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24/04/2012

De portas (re)abertas

Foi numa casa em Santa Teresa, no Rio de Janeiro, em que Benjamin Constant (1837 – 1891) passou os últimos meses de sua vida. Quase um século após a morte do militar que lutou ativamente pela Proclamação da República, a residência virou um museu que abriga um acervo de mobiliário, pinturas, esculturas, indumentárias e objetos pessoais que reconstituem seu ambiente familiar. O museu fechou para reformas há seis meses e agora já está praticamente pronto para reabrir as portas. 

A ideia é que a casa seja inaugurada na Semana Nacional de Museus, possivelmente com uma nova exposição e com o caramanchão do jardim inteiramente novo. Elaine Carrilho, diretora do espaço, conta que a restauração se tornou uma necessidade após fortes chuvas danificarem partes da estrutura do local, em outubro de 2011. 

Na ocasião, a queda de uma árvore obstruiu a entrada e causou danos à rede de energia elétrica; e a força do temporal danificou o muro de contenção da encosta do parque e também as calhas da antiga residência. Como as obras só começaram em 16 de janeiro e a luz, restabelecida em meados de fevereiro, todas as atividades de pesquisa foram suspensas. 

Acima, pintura de Benjamin Constant
Mas isso são águas passadas: para as comemorações de 30 anos do museu, em outubro deste ano, uma série de eventos está sendo planejada. Um exemplo é uma parceria com o Museu da República, que pretende criar um circuito de visitas educativas, tendo como tema o período republicano. 

Esse fundador da República 

Benjamin Constant Botelho de Magalhães (1837 – 1891) foi militar, engenheiro e professor, participando ativamente da Proclamação da República em 15 de novembro de 1889 e do Governo Provisório que se instalou em seguida. 

Ele mudou-se para a casa em Santa Teresa junto com sua família em janeiro de 1890, vindo a falecer um ano depois, na madrugada de 22 de janeiro de 1891 - um mês antes da promulgação da Constituição da República. 

18/04/2012

SP é favorita a sediar Museu da Pessoa

Depois de 20 anos dedicados a constituir um acervo virtual, o Museu da Pessoa se prepara para se materializar num espaço físico. O projeto é da fundadora do museu, Karen Worcman, e do arquiteto e urbanista Jaime Lerner, ex-prefeito de Curitiba e ex-governador do Paraná. Três cidades estão sendo prospectadas para sediar a obra: São Paulo, Rio e Brasília. Tudo depende de quem cederá o terreno.

As negociações mais adiantadas acontecem em São Paulo. E, embora os coordenadores não adiantem informações sobre locais ou patrocinadores, o Valor apurou que entre as possibilidades da capital paulista estão em estudo o Parque do Povo, no Itaim, e a Nova Luz, área próxima à Sala São Paulo, na antiga cracolândia.

O projeto arquitetônico já está pronto. É de Jaime Lerner, como seria esperado. Prevê a construção num terreno de 6.000 a 8.000 metros quadrados e tem como estimativa de custo algo em torno de R$ 25 milhões a R$ 30 milhões. Inspirada nos contornos e sulcos de uma impressão digital, a planta resulta numa espécie de labirinto a ser construído em baixo relevo numa praça de areia, delimitada por uma moldura.

"Acho fantástica a história do Museu da Pessoa. Porque é a história de cada pessoa que, no fundo, é a história da cidade e do país", diz Lerner. "Pensei na impressão digital porque não há nada que defina melhor uma pessoa. E na areia, pelo significado do tempo que se escoa." Eles querem inaugurar o museu em 2014, a tempo de fazer dele uma atração para pegar embalo no movimento da Copa do Mundo.

O Museu da Pessoa foi fundado em 1991 com a proposta de documentar histórias de vida de qualquer um. Anônimos, famosos, gente de qualquer região, idade, sexo ou classe social. Os depoimentos, gravados em vídeo, foram armazenados num banco digital de forma a preservar a memória social em suas múltiplas vozes. A ideia foi da historiadora carioca Karen Worcman, que encontrou em São Paulo meios para realizar seu projeto.

Sediado numa pequena casa na Vila Madalena, onde trabalham cerca de 20 pessoas, o museu não é aberto ao público para visitação. Nem tem espaço para isso. Claro que visitas podem ser agendadas e quem quiser pode ir lá para contar sua história. Mas as instalações lembram as de um escritório ou de uma produtora, com estúdio de gravação, sala para encontros e arquivo digital. A nova sede concentrará tudo isso, terá espaço expositivo, auditório, biblioteca e acervo. A área de exposições terá divisões flexíveis de forma a se adaptar a cada evento.

Karen Worcman e Jaime Lerner se conheceram em 2010 num ciclo de conferências no qual cada um foi falar do seu trabalho. Lerner se encantou com a apresentação da historiadora. Ao final, aproximou-se dela no corredor e disse: "Tenho a impressão de que chegará o momento em que o museu precisará de um espaço físico para exibir e organizar os depoimentos. Quando você achar necessário, me liga".

Para Lerner, a grande vantagem do Museu da Pessoa ganhar um espaço físico é aliar a surpresa de cada depoimento a uma curadoria baseada numa programação de temas. No museu atual cada um é seu próprio curador e escolhe, pelo controle remoto do vídeo, que tipo de depoimento quer ver. Das paredes do museu atual, Lerner retirou a frase que, para ele, melhor sintetiza o projeto: "Porque a história da gente é como um novelo de lã. Puxou o fio, achou o começo. O resto vem sozinho".

Há outras frases, também, escritas em painéis coloridos no sobrado: do fotógrafo e empresário Thomaz Farkas (1924-2011), do imigrante Josef Zucha e de muitos outros. São europeus que contam como deixaram seus países durante a guerra e revelam detalhes singelos, como a dificuldade que tiveram para chegar ao porto antes da meia-noite, quando zarparia o último navio para o Brasil.

Fotos de brasileiros de norte a sul decoram os ambientes. Na escada, uma linha do tempo conta a evolução da instituição passo a passo. Depoimentos individuais acabaram por ser agrupados em núcleos: mulheres rurais, imigrantes paulistas. Também através de relatos de pessoas foram perfiladas empresas como Vale, Votorantim, Natura e Petrobrás. "Chegou um momento em que a gente percebeu que a mesma metodologia podia servir para várias coisas: para contar a história de uma grande empresa, de um quilombo ou do BNDS. Fizemos a história do comércio em São Paulo, vista por quem participou dele. Do sorveteiro japonês ao dono de uma loja de chapéus em Santos", explica Karen.

Hoje o museu se mantém e gera recursos pela prestação de serviços na área educacional, pelos clientes privados e por patrocinadores institucionais que fazem doações. O balanço da atividade revela números impressionantes. O acervo soma em torno de 15 mil histórias de vida, 72 mil fotos e documentos digitalizados que falam do Brasil nos últimos 100 anos. Tudo está sintetizado num portal que recebe em média 480 mil visitantes por ano.

Na área educacional já foram realizados 200 projetos. Além disso, o museu usa depoimentos orais para capacitar alunos e professores, forma pela qual já atingiu 700 escolas públicas no país. A vasta gama de atividades inclui ainda a produção de DVDs, documentários e de livros.

Durante a evolução do museu, Karen diz ter presenciado um processo de maturação das grandes empresas brasileiras no que se refere à comunicação corporativa. "A questão da memória passou a fazer parte das empresas de uma forma mais complexa do que a produção de um simples livro comemorativo. Para eles passou a ser importante ouvir o que os funcionários tinham a dizer e registrar isso".

Na década de 1980, depois de formada em história pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Karen começou a fazer uma pesquisa sobre os imigrantes judeus no Rio. Foi aí que surgiram os primeiros contornos do que viria a ser o Museu da Pessoa. "Entrevistei vários judeus que sobreviveram aos campos de concentração e ouvi histórias que não estavam em nenhum livro. Vi que havia aí uma forma de refletir sobre os acontecimentos através do depoimento das pessoas e de suas vivências. Mais ou menos o que um bom filme pode fazer."

Ao longo do tempo, o museu inspirou três experiências similares - no Canadá, nos Estados Unidos e em Portugal. Lerner acredita que qualquer cidade brasileira gostaria de abrigar o novo Museu da Pessoa. "Tem uma frase que gosto muito, que diz que o futuro está logo ali, basta atravessar a rua. Mas o que representa o passado na vida da gente! Ali, sim, está o peso, a referência."

FONTE: http://www2.valoronline.com.br/cultura/2618280/sp-e-favorita-sediar-museu-da-pessoa

10/04/2012

Museu Histórico Nacional reúne imagens para comemoração de 90 anos

O Museu Histórico Nacional, do Rio de Janeiro (RJ), completa em 2012 seus noventa anos de atividades. Para celebrar a data, o museu prepara uma homenagem a todos aqueles que integraram sua equipe ao longo de nove décadas de história.

Com esse objetivo, o MHN está realizando um levantamento de imagens 3×4 de funcionários que trabalham ou já trabalharam na casa, que serão expostas numa mostra comemorativa.

Funcionários na ativa já começaram a dar suas contribuições, e uma busca ao arquivo institucional do museu já reuniu fotos disponíveis daqueles que se aposentaram pelo Museu Histórico Nacional.

A instituição busca, agora, fotos de funcionários que deram valiosa contribuição ao museu mas que saíram para outros desafios - muitos deles atuam hoje em outros museus vinculados ao Ibram, instituições do Ministério da Cultura ou se aposentaram por outras instituições.

Ex-funcionários interessados em participar do projeto devem encaminhar suas fotos, que podem ser em preto e branco ou coloridas, para a Assessoria de Comunicação do MHN.
As fotos, que podem ser atuais ou da época em que o funcionário trabalhou no Museu Histórico Nacional, devem ser encaminhadas ao e-mail: mhn.comunicacao@museus.gov.br até a próxima quinta-feira (12).

28/03/2012

Um museu para Clara Nunes

Ela foi a primeira a quebrar o tabu de que mulher não vendia disco com as mais de 100.000 cópias do compacto “Tristeza, Pé no Chão”, em 1973. Inovou ao levar religiosidade e elementos estéticos africanos para o meio fonográfico. E foi uma das pioneiras no resgate de baluartes do samba, como Cartola (1908-1980) e Nelson Cavaquinho (1911-1986). Em agosto, quando completaria 70 anos, Clara Nunes (1942-1983) finalmente terá um memorial todo dedicado a seu acervo em Caetanópolis, sua cidade natal, a 100 quilômetros de Belo Horizonte. Em breve, a casa em que nasceu, doada à prefeitura no fim de 2011, também será restaurada, e ajudará a formar um circuito considerável em torno da imagem da cantora.

“Clara não jogava nada fora, guardou até a roupa com que foi coroada Rainha do Carnaval em Belo Horizonte, nos anos 1960. Depois que ela morreu, guardamos tudo. Discos de Ouro, troféus, acessórios, fantasias, reportagens, mais de 2.000 fotos. Já são 29 anos de luta para criar o Memorial Clara Nunes. Devo ter feito uns seis projetos, mas só agora conseguimos levar à frente. Temos até o apoio da Universidade de São João Del Rei, que está restaurando o acervo e organizando a montagem da exposição”, conta Maria Gonçalves, também conhecida como Dona Mariquita, irmã de Clara.

O memorial será inaugurado junto com a sétima edição do Festival Clara Nunes, no início de agosto. Além das atrações tradicionais, como pintura, dança, música e a presença da Velha Guarda da Portela – escola que homenageou a cantora no samba-enredo deste ano –, Dona Mariquita convidará todos os amigos de Clara para o evento. A ideia da Secretaria de Cultura da cidade é que a edição deste ano seja a maior de todas.

Foi ainda em Caetanópolis – na época Cedro, distrito de Paraopeba – que Clara começou a participar de concursos de calouros. Mas só em Belo Horizonte ela se consolidou como cantora, ao ganhar a fase mineira do concurso “A Voz de Ouro do ABC” e se classificar no terceiro lugar nacional. “Foi aí que ela veio ao Rio gravar seu primeiro LP, em 1966. Ela começou cantando bolero, versões de músicas francesas e italianas, flertou com a Jovem Guarda, participou de festivais universitários... Mas só a partir dos anos 1970, quando mudou todo seu conceito de música e estética, começou a fazer sucesso”, afirma o jornalista Vagner Fernandes, autor de Guerreira da Utopia (Ediouro, 2007).

Com seu novo produtor, o radialista Adelzon Alves, Clara construiu uma nova imagem ligada às raízes da cultura brasileira. Começou a gravar sambas, frevos, forrós e jongos, mudou a forma de interpretar e passou a usar roupas e acessórios que remetiam a religiões afro-brasileiras. “Essa imagem foi construída, mas Clara sempre se interessou por essas religiões. Aliás, ela era espiritualista, acreditava em qualquer caminho que pudesse levá-la a Deus”, diz Fernandes. O sincretismo religioso será um dos pontos fortes do memorial, que terá desde objetos de umbanda e candomblé até o acervo barroco que decorava a casa da cantora no Rio de Janeiro.

30/12/2011

Por que não se vai mais a museus?

Jornal do Brasil
Marcos Hiller

Atualmente, o cidadão contemporâneo se vê diante de uma variedade de ofertas de entretenimento, produtos e serviços jamais vista. Paralelo a isso, os meios tradicionais de comunicação carregam uma inédita descrença por parte desse consumidor. E como pano de fundo disso, percebe-se na contemporaneidade, um cidadão com um nível de exigência visivelmente atípico, e com uma vasta possibilidade de formas de entretenimento e consumo de cultura em geral. E é justamente nesse contexto em que cidadãos, consumidores de entretenimento, tendem a se conectar a experiências mais relevantes e que estejam alinhadas com seu estilo de vida e, mais que isso, que não o transformem em mais uma pessoa sucumbida à massa. As pessoas hoje definem determinadas experiências de consumo como representantes de algo mais do que experiências aparentemente comuns de consumo.

E por que não se vai a museus? Essa pergunta transita nas cabeças dos principais curadores de arte e diretores culturais do país. E uma série de hipóteses pode ser listada no sentido de compreender e elucidar esse problema. Museu é cansativo, e na primeira saída o visitante vai embora, ou então perde muito tempo tentando entender a obra e esquece de se entreter. Dentro dessa hipótese, vale destacar o que cidades como Bilbau, na Espanha, fizeram. Algumas agências de turismo, no momento de desenhar rotas de passeio para turistas estrangeiros, colocaram a visita ao Museu Guggenheim justamente nos momentos de descanso.

O fato é que hoje se evidencia uma crise no consumo de museus. Em uma rápida comparação com outras formas de consumo cultural, no teatro e no cinema, por exemplo, o espectador fica sentado e também absorve e consome cultura com um nível menor de esforço. Outro indício forte é que, por conta de avanços tecnológicos, outras formas de entretenimento, como a internet e o uso de redes sociais, ganham uma envergadura bastante latente. Até mesmo a tradicional indústria do cinema, ainda assim, apresenta performances bastante satisfatórias, financeira e midiaticamente falando.

O que falta fazer para que o consumo de arte, de cultura, de museus ganhe mais visibilidade? O que este texto se propõe fazer, ou seja, trazer essa discussão para o debate, já é um começo importante. Outra hipótese evidente é que arquitetos, curadores de exposições e profissionais de arte possuem conhecimentos de marketing relativamente incipientes. Aqui vale desdobrar outro questionamento: essa incumbência pertence a esses profissionais?

Por exemplo, o arquiteto que, durante a idealização do projeto, decide colocar uma escada na entrada do museu, tem conhecimento que estudos hoje mostram que cada degrau na frente de uma loja representa 5% a menos de visitação? Ou então: um diretor de um museu que contrata e treina funcionários de linha de frente sabe que 70% dos fatores que fazem clientes não comprarem novamente de uma empresa são relacionados a problemas de atendimento?

O que é possível identificar no processo de marketing de experiência é a busca pelo momento único de consumo, por um processo de encantamento exclusivo, sofisticado e que vise diferenciações máximas. E no segmento de museus, fundamentalmente em exemplos brasileiros, percebe-se uma completa despreocupação nesse sentido. O design sofisticado da arquitetura dos prédios busca sim um impacto visual, mas a forma como fazer divulgação das exposições, o treinamento de funcionários e a preocupação com a marca do museu evidenciam uma lacuna nesse campo e, consequentemente, um convite para pesquisadores se concentrarem nesse tema.

Marcos Hiller é coordenador do MBA em Gestão de Marcas (Branding) da Trevisan Escola de Negócios (@marcoshiller)


http://www.jb.com.br/sociedade-aberta/noticias/2011/12/29/por-que-nao-se-vai-mais-a-museus/

22/12/2011

Museu das relações terminadas

Certa vez ouvi em algum lugar que mulher guardava mais objetos de término de namoro. Não sei o que quiseram insinuar com isso, mas acho que deve ser verdade, pois elas enxergam aquela embalagem de bombom que o cara lhe deu na quinta série como o registro repleto de informação. E foi pensando em todo este registro que em Zagreb, na Croácia, um relacionamento que não foi bem sucedido de o casal Olinka Vistica e Drazen Grubisic quiseram criar algo inovador com o fim da sua relação amorosa. Depois da separação, apresentaram uma exposição numa bienal em nesta mesma cidade onde colocaram em exposição os presentes trocados enquanto estiveram juntos, como resultado, ouve grande identificação por parte do público que também partilhava tais lembranças boas (ou não).


Segundo Drazen, a intenção do museu é oferecer uma oportunidade para superar a ruptura doando o que torna difícil esquecê-la. A cada contribuição feita, fica anexado também o seu significado e o momento em que foi oferecida. “Cada objecto exposto é único e tem uma descrição cheia de sentimento, de como a pessoa viveu essa situação. Isto porque nós pensamos que pode mesmo ser terapêutico para os corações partidos”, acrescenta.







Leia mais:

20/12/2011

Museu como ferramenta publicitária: Fórmula secreta da coca-cola é exposta em museu

Tá aí uma empresa que inovou e revolucionou o marketing mundial. Algumas das principais estratégias de vendas do século XX foi elaborada pela marca, e isso vai desde as cadeiras e mesas de bares com a imagem da marca a até o exaustivo uso do Papai Noel como garoto propaganda. Mas sua última estratégia de marketing chamou um tanto a atenção. Acontece que a tal receita secreta da bebida mais conhecida do mundo, foi transferida no dia 8 de dezembro, para um novo cofre, que está exposto no museu World of Coca-Cola, em Atlanta, o que causou certo burburinho.


É claro que ninguém vai poder chegar perto o suficiente para poder ver os ingredientes da cobiçada receita criada em 1889 (chupa plancton). A estratégia mesmo é aguçar a curiosidade dos visitantes e sacralizar um objeto digno de exaltação nos quatro cantos do planeta.

Ninguém será capaz de ver a fórmula? Diz isso pra esse carinha aí em cima.

O que poucos sabem é que a formula criada por John Pemberton – já vazou a um tempão. Uma cópia manuscrita da receita foi encontrada na parte de trás do livro do farmacêutico meio século atrás, e impresso em 1979 em uma edição do jornal The Atlanta-Journal Constitution.

Que o museu é uma ferramenta de propaganda ideológica já sabemos, é utilizado por governos e por grandes colecionadores como uma pequena mostra de seu poder e como uma forma de transmitir uma ideia. O que vemos aqui é uma demonstração de poder e transmissão de uma ideia mercadológica, um rumo que cada vez mais as instituições estão cedendo.

Para saber mais:


Coca-Cola: Como fazer; Receita secreta da Coca-Cola é exposta em museu

19/12/2011

Museu do Louvre adota Nintendo 3DS como guia virtual



MADRI - O austero museu do Louvre, em Paris, vai adotar o videogame portátil Nintendo 3DS como seu guia eletrônico a partir de março. Cinco mil unidades do console irão substituir gradualmente os audioguias tradicionais.

A tela dupla em 3D do portátil vai oferecer ao visitante, em oito idiomas, uma nova maneira de descobrir as obras que o museu abriga. Um dos motivos para o Louvre ter escolhido o videogame da Nintendo é a necessidade de convencer os jovens a acompanhar os pais durante as visitas.

Para evitar roubos, a versão do 3DS a ser usada pelo Louvre não rodará jogos. Seu empréstimo custará seis euros e exigirá apresentação de carteira de identidade.

A adoção do Nintendo 3DS faz parte da política do museu de explorar as opções tecnológicas para divulgar sua coleção. O Louvre prevê, por exemplo, investir um milhão de euros na melhoria dos seus aplicativos para celulares e tablets, e o uso do recurso de realidade aumentada está nos planos da instituição. Os apps do Louvre já foram baixados três milhões de vezes.

Lançado em fevereiro deste ano no Japão, o Nintendo 3DS permite ao usuário jogar com cenários 3D sem o uso de óculos especiais. O portátil vem com duas telas e possui acelerômetro e giroscópio. As vendas do aparelho atingiram três milhões de unidades no Japão, mas os consumidores americanos e europeus, em crise financeira, não estão comprando o 3DS no ritmo desejado pela Nintendo. O console chegou ao Brasil em junho.

09/12/2011

Relação do skate com o espaço urbano em debate no Rio

Museu da República recebe exposição e seminário sobre o esporte, febre no verão carioca


O skate é praticado por todo o Rio de Janeiro, como na Praça do Ó, na Barra Guilherme Leporace - Agência O Globo

RIO - Um dos esportes mais populares do verão carioca, o skate virou tema de debate no Rio. Até o dia 3 de janeiro, o Museu da República abriga o evento “República do Skate. Subversão do uso”, que conta com um seminário e uma exposição sobre a cultura do skate.
Surgido na década de 1960, nos EUA, o skate é, atualmente, muito mais do que um esporte. É um dos elementos centrais da contracultura contemporânea, com expressão artística, musical e corporal. É também uma indústria, que movimenta milhões de dólares por ano. No seminário, discute-se temas como as formas de conciliar os diferentes usos do espaço urbano público e como o skate pode ser um elemento de renovação de áreas degradadas e ao mesmo tempo contribuir na formação de uma consciência social sobre o bem público.
No próximo fim de semana, uma série de atividades serão realizadas no espaço do Museu. No sábado e no domingo, às 15h serão exibidos curtas-metragens sobre o tema, em sessões gratuitas na Sala Multimídia. Sábado, às 16h30m, acontece o debate “Skate e Cultura”, que reunirá nomes como a diretora do Circo Voador, Maria Juçá, a secretária de Cultura do Estado, Adriana Rattes, o skatista e produtor Cesinha Chaves e a filósofa Kátia Frecheiras. No domingo, na parte externa do museu, acontecem apresentações de Best Trick, do DJ Machintal, e de Acid Drop, a partir das 16h.

http://oglobo.globo.com/verao/relacao-do-skate-com-espaco-urbano-em-debate-no-rio-3399884


23/10/2011

Museu na Espanha expõe dinossauros transando (isso mesmo que você leu DINOSSAUROS TRANSANDO)

Por aqui costumamos reclamar que quando a programação televisiva está ruim, começam a apelar e colocar mulheres seminuas para aumentar o Ibope. Bem, não sei se foi este motivo que levou o Museu Jurássico de Astúrias (MUJA), na Espanha a fazer uma releitura desta tática televisiva colocando dois...(calma estou respirando) dois dinossauros copulando!!!!

O museu que conta com mais de 8.000 fósseis, sendo 200 deles sendo dinossauros, crocodilos, peixes e tartarugas, ao que parece expõe estas réplicas de uma hipótese como eles provavelmente transavam, o que claro, é uma forma bem mais interessante de expor uma ossada jurássica

Então, caro amigo leitor, se você é do tipo que curte pornografia bizarra [ops] paleontologia, este é um museu que merece sua visitação.

19/09/2011

Mais um museu das HQs

Não é a primeira vez que posto sobre um museu voltado para os quadrinhos aqui no museologando. Mas tal temática parece não se esgotar. Além disso o motivo de eu estar trazendo novamente um artigo sobre esta temática é que este será abordado na exposição curricular da unirio este semestre, além de ser também o tema da minha monografia (em breve será postado aqui). Enfim, o museologando tem o orgulho de trazer até vocês mais um museu sobre quadrinhos, o China Comic and Animation Museum. Só pelo fato de ser da China já me chama atenção, mas ele ainda tem esse formato de balões. Os números são enormes:

Como se não bastasse, através de um concurso mundial, a empresa holandesa MVRDV ainda ganhou a concessão de projetar o museu, na cidade de Hangzhou. Serão 8 prédios em forma de balões de fala, estimados em 125 milhões de dólares. (JOVEM NERD)

O aspecto arquitetural é sempre algo extremamente complexo para um museu. Por isso, onde são oferecidos os cursos de museologia geralmente aparecem disciplinas sobre arquitetura (o ideal mesmo era uma disciplina específica sobre isso, que aliás, algumas universidades possuem). Neste museu por exemplo, além do desing maneiraço, que é uma baita jogada de marketing, toda sua arquitetura foi pensada em aspectos funcionais tanto para o visitante quanto para a função de museu. Mas como ninguém quer um museu onde fingimos nos divertir, este museu Chinês será totalmente interativo dando oportunidade para o visitante mergulhar de cabeça no universo HQ até bater no fundo e rachá-la!


12/09/2011

Museu de Cera de Petópolis

Inaugurado na cidade imperial o Museu de Cera de Petrópoli. Inicialmente o museu possui 14 personagens que variam entre históricos, artísticos e fictícios. Dentre eles, D. Pedro, Santos Dumont, Batman, Capitão Jack Saporrow (Piratas do Caribe), Albert Einstein, Gilberto Gil e o diretor cineasta Alfred Hitchcock (O Corvo e Psicose).
Confira o Vídeo!

25/08/2011

Cultura em Greve - Protesto do Pijama

Cultura em greve em frente ao Museu da República.
Servidores da cultura, em estado de greve, vestiram pijamas em referência ao aniversário da morte de Getulio Vargas e protestaram. Eles distribuíram panfletos e leram um documento que chamaram de Carta Testamento, denunciando a falta de apoio à cultura.
Confira o Vídeo!

24/08/2011

Primeira sede do MoBA, o Museu da Arte Ruim, é inaugurada nos Estados Unidos


A obra 'ManaLisa' faz parte do acervo do MOBA / Divulgação

RIO - Quantas vezes você já parou em frente a um quadro e pensou que até uma criança de 4 anos ou um mico amestrado faria algo melhor que a obra exposta? Pois agora este tipo de arte tem endereço certo. Acaba de ser inaugurado nos Estados Unidos o MoBA, Museum of Bad Art ("Museu da arte ruim", em tradução livre), espaço dedicado a algumas das piores pinturas já produzidas por seres humanos. Com 600 peças em sua coleção permanente, o MoBA orgulhosamente se apresenta como "o melhor estabelecimento de arte ruim do mundo".


Instalado "convenientemente entre os banheiros" do porão de um teatro no estado americano de Massachusetts, o exótico museu já angariou contribuições com pouco ou nenhum custo. Fundado por um grupo formado pelo músico e animador infantil Michael Frank e por Louise Reilly Sacco, o MoBA surgiu quando o casal descobriu uma pintura tão ruim que os fez ter vontade de exibi-la. O ano era 1993. Além de sua sede física, o MoBA publicou um catálogo intitulado: "Museum of Bad Art: Art too bad to be ignored" ("Museu da Arte Ruim: Ruim demais para ser ignorada"). As informações são do jornal britânico "The Independent".



Fonte: http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2011/08/22/primeira-sede-do-moba-museu-da-arte-ruim-inaugurada-nos-estados-unidos-925175944.asp#ixzz1VxLzmbQg

31/05/2011

"Túnel do Tempo" da História brasileira rende polêmica

Muitas vezes estudamos/pensamos como o museu e as exposições têm poderes para "nomear" a História oficial, para "denominar" o que é arte, ou destacar qual descoberta científica é significativa.. Na minha monografia isso foi assunto, usando um termo do Althusser, discutindo o museu como um "Aparelho Ideológico do Estado" - falando do poder da ideologia veiculada na narrativa museal. Tenho muitos exemplos na minha argumentação sobre este tema, mas essa semana me saltou aos olhos um caso típico:

Sarney recua e manda incluir impeachment de Collor em exposição

SÃO PAULO (Reuters) - O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), voltou atrás e mandou incluir nesta terça-feira referências ao impeachment do ex-presidente Fernando Collor em uma exposição sobre a história da Casa reinaugurada na véspera.

Com 16 painéis, a exposição localizada no chamado "Túnel do Tempo", corredor que liga o prédio principal do Senado ao Anexo 2, traz fatos históricos sobre a Casa desde sua instalação em 1826, entre eles a Abolição da Escravatura (1888), o Ato Institucional No 5 (1968), e a Constituinte (1988).

A linha do tempo da década dos anos 1990, no entanto, não traz indicação de fato relevante que tenha ocorrido em 1992, ano em que Collor, hoje senador pelo PTB de Alagoas, perdeu o posto de presidente da República.

"Diante da repercussão verificada pelo conteúdo da exposição inaugurada ontem no 'Túnel do Tempo', o presidente do Senado Federal, senador José Sarney, esclarece que não foi o autor nem o curador da exposição... e que determinou a inclusão do episódio do impeachment do presidente Fernando Collor na linha de eventos na referida mostra", afirma nota divulgada no site do Senado.

A decisão é um recuo na posição adotada por Sarney na segunda-feira, quando a exposição foi reinaugurada.

Na ocasião, quando questionado sobre a ausência de referências ao impeachment de Collor, Sarney minimizou a ausência do fato histórico --que avaliou não ser "tão marcante".

"Não posso censurar os historiadores que foram encarregados de fazer a história. Agora, eu acho que talvez esse episódio seja apenas um acidente e não devia ter acontecido na história do Brasil. Não é tão marcante como foram os fatos que aqui estão contados, que construíram a história e não os que, de certo modo, não deviam ter acontecido", disse na segunda.

Collor, primeiro presidente eleito pelo voto popular após mais de duas décadas de Regime Militar, foi destituído em meio a acusações de envolvimento em escândalos e suspeitas de corrupção, como tráfico de influência e irregularidades financeiras.
Ele chegou a renunciar, mas o Senado aprovou a saída do cargo e a perda dos direitos políticos de Collor por oito anos, motivada por forte pressão popular, principalmente por parte de um movimento de jovens e estudantes que ficaram conhecidos como os "caras-pintadas".

(Por Eduardo Simões)Reuters – ter, 31 de mai de 2011 retirado de http://br.noticias.yahoo.com/sarney-recua-e-manda-incluir-impeachment-collor-em-180032708.html

Precisa de exemplo melhor?

18/04/2011

Foto de crucifixo em copo de urina é destruída a marteladas em museu francês

Paris, 17 abr (EFE).- Duas obras do artista nova-iorquino Andres Serrano, uma delas que consiste na fotografia de um crucifixo imerso em um copo de urina, foram destruídas neste domingo no Museu de Arte Contemporânea de Avignon, no sul da França, informaram fontes da instituição.

A obra "Piss Christ", que tinha sido alvo de críticas nas últimas semanas por movimentos religiosos, foi destruída a marteladas, após a celebração de uma manifestação católica.

No sábado, cerca de mil de pessoas se manifestaram na cidade para denunciar o caráter "agressivo" da obra.

A mesma obra, que foi apresentada em 1989, já tinha sofrido atos de vandalismo em 1997 na Austrália.

Dez anos depois, outras obras do artista com origens hondurenha e cubana, foram atacadas na Suécia por pessoas que se diziam ser de extrema direita.


Foto da obra:

13/04/2011

Museu Falológico

Homem de 95 anos doa pênis a museu dedicado ao órgão.
Um homem de 95 anos doou seu pênis para o 'Museu Falológico' - dedicado ao órgão - localizado na pequena cidade de Husavik, na Islândia. O turismólogo Pall Arason, da aldeia vizinha de Akureyri, prometeu seu membro para a galeria de seu amigo Sigurdur Hjartarson, há 15 anos. O primeiro órgão humano do museu foi oficialmente colocado em exposição em uma cerimônia feita logo após a morte Arason, conta o jornal The Sun.

O membro se encontra em exibição ao lado de uma extensa coleção de pênis de mamíferos, incluindo baleias, focas e ursos.
"Ele gostava de ser o centro das atenções, era um cara engraçado e gostava de ser provocativo", conta o dono do museu sobre o doador.
Outros homens também se comprometeram a fazer o mesmo - incluindo um britânico, um americano e um alemão -, mas Pall fez a primeira doação do museu com êxito. "Espero por ele (Pall) há 15 anos", disse o dono do museu.
O local possui 276 espécies de membros masculinos, incluindo um de 67 cm, descrito como "extraordinariamente grande osso de pênis de uma morsa canadense".
Sigurdur, que tem 69 anos, conta que seu interesse pelo tema começou cedo, quando ainda jovem ganhou um chicote feito de pênis de boi para ajudá-lo a organizar o rebanho. Mais tarde, quando trabalhava em uma escola, colegas deram de presente o membro de uma baleia.
"As pessoas estão sempre doando órgãos depois que morrem. Não é diferente de doar um pênis", afirma.
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