03/05/2011
Santa Catarina recebe o primeiro tombamento definitivo de paisagem cultural brasileira
02/05/2011
Os Caras de Pau no Museu
Confira o vídeo!
28/04/2011
Anônimo doa tela de Picasso em prol da pesquisa científica
LONDRES - Um americano doou uma tela de Pablo Picasso para a Universidade de Sydney na condição de que o produto da sua venda seja usado para financiar a pesquisa científica.
A tela "Jeune Fille Endormie", de 1935, retrata a amante de Picasso, Marie-Thérèse Walter e estima-se que a obra poderia arrecadar 12 milhões de libras (cerca de R$ 31.752.518) em um leilão na Christie's, em Londres, em junho.
27/04/2011
Museu Imperial
Transmissão será no auditório do museu, em Petrópolis.
A entrada será gratuita e a capacidade é para 200 pessoas.
Do G1 RJ
25/04/2011
Em cerimônia com a presidenta Dilma Roussef, inconfidentes são sepultados em museu de Ouro Preto
Com os despojos de José de Resende Costa, Domingos Vidal Barbosa e João Dias da Mota são agora 16 inconfidentes identificados. Outros 10 têm paradeiro desconhecido. O enterro no Panteão da Inconfidência foi uma das atividades em comemoração ao Dia de Tiradentes.
“A revolta dos inconfidentes, que eles sufocaram, lançou para sempre a semente de liberdade no coração dos brasileiros”, afirmou a presidenta.
A ministra Ana de Hollanda considerou a identificação um feito histórico para o patrimônio brasileiro. “A oportunidade de enterrá-los dignamente no Panteão do Museu da Inconfidência é muito importante para manter acesa essa relação genuína dos brasileiros com a liberdade”, disse.
Participaram também da cerimônia os presidentes do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), José do Nascimento Júnior, e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Luiz Fernando de Almeida, além de ministros da comitiva presidencial.
Medalha
“Eu me senti muito honrada com a homenagem e levarei comigo essa lembrança, principalmente porque me dei conta de que, há exatos 50 anos, meu pai, Sérgio Buarque de Hollanda, recebia essa mesma comenda”, refletiu.
Os ministros da Saúde, Alexandre Padilha; da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho; do Planejamento, Miriam Belchior; e da Justiça, José Eduardo Cardozo; o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia; e os governadores do Espírito Santo, José Renato Casagrande; e do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini, também receberam a comenda.
A Medalha foi criada em 1952, durante o governo de Juscelino Kubitschek, e é entregue sempre no dia 21 de abril, com três designações: Grande Medalha, Medalha de Honra e Medalha da Inconfidência, além do Grande Colar, concedido a chefes de Estado.
Veja mais fotos do evento.
Leia detalhes sobre a identificação das ossadas dos inconfidentes.
25 de abril, aniversário da morte de Lígia Clark

23/04/2011
Programão
Exposição no Centro Cultural Correios do Rio de Janeiro mostra as facetas do poeta português, que foi capaz de inventar e se reinventar por meio de diversos personagens fictícios ao longo de seus 47 anos de vida.
Depois de levar mais de 190 mil pessoas ao Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, de agosto de 2010 a fevereiro de 2011, a obra de um dos maiores poetas da língua portuguesa do século XX será celebrada no Centro Cultural Correios, no Centro do Rio, entre os dias 25 de março e 22 de maio. Em “Fernando Pessoa, plural como o universo”, o público tem a oportunidade de conhecer, ou reconhecer, algumas de suas personas, que se revelam nos versos assinados por seus heterônimos – personagens-poetas com identidade própria – e por pessoa “Ele-mesmo”. Com curadoria de Carlos Felipe Moisés e Richard Zenith e projeto cenográfico assinado por Helio Eichbauer, a exposição mostra toda a multiplicidade da obra de Pessoa e pretende conduzir o visitante a uma viagem sensorial pelo universo do poeta, fazendo-o ler, ver, sentir e ouvir a materialidade de suas palavras.Serviço
Período: 25/03/2011 até 22/5/2011
Visitação: de terça a domingo, das 12h às 19h (entrada franca)
Local: CENTRO CULTURAL CORREIOS: Rua Visconde de Itaboraí, 20 - Centro
Rio de Janeiro/RJ – Tel.: (21) 2253-1580
21/04/2011
Desenho O Inspetor
(1965) Dublado em Português. Desenho animado da série "The Inspector" com o título original 'Cirrhossis of the Louvre". Neste episódio o inspetor deve proteger obras primas que estão no museu do Louvre, onde o bandido Mancha está tentando roubá-las.
Confira o vídeo!
Entrevista com Ana de Hollanda

http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2011/04/20/ana-de-hollanda-apressa-projeto-de-reforma-da-lei-do-direito-autoral-924290660.asp
19/04/2011
Dica de Filme
Nesta divertida comédia estrelada por Morgan Freeman, Christopher Walken, Marcia Gay Harden e William H. Macy, o crime perfeito está se tornando um desastre perfeito. Charles (Freeman), Roger (Walken) e George (Macy) são seguranças exemplares de um valioso acervo de arte. Mas, quando recebem a noticia de que as suas obras favoritas estão sendo enviadas para outro museu, bolam um plano mirabolante para recuperar os quadros. Tudo corre bem até que um erro coloca estes inexperientes bandidos em uma fuga pra lá de atrapalhada, mostrando que nunca é tarde demais para se divertir!
Confira o trailer!
18/04/2011
Museu de Arte de Brasília
Do lado de fora do Museu de Arte de Brasília, o mato alto se espalha e há esculturas pichadas e sem manutenção. O prédio tem rachaduras e vidros quebrados. Ainda não há previsão para o início das reformas.
Confira o vídeo!
Foto de crucifixo em copo de urina é destruída a marteladas em museu francês
15/04/2011
Abracaldabra
13/04/2011
Museu Falológico

11/04/2011
Marceneiro acha obra de arte no lixo da USP
O sobrado do marceneiro Antônio Luiz Góis Passos, um homem tímido de gestos contidos e fala bem rápida, fica em uma viela tortuosa na periferia de Carapicuíba, Região Metropolitana de São Paulo, que não consta em qualquer GPS ou guia de ruas. Para chegar lá, é preciso pedir ajuda na Mercearia do Naldinho, onde o dono indica o caminho. É um lugar sem verde, duro, de pessoas com rotinas ainda mais duras, onde há poucas semanas uma menina de 9 anos cortou com uma navalha o rosto de uma colega da escola durante uma discussão.
É nesse cenário que um pequeno tesouro se esconde na sala de seu Antônio, sem que ninguém ali fora saiba, um segredo guardado sem querer há cerca de sete anos e só agora desvendado. Por volta de 2004, o marceneiro, funcionário da Universidade de São Paulo (USP), encontrou no lixo do Departamento de Química 15 quadros jogados fora. Ninguém os queria, nem os professores nem a instituição. O que era entulho, no entanto, travava-se de arte. As peças, avaliadas agora por especialistas, valem juntas pelo menos R$ 50 mil.
"Eles jogaram no lixo, estava tudo abandonado, mas eu achei um pecado porque na primeira chuva tudo se perderia", diz o marceneiro, com um sorriso acanhado no rosto. Na coleção particular de Antônio, exposta em três paredes descascadas de sua casa, há peças dos séculos 19 e 20, reproduções originais francesas numeradas de artistas como Edgar Degas, Maurice de Vlaminck, Maurice Utrillo, Paul Gauguin e Maurice Utrillo. Há também um desenho original do cartunista paulistano Belmonte sobre os bandeirantes, que sozinho pode valer até R$ 10 mil. "Nunca achei que daria dinheiro, peguei do lixo só porque achei bonito. Mas agora estou pensando em vender, né, talvez dê para acabar a obra aqui da minha casa."
É como se a sala daquele sobrado resumisse em poucos metros quadrados o descaso com o patrimônio artístico e histórico, mesmo dentro da mais importante universidade do País. Antônio não tem sofá em sua casa, mas tem uma reprodução de O Ensaio de Ballet no Palco, de Degas, em sua parede.
Acaso. Seu Antônio é homem humilde, que começou a trabalhar aos 9 anos, fazendo carreto em feiras de Itapecerica da Serra, e largou a escola no ensino fundamental por "não ter dinheiro para os livros". Seus olhos brilham quando ele fala de seu trabalho como marceneiro, sobre como ele fez sozinho os armários da cozinha. Também se orgulha imensamente de ter construído um sobrado em Carapicuíba, "para sair do aluguel", uma obra ainda um tanto inacabada por falta de verba.
A incrível história do pequeno museu montado em Carapicuíba começou em uma tragada. "Fumo desde criança, infelizmente", conta. "Um dia estava trabalhando no almoxarifado da Química e saí para fumar. O pessoal da Farmácia estava jogando fora um monte de coisas e vi esses quadros lá. Eu achei todos lindos, a coisa mais bonita que tinha visto, e perguntei se aquilo não era importante. Eles falaram que não, então eu peguei. Ia começar a chover e estragar tudo. Então embalei tudo bonitinho e trouxe para casa."
Segundo o marceneiro, que trabalha há mais de 15 anos na USP, funcionários da instituição foram avisados várias vezes sobre as peças. "Uma vez, eu até levei as plaquinhas de metal que achei nos quadros, que falava sobre a autenticidade deles, mas ninguém quis saber de nada", diz. "Falavam que era besteira, que era lixo. Só eu achei que não era lixo."
Teste. Os quadros ficaram guardados na casa de Antônio por anos, até que sua mulher comentou com seu chefe, um editor de livros de arte, sobre as peças. "Minha mulher na verdade queria que eu levasse em Embu e me desfizesse de tudo", conta. Assim começou a revolução na vida de Antônio - um especialista em artes plásticas foi até Carapicuíba e notou a importância dos desenhos e reproduções. Uma professora do Departamento de Química Fundamental da Universidade de São Paulo também foi chamada para ajudar na investigação e atestou a idade dos quadros com um exame chamado de "microscopia raman", técnica que analisa os pigmentos das pinturas.
"A gente coloca o quadro no microscópio, joga um feixe de laser e analisa a radiação espalhada", conta a professora Dalva Lúcia de Faria, a maior expertise nesse exame no País. "Em outras palavras, conseguimos checar de onde vem o pigmento, a origem do corante, a sua idade e outras características. É como se fosse uma impressão digital da pintura. No caso do quadro do Antônio, de fato analisamos que ele deve ter sido feito em um ateliê específico em Paris, por causa da técnica do silk screen."
Até agora, Antônio não aprendeu o nome do exame usado para investigar a autenticidade das peças, mas ainda assim ele abre um sorrisão quando fala da recém-descoberta nobreza dos quadros. Seu sonho agora é vender o acervo para terminar a obra de sua casa. "Quem sabe eu consigo acabar o segundo andar. Se bem que esse aqui está tão bonito na parede, né", diz ele, apontando para a reprodução de Degas, um símbolo da importância de se olhar as coisas com um pouquinho menos de pressa.
FONTE: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110410/not_imp704272,0.php
O profissional que atua na conservação-restauração de livros raros
Segue abaixo na íntegra um artigo do
Edmar Moraes Gonçalves da Fundação Casa de Rui Barbosa tratando sobre restauração e conservação de livros:
Durante muitos anos, a formação do conservador/restaurador brasileiro somente foi possível através de cursos e especialização feitos na Europa e nos Estados Unidos. Após a década de 1970, começam a surgir as primeiras iniciativas de cursos oferecidos pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), pelo Centro de Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pela Fundação Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro, e, posteriormente, foram sendo criados outros cursos técnicos como o da Fundação de Arte de Ouro Preto, da Associação Brasileira de Encadernação e Restauro,
Apesar dos cursos de biblioteconomia, de arquivologia e de museologia serem ligados à documentação e acervos, eles oferecem, em geral, disciplinas eletivas não obrigatórias da área. No entanto, os bibliotecários, arquivistas e museólogos necessitaram buscar cursos de especialização para atuarem como conservadores-restauradores.
O conservador-restaurador, além dos conhecimentos específicos em sua formação, recebe conhecimentos básicos de áreas afins, tais como: história da arte, biologia, química e física. Ele deve trabalhar de forma interdisciplinar com outros profissionais, como o cientista da conservação, que darão suporte para análises e testes dos materiais envolvidos.
Conservação-restauração de livros raros
Todo tratamento de conservação-restauração em livros raros somente deve ser desenvolvido por um conservador-restaurador especializado, que tenha conhecimento técnico-científico sobre a obra, seus materiais constitutivos e suas técnicas de construção. Deve também ser capaz de avaliar seu estado de conservação, as causas de deterioração e ter capacidade de intervir na obra, para solucionar o problema, utilizando critérios e técnicas adequadas para sua preservação. Essas intervenções devem ser as mínimas possíveis, sempre em busca da permanência e da manutenção das características originais da obra. Todos os processos devem ser executados utilizando materiais de qualidade de conservação e que possam ser reversíveis.
Todo processo deve buscar a recuperação da estrutura física do objeto restaurado, permitindo, assim, que os valores presentes na obra original possam ser observados integralmente. Isso representa a conjugação de conhecimentos científicos, estéticos e socio-históricos que fixarão os limites da intervenção daquele que pode ser o restabelecimento da unidade potencial da obra, sempre que isso seja possível, sem cometer uma falsificação artística ou histórica e sem apagar nenhum vestígio do tempo.
O tratamento de livros raros, muitas vezes, pode representar uma intervenção em obra única existente e, portanto, o conservador-restaurador necessita dispor de conhecimento profundo sobre ela e sobre seus elementos constitutivos. Para isso, ele necessita também possuir um grande conhecimento dos diferentes estilos de encadernações. Desde o início da história do livro, a encadernação tem como objetivo a proteção do livro e, em se tratando de livros raros, temos que dar o mesmo tratamento a ambos, tanto ao conteúdo (texto) quanto à sua encadernação, devolvendo à obra suas características originais.
O Brasil tem uma carência muito grande na área de informação e conhecimento especializado em tecnologia de construção de estruturas de livros e de encadernações antigas e raras (como a da imagem abaixo). Diante dessa carência, as instituições públicas, privadas e os colecionadores de livros raros, quando necessitam executar intervenções nessas obras, se deparam com um problema nem sempre bem resolvido. Por conta disso, muitas obras acabam passando por tratamentos de intervenções feitos porpessoas não capacitadas, comprometendo sua originalidade e, com isso, perdem vestígios e testemunhos históricos relacionados à tecnologia de construção e à própria história do objeto. Carimbos, dedicatórias e selos são testemunhos de histórias individuais e institucionais que eventualmente são apagados, destruídos, perdidos, bem como os próprios processos e identidade material da manufatura. A memória do objeto perde-se, então, para sempre. Devemos evitar a descaracterização de livros raros e de suas encadernações originais. Se não se tem capacidade técnica e materiais adequados para os tratamentos necessários, é preferível as obras como estão e bem acondicionadas – pelo menos elas se manterão originais.
Isso representa um desafio para os conservadores-restauradores, já que é necessário um conhecimento detalhado sobre as técnicas de encadernações referentes à execução de procedimentos de intervenção, de conservação e de restauração que dependam de uma intervenção estrutural para que depois a obra possa ser remontada seguindo suas características históricas e originais. A base conceitual definidora nesse processo requer que não apenas se recupere a aparência externa do livro, mas se preserve os indícios, as características e o próprio formato da tecnologia de construção da obra.
Apesar da existência de cursos técnicos e de graduação em conservação-restauração de bens culturais no Brasil, há uma lacuna na especialização de conservadores-restauradores de livros raros – falta investimento nessa área. O profissional que tem interesse precisa buscar a especialização fora do Brasil.
Aqui, as principais coleções de livros raros são dos séculos XVI a XIX. Podemos destacar como referência as coleções de livros trazidas pela família real que se encontram na Biblioteca Nacional, no Gabinete Português de Leitura, no Museu Nacional, no Museu Histórico Nacional e no Museu Imperial. Outras instituições de igual importância são: Biblioteca Mário de Andrade; Biblioteca de José Mindlin (doada para a USP); e bibliotecas católicas, como a do Mosteiro de São Bento; além de coleções universitárias, coleções privadas, bibliotecas municipais e distintos órgãos estaduais.
Atuação do conservador-restaurador de livros raros
No Brasil, ainda são poucos os centros especializados criados para manter a demanda existente e cada vez mais crescente na execução de tratamento de livros raros. Os poucos especialistas estão concentrados nas instituições públicas que contam com laboratórios e alguns deles em atelier particular.
No Rio de Janeiro, a Fundação Casa de Rui Barbosa, através de seu Setor de Preservação, é uma referência no tratamento de livros raros (ver abaixo exemplos de obras restauradas em seu laboratório), atendendo às necessidades do acervo e oferecendo também cursos, seminários e estágios orientados na área.




A profissão de conservador-restaurador
A profissão de conservador-restaurador de bens culturais móveis e integrados, bem como a função de técnico nessa área são de natureza cultural, técnica, científica, e exercidas por profissionais de nível superior, bacharéis, tecnólogos e técnicos. São assim considerados profissionais: o cientista da conservação; o administrador da preservação; o técnico em conservação; e o restaurador de bens culturais.
O projeto para regulamentação do exercício dessa profissão está sendo aprovado pelo Congresso Nacional e dispõe sobre os requisitos para o seu exercício. Ressalta-se no projeto a obrigatoriedade de graduação em curso de nível superior ou técnico com área de concentração em conservação-restauração de bens móveis e integrados ou pós-graduação na mesma área de concentração, com monografia, dissertação ou tese sobre conservação e restauração de bens móveis e integrados. O exercício da profissão é também permitido para aqueles que já estão em atividades de conservação e restauração, que comprovem o tempo de experiência e tenham concluído um curso superior. Os diplomados em curso técnico de conservação-restauração de bens móveis e integrados podem exercer a atividade, desde que sob a supervisão de um conservador-restaurador.
Após a regulamentação da profissão, todo patrimônio histórico e cultural, tombado ou não, estará mais protegido e deve ser preservado. Qualquer ação de intervenção nesse patrimônio terá fiscalização e só poderá ser executada por profissionais capacitados.
Edmar Moraes Gonçalves é bibliotecário, especialista em conservação-restauração de livros e encadernações raras e chefe do Setor de Preservação da Fundação Casa de Rui Barbosa.
http://www.comciencia.br/comciencia/?section=8&edicao=65&id=821
10/04/2011
Brasil integra ranking internacional de exposições e museus mais visitados
A revista britânica The Art Newspaper divulgou nesta terça-feira (5) o resultado de ranking anual elaborado pela publicação sobre os museus e exposições mais visitados do mundo. A lista traz museus e exposições de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília entre aqueles que atraíram maiores públicos em 2010. Esta é a primeira vez que o Brasil participa da pesquisa, que, no país, foi coordenada pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/Ministério da Cultura).
Com um público total de 535 mil visitantes, a 29ª Bienal de São Paulo, realizada entre os dias 19 de setembro e 12 de dezembro, figura no ranking como a 12ª exposição mais visitada em todo o mundo no ano passado..
As exposições Islã (445.598 visitantes), Regina Silveira - Linha de Sombra (477.106) e Rebecca Horn (313.756), organizadas pelo Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) do Rio de Janeiro, vêm logo na sequência. O Mundo Mágico de Escher, do CCBB Brasília, e Expedição Langsdorff, do CCBB São Paulo, também aparecem no ranking entre as 100 mostras com maior público.
Pela primeira vez, mostras brasileiras são citadas em ranking
A publicação The Art Newspaper, considerada uma das principais fontes internacionais de informação sobre arte, destaca que esta é a primeira vez que mostras brasileiras integram o ranking anual sobre os museus e exposições mais visitados do mundo. O levantamento completo pode ser acessado no site da revista
Há ainda menções a mostras brasileiras nos rankings temáticos divulgados pela revista, que citam exposições organizadas pelo Museu Imperial, de Petrópolis, e Museu Histórico Nacional, do Rio – ambos vinculados ao Ibram (veja notícia abaixo) –, além do Museu de Arte Moderna (SP), Museu de Artes e Ofícios (MG) e Instituto Itaú Cultural (SP).
O Ibram prepara para os próximos 45 dias o lançamento de um sistema de informação com os mesmos critérios adotados pela revista The Art Newspaper, que vai permitir o acompanhamento permanente de dados relativos à visitação dos principais museus e centros culturais brasileiros.
Exposição do Museu Imperial é destacada no ranking
Entre as exposições apresentadas no ranking da revista The Art Newspaper está a mostra temporária Retratos no estrangeiro: o Brasil imperial nos ateliês franceses, realizada pelo Museu Imperial. A exposição esteve aberta ao público entre outubro de 2009 e fevereiro de 2010, fazendo parte das comemorações pelo Ano da França no Brasil. A mostra – com curadoria das historiadoras e pesquisadoras do Museu Imperial Maria de Fátima Moraes Argon e Maria Inez Turazzi – reuniu imagens assinadas por pintores, gravadores, litógrafos e fotógrafos franceses do século XIX.
O diretor do Museu Imperial, Maurício Vicente Ferreira Jr., destaca a importância dessa citação. "A ocorrência da exposição Retratos no estrangeiro nesse ranking é um ativo para a imagem institucional do Museu Imperial e da cidade de Petrópolis, justamente em um período em que iniciamos a preparação para os eventos internacionais que o Rio de Janeiro e arredores estão prestes a receber", afirmou.
Museu Histórico Nacional também tem exposições ranqueadas
O Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro, vinculado ao Ibram, também teve duas exposições citadas no ranking da revista The Art Newspaper: A Sedução do Oriente e DAJA: esculturas e relevos. As mostras contaram com acervo do museu.
A Sedução do Oriente: A arte asiática na coleção do Museu Histórico Nacional foi realizada em 2008 e usou obras em reserva técnica. A exposição DAJA: esculturas e relevos foi apresentada ao público de 2 de outubro de 2009 a 17 de janeiro de 2010, com 40 esculturas e relevos da artista plástica DAJA, Dirce de Assis Cavalcanti. De renome internacional, DAJA já participou de inúmeras exposições individuais e coletivas em diversos países, tais como China, Estados Unidos, França e México.
07/04/2011
Site mapeia grafites em todo o mundo
06/04/2011
Programa de Especialização em Patrimônio do Iphan é reconhecido como mestrado profissional
15/03/2011
Curso manterá proposta de programa desenvolvido há seis anos, com caráter de interdisciplinaridade e pesquisa nas próprias unidades do Iphan em todo o país
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Capes/MEC aprovou a proposta de mestrado profissional em Preservação do Patrimônio Cultural, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan. A reunião do Conselho Técnico-Científico da Educação Superior - CTC-ES foi realizada entre 28 de fevereiro e 1º de março, e a aprovação foi publicada no dia 4 de março no portal da Capes (www.capes.gov.br).
O mestrado do Iphan manterá a essência do Programa de Especialização em Patrimônio – PEP, criado pelo Iphan em 2004, visando o atendimento à demanda de formação pós-graduada de profissionais de diversas áreas de conhecimento interessados em atuar no campo da proteção do patrimônio em nível regional e federal.
A formação continuará sendo interdisciplinar conjugando aspectos sociais, históricos, jurídicos e urbanísticos, relacionados à proteção do patrimônio cultural. O corpo docente permanente será formado por técnicos especialistas, mestres e doutores do quadro de servidores do Iphan e de outras instituições.
A sede do mestrado é no Rio de Janeiro, no edifício Palácio Gustavo Capanema, sede histórica do Iphan e que abriga seus principais acervos – arquivo e biblioteca. A coordenação do mestrado é feita pela Coordenação-Geral de Documentação e Pesquisa do Departamento de Articulação e Fomento do Iphan – Copedoc/DAF/Iphan.
O formato descentralizado e de integração dos alunos na prática cotidiana do Iphan durante 30 horas semanais permanecem, assim como os módulos de aula, leituras dirigidas e oficinas nacionais, sendo as principais formas de alcançar um padrão nacional de formação, incluindo o repasse dos conteúdos teórico-metodológicos do campo da preservação do patrimônio cultural e a troca entre os participantes do mestrado.
Os conteúdos teórico-metodológicos são organizados em uma área de concentração: Interdisciplinaridade e preservação do patrimônio cultural, dividida em duas linhas de pesquisa, sendo a primeira Patrimônio Cultural: história, política e sociedade e a segunda, Patrimônio Cultural: instrumentos, informação e desenvolvimento. Ambas atendendo às demandas contemporâneas de formação profissional neste campo.
Para o trabalho de conclusão do mestrado continuará sendo exigido o desenvolvimento de um projeto de pesquisa, cujo objeto de estudo é definido a partir de uma questão identificada no cotidiano da prática profissional. Para obtenção do grau de mestre o aluno deverá realizar as atividades referentes à prática supervisionada, os conteúdos teórico-metodológicos e a defesa do trabalho de conclusão em sessão pública, perante uma banca examinadora aprovada pela coordenação do programa.
Assim como o PEP, o mestrado permanecerá selecionando profissionais de diversas áreas de formação de interesse do campo da preservação do patrimônio cultural, por meio de edital público. A definição das áreas de formação e as atividades a serem desenvolvidas são de responsabilidade das unidades do Iphan que se candidatam a receber os alunos do Mestrado. São, atualmente, 67 unidades em 54 cidades brasileiras distribuídas em 27 superintendências estaduais, 27 escritórios técnicos, 4 unidades especiais e 9 unidades na Administração Central em Brasília e no Rio de Janeiro.
Mais informações em: http://portal.iphan.gov.br/portal/montarDetalheConteudo.do;jsessionid=177D601195006945D6B2F02E699AE30F?id=15907&sigla=Noticia&retorno=detalheNoticia
(Matéria copiada do site do IPHAN)




