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03/08/2012

MinC divulga número atualizado de propostas admitidas pela Lei Rouanet

O Ministério da Cultura divulgou planilha atualizada com o quantitativo por área das propostas admitidas pelo mecanismo de renúncia fiscal da Lei Rouanet, no período de fevereiro a julho. De acordo com a Instrução Normativa nº 1 de 2012, a admissão de novas propostas está limitada, durante o ano, em 6.300, e respeita os limites por área cultural.

Nas Artes Cênicas, o limite é de 1.500 projetos; nas Artes Visuais, até 600 projetos; em Humanidades, até 900 projetos; na Música, até 1.500 projetos; no Patrimônio Cultural, o limite é de 600 projetos; e no Audiovisual é de 1.200 projetos.

Segundo o MinC, a medida estabelecida na IN atende ao princípio da não concentração, exigido pelos órgãos de controle e já é prevista no artigo 19 da Lei Rouanet.

15/06/2012

Rio+20: ministra abre programação cultural que inclui roteiro de museus

A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, abriu oficialmente na noite da última quarta-feira (13), a programação cultural daConferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio +20). A cerimônia de abertura aconteceu no Galpão da Cidadania, no centro do Rio de Janeiro (RJ).

Museu Casa Benjamim Constant inaugurou
mirante para a cidade do Rio de Janeiro
A programação terá como âncoras dois espaços: o Galpão da Cidadania e o Armazém da Utopia. Ambos estarão abertos ao público durante todo o evento, convidando à reflexão e debate sobre a importância da cultura como eixo estratégico do desenvolvimento sustentável.

Além disso, visa difundir e debater com os participantes da Rio +20 as propostas e ações realizadas pelo Sistema MinC e acolher propostas que venham a colaborar com as políticas culturais.

Entre as ações realizadas pelo MinC está o Roteiro Cultural Museus Rio+20. Durante a conferência, cerca de 50 museus da região metropolitana do Rio de Janeiro, e do interior do estado, programam uma série de eventos que oferecem ao público a oportunidade de vivenciar e trocar experiências que conduzam à dimensão da diversidade cultural como vetor de desenvolvimento humano sustentável.

A versão impressa do roteiro, que inclui exposições, visitas guiadas, seminários e apresentações musicais, será distribuída durante a Rio+20, que acontece entre os dias 13 e 22 de junho. Confira a versão digital aqui. Confira também o guia do Circuito Verde, sugerido pelo Ibram.

Rio+20 nos museus Ibram
No Museu da República, centro da programação do Ibram na cidade do Rio de Janeiro, seminários, debates e exposições de arte sustentável tiveram início na segunda-feira (11). Na sexta-feira (15), às 13h, terá início a Mostra de Vídeos Ambientais, que prossegue até o dia 21. A partir do sábado (16), o museu sedia ainda a Conferência Global dos Povos Indígenas.

Como parte da programação, o Museu Casa de Benjamin Constant, que em 2012 completa 30 anos de criação, inaugurou na quarta-feira (13), um mirante com vista para a área central da cidade e Baía de Guanabara. Inserido na Área de Proteção Ambiental do bairro de Santa Teresa, o museu dispõe de uma área verde de 10 mil m² e tem investido na criação de trilhas para caminhadas, espaços de convivência e área de atividades educativas de cunho ambiental.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Divulgação Museu Casa Benjamin Constant

Para saber mais sobre os museus do Rio de Janeiro e a Rio +20:

08/05/2012

Série de TV sobre museus brasileiros é lançada em Brasília

Foi lançada na noite desta quinta-feira (3), em Brasília (DF), a segunda edição da série Conhecendo Museus, que objetiva resgatar a memória brasileira por meio da promoção e divulgação de objetos, obras de artes e documentos que compõem os acervos dos museus brasileiros. 

Produzida a partir de parceria entre o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC), a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), a TV Escola (MEC) e a Fundação José de Paiva Netto, a série apresentará 52 museus brasileiros em episódios de 26 minutos. 

Presente ao lançamento, a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, destacou que os museus são fundamentais para que os brasileiros conheçam a história e cultura do País e que a preocupação de se passar uma imagem leve e divertida dos museus pode incentivar o público jovem a visitá-los. 

“Quando a gente pensa em Cultura, pensa em formação de público. Quando o interesse para a arte e a cultura é despertado na infância e adolescência, ele permanece com a pessoa”, disse Ana de Hollanda. 

Os presidentes do Ibram, José do Nascimento Junior, e da EBC, Nelson Breve, lembraram o desafio que foi produzir uma série sobre museus para que o público percebesse que museu não é “lugar de coisa velha”, como popularmente se costuma dizer. “Todos vão gostar e ter vontade de visitar pessoalmente os museus”, afirmou José do Nascimento Junior. 

Os filmes serão exibidos em canais educativos de televisão aberta e por assinatura, como os canais TV Brasil, TV Brasil Internacional, Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP), Boa Vontade TV, Rede Educação e Futuro de Televisão. A partir do segundo semestre de 2012, os documentários também serão exibidos na TV Escola/MEC como material de apoio didático nas escolas do Programa Mais Educação. 

O primeiro episódio, sobre o Museu do Futebol, será exibido pela TV Brasil e pelas 22 emissoras da Rede Pública de Televisão no dia 8 de maio, às 17h30. Neste dia também será lançado o site oficial da série (www.conhecendomuseus.com.br ) com a programação e novidades e curiosidades sobre os museus e as gravações.

03/02/2012

Modigliani no Museu de Belas Artes

Ministra Ana de Hollanda inaugurou no Rio de Janeiro mostra dedicada ao pintor e escultor italiano

O Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no Rio de Janeiro, foi palco nesta terça-feira, 31/01, da cerimônia de abertura da exposição Modigliani: imagens de uma vida, com a presença da ministra da Cultura, Ana de Hollanda, do embaixador da Itália no Brasil, Gherardo La Francesca, do presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), José do Nascimento Junior, do chefe da Representação do MinC no Rio de Janeiro e Espírito Santo, Marcelo Velloso e da diretora do MNBA, Mônica Xexéo. A mostra, um dos pontos altos da programação do Momento Itália-Brasil, fica aberta ao público até 15 de abril.
Em seu discurso, a ministra Ana de Hollanda ressaltou a importância do intercâmbio cultural entre Brasil e a Europa, lembrando do festival Europália , recém-encerrado na Bélgica. Neste contexto, deu especial destaque à relação com a Itália: “Minha paixão pelas artes, principalmente por Modigliani, nasceu aos 12 anos, quando minha mãe me levava ao Masp, um museu que os italianos ajudaram a fundar”, afirmou a ministra, numa referência a Pietro Maria Bardi, um dos criadores do Museu de Arte de São Paulo, juntamente com Assis Chateaubriand. Ana de Hollanda acrescentou, ainda, que a exposição Modigliani é importante também para o público brasileiro conhecer a obra de alguns dos artistas que influenciaram nosso modernismo, nas primeiras décadas do século XX.

O embaixador italiano, Gherardo La Francesca, afirmou que os brasileiros “têm sensibilidade especial para a beleza” e, por isso, vão gostar muito da exposição. Segundo ele, Modigliani encontrou seu caminho pessoal e deixou uma marca importante na arte contemporânea, apesar de sua morte prematura aos 36 anos. O embaixador destacou também o trabalho em equipe que tornou possível a exposição, celebrando as relações entre os dois países.

O presidente do Ibram, José do Nascimento Júnior, comentou que o evento marca os 75 anos de criação do MNBA, dono do mais importante acervo de arte do país. Nascimento disse que a agenda cultural da instituição coloca o museu em destaque no panorama das artes brasileiras e prometeu que, até a Copa do Mundo de 2014, o Museu de Belas Artes terá todas as suas obras de restauração concluídas.

A exposição
A mostra Modigliani: Imagens de uma vida apresenta ao público brasileiro um acervo ainda inédito em outros países da América Latina. São 54 pinturas, incluindo 12 óleos originais de Modigliani e telas de outros artistas contemporâneos seus; cinco esculturas originais, 55 desenhos, dois livros, uma litografia, documentos, diários e manuscritos, num total de 230 peças.

A exposição traz ao público um rico panorama da vida artística italiana e parisiense no início do século XX, ressaltando a convivência de Modigliani com importantes artistas do modernismo como Picasso, Max Jacob, Léonard Foujita e André Derain , entre outros. Modigliani nasceu em Livorno, na Itália, em 1884, e morreu em Paris, em 1920. Teve uma vida intensa e atribulada, com muitos amores e doenças graves, que provocaram sua morte prematura.

A mostra é resultado de uma parceria entre o Museu a Céu Aberto (MCA) e o Modigliani Institut Archives Légalés Paris-Roma, e integra um dos 200 eventos do Momento Itália-Brasil, iniciativa que teve início em setembro de 2011 e vai até junho de 2012. Depois do MNBA, a exposição segue para o MASP, em São Paulo, na segunda quinzena de abril.

Também estiveram presentes na abertura o presidente do Modigliani Institut Archives Légalés Paris-Roma e curador da exposição, Christian Parisot, o diretor do Instituto Italiano de Cultura do Rio de Janeiro, Rubens Piovano, o secretário de Cultura do Município do Rio, EmílioKhalil, além de diretores de outros museus do sistema Ibram.

Vasari na FBN
Num dia dedicado às artes, a ministra visitou também a exposição Giorgio Vasari: a invenção do artista moderno, na Fundação Biblioteca Nacional. A mostra, que ficará aberta ao público até 16 de fevereiro, reúne cerca de 170 peças do acervo da biblioteca e é uma homenagem aos 500 anos de nascimento do pintor, escritor e arquiteto italiano, autor do primeiro tratado completo da História da Arte.

Guiada pela própria curadora da mostra, Elisa Byington, que explicava os detalhes e a importância de cada peça, a ministra Ana teve a oportunidade de ver obras raras, a maioria do século XVI. Entre as mais valiosas estão a principal obra de Vasari: Vidas, no original Vite de più eccellenti architetti pittori e scultori, de 1550 em dois volumes; e outra edição, de 1568, com três volumes e cerca de 1000 páginas. Além dessas, estão em exibição várias outras edições do mesmo livro, dos séculos XVII, XVIII e XIX.

A exposição contém ainda dezenas de gravuras do século XVI, elaboradas a partir de modelos de obras de Rafael, Michelangelo e outros mestres do Renascimento italiano. Entre as peças expostas, destacam-se gravuras de Andrea Mantegna, considerado por Vasari o “Pai da Gravura”, Niccolò della Casa, Martin Schongauer, Albrecht Dürer , Cornelis Cort, Marcantonio Raimondi, Marco Dente da Ravenna, Agostino Venesiano, entre outros.

A mostra inclui também dezenas de livros originais do século XVI, incluindo obras de Plínio, Plutarco, Suetônio, Dante Alighieri (A Divina Comédia) e Boccaccio (Decameron). Todas as peças da exposição pertencem à Biblioteca Real, trazida por Dom João VI em sua mudança para o Brasil, em 1808, e que constituem a base do atual acervo da Biblioteca Nacional. A instituição é hoje a oitava maior biblioteca nacional do mundo.

Saiba mais sobre o Momento Brasil-Itália
Visite a página do Museu Nacional de Belas Artes
Visite a página da Biblioteca Nacional

(Texto: Heloísa Lopes – Ascom RRRJ/MinC)
(Fotos: André Melo – Ascom/MinC)


http://www.cultura.gov.br/site/2012/02/01/modigliani-no-museu-de-belas-artes/

10/01/2012

retrospectiva 2011

Saravá! Começamos a nossa retrospectiva museal, museológica e/ou museística com “o melhor do melhor do mundo” da museologia de 2011 e saudamos 2012 fazendo referência ao poeta e diplomata Vinicius de Moraes, o branco mais preto(afro descendente) do Brasil, na linha direta de Xangô... Saravá! (Saravá!) A benção aos nossos 112 membros ilustres que por algum motivo obscuro, desconhecido e imoral (porem não ilegal) acompanham as nossas esquisitices, nos permitindo chegar a mais de 40 mil visitas em 3 anos de existência. A benção aos Museologandos Marcelo(graduado e mestrando em museologia, o burguês mais museológico que eu conheço), Maíra(a primeira museologando concursada) e Thainã(nosso eterno graduando) que me ajudam a reunir (e, com sorte, produzir) informações museólogicas, museais e/ou museísticas relativas (o que não significa importante) a área, campo, lote, terreno, sesmaria e puxadinho (já que o social esta na moda) da museologia. Saravá! (Saravá!).

JANEIRO
• Férias no Museu do Futebol (porque lugar de criança é no museu)
• Novo Museu Dalí abre as portas em St. Petersburg, na Flórida
• GLBT History Museum – 1º museu GLBT do mundo
• Qual é o tamanho dos visitantes do museu?
• Museologia é capa do Segundo Caderno do Globo!
• Doações: museus recebem doações para as vítimas das chuvas
• Espaços culturais da prefeitura do RJ sofrem com má condição estrutural e programação irregular
• Museu das Coisas inúteis
• Inaugurado o Centro Nacional de Estudos e Documentação da Museologia
• Museu Nacional do Cairo é invadido durante revolta contra Mubarak

FEVEREIRO
• Johnny Bravo no Museu
• MNBA reabre galeria de arte do século XIX
• Quem tem boca vai ao museu – desenho Timão e Pumba
• expo. Warhol TV
• expo. Natureza Sexual
• Centro Cultural João Nogueira (inauguração prometida para janeiro de 2012 será?)
• A Sexualidade de Mona Lisa (Mona Lisa, masculina, mulher macho sim senhor...)
• Restaurador encontra pintura escondida em quadro de Goya (“é você satanás?”)
• Expo: O mundo mágico de Escher
• Ferramenta do Google permite tour em museus
• Gato e rato no Museu Hermitage - Gatos são contratados para manter os ratos longe do Museu

MARÇO
• Prédios tombados da UFRJ em situação crítica.
• Tela de Benedito Calixto é furtada de pinacoteca no litoral paulista
• expo. Energia Nuclear - Museu da Maré
• Justin Bieber no Museu Madame Tussauds
• Museu de Londres devolverá peças que pertenceram a australianos
• Memorial da Inclusão
• expo. Até quarta-feira! - IMS
• Fim da novela: suspensa nomeação de Emir Sader para a FCRB
• Estrutura de antigo Cais da Imperatriz é achada durante escavação no Rio
• No Rio, patrimônio dá samba Escola de Samba São Clemente levou para a avenida samba-enredo inspirado na paisagem cultural do RJ.
• expo. Abram Alas Para Clóvis Bornay (Símbolo máximo da classe Museológica LGBT.)
• Museu do Bola Preta: nova sede do bloco prevê espaço para museu

ABRIL
• Anônimo doa tela de Picasso em prol da pesquisa científica
• Em cerimônia com a presidenta Dilma Roussef, inconfidentes são sepultados em museu de Ouro Preto
• 25 de abril, aniversário da morte de Lígia Clark
• Dica de Filme Um Crime Nada Perfeito
• Museu Imperial transmite o casamento do príncipe William e Kate Middleton (“porque dinheiro eu tenho só me falta no glamour. To pagaaando!”)
• Foto de crucifixo em copo de urina é destruída a marteladas em museu francês (sai desse copo que ele não te pertence!)
• Lançamento do livro Abracaldabra uma aventura afetivo-cognitiva na relação museu-educação".
• Museu Falológico (museólogos eufóricos)
• Marceneiro acha obras de arte no lixo da USP ("Falavam que era besteira, que era lixo. Só eu achei que não era lixo.")
• Brasil integra ranking internacional de exposições e museus mais visitados

MAIO
• Expo: "Túnel do Tempo" rende polêmica (“Agora, eu acho que talvez esse episódio seja apenas um acidente e não devia ter acontecido na história do Brasil. Não é tão marcante...” – Sarney sobre a ausência do impeachment de Collor na exposição)
• Foto de homem nu causa polêmica em museu do Sergipe.
• O Museologando Avalia Fernando Pessoa plural como o universo (participação especial da museóloga Wendy Girondi)
• Exposição curricular Muito prazer, Urca!
• Dia Internacional dos Museus (ironicamente no mesmo dia da Luta nacional Antimanicomial)
• Museologando avalia: CCBB Laurie Anderson e Mariko Mori
• 9ª Semana – Museu e memória
• Os Simpsons no MUSEU
• Acervo do Museu do Trem (RJ) é o mais novo patrimônio cultural do Brasil
• Santa Catarina recebe o primeiro tombamento definitivo de paisagem cultural brasileira
• Os Caras de Pau no Museu

JUNHO
• Feira de troca cultural MAC
• Expo: Bicicleta, Histórias e Curiosidades
• Ministra Ana de Hollanda no Programa do Jô
• MNBA realiza projeto “Ver e sentir através do toque”
• The Museum Of My - Facebook (Teoria do museu interior de Scheiner?)
• Museu Tatoo Brasil

JULHO
• EUA devolvem ao Egito 19 peças arqueológicas da tumba de Tutancâmon
• Terça Insana no Museu (“me deixem ser burra, ser intelectual dói...")
• IBRAM lança Carta de Petrópolis
• Museu dos EUA elabora maior base de dados da arte latino-americana
• Tombamento Teatro Oficina
• expo: O Museu Encantado da Barbie
• Ben 10 no MUSEU
• expo: Brasil Feminino - FBN
• expo. Rio: a arte da animação
• Inauguração do Museu da Cidade de Patos de Minas
• Dica de Filme Meia noite em Paris

AGOSTO
• expo: SBT 30 ANOS
• Primeira sede do MoBA, o Museu da Arte Ruim, é inaugurada nos Estados Unidos
• CULTURA EM GREVE! ( com direito a Protesto do Pijama e CARTA-TESTAMENTO DA CULTURA)
• MNBA - 3º Festival Internacional de Humor
• Museus da Holanda poderão vender obras para pagar contas(A crise chega aos museus)
• Expo. Tatuagens Urbanas
• Museu dos Teatros é desativado;
• Doutorado em Museologia e Patrimônio - aula inaugural
• Lançamento Revista Eletrônica EducaMuseu
• II Fórum de Museus do Estado do Rio de Janeiro (“Siricuticos museológicos”)
• Para dirigente do Iphan/RJ, é 'ridículo' dizer que ele não pode autorizar obras no Maracanã (“que deselegante”)
• Inauguração do Museu Casa de Arnold Schwarzenegger (Hasta La Vista, Baby)

SETEMBRO
• Homem vende o próprio dedão amputado para salvar museu (“companheiros, nunca antes na história...”)
• Inauguração do Museu Gucci (museologia fashion week)
• Cultura às escuras (sempre bom tirar um sarro dos paulistas)
• Ruas de SP começam a receber mostra com rinocerontes estilizados
• The Artist is Present, um jogo sobre ficar na fila de um museu
• 86% dos museus de SP têm problemas
• 5ª Primavera dos Museus - Mulheres, Museus e Memória
• Inauguração do Museu de Cera de Petópolis
• O fantástico mundo de Bobby no Museu
• Medindo dez metros de altura e pesando dez toneladas, a escultura 'Maman', de Louise Bourgeois, chega ao Aterro

OUTUBRO
• Artista dá à luz em galeria de arte em NY (Ao nascer o bebê recebeu um numero de inventario e ganhou uma ficha catalográfica)
• EUA procura homem que arrombou museu disfarçado de planta (Será essa a Museologia Vegetal desenvolvida no 4º FNM?)
• expo. Oswald de Andrade no Museu da Língua Portuguesa
• Museu na Espanha expõe dinossauros transando (“delicia, delicia, assim você me mata. Aí se eu te pego...”)
• Europália dá visibilidade à Bélgica, mas sofre com desorganização e interferências do governo
• Fudêncio e Seus Amigos no Museu (humor politicamente incorreto. Adoro!)
• Semana da Criança - MHN
• Criação da Rede de Acessibilidade nos Museus
• Museus na Copa 2014
• Cidade de Montevidéu expande museus e enriquece seu acervo artístico
• Casa onde foi fundada a umbanda, em São Gonçalo, será demolida esta semana (Ó Paí Ó!)
• Repúdio ao Sergio Besserman, à Lucia Hipólito e à CBN

NOVEMBRO
• Projeto mensal prevê visita aos bastidores do Museu Imperial
• Rito indígena brasileiro entra na lista da UNESCO de patrimônios culturais imateriais em risco
• Valentino lança museu virtual
• expo. curricular Quadrinhos o poder dos traços
• Cem anos de arte no Brasil é o tema da exposição de reabertura do Paço Imperial
• Eleições COFEM E COREM 2ª. REGIÃO (museologando no corem 2ª R)
• Museu do Holocausto inaugurado em Curitiba
• Exposição conta a história dos videogames MIS-SP
• Museu londrino apresenta a maior exposição sobre Leonardo Da Vinci
• Acadêmicos da Museologia (Depois de alguns anos a museologia volta a ter D.A. “museólogos de todo mundo uni-vos!)
• Mercosul terá patrimônio cultural reconhecido
• Faxineira destrói obra de arte na Alemanha ao tentar limpá-la
• Verba destinada ao Ministério da Cultura pode cair 16% em 2012, na maior redução da última década

DEZEMBRO
• Dia do museólogo é comemorado com anúncio de balanço positivo de 2011 e expectativas para 2012
• Tiririca fará campanha para popularização dos museus - "Você sabe o que é um museu? Eu também não, mas vamos descobrir" (Tiririca pra Ministro da Cultura “pior que tá não fica”)
• Louvre é acusado de danificar quadro de Leonardo da Vinci
• As melhores exposições de 2011
• MinC e MEC assinam acordo de cooperação
• Informe do Corem 1ª Região (eleições: Maíra para COFEM)
• Museu das relações terminadas
• Kid Vs. Kat - "A Maldição da Tumba de TutanGato"
• Museu como ferramenta publicitária: Fórmula secreta da coca-cola é exposta em museu
• Museu do Louvre adota Nintendo 3DS como guia virtual (aposto que tem gente lendo essa notícia e pensando: o que é um 3DS?)
• Dia do Museólogo (no mesmo dia da Criação do município de Não-Me-Toque, do Dia Mundial de Conscientização do Autismo e da Nossa Senhora do Ó)

23/12/2011

MinC e MEC assinam acordo de cooperação

Cine Educação deve contemplar mil escolas

O Acordo de Cooperação Técnica Interministerial, assinado na última quinta-feira, 8, em Brasília, pelos ministros da Cultura, Ana de Hollanda, e da Educação, Fernando Haddad, tem como objetivo estender as políticas públicas de Cultura para as escolas brasileiras. A primeira fase dos trabalhos prevê aproximadamente R$ 80 milhões em recursos, que serão usados para o desenvolvimento de seis ações entre as duas pastas, com o objetivo de beneficiar cerca de 1 milhão de alunos da rede pública do país.

Segundo a ministra Ana de Hollanda, “houve grande avanço das políticas públicas nos últimos nove anos, e a assinatura desse acordo vem coroar mais ainda a atual gestão do MEC”. De acordo com o ministro, o acordo visa “levar mais cultura para dentro da escola e levar mais educação para fora da escola”.

As seis ações previstas no acordo são Cine Educação, Edital Mais Cultura nas Escolas, Edital Agentes de Leitura nas Escolas do Campo, Programa Nacional Biblioteca Escolar, Formação continuada para professores de artes, Realização de Pesquisa, mapeamento e georreferenciamento.

O projeto Cine Educação prevê a capacitação de professores e a disponibilização de acervo cinematográfico nacional de títulos da Programadora Brasil/Cinemateca Brasileira. O contato com a produção audiovisual tem o objetivo de desenvolver nos estudantes um pensamento crítico e a capacidade de analisar, discutir e aprender sobre o cinema brasileiro. Os professores e coordenadores de ensino serão capacitados a partir de filmes específicos e contarão com suporte no desenvolvimento de atividades pedagógicas com os alunos. Estes, após as sessões de cinema, participarão de atividades propostas pelos professores. Para 2012 a implementação deverá acontecer em mil escolas.

19/12/2011

Dia do Museólogo

Mais um Dia do Museólogo! Muitas programações... Afinal, 27 anos da nossa regulamentação.

Motivos pra comemorar? Sim! Motivos pra reclamar e querer mudanças? Sim!

Há 4 meses estou em um Estado onde somos somente três museólogas. Reflexões mil sobre a nossa profissão. Quem sabe isso não rende um post em breve? Enquanto isso repasso o texto da Ministra Ana de Hollanda sobre o Dia do Museólogo, disponível no site do MinC.

Só nos resta repetir o lema do Museologando: Museólogos(as) de todo mundo, uni-vos (ou não).

Dia do Museólogo

Ministra Ana saúda profissional que busca mostrar as marcas da produção cultural brasileira

Este 18 de dezembro é o Dia do Museólogo no Brasil. Profissão regulamentada em 1984, o dia nacional foi instituído 20 anos depois como reconhecimento pelo papel fundamental do museólogo para o fortalecimento da cultura brasileira.

Profissional que estuda os museus a partir das relações entre o ser humano, a cultura e a natureza, o museólogo é essencial para a proteção, documentação, conservação, pesquisa e difusão do patrimônio museológico. Desta forma, ele traz consigo o interesse contínuo pelas conquistas materiais e imateriais de uma nação, na busca, sempre, dos melhores caminhos para dar a ver as marcas da nossa produção cultural.

O Ministério da Cultura, por meio do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), tem apoiado ações em prol da museologia brasileira e, consequentemente, de seus profissionais. Dentre elas, podemos destacar o Programa de Qualificação em Museologia que, apenas em 2011, realizou cerca de 20 oficinas com apoio das secretarias de estado da cultura, de norte a sul do país. Isso significa centenas de profissionais participando de ações de formação em torno de assuntos essenciais em suas áreas.

Outra vertente desse apoio à profissão é o investimento por parte do Ibram em publicações que tratam da questão museológica no Brasil e no exterior. Museus em Números, Guia dos Museus Brasileiros, as revistas Musas e Museália são alguns bons exemplos da intenção de criar subsídios teóricos e dar visibilidade para estudos, levantamentos e pesquisas em torno de assuntos que compõem o amplo espectro da museologia.

Completa esse cenário promissor, o incentivo por parte do Ibram à criação e qualificação de cursos em museologia espalhados pelo Brasil. Atualmente, já são 14 as instituições nacionais que oferecem o curso de forma regular, e a intenção é manter o diálogo contínuo com o Ministério da Educação e universidades, para que novas opções sejam oferecidas, para assim ampliar o acesso à profissão.

Ao envolver governos, instituições educacionais e museológicas, organizações sociais e cidadãos, o Ministério da Cultura acredita que a profissão de museólogo contribui definitivamente para dar mais força e amplitude à vida cultural do país, com a criação de condições para que compreendamos melhor o papel social que os museus representam em uma sociedade ciente da importância da preservação de sua memória.

Ana de Hollanda
Ministra de Estado da Cultura

13/12/2011

Tom zé para Ministro da cultura?

Esta é uma campanha que está sendo discutida principalmente no meio digital para a mudança dos rumos do ministério da cultura que causou certo desconforto por conta das últimas ações sobre as leis de direitos autorais. Acontece que o site do ministério da cultura sempre foi sob licença Creative Commons, ou seja, todo o conteúdo do site podia ser distribuído livremente. Atualmente acessando o site pode se ler uma frase bastante diferente na parte inferior da página:

Licença de Uso: O conteúdo deste site, vedado o seu uso comercial, poderá ser reproduzido desde que citada a fonte, excetuados os casos especificados em contrário e os conteúdos replicados de outras fontes. (você pode acessar ao site do ministério aqui)


Esta mudança, embora possa parecer nada demais é um indício sobre os rumos que o ministério pode tomar no sentido das ações sobre direitos autorais. Até então, a Ministra Ana de Hollanda que até então tinha uma posição nublada sobre a questão dos direitos autorais, deixou descontente e desconfiados diversos grupos que pregam a liberdade na internet.

Essa aparente pequena mudança trouxe ainda mais insegurança para aqueles que defendem uma legislação menos restritiva para direitos autorais e uma discussão mais ampla sobre a cultura digital. Ana Buarque de Hollanda, nova ministra da Cultura, é vista como mais conservadora em relação a seus antecessores no cargo, Gilberto Gil e Juca Ferreira. (trecho extraído daqui)



A resposta veio rapidamente de vários segmentos diferentes dentre eles Ronaldo Lemos diretor do grupo Creative Commons Brasil, e o movimento Transparência HackDay criaram que criaram a página “Dá licença, MinC?”, que lista os sites governamentais que adotam as licenças de uso livre.

E o Tom Zé onde entra nisso? Uma campanha lançada no facebook por um músico de Belo Horizonte denominado Makely Ka que por telefone para Estadão afirmou que a “movimentação tem apenas um caráter simbólico”. A “campanha” se tratava de uma manifestação “espontânea e lúdica”, uma “brincadeira séria”. O compositor por outro lado comentou sobre o ocorrido de uma maneira....hmmm digamos a lá Tom Zé. Segue um trecho extraído do site do Estadão.

"Na verdade a campanha é para eu ser ministro da cultura nos Estados Unidos, ajeitado pela Universidade de Tulane”, brincou e disse ainda que a campanha brasileira “era coisa de quem quer derrubar a Ana”. Sobre o atual Ministério da Cultura brasileiro, o músico disse estar “muito ocupado com os Estados Unidos” e que, por isso, não conseguia acompanhar nada do que acontecia por aqui. “Estou completamente ausente”, disse. Ainda tentando extrair algo do cantor que não tivesse relação com os Estados Unidos, Tom Zé foi questionado sobre a Reforma dos Direitos Autorais e sua opinião sobre. “Eu não sei nem o que é que está para reformar, nem o que tem agora, nem o que vai ser”, afirmou.
Não é a primeira vez que Ana de Holanda é centro de debates desconfiados. Sua indicação para o ministério da cultura sempre foi motivo de comentários maldosos a respeito de suas capacidades, e os debates sobre a nomeação para a Fundação Casa de Rui Barbosa causou um desgaste em sua imagem. Soma-se a isso os cortes das verbas para a cultura anunciados para 2012, o que indica dificuldades tanto para museus quanto para outros organismos culturais, além de uma possibilidade de mais um ano com poucos concursos públicos, não é de se esperar que diversos setores manifestem publicamente seu descontentamento. Sendo Tom Zé candidato a ministro ou não a campanha lançada na internet mostra a força que tal veículo possui.

10/11/2011

Verba destinada ao Ministério da Cultura pode cair 16% em 2012, na maior redução da última década

RIO - Os investimentos federais em cultura no Brasil podem ser reduzidos em 2012, o que representaria a segunda queda consecutiva num setor que sempre foi considerado o patinho feio dos governos, mas que ganhou algum prestígio durante a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva. Enviado ao Congresso no fim de agosto, o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2012 indica uma redução de 16% nas verbas destinadas ao Ministério da Cultura (MinC), a maior queda dos últimos dez anos.

O orçamento da pasta vinha de sete anos seguidos de alta nas duas gestões Lula, mas teve uma redução justamente no primeiro orçamento feito para o governo de Dilma Rousseff, passando de R$ 2,29 bilhões em 2010 para R$ 2,13 bilhões em 2011. Já para o ano que vem, o valor previsto pelo governo para o MinC é ainda menor: R$ 1,79 bilhão. Os responsáveis pelo ministério acreditam que a verba será aumentada no Congresso pelas emendas parlamentares, mas deputados ouvidos pelo GLOBO lembram que a falta de apoio da ministra Ana de Hollanda junto aos movimentos culturais e a baixa execução orçamentária do MinC em 2011 podem dificultar as negociações e prejudicar a Cultura.

O primeiro orçamento do MinC no início da gestão petista, em 2003, foi de R$ 397,4 milhões. Já no último ano do segundo mandato de Lula, chegou a R$ 2,29 bilhões, um valor mais robusto, mas ainda longe da promessa inicial do ex-presidente de que elevaria os investimentos da pasta para 1% do orçamento da União: incluindo gastos com pessoal, custeio e investimentos, em 2003 o percentual do MinC era de 0,08% do total; em 2010, foi de 0,23%.

Os movimentos culturais esperavam que a tendência de alta continuasse no governo Dilma. Sobretudo porque, durante a campanha presidencial de 2010, a então candidata recebeu apoio público de artistas e intelectuais num encontro no Teatro Casa Grande, no Rio. Entre outros, estiveram presentes Chico Buarque, Oscar Niemeyer, Elba Ramalho e Alceu Valença. Mas nem isso evitou a queda.

O MinC, por sua vez, acredita que a rodada de negociações no Congresso para a votação da LOA, em dezembro, aumentará a previsão orçamentária da pasta por meio das emendas parlamentares, como tem ocorrido nos últimos anos. Seu secretário-executivo, Vitor Ortiz, fala na possibilidade de emendas entre R$ 300 milhões e R$ 600 milhões. O problema é combinar com os parlamentares. O assunto é tratado com reservas em Brasília, mas os boatos de que Ana de Hollanda não se manterá no cargo após a primeira reforma ministerial, esperada para janeiro, devem dificultar as conversas com o Congresso. Além disso, Ana foi bastante criticada no primeiro semestre por frear a condução da reforma da Lei do Direito Autoral.

- A ministra foi muito maltratada injustamente no início da gestão. Isso a colocou numa situação recuada em relação ao parlamento - diz o deputado federal Raul Henry (PMDB-PE), integrante da Frente Parlamentar da Cultura. - A postura defensiva da ministra dificulta na briga por mais investimentos. As bancadas querem ajudar, mas ela precisa mudar de atitude, precisa buscar mais articulação. O orçamento é uma guerra, e, se ela não se articular com os movimentos culturais e com os deputados, ela não vai conseguir alterar o valor atual.

Mais um ponto que deve prejudicar a atuação de MinC junto ao Congresso é a taxa de execução do orçamento da pasta. Os números consolidados do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal indicam que o MinC empenhou apenas 20,9% de seu orçamento para custeio e investimentos até o fim de setembro. O percentual é o menor da pasta nos últimos cinco anos para o mesmo período, e fica bem abaixo da média do Poder Executivo em 2011, que até setembro estava em 66%.

- A gestão atual do MinC é inábil e não consegue visualizar quais campos podem crescer. Falta solidez política e há incapacidade de gestão - diz Pablo Capilé, do grupo Fora do Eixo, uma rede de coletivos de cultura. - Além disso, a relação com a sociedade civil é ruim. O diálogo é fraco. Vamos entrar em 2012 com o cenário de um MinC fragilizado, de um orçamento menor e com a sociedade civil insatisfeita.

O secretário-executivo do MinC, contudo, espera não apenas que o orçamento cresça no Congresso como atribui a redução no projeto da LOA a um novo modelo de gestão do governo.

- Embora o número que temos agora para 2012 seja inferior ao número deste ano, eu garanto que é um orçamento melhor. Acontece que o orçamento do ano que vem vai passar por uma nova metodologia de gestão do governo federal - argumenta Ortiz. - A gente trabalhava com mais folgas no orçamento, superestimando as receitas federais. Agora vamos trabalhar dentro de um quadro mais realista.

Outros ministérios, porém, mesmo com o novo modelo de gestão indicado por Ortiz, tiveram alta na LOA para 2012. O projeto prevê, por exemplo, aumento de 13% na Educação e de 11% na Saúde.

- Todo governo tem prioridades, e é daí que vêm as variações de cada pasta - diz Ortiz. - Sobre a execução do MinC em 2011, acontece que a maior parte de nossos investimentos é feita a partir de editais. Eles estão lançados, mas os empenhos só podem ser feitos depois que houver todo o processo de licitação, o que costuma ocorrer em novembro e dezembro. Em 2010, a execução deve ter sido acelerada por causa das eleições. Hoje estamos num fluxo normal e vamos chegar até dezembro com 90% do orçamento empenhados.

A elaboração do projeto da LOA de 2012 também traz uma novidade para o MinC: R$ 300 milhões, 16% do total, estão reservados para praças esportivas e culturais do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

- As praças terão equipamentos de esporte, mas também terão bibliotecas, salas de espetáculo e áreas de oficina. A meta é implantar 800 delas até 2014 - afirma Ortiz. - A gente está preocupado em qualificar a gestão. Ninguém mais reclama que o MinC não paga isso ou aquilo. Não há um edital na rua que não tenha recurso guardado para pagar todo mundo. Isso vai fazer diferença na qualificação do resultado final. Não dá para se ter uma ideia maravilhosa, idealista do que são os investimentos na Cultura e depois o resultado não ser o prometido.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2011/11/10/verba-destinada-ao-ministerio-da-cultura-pode-cair-16-em-2012-na-maior-reducao-da-ultima-decada-925775525.asp#ixzz1dJVlxPVJ 
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10/09/2011

A três semanas da Europália, evento com artistas brasileiros em cinco países, repasses de R$ 30 milhões de verbas públicas ainda estão começando

Obras brasileiras na Europália - Composição (1957), de Milton Dacosta.  Foto Divulgação

RIO — Tudo o que se refere à presença do Brasil como país homenageado da 23ª edição da Europália é em grande escala, menos o tempo. Contando na programação com cerca de 130 shows, 90 conferências, 60 apresentações de dança, 40 de teatro e 16 exposições divididos por cinco países (Bélgica, Holanda, Alemanha, França e Luxemburgo), o evento terá abertura acompanhada pela presidente Dilma Rousseff em Bruxelas daqui a três semanas, em 4 de outubro. E até agora praticamente nada dos R$ 30 milhões do governo federal foi repassado a artistas e produtores.

A saga começou em 2010, quando o então ministro da Cultura, Juca Ferreira, aceitou que o Brasil fosse homenageado, mas não previu dotação suficiente no orçamento de 2011 — apenas R$ 2 milhões, segundo o diretor de Relações Internacionais do MinC, Marcelo Dantas.

Após nove meses de estica daqui e puxa dali, a ministra Ana de Hollanda chegou na última segunda-feira ao rateio final da conta: R$ 10 milhões saem do departamento de Dantas; R$ 6 milhões, da Funarte; R$ 4 milhões, do Instituto Brasileiro de Museus; R$ 1 milhão, do Itamaraty, e R$ 9 milhões são dinheiro de renúncia fiscal captado com 11 empresas via Lei Rouanet.

— Os repasses estão começando. Estamos apertados, mas ainda dentro do cronograma — afirma Dantas, que, perguntado se a programação está 100% confirmada, adota a cautela. — Sempre pode acontecer um cataclisma, ou o departamento jurídico do ministério ver problema em algum contrato. Há um grau de incerteza que é da natureza do processo.

Os curadores convidados trabalharam meses de graça, mas já estão recebendo. Os artistas chamados por eles ainda não. Esses curadores dizem não poder cogitar a possibilidade de verbas não saírem e nomes serem cortados.

— Vou defender cada um até o final. Se faltar um, perde o sentido. Nem que eu vá para a rua arrumar dinheiro — afirma João Carlos Couto, responsável pelas artes cênicas.

— Traria um ônus muito grande para a credibilidade do país. Seria uma crise diplomática — diz o curador de música, Benjamin Taubkin.

— Seria desastroso, algo extremamente negativo para o país em todos os aspectos. Não quero pensar nessa hipótese — afasta Sonia Salcedo, que selecionou os artistas plásticos contemporâneos.

Este setor, que conta com Beth Jobim, José Bechara e outros, é um dos principais focos de incerteza, pois há artistas que precisam montar seus trabalhos in loco, mas as passagens não foram emitidas.

— Vivemos um estado de espera sem informações. A ansiedade cresce e a desconfiança também. O Ministério da Cultura continua sendo uma excentricidade no orçamento federal, um ornamento — diz David Cury, escolhido para realizar a intervenção “Corumbiara não é Columbine” no centro de arte Bozar, em Bruxelas.

O trabalho da curadoria começou polêmico em fevereiro, quando o pintor Adriano de Aquino foi convidado para substituir na direção geral o crítico Paulo Herkenhoff, escolhido pelo ministro anterior. Foram substituídos os curadores de artes visuais — com alguns estrangeiros sendo trocados por brasileiros — e os conceitos das exposições, especialmente as duas principais, que serão abrigadas no Bozar: “Brazil.Brasil” (do século XIX ao modernismo) e “Art in Brazil” (de 1950 aos dias de hoje).

— Não ouso narrar a história da arte contemporânea brasileira só a partir da antropofagia. Ela não dá conta — afirma Adriano, que decidiu priorizar a linha construtivista, havendo uma grande mostra dedicada a ela (neoconcretismo e seus desdobramentos, por exemplo), com organização do crítico Ronaldo Brito e núcleos de Franz Weissmann, Volpi, Milton Dacosta e outros. — Os estrangeiros ainda querem ver o Brasil na linha “Uma aventura na África”. Quando nos mostramos contemporâneos na abertura de temas e reflexões, eles tentam nos diminuir. Isso aconteceu na relação com os belgas.

Tensões com os anfitriões

Todos os curadores relatam tensões no diálogo com os representantes da Europália. Uma das preocupações dos belgas era ter na programação artistas capazes de atrair público.

— O rapaz me disse que ninguém menos do que Paulo Coelho seria capaz de encher o auditório de 300 pessoas do Bozar. Não vejo Paulo Coelho tendo alguma coisa importante a dizer sobre literatura brasileira — diz a professora e ensaísta Flora Süssekind, que convidou João Ubaldo Ribeiro para ocupar a função de escritor brasileiro mais conhecido.

Segundo ela, foi preciso batalhar nome por nome, entre eles Bernardo Carvalho, Milton Hatoun e Silviano Santiago. Entre os poetas, uma noite será dedicada a Augusto de Campos, de 80 anos, que estará acompanhado de Adriana Calcanhotto, Arnaldo Antunes, Antonio Cicero e Cid Campos. Para a antologia por ora batizada de “Poesia brasileira contemporânea”, houve luta contra o belga que queria chamá-la de “A luz de Ipanema” ao ver potencial de vendas num verso de Claudia Roquette-Pinto.

— O que eles têm mais dificuldade de entender é quando a gente se pensa — ironiza Flora, que diz ter concebido a programação, que inclui conferências em universidades, imaginando poucos recursos (coube-lhe o R$ 1 milhão do Itamaraty).

Taubkin também ouviu — e rejeitou — a demanda por astros da música brasileira.

— Não se justificava enviar quem já vai com frequência à Europa. É preciso ampliar o espectro. Como é dinheiro público, quis fazer o mais abrangente possível — conta o músico, que convidou, dentre outros, Guinga, Tom Zé, a Velha Guarda da Portela e Céu, além de montar noites temáticas, como as reservadas ao choro e à viola caipira.

Assim como a literatura e a música, as artes cênicas estarão na Bélgica e nos outros países da Europália, entre outubro e fevereiro de 2012. Lia Rodrigues, por exemplo, estreará um novo balé, ainda sem título, em Paris, enquanto o diretor Enrique Diaz mostrará sua versão de “A gaivota” primeiramente em Amsterdã. João Carlos Couto também optou pela pluralidade, conciliando do Grupo Corpo ao Balé Folclórico da Bahia, das “Bacantes” de José Celso Martinez Corrêa a uma apresentação de índios caiapós e mehinakus.

— O Brasil pobrezinho ainda encanta a Europa. Precisamos dizer a eles que a mostra era artística, não social — diz Couto.


20/07/2011

Tombamento Teatro Oficina

Teatro Oficina
MinC homologa o tombamento de uma das maiores referências culturais do país
A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, homologou o tombamento do Teatro Oficina, um dos mais importantes do Brasil, localizado no bairro da Bela Vista, em São Paulo. A portaria nº 62 foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira, 18 de julho, e ratifica a recomendação feita pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural na sua 64ª reunião, ocorrida em 24 de junho de 2010. O teatro foi fundado em 1958 por um grupo de estudantes de Direito, dentre eles, José Celso Martinez Corrêa, hoje o principal diretor do Oficina.
Com a decisão, o nome Teatro Oficina Uzyna Uzona será acrescido ao livro do Tombo Histórico e no Livro do Tombo das Belas Artes, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), vinculado ao Ministério da Cultura, e passará a contar com todas as prerrogativas do Decreto-Lei nº 25, como, por exemplo, a impossibilidade de ser demolido, restaurado, pintado ou reparado sem autorização especial do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
Leia mais em: http://www.cultura.gov.br/site/2011/07/19/teatro-oficina/

16/06/2011

Ministra Ana de Hollanda no Programa do Jô

Ministra Ana de Hollanda é entrevistada no Programa do Jô
Ministra fala de seu trabalho e desafios
Confira o vídeo!

25/04/2011

Em cerimônia com a presidenta Dilma Roussef, inconfidentes são sepultados em museu de Ouro Preto


As ossadas recentemente identificadas como sendo de três inconfidentes mineiros foram sepultadas no dia 21 de abril no Museu da Inconfidência, em Ouro Preto (MG), com a presença da presidenta Dilma Roussef, da ministra da Cultura, Ana de Hollanda, e do governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia.

Com os despojos de José de Resende Costa, Domingos Vidal Barbosa e João Dias da Mota são agora 16 inconfidentes identificados. Outros 10 têm paradeiro desconhecido. O enterro no Panteão da Inconfidência foi uma das atividades em comemoração ao Dia de Tiradentes.

“A revolta dos inconfidentes, que eles sufocaram, lançou para sempre a semente de liberdade no coração dos brasileiros”, afirmou a presidenta.

A ministra Ana de Hollanda considerou a identificação um feito histórico para o patrimônio brasileiro. “A oportunidade de enterrá-los dignamente no Panteão do Museu da Inconfidência é muito importante para manter acesa essa relação genuína dos brasileiros com a liberdade”, disse.

Participaram também da cerimônia os presidentes do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), José do Nascimento Júnior, e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Luiz Fernando de Almeida, além de ministros da comitiva presidencial.

Medalha

Ainda na programação do Dia de Tiradentes, Dilma Roussef, Ana de Hollanda e mais 236 personalidades e instituições foram agraciadas com a mais alta comenda concedida pelo governo de Minas Gerais, a Medalha da Inconfidência, um reconhecimento pela contribuição ao estado e ao país.

“Eu me senti muito honrada com a homenagem e levarei comigo essa lembrança, principalmente porque me dei conta de que, há exatos 50 anos, meu pai, Sérgio Buarque de Hollanda, recebia essa mesma comenda”, refletiu.

Os ministros da Saúde, Alexandre Padilha; da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho; do Planejamento, Miriam Belchior; e da Justiça, José Eduardo Cardozo; o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia; e os governadores do Espírito Santo, José Renato Casagrande; e do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini, também receberam a comenda.

A Medalha foi criada em 1952, durante o governo de Juscelino Kubitschek, e é entregue sempre no dia 21 de abril, com três designações: Grande Medalha, Medalha de Honra e Medalha da Inconfidência, além do Grande Colar, concedido a chefes de Estado.

Veja mais fotos do evento.

Leia detalhes sobre a identificação das ossadas dos inconfidentes.

(Texto: Ascom/MinC)
(Fotos: Roberto Stuckert Filho/PR e Pedro Silveira)


http://www.cultura.gov.br/site/2011/04/22/memoria-3/

21/04/2011

Entrevista com Ana de Hollanda

RIO - Ana de Hollanda acredita que o pior já passou. Além de comemorar ter pago R$ 150 milhões dos cerca de R$ 400 milhões pendentes do ano passado, ela está com pressa para concluir o projeto de reforma da Lei do Direito Autoral e enviá-lo no meio do ano ao Congresso Nacional, para tentar se livrar do tema que predominou nos ataques que recebeu nestes quase quatro meses como ministra da Cultura. Mas há problemas que persistem: ainda não conseguiu nomear duas secretárias (Cláudia Leitão, da Economia Criativa, setor tido como prioritário, e Marta Porto, da Cidadania e da Diversidade Cultural) por, segundo diz, problemas de documentação delas, e está passando o pires em empresas para cobrir os cortes no orçamento. Nesta entrevista, ela responde às críticas de seu antecessor, Juca Ferreira, afirma que é alvo de uma "campanha orquestrada", mas ainda deixa tópicos sem posições firmes.
ANA DE HOLLANDA: Nós temos um foco muito ligado ao cidadão, às comunidades. A cultura atua diretamente na autoestima, na identidade. E trabalha a capacidade de se refletir sobre a realidade em que se vive. Veja os rappers, que comentam tudo e se organizam independentemente da estrutura formal do Estado. Nosso trabalho é para emancipar ainda mais esse cidadão. Vamos trabalhar nos Pontos de Cultura e nas Praças do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Serão 800 praças em quatro anos, e é a comunidade que vai ocupar, desenvolver seu uso.

E um outro foco?
É a área da economia criativa. É um setor muito informal, os artistas estão um pouco perdidos. Primeiro, vamos fazer um grande diagnóstico, pois os estudos que existem estão defasados, e partir para um sistema nacional de informações sobre a economia da cultura: onde estão a criação, os agentes fomentadores, as formas de financiamento, os gargalos para difusão e distribuição. Nosso objetivo é colaborar com a área da criação para que ela se emancipe mais, e não fique na dependência de um prêmio, um edital.

Em um comentário na internet, seu antecessor, Juca Ferreira, afirmou que o atual ministério está destruindo tudo o que foi construído em oito anos de governo Lula e sem apresentar outro projeto. Como a senhora responde?
Eu não vou responder ao Juca. Acho que nossas ações e nossa política estão respondendo. Ele pode ver da forma que está vendo, mas pode também se inteirar melhor e ver que não há esse rompimento. Eu e ele conversamos quando assumi, e eu disse que um governo de continuidade pode ter outros focos, o que não significa anular ou inverter o que foi feito. Mas às vezes o passo seguinte é olhar para o outro lado. A gente tem que avançar. Continuar não é repetir.

Para a senhora, há mesmo uma tentativa de desestabilizá-la?
Ah, sim, existe um grupo orquestrado que foi detectado logo no começo. Não vou ficar falando os nomes das pessoas. Às vezes me perguntam coisas que eu teria dito e que nunca disse. É um trabalho de desinformar e desqualificar tudo. Prefiro caminhar para a frente. Não vou ficar correndo atrás de boato.

Nesta sexta-feira completa-se o período de 30 dias para consulta da nova proposta de reforma da Lei do Direito Autoral. O que acontecerá agora?
Haverá um levantamento de algumas áreas problemáticas que terão que ser mais bem analisadas. Houve um grande avanço do projeto de lei que estava em consulta pública (no ano passado) para o que está no site do ministério agora. Mas a situação da internet ainda está muito indefinida. Vários setores, em cinema, música, fotografia, artes gráficas, estão se queixando (de como serão recolhidos direitos autorais na internet). Abriremos um prazo curto, até a metade de maio, para receber propostas. Depois faremos um grande encontro para discutir o tema, haverá uma sessão no Congresso, mandaremos para o Grupo Interministerial (de Propriedade Intelectual), e espero no meio do ano enviar de vez para o Congresso.

A senhora vem sendo apontada como partidária de um lado na polêmica sobre direitos autorais, o dos compositores contrários à reforma...
Claro que eu tenho preocupação com a criação, no que vou de encontro à Constituição. Quem está me acusando é o pessoal da cultura digital, disseram até que eu era ministra do Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição). Mas ouvi todas as manifestações, tenho intermediários que conversam (com representantes da cultura digital). O digital é uma ferramenta para os artistas, temos que usar e usar bem. Mas é preciso que seja respeitado o criador que vive da sua criação. Não pode ser oito nem 80. Sempre falei que havia uma mediação possível. Temos que trabalhar para atender áreas completamente antagônicas. Os mais radicais não vão aceitar bem, mas temos que trabalhar.

O que é, para a senhora, o Creative Commons?
É uma entidade, uma ONG (organização não governamental), representada no Brasil pela Fundação Getulio Vargas. E eles trabalham com licenciamento de obras para a internet. Há alguns modelos, e eles facilitam para que sua obra fique disponível para quem vai buscá-la. Nada contra, mas eles não podem ficar na página principal (do site do ministério). Podem continuar prestando serviços, pois os Pontos de Cultura, por exemplo, trabalham muito com compartilhamento. O problema do Creative Commons é que não prevê o pagamento a quem cria. O direito do autor continua, está na Constituição, mas o uso que se fizer não prevê alguma forma de pagamento. Sei que eles não têm fins lucrativos, mas também há muitas ONGs que gostariam de ter seu selo na página do ministério.

Não seria melhor estudar mais o tema antes de retirar a marca do site?
Não, porque é uma questão administrativa. Não se pode, sem um processo legal, colocar uma propaganda, uma marquinha que leva para o site de uma entidade que presta um serviço. E falaram que está em outros sites de ministérios. Não está, só em blogs. Não tirei porque quis, não sou louca, consultei o setor jurídico. Como os outros ministros justificam isso, não me interessa, é problema deles. Mas eu estava entrando e precisava responder por isso.

A senhora acredita que o Estado deve interferir na arrecadação e distribuição de direitos autorais?
É uma questão bem delicada. Vai ter alguma forma de fiscalização, é um trabalho que exige uma transparência, pois há uma grande queixa em relação ao Ecad. Existe o direito de livre associação, o Estado não pode intervir, o problema é da Justiça. Mas uma fiscalização maior talvez a gente tenha que fazer, porque eles trabalham com uma área estratégica.

O que será corrigido na Lei Rouanet em caso de aprovação no Congresso de seu substituto, o Procultura?
Acho que vai corrigir muitos erros, pois haverá um grau de pontuação para cada tipo de projeto, apontando qual é a função social dele e se a dedução (do Imposto de Renda das empresas patrocinadoras) será maior ou menor. É sempre uma lei de mercado, existe o papel de patrocinador, mas esse papel será relativo, porque boa parte dos recursos vai para o Fundo Nacional de Cultura. Há um conselho que vai discutir a prioridade desses recursos. O conselho tem uma formação ampla, com colegiados setoriais dos quais fazem parte vários setores da criação, das áreas produtivas, da sociedade civil. Então, haverá uma representatividade quando se for discutir a destinação do fundo.

Como o ministério terá recursos para desenvolver seus projetos se sofreu um corte de 39%, cerca de R$ 500 milhões, em seu orçamento?
Estamos administrando. Nossa primeira prioridade era nos equilibrar e começar a pagar os atrasados do ano passado. Há muitos convênios em que poderemos pagar parcelas este ano e outras mais adiante. Na segunda-feira estive na Petrobras e no BNDES em busca de patrocínios para projetos específicos. Para a Europália (festival de artes que será realizado na Bélgica em homenagem ao Brasil entre outubro de 2011 e fevereiro de 2012) eu vou buscar na iniciativa privada. Há ações que precisamos fazer. Temos que começar este ano a preparar os museus para a Copa e para as Olimpíadas, senão vai ser difícil estarmos em condições.

Qual é o saldo da polêmica sobre a autorização de captação de R$ 1,3 milhão para o projeto de Maria Bethânia lendo poesias num site?
Pegaram a Bethânia para cristo, mas podia ser outro. Até pelo Procultura o projeto poderia ser aprovado. Quem não quer ter acesso a um trabalho de excelência de uma artista que é um ícone? Vejo de uma forma preocupante essa demonização de artistas bem-sucedidos. Eu sou acusada de estar defendendo uma elite. Não defendo artistas bem-sucedidos, defendo cultura de alta qualidade. Vejo uma campanha contra a cultura brasileira, esta cultura que é vista como de elite, mas que não é de elite. É claro que não devemos ficar sempre nos mesmos, temos que abrir oportunidades, mas também temos que reconhecer méritos nos nomes conhecidos.

A senhora estava preparada para ser ministra?
O mundo da cultura é um mundo que grita muito. Em outras áreas, não vejo isso tão forte. Acho que foi descabida a reação orquestrada, e está ficando claro que não tem muito fundamento. Divergências existem sempre, mas campanha com blog "fora Ana de Hollanda"... Tem uma garotada que se deixou levar por essa desinformação. Isso está sendo superado à medida em que estamos mostrando o trabalho.

http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2011/04/20/ana-de-hollanda-apressa-projeto-de-reforma-da-lei-do-direito-autoral-924290660.asp