyer de Haan e Lucien Freud do Museu Kunsthal da Holanda, país que nos últimos 23 anos já teve 482 obras roubadas! Um fato que não apenas deixou de cabelo em pé o mundo da arte como preocupou, não sem motivo, autoridades brasileiras! A preocupação tem o agravante da inauguração, na próxima semana, da exposição que trás as obras mais valiosas já expostas no Brasil que abraça os principais nomes do Impressionismo.

O Brasil tem um longo histórico de roubos de obras de arte. Vale lembrar que a Chácara do Céu (RJ) durante as comemorações do carnaval de 2006 perdeu quatro de suas obras quando homens armados levaram "Homme d'une complexion malsaine ècoutant le bruit de la mer" também conhecida como "Dois balcões", do Salvador Dalí, "Le Jardin du Luxembourg" de Matisse, "La Danse", de Pablo Picasso e "Marine", de Monet. Outro caso que chamou atenção, em especial pelo seu desfecho incomum foi o do jovem que roubou a obra do Portinari mas resolveu devolvê-la à instituição.

Mas o quadro não parece preocupar tanto Noam Charney, escritor especialista em roubos de arte e diretor da ARCA (Association for Research into Crimes Against Art) fez questão de dizer que roubos deste tipo não são lucrativos:
Obras de arte famosas são, infelizmente, fáceis de serem roubadas, mas é difícil obter lucro com elas. No caso de Roterdã, já há uma chance de que as telas tenham sido levadas com o objetivo de se pedir um resgate. (...) Se ele não for pago, azar dos ladrões. Não existem casos, na História, de obras de arte destruídas por conta de resgates não pagos. Os ladrões simplesmente as abandonam.
Longe que querer questionar uma autoridade do assunto, mas a meu ver, ladrões de objetos artísticos dos portes abordados dificilmente roubam com intuito de revenda, mas sim a colecionadores particulares que sabem muito bem o que desejam. São roubos pré-encomendados com destinos próprios justamente porque a revenda é difícil. Arriscaria dizer que por ser o valor monetário inferior ao artístico, e porque não histórico, aliado ao caráter único das mesmas, a revenda dificilmente seria uma questão pensada pelos autores do furto.

Outros casos sobre roubo de obras de arte:





16/10/2012

Obras de Picasso, Matisse, Monet e Gauguin são roubadas de museu

Kunsthal em Roterdã, na Holanda, foi invadido nesta terça-feira (16).
'Quadros representam quantia considerável', dizem investigadores.

Sete quadros de grande valor, incluindo obras de Picasso, Matisse, Monet e Gauguin, foram roubados do museu Kunsthal de Roterdã, oeste da Holanda, nesta terça-feira (16).

As obras são "O louco (cabeça de Arlequim)", de Pablo Picasso, "Leitora em branco e amarelo", de Henri Matisse, "A ponte de Waterloo" e "A ponte de Charing Cross", de Claude Monet, e "Mulher diante de uma janela aberta", de Paul Gauguin.


Quadros de Meyer de Haan, Lucian Freud, Henri Matisse, Pablo Picasso, Paul Gauguin e Claude Monet que foram roubados do museu Kunsthal em Roterdã, na Holanda, nesta terça-feira (16) (Foto: Reprodução/AFP/Polícia holandesa)

Também foram roubados "Autorretrato", de Meyer de Haan, e "Mulher com os olhos fechados", de Lucian Freud. "Iniciamos uma investigação e há especialistas no local", afirmou a porta-voz da polícia de Roterdã, Patricia Wessels.

"Tentamos descobrir como tiveram acesso, que horas aconteceu e quem são os autores do roubo", completou. O roubo aconteceu durante a madrugada, segundo a polícia, que negou que uma obra de Van Gogh tenha sido levada.

"A polícia está interrogando as eventuais testemunhas e estuda as imagens do circuito de TV do museu. De acordo com os primeiros elementos, o roubo foi muito bem planejado", afirma um comunicado.

A polícia foi alertada durante a noite por um alarme, mas quando chegou ao local os ladrões já haviam deixado o museu. O Kunsthal exibe uma mostra de obras da Fundação Triton como parte da celebração de 20 anos, incluindo quadros de Picasso, Van Gogh, Marcel Duchamp e Piet Mondriaan.

Polícia holandesa investiga museu Kunsthal, em Roterdã, após várias obras terem sido roubadas nesta terça (16) (Foto: Robin Utrecht/AFP)

http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2012/10/roubo-em-museu-de-roterda-que-tem-obras-de-picasso-e-van-gogh.html



04/07/2012

Um giro artístico pela cidade


No último domingo, São Paulo teve a segunda edição do Walking Gallery – inusitado projeto em que artistas rodam pela cidade carregando suas obras. O movimento começou há três anos, em Barcelona. Foi ideia do arquiteto e artista catalão José Puig. De lá, ganhou outras cidades espanholas, como Vigo, Bilbao, Madri e Zaragoza. Ainda neste ano, está prevista uma ação semelhante em Londres e outra em Buenos Aires.

http://blogs.estadao.com.br/edison-veiga/2012/07/03/um-giro-artistico-pela-cidade/

01/07/2012

Jovem que roubou quadro de Portinari volta ao museu, em Olinda, para pedir desculpas

Leonardo Jorge foi ao MAC pedir desculpas pelo furto do quadro à diretora do espaço, Célia Labanca

Um pedido de desculpas e o perdão não poderiam escolher lugar melhor para se encontrar. Um museu. Mais especificamente o Museu de Arte Contemporânea (MAC) de Pernambuco, em Olinda, um dos mais importantes da América Latina. O pedido partiu de um jovem franzino, carioca de sotaque carregado, que há pouco mais de dois anos levou o MAC a ganhar as manchetes dos principais jornais do Brasil e até mesmo do exterior. 

Leonardo Jorge da Silva, 26 anos, acusado de furtar do local a tela Enterro, do pintor Cândido Portinari, em 14 de julho de 2010, voltou no fim da semana passada ao museu. Dessa vez, no entanto, não buscava obras de arte. Estava atrás do perdão de Célia Labanca, diretora do espaço.

Para ele, solto há um mês através de decisão da Justiça para responder o processo em liberdade e que diz querer retomar a vida longe do mundo do crime, o pedido de desculpas seria o primeiro passo para o recomeço. O encontro aconteceu no fim da manhã de um dia chuvoso.

De um lado, Leonardo, ainda tímido, que vestiu a melhor roupa para a visita. Por cima da camisa preta de botão, a farda do Projeto Travessia, que o fez orador da primeira turma de detentos a concluir o ensino médio no Presídio de Segurança Máxima de Igarassu, no Grande Recife.

Do outro, na sala em anexo à entrada principal do museu, uma ainda desconfiada Célia Labanca. Quem primeiro falou foi ela, indagando logo se o jovem pretendia mudar de vida e avisando que o ser humano é resultado de suas escolhas.




Tela "Enterro" Cândido Portinari voltou a fazer parte do acervo do MAC - Olinda


De cabeça baixa, Leonardo parecia concordar com os puxões de orelha. Admitiu que fez a escolha errada e começou a explicar a história da sua vida, que teve início no bairro de Ramos, no Rio de Janeiro.

A partir daí, a conversa fluiu. Célia se mostrou impressionada com a desenvoltura, educação e conhecimento em arte do ladrão que tirou suas noites de sono naquele julho de 2010. Leonardo assumiu o crime na frente da diretora e afirmou que pretende entrar em uma faculdade e usar o que já aprendeu para voltar a ter uma vida digna.

“Ainda na prisão, comecei a fazer pesquisas para um próximo trabalho (furto). Mas vi na escola um refúgio, pois sofri muito lá dentro, principalmente pela minha condição sexual. E na escola percebi que posso usar meus conhecimentos para mudar de vida. Mas antes tinha que pedir desculpas”, ressaltou Leonardo, que entregou a camisa do Projeto Travessia e uma carta de sete páginas à Célia.

Para a diretora do museu, a atitude do jovem é nobre. “Esse menino é inteligentíssimo. E deve usar essa inteligência. Vejo que você é uma pessoa boa. Com todo o prazer, lhe perdoo”, afirmou Célia, que presenteou Leonardo com dois livros escritos por ela.

A diretora ainda disse que vai entrar em contato com a Chefia de Apoio a Egressos e Liberados do Estado, colocou o museu à disposição do novo amigo e garantiu: “Vou mandar emoldurar a camisa de Leonardo e colocá-la na sala dedicada a Cândido Portinari.”

Procurado pelo JC, o delegado Manuel Martins, que prendeu o carioca lá no Rio de Janeiro, afirmou ter percebido “algo diferente” no jovem. “Ele é uma pessoa diferenciada, muito inteligente. Não dificultou a investigação, nos contou tudo.”

O quadro foi recuperado no dia 31 de julho de 2010, no Rio de Janeiro. Na ocasião, Leonardo Jorge foi preso junto com o intermediador da venda, Leonardo Bispo da Silva.


Fotos de: Igor Bione/JC imagem
Texto de: Carlos Eduardo Santos

Fonte: http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cidades/geral/noticia/2012/06/30/jovem-que-roubou-quadro-de-portinari-volta-ao-museu-em-olinda-para-pedir-desculpas-47380.php

16/05/2012

O que você acha de entrar nu em museu?

Não é de hoje que a história da arte está cheia de pornografia nu artístico. Afinal, o artista que se dedicava tanto a estudar a anatomia humana não iria estragar todo esse tempo de estudo reproduzindo pessoas com roupa né! Musas obesas volumosas exibindo a sensualidade em uma época em que estria era sinônimo de beleza. 
Até aí é uma coisa, mas agora imagina você ir a museu de arte cheio de "Madonas isso", "Afrodite aquilo", "Cupido em sei lá o que", ou seja, um monte de entidades mitológicas (ou não) nuas, você olha pro lado e tem um espectador(a) do jeitinho em que veio ao mundo. Eu sinceramente iria curtir.

Visitantes usaram só roupa de banho

Em 2005 o Leopold, principal museu de Viena, permitiu a entrada gratuita de pessoas nuas ou com roupa de banho. Era um convite para uma exposição de arte erótica, aproveitando o forte calor (em torno de 30 graus) na capital austríaca. Achei a ideia genial uma vez que o que está sendo exposto no museu é a nudez, não teria melhor forma de fazer o público interagir com as obras (que em exposições do gênero essa interação fica sujeita apenas a apreciação) do que convidá-los a expor sua própria nudez! Além de atrair o público que nesta época do ano na Austria preferem as praias.

A exposição, intitulada "A verdade nua: Klimt, Schiele, Kojoschka e outros escândalos", que em sí já é bastante convidativo (ou assustador dependendo do público) e mostrava retratos nus que estes artistas tinham produzido.

Segundo os organizadores do museu, a exposição já atraiu cerca de 70 mil visitantes. Nus ou vestindo apenas roupas íntimas, homens e mulheres andaram pelos corredores dos museus, sem demonstrar nenhuma inibição com a presença de fotógrafos, sob os holofotes de equipes de TV.

Parece que na Austrália aconteceu algo semelhante recentemente. Recebi este texto por e-mail e não encontrei a referência na internet para apresentar a vocês. Enquanto você vai lendo o texto abaixo vai pensando: será que alguma instituição brasileira poderia tomar iniciativa semelhante? Você iria? 

Segue o texto:

POR MARL WHITTAKER SYDNEY, Austrália - 
As pessoas reunidas para percorrer o Museum of Contemporary Art Australia sorriram, constrangidas -estavam prestes a tirar suas roupas em público. 

O artista que comandava a visitação, Stuart Ringholt, de roupas pretas gastas e um chapéu disforme, deu um passo à frente. "Quem daqui faz parte da comunidade naturista?", indagou.

Alguns homens mais velhos e encorpados ergueram as mãos.

"Quem está nervoso?"

Cerca de uma dúzia de outras pessoas, incluindo este repórter, conseguiram levantar as mãos timidamente. Os visitantes estavam no museu, após o horário de funcionamento normal, para fazer uma visita às obras do museu na companhia de Ringholt, nu. Havia uma exigência específica para a visita: "Quem quiser participar da visitação também precisa estar nu. Adultos apenas."

Ringholt, 40, é um artista conceitual e performático citado recentemente pelo jornal australiano "The Age" como um dos dez "artistas australianos de importância". No último ano, ele comandou três visitações desse tipo em três outras cidades australianas, de modo que pôde fazer algumas previsões sobre a experiência que estava por vir.

"É muito belo", disse às pessoas reunidas. "Quando estamos vestidos, somos sexualizados. Sem roupas, não somos."

Então, ele conduziu os 32 homens e 16 mulheres para uma sala fortemente iluminada, onde as roupas pareceram cair sozinhas dos corpos das pessoas. "Todo o mundo pareceu muito concentrado sobre o que estava fazendo", recordou mais tarde Lance Barton, funcionário de escritório, de 57 anos, que estava fazendo sua estreia como naturista.

A primeira escala na visitação foi diante de uma obra de 2007 da artista escocesa Katie Paterson, "Earth-Moon-Earth": um pianista tocando uma versão da sonata "Ao Luar", de Beethoven, com os erros ocorridos no processo de converter a música em código Morse, transmitir os sinais para a Lua e depois reconvertê-los em notas musicais.

Contra esse pano de fundo fantasmagórico, Ringholt chamou a atenção para o fato de que os museus modernos minimalizam a arquitetura, os tapetes, as janelas e os enfeites para dar mais visibilidade às obras de arte que devem ser o maior destaque, e que, nesse mesmo veio, desde os anos 1980 os artistas contemporâneos aderiram às roupas pretas.

"Há um processo de redução em curso", disse ele. "Formulei uma pergunta: por que a comunidade artística contemporânea se limitava a trajar preto. Por que não reduzir mais ainda e tirar todas as roupas dos visitantes?"

A parada seguinte foi diante de um trabalho de Stephen Birch de 2005, sem título, em que o Homem Aranha encara uma figura fálica primitiva. Ringholt falou do medo e a maioria dos visitantes concordou que sua ansiedade já tinha diminuído.

Sendo artista performático, Ringholt converteu a vergonha em arte. Ele foi ao Palazzo Vecchio em Florença e ficou 20 minutos em pé diante da fonte de mármore com papel higiênico saindo de suas calças. Passou um dia andando em Basileia, na Suíça, com uma prótese nasal da qual escorria uma meleca postiça.

"Tentei entender como o medo se manifesta no corpo e nos debilita", explicou.

O fato de saber que esses atos de abjeção eram performances não os tornou mais fáceis e ele acrescentou: "Foi igualmente ruim. Você fica com ataques de pânico, com suores gelados. Percebi que era o mesmo medo que eu sentia quando telefonava a uma mulher para convidá-la para sair."

Ringholt contou que, com o tempo, aprendeu a dominar seu medo; para isso, foi preciso entender o medo. Ele telefonou à mulher, marcou um encontro e levou seus workshops de medo para a estrada. O processo acabou levando às visitações de museus ao natural.

Quanto aos participantes no evento, estavam divididos quanto à questão de se a arte é intensificada quando o espectador que a vê está nu.

"Não realmente", opinou Barton.

Mas outra participante, Tracey, que não quis revelar seu sobrenome porque trabalha para "uma organização cristã", disse que o nudismo do espectador "intensifica o foco sobre a arte".

Notícia na Folha de São Paulo sobre o Museu Austríaco: http://www1.folha.uol.com.br/folha/turismo/noticias/ult338u5154.shtml

09/05/2012

Arte pré-histórica em risco

Pinturas rupestres no Pará terão livros, exposição, documentário e website em novembro

Foto: Edithe Pereira
Foto: Edithe Pereira

Em matéria de pré-história, a cidade de Monte Alegre, no noroeste do Pará, pode se considerar premiada: ali existem cerca de 20 sítios arqueológicos com pinturas rupestres. O problema é que, mesmo com o Parque Estadual de Monte Alegre (Pema), criado em 2001 pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, o acesso é completamente livre e muita gente acaba depredando os sítios. Para tentar conscientizar a população, será realizado este ano o projeto “ArterupestredeMonteAlegre– Difusão ememóriadopatrimônioarqueológico”, que inclui um ciclo de palestras, uma exposição, dois livros, um pequeno documentário e um portal na Internet. A previsão é que tudo seja lançado em novembro. 

O projeto está sendo organizado por Edithe Pereira, arqueóloga do Museu Paraense Emílio Goeldi e autora de Arte rupestre na Amazônia (2004). “Nos anos 1990, a arqueóloga norte-americana Anna Roosevelt datou um dos sítios em mais de 11.000 anos, mas muitas pessoas continuam sem saber a importância disso. Aproveitam pra ganhar dinheiro levando turistas até lá, passam informações erradas e têm ganhos individuais. Não é isso que queremos. A única saída é a educação. Os pesquisadores não moram lá; são os moradores que devem se apropriar desse patrimônio”, afirma ela. 

Os dois livros – um deles voltado para o público infantil – terão 1.000 exemplares impressos, distribuídos em Monte Alegre e nos municípios ao redor, além de uma versão on-line. Já a exposição será formada por aquarelas das pinturas rupestres, feitas por um artista local, e por informações sobre os sítios. Ela deve ficar permanentemente no município. Professores serão capacitados para utilizar o material do projeto em sala de aula, e alunos serão os guias da exposição. 

Edithe tem outro projeto aprovado pelo CNPq, dedicado ao estudo da forma de ocupação das populações que fizeram essas pinturas. Segundo ela, a maior parte deve ter sido feita por povos ceramistas do primeiro milênio da nossa era. “É uma hipótese criada pela comparação das semelhanças estilísticas de motivos que estão nas rochas com os de cerâmicas desse período. No projeto, pretendo também procurar mais sítios, fazer a documentação digital deles e incluir um trabalho de preservação, já que nada é feito atualmente”, conta.

De acordo com a gerente do Pema, Patrícia Messias, a destruição do patrimônio arqueológico vem acontecendo de forma desenfreada, mas deve diminuir assim que for inaugurada a estrutura de visitação do parque, em parceria com o Iphan e o Museu Paraense Emílio Goeldi. “Ainda não tem data certa para inauguração, mas estamos elaborando a estrutura do parque. Vamos fazer a formação continuada de professores para inserir a educação patrimonial nas escolas e trabalhar com as comunidades, para que os próprios moradores sejam parceiros no processo de controle do patrimônio”, garante Patrícia.

02/05/2012

MASP disseca artistas famosos

Confesso a vocês que sempre pensei "o que será que se passa na cabeça de certos artistas?". Então me aparece o MASP com uma campanha inteligentíssima apresentando um "raio-x" do que se passa nas entranhas dessa mesma galera que eu queria ver o interior de suas mentes. Não era exatamente o que eu queria, mas o resultado ficou excelente.
Abaixo o interior de Salvador Dalí, Van Gogh, e Picasso.


27/04/2012

Belas mulheres em museus

Os museus pelo mundo afora estão cheios de belíssimas obras de arte das culturas mais diferentes. Dentro de um museu você pode encontrar beleza até mesmo nas obras de arte ruins! Mas os museus devem ser mais do que o seu acervo pode proporcionar, e a participação dos visitantes são sempre um espetáculo a parte. Um museu dinâmico ou "vivo", para usar um jargão popular, tem em seus visitantes um a parte importante da dinâmica expositiva.

Não sei exatamente o que Xavier Aaronson estava pensando em toda essa baboseira teoria quando teve a ideia de criar o site Babe at the Museum, ou queria apenas uma desculpa para ter fotos de mulheres bonitas dentro de museus. De qualquer forma, a ideia é interessante e vale a pena conferir. Aliás, se você tiver uma foto de alguma mulher bonita dentro de algum museu brasileiro, você pode enviar também para o e-mail babesatthemuseum@gmail.com

Para saber mais acesse aqui: http://www.vice.com/pt_br/read/gatas-no-museu
Site dele: http://www.babesatthemuseum.com/

25/04/2012

Reabertura da exposição permanente do Museu Internacional de Arte Naïf do Brasil


250 obras de Visconti no Museu Nacional de Belas Artes (RJ)

O Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram) exibe, até 17 de junho, Eliseu Visconti – a modernidade antecipada, exposição com cerca 250 obras, entre pinturas, desenhos, cerâmicas e objetos realizados pelo artista. 

Após 63 anos da última retrospectiva do artista nos seus espaços, o museu exibirá obras que nunca foram vistas pelo público, nem mesmo por especialistas brasileiros em história da arte, que pertencem a 15 instituições e a 80 colecionadores particulares. O maior acervo de obras do artista, contudo, pertence ao MNBA. 

A produção de Eliseu Visconti é apresentada em toda sua extensão, desde o início de sua carreira, em 1888, época em que ainda fazia parte da Academia Imperial de Belas-Artes, até o seu falecimento, em 1944. 

A retrospectiva é dividida por períodos e temas, em consonância com os trabalhos desenvolvidos pelo pintor e também designer. Entre eles estão paisagens, cenas de família, retratos, nus, temas históricos, painéis decorativos e objetos de design, além de desenhos e aquarelas. 

A mostra tem curadoria dos historiadores de arte Rafael Cardoso e Mirian Seraphim, e de Tobias Stourdzé Visconti, neto do artista e responsável pelo Projeto Eliseu Visconti, criado em 2005 para preservar e divulgar a memória do pintor. Saiba mais.

11/04/2012

Publicidade divertida no Museu!

Publicidade divertida!

por Jéssica de Queiroz em 10 de abr de 2012 às 13:32

Idéias geniais que fogem do esperado para a divulgação de museus e exposições.

Visitar museu é algo que grande parte da população ainda não tem hábito de fazer devido a vários fatores distintos. Arrisco dizer que muitos acham chato. Pensando nisso, algumas campanhas publicitárias têm apresentado esses espaços e suas exposições com mais descontração.
Essa linguagem divertida foi usada na campanha para divulgar o 64º aniversário do Museu de Artes de São Paulo-MASP. A agência preparou tirinhas utilizando as imagens da coleção como personagens. De maneira bem humorada, esses personagens falam sobre a festa de aniversário do MASP:









O Comic Museum, apesar de já ser uma proposta diferente de museu, também apostou nesse tipo de publicidade:



O museu do Comunismo apresentou os grandes nomes desse movimento, como Stalin, Lenin e Karl Marx em momentos de intimidade, com o slogan : "Get intimate with History"...







O Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli fez cartazes com o slogam "É sua vez de ser apreciado, faça uma doação para o MARGS", onde as pessoas é que são observadas pelos personagens das pinturas.





http://lounge.obviousmag.org/pe_de_quica/2012/04/publicidade-divertida.html#ixzz1rewx8QUM

04/04/2012

Exposição mostra anatomia de animais dissecados

Músculos, ossos e articulações de animais reais são expostos ao público.
Coleção inclui cerca de 100 animais, como um elefante de 56 anos.

Um conjunto de cerca de 100 animais dissecados, entre eles um elefante de 56 anos, será exposto no Museu de História Natural, em Londres. A coleção é uma criação do polêmico anatomista alemão Gunther von Hagens, que já exibiu corpos humanos na exposição "Mundo do Corpo".

Von Hagens usa uma técnica chamada "plastinação". Ele substitui água e gordura presentes no corpo por um tipo específico de plástico. Depois, a pele é corroída com enzimas, para revelar partes subjacentes do corpo. Assim, Von Hagens consegue manter as características anatômicas e evitar o apodrecimento do cadáver.

Além do elefante, são destaques da exposição uma girafa equilibrada em apenas uma pata, o sistema circulatório de um tubarão, uma lula gigante e um sistema nervoso de um felino. A maior parte dos animais vivia em cativeiro e foi doada para o anatomista depois de ter uma morte natural.

Segundo os organizadores da mostra, o objetivo não é chocar, mas mostrar partes escondidas da anatomia dos animais. A exposição, chamada "Animal Virado do Avesso" ("Animal Inside Out", em inglês) vai de 6 de abril a 16 de setembro.

Um elefante asiático fêmea, que morreu aos 56 anos, é um dos destaques da exposição. Neste exemplar, de 3,5 metros, o anatomista Van Hagens buscou deixar aparente a relação entre ossos, músculos e órgãos (Foto: Reuters / Stefan Wermuth)


O sistema circulatório de um tubarão faz parte da exposição. Para mostrar os capilares sanquíneos, Van Hagens introduziu um líquido vermelho na rede de artérias. Depois, removeu a pele do animal. (Foto: Reuters / Stefan Wermuth)


Funcionária da exposição observa um gorila dissecado. (Foto: Reuters / Stefan Wermuth)


Dupla de renas é exposta na "Animal Virado do Avesso", em Londres. (Foto: Reuters / Stefan Wermuth)

http://g1.globo.com/natureza/noticia/2012/04/exposicao-mostra-anatomia-de-animais-dissecados-em-londres.html