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08/11/2012

Microsoft vai ter sede no Rio de Janeiro já em 2013. E será no Museu do Gás.

No Globo de hoje uma reportagem assinada por Mônica Tavares e Isabela Bastos trás a notícia de que a Microsoft irá investir 200 milhões no Rio de Janeiro para o ano de 2013. Dentre estes investimentos, estão a criação de um Laboratório de Tecnologia Avançada (ATL), considerado até então o quarto maior do mundo, a fundação de uma aceleradora de negócios focada em grupos emergentes com base tecnológica, um centro de desenvolvimento do Bing ( sua plataforma de busca semelhante ao Google) e uma empresa de investimentos.

Tudo estaria as mil maravilhas, se não fosse o local escolhido para a sede de tudo isso. A CEG! No dia 24-06-2010 anunciamos aqui uma carta do museólogo Cláudio Lacerda sobre o abandono do prédio desde 1995!!! Na época a carta circulou a internet de página em página de museólogos e profissionais da memória e alguma discussão foi feita a esse respeito. Mas parece que o abandono.



Um dos trechos da reportagem, mostra que parte do projeto inclui a Universidade Estácio de Sá, mas que a sede definitiva será o prédio construído pelo Barão de Mauá.
Os projetos vão funcionar inicialmente numa área cedida pela Universidade Estácio de Sá. A sede definitiva será no edifício Barão de Mauá, que será restaurado pela Microsoft. As obras do prédio onde funcionou a primeira fábrica de gás do Rio, criada pelo Barão de Mauá, deverão estar concluídas em dezembro de 2013, segundo o protocolo de intenções assinado entre Microsoft e a prefeitura do Rio. (O Globo,  08-11-2012)

Abaixo copiei e colei na íntegra a carta escrita pelo Museólogo que explica bem os acontecidos naquele momento.

Extra!Extra! Museólogo faz denúncia sobre O ABANDONO DO MUSEU DO GÁS. Museólogos(as) de todo mundo, uni-vos!

Museu do Gás - apogeu e decadência.

O Museu do Gás foi criado em 1985 para mostrar ao público um pouco da história do fornecimento e consumo de gás, salientando sua importância no desenvolvimento da cidade do Rio de Janeiro.

Originalmente instalado à rua Jornalista Orlando Dantas 44 em Botafogo, foi este transferido no início da década de 90 para o secular prédio da Avenida Presidente Vargas 2610, que até 1995 recebeu uma cuidaosa intervençao de restauro, não só na fachada, mas sobretudo em seu interior, devolvendo ao prédio neoclássico, uma aparência até então desconhecida por todos que ali trabalhavam, pois muitas paredes e divisórias, quando foram retiradas, puseram à tona arcos plenos que estavam há anos, emparedados.

Após o término do restauro do andar térreo, o museu sob a suervisão da museóloga Clarice Girafa, começou a ser montado com a minha ajuda, sendo na época ainda um estagiário. Seu acervo é composto por medidores de gás, aquecedores, bicos de gás, luminárias, além de móveis, relógios de parede, telefones e dois dioramas que reproduzem o ambiente doméstico transformado com o advento do gás na vida das pessoas em suas cozinhas e banheiros.

Todavia duas peças merecem atenção especial: a única vara de acender lampiões a gás existente no país, que fazia parte de um diorama com um manequim vestido a caráter como Acendedor de Lampiões, e o único documento existente com a assinatura do Barão de Mauá, o construtor da primeira fábrica de gás do Brasil, ou seja, daquele prédio mesmo, isso no distante ano de 1854...

Mas tudo isso está prestes a sumir, acabar, virar algo volátil e invisível, como o gás. Externamente, a aparência do edifício que miraculosamente ainda sustenta as letras que compõem a frase EX FUMO DARE LUCEM - do fumo a luz - obra de intensa pesquisa, e que foram recolocadas em 1995, pois assim existia à época de sua inaguração, demonstra claramente que em seu interior a deterioração é mais grave do que se pensa. O relógio da torre, que é de 1889, está parado. As paredes externas estão sujas e completamente pichadas. Um das janelas falsas do térreo, que foram recolocadas nas obras de 1995, já foi roubada. Agora o interior é realmente algo muito, muito pior, pois com alguma dificuldade vi pelos vidros sujíssimos das janelas que todo o acervo corre grave risco de sumir. Em todas as paredes veem-se muitas inflitrações. Pelas manchas, a água da chuva deve descer intensamente sobre o acervo. O diorama do acendedor de gás está em ruínas com o lampião e os manequins desmantelados no chão. O documento do Barão de Mauá, talvez pelo cubo de vidro que o está protegendo, ainda esteja razoavelmente intacto. A viatura da Société Anonyme du Gaz está com os pneus furados. Objetos do acervo estão entulhados nos cantos, onde muita sujeira e umidade, o que deve atrair todo o tipo de insetos, talvez até mesmo ratos, poe em risco toda uma memória do tempo em que os serviços de luz, gás, telefone e força eram geridos por apenas uma companhia.

Infelizmente esse é um péssimo exemplo de TOTAL descaso com nossa memória,pois a alguns metros dali, o Museu da Light, co-irmã em termos de acervo, é em opsição a este museu, um sucesso que deveria, pelo menos, servir como exemplo.

19/10/2012

Museu do Indio será demolido

Saiu no Globo de hoje a notícia de que o Governador Sérgio Cabral decidiu pela demolição do Museu do índio da Rua Mata Machado. Ao que parece, a área será demolida para melhorar acessos ao Maracanã já para a Copa 2014. A justificativa do Governador Sérgio Cabral é que:
O prédio fica em uma área de mobilidade do projeto. Vai ser demolido. A Fifa exige grau de mobilidade para circulação. O prédio não tem valor histórico. (O Globo 12-10-2012)
Contestando estas afirmações entra a Defensoria Pública da União. Para o defensor público André Ordacgy:

A postura do Estado é completamente desrespeitosa com o patrimônio cultural e histórico. Vamos pedir o impedimento da demolição e o tombamento e recuperação do prédio. (O Globo 12-10-2012)
Uma das afirmações mais poderosas do defensor é que o prédio não atrapalha em nada a circulação para a Copa 2014.
O parecer do Crea indica que o imóvel é recuperável e pelo tamanho e distância não trará nenhum obstáculo aos torcedores na Copa. Além disso, encaminhei ofício a Fica e recebi resposta do diretor da entidade no Brasil, afirmando que eles não solicitaram a demolição e zelam pela história e o patrimônio das sedes das Copas. (O Globo 12-10-2012)
Para saber mais:

03/08/2012

MinC divulga número atualizado de propostas admitidas pela Lei Rouanet

O Ministério da Cultura divulgou planilha atualizada com o quantitativo por área das propostas admitidas pelo mecanismo de renúncia fiscal da Lei Rouanet, no período de fevereiro a julho. De acordo com a Instrução Normativa nº 1 de 2012, a admissão de novas propostas está limitada, durante o ano, em 6.300, e respeita os limites por área cultural.

Nas Artes Cênicas, o limite é de 1.500 projetos; nas Artes Visuais, até 600 projetos; em Humanidades, até 900 projetos; na Música, até 1.500 projetos; no Patrimônio Cultural, o limite é de 600 projetos; e no Audiovisual é de 1.200 projetos.

Segundo o MinC, a medida estabelecida na IN atende ao princípio da não concentração, exigido pelos órgãos de controle e já é prevista no artigo 19 da Lei Rouanet.

10/07/2012

Federalização é caminho para reabertura do Museu Mariano Procópio

Diante do impasse referente aos recursos necessários à reabertura do Museu Mariano Procópio, federalização do espaço é cogitada

Por Amanda Fernandes e Renata Delage

A placa na entrada da cidade recomenda um roteiro inacessível ao visitante. "Em Juiz de Fora, visite o Museu Mariano Procópio." Os mais de quatro anos de portas fechadas, somados à constatação de que a Prefeitura não possui os recursos necessários - em torno de R$ 28 milhões - para a conclusão das obras, levantam o debate sobre a federalização da instituição. Dessa forma, a União assumiria a gestão do espaço, conforme acontece com o Museu Imperial de Petrópolis, que abriga, ao lado do Museu Mariano Procópio, a mais importante coleção de arte e história do Brasil Imperial. Embora a relevância do museu e seu acervo no cenário nacional sejam unânimes entre os governos federal, estadual e municipal, não há sinais concretos de quando as instâncias irão, efetivamente, juntar esforços para reabrir o complexo. Apesar de o tema ser recorrente na cidade - sendo acompanhado de perto pela Tribuna -, a discussão ganhou repercussão nacional no último sábado, depois de matéria publicada pelo jornal "O Globo".

"A federalização é apenas um caminho possível", pontua o presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), José do Nascimento Júnior. "Seria uma forma de conectar dois dos principais acervos, valorizando a rota imperial", diz. Segundo ele, o museu não perderia o vínculo ou deixaria de pertencer à cidade, tampouco o Conselho de Amigos do Museu, responsável pela conduta e curadoria, deixaria de existir. "Ele seria mantido, como já ocorre em outras instituições do país", diz. Para o presidente do Ibram, a dificuldade de captação de recursos junto à iniciativa privada é uma realidade cada vez mais evidente, em função da crise econômica. Neste sentido, entregar a administração do espaço à União seria uma maneira de reabrir suas portas à comunidade. "O importante é que o museu esteja aberto", defende. "O Ibram é a favor da federalização, desde que o município e a população estejam de acordo com essa decisão. A Prefeitura deve dar o primeiro passo nas negociações."

Por meio de sua assessoria, o prefeito Custódio Mattos informou que a administração não possuiu recursos para todas as melhorias necessárias e, por isso, pensa na possibilidade de uma ação conjunta com os governos federal e estadual. Ainda conforme a assessoria do prefeito, a PJF aguarda o parecer tanto do Ministério da Cultura quanto da Secretaria de Estado de Cultura a respeito de um dossiê sobre a atual situação do museu, entregue a estes órgãos entre abril e maio deste ano. Sobre a possibilidade de federalização do museu, o prefeito não quis comentar.

A Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais também declara não ter um posicionamento em relação à federalização do museu. Segundo nota divulgada pela assessoria, está agendada para o final deste mês, uma reunião entre a secretária Eliane Parreiras, o presidente do Ibram, José do Nascimento Júnior, e a Prefeitura de Juiz de Fora, "para discutirem juntos - União, Estado e Município - o melhor caminho a ser seguido".

Nacional, mas da cidade

A possibilidade da federalização do Museu Mariano Procópio é vista com bons olhos pelo vice-presidente do Conselho de Amigos do Museu, Ismair Zaghetto, que destaca a possibilidade como a eliminação do problema relacionado à falta de recursos para a instituição. A primeira formação do conselho foi nomeada na década de 1930, por Alfredo Ferreira Lage com o objetivo de zelar pelo espaço e pelo acervo. Para Ismair, a federalização só teria aspectos positivos. "Do ponto de vista prático, seria uma saída muito oportuna, mas acredito que seja necessário encontrar uma forma de fazê-la mantendo o propósito do seu fundador, resguardando um conselho composto por pessoas da nossa terra."

Para ele, uma forma de obter tal propósito seria contar com a participação da Universidade Federal de Juiz de Fora no processo, ou mesmo com a incorporação do museu à UFJF, nos moldes utilizados para a agregação do Centro Cultural Pró-Música, no ano passado, e também com o Cine-Theatro Central. "Não sou advogado, mas creio que esta seria uma fórmula que abrangeria todos os interesses. O acervo seria cuidado por uma instituição federal enraizada na cidade", sugere. Segundo o pró-reitor de Cultura da UFJF, José Alberto Pinho Neves, a possibilidade de participação da universidade neste processo precisa ser estudada, uma vez que há questões legais que devem ser levadas em conta. Além disso, Pinho Neves pontua que, caso isso ocorra, é necessário saber como seria esta participação. "Deve-se saber o que se esperaria da UFJF nesse processo, se ela será uma parceira ou se o museu seria realocado para dentro da instituição, por exemplo. É algo que demanda tempo e estudo."

Mesmo acreditando no benefício da federalização, Ismair não descarta a cobrança de maior empenho para com o museu pela Prefeitura. "Um assunto desta importância demanda que a Prefeitura fique muito à frente. Caso contrário, quando um conselheiro tenta angariar recursos federais é como uma pulga brigando com um elefante. É diferente quando, por exemplo, um prefeito vai pedir verbas. Até mesmo para que a iniciativa privada se sinta atraída para investir é necessário este aporte institucional." Ainda conforme Ismair, falta também participação da população nas demandas do museu. "Lamentavelmente a população pouco se interessa."

Parceria

Embora a Villa Ferreira Lage esteja fechada, o diretor da fundação Douglas Fasolato destaca que atividades estão sendo feitas constantemente no parque do museu, com a intenção de aproximar a comunidade do espaço, e obras continuam sendo executadas para a recuperação dos prédios. A respeito da federalização, Fasolato afirma que o museu deve ser gerido pela instância que tiver competência para mantê-lo em bom estado. "A cooperação entre as três instâncias - federal, estadual e municipal - é fundamental, tanto para que as obras sejam concluídas, quanto para que sejam preservados a doação, o patrimônio e o fomento da cultura na cidade."

Câmara lança publicação sobre museus e série de exposições

A publicação Legislação sobre Museus, um dos primeiros frutos do acordo de cooperação técnica firmado entre a Câmara dos Deputados e o Instituto Brasileiro de Museus (saiba mais), foi lançada, na última terça-feira (3), no Salão Nobre da Câmara, em Brasília.

O livro foi entregue ao presidente do Ibram durante evento de inauguração das duas primeiras exposições da série Retratos da Brasilidade, que reunirá produções de artistas brasileiros e começa com as exposições Primeira Missa no Brasil, com obras de Victor Meirelles, e Cenas Brasileiras, com obras de Cândido Portinari.

Legislação sobre Museus, que já está disponível para download, reúne leis, normas, acordos e diretrizes relativas aos museus e à profissão de museólogo. Entre eles estão o Estatuto de Museus (Lei 11.904/2009), a Lei de Criação do Ibram (Lei 11.906/2009), a lei que regulamenta a profissão de museólogo (Lei 7.287/1984), o Código de Ética do Icom para Museus e a Declaração de Santiago.

Durante a solenidade, o presidente do Ibram agradeceu aos deputados e senadores presentes pelo apoio ao setor museal e lembrou que o Estatuto de Museus, que está em fase final de regulamentação “é uma grande conquista e resultado do trabalho dos parlamentares”.

Exposições – Esta é a primeira vez que o quadro Primeira Missa no Brasil visita Brasília. Pintado por Victor Meirelles entre 1858 e 1860, o óleo sobre tela é inspirado na carta de Pero Vaz de Caminha e faz parte do acervo permanente do Museu Nacional de Belas Artes (Ibram/MinC), no Rio de Janeiro. Além do quadro, a exposição traz outros trabalhos de Victor Meirelles e uma foto rara do artista cuja autoria é desconhecida.

Também compondo a série Retratos da Brasilidade estão obras de Cândido Portinari que pertencem ao acervo do Banco Central na mostra Cenas Brasileiras. As exposições estão abertas ao público até 16 de setembro. A visitação é diária, das 9h às 17h.

Brasil sedia reunião internacional sobre proteção a museus e coleções

Especialistas de 50 países reúnem-se de 11 a 13 de julho, no Rio de Janeiro, para realizar reunião que fará estudo preliminar sobre a Proteção e Promoção de Museus e Coleções. O evento será transmitido ao vivo pelo site do Ibram (www.museus.gov.br) e do Programa Ibermuseus (www.ibermuseus.org), a partir dos canais de tradução simultânea em português, inglês, espanhol e francês.

Organizado pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), em parceria com a Unesco e com o apoio do Programa Ibermuseus e da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), o encontro é resultado da aprovação da proposta de resolução incluída, pelo governo brasileiro, na pauta da Comissão de Cultura da 36ª Conferência Geral da Unesco, que aconteceu em novembro de 2011. Sob o título “Proteção e Promoção de Museus e Coleções”, a proposta foi co-patrocinada por mais de 25 países dos cinco continentes, e recebeu diversas manifestações de apoio.

Esta é a primeira vez que uma reunião deste porte é realizada para discutir o tema. Foram convidados especialistas, indicados pelo Secretariado da Unesco, e observadores. Entre eles estão diretores de museus nacionais e internacionais, representantes governamentais dos países e organismos internacionais e intelectuais da área de museus.

A necessidade de promover o debate internacional sobre a proteção do patrimônio museológico e das coleções surgiu da percepção de que há um descompasso entre a relevância dos museus e a fragilidade das medidas para protegê-los. Um dos objetivos do encontro, que ocorrerá no Windsor Barra Hotel, será, justamente, discutir a viabilidade de se adotar um instrumento normativo internacional que minimize a vulnerabilidade dos museus e das coleções a situações de risco em todo o mundo.

04/07/2012

Ibram divulga carta com estratégias para política de Direito à Memória

Documento construído por 32 representantes da área da museologia social das cinco regiões do país, que estiveram no Encontro de Articulação das Redes de Pontos de Memória e Museus Comunitários, promovido pelo Ibram em junho, apresenta estratégias de articulação em rede voltadas para o fortalecimento e construção de uma Política Pública de Direito à Memória.

O documento dispõe de 6 princípios, 14 propostas e 17 itens de agenda voltados para fomento, sustentabilidade, qualificação, inventário participativo e articulação em rede. As propostas ainda serão referendadas na 4ª Teia da Memória, que acontece ainda este ano. Acesse a carta aqui.

Fonte: Programa Pontos de Memória

http://www.museus.gov.br/noticias/ibram-divulga-carta-que-indica-principios-para-uma-politica-de-direito-a-memoria/

01/07/2012

5º Fórum Nacional de Museus recebe inscrições até dia 15

Estão abertas até o próximo dia 15 as inscrições para os interessados em apresentar trabalhos no 5º Fórum Nacional de Museus (FNM), que acontece até o final deste ano na cidade do Rio de Janeiro, em data a ser definida. 

Os trabalhos submetidos devem ser pertinentes ao tema do encontro em 2012 – 40 anos da Mesa Redonda de Santiago do Chile: entre o idealismo e a contemporaneidade. Os interessados devem optar por uma das modalidades de trabalho para a comunicação coordenada: Apresentação Oral ou Pôster. 

Serão selecionados 24 trabalhos para a primeira modalidade e 40 para a segunda. A divulgação dos trabalhos selecionados pode ser consultada a partir do dia 20 de agosto, na página do Ibram. Acesse o edital retificado da Chamada Pública aqui

As inscrições efetuadas até 24 de maio continuam válidas. Caso haja necessidade de retificar o trabalho encaminhado ou cancelar a inscrição, o candidato deve enviar e-mail para comunicacoes.coordenadas@museus.gov.br. Saiba mais aqui.

29/06/2012

Começa, em São Petersburgo, a 36ª Sessão do Comitê do Patrimônio Mundial

Sob a presidência russa, foram dadas as boas-vindas a todos os participantes da 36ª Sessão do Comitê do Patrimônio Mundial (36ª WHC – sigla em inglês), em São Petersburgo, que teve início no último domingo, 24 de junho. A Direção-geral da UNESCO destacou os importantes e inadiáveis desafios, cada vez maiores, para a preservação do patrimônio, o que deverá implicar um maior compromisso de todos os envolvidos, em especial dos Estados-Partes. Foi reforçado também nesses 40 anos da Convenção, a importância e a necessidade de se enfrentar os desafios do século XXI, como o desenvolvimento sustentável e a construção da paz. 

Com mais de 190 delegações de países de todo o mundo, já no primeiro dia de trabalho intenso, a UNESCO lançou o Programa de Patrimônio Mundial e Turismo Sustentável (WH+ST), convidando os Estados-Partes a participarem da iniciativa que tem como objetivos ações que visam integrar os princípios do turismo sustentável aos mecanismos da Convenção do Patrimônio Mundial para promover uma gestão turística eficiente, responsável e sustentável, baseada nos contexto e necessidades locais. O WH+ST é resultado de um intenso processo consultivo realizado por um grupo de trabalho sob a presidência da Suíça, envolvendo a Alemanha, Eslovênia, Argentina, China, Tanzânia, Líbano, UNWTO, ICOMOS, IUCN, ICCROM e o Centro do Patrimônio Mundial. Segundo a proposta, a expectativa é que os centros de categoria II da UNESCO, como o Centro Lucio Costa, no Rio de Janeiro – administrado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) – possam contribuir como parceiros para a sua implementação. 

A delegação brasileira já está em São Petersburgo e participa da 36ª WHC como observador. Este ano, o IPHAN defende a inclusão da cidade do Rio de Janeiro na Lista de Patrimônio Mundial como Paisagem Cultural Urbana. Caso o título seja aprovado, o Brasil será o primeiro país a ter um bem reconhecido nesta categoria. Além disso, os locais da cidade valorizados na candidatura (o Pão de Açúcar, o Corcovado, a Floresta da Tijuca, o Aterro do Flamengo, o Jardim Botânico e famosa praia de Copacabana, além da entrada da Baía de Guanabara) serão alvo de ações integradas visando à preservação da sua paisagem cultural. A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, vai acompanhar a votação, marcada para o próximo sábado, dia 30 de junho. 

Outro tema importante para o Brasil, que também será debatido, é o processo de implementação dos centros de categoria II da UNESCO, entre eles, o Centro Lucio Costa. Na ocasião será apresentado o relatório da II Reunião Anual, ocorrida em Milão, em janeiro deste ano, que apresenta ao Comitê a proposta de realização da IV Reunião Anual dos Centros de categoria II da UNESCO, no Rio de Janeiro, em 2014.

15/06/2012

Circuito Verde no RJ: guia divulga museus Ibram durante conferência Rio+20

Como parte da programação do Roteiro Cultural de Museus Rio+20, o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC) convida o público a fazer um percurso diferente durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – Rio+20.


Palácio Rio Negro em Petrópolis integra Circuito Verde de Museus Ibram
O Circuito Verde de Museus propõe um passeio pelos espaços verdes e pela arquitetura de nove museus Ibram no estado do Rio de Janeiro. A proposta é aproveitar espaços como jardins históricos, Áreas de Proteção Ambiental e mirantes para estimular a reflexão sobre sustentabilidade e proteção ao meio ambiente. Confira aqui o guia.

O circuito sugerido começa no Museu do Açude, localizado no Parque Nacional da Tijuca, e segue até o bairro de Santa Teresa, onde encontram-se outros dois museus Ibram com áreas verdes: o Museu da Chácara do Céu e o Museu Casa de Benjamin Constant.

O passeio inclui ainda o Museu da República (Palácio do Catete), cujos jardim foi cenário, durante 63 anos, para decisões políticas de 18 presidentes brasileiros. 

Também fazem parte do Circuito Verde o Museu de Arqueologia/Socioambiental de Itaipu (Niterói), o Palácio Rio Negro e Museu Imperial (Petrópolis), o Museu Casa da Hera (Vassouras) e o Forte Defensor Perpétuo (Paraty).

Ágora Ambiental
Na semana da Rio+20, o jardim do Museu da República/Ibram será palco de diversas atividades relacionadas à sustentabilidade. Entre os dias 14 e 22 de junho, será montada uma tenda para que o público possa se expressar sobre os temas suscitados pela conferência: será a Ágora Ambiental.

Abrindo a programação, acontece, no dia 14 de junho, das 10h às 12h, mesa redonda com o tema O Jardim Histórico do Museu da República e seus desafios ambientais. Entrada franca. Saiba mais.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Banco de imagens Ibram (Palácio Rio Negro em Petrópolis)

Fonte: 

Para saber mais sobre os museus do Rio de Janeiro e a Rio +20:

14/06/2012

Inauguração Centro Cultural João Nogueira

Moradores da Zona Norte recebem o novo Imperator em noite de música

Totalmente reformado, o espaço oferece teatro, sala de espetáculos e de exposições, terraço e restaurante 



Os moradores da Zona Norte receberam nesta terça-feira, da Prefeitura do Rio, o Imperator - Centro Cultural João Nogueira, no Méier, onde funcionava a famosa casa de shows. Fechado desde 1995, o espaço foi reformado pela Riourbe, empresa vinculada à Secretaria municipal de Obras, totalizando investimentos de R$ 28 milhões.



O prefeito Eduardo Paes abriu a noite de inauguração, que teve como atração principal show de Diogo Nogueira, filho do sambista João Nogueira, com participação de Alcione e da bateria da Portela.


- É uma alegria devolver esse espaco tão tradicional na Zona Norte. Representa mais um símbolo desse Rio que renasce, além de homenagear um super carioca suburbano, que encantou esta cidade e deixou uma família linda com uma grande voz, seu filho Diogo – disse o prefeito.



Totalmente repaginado, o espaço conta agora com atrações em todos os pavimentos. No primeiro andar, há um café, um bar e um teatro com 607 lugares, que conta com cadeiras retráteis, o que possibilita a transformação do espaço em arena para shows com capacidade de até 1500 convidados. No segundo andar, estão as três salas de cinema (duas com 120 lugares e outra com 168) e, no terceiro, a sala de exposições. No terraço, funciona o Espaço Rio de Janeiro, uma área livre onde também foi instalado um restaurante.


- A Zona Norte tem hoje um espaço onde as pessoas, além de conhecer um pouco da história de João Nogueira, poderão curtir cinema, teatro e exposições. Faltava algo assim no Rio, em especial na Zona Norte. Estou muito feliz por prestar essa homenagem ao meu pai. O samba, sem dúvida, está em festa – afirmou Diogo.



O Centro Cultural João Nogueira será aberto ao público no próximo dia 15 com o lançamento do projeto Sambabook, que homenageará João Nogueira. O projeto musical resgata a importância da obra do sambista e acaba de ser lançado pela Musickeria. Gravado no final de 2011, o Sambabook João Nogueira reuniu um time de grandes nomes da nossa música e ganha agora o formato de espetáculo musical, com apresentações de Diogo Nogueira e da bateria da Portela nos dias 15 e 16 de junho.

Também estiveram na inauguração os secretários municipais de Cultura e Obras, Emilio Kalil e Alexandre Pinto; o secretário-chefe da Casa Civil, Pedro Paulo Carvalho; o presidente da RioUrbe, Armando Queiroga; e o sub-prefeito da Zona Norte, André Luiz dos Santos.


O Imperator



Aberto ao público em 1954, como Cine Imperator, foi considerado o maior cinema da América Latina, com capacidade para 2.400 pessoas. Durante décadas foi uma referência na cidade, mas em 1986, com o declínio da frequência às salas de cinema de rua, o Cine Imperator fechou as portas. Cinco anos mais tarde, reabriu como casa de shows e espetáculos para receber grandes nomes da música nacional e internacional. Pisaram em seu palco Shirley MacLaine, Rita Lee, Bob Dylan, Tina Turner, Roberto Carlos, Tom Jobim, Tim Maia, Caetano Veloso, Barão Vermelho, entre muitos outros.


Em 1995, o Imperator foi fechado definitivamente. Agora, após 16 anos de abandono, o espaço foi devolvido à cidade como Centro Cultural João Nogueira, para ser um pólo de cultura, lazer e entretenimento para os moradores do Grande Méier e de todo o Rio.

O Centro Cultural João Nogueira fica na Rua Dias da Cruz, 167, Méier.

http://www.rio.rj.gov.br/web/guest/exibeconteudo?article-id=2903487

13/06/2012

Museu do Meio Ambiente

Ibram assina acordo de cooperação com Uruguai

O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC) recebeu, na última terça-feira (5), a visita da diretora de Relações e Projetos Internacionais do Ministério da Educação e Cultura do Uruguai, Andrea Vignolo. Ela participou de reunião com o presidente do órgão, José do Nascimento Junior, para discutir a cooperação entre Brasil e Uruguai na área de museus. 

Durante o encontro, foi assinado memorando que prevê a realização de ações que atendam ao fortalecimento de museus e outras instituições do Uruguai e do Brasil vinculadas à preservação do patrimônio museológico, cultural e natural, estimulando a conservação, restauração, educação e investigação nelas centradas, assim como o acesso democrático da população. 

As ações incluem projetos voltados para a museografia, conservação, restauração, registro de museus e coleções; intercâmbio de especialistas, funcionários, professores e pesquisadores; formação e aperfeiçoamento de pessoal de museus; intercâmbio de informação; estudos e pesquisas; estágios, cursos, seminários, conferências e oficinas; além de publicações na área.

Não tenho certeza se esta notícia está atrelada ao anúncio feito pelo José Nascimento ano passado quando fez um balanço positivo sobre a atuação do IBRAM. Neste discurso que você pode ter acesso clicando aqui, era lembrado dos pontos de memória criados pela instituição em alguns países, dentre eles o Uruguai, e que este ano estava previsto mais acordos neste sentido. Aliás, esta não é a primeira iniciativa neste sentido. Antes mesmo de existir o IBRAM Brasil e Uruguai já tinham acordos de cooperação mútua na área de museus.

É notável também que o país vem desde 2010 tomando outras iniciativas no sentido de melhorar suas instituições museológicas, criando novos espaços e ampliando outros. Para conhecer um pouco mais estes projetos, clique aqui.

01/06/2012

Demolição do QG da polícia militar e o apagamento da memória

Historicamente, a cidade do Rio de Janeiro é palco de grandes construções em nome da modernidade. Desde as obras do Prefeito Pereira Passos em nome da modernização de uma cidade atrasada e pestilenta, passando pelas políticas do Governador Carlos Lacerda onde o Rio de Janeiro padecia sob a poluição visual das favelas da zona sul. Atualmente a cidade atrai investimentos por causa dos jogos e infelizmente longe de ser este um motivo para valorizar os imóveis históricos, tornando estes mais um motivo para a valorização dos arredores, nossa política os entende como um atraso.

Fachada do QG da PM
Quem frequenta a Lapa a algum tempo sabe o quanto esta parte histórica da cidade esteve durante muito tempo largada, e muitos até aprovam as recentes políticas de valorização do terreno. O problema é que com as recentes obras, os arredores passaram a ser valorizados, e a aproximação com o centro da cidade ajuda bastante e elevar os preços. Tanto que, prédios históricos passam a ser vistos como empecilhos para outros prédios interessados em levar suas empresas ao valorizado espaço. É o caso do Quartel General da PM que se localiza nas proximidades do terreno. Este teria sido vendido à Petrobras, por R$ 336 milhões e embora os papéis ainda não tenham sido assinados, a polêmica em torno da transação já é grande. O acordo implica na demolição imediata do imóvel do século XVIII para que seja construído no espaço de 13,5 mil m² um arranha-céu. Outro ponto chama muito atenção para esta transação, é que a mesma não passou por nenhuma aprovação na Alerj uma exigência para a Lei de Licitações. O governo do Estado justifica a venda do imóvel afirmando que o dinheiro seria gasto dentro da própria PM.

O Professor da UFRJ Marcos Bretas afirma que desde a ditadura, o Brasil não possui interesse em preservar a memória das forças armadas. A título de exemplo, cita o caso do presídio de Ilha Grande, um lugar onde muitos presos políticos foram levados, além de ser também um dos possíveis locais do surgimento da Falange Vermelha que mais tarde se tornaria Comando Vermelho.

Aquele foi um exemplo claro de apagamento da história. A demolição foi quase uma vingança à ditadura e aos torturadores políticos, mas o prédio era uma construção do início do século XX que representa uma forma de como o Estado se organizava nessa área. (Marcos Bretas sobre a demolição do presídio de Ilha Grande)

Que a memória é fruto de escolha é algo que nós profissionais que lidam com a questão cotidianamente estamos cansados de saber, mas algumas vezes é ignorado que o esquecimento também nasce dessas escolhas. É nesta dinâmica entre os dois que a história é construída, destruída e reconstruída. Sendo ambos frutos de escolhas, devemos compreender os motivos pelos quais estamos fazendo tal opção e principalmente assumir as consequências disso.

Os motivos pelos quais o QG da polícia vai ser demolido, me parece muito mais financeiro do que um apagamento da memória. Não sei como andam os cofres públicos para investimentos em segurança, mas sei que política de UPPs está longe de ser um investimento barato; também sabemos o quanto a polícia é sucateada e com toda certeza não esquecemos a greve das PMs no Rio de Janeiro e a clássica invasão do corpo de bombeiros ao seu QG.
A melhor solução para o empasse seria segundo o pesquisador a criação de um museu que concentrasse a história da instituição ainda que se fosse demolir os outros. Eu particularmente não entendo dessa forma. Museu da Polícia Militar já existe, o que precisa é ser melhorado, ter seu espaço físico ampliado e principalmente o seu quadro de funcionários. Outra, no mundo inteiro prédios históricos são um atrativo a mais para a valorização dos arredores e bom policiamento também, porque um prédio da polícia militar não seria?

Existe o tombamento claro! Um válido recurso neste tipo de situação. A ação é do Carlo Caiado (DEM) na Câmara; e outro pelo deputado Paulo Ramos (PDT) na Alerj – ambos políticos de oposição ao governo. Mas o tombamento nem sempre é a melhor solução neste tipo de situação: soluciona o problema do patrimônio, mas não soluciona o problema do sucateamento da polícia militar.

Para saber mais: http://www.revistadehistoria.com.br/secao/reportagem/caso-de-policia-1

18/05/2012

Ibram implanta 1ª Fase da Lei de Acesso à Informação

Está em vigor desde quarta-feira, 16 de maio, a Lei de Acesso à Informação - LAI (Lei nº 12527/2011), que tem como objetivo garantir aos cidadãos brasileiros acesso aos dados oficiais do Executivo, Legislativo e Judiciário. 

O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC) já fez os ajustes determinados pela LAI, e as informações sobre o Ibram podem ser consultadas no endereço eletrônico www.museus.gov.br/acessoainformacao

O cidadão que não encontrar a informação que deseja no sítio do Ibram, pode solicitá-la pessoalmente ou por meio eletrônico. O Serviço de Informação ao Cidadão (SIC) presencial do Ibram localiza-se no Centro Nacional de Estudos e Documentação da Museologia (Cenedom), na sede do Instituto (SBN Q. 2 Lt. 08, Bl. “N” – Ed. CNC III – 1ª subsolo), em Brasília, DF. Funciona às segundas-feiras, das 13h às 18h, e de terça a sexta-feira, das 10h às 18h. 

Os pedidos de informação via internet devem ser feitos pelo e-SIC (www.acessoainformacao.gov.br/sistema). Em todos os casos, o cidadão receberá, após a solicitação, um número de protocolo que permite que ele acompanhe a situação do pedido. 

Para mais informações: www.acessoainformcao.gov.br.

08/05/2012

Série de TV sobre museus brasileiros é lançada em Brasília

Foi lançada na noite desta quinta-feira (3), em Brasília (DF), a segunda edição da série Conhecendo Museus, que objetiva resgatar a memória brasileira por meio da promoção e divulgação de objetos, obras de artes e documentos que compõem os acervos dos museus brasileiros. 

Produzida a partir de parceria entre o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC), a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), a TV Escola (MEC) e a Fundação José de Paiva Netto, a série apresentará 52 museus brasileiros em episódios de 26 minutos. 

Presente ao lançamento, a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, destacou que os museus são fundamentais para que os brasileiros conheçam a história e cultura do País e que a preocupação de se passar uma imagem leve e divertida dos museus pode incentivar o público jovem a visitá-los. 

“Quando a gente pensa em Cultura, pensa em formação de público. Quando o interesse para a arte e a cultura é despertado na infância e adolescência, ele permanece com a pessoa”, disse Ana de Hollanda. 

Os presidentes do Ibram, José do Nascimento Junior, e da EBC, Nelson Breve, lembraram o desafio que foi produzir uma série sobre museus para que o público percebesse que museu não é “lugar de coisa velha”, como popularmente se costuma dizer. “Todos vão gostar e ter vontade de visitar pessoalmente os museus”, afirmou José do Nascimento Junior. 

Os filmes serão exibidos em canais educativos de televisão aberta e por assinatura, como os canais TV Brasil, TV Brasil Internacional, Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP), Boa Vontade TV, Rede Educação e Futuro de Televisão. A partir do segundo semestre de 2012, os documentários também serão exibidos na TV Escola/MEC como material de apoio didático nas escolas do Programa Mais Educação. 

O primeiro episódio, sobre o Museu do Futebol, será exibido pela TV Brasil e pelas 22 emissoras da Rede Pública de Televisão no dia 8 de maio, às 17h30. Neste dia também será lançado o site oficial da série (www.conhecendomuseus.com.br ) com a programação e novidades e curiosidades sobre os museus e as gravações.

24/04/2012

De portas (re)abertas

Foi numa casa em Santa Teresa, no Rio de Janeiro, em que Benjamin Constant (1837 – 1891) passou os últimos meses de sua vida. Quase um século após a morte do militar que lutou ativamente pela Proclamação da República, a residência virou um museu que abriga um acervo de mobiliário, pinturas, esculturas, indumentárias e objetos pessoais que reconstituem seu ambiente familiar. O museu fechou para reformas há seis meses e agora já está praticamente pronto para reabrir as portas. 

A ideia é que a casa seja inaugurada na Semana Nacional de Museus, possivelmente com uma nova exposição e com o caramanchão do jardim inteiramente novo. Elaine Carrilho, diretora do espaço, conta que a restauração se tornou uma necessidade após fortes chuvas danificarem partes da estrutura do local, em outubro de 2011. 

Na ocasião, a queda de uma árvore obstruiu a entrada e causou danos à rede de energia elétrica; e a força do temporal danificou o muro de contenção da encosta do parque e também as calhas da antiga residência. Como as obras só começaram em 16 de janeiro e a luz, restabelecida em meados de fevereiro, todas as atividades de pesquisa foram suspensas. 

Acima, pintura de Benjamin Constant
Mas isso são águas passadas: para as comemorações de 30 anos do museu, em outubro deste ano, uma série de eventos está sendo planejada. Um exemplo é uma parceria com o Museu da República, que pretende criar um circuito de visitas educativas, tendo como tema o período republicano. 

Esse fundador da República 

Benjamin Constant Botelho de Magalhães (1837 – 1891) foi militar, engenheiro e professor, participando ativamente da Proclamação da República em 15 de novembro de 1889 e do Governo Provisório que se instalou em seguida. 

Ele mudou-se para a casa em Santa Teresa junto com sua família em janeiro de 1890, vindo a falecer um ano depois, na madrugada de 22 de janeiro de 1891 - um mês antes da promulgação da Constituição da República. 

20/04/2012

Museu do Meio Ambiente será reaberto para a Rio+20



O Museu do Meio Ambiente será reaberto ao público, em junho de 2012, para a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio+20). Com apoio financeiro no valor de R$ 5,1 milhões do Fundo Cultural do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), os recursos serão aplicados na instalação da infraestrutura para os programas educativo, museográfico e de divulgação científica do museu, que fica no Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ). Esses programas funcionarão no primeiro pavimento, em uma área de 400 metros quadrados. No segundo piso, serão apresentadas exposições temporárias. 

A coordenadora do museu, Lídia Vales, da Associação de Amigos do Jardim Botânico, destaca que no programa educativo, por exemplo, estão sendo desenvolvidos jogos gigantes para crianças, com conteúdos ambientais. Na divulgação científica, o software (programa de computador) Fórum de Debate permitirá ao público discutir temas relacionados ao meio ambiente. 

“Isso é superimportante, porque o museu pretende exercitar um diálogo com a sociedade. Ele vai fazer isso por meio dos seus programas. A gente quer esse diálogo, fazer esse canal de comunicação com a sociedade sobre as questões ambientais, mas também não é só falar em mão única. Tem que ter mão e contramão. A gente também quer ouvir a sociedade”, ressalta Lídia. 

O projeto tem ainda um cunho social. Segundo a coordenadora, os recursos do BNDES propiciarão a integração ao museu de um programa de apoio do Jardim Botânico para jovens de baixa renda. “Nós vamos trazer, em conjunto com esse programa, esses jovens e remunerá-los para eles serem o apoio aos monitores e a toda a operação do museu.” 

Para ela, o importante do projeto é colocar esses jovens que vivem em comunidades em uma realidade de valorização do conhecimento, da relação pessoal e do próprio meio ambiente. “Dá uma conotação de cidadania para esses jovens.” 

O lançamento do museu ocorreu em 2006, em solenidade que contou com a presença da então ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. A partir das obras de restauro do prédio histórico e administrativo, datado de 1900, o museu foi inaugurado em 2008, abrigando durante dois anos quatro exposições. As obras de restauro tiveram apoio do BNDES no valor de R$ 1,8 milhão. Após esse período, o museu foi fechado para correção de infiltrações no subsolo, com apoio do BNDES, no montante de R$ 900 mil, além de recursos orçamentários do Jardim Botânico e do Ministério do Meio Ambiente. 

A expectativa é que, quando for reaberto, o Museu do Meio Ambiente receba 300 mil visitantes por ano, de acordo com Lídia. Está prevista a construção de um prédio anexo, que terá uma área de exposições de mil metros quadrados, para mostras de longa duração. O projeto desse novo edifício foi vencedor de um concurso público coordenado pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) e é assinado por um escritório de arquitetura de Belo Horizonte. A construção deve começar em 2013. Para isso, porém, a biblioteca de referência em botânica do Jardim Botânico do Rio de Janeiro terá de ser remanejada para perto da Diretoria de Pesquisa. Como o projeto executivo do anexo está sendo concluído, ainda não foram levantados os investimentos necessários para a obra, explicou Lídia Vales. 

Segundo ela, esse prédio novo já recebeu o selo de eficiência energética do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel). No prédio histórico, além da questão socioambiental, está sendo considerado o uso sustentável dos materiais. “Tanto na parte expositiva, como na parte da infraestrutura”, ressalta a coordenadora.

17/04/2012

Museu italiano queima obras em protesto por falta de verbas



RIO - O museu italiano "The Casoria Contemporary Art Museum", que fica na cidade de Casoria (na província de Nápoles), começou a queimar obras de arte nesta terça-feira. O objetivo do ato é protestar contra os cortes de orçamento do governo.

A primeira obra a que a instituição ateou fogo foi uma pintura da artista Severine Bourguignon, que é a favor do protesto e acompanhou a movimentação por Skype.

"Nossas obras estão indo para a destruição de qualquer forma por causa da indiferença do governo", disse o diretor do museu Antonio Manfredi. Ele planeja queimar três obras de arte em uma semana em uma iniciativa chamada de "Art War" (ou "Arte de Guerra", em tradução livre).

Em 2011, Manfredi fez um pedido formal à Alemanha de asilo para abrigar sua equipe e obras do acervo. Na época, ele afirmou ser ameaçado pela máfia e criticou a incapacidade do governo de proteger a rica herança cultural do país. No entanto, nunca recebeu uma resposta das autoridades alemãs.


Fonte: http://oglobo.globo.com/cultura/museu-italiano-queima-obras-em-protesto-por-falta-de-verbas-4671157#ixzz1sKkxs8LZ

10/04/2012

Museu Histórico Nacional reúne imagens para comemoração de 90 anos

O Museu Histórico Nacional, do Rio de Janeiro (RJ), completa em 2012 seus noventa anos de atividades. Para celebrar a data, o museu prepara uma homenagem a todos aqueles que integraram sua equipe ao longo de nove décadas de história.

Com esse objetivo, o MHN está realizando um levantamento de imagens 3×4 de funcionários que trabalham ou já trabalharam na casa, que serão expostas numa mostra comemorativa.

Funcionários na ativa já começaram a dar suas contribuições, e uma busca ao arquivo institucional do museu já reuniu fotos disponíveis daqueles que se aposentaram pelo Museu Histórico Nacional.

A instituição busca, agora, fotos de funcionários que deram valiosa contribuição ao museu mas que saíram para outros desafios - muitos deles atuam hoje em outros museus vinculados ao Ibram, instituições do Ministério da Cultura ou se aposentaram por outras instituições.

Ex-funcionários interessados em participar do projeto devem encaminhar suas fotos, que podem ser em preto e branco ou coloridas, para a Assessoria de Comunicação do MHN.
As fotos, que podem ser atuais ou da época em que o funcionário trabalhou no Museu Histórico Nacional, devem ser encaminhadas ao e-mail: mhn.comunicacao@museus.gov.br até a próxima quinta-feira (12).