Hoje,
dia 8 de maio de 2014, os servidores do Museu da Inconfidência, em Ouro
Preto, redigiram sua CARTA-MANIFESTO relativa à greve na área da
cultura. Confira o documento na imagem abaixo:
13/05/2014
Museus de SP terão entrada gratuita aos sábados
No dia 18 de maio (domingo), também não haverá cobrança de entradas em virtude do Dia Internacional dos Museus. O aplicativo “Museu meu e seu” disponibiliza toda a programação que haverá nos museus do Estado ao longo do mês. Clique aqui para baixar.
Na região de Pinheiros e Vila Madalena fazem parte desta programação: Museu da Casa Brasileira, Paço das Artes e Museu de Imagem e Som.
http://vilamundo.org.br/2014/05/museus-de-sp-terao-entrada-gratuita-aos-sabados/
Museu Julio de Castilhos promove Semana da Pluralidade do Amor
Para comemorar o Dia Internacional Contra a Homofobia, 17 de maio, o
Museu Julio de Castilhos, em parceria com a Faculdade de Comunicação
Social (Famecos) da PUCRS, promove a
Semana da Pluralidade do Amor. A atividade contará com a exposição Somos
Sensíveis, que poderá ser conferida entre os dias 13 e 17 de maio, e
mostra de curtas-metragens seguida de bate-papo sobre a sexualidade no
meio cinematográfico, na quarta-feira, dia 14, às 16h.
O ensaio fotográfico Somos Sensíveis, de Douglas Roehrs, retrata a homossexualidade no meio militar. Dividido em duas partes, o trabalho aborda o isolamento na profissão e a libertação no ambiente familiar.
A mostra de filmes contará com quatro curtas: Depois da Pele, de Marcio Reolon; Sem Final Feliz, de Mariane De Luca Teixeira; Musa, de Walterney Soares Ferreira; e Os Tempos do Amor, de Douglas Roehrs. Após a exibição dos curtas, o bate-papo contará com a presença do professor de Cinema da PUCRS Glênio Póvoas e do curador do festival Close e sócio da Avante Filmes Marcio Reolon. A inscrição prévia é gratuita e apenas necessária para quem deseja certificado de participação.
Exposição Somos Sensíveis
Quando: 13 a 17 de maio, das 10h às 17h
Onde: Museu Julio de Castilhos (Rua Duque de Caxias, 1205)
O ensaio fotográfico Somos Sensíveis, de Douglas Roehrs, retrata a homossexualidade no meio militar. Dividido em duas partes, o trabalho aborda o isolamento na profissão e a libertação no ambiente familiar.
A mostra de filmes contará com quatro curtas: Depois da Pele, de Marcio Reolon; Sem Final Feliz, de Mariane De Luca Teixeira; Musa, de Walterney Soares Ferreira; e Os Tempos do Amor, de Douglas Roehrs. Após a exibição dos curtas, o bate-papo contará com a presença do professor de Cinema da PUCRS Glênio Póvoas e do curador do festival Close e sócio da Avante Filmes Marcio Reolon. A inscrição prévia é gratuita e apenas necessária para quem deseja certificado de participação.
Exposição Somos Sensíveis
Quando: 13 a 17 de maio, das 10h às 17h
Onde: Museu Julio de Castilhos (Rua Duque de Caxias, 1205)
Entrada gratuita Mostra de curtas-metragens e bate-papo
Quando: 14 de maio, quarta-feira, às 16h
Onde: Auditório do Museu Julio de Castilhos (rua Duque de Caxias nº 1205)
Entrada Gratuita
CONTATO DO MUSEU: museu_juliodecastilhos@sedac.rs.gov.br
Quando: 14 de maio, quarta-feira, às 16h
Onde: Auditório do Museu Julio de Castilhos (rua Duque de Caxias nº 1205)
Entrada Gratuita
CONTATO DO MUSEU: museu_juliodecastilhos@sedac.rs.gov.br
Casarão tombado na avenida Paulista vai virar Museu da Diversidade Sexual
- Fachada do Casarão Franco de Mello, na avenida Paulista, que será transformado em Museu da Diversidade Sexual
A notícia foi anunciada pelo governador Geraldo Alckmin, em entrevista coletiva durante a Parada LGBT, neste domingo (4).
Conhecido como Casarão Franco de Mello, o imóvel é tombado pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico) e estava sem a manutenção necessária nos últimos anos, servindo como espaço para eventos esporádicos, de feiras de adoção de animais a pré-estreia de filme de terror.
Vizinho do parque Mário Covas, o imóvel possui 600 metros quadrados de área construída e terreno com total de 2,7 mil metros quadrados. Assim como a Casa das Rosas, o casarão construído em 1905 e ampliado em 1921 é um dos últimos remanescentes da primeira ocupação da avenida Paulista, no início do século 20.
"A decisão valoriza o Museu da Diversidade, que ganhará mais espaço físico para o desenvolvimento de suas atividades em um endereço que é significativo para o tema, já que a Avenida Paulista sempre foi parte do percurso da Parada LGBT", afirma o secretário de Estado da Cultura, Marcelo Mattos Araujo.
A ação de desapropriação indireta ainda não foi concluída e o governo aguarda decisão judicial de imissão na posse para dar início ao restauro e, posteriormente, à implantação do museu.
Segundo o governo, em função da natureza e da localização do imóvel, o museu também terá uma seção dedicada à preservação da memória da casa e do histórico de ocupação da avenida Paulista, de moradia da elite cafeeira a espaço de manifestações populares.
Criado em 2012, o Museu da Diversidade Sexual recebeu cerca de 35 mil visitantes em 2013, em espaço expositivo na estação República do metrô, que será mantido. A casa histórica servirá como sede principal, para ampliar as ações culturais e e de preservação, estudo e difusão da memória da população LGBT.
http://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2014/05/04/casarao-tombado-na-avenida-paulista-vai-virar-museu-da-diversidade-sexual.htm
Dono do maior membro masculino do mundo vai doar sua genitália a museu
Jonah Falcon, de 45 anos, que vive em Nova York, disse que doará membro para museu após sua morte.
O americano Jonah Falcon, de 45 anos, é considerado o
dono do maior membro masculino do mundo, mas agora ele vai imortalizar
seu órgão genital.
O homem de Nova York
resolveu doar seu membro, de 23 centímetros em estado relaxado e 34 em
estado rígido, após sua morte, o dando ao Museu do Falo, situado na
Islândia.
Falcon disse ter ficado lisonjeado
com o convite feito pelo curador do museu, que existe desde 1997. Jonah,
que sonha se tornar ator profissional, ficou famoso ao ser parado em um
aeroporto dos Estados Unidos depois que os agentes de segurança
suspeitaram que ele estivesse levando uma arma na calça, o que na
verdade era seu atributo.
Fonte: Huffington Post
02/05/2014
Museu de Pelúcias
Para os amantes de pelúcias, esse lugar é como um paraíso. Esse museu fica em Seogwipo, na Ilha Jeju, na Coréia do Sul e é uma fofura só.
Nele, você pode conhecer a história dos ursos de pelúcia, conferir alguns feitos por designers famosos e ainda ver representações de quadros com eles, como uma Mona Lisa de pelúcia. Rs.
Lá também está o menor urso de pelúcia do mundo, de 4,5mm.
E ainda tem um restaurante, bar, um parque e um jardim com esculturas de urso.
Esse deve ser o museu mais fofo do mundo. Com certeza quero visitar um dia.
Beijo,
Li
Museu no SoHo reúne uma das maiores coleções de arte LGBT do mundo
Charles Leslie hoje (esq.) e em 1969 (dir.) – Foto: Reprodução
Leslie começou a colecionar arte homoerótica durante a Guerra da Coreia e continuou juntando peças ao se mudar para a França, onde estudou na Sorbonne. A paixão por esse estilo de arte foi o que juntou o casal.
A história dos dois e de seu museu é realmente encantadora. Se quiser saber mais, clique aqui para ler na íntegra.
Na galeria abaixo você verá algumas das peças de arte que compõe o museu Leslie + Lohman:
Fotos: Reprodução/BuzzFeed
http://www.universoaa.com.br/galeria/museu-no-soho-reune-uma-das-maiores-colecoes-de-arte-lgbt-do-mundo1/
29/04/2014
Paralisação nacional da cultura deixa Museu Imperial de portas fechad

Turistas não puderam visitar o ponto turístico em Petrópolis, interior do Rio.
Funcionários querem concurso e melhores condições de salário e trabalho
Beijinho No Ombro - Hit da Greve da Cultura 2014
Beijinho no ombro
Chega de papo, de conversa e de delongas
Agora é greve para conquistar nossa vitória
Se eles vêm com tiro, porrada e bomba
Os servidores vão pra cima não tem mais história
Acredito em Deus fazemos dele nosso escudo
Miriam Belchior (ou Dilma Roussef, ou Sérgio Mendonça), nem finja que não escuta
Do gabinete sai e vem nos receber
Ou senta e negocia ou vamos te enlouquecer
MinC e vinculadas já tão prontos pro combate
Keep Calm, deixa de pelegagem
O meu sensor de enrolação já explodiu
Pega sua proposta e vai pra... (Rala, governo pelego)
Beijinho no ombro pra governo que se esconde
Beijinho no ombro só para os pelegos de plantão
Beijinho no ombro só quem fecha com o bonde
Beijinho no ombro só com negociação
http://soundcloud.com/ ju-santana-1/ beijinho-no-ombro-hit-da-greve- da-cultura-2014?utm_source=sou ndcloud&utm_campaign=mshare&ut m_medium=email&utm_content=htt p%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Fju- santana-1%2Fbeijinho-no-ombro- hit-da-greve-da-cultura-2014
Chega de papo, de conversa e de delongas
Agora é greve para conquistar nossa vitória
Se eles vêm com tiro, porrada e bomba
Os servidores vão pra cima não tem mais história
Acredito em Deus fazemos dele nosso escudo
Miriam Belchior (ou Dilma Roussef, ou Sérgio Mendonça), nem finja que não escuta
Do gabinete sai e vem nos receber
Ou senta e negocia ou vamos te enlouquecer
MinC e vinculadas já tão prontos pro combate
Keep Calm, deixa de pelegagem
O meu sensor de enrolação já explodiu
Pega sua proposta e vai pra... (Rala, governo pelego)
Beijinho no ombro pra governo que se esconde
Beijinho no ombro só para os pelegos de plantão
Beijinho no ombro só quem fecha com o bonde
Beijinho no ombro só com negociação
http://soundcloud.com/
Greve no Ministério da Cultura ameaça funcionamento de museus durante a Copa do Mundo
- Servidores param suas atividades nesta terça-feira por 24 horas e prometem paralisação por tempo indeterminado para o dia 12 de maio
- Para MinC, competição, que começa em 12 de junho, seria oportunidade de aumentar frequência de turistas nos museus federais
RIO — Nesta terça-feira, quando visitantes de todo o Brasil não
conseguirem acesso a instituições como o Museu Imperial, o Museu
Nacional de Belas Artes, o Museu da Inconfidência ou a Biblioteca
Nacional, uma velha frase dita em forma de anedota fará todo o sentido:
“Imagina na Copa!”.
Da imaginação para a realidade, os servidores do Ministério da Cultura (MinC) fazem uma paralisação de 24 horas nesta terça como uma preparação para uma greve por tempo indeterminado a partir de 12 de maio, exatamente um mês antes do início da Copa do Mundo. Suas reivindicações são as mesmas de uma década atrás, quando uma greve interrompeu todas as atividades do ministério durante cem dias: reajustes salariais, a implantação de um plano de cargos e incorporação de gratificações. De 2004 em diante, houve novas greves em 2007 e 2011, sempre com as mesmas pautas e sempre levando a promessas do governo, nem sempre cumpridas — por exemplo, o Plano Especial de Cargos da Cultura e Gratificação Específica de Atividade Cultural, que seria instituído pelo projeto de Lei 11.233, de 2004, nunca saiu do papel.
— A gente entende como uma política sistemática de esvaziamento do ministério. Fica claro que a cultura não é prioridade para o governo, há um histórico de descumprimento de acordos — explica Lia Jordão, vice-presidente da Associação de Servidores da Biblioteca Nacional. — Por isso acreditamos que haverá uma adesão geral dos servidores à greve.
Procurado, o MinC não comentou o impacto da greve sobre a Copa do Mundo e nem o que poderá ser feito para evitá-la: a pasta apenas respondeu, por e-mail, que já tem agendada reunião com os servidores nesta quarta-feira, dia 30, e que mantém conversas com o Ministério do Planejamento, órgão do governo responsável por autorizar reajustes salariais.
Mas, caso se confirme, a greve pode deixar fechadas instituições como o Museu da República, o Museu Imperial, o Museu Nacional de Belas Artes, a Chácara do Céu e o Museu Histórico Nacional (RJ); o Museu Lasar Segall (SP); o Museu da Inconfidência, o Museu do Diamante e o Museu do Ouro (MG); o Museu da Abolição (PE); o Museu Solar Monjardim (ES); e o Museu Victor Meirelles (SC). Pode, ainda, interromper outras atividades do ministério.
— Nós fizemos uma assembleia na sexta-feira em Minas Gerais, com os servidores dos Instituto Brasileiro dos Museus (Ibram), Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan) e Funarte, e a maioria decidiu seguir a agenda nacional da greve — conta Matheus Guerra Cotta, arquiteto do Iphan em Minas. — Todos vão se ausentar de seus locais de trabalho, e estamos preparando material para o dia 12.
Graças à Copa do Mundo no Brasil, a expectativa do Ministério do Turismo para este ano é que 7,2 milhões de estrangeiros visitem o país, 1,2 milhão a mais do que no ano passado. Seria, portanto, uma oportunidade de aumentar a ocupação dos museus e dos equipamentos culturais brasileiros, uma perspectiva que vem sendo trabalhada pelo próprio MinC.
Há exatamente uma semana, a ministra da Cultura, Marta Suplicy, e o presidente do Ibram, Angelo Oswaldo, participaram de uma audiência pública na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado para prestar contas das ações do ministério no ano passado. Na ocasião, Oswaldo disse que o governo vem investindo nos museus por causa da Copa. “No ano passado, a Embratur patrocinou uma pesquisa durante a Copa das Confederações analisando o fluxo de turistas. E 50% optaram pelos museus como local de emprego do tempo”, disse o presidente do Ibram.
Só que, com a possibilidade de uma greve, os 30 museus administrados pelo Ibram ao redor do Brasil ficariam fechados durante a Copa. Um problema parecido ocorreu em 2007, quando o Rio de Janeiro recebeu os Jogos Pan-Americanos: uma greve de 73 dias organizada pelos servidores do MinC impediu que os turistas que vieram à cidade durante a competição pudessem conhecer os museus federais.
— Desde a greve de 2004, o governo faz promessas que não cumpre. Então, como este é um ano de Copa no Brasil e de eleições, vamos voltar a fazer pressão, para que eles ao menos façam o que se prometeu no passado — diz André Sesquim, assessor de Comunicação do Museu Solar Monjardim, em Vitória, Espírito Santo. — E não será uma greve imposta. Cada unidade do país está fazendo sua assembleia e definindo como vai ser a adesão.
O cronograma dos servidores do MinC prevê duas etapas antes do início da greve por tempo indeterminado, em 12 de maio. A paralisação de hoje, de 24 horas, será acompanhada por piquetes e assembleias, com o objetivo de mobilizar a população em prol da causa. Depois, nos dias 7 e 8 de maio, haverá uma nova paralisação, desta vez de 48 horas.
— Será um processo em etapas. No Museu da República, por exemplo, vamos deixar o jardim aberto nesta terça-feira, mas vamos distribuir panfletos para que as pessoas entendam o que está acontecendo. Já nos dias 7 e 8, nem o jardim será aberto — explica André Andion Angulo, presidente da Associação dos Servidores do Ibram e titular do Departamento de Educação e Cultura da Confederação Nacional dos Servidores Federais.
A mobilização para a greve (O MinC tem atualmente 3.884 servidores em exercício) começou no início deste mês e teve como marco um ato de servidores do Museu Imperial, em Petrópolis, entidade histórica aberta ao público desde 1943. A instituição recebe 400 mil visitantes por ano, mas, de acordo com uma carta assinada por seus servidores, seu quadro está reduzido “a 39 servidores, sendo apenas 16 da área técnica para cuidar do acervo de cerca de 200 mil documentos textuais, 7.800 objetos museológicos, além de 11 imóveis”.
— A situação do Museu Imperial hoje é que ele está na mão de empresas terceirizadas e temporárias. São muito poucos servidores — diz Márcio Miquelino, bibliotecário do museu. — Por isso, fizemos uma assembleia e vamos aderir à greve.
Atualização: Na noite desta terça-feira, a asssessoria de comunicação do Ministério da Cultura informou que o Rio teve a maior adesão de servidores à paralisação, ressaltando que dirigentes, terceirizados e profissionais pertencentes a cargos de confiança não fazem parte deste grupo. Acrescentou ainda que o diálogo está aberto e que a pasta está ouvindo as reivindicações e estudando "as possibilidades e encaminhamentos". Servidores foram recebidos nesta terça pela presidente do Iphan, Jurema Machado, e pelo presidente do Ibram, Ângelo Oswaldo. Nesta quarta, a secretária-executiva do ministério, Ana Wanzeler, fará o mesmo.
Da imaginação para a realidade, os servidores do Ministério da Cultura (MinC) fazem uma paralisação de 24 horas nesta terça como uma preparação para uma greve por tempo indeterminado a partir de 12 de maio, exatamente um mês antes do início da Copa do Mundo. Suas reivindicações são as mesmas de uma década atrás, quando uma greve interrompeu todas as atividades do ministério durante cem dias: reajustes salariais, a implantação de um plano de cargos e incorporação de gratificações. De 2004 em diante, houve novas greves em 2007 e 2011, sempre com as mesmas pautas e sempre levando a promessas do governo, nem sempre cumpridas — por exemplo, o Plano Especial de Cargos da Cultura e Gratificação Específica de Atividade Cultural, que seria instituído pelo projeto de Lei 11.233, de 2004, nunca saiu do papel.
— A gente entende como uma política sistemática de esvaziamento do ministério. Fica claro que a cultura não é prioridade para o governo, há um histórico de descumprimento de acordos — explica Lia Jordão, vice-presidente da Associação de Servidores da Biblioteca Nacional. — Por isso acreditamos que haverá uma adesão geral dos servidores à greve.
Procurado, o MinC não comentou o impacto da greve sobre a Copa do Mundo e nem o que poderá ser feito para evitá-la: a pasta apenas respondeu, por e-mail, que já tem agendada reunião com os servidores nesta quarta-feira, dia 30, e que mantém conversas com o Ministério do Planejamento, órgão do governo responsável por autorizar reajustes salariais.
Mas, caso se confirme, a greve pode deixar fechadas instituições como o Museu da República, o Museu Imperial, o Museu Nacional de Belas Artes, a Chácara do Céu e o Museu Histórico Nacional (RJ); o Museu Lasar Segall (SP); o Museu da Inconfidência, o Museu do Diamante e o Museu do Ouro (MG); o Museu da Abolição (PE); o Museu Solar Monjardim (ES); e o Museu Victor Meirelles (SC). Pode, ainda, interromper outras atividades do ministério.
— Nós fizemos uma assembleia na sexta-feira em Minas Gerais, com os servidores dos Instituto Brasileiro dos Museus (Ibram), Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan) e Funarte, e a maioria decidiu seguir a agenda nacional da greve — conta Matheus Guerra Cotta, arquiteto do Iphan em Minas. — Todos vão se ausentar de seus locais de trabalho, e estamos preparando material para o dia 12.
Graças à Copa do Mundo no Brasil, a expectativa do Ministério do Turismo para este ano é que 7,2 milhões de estrangeiros visitem o país, 1,2 milhão a mais do que no ano passado. Seria, portanto, uma oportunidade de aumentar a ocupação dos museus e dos equipamentos culturais brasileiros, uma perspectiva que vem sendo trabalhada pelo próprio MinC.
Há exatamente uma semana, a ministra da Cultura, Marta Suplicy, e o presidente do Ibram, Angelo Oswaldo, participaram de uma audiência pública na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado para prestar contas das ações do ministério no ano passado. Na ocasião, Oswaldo disse que o governo vem investindo nos museus por causa da Copa. “No ano passado, a Embratur patrocinou uma pesquisa durante a Copa das Confederações analisando o fluxo de turistas. E 50% optaram pelos museus como local de emprego do tempo”, disse o presidente do Ibram.
Só que, com a possibilidade de uma greve, os 30 museus administrados pelo Ibram ao redor do Brasil ficariam fechados durante a Copa. Um problema parecido ocorreu em 2007, quando o Rio de Janeiro recebeu os Jogos Pan-Americanos: uma greve de 73 dias organizada pelos servidores do MinC impediu que os turistas que vieram à cidade durante a competição pudessem conhecer os museus federais.
— Desde a greve de 2004, o governo faz promessas que não cumpre. Então, como este é um ano de Copa no Brasil e de eleições, vamos voltar a fazer pressão, para que eles ao menos façam o que se prometeu no passado — diz André Sesquim, assessor de Comunicação do Museu Solar Monjardim, em Vitória, Espírito Santo. — E não será uma greve imposta. Cada unidade do país está fazendo sua assembleia e definindo como vai ser a adesão.
O cronograma dos servidores do MinC prevê duas etapas antes do início da greve por tempo indeterminado, em 12 de maio. A paralisação de hoje, de 24 horas, será acompanhada por piquetes e assembleias, com o objetivo de mobilizar a população em prol da causa. Depois, nos dias 7 e 8 de maio, haverá uma nova paralisação, desta vez de 48 horas.
— Será um processo em etapas. No Museu da República, por exemplo, vamos deixar o jardim aberto nesta terça-feira, mas vamos distribuir panfletos para que as pessoas entendam o que está acontecendo. Já nos dias 7 e 8, nem o jardim será aberto — explica André Andion Angulo, presidente da Associação dos Servidores do Ibram e titular do Departamento de Educação e Cultura da Confederação Nacional dos Servidores Federais.
A mobilização para a greve (O MinC tem atualmente 3.884 servidores em exercício) começou no início deste mês e teve como marco um ato de servidores do Museu Imperial, em Petrópolis, entidade histórica aberta ao público desde 1943. A instituição recebe 400 mil visitantes por ano, mas, de acordo com uma carta assinada por seus servidores, seu quadro está reduzido “a 39 servidores, sendo apenas 16 da área técnica para cuidar do acervo de cerca de 200 mil documentos textuais, 7.800 objetos museológicos, além de 11 imóveis”.
— A situação do Museu Imperial hoje é que ele está na mão de empresas terceirizadas e temporárias. São muito poucos servidores — diz Márcio Miquelino, bibliotecário do museu. — Por isso, fizemos uma assembleia e vamos aderir à greve.
Atualização: Na noite desta terça-feira, a asssessoria de comunicação do Ministério da Cultura informou que o Rio teve a maior adesão de servidores à paralisação, ressaltando que dirigentes, terceirizados e profissionais pertencentes a cargos de confiança não fazem parte deste grupo. Acrescentou ainda que o diálogo está aberto e que a pasta está ouvindo as reivindicações e estudando "as possibilidades e encaminhamentos". Servidores foram recebidos nesta terça pela presidente do Iphan, Jurema Machado, e pelo presidente do Ibram, Ângelo Oswaldo. Nesta quarta, a secretária-executiva do ministério, Ana Wanzeler, fará o mesmo.
MANIFESTO DOS SERVIDORES DO MUSEU NACIONAL DE BELAS ARTES
MANIFESTO DOS SERVIDORES DO MUSEU NACIONAL DE BELAS ARTES
Os servidores do Ministério da Cultura no Museu Nacional de Belas Artes, do Instituto Brasileiro de Museus, em apoio à manifestação desprendida, responsável e mobilizadora dos colegas do Museu Imperial na defesa das instituições em que trabalham, vêm expressar os problemas vividos na atual situação crítíca que afeta o setor de museus federais.
Criado em 1937, junto com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional/IPHAN, o acervo do Museu Nacional de Belas Artes remonta ao início do século XIX, ao incorporar uma coleção de pinturas europeias trazidas pela “Missão Artística Francesa”, em 1816, e aquelas vindas com a corte real portuguesa, em 1808. Desde então, as coleções vêm incorporando a produção artística do Brasil, através das obras premiadas em salões, de doações, raríssimas compras, além da guarda legal de obras apreendidas pela Receita e Polícia federais.
E é sobre esse patrimônio estético dos brasileiros que nos pronunciamos.·.
Para responder às exigências constitucionais, ao Estatuto de Museus, à Missão do Museu e ao trabalho secular de preservação, de interpretação histórico-artística, de organização e produção do conhecimento conta-se com apenas 54 servidores, dos quais 5 em licença, cessão ou afastamento. Praticamente 60% do quadro atual de servidores estará apto à aposentadoria em aproximadamente 3 anos.
Atualmente, estamos trabalhando no limite e, se não forem criadas estratégias de gestão do patrimônio cultural do povo brasileiro, em 2017 teremos mais de 70.000 itens, entre obras de arte e acervo bibliográfico, e arquivístico, e um público que, no ano passado, foi cerca de 148.000 pessoas atendidas por menos de 30 servidores.
A evasão de servidores recém-chegados também é uma evidência, devido à falta de atratividade dos salários e benefícios praticados na política de remuneração para categoria dos servidores federais, especialmente os da Cultura.
Há uma tentativa de recomposição do quadro através de pedidos de remoção de outras Unidades, em processos que duram mais de um ano, quando contemplados, e que mesmo assim não resolve a questão de falta de pessoal. É urgente a implantação de um plano de carreira, em busca do preceito constitucional da isonomia na remuneração, no âmbito do serviço público federal.
As atividades no Museu requerem força de trabalho em número e qualidade. Diante da insuficiência e falta de servidores especializados, dá-se a tentativa de substituição dos efetivos por colaboradores terceirizados, rompendo a continuidade dos processos.
Com respeito aos recursos técnicos e materiais, a falta e a necessidade de modernização de equipamentos e sistemas de informática, por exemplo, comprometem a realização e desempenho de serviços essenciais, em todas as áreas do Museu. Os serviços ao público, além dos culturais, educacionais e administrativos, também têm sido comprometidos, como a adequada manutenção ou a substituição de equipamentos de condicionamento de ar e a qualificação dos espaços expositivos, com particular atenção à acessibilidade de pessoas com necessidades especiais.
O Estado e suas missões e o Governo e suas políticas e programas estão em descompasso. Como Servidores do Estado é nosso dever zelar e lutar para que suas Políticas sejam contínuas e efetivas, assegurando a permanente discussão da sociedade sobre seu patrimônio cultural.
Contando com o encaminhamento que todas essas questões demandam e implicam à boa gestão do patrimônio cultural do Estado e povo brasileiros,
Assinam: Os Servidores lotados no Museu Nacional de Belas Artes IBRAM/Minc
Rio de Janeiro, 16 de abril de 2014.
Os servidores do Ministério da Cultura no Museu Nacional de Belas Artes, do Instituto Brasileiro de Museus, em apoio à manifestação desprendida, responsável e mobilizadora dos colegas do Museu Imperial na defesa das instituições em que trabalham, vêm expressar os problemas vividos na atual situação crítíca que afeta o setor de museus federais.
Criado em 1937, junto com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional/IPHAN, o acervo do Museu Nacional de Belas Artes remonta ao início do século XIX, ao incorporar uma coleção de pinturas europeias trazidas pela “Missão Artística Francesa”, em 1816, e aquelas vindas com a corte real portuguesa, em 1808. Desde então, as coleções vêm incorporando a produção artística do Brasil, através das obras premiadas em salões, de doações, raríssimas compras, além da guarda legal de obras apreendidas pela Receita e Polícia federais.
E é sobre esse patrimônio estético dos brasileiros que nos pronunciamos.·.
Para responder às exigências constitucionais, ao Estatuto de Museus, à Missão do Museu e ao trabalho secular de preservação, de interpretação histórico-artística, de organização e produção do conhecimento conta-se com apenas 54 servidores, dos quais 5 em licença, cessão ou afastamento. Praticamente 60% do quadro atual de servidores estará apto à aposentadoria em aproximadamente 3 anos.
Atualmente, estamos trabalhando no limite e, se não forem criadas estratégias de gestão do patrimônio cultural do povo brasileiro, em 2017 teremos mais de 70.000 itens, entre obras de arte e acervo bibliográfico, e arquivístico, e um público que, no ano passado, foi cerca de 148.000 pessoas atendidas por menos de 30 servidores.
A evasão de servidores recém-chegados também é uma evidência, devido à falta de atratividade dos salários e benefícios praticados na política de remuneração para categoria dos servidores federais, especialmente os da Cultura.
Há uma tentativa de recomposição do quadro através de pedidos de remoção de outras Unidades, em processos que duram mais de um ano, quando contemplados, e que mesmo assim não resolve a questão de falta de pessoal. É urgente a implantação de um plano de carreira, em busca do preceito constitucional da isonomia na remuneração, no âmbito do serviço público federal.
As atividades no Museu requerem força de trabalho em número e qualidade. Diante da insuficiência e falta de servidores especializados, dá-se a tentativa de substituição dos efetivos por colaboradores terceirizados, rompendo a continuidade dos processos.
Com respeito aos recursos técnicos e materiais, a falta e a necessidade de modernização de equipamentos e sistemas de informática, por exemplo, comprometem a realização e desempenho de serviços essenciais, em todas as áreas do Museu. Os serviços ao público, além dos culturais, educacionais e administrativos, também têm sido comprometidos, como a adequada manutenção ou a substituição de equipamentos de condicionamento de ar e a qualificação dos espaços expositivos, com particular atenção à acessibilidade de pessoas com necessidades especiais.
O Estado e suas missões e o Governo e suas políticas e programas estão em descompasso. Como Servidores do Estado é nosso dever zelar e lutar para que suas Políticas sejam contínuas e efetivas, assegurando a permanente discussão da sociedade sobre seu patrimônio cultural.
Contando com o encaminhamento que todas essas questões demandam e implicam à boa gestão do patrimônio cultural do Estado e povo brasileiros,
Assinam: Os Servidores lotados no Museu Nacional de Belas Artes IBRAM/Minc
Rio de Janeiro, 16 de abril de 2014.
Manifesto Museu Histórico Nacional
MANIFESTO MHN
O Museu Histórico Nacional (MHN) é um dos mais importantes museus do Brasil. Criado em 1922, na ocasião das comemorações do Centenário da Independência, sua coleção representa 68% do patrimônio museológico do Ministério da Cultura. A instituição foi berço da formação profissional em museus e das práticas preservacionistas e de regulamentação e classificação de monumentos e edifícios históricos no Brasil, uma vez que aqui foram criados, em 1932, o Curso de Museus (atual faculdade de museologia da Unirio), primeiro curso do gênero nas Américas, e, em 1934, a Inspetoria de Monumentos Nacionais (IMN), antecedente do atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
O MHN é uma instituição de excelência, abrangendo, entre as suas atividades, ações educativas, sociais e de pesquisa aplicada e acadêmica, sendo referência para diversas instituições museológicas do país e do exterior.
Apesar do protagonismo do MHN na área patrimonial, a instituição corre, seriamente, o risco de entrar em colapso nos próximos anos, caso as políticas de planejamento e gestão da cultura do Governo Federal não sejam modificadas. Atualmente, apenas 0,6% do orçamento do Governo Federal é destinado ao Ministério da Cultura, sendo o menor orçamento das pastas da União. Em 2020, cerca de mais de 80% dos técnicos do MHN estarão aposentados, o que significa que, sem a urgente renovação dos quadros por meio de concursos públicos, haverá a ausência de servidores qualificados para gerir o valioso acervo sobre a história e a memória nacional sob a guarda da instituição, acervo que por suas características patrimoniais não pode ser gerido por funcionários temporários, prática cada vez mais corrente dentro do Ministério. A situação dos aposentados também é alarmante, uma vez que não dispõem de aposentadoria integral e ainda sofrem um corte de 50 pontos da Gratificação de Desempenho por Atividades Culturais (GDAC), que, hoje, corresponde a mais de 50% do pagamento líquido recebido pelos servidores. A falta de uma política de qualificação por titulação, que desestimula a formação continuada e estimula a evasão profissional de todo o quadro do MinC, também, afeta as atividades técnicas e de pesquisa do MHN, fundamentais ao funcionamento de qualquer lugar voltado para a preservação de acervos e disseminação de informações a respeito. Como resultado, o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) é detentor da triste estatística de 60% de evasão dos servidores aprovados no último concurso público, devido à precariedade das condições de trabalho.
Desde 2004, o Governo Federal firmou inúmeros acordos com os servidores do MinC, sendo que estes foram desrespeitados, não cumpridos ou atendidos em parte.
O Museu Histórico Nacional vai parar suas atividades de qualquer forma. A questão é: ou paramos agora numa greve, visando a sua sobrevivência futura, ou esperamos a instituição fechar suas portas, padecendo por falta de funcionários, pela degradação do acervo e pela decadência das suas atividades expositivas, sociais, educativas e de pesquisa. Quem perde é a sociedade como um todo, uma vez que museus como MHN são ferramentas culturais fundamentais à educação e à formação de uma cidadania crítica. GREVE JÁ!
SERVIDORES PÚBLICOS DO MUSEU HISTÓRICO NACIONAL
O Museu Histórico Nacional (MHN) é um dos mais importantes museus do Brasil. Criado em 1922, na ocasião das comemorações do Centenário da Independência, sua coleção representa 68% do patrimônio museológico do Ministério da Cultura. A instituição foi berço da formação profissional em museus e das práticas preservacionistas e de regulamentação e classificação de monumentos e edifícios históricos no Brasil, uma vez que aqui foram criados, em 1932, o Curso de Museus (atual faculdade de museologia da Unirio), primeiro curso do gênero nas Américas, e, em 1934, a Inspetoria de Monumentos Nacionais (IMN), antecedente do atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
O MHN é uma instituição de excelência, abrangendo, entre as suas atividades, ações educativas, sociais e de pesquisa aplicada e acadêmica, sendo referência para diversas instituições museológicas do país e do exterior.
Apesar do protagonismo do MHN na área patrimonial, a instituição corre, seriamente, o risco de entrar em colapso nos próximos anos, caso as políticas de planejamento e gestão da cultura do Governo Federal não sejam modificadas. Atualmente, apenas 0,6% do orçamento do Governo Federal é destinado ao Ministério da Cultura, sendo o menor orçamento das pastas da União. Em 2020, cerca de mais de 80% dos técnicos do MHN estarão aposentados, o que significa que, sem a urgente renovação dos quadros por meio de concursos públicos, haverá a ausência de servidores qualificados para gerir o valioso acervo sobre a história e a memória nacional sob a guarda da instituição, acervo que por suas características patrimoniais não pode ser gerido por funcionários temporários, prática cada vez mais corrente dentro do Ministério. A situação dos aposentados também é alarmante, uma vez que não dispõem de aposentadoria integral e ainda sofrem um corte de 50 pontos da Gratificação de Desempenho por Atividades Culturais (GDAC), que, hoje, corresponde a mais de 50% do pagamento líquido recebido pelos servidores. A falta de uma política de qualificação por titulação, que desestimula a formação continuada e estimula a evasão profissional de todo o quadro do MinC, também, afeta as atividades técnicas e de pesquisa do MHN, fundamentais ao funcionamento de qualquer lugar voltado para a preservação de acervos e disseminação de informações a respeito. Como resultado, o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) é detentor da triste estatística de 60% de evasão dos servidores aprovados no último concurso público, devido à precariedade das condições de trabalho.
Desde 2004, o Governo Federal firmou inúmeros acordos com os servidores do MinC, sendo que estes foram desrespeitados, não cumpridos ou atendidos em parte.
O Museu Histórico Nacional vai parar suas atividades de qualquer forma. A questão é: ou paramos agora numa greve, visando a sua sobrevivência futura, ou esperamos a instituição fechar suas portas, padecendo por falta de funcionários, pela degradação do acervo e pela decadência das suas atividades expositivas, sociais, educativas e de pesquisa. Quem perde é a sociedade como um todo, uma vez que museus como MHN são ferramentas culturais fundamentais à educação e à formação de uma cidadania crítica. GREVE JÁ!
SERVIDORES PÚBLICOS DO MUSEU HISTÓRICO NACIONAL
Situação dos museus brasileiros é debatida em audiência no Senado Federal
A ministra da Cultura, Marta Suplicy, participou na manhã desta
terça-feira (23), em Brasília (DF), de audiência pública na Comissão de
Educação, Cultura e Esporte do Senado
Federal. Em pauta, as diretrizes e prioridades do Ministério da Cultura
(MinC) para o ano de 2014 e a situação atual dos museus Brasileiros.
Presidida pelo senador Ciro Miranda (PSDB-GO) e solicitada pelos membros da comissão, a audiência contou com a participação do presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Angelo Oswaldo.
Durante sua fala, Marta Suplicy fez esclarecimentos sobre o orçamento do MinC para este ano e destacou as ações e programas prioritários para os próximos meses, sendo o Vale-Cultura o principal deles.
Programas educativos em espaços museais, financiamento à requalificação de museus e o Decreto 8.124/2013 foram alguns dos temas debatidos durante a audiência pública.
Programas educativos em espaços museais, financiamento à requalificação de museus e o Decreto 8.124/2013 foram alguns dos temas debatidos durante a audiência pública.
A ministra ressaltou que mais de 500 mil trabalhadores brasileiros já possuem o cartão e que o programa tem sido bastante aceito, tendo inclusive se tornado referência para outros países, a exemplo da Bolívia, que planeja para breve a implantação de programa em moldes semelhantes.
A pauta legislativa e o bom relacionamento da casa com o Ministério da Cultura também foram citados pela ministra, que ressaltou a aprovação do projeto que altera as condições de arrecadação e distribuição de direitos autorais de obras musicais, sob responsabilidade do Ecad, e da PEC da Música, entre outros projetos.
Museus
Ao ser questionada sobre a situação dos museus, Marta Suplicy passou a palavra para Angelo Oswaldo, presidente do Ibram. Oswaldo destacou os programas educativos dentro dos museus e sua importância para as instituições, sublinhando que não se pode falar de museus sem falar de educação.
O presidente do Ibram também chamou atenção para os investimentos no setor museal e a importância que a ministra Marta Suplicy tem dado para a área, destacando que 39 museus estão sendo beneficiados com verbas do PAC Cidades Históricas, além de investimentos do Fundo Nacional de Cultura e de uma parceria do MinC com a Petrobras, que destinou R$ 20 milhões para instituições nas cidades e próximas às cidades-sede da Copa do Mundo.
O Decreto 8.124/2013, que regulamentou o Estatuto de Museus, foi citado pela senadora Ana Amélia (PP-RS), que questionou a relação do governo com o mercado de arte.
Angelo Oswaldo explicou que desde a promulgação do decreto, em outubro do ano passado, o Ibram tem conversado com o setor e dirimido dúvidas. O presidente do Ibram lembrou que a Constituição Federal, em seu artigo 216, preceitua como obrigação do poder público, com a colaboração da comunidade, a promoção e proteção do patrimônio cultural brasileiro e sublinhou que a Declaração de Interesse Público, mecanismo instituído pelo Decreto 8.124/2013, tem este propósito.
Texto: Ascom/Ibram
Foto: Elisabete Alves/MinC
Presidida pelo senador Ciro Miranda (PSDB-GO) e solicitada pelos membros da comissão, a audiência contou com a participação do presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Angelo Oswaldo.
Durante sua fala, Marta Suplicy fez esclarecimentos sobre o orçamento do MinC para este ano e destacou as ações e programas prioritários para os próximos meses, sendo o Vale-Cultura o principal deles.
Programas educativos em espaços museais, financiamento à requalificação de museus e o Decreto 8.124/2013 foram alguns dos temas debatidos durante a audiência pública.
Programas educativos em espaços museais, financiamento à requalificação de museus e o Decreto 8.124/2013 foram alguns dos temas debatidos durante a audiência pública.
A ministra ressaltou que mais de 500 mil trabalhadores brasileiros já possuem o cartão e que o programa tem sido bastante aceito, tendo inclusive se tornado referência para outros países, a exemplo da Bolívia, que planeja para breve a implantação de programa em moldes semelhantes.
A pauta legislativa e o bom relacionamento da casa com o Ministério da Cultura também foram citados pela ministra, que ressaltou a aprovação do projeto que altera as condições de arrecadação e distribuição de direitos autorais de obras musicais, sob responsabilidade do Ecad, e da PEC da Música, entre outros projetos.
Museus
Ao ser questionada sobre a situação dos museus, Marta Suplicy passou a palavra para Angelo Oswaldo, presidente do Ibram. Oswaldo destacou os programas educativos dentro dos museus e sua importância para as instituições, sublinhando que não se pode falar de museus sem falar de educação.
O presidente do Ibram também chamou atenção para os investimentos no setor museal e a importância que a ministra Marta Suplicy tem dado para a área, destacando que 39 museus estão sendo beneficiados com verbas do PAC Cidades Históricas, além de investimentos do Fundo Nacional de Cultura e de uma parceria do MinC com a Petrobras, que destinou R$ 20 milhões para instituições nas cidades e próximas às cidades-sede da Copa do Mundo.
O Decreto 8.124/2013, que regulamentou o Estatuto de Museus, foi citado pela senadora Ana Amélia (PP-RS), que questionou a relação do governo com o mercado de arte.
Angelo Oswaldo explicou que desde a promulgação do decreto, em outubro do ano passado, o Ibram tem conversado com o setor e dirimido dúvidas. O presidente do Ibram lembrou que a Constituição Federal, em seu artigo 216, preceitua como obrigação do poder público, com a colaboração da comunidade, a promoção e proteção do patrimônio cultural brasileiro e sublinhou que a Declaração de Interesse Público, mecanismo instituído pelo Decreto 8.124/2013, tem este propósito.
Texto: Ascom/Ibram
Foto: Elisabete Alves/MinC
Fotógrafos que atuam em Brasília defedem o tombamento do céu da cidade
Definição do céu de Brasília é lembrada por
Orlando Brito, fotógrafo que também defende que o espaço aéreo da
capital torne-se Paisagem Cultural Brasileira. Presidente do Iphan diz
que iniciativa é louvável, mas há dificuldades
Um dia, no apartamento de Lucio Costa, virado para o mar do Rio de Janeiro, o fotógrafo Orlando Brito teve uma conversa com o arquiteto e urbanista que assina o projeto urbanístico de Brasília. Era 1992 e Brito já vivia em Brasília havia 35 anos. “Eu disse a ele que o que faltava em Brasília era o mar. Lucio colocou a mão no meu ombro e, com um sorriso, disse: ‘Meu filho, o mar de Brasília é o céu’. Quando voltei para cá, precisava de imagem para simbolizar essa frase”, relembra Orlando Brito. O fotógrafo tornou-se referência quando o assunto é o céu de Brasília, o mesmo que o arrebatou quando ele pisou pela primeira vez na nova cidade, em 1957.
Leia mais notícias em Cidades
Para ele, a ideia de tombar o céu da cidade, como se tem discutido, pode ajudar a preservar a visibilidade da linha do horizonte. “A ideia é manter o acesso visual a essa maravilha que é o céu de Brasília. De noite, temos a sensação de que estamos vendo todas as estrelas do universo”, ilustra. O arquiteto Carlos Fernando de Moura Delphim redigiu um projeto, ainda não encaminhado ao Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que pretende intitular o firmamento da cidade como uma Paisagem Cultural Brasileira.
O dono da ideia lembra que quando surgiu o projeto de Brasília tornar-se Patrimônio Histórico da Humanidade, muitos pensaram que não iria para frente. Hoje, a defesa é feita com veemência pelos especialistas. “Se as curvas em concreto podem ficar protegidas, por que não a paisagem azul? Alguns chegaram a rir da ideia, mas ela é bem simples”, argumenta Carlos Fernando. A proposta do projeto é definir regras de cores, gabaritos, alturas e volumes de construções para não impedirem a vista do céu. “Cada lugar tem uma identidade, uma marca. E a de Brasília é o céu.”
| Foto feita por Orlando Brito inspirada na frase de Lucio Costa: ajuda na preservação da visibilidade da linha do horizonte |
Um dia, no apartamento de Lucio Costa, virado para o mar do Rio de Janeiro, o fotógrafo Orlando Brito teve uma conversa com o arquiteto e urbanista que assina o projeto urbanístico de Brasília. Era 1992 e Brito já vivia em Brasília havia 35 anos. “Eu disse a ele que o que faltava em Brasília era o mar. Lucio colocou a mão no meu ombro e, com um sorriso, disse: ‘Meu filho, o mar de Brasília é o céu’. Quando voltei para cá, precisava de imagem para simbolizar essa frase”, relembra Orlando Brito. O fotógrafo tornou-se referência quando o assunto é o céu de Brasília, o mesmo que o arrebatou quando ele pisou pela primeira vez na nova cidade, em 1957.
Leia mais notícias em Cidades
Para ele, a ideia de tombar o céu da cidade, como se tem discutido, pode ajudar a preservar a visibilidade da linha do horizonte. “A ideia é manter o acesso visual a essa maravilha que é o céu de Brasília. De noite, temos a sensação de que estamos vendo todas as estrelas do universo”, ilustra. O arquiteto Carlos Fernando de Moura Delphim redigiu um projeto, ainda não encaminhado ao Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que pretende intitular o firmamento da cidade como uma Paisagem Cultural Brasileira.
O dono da ideia lembra que quando surgiu o projeto de Brasília tornar-se Patrimônio Histórico da Humanidade, muitos pensaram que não iria para frente. Hoje, a defesa é feita com veemência pelos especialistas. “Se as curvas em concreto podem ficar protegidas, por que não a paisagem azul? Alguns chegaram a rir da ideia, mas ela é bem simples”, argumenta Carlos Fernando. A proposta do projeto é definir regras de cores, gabaritos, alturas e volumes de construções para não impedirem a vista do céu. “Cada lugar tem uma identidade, uma marca. E a de Brasília é o céu.”
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