Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/religiao-e-fe/casa-onde-foi-fundada-umbanda-em-sao-goncalo-sera-demolida-esta-semana-2682118.html#ixzz3QAPPfCcm
28/01/2015
Casa onde foi fundada a umbanda, em São Gonçalo, será demolida esta semana
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03/08/2012
Estátua de Padre Cícero está em processo de tombamento
Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,estatua-de-padre-cicero-esta-em-processo-de-tombamento,910666,0.htm
01/06/2012
Demolição do QG da polícia militar e o apagamento da memória
| Fachada do QG da PM |
O Professor da UFRJ Marcos Bretas afirma que desde a ditadura, o Brasil não possui interesse em preservar a memória das forças armadas. A título de exemplo, cita o caso do presídio de Ilha Grande, um lugar onde muitos presos políticos foram levados, além de ser também um dos possíveis locais do surgimento da Falange Vermelha que mais tarde se tornaria Comando Vermelho.
Aquele foi um exemplo claro de apagamento da história. A demolição foi quase uma vingança à ditadura e aos torturadores políticos, mas o prédio era uma construção do início do século XX que representa uma forma de como o Estado se organizava nessa área. (Marcos Bretas sobre a demolição do presídio de Ilha Grande)
Que a memória é fruto de escolha é algo que nós profissionais que lidam com a questão cotidianamente estamos cansados de saber, mas algumas vezes é ignorado que o esquecimento também nasce dessas escolhas. É nesta dinâmica entre os dois que a história é construída, destruída e reconstruída. Sendo ambos frutos de escolhas, devemos compreender os motivos pelos quais estamos fazendo tal opção e principalmente assumir as consequências disso.
Os motivos pelos quais o QG da polícia vai ser demolido, me parece muito mais financeiro do que um apagamento da memória. Não sei como andam os cofres públicos para investimentos em segurança, mas sei que política de UPPs está longe de ser um investimento barato; também sabemos o quanto a polícia é sucateada e com toda certeza não esquecemos a greve das PMs no Rio de Janeiro e a clássica invasão do corpo de bombeiros ao seu QG.
A melhor solução para o empasse seria segundo o pesquisador a criação de um museu que concentrasse a história da instituição ainda que se fosse demolir os outros. Eu particularmente não entendo dessa forma. Museu da Polícia Militar já existe, o que precisa é ser melhorado, ter seu espaço físico ampliado e principalmente o seu quadro de funcionários. Outra, no mundo inteiro prédios históricos são um atrativo a mais para a valorização dos arredores e bom policiamento também, porque um prédio da polícia militar não seria?
Existe o tombamento claro! Um válido recurso neste tipo de situação. A ação é do Carlo Caiado (DEM) na Câmara; e outro pelo deputado Paulo Ramos (PDT) na Alerj – ambos políticos de oposição ao governo. Mas o tombamento nem sempre é a melhor solução neste tipo de situação: soluciona o problema do patrimônio, mas não soluciona o problema do sucateamento da polícia militar.
Para saber mais: http://www.revistadehistoria.com.br/secao/reportagem/caso-de-policia-1
29/11/2011
A nova obra de Oscar Niemeyer cabe no Aterro?
Encomendado a Oscar Niemeyer e orçado em mais de R$ 200 milhões, o projeto de uma casa de shows em pleno Aterro do Flamengo corre o risco de nunca sair do papel. Em entrevista ao jornal O Globo, o superintendente no Rio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Carlos Fernando Andrade, afirmou que o projeto era “impossível de ser aprovado” já que, no decreto que tombou a área, em 1965, não há “qualquer teatro previsto” entre os os equipamentos que o parque pode conter.
Encomendado ao arquiteto pelo Brazil Foodservice Group (BFG), grupo que administra a rede de churrascarias Porcão, o projeto, que ainda não tem nome, contaria com uma plateia de 2 mil lugares, balcões e camarotes com 500. A construção só poderia ser aprovada se o Iphan abrisse uma exceção, o que poderia gerar um precedente perigoso de obras não previstas no decreto original.
“Na época em que foi concebido, a ideia era de que se devia fazer áreas de lazer para o parque, como restaurantes e quadras de futebol”, explica o ambientalista Luiz Prado. “Mas colocar um empreendimento totalmente privado é algo que precisa ser discutido com profundidade com a população. Quem vai decidir isso? O Porcão? O Iphan? Na minha opinião, deveria haver um referendo. A população é que precisa decidir. É algo que está previsto na constituição e que só não usamos por preguiça”.
Prado acredita que a questão não é ambiental.
“Não tem nada a ver com meio-ambiente”, afirma. “Isso vai afetar o trânsito, talvez a vista. Não interessa se quem está fazendo é o Niemeyer. O que está em jogo aqui não é a arquitetura, mas a utilização do espaço público. E a utilização do espaço público no Rio virou uma bagunça danada”.
Por sua vez, o presidente da Associação de Produtores de Teatro do Rio de Janeiro, Eduardo Barata, lamenta uma possível barragem do projeto, que define como “firula burocrática”.
“Temos uma séria falta de espaços para se apresentar no Rio”, justifica. “Os editais nos permitiram aprimorar nossas espetáculos. Hoje temos mais peças, mas menos espaços para apresentá-las”.
Barata cita o fechamento de espaços tradicionais, como o Glória e a Galeria do Flamengo, além da suspensão temporária do Villa-Lobos (em função de um incêndio), para lembrar a importância de um novo projeto no Parque do Flamengo.
“Sendo uma obra do Niemeyer num espaço privilegiado, e ainda por cima carente de teatros, seria um impulso importante para o teatro no Rio”.
Ex-Secretário de Urbanismo do Rio de Janeiro, o arquiteto Flávio Ferreira também acredita que só a sociedade civil e a opinião pública deveriam decidir o futuro do projeto.
“Para o Iphan aprovar, teria que justificar uma exceção”, explica. “Esta exceção parte da reação da sociedade. Se a sociedade achar que será bom para cidade, teria uma justificativa. Eu, pessoalmente, acho o projeto muito grande. Não cabe naquele espaço”.
O deputado federal do PV, Alfredo Sirkis, concorda com a decisão do Iphan. “Aquela área é sensível, complicado em termos de acessibilidade e uma obra desse tamanho implicaria um impacto paisagístico. Já há uma casa de shows, que é o Vivo Rio, feito de acordo com o projeto original. O mais correto seria fazer a obra em outro local, não no parque”.
Fonte:http://opiniaoenoticia.com.br/brasil/politica/a-nova-obra-de-niemeyer-cabe-no-aterro/?ga=dtf
13/09/2011
Uma montanha bávara à sombra de Adolf Hitler
Sessenta e seis anos após sua morte, a alma de Adolf Hitler assombra ainda hoje uma montanha da Baviera - os alemães não sabem o que fazer dos vestígios de sua casa; e alguns não a querem como curiosidade turística, nem como memorial.
A antiga residência de Hitler nos Alpes.
As autoridades evitam indicar o caminho, e é só quando se está no local que se descobre, num desvio da pista de cascalhos, no meio de uma floresta de pinheiros, um pedaço cinzento de muro, meio perdido na montanha, acompanhado de um quadro explicativo.
É o único vestígio que leva à casa que conhecemos, principalmente, através de filmes amadores, que mostravam um Hitler sorridente no terraço, ao lado de Eva Braun, tendo ao fundo a paisagem idílica.
Situada a meio caminho de Oberzalsberg, a montanha que domina a aldeia de Berchtesgaden, na fronteira germano-austríaca, o lugar serviu de estada para os soldados americanos de infantaria, GI's, antes de sua partida, em 1995.
Fachada de 'Berghof', na montanha de Berchtesgaden
"As pessoas dizem que esta é a montanha nazista e que todos em Berchtesgaden são nazistas. Mas não se pode detestar dez gerações simplesmente porque (Hitler) viveu aqui", comenta ela.
"Não há peregrinações neonazistas aqui", assegura por sua vez o diretor da agência de turismo, Michael Griesser.
"Os neonazistas são raros", afirma Axel Drecoll, 36 anos, historiador do Centro de Documentação de Obersalzberg, que apresenta uma exposição sobre Hitler e a ditadura nazista.
Acontece que, junto da casa, "um pequeno número de pessoas acendem, em segredo, velas e depositam flores, por ocasião do aniversário, ou para lembrar a morte" do ditador, acrescenta ele. Mas tudo é recolhido e jogado fora pelo porteiro do Centro, que fica próximo.
Se o caminho em direção à residência de Berghof permanece quase confidencial, não acontece o mesmo com a estrada que leva ao "Ninho da Águia", um chalé construído pelos nazistas no pico de uma montanha vizinha, oferecido de presente a Hitler pelo seu aniversário de 50 anos.
Às dezenas de milhares, os turistas pegam uma rota vertiginosa para beber aí uma cerveja e admirar a paisagem espetacular.
Para alguns, a aura do ditador envenena menos o Ninho da Águia do que a casa de Berghof, porque Hitler sentia vertigens, e ia pouco lá.
Para evitar qualquer curiosidade doentia, o Estado da Baviera retirou de helicóptero, do Ninho da Águia, alguns móveis de época que ainda estavam no local.
Numerosos historiadores, entre eles Egon Johannes Greipl, chefe do Departamento bávaro de Monumentos Históricos, gostariam de ver tombados todos os sítios nazistas da região.
"Ninguém pensaria em demolir as ruínas de Olímpia (na Grécia) a pretexto de que tudo ficaria mais bem apresentado num Centro de documentação", afirma Greipl. "São testemunhas in loco da História", que falam de um período crucial e de um fato, os crimes nazistas".
Greipl considera incoerente que a Baviera tenha incluído, secretamente, durante décadas, esses locais numa lista de sítios históricos protegidos, antes de decidir "por motivos políticos" varrê-los do mapa.
"Atribuir um estatuto cultural particular à casa Berghof" e a outras ruínas nazistas, entre elas 12 quilômetros de bunkers e de túneis sob a montanha, "serviria apenas para encorajar a construção de uma espécie de trilha do nacional-socialismo", replica Walter Schön, funcionário local encarregado do patrimônio e número dois do ministério da Justiça da Baviera.
Charlotte Knobloch, dirigente da comunidade judaica de Munique, lamenta igualmente qualquer ideia de tombamento.
"De qualquer forma, não resta nada" de Berghof e é preciso evitar fazer da casa um alvo de peregrinação neonazista, segundo ela.
Drecoll, por sua vez, tem menos medo de atrair grupos de extrema-direita do que ver os locais desvirtuados numa espécie de "Disneilândia do nazismo", fora do contexto histórico.
"Claro, é preciso satisfazer a curiosidade dos turistas, mas sem cair no sensacionalismo", diz ele. A grande dificuldade é evitar que "a pesquisa histórica ceda lugar ao kitsch comercial".
Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/montanha-b%C3%A1vara-%C3%A0-sombra-adolf-hitler-185605993.html
25/08/2011
Cultura em Greve - Protesto do Pijama
Servidores da cultura, em estado de greve, vestiram pijamas em referência ao aniversário da morte de Getulio Vargas e protestaram. Eles distribuíram panfletos e leram um documento que chamaram de Carta Testamento, denunciando a falta de apoio à cultura.
Confira o Vídeo!
05/08/2011
Governo do Amazonas consegue anular tombamento de Encontros das Águas
A Justiça Federal do Amazonas anulou nesta quinta-feira (4) o tombamento provisório do Encontro das Águas do rios Negro e Solimões, em Manaus. O fenômeno se estende por uma faixa de mais de seis quilômetros, onde os rios se encontram, mas não se misturam. O Encontro das Águas é uma das principais atrações turísticas de Manaus.
O tombamento provisório do fenômeno natural ocorreu em novembro do ano passado com o objetivo de proteger seu valor histórico, cultural, estético, paleontológico, geológico e paisagístico. No entanto, o governo do Amazonas ingressou com uma ação na Justiça Federal do Amazonas afirmando que houve falhas no processo administrativo de tombamento do Encontro das Águas. O Executivo amazonense questionou, na ação impetrada na Justiça Federal, a ausência de audiências públicas e que também não foi notificado do processo de tombamento do Encontro das Águas.
Pela decisão do juiz Dimis da Costa Braga, da 7ª Vara Federal, a falta de audiências públicas foi a grande falha do processo de tombamento do Encontro das Águas. As outras alegações do Executivo amazonense não foram acatadas. “Tratando-se de um bem cuja importância transcende, inclusive, os limites regionais, como é o Encontro das Águas, impõe-se oportunizar a participação da sociedade, órgãos, institutos e outros interessados no processo de tombamento”, diz o juiz na decisão.
“De outra forma, as audiências e consultas públicas nada mais são que instrumentos utilizados para dar efetividade aos princípios ambientais da participação e informação, os quais se encontram expressamente previstos no Princípio nº 10 da Declaração do Rio/92 (Eco/92). Faz-se imprescindível que o Iphan, antes da conclusão do processo, realize pelo menos uma audiência ou consulta pública na cidade de Manaus e pelo menos uma em cada um dos municípios cujo território incida na área tombada”, complementa o magistrado. A reportagem do iG não conseguiu contato com o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).
Apesar da decisão, o juiz reconhece a importância do bem para a cidade de Manaus e as constantes ações de degradação das margens dos dois rios, como a instalação de portos ilegais na região. Além de ser considerado um fenômeno natural único, o Encontro das Águas também tem o sítio arqueológico mais antigo do Amazonas já encontrado. O sítio dona Stella tem vestígios arqueológicos dos anos 8.000 a 9.000 antes de cristo.
O processo de tombamento do Encontro das Águas é alvo de uma grande polêmica desde o ano passado. Não somente o governo do Amazonas como empresários questionam a ação do Iphan buscando uma flexibilização da área e das regras do tombamento. Na região, a empresa Lajes Logística pretende construir um porto na margem direita do Encontro das Águas, um projeto de aproximadamente R$ 200 milhões. Os responsáveis pelo projeto afirmam que a obra gerará 600 empregos diretos durante a construção e 200, quando estiver em fase de operação. O porto ocuparia uma área de 600 mil metros quadrados.
Na terça-feira, o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) já havia liberado a licença de instalação do porto, apesar da área ainda ser considerada, naquele momento, provisoriamente tombada. A decisão foi de encontro a uma determinação da Justiça Federal do Amazonas que proibiu o seguimento de qualquer processo de licenciamento antes da definição sobre a confirmação ou anulação do processo de tombamento do Encontro das Águas.
FONTE: http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/am/governo+do+amazonas+consegue+anular+tombamento+de+encontros+das+aguas/n1597117889461.html04/05/2011
Acervo do Museu do Trem (RJ) é o mais novo patrimônio cultural do Brasil
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