16/12/2011
Manuscrito mais antigo com Dez Mandamentos é exposto em NY
Escrito em hebraico, o pergaminho de mais de 2 mil anos possui aproximadamente 45 centímetros de comprimento por 7 centímetros de largura e faz parte da mostra mais ampla sobre os manuscritos do Mar Morto, que inclui mais de 500 artefatos cedidos pela Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA, na sigla em inglês).
O documento foi descoberto em 1954 e, segundo o Museu Discovery, faz parte de uma coleção de mais de 900 peças encontradas ao longo dos anos 40 e 50 em uma gruta de Qumran, região situada próxima ao Mar Morto.
Os manuscritos, também escritos em aramaico e grego, além de hebraico, são os documentos mais antigos encontrados sobre a vida na Judéia.
Segundo o museu nova-iorquino, 'os Dez Mandamentos são as regras que constituem os pilares da moralidade e da lei do mundo ocidental', destacando que o texto 'reúne e define como os homens e as mulheres devem trabalhar e viverem juntos sob sua fé em uma sociedade civil'.
Essa é a primeira vez que esse pergaminho será exposto em Nova York. A peça, que contém fragmentos do Deuteronômio, é datado entre os anos 50 e 1 a.C. e é um dos dois únicos manuscritos antigos com os Dez Mandamentos que existem atualmente.
Apesar do tempo de existência, o Museu Discovery confirmou que o estado de conservação do manuscrito é 'excepcional', apesar de ser feito com um material tão frágil como a pele de um animal, ou seja, muito vulnerável à umidade, a luz e as variações na temperatura.
O outro manuscrito, conhecido como o Papiro Nash, está armazenado na Universidade de Cambridge. Apesar de estar fragmentado, a peça é datada entre o ano 150 e 100 a.C.
A identidade do autor das escritas é desconhecida, embora a instituição nova-iorquina tenha afirmado que muitos especialistas acreditam que todos os manuscritos do Mar Morto foram escritos por integrantes de uma seita que se distanciou do Judaísmo e viveu no deserto de Israel do século III a.C. até o ano 68 d.C.
O pergaminho dos Dez Mandamentos poderá ser visto até o próximo dia 2 de janeiro, enquanto o resto da exposição, que foi inaugurada 28 de outubro, permanecerá aberta até o dia 15 de abril de 2012.
http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2011/12/manuscrito-mais-antigo-com-dez-mandamentos-e-exposto-em-ny.html
COREM 2R
Em cumprimento à resolução do COFEM nº 03/2011. Foram realizadas as eleições COFEM/COREM, nos dias 08 e 09 de dezembro no horário de 9h às 17h, tendo sido um total de 168 votantes. O resultado da contagem para os candidatos do COFEM, foi: Rita de Cássia de Mattos - (0064-I), com 92 votos; Mácia ferreira Netto - (0196-I), com 54 votos e um total de 22 votos brancos e nulos; para o COREM, foi: Magda Beatriz Vilela - (0391-I), com 69 votos; Nancy Corrêa Ploncynski (0326-I), com 53 votos; Newton Fabiano Soares (0842-I) com 49 votos; Claudio Nelson Oliveira Barbosa (0453-I), com 43 votos; Liliane Bispo dos Santos (0830-I), com 28 votos; Tatiana Avelino de souza Ferreira (0625-I), com 24 votos; Mônica Salem Zayias (0411-I), com 18 votos.
Estavam presentes para apuração, Margareth Araújo Bugarin (0614-I), Lucienne Figueiredo dos Santos (0398-I), Prisciline Atoé da Silva (0789-I), Laís Ângela Lopes Tavares (0379-I). Sem mais, encerrou-se a Plenária às 18h e 45min.
Ateniosamente,
Diretoria do COREM 2ª Região - RJ/MG/ES
Nova espécie de dinossauro descoberta em Museu de História Natural
Após quase um século no local, uma nova espécie de dinossauro com chifre, conhecida como Spinops sternbergorum, foi encontrada no depósito do Museu de História Natural da Inglaterra.
Os restos do herbívoro, da mesma família do Triceraptor, foram escavados junto com um grande grupo de fósseis, na chamada “cama de ossos” de Alberta, no Canadá, em 1916.
Mas a ossada não foi levada a sério pelo responsável de Geologia do Museu na época, e ficou quase 100 anos guardada, até que especialistas perceberam a novidade.
Ela foi reencontrada por um grupo de pesquisadores que decidiu dar uma nova olhada nos fósseis. O líder do grupo, Andrew Farke, afirma que “sabia na hora que o fóssil era diferente, e foi muito excitante aprender sobre sua evolução”.
“Aqui temos não apenas um, mas diversos indivíduos das mesmas espécies, então estamos confiantes de que não se trata apenas de um exemplo estranho, mas de uma espécie até então desconhecida”, diz.
Os paleontologistas terão que redefinir a forma com que o grupo dos dinossauros com chifres, herbívoros e com extensões ósseas no pescoço é classificado.
Fonte:
http://hypescience.com/nova-especie-de-dinossauro-descoberta-em-museu-de-historia-natural/
13/12/2011
Filme sobre Nise da Silveira para 2013
O enredo se desenrola entre 1942 e 1944, período em que Nise chega ao Rio de Janeiro para trabalhar no Hospital Pedro II no Engenho de Dentro. Lá é designada para cuidar da área de terapia ocupacional do centro psiquiátrico da unidade. Ela foi pioneira no tratamento de pacientes ou “clientes” que participavam de atividades de jardinagem, teatro, dança e música.
"A partir desse momento, alguns desses esquizofrênicos embotados transformaram-se em grandes artistas. E, pela leitura que fazia dessas obras, Nise começou a penentrar no inconsciente deles. Este talvez tenha sido seu grande triunfo. O filme fala disso tudo", comentou o diretor Roberto Berlinder, que teve a ideia da produção há cerca de 8 anos.Belinder conta ainda como surgiu a ideia de trabalhar com a história da médica que trouxe esta visão sobre a esquizofrênia e a arte.
"Não pude evitar. Começou com um pedido de ajuda para que a gente fizesse um comercial para a Casa das Palmeiras, uma das instituições que a Nise fundou. A partir daquele momento, percebemos que tínhamos uma grande história nas mãos, de uma mulher que foi contra tudo e contra todos a vida inteira. E sempre esteve do lado dos maginalizados", disse Berlinder.
Outro ator que vai participar do filme é o Flavio Bauraqui, que vive o "cliente" Otávio Ignácio e também já protagonizou o artista louco Artur Bispo do Rosário, esquizofrênico paranoico que viveu durante 50 anos na Colônia Juliano Moreira, no Rio de Janeiro, no filme "O senhor do labirinto".
Trabalho em filme sobre Nise da Silveira "é um sonho", diz Glória Pires - G1
Nise da Silveira: caminhos de uma psiquiatra rebelde - Museu Oscar Niemeyer
Tom zé para Ministro da cultura?
Licença de Uso: O conteúdo deste site, vedado o seu uso comercial, poderá ser reproduzido desde que citada a fonte, excetuados os casos especificados em contrário e os conteúdos replicados de outras fontes. (você pode acessar ao site do ministério aqui)
Esta mudança, embora possa parecer nada demais é um indício sobre os rumos que o ministério pode tomar no sentido das ações sobre direitos autorais. Até então, a Ministra Ana de Hollanda que até então tinha uma posição nublada sobre a questão dos direitos autorais, deixou descontente e desconfiados diversos grupos que pregam a liberdade na internet.
Essa aparente pequena mudança trouxe ainda mais insegurança para aqueles que defendem uma legislação menos restritiva para direitos autorais e uma discussão mais ampla sobre a cultura digital. Ana Buarque de Hollanda, nova ministra da Cultura, é vista como mais conservadora em relação a seus antecessores no cargo, Gilberto Gil e Juca Ferreira. (trecho extraído daqui)
A resposta veio rapidamente de vários segmentos diferentes dentre eles Ronaldo Lemos diretor do grupo Creative Commons Brasil, e o movimento Transparência HackDay criaram que criaram a página “Dá licença, MinC?”, que lista os sites governamentais que adotam as licenças de uso livre.
E o Tom Zé onde entra nisso? Uma campanha lançada no facebook por um músico de Belo Horizonte denominado Makely Ka que por telefone para Estadão afirmou que a “movimentação tem apenas um caráter simbólico”. A “campanha” se tratava de uma manifestação “espontânea e lúdica”, uma “brincadeira séria”. O compositor por outro lado comentou sobre o ocorrido de uma maneira....hmmm digamos a lá Tom Zé. Segue um trecho extraído do site do Estadão.
"Na verdade a campanha é para eu ser ministro da cultura nos Estados Unidos, ajeitado pela Universidade de Tulane”, brincou e disse ainda que a campanha brasileira “era coisa de quem quer derrubar a Ana”. Sobre o atual Ministério da Cultura brasileiro, o músico disse estar “muito ocupado com os Estados Unidos” e que, por isso, não conseguia acompanhar nada do que acontecia por aqui. “Estou completamente ausente”, disse. Ainda tentando extrair algo do cantor que não tivesse relação com os Estados Unidos, Tom Zé foi questionado sobre a Reforma dos Direitos Autorais e sua opinião sobre. “Eu não sei nem o que é que está para reformar, nem o que tem agora, nem o que vai ser”, afirmou.
09/12/2011
Relação do skate com o espaço urbano em debate no Rio

O skate é praticado por todo o Rio de Janeiro, como na Praça do Ó, na Barra Guilherme Leporace - Agência O Globo
RIO - Um dos esportes mais populares do verão carioca, o skate virou tema de debate no Rio. Até o dia 3 de janeiro, o Museu da República abriga o evento “República do Skate. Subversão do uso”, que conta com um seminário e uma exposição sobre a cultura do skate.
Surgido na década de 1960, nos EUA, o skate é, atualmente, muito mais do que um esporte. É um dos elementos centrais da contracultura contemporânea, com expressão artística, musical e corporal. É também uma indústria, que movimenta milhões de dólares por ano. No seminário, discute-se temas como as formas de conciliar os diferentes usos do espaço urbano público e como o skate pode ser um elemento de renovação de áreas degradadas e ao mesmo tempo contribuir na formação de uma consciência social sobre o bem público.
No próximo fim de semana, uma série de atividades serão realizadas no espaço do Museu. No sábado e no domingo, às 15h serão exibidos curtas-metragens sobre o tema, em sessões gratuitas na Sala Multimídia. Sábado, às 16h30m, acontece o debate “Skate e Cultura”, que reunirá nomes como a diretora do Circo Voador, Maria Juçá, a secretária de Cultura do Estado, Adriana Rattes, o skatista e produtor Cesinha Chaves e a filósofa Kátia Frecheiras. No domingo, na parte externa do museu, acontecem apresentações de Best Trick, do DJ Machintal, e de Acid Drop, a partir das 16h.
http://oglobo.globo.com/verao/relacao-do-skate-com-espaco-urbano-em-debate-no-rio-3399884
08/12/2011
Brinquedos Populares de Pernambuco chegam ao Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular

Serviço
Sala do Artista Popular Brinquedos em Recife, índice de invenção
Inauguração: 8 de dezembro de 2011, às 17h
Período: 8 de dezembro de 2011 a 8 de janeiro de 2012
Exposição e venda:
Terça a sexta-feira, das 11h às 18h
Sábados, domingos e feriados, das 15h às 18h
Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular - Rua do Catete, 179 (metrô Catete), Rio de Janeiro, RJ 22.220-000
Informações
Setor de Difusão Cultural
(21) 2285-0441, ramais 204, 205 e 206
difusão.folclore@iphan.gov.br
Visite www.cnfcp.gov.br e conheça a instituição
Fonte: Ascom - CNFCP
Ingressos nos museus britânicos são gratuitos há dez anos
06/12/2011
Tiririca fará campanha para popularização dos museus
A reunião, que partiu de solicitação da assessoria do deputado, teve vários assuntos em pauta, entre eles, a inserção da temática circense nos museus brasileiros. Tiririca se mostrou preocupado com a situação atual dos circos e da memória circense. Para ele, que cresceu no picadeiro, o circo “é uma escola fantástica. A gente aprende a economizar, a gastar, aprende tudo no circo e isso não pode acabar”, enfatizou.
Nascimento sugere ainda que o museu seja itinerante, pois para ele:
Não há uma visão rígida do conceito de museu e um dedicado ao circo deve ser móvel: temos que transformar a lona em um museu e levá-lo para todo o país”, indicou.
Para saber mais: http://www1.folha.uol.com.br/poder/1015502-tiririca-fara-campanha-para-popularizacao-dos-museus.shtml
03/12/2011
Casario de Vassouras sofre com um abandono histórico
RIO - Quando chegam as nuvens grossas, prenunciando temporal, a noite é de insônia para Isabel Rocha, a responsável técnica do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Vassouras, no Vale do Paraíba fluminense. Ela já sabe que, a cada aguaceiro, é menos um telhado, um forro ou uma parede no casario da cidade. Aos poucos, a natureza vai varrendo do mapa uma das mais valiosas relíquias do Brasil Império: a malha urbana da capital do ciclo do café e moradia dos barões que comandaram a economia do país por meio século.
Vassouras foi o primeiro centro histórico do século XIX tombado no país, em 1958 (antes mesmo de Petrópolis). Paradoxalmente, a cidade vive hoje uma corrida contra o tempo para não ver esse acervo transformado em pó. Na quarta-feira, o Ministério Público Federal promoverá audiência pública na cidade (às 17h, no auditório do Sesc) para cobrar a responsabilidade de cada agente público envolvido na questão, do Ministério da Cultura à prefeitura local.
Há certa timidez e falta de articulação na luta para preservar um dos mais importantes períodos da história do Estado, quando o Vale do Paraíba esteve no centro da vida nacional - lamenta o historiador Ricardo Salles, autor de “E o vale era o escravo - Vassouras, século XIX. Senhores e escravos no coração do Império”.
Ou, nas palavras do procurador da República Rodrigo Lines, responsável pela abertura de quatro inquéritos civis públicos sobre o problema:"O abandono é total."
Tapumes e escoras são os únicos vestígios do poder público nos casarões arruinados. Na entrada do centro histórico, o Solar do Barão de Vassouras desponta como símbolo deste desamparo. Vencida pelas infiltrações, uma parede desabou em 2007, levando junto toda a ala social do casarão erguido em 1848, em forma de “U”, para abrigar a família do barão Francisco José Teixeira Leite (1804-1884), uma das mais influentes do sul fluminense no Segundo Reinado.
Numa época em que cidades como Vassouras mereciam as mesmas atenções e paparicos dedicados à Corte, o Solar era, ao mesmo tempo, residência e centro de poder. Foi ali que os acionistas da Estrada de Ferro D. Pedro II assinaram o contrato de construção da ferrovia. Conta-se que o Barão de Vassouras teria dado socos na mesa, exigindo que uma mudança no traçado fizesse o trem passar pela cidade.
O Barão de Vassouras representa a segunda das três gerações das famílias produtoras de café. Antes, vieram os desbravadores, que desmataram para o plantio. A segunda geração ergueu as cidades da região. Dom Pedro II vivia por ali. Os barões praticamente não frequentavam a capital. Só a terceira geração, a dos seus filhos, passou a visitar a Corte com regularidade - explicou o professor Ricardo Salles.
Visto de fora, cercado por tapumes, o casarão parece íntegro. Por dentro, o quadro é desolador. O telhado, o forro de tábua corrida e as paredes de divisão interna praticamente sumiram, junto com as pinturas decorativas. Sem escoras, o que resta do palacete pode vir abaixo a qualquer momento. A prefeitura chegou a desapropriar o imóvel, mas a Justiça considerou o ato irregular e mandou devolvê-lo ao verdadeiro proprietário, que o prefeito Renan Vinícius de Oliveira confessa não saber quem é.
Mais acima, outra construção tira o sono da equipe do Iphan: o Asilo Barão do Amparo, antigo hospital da cidade, que só continua de pé porque o instituto, pressionado pelo Ministério Público, destinou este ano recursos emergenciais para escorar o prédio, erguido entre 1848 e 1853.
Além de alegar que não tinha condições financeiras para assumir a obra, a Irmandade Santa Casa da Misericórdia de Vassouras, proprietária do asilo, não pagava as contas de luz - disse Isabel Rocha, do Iphan de Vassouras.
Apesar de reiterados alertas desde 2002, a irmandade não tomou providências para evitar o desabamento. Fez apenas obras que descaracterizaram a construção original. Cinco anos depois, quando as rachaduras avançavam pelas paredes, o Ministério Público estadual determinou a evacuação do prédio, alegando haver risco para os idosos que ali viviam. O pior viria no ano seguinte. Durante o carnaval, um misterioso incêndio consumiu parte do casarão. Desde então, o asilo ficou abandonado.
A situação do asilo aquece o bate-boca que facilita o avanço da destruição: o Iphan diz que a responsabilidade é do proprietário; o proprietário alega não ter dinheiro para proteger um bem da sociedade; a prefeitura diz que o orçamento só chega para as despesas básicas, como saúde e educação. E o Ministério Público entende que cada um tem a sua parcela de culpa pelo quadro desolador.
Seja como for, a audiência de quarta-feira pode ser a última chance para salvar os casarões. Um deles, contudo, ficará de fora. Reduzido às paredes externas, o Palacete do Barão do Amparo, no alto de uma colina, é dado como perdido pelo Iphan. Os proprietários, da família Avelino, não chegam a um consenso sobre o destino do que restou. Há quem diga que o desejo inconfesso dos herdeiros é lotear o terreno e vender tudo.
Matéria do Globo: http://oglobo.globo.com/ciencia/casario-de-vassouras-sofre-com-um-abandono-historico-3374797

