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19/10/2012

"É difícil obter lucro com obras de arte roubadas" diz especialista em roubo de arte

Comentamos aqui sobre o roubo das obras de Picasso, Monet, Matisse, Gouguin, Meyer de Haan e Lucien Freud do Museu Kunsthal da Holanda, país que nos últimos 23 anos já teve 482 obras roubadas! Um fato que não apenas deixou de cabelo em pé o mundo da arte como preocupou, não sem motivo, autoridades brasileiras! A preocupação tem o agravante da inauguração, na próxima semana, da exposição que trás as obras mais valiosas já expostas no Brasil que abraça os principais nomes do Impressionismo.

O Brasil tem um longo histórico de roubos de obras de arte. Vale lembrar que a Chácara do Céu (RJ) durante as comemorações do carnaval de 2006 perdeu quatro de suas obras quando homens armados levaram "Homme d'une complexion malsaine ècoutant le bruit de la mer" também conhecida como "Dois balcões", do Salvador Dalí, "Le Jardin du Luxembourg" de Matisse, "La Danse", de Pablo Picasso e "Marine", de Monet. Outro caso que chamou atenção, em especial pelo seu desfecho incomum foi o do jovem que roubou a obra do Portinari mas resolveu devolvê-la à instituição.

Mas o quadro não parece preocupar tanto Noam Charney, escritor especialista em roubos de arte e diretor da ARCA (Association for Research into Crimes Against Art) fez questão de dizer que roubos deste tipo não são lucrativos:
Obras de arte famosas são, infelizmente, fáceis de serem roubadas, mas é difícil obter lucro com elas. No caso de Roterdã, já há uma chance de que as telas tenham sido levadas com o objetivo de se pedir um resgate. (...) Se ele não for pago, azar dos ladrões. Não existem casos, na História, de obras de arte destruídas por conta de resgates não pagos. Os ladrões simplesmente as abandonam.
Longe que querer questionar uma autoridade do assunto, mas a meu ver, ladrões de objetos artísticos dos portes abordados dificilmente roubam com intuito de revenda, mas sim a colecionadores particulares que sabem muito bem o que desejam. São roubos pré-encomendados com destinos próprios justamente porque a revenda é difícil. Arriscaria dizer que por ser o valor monetário inferior ao artístico, e porque não histórico, aliado ao caráter único das mesmas, a revenda dificilmente seria uma questão pensada pelos autores do furto.

Outros casos sobre roubo de obras de arte:





16/10/2012

Obras de Picasso, Matisse, Monet e Gauguin são roubadas de museu

Kunsthal em Roterdã, na Holanda, foi invadido nesta terça-feira (16).
'Quadros representam quantia considerável', dizem investigadores.

Sete quadros de grande valor, incluindo obras de Picasso, Matisse, Monet e Gauguin, foram roubados do museu Kunsthal de Roterdã, oeste da Holanda, nesta terça-feira (16).

As obras são "O louco (cabeça de Arlequim)", de Pablo Picasso, "Leitora em branco e amarelo", de Henri Matisse, "A ponte de Waterloo" e "A ponte de Charing Cross", de Claude Monet, e "Mulher diante de uma janela aberta", de Paul Gauguin.


Quadros de Meyer de Haan, Lucian Freud, Henri Matisse, Pablo Picasso, Paul Gauguin e Claude Monet que foram roubados do museu Kunsthal em Roterdã, na Holanda, nesta terça-feira (16) (Foto: Reprodução/AFP/Polícia holandesa)

Também foram roubados "Autorretrato", de Meyer de Haan, e "Mulher com os olhos fechados", de Lucian Freud. "Iniciamos uma investigação e há especialistas no local", afirmou a porta-voz da polícia de Roterdã, Patricia Wessels.

"Tentamos descobrir como tiveram acesso, que horas aconteceu e quem são os autores do roubo", completou. O roubo aconteceu durante a madrugada, segundo a polícia, que negou que uma obra de Van Gogh tenha sido levada.

"A polícia está interrogando as eventuais testemunhas e estuda as imagens do circuito de TV do museu. De acordo com os primeiros elementos, o roubo foi muito bem planejado", afirma um comunicado.

A polícia foi alertada durante a noite por um alarme, mas quando chegou ao local os ladrões já haviam deixado o museu. O Kunsthal exibe uma mostra de obras da Fundação Triton como parte da celebração de 20 anos, incluindo quadros de Picasso, Van Gogh, Marcel Duchamp e Piet Mondriaan.

Polícia holandesa investiga museu Kunsthal, em Roterdã, após várias obras terem sido roubadas nesta terça (16) (Foto: Robin Utrecht/AFP)

http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2012/10/roubo-em-museu-de-roterda-que-tem-obras-de-picasso-e-van-gogh.html



13/06/2012

Ibram assina acordo de cooperação com Uruguai

O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC) recebeu, na última terça-feira (5), a visita da diretora de Relações e Projetos Internacionais do Ministério da Educação e Cultura do Uruguai, Andrea Vignolo. Ela participou de reunião com o presidente do órgão, José do Nascimento Junior, para discutir a cooperação entre Brasil e Uruguai na área de museus. 

Durante o encontro, foi assinado memorando que prevê a realização de ações que atendam ao fortalecimento de museus e outras instituições do Uruguai e do Brasil vinculadas à preservação do patrimônio museológico, cultural e natural, estimulando a conservação, restauração, educação e investigação nelas centradas, assim como o acesso democrático da população. 

As ações incluem projetos voltados para a museografia, conservação, restauração, registro de museus e coleções; intercâmbio de especialistas, funcionários, professores e pesquisadores; formação e aperfeiçoamento de pessoal de museus; intercâmbio de informação; estudos e pesquisas; estágios, cursos, seminários, conferências e oficinas; além de publicações na área.

Não tenho certeza se esta notícia está atrelada ao anúncio feito pelo José Nascimento ano passado quando fez um balanço positivo sobre a atuação do IBRAM. Neste discurso que você pode ter acesso clicando aqui, era lembrado dos pontos de memória criados pela instituição em alguns países, dentre eles o Uruguai, e que este ano estava previsto mais acordos neste sentido. Aliás, esta não é a primeira iniciativa neste sentido. Antes mesmo de existir o IBRAM Brasil e Uruguai já tinham acordos de cooperação mútua na área de museus.

É notável também que o país vem desde 2010 tomando outras iniciativas no sentido de melhorar suas instituições museológicas, criando novos espaços e ampliando outros. Para conhecer um pouco mais estes projetos, clique aqui.

31/05/2012

Occupy Museums protesta pela primeira vez fora dos EUA


Occupy Museums protesta pela primeira vez fora dos EUA materia antecipada nas previsões do profeta e Prof. Mário Chagas na aula magna da unirio Os 40 anos da Mesa Redonda de Santiago do Chile - "TEMOS POTÊNCIA PARA A NECESSÁRIA INDIGNAÇÃO MUSEAL?"



Occupy Museums protesta pela primeira vez fora dos EUA

Depois de invadir o MoMA e o Lincoln Center, movimento vai à Bienal de Berlim, mas a convite



RIO - Está decidido. Na manhã de domingo, os americanos que integram o novimento Occupy Museums, que surgiu em Nova York, em outubro do ano passado, inspirado nos protestos de ocupação de Wall Street, vão tomar todo o andar térreo da 7 Bienal de Berlim, na Alemanha.

Veja imagens do movimento Occupy Museums
Empunhando cartazes com frases de efeito e executando performances de canto e dança — exatamente como fizeram no MoMA quatro vezes, no Lincoln Center, em dezembro, e no Museu Americano de História Natural, em novembro —, o grupo pretende chamar a atenção dos visitantes para dois pontos que considera cruciais. O primeiro é que a arte não é nem deve ser um artigo de luxo. O outro é que as obras de arte não são nem devem ser tratadas como ações em bolsas de valores. Elas não se prestam à especulação financeira, dizem. 

Em entrevista ao GLOBO antes de embarcar para a capital alemã, o artista plástico Noah Fischer, um barbudo nascido em São Francisco que lidera o movimento desde sua origem, diz que a tomada da bienal põe o Occupy Museums num novo patamar. Será a primeira manifestação do coletivo fora de Nova York, e — avisa — não se restringirá à mostra.

— Até o dia 14 de junho, faremos outros dez protestos culturais pela cidade — diz Fischer, ao telefone. — Vamos ao Guggenheim de Berlim, que tem o Deutsche Bank como principal parceiro, e à embaixada americana, é claro.

Dono de um mestrado em Belas Artes pela Universidade Columbia e ex-bolsista da Comissão Fulbright, o artista não revela os outros oito pontos em que fará intervenções. Diz se tratar de uma informação estratégica e que o fator surpresa é sempre fundamental para esse tipo de evento. Para dar corpo ao piquete, que, segundo ele, tem potencial para reunir mais de 400 pessoas e se tornar o maior já feito pelo movimento, mobilizará artistas europeus que também não se conformam com a especulação em torno da arte. A convocação será feita por cartas divulgadas na imprensa local e pela internet.

O tom revolucionário de Fischer mingua um bocado quando lhe perguntam sobre o fato de a tomada da bienal e dos outros dez pontos obedecer a um convite feito pelos curadores da mostra, Artur Zmijewski e Joanna Warsza. Ele reconhece a saia-justa. Em sua primeira batalha além-mar, o Occupy Museum vai para dentro do establishment tradicional da arte a convite dele, e com o objetivo único de criticá-lo. E tem graça protestar a convite?

— O tema dessa bienal é o ativismo social, a arte engajada — defende Fischer. — Topamos ir a Berlim porque queremos aprender. Ao contrário dos Estados Unidos, onde 85% da cultura é financiada pelo setor privado, a Alemanha tem um governo que apoia a cultura. Ele está por trás da bienal, por exemplo. Queremos entender como isso funciona e, quem sabe, importar o modelo. Mas é claro que ser convidado para protestar em outro país nos coloca numa situação completamente diferente.

No manifesto que deu origem ao grupo, texto que ocupa lugar de destaque em seu site, lê-se em negrito: "A arte não é artigo de luxo." Logo abaixo outras constatações que deram corpo ao movimento: "Boa parte dos museus é administrada por e para aquele 1% das pessoas que compõem a elite mundial. O interesse econômico tem ditado a arte. Galerias e museus operam cada vez mais visando ao lucro. Nesse sistema, dinheiro e poder definem o que é e o que não é arte." E Fischer garante que esse pilar do movimento está intacto e pulsando.

— A arte é a personificação da criatividade humana, algo sem o qual o ser humano não pode viver — define. — Nem sempre é feita para ser consumida ou vendida, mas para provocar ou extravasar sentimentos. O que acontece é que os leilões e as feiras de arte são espaços idênticos às bolsas de valores. Uma obra é hoje uma ação. Especula-se com ela. E o resultado mais imediato disso é o encarecimento da arte, que acaba se tornando algo que só pode ser desfrutado por aquele 1% que consegue pagar por ela. E o que sobra para os outros 99%?

Fischer nunca viu ou conversou com o empresário brasileiro Bernardo Paz. Também nunca foi ao Centro de Arte Contemporânea Inhotim, em Brumadinho, Minas Gerais. Mas sabe muito sobre ele.

— Bernardo Paz tem uma visão única e extravagante e faz parte do tal 1% que nós tanto criticamos, mas conseguiu provocar um desenvolvimento econômico considerável em torno de seu parque e parece estar realmente preocupado com a educação. Hoje, Inhotim não estaria na lista de lugares a serem tomados pelo Occupy Museums — afirma.

Mas quando se dá conta de que o rumo de seu discurso soa como uma "proteção" do milionário, pede um retoque à reportagem:

— É claro que ele ainda tem que provar que realmente é capaz de pensar de forma ampla e que seria muito melhor que a fortuna dele estivesse dividida entre os outros 99% dos brasileiros para que eles decidissem por si que tipo de investimento artístico-cultural querem. Mas, como isso ainda não aconteceu no Brasil, que vivencia uma melhora em sua distribuição de renda, a atuação de Bernardo poderia até servir de exemplo.

Em quase um ano de existência, o grupo, que tem o apoio declarado de celebridades como Lou Reed, Laurie Anderson e Philip Glass, teve como principal alvo o MoMA.

— É o mais elitista da cidade e muitos membros de seu comitê também estão no comitê da Sotheby’s — explica Fischer, antes de dizer que a maior conquista a ser celebrada foi "ter dado voz àqueles que andam alijados da arte":

— Hoje falamos por eles, e a imprensa acompanha. Já é um bom motivo para comemorar.

http://oglobo.globo.com/cultura/occupy-museums-protesta-pela-primeira-vez-fora-dos-eua-5058326

16/05/2012

O que você acha de entrar nu em museu?

Não é de hoje que a história da arte está cheia de pornografia nu artístico. Afinal, o artista que se dedicava tanto a estudar a anatomia humana não iria estragar todo esse tempo de estudo reproduzindo pessoas com roupa né! Musas obesas volumosas exibindo a sensualidade em uma época em que estria era sinônimo de beleza. 
Até aí é uma coisa, mas agora imagina você ir a museu de arte cheio de "Madonas isso", "Afrodite aquilo", "Cupido em sei lá o que", ou seja, um monte de entidades mitológicas (ou não) nuas, você olha pro lado e tem um espectador(a) do jeitinho em que veio ao mundo. Eu sinceramente iria curtir.

Visitantes usaram só roupa de banho

Em 2005 o Leopold, principal museu de Viena, permitiu a entrada gratuita de pessoas nuas ou com roupa de banho. Era um convite para uma exposição de arte erótica, aproveitando o forte calor (em torno de 30 graus) na capital austríaca. Achei a ideia genial uma vez que o que está sendo exposto no museu é a nudez, não teria melhor forma de fazer o público interagir com as obras (que em exposições do gênero essa interação fica sujeita apenas a apreciação) do que convidá-los a expor sua própria nudez! Além de atrair o público que nesta época do ano na Austria preferem as praias.

A exposição, intitulada "A verdade nua: Klimt, Schiele, Kojoschka e outros escândalos", que em sí já é bastante convidativo (ou assustador dependendo do público) e mostrava retratos nus que estes artistas tinham produzido.

Segundo os organizadores do museu, a exposição já atraiu cerca de 70 mil visitantes. Nus ou vestindo apenas roupas íntimas, homens e mulheres andaram pelos corredores dos museus, sem demonstrar nenhuma inibição com a presença de fotógrafos, sob os holofotes de equipes de TV.

Parece que na Austrália aconteceu algo semelhante recentemente. Recebi este texto por e-mail e não encontrei a referência na internet para apresentar a vocês. Enquanto você vai lendo o texto abaixo vai pensando: será que alguma instituição brasileira poderia tomar iniciativa semelhante? Você iria? 

Segue o texto:

POR MARL WHITTAKER SYDNEY, Austrália - 
As pessoas reunidas para percorrer o Museum of Contemporary Art Australia sorriram, constrangidas -estavam prestes a tirar suas roupas em público. 

O artista que comandava a visitação, Stuart Ringholt, de roupas pretas gastas e um chapéu disforme, deu um passo à frente. "Quem daqui faz parte da comunidade naturista?", indagou.

Alguns homens mais velhos e encorpados ergueram as mãos.

"Quem está nervoso?"

Cerca de uma dúzia de outras pessoas, incluindo este repórter, conseguiram levantar as mãos timidamente. Os visitantes estavam no museu, após o horário de funcionamento normal, para fazer uma visita às obras do museu na companhia de Ringholt, nu. Havia uma exigência específica para a visita: "Quem quiser participar da visitação também precisa estar nu. Adultos apenas."

Ringholt, 40, é um artista conceitual e performático citado recentemente pelo jornal australiano "The Age" como um dos dez "artistas australianos de importância". No último ano, ele comandou três visitações desse tipo em três outras cidades australianas, de modo que pôde fazer algumas previsões sobre a experiência que estava por vir.

"É muito belo", disse às pessoas reunidas. "Quando estamos vestidos, somos sexualizados. Sem roupas, não somos."

Então, ele conduziu os 32 homens e 16 mulheres para uma sala fortemente iluminada, onde as roupas pareceram cair sozinhas dos corpos das pessoas. "Todo o mundo pareceu muito concentrado sobre o que estava fazendo", recordou mais tarde Lance Barton, funcionário de escritório, de 57 anos, que estava fazendo sua estreia como naturista.

A primeira escala na visitação foi diante de uma obra de 2007 da artista escocesa Katie Paterson, "Earth-Moon-Earth": um pianista tocando uma versão da sonata "Ao Luar", de Beethoven, com os erros ocorridos no processo de converter a música em código Morse, transmitir os sinais para a Lua e depois reconvertê-los em notas musicais.

Contra esse pano de fundo fantasmagórico, Ringholt chamou a atenção para o fato de que os museus modernos minimalizam a arquitetura, os tapetes, as janelas e os enfeites para dar mais visibilidade às obras de arte que devem ser o maior destaque, e que, nesse mesmo veio, desde os anos 1980 os artistas contemporâneos aderiram às roupas pretas.

"Há um processo de redução em curso", disse ele. "Formulei uma pergunta: por que a comunidade artística contemporânea se limitava a trajar preto. Por que não reduzir mais ainda e tirar todas as roupas dos visitantes?"

A parada seguinte foi diante de um trabalho de Stephen Birch de 2005, sem título, em que o Homem Aranha encara uma figura fálica primitiva. Ringholt falou do medo e a maioria dos visitantes concordou que sua ansiedade já tinha diminuído.

Sendo artista performático, Ringholt converteu a vergonha em arte. Ele foi ao Palazzo Vecchio em Florença e ficou 20 minutos em pé diante da fonte de mármore com papel higiênico saindo de suas calças. Passou um dia andando em Basileia, na Suíça, com uma prótese nasal da qual escorria uma meleca postiça.

"Tentei entender como o medo se manifesta no corpo e nos debilita", explicou.

O fato de saber que esses atos de abjeção eram performances não os tornou mais fáceis e ele acrescentou: "Foi igualmente ruim. Você fica com ataques de pânico, com suores gelados. Percebi que era o mesmo medo que eu sentia quando telefonava a uma mulher para convidá-la para sair."

Ringholt contou que, com o tempo, aprendeu a dominar seu medo; para isso, foi preciso entender o medo. Ele telefonou à mulher, marcou um encontro e levou seus workshops de medo para a estrada. O processo acabou levando às visitações de museus ao natural.

Quanto aos participantes no evento, estavam divididos quanto à questão de se a arte é intensificada quando o espectador que a vê está nu.

"Não realmente", opinou Barton.

Mas outra participante, Tracey, que não quis revelar seu sobrenome porque trabalha para "uma organização cristã", disse que o nudismo do espectador "intensifica o foco sobre a arte".

Notícia na Folha de São Paulo sobre o Museu Austríaco: http://www1.folha.uol.com.br/folha/turismo/noticias/ult338u5154.shtml

27/04/2012

Belas mulheres em museus

Os museus pelo mundo afora estão cheios de belíssimas obras de arte das culturas mais diferentes. Dentro de um museu você pode encontrar beleza até mesmo nas obras de arte ruins! Mas os museus devem ser mais do que o seu acervo pode proporcionar, e a participação dos visitantes são sempre um espetáculo a parte. Um museu dinâmico ou "vivo", para usar um jargão popular, tem em seus visitantes um a parte importante da dinâmica expositiva.

Não sei exatamente o que Xavier Aaronson estava pensando em toda essa baboseira teoria quando teve a ideia de criar o site Babe at the Museum, ou queria apenas uma desculpa para ter fotos de mulheres bonitas dentro de museus. De qualquer forma, a ideia é interessante e vale a pena conferir. Aliás, se você tiver uma foto de alguma mulher bonita dentro de algum museu brasileiro, você pode enviar também para o e-mail babesatthemuseum@gmail.com

Para saber mais acesse aqui: http://www.vice.com/pt_br/read/gatas-no-museu
Site dele: http://www.babesatthemuseum.com/

Museu de cera de Nova York expõe réplicas de heróis de 'Os Vingadores'

Exposição é inspirada em novo filme de personagens de HQs da Marvel.
Homem-Aranha, Thor, Homem de Ferro, Capitão América e Hulk aparecem.

O museu de cera Madame Tussauds, em Nova Iorque, nos Estados Unidos, revelou nesta quinta-feira (26) a exposição "Marvel Superhero Experience", inspirada nos personagens do filme "Os Vingadores". Na exibição, podem ser vistas réplicas de Homem-Aranha, Thor, Homem de Ferro, Capitão América e Hulk, super-heróis das histórias em quadrinhos do universo Marvel. (Foto: REUTERS/Keith Bedford)

Durante a inauguração da "Marvel Superhero Experience", um ator fantasiado de Homem-Aranha, único dos heróis reproduzidos em cera que não aparece em "Os Vingadores", brincou com crianças que visitavam a exposição. (Foto: REUTERS/Keith Bedford)

http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2012/04/museu-de-cera-de-nova-iorque-expoe-replicas-de-herois-de-os-vingadores.html

24/04/2012

Novo museu de cera nos EUA instala King Kong em sua fachada

Hollywood Wax Museum, no Tennessee, será aberto ao público até junho.
Enorme escultura representa o gorila gigante esmagando um avião.


Um museu de cera que vai ser inaugurado na cidade de Pigeon Force, no Tennessee, ganhou nesta terça-feira (24) um adereço impressionante ao seu exterior. A enorme escultura representando o King Kong esmagando um avião foi acoplada com o uso de um guindaste ao prédio do Hollywood Wax Museum, que tem previsão de abertura para até meados de junho.

17/04/2012

Museu italiano queima obras em protesto por falta de verbas



RIO - O museu italiano "The Casoria Contemporary Art Museum", que fica na cidade de Casoria (na província de Nápoles), começou a queimar obras de arte nesta terça-feira. O objetivo do ato é protestar contra os cortes de orçamento do governo.

A primeira obra a que a instituição ateou fogo foi uma pintura da artista Severine Bourguignon, que é a favor do protesto e acompanhou a movimentação por Skype.

"Nossas obras estão indo para a destruição de qualquer forma por causa da indiferença do governo", disse o diretor do museu Antonio Manfredi. Ele planeja queimar três obras de arte em uma semana em uma iniciativa chamada de "Art War" (ou "Arte de Guerra", em tradução livre).

Em 2011, Manfredi fez um pedido formal à Alemanha de asilo para abrigar sua equipe e obras do acervo. Na época, ele afirmou ser ameaçado pela máfia e criticou a incapacidade do governo de proteger a rica herança cultural do país. No entanto, nunca recebeu uma resposta das autoridades alemãs.


Fonte: http://oglobo.globo.com/cultura/museu-italiano-queima-obras-em-protesto-por-falta-de-verbas-4671157#ixzz1sKkxs8LZ

10/04/2012

Mamute mais bem conservado do mundo será exposto em Hong Kong

Lyuba viveu há cerca de 42 mil anos e morreu com um mês de idade.
Animal foi encontrado no gelo da Rússia, em 2007.

Funcionários de um museu de Hong Kong preparam a exibição da bebê mamute Lyuba. O animal foi encontrado na Península de Iamal, no norte da Rússia, em 2007, preservado no gelo. Lyuba é considerada a espécime de mamute mais bem conservada do mundo. Ela viveu há cerca de 42 mil anos e morreu com apenas um mês de idade. Seu corpo ficará exposto em Hong Kong da próxima quinta (12) até o dia 10 de maio (Foto: AP Photo/Kin Cheung)


Lyuba foi encontrada em 2007 por um pastor de renas em uma região remota da Sibéria. O local fica próximo ao Oceano Ártico e tem gelo permanente, o que manteve o corpo do animal relativamente intacto (Foto: AP Photo/Kin Cheung)

09/04/2012

Arquivo Secreto do Vaticano -Jornal Nacional

Museu em Roma exibe pela primeira vez arquivos secretos do Vaticano.
"A exposição é uma parte minúscula na significativa dos 85 km que a coleção secreta do Vaticano preencheria se fosse posta em fila com histórias que ainda poucos, muito poucos, tiveram acesso."
Confira o Vídeo!

09/03/2012

EXEMPLO DE VIDA

Em nome da arte, mulher passa 700 horas sentada em silêncio
Marina Abramovic bateu recorde de performance mais longa.
Artista pode ser ‘encarada’ em museu de Nova York.



Ela ficou em silêncio 7h por dia durante 100 dias.

Se todas as mulheres seguissem esse maravilhoso exemplo, o mundo seria muito melhor.

(Polêmica em 5… 4… 3…)


http://www.jacarebanguela.com.br/page/2/?s=museu

04/01/2012

'The Art Museum' reúne museus de todo o mundo em único livro

Projeto levou oito anos para ficar pronto e representa o 'museu ideal'.
Ao todo, são cerca de 3 mil obras de arte representadas na edição.

Mais de 450 páginas duplas, cerca de 3 mil imagens e muitos textos explicativos formam o "The art museum", uma espécie de museu dos museus criado pela editora Phaidon, que destaca as principais obras da história da arte em um único livro.

O ponto de partida deste projeto, que se estendeu durante oito anos e contou com a colaboração de 65 profissionais, foi encontrar um modelo de "museu ideal", capaz de comportar grandes obras, movimentos artísticos e atividades relacionadas com a arte. A ideia era traçar um paralelo da história da arte em relação com a história da civilização humana.

Escultura de Henry Moore em página dupla de "The art museum" (Foto: Reprodução)

Este museu imaginário, criado e editado pela Phaidon, abriga a melhor coleção de arte já vista. Sem restrições de espaço físico, suas "salas" exibem aproximadamente 3 mil pinturas, esculturas, fotografias, tapeçarias, obra sobre papel e madeira, telas, cerâmicas e manuscritos, todos capazes de narrar a história da arte mundial.

Para facilitar a compreensão do público, essa história é estruturada em 25 galerias que percorrem, entre outros, períodos como a pré-história, o antigo Egito, o Renascimento, o Barroco, isso até chegar à arte do século 20.

As galerias reunidas formam um total de 425 "salas", nas quais o leitor pode contemplar obras-primas reconhecidas internacionalmente junto de outras menos conhecidas. Todas foram selecionadas em mais de 620 instituições, contanto coleções privadas e públicas ao redor do mundo.

A leitura de "The Art Museum" permite que o leitor visite e explore uma grande exposição permanente, talvez a única capaz de reunir no mesmo espaço obras como "Mona Lisa", de Leonardo Da Vinci; uma coleção dos melhores autorretratos de Rembrandt; "As Meninas", de Velázquez, e "Guernica", de Pablo Picasso.

Também são encontradas as cerâmicas da China, gravuras de Hokusai, objetos do Peru antigo, pinturas rupestres da caverna de Lascaux, as esculturas de Richard Serra e as pinturas de Cy Twombly, que finalizam este intenso percurso pela história da arte.

Além dos percursos históricos, o "The Art Museum" também abre espaço para pequenas exposições, como a que é dedicada às mulheres de Picasso. Através de nove pinturas, essa exposição especifica esmiuça o amor de Picasso por suas musas.

Cada uma das galerias do livro é diferenciada por uma cor determinada e por salas (uma página dupla), que são formadas por textos sobre o movimento ou sobre o tema que esta sendo explorado, assim como uma ficha explicativa de cada obra.

O livro também será publicado em francês, italiano, alemão e espanhol. A obra terá uma vigência de 15 e 20 anos e, por isso, deverá ser reeditada anualmente pela editora Phaidon.


http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2012/01/the-art-museum-reune-museus-de-todo-mundo-em-unico-livro.html

Museu de Cera de Nova York oferece festa de réveillon

Museu de Cera de Nova York oferece festa de réveillon por equivalente a R$ 175
Não ter companhia para passar o réveillon também não é problema em uma cidade como Nova York. É possível fazer a contagem regressiva ao lado de personalidades como John Travolta e Morgan Freeman. Só não vai ser possível bater aquele papinho com eles. A festa no Museu de Cera vai ter DJ a noite toda. O ingresso custa o equivalente a R$ 175. O preço da bebida está incluído, mas é bom maneirar nos drinks para não terminar a noite fazendo amizade com um dos figurões.

28/12/2011

Louvre é acusado de danificar quadro de Leonardo da Vinci




RIO - O museu do Louvre, em Paris, está sendo acusado de ter danificado o quadro “The Virgin and Child with Saint Anne”, de Leonardo da Vinci, pintado há 500 anos. Os restauradores teriam limpado em excesso a obra, o que gerou um brilho que não existia na época renascentista, segundo o The Guardian.


Representantes da instituição não quiseram se manifestar, mas um membro da equipe disse anonimamente ao jornal que a restauração ultrapassou os limites de preservação e que os testes adequados não foram feitos. Os funcionários estão divididos entre o grupo que acredita que a obra está mais brilhante do que o normal e os que defendem que o trabalho esteja correto.


No dia 3 de janeiro, especialistas em arte renascentistas visitarão o Louvre para checar se a obra precisa ser retocada ou não.

Fonte: http://oglobo.globo.com/cultura/louvre-acusado-de-danificar-quadro-de-leonardo-da-vinci-3528250#ixzz1hrkjYOe0

Recolhidos 50 mil euros para restaurar "A Entrada de Napoleão em Amsterdã"

Amsterdã, Holanda, 26 dez 2011 (AFP) -O Museu de Amsterdã recolheu 51.349 euros, através de uma ação comunitária, destinados a restaurar um quadro de Matthieu van Bree, "A entrada de Napoleão em Amsterdã", informou a direção da instituição.

"Tivemos 340 doadores de somas variando de 10 a 25.000 euros", declarou à AFP a porta-voz do museu, Martine Willekens, para quem essas pessoas agiram por "amor à arte".

Entre elas estavam idosos, associações, escolas, e até clubes esportivos...
A coleta foi lançada em outubro de 2011, por ocasião do bicentenário da chegada de Bonaparte à capital holandesa, em 9 de outubro de 1811.

O museu, que esperava recolher 30.000 euros, surpreendeu-se com o "grande sucesso" da iniciativa e pensa repeti-la em outras ocasiões, no futuro, destacou a sra. Willekens.

A tela representa os burgomestres da cidade desejando as boas-vindas a Napoleão e entregando a ele as chaves de prata de Amsterdã, e esteve guardada no depósito do museu durante um século.


http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2011/12/recolhidos-50-mil-euros-para-restaurar-a-entrada-de-napoleao-em-amsterda.html

22/12/2011

Museu das relações terminadas

Certa vez ouvi em algum lugar que mulher guardava mais objetos de término de namoro. Não sei o que quiseram insinuar com isso, mas acho que deve ser verdade, pois elas enxergam aquela embalagem de bombom que o cara lhe deu na quinta série como o registro repleto de informação. E foi pensando em todo este registro que em Zagreb, na Croácia, um relacionamento que não foi bem sucedido de o casal Olinka Vistica e Drazen Grubisic quiseram criar algo inovador com o fim da sua relação amorosa. Depois da separação, apresentaram uma exposição numa bienal em nesta mesma cidade onde colocaram em exposição os presentes trocados enquanto estiveram juntos, como resultado, ouve grande identificação por parte do público que também partilhava tais lembranças boas (ou não).


Segundo Drazen, a intenção do museu é oferecer uma oportunidade para superar a ruptura doando o que torna difícil esquecê-la. A cada contribuição feita, fica anexado também o seu significado e o momento em que foi oferecida. “Cada objecto exposto é único e tem uma descrição cheia de sentimento, de como a pessoa viveu essa situação. Isto porque nós pensamos que pode mesmo ser terapêutico para os corações partidos”, acrescenta.







Leia mais:

08/12/2011

Ingressos nos museus britânicos são gratuitos há dez anos

Quando o governo tomou essa decisão, a intenção era que todos tivessem acesso à cultura e não só quem pudesse pagar. Atualmente, das dez atrações mais visitadas no Reino Unido, oito são museus com entrada gratuita.
Assista o Vídeo!

23/10/2011

Museu na Espanha expõe dinossauros transando (isso mesmo que você leu DINOSSAUROS TRANSANDO)

Por aqui costumamos reclamar que quando a programação televisiva está ruim, começam a apelar e colocar mulheres seminuas para aumentar o Ibope. Bem, não sei se foi este motivo que levou o Museu Jurássico de Astúrias (MUJA), na Espanha a fazer uma releitura desta tática televisiva colocando dois...(calma estou respirando) dois dinossauros copulando!!!!

O museu que conta com mais de 8.000 fósseis, sendo 200 deles sendo dinossauros, crocodilos, peixes e tartarugas, ao que parece expõe estas réplicas de uma hipótese como eles provavelmente transavam, o que claro, é uma forma bem mais interessante de expor uma ossada jurássica

Então, caro amigo leitor, se você é do tipo que curte pornografia bizarra [ops] paleontologia, este é um museu que merece sua visitação.