25/04/2012
250 obras de Visconti no Museu Nacional de Belas Artes (RJ)
24/04/2012
Novo museu de cera nos EUA instala King Kong em sua fachada
Enorme escultura representa o gorila gigante esmagando um avião.
Museu da Inconfidência poderá ser visitado virtualmente a partir de 21 de abril
De portas (re)abertas
| Acima, pintura de Benjamin Constant |
20/04/2012
Museu do Meio Ambiente será reaberto para a Rio+20
5º Fórum Nacional de Museus: inscrições abertas a partir de maio
19/04/2012
Valença agora tem museólogo


Profissional ajudará a reavivar os museus locais
por Paulo Henrique Nobre em 11 de Abril de 2012 às 13h12
Talvez seja o que estava faltando. Um profissional com conhecimento técnico para reacender, na cidade, o respeito por sua história, através do reavivamenthttp://www.blogger.com/img/blank.gifo de importantes e pouco utilizados espaços de cultura: os museus. O técnico que chega foi um dos candidatos aprovados no Concurso Público, realizado pelo Município de Valença, em 2011, e convocado no dia 30 de março. Sua função será árdua: movimentar espaços criados em instituições particulares e abrir os museus de Valença para a população local.
Fonte: http://www.local.jor.br/editorial/cultura/valenca-agora-tem-museologo#
(E o museologando poderia deixar de postar isso em homenagem?! rsrs)
18/04/2012
SP é favorita a sediar Museu da Pessoa
FONTE: http://www2.valoronline.com.br/cultura/2618280/sp-e-favorita-sediar-museu-da-pessoa
17/04/2012
Museu italiano queima obras em protesto por falta de verbas
Fonte: http://oglobo.globo.com/cultura/museu-italiano-queima-obras-em-protesto-por-falta-de-verbas-4671157#ixzz1sKkxs8LZ
16/04/2012
Museu Titanic
O Titanic tinha 270 metros de comprimento, 28 metros de largura e a altura de um prédio de 19 andares. Cada uma das duas âncoras pesava 15 toneladas.
Tudo veio abaixo por causa de um iceberg. Ao todo, 1.522 pessoas morreram e pouco mais de 700 se salvaram. Uma tragédia que mudou a história da navegação e inspirou até a indústria cinematográfica. Uma história fascinante, que gerou curiosidade em milhões de pessoas. A cidade de Belfast se deu conta disso e construiu um monumento gigante para mostrar para o mundo inteiro que a história do Titanic começou na capital norte-irlandesa. Um prédio gigantesco, de arquitetura moderna e com as formas de um navio, que custou o equivalente a R$ 230 milhões.
Confira o Vídeo!
12/04/2012
desapego e libertação
Hoje, dia 21 de março de 2012, inaugurando o ano astrológico e o equinócio de outono, dirijo-me às amigas e amigos do campo da cultura, das artes, da memória, dos museus e do patrimônio para fazer o seguinte comunicado:
Com a consciência de quem sabe o lugar que ocupa no campo museal brasileiro; com a consciência de quem reconhece o papel que desempenha no âmbito da museologia e dos museus no Brasil; com a consciência de quem compreende que participou e contribuiu de modo orgânico, decisivo e radical para a criação do Ibram e continua contribuindo para o seu melhor desempenho e para a sua consolidação; com a consciência de quem tem uma trajetória bem construída e um futuro em aberto; com a consciência de quem cumpriu a missão e o compromisso assumidos consigo mesmo e com o universo museal; com a consciência de quem não está feliz e compreende que existem múltiplos caminhos para os museus e para a museologia no Brasil e no mundo, solicitei, no dia 17 de fevereiro pp., a minha exoneração do cargo de Diretor do Departamento de Processos Museais do Ibram.
Aqui e agora, reverencio e agradeço imensamente todo o apoio e todo o carinho que sempre recebi das companheiras e dos companheiros que movimentam o campo da cultura, das artes, da memória, dos museus e do patrimônio.
Saio da direção do Depmus. Continuo na vida.
Do coração e da mente,
Mario,
11/04/2012
Publicidade divertida no Museu!
por Jéssica de Queiroz em 10 de abr de 2012 às 13:32
Idéias geniais que fogem do esperado para a divulgação de museus e exposições.
Visitar museu é algo que grande parte da população ainda não tem hábito de fazer devido a vários fatores distintos. Arrisco dizer que muitos acham chato. Pensando nisso, algumas campanhas publicitárias têm apresentado esses espaços e suas exposições com mais descontração.
Essa linguagem divertida foi usada na campanha para divulgar o 64º aniversário do Museu de Artes de São Paulo-MASP. A agência preparou tirinhas utilizando as imagens da coleção como personagens. De maneira bem humorada, esses personagens falam sobre a festa de aniversário do MASP:
O Comic Museum, apesar de já ser uma proposta diferente de museu, também apostou nesse tipo de publicidade:
O museu do Comunismo apresentou os grandes nomes desse movimento, como Stalin, Lenin e Karl Marx em momentos de intimidade, com o slogan : "Get intimate with History"...
O Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli fez cartazes com o slogam "É sua vez de ser apreciado, faça uma doação para o MARGS", onde as pessoas é que são observadas pelos personagens das pinturas.
http://lounge.obviousmag.org/pe_de_quica/2012/04/publicidade-divertida.html#ixzz1rewx8QUM
10/04/2012
ONDE DEIXEI MEU CORAÇÃO: a história dos últimos caiçaras da Ilha Grande
"ONDE DEIXEI MEU CORAÇÃO: a história dos últimos caiçaras da Ilha Grande"
Autoras: Alba Maciel, Hilda de Souza e Neuseli
Preço: R$ 30,00
"Este livro fala de um Aventureiro - a praia e a comunidade do Aventureiro na Ilha Grande (Angra dos Reis, RJ), vista como uma população "caiçara" - de uma outra época, anterior e trazida pela lembrança; daí o uso do verbo sempre no tempo imperfeito para contar histórias e referir-se a situações que "eram" assim. Mas chega até a época atual, levando em conta a trajetória e a complexa situação de uma população que, como tantas outras no Brasil, se vê envolvida pela decretação do "seu lugar" como Unidade de Conservação da Natureza. O título já indica a declaração de amor e o vínculo das três autoras a esse lugar, que transparecem ao longo do livro."
Quem tiver interesse, por favor, entrar em contato:
telefone: 23340939
email: ecomuseu@uerj.br
Mamute mais bem conservado do mundo será exposto em Hong Kong
Museu Histórico Nacional reúne imagens para comemoração de 90 anos
09/04/2012
Arquivo Secreto do Vaticano -Jornal Nacional
"A exposição é uma parte minúscula na significativa dos 85 km que a coleção secreta do Vaticano preencheria se fosse posta em fila com histórias que ainda poucos, muito poucos, tiveram acesso."
Confira o Vídeo!
08/04/2012
Ibram propõe roteiro cultural para museus do Rio de Janeiro durante a Rio+20
O objetivo é convocar a comunidade a discutir, vivenciar e trocar experiências e reflexões que conduzam à dimensão da diversidade cultural como vetor de desenvolvimento humano.
As instituições interessadas em participar devem se cadastrar, entre 11 de abril e 4 de maio, na página Museus Rio+20 e inserir as informações relativas à programação proposta durante a conferência. O cadastro funciona nos mesmos moldes de atividades desenvolvidas pelo Ibram como a Semana de Museus e a Primavera dos Museus. O endereço da página para inscrição será divulgado nos próximos dias.
Seminários, exposições, oficinas, espetáculos, mesas redondas, visitas guiadas, exibições de filmes, entre outras atividades, podem integrar o roteiro cultural – que será impresso e distribuído pelo Ibram durante a Rio+20, nos diversos espaços que a conferência irá ocupar, assim como ficará disponível em formato digital. A efetiva inclusão da programação do museu no roteiro cultural acontecerá somente com a inscrição.
Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail MuseusRio+20@museus.gov.br ou pelos telefones (61)3521.4019/4297.
Fonte: http://www.museus.gov.br/destaque/ibram-propoe-roteiro-cultural-para-museus-do-rio-de-janeiro-durante-a-rio20/
05/04/2012
Museologando avalia - Tarsila do Amaral: Percurso afetivo; e Modernismo: 90 anos de arte moderna no Brasil

Estão acontecendo neste momento na cidade do Rio de Janeiro, duas exposições que dialogam entre si. Uma no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) e outra na Caixa Cultural fazem recortes diferentes sobre o mesmo tema: Modernismo brasileiro. O CCBB com um recorte bem específico sobre a artista ícone deste momento traz a cidade uma exposição que já não acontecia a 40 anos. Trata-se de Tarsila do Amaral - percurso afetivo uma narrativa com um recorte de um período que engloba principalmente sua fase “Pau-brasil” onde representa as formas e as cores das terras tupiniquins, mas deixa um pouco de lado sua fase antropofágica, e de engajamento político.
Antropofagia, embora a fase antropofágica tenha sido pouco representada, o CCBB não deixou de fora esta obra
Se de um lado o CCBB fez um recorte bem específico sobre a narrativa apresentada, a Caixa cultural se perde em alguns momentos na exposição Modernismo - 90 Anos de 1922. O nome sugere um recorte comemorativo da semana de 1922 que aconteceu em São Paulo, no entanto, na primeira sala o visitante encontra o casal Lucílio e Georgina de Albuquerque dentre outros artistas mais acadêmicos. Não vejo nisso necessariamente um problema pois considero que seria interessante começar com um apanhado sobre obras anteriores ao movimento iniciado por Oswald e Cia já que o movimento plástico que se firma na semana de 22 é um rompimento com a escola academicista as quais o casal faziam parte. Mas este tipo de abordagem sugere que teremos um enfoque cronológico o que não acontece.
Com a sonoridade de "Pelo telefone", considerado por muitos críticos o primeiro samba de nossa história a ser gravado, a ambientação é prazerosa. Atravessamos uma cortina com uma pintura do Morro do Castelo e nos chocamos com uma fotografia de Augusto Malta no momento de sua demolição. Um momento bastante impactante. Mas a partir daí, a coisa começa a perder o rumo. Neste segundo momento encontramos três desenhos de Tarsila do Amaral, o que sugere que a artista participou da exposição de 22, o que não aconteceu. Uma natureza morta muito modesta da mulher que foi pioneira nestas novas linguagens plásticas experimentadas no Brasil, Anita Malfati, fica expremida entre uma porta que dá passagem para o teceiro setor expositivo e um Belmiro de Almeida. Algumas aquarelas cubistas, e a única escultura de toda a exposição também estão nesta pequena sala que compartilha com a série "Fantoches da meia noite" do Di Cavalcanti.
Fantoches da meia-noite, criado em 1921 por Di Cavalcanti
No quarto setor expositivo, o que mais me agradou foi um vídeo sobre Carlos Drummond de Andrade e um grande estudo do Portinari que também não esteve presente na semana de 22. O que me leva a uma reflexão inevitável pois assistir as duas exposições faz com que invariavelmente comparemos os aspectos positivos de uma em relação a outra. No CCBB foi interessante reparar que cada obra da Tarsila do Amaral, trazia não apenas os aspectos técnicos da obra como também as exposições as quais ela fez parte. Um dado importantíssimo, uma vez que foram tais exposições que projetaram a artista. Já a Caixa que tinha como pretenção apresentar uma retrospectiva dos 90 anos de uma das exposições mais importantes de nossa história, não deixa claro quais obras e quais artistas participaram da semana.
Em Tarsila do Amaral - percurso afetivo, temos um nome que por sí só tem um peso inexplicável na nossa história da arte, e que tem atraído uma quantidade considerável de visitantes. Ela fica em dois espaços do terceiro andar destinado geralmente a exposições menores. Num primeiro momento, como já foi mencionado, podemos ver as principais obras do período “Pau-brasil”, onde fomos prestigiados com “O morro da favela”, a surreal “Urutu” e algumas andanças pelo cubismo, além da principal obra da mostra “Antropofagia”. Alguns objetos e fotos fazem uma rápida contextualização da artista em seu período. Já no segundo setor, as obras são bem modestas e pouco representativas. Você vai encontrar alí um retrato pouco expressivo de sua sobrinha, e alguns retratos de pessoas próximas, como seu marido Oswald.
Morro da favela
A artista sem sombra de dúvidas merecia uma individual no Rio de Janeiro, mas talvez tenham faltado algumas obras. Se a meu ver, esta exposição está muito boa e atraí o visitante só pelo título por outro a instituição está um caos, por conta de outros eventos. Já foi mencionado aqui no museologando que o CCBB recebeu algumas das exposições mais visitadas no mundo, e isso é um ponto muito bom pois mostra que o público brasileiro não é assim tão alheio à arte como o senso comum costuma apresentar. Mas também não podemos de deixar de considerar que estamos falando de uma instituição cultural que não tem o espaço que talvez gostaria de ter, e por isso encontramos discrepâncias terríveis acontecendo no hall de entrada. Também já mencionei uma vez sobre a exposição da Mariko Mori, e a frustração de se esperar horas para se ter uma experiência artística numa de suas obras que ficava exposta no hall, mas o número de pessoas que a obra atraiu é o que realmente interessa a instituição e dessa vez o centro além. A nova estrutura que novamente atrapalha um excelente espaço de convício não tem nenhum vínculo com as exposições do CCBB. Esta megaestrutura que é na verdade um palco para a apresentação de uma peça de Nelson Rodrigues ocupa todo o espaço do hall, ultrapassa seus imites para uma rampa que chega até a frente da livraria, e sua altura chega próxima ao segundo andar da exposição. Ao que resta a pergunta: pra quê? É sempre maravilhoso assistir a uma peça no Nelson Rodrigues, mas a linguagem teatral é bastante ampla para se criar uma peça que não atrapalhe o tráfego de visitantes. Um detalhe, no momento da apresentação da peça, o visitante que estiver na entrada da Av. 1° de março não pode passar pelo hall, tendo que sair da instituição, e ir para a outra entrada se quiser beber água, ir ao banheiro, ou simplesmente pegar suas coisas guardadas no guarda volume.
Superado este stress inicial, sugiro que se você estiver interessado em conhecer as exposições, vá primeiro na Caixa Cultural, pois por mais que tenham algumas falhas comunicacionais, ela tem um bom apanhado de artistas importantes, nem sempre bem representados, mas importantes. Lá você verá Vicente do Rêgo Monteiro, Di Cavalcanti, Portinari, Lucílio de Albuquerque e Georgina de Albuquerque, Tarsila do Amaral (apesar de serem apenas três desenhos), dentre outros. Estando alí visite também as duas outras exposições de arte contemporânea que estão acontecendo na instituição, e essas sim estão maravilhosas!!!! Ainda este mês escrevo sobre elas. Depois de ter feito este apanhado, vá visitar a exposição da Tarsila, mas cuidado com o horário pois tudo indica altos índices de visitantes percorrendo o labirinto do palco encontrado no hall e amontoados para ver Tarsila. Também acontece no centro cultural, uma exposição dos Irmãos Campana e na sala Contemporânea, que tem como objetivo trazer sempre algum artista contemporâneo brasileiro, tem uma obra bastante instigante do José Rufino – Divortium Aquarum.
Tarsila do Amaral - Percurso afetivo
Modernismo: 90 anos da semana de 22
O CCBB fica na Rua Primeiro de Março, 66 - Centro Rio de Janeiro
A Caixa Cultural fica Avenida Almirante Barroso, 25 - Centro Rio de Janeiro
História do rock invade a Oca, em São Paulo
Uma seleção de mais de 70 fotos do americano Bob Gruen, um dos principais fotógrafos da cultura pop, está na exposição 'Let's rock', na Oca, em São Paulo DivulgaçãoSÃO PAULO - Uma boa dose de caos é necessária para abrigar num museu seis décadas de rock’n’roll. Fotografias, documentários, shows, palestras, interatividade e uma seleção de objetos que ajudam a contar a história do gênero musical estão reunidos em "Let’s rock: a exposição", aberta nesta quarta-feira ao público em São Paulo, na Oca do Parque do Ibirapuera.
— Não tivemos a pretensão de contar a história do rock. Para isto precisaríamos de umas dez Ocas e muitos anos de curadoria. Quis me aproximar da experiência um pouco caótica de uma loja de discos, onde o público pode descobrir algo novo ou simplesmente encontrar aquilo que já conhecia ou queria — explica José Antônio Algodoal, curador da exposição que ficará em cartaz até 27 de maio.
Algodoal se surpreendeu com a disponibilidade de colecionadores, como os brasileiros Marcel Castro e Marcos Malagoli, e de músicos para ceder material para a exposição. O curador destaca alguns itens que devem chamar a atenção de fãs:
— Uma calça de pijama de Elvis Presley e dois de seus livros de cabeceira, figurinos do Faith No More, emprestados pela própria banda, a máquina de pinball do The Who (da música "Pinball wizard", da ópera-rock "Tommy") e uma gravação pirata dos Arctic Monkeys. Entre os instrumentos, temos a primeira bateria de Iggor Cavalera, o baixo em formato de violino de Paul McCartney e aquele que reproduz um machado de Gene Simmons, do Kiss.
Uma grande exposição de mais de 200 fotografias ocupa o subsolo do prédio projetado por Oscar Niemeyer. São registros dos brasileiros Otávio Souza e Marcelo Rossi, além de — o ponto alto desta parte da mostra — uma seleção de 75 fotos do americano Bob Gruen, considerado o maior fotógrafo do rock. Cheio de boas histórias para contar, ele participa, hoje e sexta-feira, às 15h, de um encontro com o público.
— Escolhi minhas fotos favoritas, como as da visita à Estátua da Liberdade com John Lennon e as da turnê de ônibus pelos Estados Unidos com o Clash que acompanhei — conta Gruen, que mesmo depois de 40 anos de carreira preserva o entusiasmo de principiante. — Um fotógrafo de rock deve trabalhar duro e ter muita paciência. Ajuda ser fã da música. Mas a amizade com os músicos faz toda a diferença, pois tenho a oportunidade de passar mais tempo com eles.
http://oglobo.globo.com/cultura/historia-do-rock-invade-oca-em-sao-paulo-4486159
04/04/2012
Exposição mostra anatomia de animais dissecados
Coleção inclui cerca de 100 animais, como um elefante de 56 anos.
Um conjunto de cerca de 100 animais dissecados, entre eles um elefante de 56 anos, será exposto no Museu de História Natural, em Londres. A coleção é uma criação do polêmico anatomista alemão Gunther von Hagens, que já exibiu corpos humanos na exposição "Mundo do Corpo".
Von Hagens usa uma técnica chamada "plastinação". Ele substitui água e gordura presentes no corpo por um tipo específico de plástico. Depois, a pele é corroída com enzimas, para revelar partes subjacentes do corpo. Assim, Von Hagens consegue manter as características anatômicas e evitar o apodrecimento do cadáver.
Além do elefante, são destaques da exposição uma girafa equilibrada em apenas uma pata, o sistema circulatório de um tubarão, uma lula gigante e um sistema nervoso de um felino. A maior parte dos animais vivia em cativeiro e foi doada para o anatomista depois de ter uma morte natural.
Segundo os organizadores da mostra, o objetivo não é chocar, mas mostrar partes escondidas da anatomia dos animais. A exposição, chamada "Animal Virado do Avesso" ("Animal Inside Out", em inglês) vai de 6 de abril a 16 de setembro.
Um elefante asiático fêmea, que morreu aos 56 anos, é um dos destaques da exposição. Neste exemplar, de 3,5 metros, o anatomista Van Hagens buscou deixar aparente a relação entre ossos, músculos e órgãos (Foto: Reuters / Stefan Wermuth)
O sistema circulatório de um tubarão faz parte da exposição. Para mostrar os capilares sanquíneos, Van Hagens introduziu um líquido vermelho na rede de artérias. Depois, removeu a pele do animal. (Foto: Reuters / Stefan Wermuth)
Funcionária da exposição observa um gorila dissecado. (Foto: Reuters / Stefan Wermuth)
Dupla de renas é exposta na "Animal Virado do Avesso", em Londres. (Foto: Reuters / Stefan Wermuth)http://g1.globo.com/natureza/noticia/2012/04/exposicao-mostra-anatomia-de-animais-dissecados-em-londres.html
03/04/2012
Monalisa ciclista

Monalisa aprontando mais uma, agora de bicicleta.
Fonte: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=350483594997704&set=a.249775228401875.58533.156624514383614&type=1&theater
No museu...

Funcionário limpa escultura de exposição sobre cultura sexual na China
E você reclamando do seu emprego…
http://kibeloco.com.br/2007/04/24/so-a-cabecinha/
02/04/2012
Só a arte salva - Alain de Botton
Trecho de entrevista do filósofo Alain de Botton para Revista "Plastic Dreams", n. 7, da Melissa.
Hoje em dia ouvimos com frequência que “museus de arte são as nossas novas igrejas”. Em outras palavras, num mundo cada vez mais secular, a arte substituiu a religião como uma base para a nossa reverência e devoção. É uma idéia intrigante, parte de uma ambição mais abrangente de que a cultura deve substituir a escritura sagrada, mas na prática a maioria dos museus de arte abdicam muito de potencial de funcionar como uma nova igreja (lugares do consolo, significado, santuário, redenção), devido à maneira com que eles lidam com suas coleções de arte. Ao mesmo tempo que eles nos expõem a objetos de genuína importância, os museus parecem não conseguir encaixá-los e apresentá-los de uma maneira que os conecte significativamente com as nossas necessidades internas.
O problema é que os museus contemporâneos não conseguem explicar diretamente para as pessoas o quanto a arte é importante. Isso acontece em decorrência da estética modernista(pela qual os curadores são treinados), profundamente suspeita de qualquer nuance de um abordagem instrumental à cultura. Ter uma resposta sobre a importância da arte que qualquer um possa obter é rapidamente vista como “redutiva”. Nós engolimos com muita facilidade a ideia modernista de que a arte que tem como meta mudar, ajudar ou consolar seu espectador deve por definição ser “arte ruim” (a arte soviética é sempre jogada aqui como um exemplo), e apenas a arte que quer nada muito claro da gente, pode realmente ser boa. Assim, surge a pergunta com a qual frequentemente saímos dos museus contemporâneos: o que que aquilo significou? Por que que essa veneração à ambiguidade deveria continuar? Por que que a confusão deve ser uma emoção estética central? O vazio de intenção da parte de um trabalho de arte é realmente um sinal de sua importância?
O cristianismo, ao contrário, nunca nos deixa com qualquer tipo de dúvida sobre o significado da arte: um canal de ensino de como viver, do que amar e do que sentir medo. Tal arte é extremamente simples no nível de seu propósito, indiferente do quanto é complexa e sutil no nível de sua execução. A arte cristã pode ser resumida a uma série de genialidades que expressam coisas incrivelmente básicas, mas extremamente vitais: “Olhe para aquela imagem de Maria se você quer se lembrar sobre ternura”. “Olhe para aquela pintura da cruz se você quer uma lição sobre coragem”’. “Veja a Última Ceia para se treinar a não ser covarde e mentiroso”. O ponto crucial é que a simplicidade da mensagem implica absolutamente nada sobre a qualidade do trabalho em si, como uma “peça de arte”.
Isso nos dá uma sugestão: e se os museus de arte contemporânea mantivessem em mente os exemplos da função didática da arte cristã para que possam de vez em quando reestruturar a maneira que apresentam suas coleções? Vocês acham que estragariam uma pintura de Rothko se ela fosse apresentada para o público com a própria função que o artista desejava que ela tivesse: proporcionar um momento de participação num eco do sofrimento da nossa própria espécie?
Tente imaginar o que aconteceria se os museus modernos seculares levassem o exemplo das igrejas com mais seriedade. E se eles também decidissem que a arte tem um propósito específico nos ajudar a ficar um pouco mais lúcidos, ou um pouco melhores, ou de vez em quando um pouco mais sábios e gentis e tentar usar a arte em sua posse para nos ajudar com tudo isso. Talvez arte não deveria ser “ARTE PELA ARTE”, um dos mais mal-interpretados e estéreis de todos os slogans estéticos: por que a arte não pode ser como foi nas eras religiosas mais explicitamente para alguma coisa?
O grande desafio é de reescrever as agendas de nossos museus de arte para que suas coleções possam começar a servir as necessidades da psicologia tão efetivamente quanto, por séculos, eles serviram àquelas da teologia. Os curadores precisam tentar colocar de lado seus pavores do instrumentalismo e de vez em quando eleger trabalhados (sic) de arte com a ambição de que eles nos ajudem a sobreviver. Só então poderiam dizer que cumpriram de maneira adequada a excelente mas ainda esquiva ambição dos museus de em parte se tornarem substitutos das igrejas dentro de uma sociedade cada vez mais secular.
Revista (e matéria) na íntegra em: http://www.melissa.com.br/uploads/revistas/Meli_Revi_ED07_AF_baixa.pdf
Público de 18 museus brasileiros ultrapassa 7,5 milhões
Museu Nacional de Belas Artes, no Centro do RioDivulgaçãoRIO - Uma semana depois da divulgação, pela "Art Newspaper", de que o Brasil teve em 2011 a exposição mais visitada do mundo (a de Escher, no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio), o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) cedeu ao GLOBO a lista que enviou ao jornal inglês, responsável por produzir, anualmente, um extenso ranking mundial de exposições e museus que são sucesso de público.O Ibram solicitou dados a 58 instituições, mas só recebeu informações de 18 delas. Ao todo, os museus e centros culturais somam público que ultrapassa 7,5 milhões de pessoas.
Sucessos fora do eixo
O CCBB é o caso mais notório de sucesso, e não só pelo primeiro lugar no ranking do jornal inglês. Suas três sedes — em Brasília, Rio e São Paulo — registraram juntas 4,5 milhões de visitantes no ano passado. Diferentemente do que se poderia supor, o eixo Rio-São Paulo, principal eixo cultural do país, não domina as melhores posições da lista do Ibram. A segunda posição na lista, por exemplo, é ocupada por Inhotim, em Brumadinho (MG). A coleção de arte contemporânea de Bernardo Paz atraiu 768 mil visitantes em 2011. O terceiro colocado tem sede em Brasília: o Museu Nacional do Conjunto Cultural da República (590.944 visitantes).
— Mais do que o boom da arte brasileira fora do país, vemos um fenômeno nacional: a população vem valorizando acervos nacionais. Os museus que têm boas programações estão cheios — avalia José do Nascimento Júnior, presidente do Ibram. — Sentimos que a população passou a incorporar na cesta básica o consumo de cultura, seja cinema, teatro ou museus.
Ainda assim, há instituições que amargam números modestos de público. Entre os piores colocados está o Museu Nacional de Belas Artes, no Rio, que recebeu pouco mais de 80 mil visitantes em 2011. A diretora do museu, Monica Xexéo, alega que o MNBA não registrava todos os seus visitantes (ficavam de fora, por exemplo, visitas agendadas ou guiadas).
Outro fator que teria comprometido o número de visitação, segundo Monica, foram as reformas no prédio. A boa notícia é que desde a inauguração da exposição de Modigliani, o Museu Nacional de Belas Artes vem aumentando seu público — de fevereiro até a semana passada, foram mais de 20 mil visitantes.
http://oglobo.globo.com/cultura/publico-de-18-museus-brasileiros-ultrapassa-75-milhoes-4465548

