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28/01/2015

Casa onde foi fundada a umbanda, em São Gonçalo, será demolida esta semana

A estrutura metálica já está pronta para receber o telhado do novo galpão que vai ocupar o número 30 da Rua Floriano Peixoto, em Neves, São Gonçalo. Dentro do terreno, uma casinha centenária aguarda a demolição marcada, segundo o proprietário, ainda para esta semana. Poderia ser uma simples obra, não fosse um detalhe: a casa rosa, com a pintura já castigada pelos anos, é a última testemunha do nascimento da umbanda.

Foi no imóvel — que ocupava o centro de uma chácara, no início do século 20 —, que Zélio Fernandino de Moraes, então com 17 anos, dirigiu a primeira sessão da religião. Era 16 de novembro de 1908. A umbanda é a única manifestação religiosa 100% brasileira.

— A demolição nos deixa muito decepcionados, pois perdemos uma referência da chegada da mensagem do Caboclo das Sete Encruzilhadas — diz Pedro Miranda, presidente da União Espiritista de Umbanda do Brasil, em referência à entidade que orientou Zélio a fundar a religião.

Espíritos tristes
A notícia também surpeendeu a mãe de santo Lucília Guimarães, do terreiro do Pai Maneco, em Curitiba, Paraná. Na década de 1990, ela veio ao Rio para pesquisar as origens da religião.

— Imagino que até os espíritos estejam tristes. É uma pena — lamenta ela.
Há mais de cem anos com a família de Zélio, o imóvel onde surgiu a umbanda foi vendido recentemente para o militar Wanderley da Silva, de 65 anos, que pretende transformar o local em um depósito e uma loja.
— Eu nunca soube que a casa tinha essa história. Mas agora já comprei, investi, não posso deixar de demolir — explica-se.
Segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), nunca houve um pedido de tombamento do imóvel. A antiga casa de Zélio também não é protegida pelo governo estadual ou pela Prefeitura de São Gonçalo.
De acordo com a última avaliação do IBGE, feita no Censo 2000, o Brasil tem quase 400 mil umbandistas. A religião está em todos os estados do país e também no Uruguai, Paraguai, Argentina, Portugal, Espanha e Japão.

‘Tudo acabou’
O terreiro de Zélio de Moraes — que recebeu o nome de Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade — funcionou por pouco anos em São Gonçalo. Os primeiros umbandistas mudaram-se logo para o Rio de Janeiro.

Primeiro, o centro funcionou na Rua Borja Castro, na Praça Quinze. A rua foi extinta, na década de 1950, para a construção da Perimetral. Dali, foram para a Avenida Presidente Vargas. O imóvel também foi demolido, dessa vez para dar lugar ao Terminal Rodoviário da Central do Brasil.

Uma nova mudança e mais uma demolição. A casa 59 da Rua Dom Gerardo, em frente ao mosteiro de São Bento, virou um estacionamento.

— Tudo acabou, eram prédios muito antigos. Lamento que o último registro também vai desaparecer. Mas o mais importante é que os ensinamentos do meu avô se perpetuem — pediu a neta de Zélio, Lygia Cunha, que hoje preside a Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade. O terreiro agora funciona em uma sede própria, em Cachoeiras de Macacu, no interior do estado.



Capela de São Pedro

Antes de ser vendida, a casa onde nasceu a Umbanda abrigou uma capela católica. A última moradora do imóvel, uma descendente de Zélio que é muito católica, cedeu o espaço para os devotos. Quem administra a igrejinha — que também mudou de endereço — é dona Geraldina dos Santos, de 74 anos.
— Não tenho preconceito, não. Todos somos filhos de Deus. Se a religião nasceu lá, a casa devia ser preservada. É importante — disse.


Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/religiao-e-fe/casa-onde-foi-fundada-umbanda-em-sao-goncalo-sera-demolida-esta-semana-2682118.html#ixzz3QAPPfCcm




03/08/2012

Estátua de Padre Cícero está em processo de tombamento

Iphan também quer registrar como bem imaterial as festas de Santo Antônio, em Barbalha, e as Romarias, em Juazeiro do Norte

Fortaleza - A estátua de Padre Cícero em Juazeiro do Norte, centro de peregrinação no Nordeste, está em processo de tombamento pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O mesmo Instituto abriu processo para registrar como bem imaterial as festas de Santo Antônio, em Barbalha, e as Romarias, em Juazeiro do Norte, ambas no Cariri cearense. Os três processos são acompanhados pelo Ministério Público Federal no Ceará. Neste sentido foi aberto um procedimento administrativo pelo procurador da República, Rafael Ribeiro Rayol. 

Para o procurador existe a necessidade de conservar a Estátua de Padre Cícero, monumento, construído em homenagem a um dos ícones da religião e política do Nordeste brasileiro e leva anualmente milhares de romeiros ao alto da colina do Horto, onde está a estátua que mede 27 metros de altura.

Sobre às celebrações de cunho religioso, Rafael Rayol destaca que o decreto 3.551, de 4 de agosto de 2000, instituiu o Registro de Bens Culturais de Natureza Imaterial do Patrimônio Cultural Brasileiro. Este decreto determina que este atos religiosos podem ser registradas no Livro de Registro das Celebrações, em que são inscritos rituais e festas que marcam a vivência coletiva do trabalho, da religiosidade, do entretenimento e de outras práticas da vida social.

A previsão é que o Iphan conclua os processos até o final do primeiro semestre de 2013. O processo mais aguardado é do tombamento da estátua que prevê ainda a preservação da Casa dos Milagres, próximo à Capela do Socorro, onde Padre Cícero foi enterrado. O Iphan e a Universidade Federal do Ceará (UFC) estão fazendo levantamentos para fundamentar os tombamentos.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,estatua-de-padre-cicero-esta-em-processo-de-tombamento,910666,0.htm


01/07/2012

Unesco aprova título de Patrimônio Mundial para a Paisagem Cultural do Rio

Domingo histórico para o Brasil: a cidade do Rio de Janeiro tornou-se a primeira do mundo a receber o título da Unesco de Patrimônio Mundial como Paisagem Cultural Urbana. A candidatura, apresentada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), foi aprovada durante a 37ª Sessão do Comitê do Patrimônio Mundial, que está reunido em São Petersburgo, na Rússia, desde o dia 25. 

A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, e o presidente do IPHAN, Luiz Fernando de Almeida, que acompanharam os trabalhos, comemoraram a decisão que resultou na inclusão de mais um bem brasileiro na Lista de Patrimônio Mundial. 

Para a ministra Ana de Hollanda, o resultado vem “coroar um belíssimo trabalho que evidencia a cidade que nasceu e cresceu entre o mar e a montanha e, com criatividade e talento criou paisagens - hoje mundialmente conhecidas - que a tornaram excepcional e maravilhosa”. O presidente do IPHAN explicou que “a paisagem carioca é resultado da utilização intencional da natureza que, atendendo aos interesses econômicos dos colonizadores portugueses, formou espaços únicos no mundo que destacam a originalidade do Rio de Janeiro expressa pela troca entre diferentes culturas associadas a um sítio natural”.  

A partir de agora, os locais da cidade valorizados com o título da Unesco serão alvo de ações integradas visando à preservação da sua paisagem cultural. São eles o Pão de Açúcar, o Corcovado, a Floresta da Tijuca, o Aterro do Flamengo, o Jardim Botânico e famosa praia de Copacabana, além da entrada da Baía de Guanabara. As belezas cariocas incluem o forte e o morro do Leme, o forte de Copacabana e o Arpoador, o Parque do Flamengo e a enseada de Botafogo.

Patrimônios Mundiais no Brasil 

Além da Paisagem Cultural do Rio de Janeiro, o Brasil conta hoje com outros 18 bens culturais e naturais na lista de 911 bens reconhecidos pela Unesco. 

Os bens culturais estão compostos por: Conjunto Arquitetônico e Urbanístico de Ouro Preto, Minas Gerais (1980); Centro Histórico de Olinda, Pernambuco (1982); Ruínas de São Miguel das Missões, Rio Grande do Sul (1983); Santuário do Bom Jesus de Matosinhos em Congonhas, Minas (1985); Centro Histórico de Salvador, Bahia (1985); Conjunto Urbanístico de Brasília, Distrito Federal (1987); Centro Histórico de São Luís, Maranhão (1997); Centro Histórico de Diamantina, Minas (1999); Centro Histórico de Goiás, Goiás (2001); Praça de São Francisco em São Cristovão, Sergipe (2010). 

Já os bens naturais são: Parque Nacional do Iguaçu, Paraná (1986); Costa do Descobrimento, Bahia e Espírito Santo (1997); Parque Nacional Serra da Capivara, Piauí (1998); Reserva Mata Atlântica, São Paulo e Paraná (1999); Parque Nacional do Jaú, Amazonas (2000); Pantanal Mato-grossense, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul (2000); Reservas do Cerrado: Parque Nacional dos Veadeiros e das Emas, Goiás (2001); e Parque Nacional de Fernando de Noronha, Pernambuco (2001).

15/06/2012

Novas Perspectivas para a preservação e gestão do patrimônio cultural

Dando prosseguimento à programação na Rio + 20, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), autarquia vinculada ao Ministério da Cultura, promove um seminário para debater as novas perspectivas para a preservação e a gestão do patrimônio cultural. A abertura será às 14h30, do próximo dia 18 de junho, no Galpão da Cidadania, na cidade do Rio de Janeiro. O presidente do IPHAN, Luiz Fernando da Almeida vai coordenar o seminário, que terá também a participação do arquiteto Carlos Fernando Moura Delphim, da antropóloga Lygia Segawa e da arqueóloga Rosana Najjar.

O objetivo do seminário é buscar alternativas para aprimorar a gestão do patrimônio cultural brasileiro. Segundo o presidente do IPHAN, nas últimas décadas o conceito de patrimônio ampliou-se e tem sido crescente a participação da sociedade civil nos esforços para sua preservação. Novos instrumentos, como por exemplo o da Paisagem Cultural e os Pontos de Cultura, se fazem necessários para atender a essa demanda. A transversalidade como princípio e o território como meio e a sustentabilidade como fim, são componentes essenciais a esse debate.

A preservação do patrimônio cultural tem um compromisso irrestrito com o desenvolvimento sustentável e com as gerações futuras. A dimensão cultural como lembra Celso Furtado, “deve ter seu ponto de partida na percepção dos fins, dos objetivos que se propõem a alcançar os indivíduos e a comunidade”.

O seminário abordará aspectos diferenciados do atual quadro da preservação patrimonial. Serão debatidos temas como arqueologia e história urbana; paisagem cultural e desenvolvimento sustentável; e ações e instrumentos para salvaguarda e registro do patrimônio imaterial. O formato do seminário prevê 40 minutos de exposição para cada palestrante e 60 minutos de debate com o público.

Fonte: Ascom

Fonte: 

01/06/2012

Demolição do QG da polícia militar e o apagamento da memória

Historicamente, a cidade do Rio de Janeiro é palco de grandes construções em nome da modernidade. Desde as obras do Prefeito Pereira Passos em nome da modernização de uma cidade atrasada e pestilenta, passando pelas políticas do Governador Carlos Lacerda onde o Rio de Janeiro padecia sob a poluição visual das favelas da zona sul. Atualmente a cidade atrai investimentos por causa dos jogos e infelizmente longe de ser este um motivo para valorizar os imóveis históricos, tornando estes mais um motivo para a valorização dos arredores, nossa política os entende como um atraso.

Fachada do QG da PM
Quem frequenta a Lapa a algum tempo sabe o quanto esta parte histórica da cidade esteve durante muito tempo largada, e muitos até aprovam as recentes políticas de valorização do terreno. O problema é que com as recentes obras, os arredores passaram a ser valorizados, e a aproximação com o centro da cidade ajuda bastante e elevar os preços. Tanto que, prédios históricos passam a ser vistos como empecilhos para outros prédios interessados em levar suas empresas ao valorizado espaço. É o caso do Quartel General da PM que se localiza nas proximidades do terreno. Este teria sido vendido à Petrobras, por R$ 336 milhões e embora os papéis ainda não tenham sido assinados, a polêmica em torno da transação já é grande. O acordo implica na demolição imediata do imóvel do século XVIII para que seja construído no espaço de 13,5 mil m² um arranha-céu. Outro ponto chama muito atenção para esta transação, é que a mesma não passou por nenhuma aprovação na Alerj uma exigência para a Lei de Licitações. O governo do Estado justifica a venda do imóvel afirmando que o dinheiro seria gasto dentro da própria PM.

O Professor da UFRJ Marcos Bretas afirma que desde a ditadura, o Brasil não possui interesse em preservar a memória das forças armadas. A título de exemplo, cita o caso do presídio de Ilha Grande, um lugar onde muitos presos políticos foram levados, além de ser também um dos possíveis locais do surgimento da Falange Vermelha que mais tarde se tornaria Comando Vermelho.

Aquele foi um exemplo claro de apagamento da história. A demolição foi quase uma vingança à ditadura e aos torturadores políticos, mas o prédio era uma construção do início do século XX que representa uma forma de como o Estado se organizava nessa área. (Marcos Bretas sobre a demolição do presídio de Ilha Grande)

Que a memória é fruto de escolha é algo que nós profissionais que lidam com a questão cotidianamente estamos cansados de saber, mas algumas vezes é ignorado que o esquecimento também nasce dessas escolhas. É nesta dinâmica entre os dois que a história é construída, destruída e reconstruída. Sendo ambos frutos de escolhas, devemos compreender os motivos pelos quais estamos fazendo tal opção e principalmente assumir as consequências disso.

Os motivos pelos quais o QG da polícia vai ser demolido, me parece muito mais financeiro do que um apagamento da memória. Não sei como andam os cofres públicos para investimentos em segurança, mas sei que política de UPPs está longe de ser um investimento barato; também sabemos o quanto a polícia é sucateada e com toda certeza não esquecemos a greve das PMs no Rio de Janeiro e a clássica invasão do corpo de bombeiros ao seu QG.
A melhor solução para o empasse seria segundo o pesquisador a criação de um museu que concentrasse a história da instituição ainda que se fosse demolir os outros. Eu particularmente não entendo dessa forma. Museu da Polícia Militar já existe, o que precisa é ser melhorado, ter seu espaço físico ampliado e principalmente o seu quadro de funcionários. Outra, no mundo inteiro prédios históricos são um atrativo a mais para a valorização dos arredores e bom policiamento também, porque um prédio da polícia militar não seria?

Existe o tombamento claro! Um válido recurso neste tipo de situação. A ação é do Carlo Caiado (DEM) na Câmara; e outro pelo deputado Paulo Ramos (PDT) na Alerj – ambos políticos de oposição ao governo. Mas o tombamento nem sempre é a melhor solução neste tipo de situação: soluciona o problema do patrimônio, mas não soluciona o problema do sucateamento da polícia militar.

Para saber mais: http://www.revistadehistoria.com.br/secao/reportagem/caso-de-policia-1

21/03/2012

MEC e Iphan disponibilizam publicação que promove a educação patrimonial nas escolas brasileiras

Escolas que aderirem ao Programa receberão equipamentos para elaboração e divulgação de inventários do patrimônio local.
O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta terça-feira, 20 de março, o primeiro fascículo sobre Educação Patrimonial no Programa Mais Educação. O material disponível em
http://bit.ly/iphamaiseducacao
e que também será distribuído às escolas que optarem pela atividade é o primeiro do kit que englobará outros dois.

A ideia do projeto realizado em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional-Iphan é que os estudantes realizem inventários dos patrimônios locais nos territórios nos quais as escolas estão inseridas. Ao escolher desenvolver o projeto sobre Educação Patrimonial, a escola receberá recursos do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) – Educação Integral – para aquisição de equipamentos audiovisuais. Desta forma, poderão elaborar e divulgar os inventários produzidos.

Serão máquinas fotográficas com a função filmagem; gravadores de áudio digital (MP3); HD externo; tripé de câmera; cartucho colorido de impressora ou apoio para serviço de impressão; fichas para o inventário, além de R$ 1.000,00 (mil reais) como apoio para as saídas de campo; e outros R$ 700,00 (setecentos reais) para produzir exposições, encontros, rodas de memória, mostras de filmes, e outros, a partir dos resultados do inventário.
O segundo fascículo, em elaboração, apresentará conceitos importantes para o desenvolvimento do trabalho como, por exemplo, cultura, memória e identidade. O terceiro trará um repertório de possíveis ações educativas ligadas ao tema. Também está em elaboração um caderno com orientações para a realização do inventário.

A parceria entre MEC e Iphan
A parceria foi iniciada ainda em 2010 e consolidada a partir da participação do MEC no II Encontro Nacional de Educação Patrimonial – II ENEP, realizado em Ouro Preto (MG) em julho de 2011.
A Educação Patrimonial passou a integrar o Macro-campo “Cultura e Artes” do Programa Mais Educação com uma atividade específica que vem sendo construída pelo Grupo Técnico interdepartamental formado com esse fim, e coordenado pela Ceduc/DAF.

O Programa Mais Educação da Secretaria de Educação Básica do MEC envolve, atualmente, 30 mil escolas das redes municipais e estaduais. Em 2012, a expansão do Programa deve incluir, pela primeira vez, escolas de ensino fundamental no campo, com a perspectiva de ingresso de 5 mil escolas da área rural.

O Mais Educação integra as ações do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), como uma estratégia do Governo Federal para induzir a ampliação da jornada escolar e a organização curricular, na perspectiva da Educação Integral. Essa estratégia promove a ampliação de tempos, espaços, oportunidades educativas e o compartilhamento da tarefa de educar entre os profissionais da educação e de outras áreas, as famílias e diferentes atores sociais, sob a coordenação da escola e dos professores.
Trata-se da construção de uma ação intersetorial entre as políticas públicas educacionais e sociais, contribuindo, desse modo, tanto para a diminuição das desigualdades educacionais, quanto para a valorização da diversidade cultural brasileira, reconhecendo que a educação deve ser pensada para além dos muros da escola, e considerar a cidade, o bairro e os bens culturais como potencialmente educadores, eles próprios.

Fazem parte do programa o Ministério da Educação, o Ministério da Cultura, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome, o Ministério da Ciência e Tecnologia, o Ministério do Esporte, o Ministério do Meio Ambiente, o Ministério da Defesa e a Controladoria Geral da União.

Outras informações:
Blog de Educação Patrimonial do Iphan: HTTP://educacaopatrimonial.wordpress.com
Twitter: @educpatrimonial

http://portal.iphan.gov.br/portal/montarDetalheConteudo.do?id=16500&sigla=Noticia&retorno=detalheNoticia

19/03/2012

Iphan lança edital 2012 para Mestrado Profissional em Preservação do Patrimônio Cultural

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan informa que o Edital de Seleção do Mestrado Profissional em Preservação do Patrimônio Cultural 2012 (PEP/MP/IPHAN) oferece 20 bolsas de estudo. O Mestrado Profissional destina-se a formar, durante 24 meses, profissionais graduados em diversas áreas de conhecimento para atuarem no campo da preservação do patrimônio cultural. O curso associa as práticas de preservação nas unidades da Instituição, distribuídas no território nacional, ao aprendizado teórico-metodológico e à pesquisa. As inscrições estão abertas até o dia 19 de abril de 2012 e o início das atividades dos candidatos selecionados será dia 01 de agosto de 2012, conforme determinações do Edital abaixo.
Consulte o Edital [aqui]

http://portal.iphan.gov.br/portal/montarDetalheConteudo.do?id=16493&sigla=Noticia&retorno=detalheNoticia

04/05/2011

Acervo do Museu do Trem (RJ) é o mais novo patrimônio cultural do Brasil

04/05/2011
O Acervo do Museu do Trem, uma das maiores referências da memória ferroviária do país, foi tombado pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, na última terça-feira, dia 3 de maio, em Brasília, na primeira reunião de 2011. Os trabalhos de inventário foram realizados por equipes multidisciplinares do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, ao longo de mais de uma década, quando foi publicada a notificação do processo de tombamento da coleção, medida que resultou em sua proteção provisória pelo poder público federal.
Com mais de mil itens considerados de valor histórico, o acervo abrange equipamentos ferroviários, utensílios, mobiliário e até locomotivas como a Baroneza, construída na Inglaterra, movida a vapor e a primeira a trafegar na estrada de ferro de Petrópolis. Outros destaques são um vagão usado pelo ex-presidente Getúlio Vargas e outro onde viajou o Rei Alberto, da Bélgica, quando esteve no Brasil em visita oficial, em 1922.

O Museu do Trem situado no bairro do Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro, abrigou o maior conjunto de Oficinas de Locomoção da América Latina, que ajudou inclusive na formação daquele bairro. A sua coleção, prestes a ser devidamente preservada, por conta de seus valores históricos e culturais, pertencia à RFFSA, extinta em 2007.

Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
O Conselho que avalia os processos de tombamento e registro de bens do patrimônio cultural brasileiro, presidido pelo presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, é formado por especialistas de diversas áreas, como cultura, turismo, arquitetura e arqueologia. Ao todo, são 22 conselheiros de instituições como Ministério do Turismo, Instituto dos Arquitetos do Brasil, Sociedade de Arqueologia Brasileira, Ministério da Educação, Sociedade Brasileira de Antropologia e Instituto Brasileiro de Museus – Ibram e da sociedade civil.

Mais informações
Assessoria de Comunicação Iphan
comunicacao@iphan.gov.br
Adélia Soares – adelia.soares@iphan.gov.br
Daniel Hora – daniel.hora@iphan.gov.br
(61) 2024-6187 / 2024-6194

Assessoria de Imprensa Iphan/RJ
Chico Cereto - chicocereto@uol.com.br
Ricardo Portugal
(21) 2233-6334 / 91277387

www.iphan.gov.br / www.twitter.com/IphanGovBr

Fonte: Imprensa Iphan/RJ

03/05/2011

Santa Catarina recebe o primeiro tombamento definitivo de paisagem cultural brasileira

Foram tombados imóveis que formam roteiros de colonização em seis cidades catarinenses

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural concedeu nesta terça-feira o primeiro tombamento definitivo de paisagem cultural brasileira a 13 imóveis em seis cidades de Santa Catarina que formam os roteiros de colonização percorridos por alemães, italianos, poloneses e ucranianos na Região Sul a partir do século 19.

Com a decisão, as cidades de Blumenau, Guabiruba, Nova Veneza, Pomerode, São Bento do Sul e Timbó se tornam as primeiras no país a terem tombamento de paisagem cultural, aquela que reconhece a importância histórica e memorial de paisagens singulares que se formaram com a interação do homem e o lugar. Foram tombadas residências de primeiros imigrantes, escola e maternidade.

Além das cidades catarinenses, o conselho consultivo tombou o conjunto histórico e paisagístico de Jaguarão (RS), na divisa com Uruguai. Formam a paisagem edificações coloniais, em art déco e também de padrão modernista; e a Ponte Internacional Mauá, sobre o Rio Jaguarão. A ponte é o primeiro patrimônio binacional reconhecido pelo conselho.

Em Belém, foram tombados conjuntos de bens dos bairros de Cidade Velha e Campina, a porção mais antiga da cidade, datados de 1616. Com a decisão a capital do Pará passa a ter mais de 3 mil edificações tombadas.

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural permanece reunido em Brasília e ainda analisa os pedidos para o tombamento do Acervo do Museu do Trem, no Rio de Janeiro (bairro de Engenho de Dentro). O Conselho pediu mais informações para decretar o tombamento do Terreiro Zogbodo Male Bogun Seja Unde, em Cachoeira, no interior da Bahia.

O conselho é a instância que avalia os processos de tombamento e registro de bens do patrimônio cultural brasileiro e é coordenado pelo presidente do Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan). Formam o colegiado 22 conselheiros especialistas de diversas áreas como cultura, turismo, arquitetura e arqueologia.

06/04/2011

Programa de Especialização em Patrimônio do Iphan é reconhecido como mestrado profissional

Boas notícias!

15/03/2011
Curso manterá proposta de programa desenvolvido há seis anos, com caráter de interdisciplinaridade e pesquisa nas próprias unidades do Iphan em todo o país

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Capes/MEC aprovou a proposta de mestrado profissional em Preservação do Patrimônio Cultural, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan. A reunião do Conselho Técnico-Científico da Educação Superior - CTC-ES foi realizada entre 28 de fevereiro e 1º de março, e a aprovação foi publicada no dia 4 de março no portal da Capes (www.capes.gov.br).

O mestrado do Iphan manterá a essência do Programa de Especialização em Patrimônio – PEP, criado pelo Iphan em 2004, visando o atendimento à demanda de formação pós-graduada de profissionais de diversas áreas de conhecimento interessados em atuar no campo da proteção do patrimônio em nível regional e federal.

A formação continuará sendo interdisciplinar conjugando aspectos sociais, históricos, jurídicos e urbanísticos, relacionados à proteção do patrimônio cultural. O corpo docente permanente será formado por técnicos especialistas, mestres e doutores do quadro de servidores do Iphan e de outras instituições.

A sede do mestrado é no Rio de Janeiro, no edifício Palácio Gustavo Capanema, sede histórica do Iphan e que abriga seus principais acervos – arquivo e biblioteca. A coordenação do mestrado é feita pela Coordenação-Geral de Documentação e Pesquisa do Departamento de Articulação e Fomento do Iphan – Copedoc/DAF/Iphan.

O formato descentralizado e de integração dos alunos na prática cotidiana do Iphan durante 30 horas semanais permanecem, assim como os módulos de aula, leituras dirigidas e oficinas nacionais, sendo as principais formas de alcançar um padrão nacional de formação, incluindo o repasse dos conteúdos teórico-metodológicos do campo da preservação do patrimônio cultural e a troca entre os participantes do mestrado.

Os conteúdos teórico-metodológicos são organizados em uma área de concentração: Interdisciplinaridade e preservação do patrimônio cultural, dividida em duas linhas de pesquisa, sendo a primeira Patrimônio Cultural: história, política e sociedade e a segunda, Patrimônio Cultural: instrumentos, informação e desenvolvimento. Ambas atendendo às demandas contemporâneas de formação profissional neste campo.

Para o trabalho de conclusão do mestrado continuará sendo exigido o desenvolvimento de um projeto de pesquisa, cujo objeto de estudo é definido a partir de uma questão identificada no cotidiano da prática profissional. Para obtenção do grau de mestre o aluno deverá realizar as atividades referentes à prática supervisionada, os conteúdos teórico-metodológicos e a defesa do trabalho de conclusão em sessão pública, perante uma banca examinadora aprovada pela coordenação do programa.

Assim como o PEP, o mestrado permanecerá selecionando profissionais de diversas áreas de formação de interesse do campo da preservação do patrimônio cultural, por meio de edital público. A definição das áreas de formação e as atividades a serem desenvolvidas são de responsabilidade das unidades do Iphan que se candidatam a receber os alunos do Mestrado. São, atualmente, 67 unidades em 54 cidades brasileiras distribuídas em 27 superintendências estaduais, 27 escritórios técnicos, 4 unidades especiais e 9 unidades na Administração Central em Brasília e no Rio de Janeiro.

Mais informações em: http://portal.iphan.gov.br/portal/montarDetalheConteudo.do;jsessionid=177D601195006945D6B2F02E699AE30F?id=15907&sigla=Noticia&retorno=detalheNoticia

(Matéria copiada do site do IPHAN)

03/03/2011

Estrutura de antigo Cais da Imperatriz é achada durante escavação no Rio

Mensagem recebida por e-mail por Carlos Barata. Segue abaixo lido recortado e colado:

Construído para receber a imperatriz Teresa Cristina, o atracadouro sucumbiu às reformas urbanas que mudaram - e mais uma vez prometem mudar - a feição da zona portuária do Rio.
ESTADÃO: 01 de março de 2011 | 20h 44
Felipe Werneck - O Estado de S. Paulo
Fábio Motta/AE
RIO - Estruturas do antigo Cais da Imperatriz, projetado pelo arquiteto francês Grandjean de Montigny em 1843, foram reveladas durante escavações feitas pela prefeitura do Rio para a instalação de novas galerias pluviais na Avenida Barão de Tefé. Construído para receber a imperatriz Teresa Cristina, o atracadouro sucumbiu às reformas urbanas que mudaram - e mais uma vez prometem mudar - a feição da zona portuária do Rio.
Por recomendação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), arqueólogos do Museu Nacional foram chamados para supervisionar as obras. O prefeito Eduardo Paes (PMDB) disse que vai preservar as estruturas e integrá-las ao novo desenho urbano, criando um centro de visitação. "Achei absolutamente fantástico. A ideia é fazer daquilo nossas ruínas romanas." O superintendente do Iphan, Carlos Fernando Andrade, solicitou ao consórcio responsável pelo projeto Porto Maravilha naquele trecho que aumente a área de escavação.
Fábio Motta/AE
"Provavelmente, há um cais mais antigo abaixo", disse ele, que foi convocado pelo prefeito para uma reunião na sexta-feira. A arqueóloga responsável pelo trabalho no local, Tânia Andrade Lima, não quis dar entrevista, mas especialistas ouvidos pela reportagem atestaram a autenticidade e a importância histórica da construção encontrada na Barão de Tefé.
A historiadora, arquiteta e urbanista Margareth da Silva Pereira, professora do programa de pós-graduação em Urbanismo da Federal do Rio (UFRJ), iniciou no sábado uma campanha, por e-mail, pedindo a ajuda de amigos e colegas na "luta pela valorização e preservação da história do Rio". Ela citava o que chamou de "redescoberta" do Cais da Imperatriz, aterrado no início do século XX. "Até a semana passada pensávamos que essas estruturas tivessem sido destruídas. Mas não estão!"
Fábio Motta/AE
Escravos. Margareth defendeu uma prospecção "mais ampla" na área. O interesse maior, segundo o Iphan, é achar o Cais do Valongo, "de densidade histórica inconteste, particularmente para a trajetória da comunidade afro-descendente". Ali, desembarcavam os escravos. Para Margareth, trata-se de uma "oportunidade magnífica". "A arqueologia urbana ainda está pouco integrada aos processos de renovação da cidade, muitas vezes feitos sem atenção aos vestígios da história", disse a professora.
Agora, as manilhas de águas pluviais terão que ser desviadas. "Já solicitamos a alteração do desenho geométrico da pista próxima ao Hospital dos Servidores para que o sítio socializado tenha maior significância. Evidentemente não podemos fazer isso com o cais inteiro, pois teríamos que inviabilizar a cidade que temos. Quanto às novas galerias, ficarão assentes sobre um trecho mínimo da estrutura do cais e, em seguida, recobertas", informou o Iphan.
Fábio Motta/AE
A historiadora cita o projeto do arquiteto espanhol Santiago Calatrava para o Museu do Amanhã, no Píer Mauá, considerado um dos principais na reforma da zona portuária, ao defender a preservação do antigo cais, "uma relíquia nossa". "Devemos ter ali várias camadas de história. Temos que começar a valorizar isso."
No projeto de Montigny, o Cais da Imperatriz era precedido de uma Praça Municipal que, segundo Margareth, representa "um emblema das lutas municipalistas do século XIX". "Por outro lado, é obra de grande erudição e domínio de escalas", disse ela, torcendo para que, no Rio de 2011, haja diálogo entre patrimônio e inovação.

02/03/2011

No Rio, patrimônio dá samba


O Grêmio Recreativo Escola de Samba São Clemente, do grupo especial do carnaval carioca, levará para a avenida, em 2011, o samba-enredo “O meu, o seu, o nosso rio, abençoado por Deus e bonito por natureza”. Inspirado na candidatura do Rio de Janeiro a Patrimônio Mundial, na categoria paisagem cultural, o enredo é uma idéia original do técnico do Iphan Mauro Chaves.
A São Clemente será a primeira escola a desfilar no dia 6 de março, domingo de carnaval. Confira o samba aqui.
As Matrizes do Samba no Rio de Janeiro: Partido Alto, Samba de Terreiro e Samba-Enredo como patrimônio cultural brasileiro, principalmente o samba do Rio de Janeiro contribuem para a integração social das camadas mais pobres. Tornaram-se um meio de expressão dos anseios pessoais e sociais, um elemento fundamental da identidade nacional e uma ferramenta de coesão, ajudando a derrubar barreiras e eliminar preconceitos. Incentivar a prática do samba é também uma maneira de minimizar as diferenças sociais.
A identificação e o reconhecimento das formas de samba brasileiras é uma das diretrizes do Iphan, que se insere na proposta da atual gestão do Ministério da Cultura, de construção de um mapa cultural do Brasil. Entre os 11 bens reconhecidos como patrimônios imateriais brasileiros, se destacam algumas das várias formas de samba dançadas no território nacional. Já receberam o título: o samba de roda no Recôncavo Baiano, o tambor de crioula no Maranhão e o jongo no Sudeste.

Samba-enredo: “O meu, o seu, o nosso Rio, abençoado por Deus e bonito por natureza”

Autores: Ricardo Góes, Ronaldo Soares, FM, Grey, Serginho Machado, Flavinho Segal, Helinho 107, Cláudio Filé, Armandinho do Cavaco, Nelson Amatuzzi, Fabio Portugal, Rodrigo Maia, J.J. Santos e Xandão
Intérpretes: Igor Sorriso e Clóvis Pê (apoio)
Letra do Samba:

E DEUS FEZ A MARAVILHA
MISTÉRIOS BROTAM DESTE CHÃO
QUE A NATUREZA ESCULPIU
DIVINA EMOÇÃO
O RIO NASCEU NO SOL DA CANÇÃO
TERRA COBIÇADA, ILUMINADA
GENTE FELIZ
MENINA DOS OLHOS
DO PAI CRIADOR
QUE O PADROEIRO ABENÇOOU

O MELHOR LUGAR PRA SE VIVER!
FONTE DE RIQUEZA SINGULAR
UM DOCE RECANTO DE PRAZER
JUNTO AO MAR

PASSO A PASSO… CIVILIZAÇÃO
O MODERNISMO SURGIU
ENTRE RISCOS E TRAÇOS SE REBATIZOU
CIDADE MARAVILHOSA!
“MINHA ALMA CANTA”, DE TANTA EMOÇÃO
A BOSSA EMBALA, O “TOM” DA CANÇÃO
PRESERVAR !
É O CAMINHO VAMOS RESPEITAR
SER CARIOCA É SABER CUIDAR
DO PATRIMÔNIO MUNDIAL
RIO SEU PÔR-DO-SOL É UM POEMA
BRAÇOS ABERTOS ENTRA EM CENA
NESSE CARNAVAL!

SOU CARIOCA E SÃO CLEMENTE
IRREVERENTE, MINHA PAIXÃO
MEU RIO SUA BELEZA INSPIRA O MAR AZUL
CANTA ZONA SUL!!!

24/09/2010

Iphan lança publicação sobre terreiros de Candomblé




A Superintendência/RJ do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional acaba de lançar a publicação “Terreiros de Candomblé do Rio de Janeiro”. Fruto do mapeamento dessas casas de cultura realizado pela Assessoria de Patrimônio Imaterial da Superintendência do Iphan no estado, a obra abrange 32 terreiros fluminenses das nações Jeje, Ketu, Efon, Ijexa e Angola, dos Axés do Engenho Velho, Opó Afonjá e Gantois.


A publicação traz em seu conteúdo a história de cada uma dessas casas, muitas fotos e depoimentos de seus tradicionais membros. Vários desses terreiros têm mais de cem anos, como a sede do Ileaxé Opó Afonjá, criado na mesma época do tradicional terreiro baiano.




Mais informações: Assessoria de Imprensa Iphan/RJ – Tel. 21 2233-6334, com Chico Cereto ( 21-9127-7387) e Luana Lobato.