30/05/2009

Uma Noite no Museu Nacional

Notícias Sábado, 30 de maio de 2009
JC e-mail 3770, de 27 de Maio de 2009.

20. Uma “verdadeira” noite no museu

O Museu Nacional/UFRJ abre suas portas, no dia 30 de maio, para 20 crianças de 9 e 10 anos que irão passar uma noite na companhia de esqueletos de dinossauros e múmias egípcias

As crianças, alunos do Cap-UERJ, serão recepcionadas por atores caracterizados de personagens da Família Real, como D. João VI, D. Carlota Joaquina e Dona Maria.

Depois, percorrerão o museu, participando de atividades educativas e montarão seus acampamentos na hora de dormir. A idéia é contar de forma descontraída um pouco da história do Palácio de São Cristóvão e das pesquisas realizadas na instituição. Esta iniciativa tem patrocínio da Faperj e acontecerá também nos dias 27 de junho e 25 de julho.

Monitores realizarão oficinas com os estudantes, explicando o conteúdo de algumas salas e demonstrando as diversas áreas de atuação científica do museu. Esquetes com atores caracterizados de personagens da Família Real e outras atrações surpreendentes prometem divertir a criançada durante a noite.

O grupo vai poder dormir na sala onde fica a nova exposição do Museu Nacional/UFRJ: “Dinossauros no Sertão”, ao lado do Angaturama limai, um esqueleto de dinossauro com seis metros de comprimento. É a oportunidade de conviver com a maior réplica de um dinossauro carnívoro já montado no país.

Os alunos do CAp-UERJ foram selecionados pelo próprio colégio. O grupo chegará ao museu às 17h e sairá no dia seguinte, às 10h, após um café da manhã com os pais. As crianças só precisarão trazer seu pijama, travesseiro, roupa de cama e material para higiene pessoal.

O projeto “De Pijama no Museu” foi idealizado pelo setor de Paleovertebrados do Departamento de Geologia e Paleontologia do Museu Nacional/UFRJ. Com patrocínio da Faperj, serão realizadas três edições. O museu espera conseguir outros patrocínios para dar continuidade ao evento ao longo do ano.

O Museu Nacional/UFRJ fica na Quinta da Boa Vista, s/n, São Cristóvão. Informações pelo fone: (21) 2562-6042.
(Assessoria de Comunicação do Museu Nacional)

13/05/2009

o Nascimento do IBRAM

20 de janeiro de 2009
E nasce o Ibram
Gazeta de Alagoas, Caderno B, 20/01/2009

Aprovado em dezembro do ano passado pela Câmara e pelo Senado, o projeto que cria o Ibram espera apenas a sanção do presidente Lula

Suzana Velasco - Agência O Globo

Rio de Janeiro, RJ - Em dezembro de 2008, foi aprovado na Câmara dos Deputados o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), que precisará de R$ 22,2 milhões para sua implantação. Apesar de ter recebido críticas pela criação de mais gastos para o governo num momento de crise econômica, o Ibram estava em análise no Legislativo desde 2006 e era um desejo do ex-ministro da Cultura, Gilberto Gil - que, em 2004, criou o Departamento de Museus, dirigido por José Nascimento Júnior e vinculado ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Pergunta - De que forma o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), como um órgão separado do Iphan, pode beneficiar os museus nacionais?

José Nascimento - Desde 2002, o programa do presidente Lula prevê um tratamento diferenciado para os museus na política cultural, o que é uma antiga reivindicação do setor museológico. O Iphan só passou a ter um Departamento de Museus em 2004, perto dos seus 70 anos. Naquele momento, o ministro Gilberto Gil não conseguiu criar o Ibram, mas esse era o objetivo. O instituto vai ajudar o Iphan a se concentrar no patrimônio material, imaterial e arqueológico, o que já é muita coisa. O Instituto Português de Museus foi criado há mais de 15 anos. A Espanha, que também tem estruturas próprias para o setor, mostra que isso valoriza os museus, qualifica sua gestão e melhora os serviços para a população. O Brasil tem o sexto setor do mundo, com 2.607 museus, e não poderia ficar fora dessa tendência internacional. Entre 2001 e 2007, a área de museus movimentou R$ 1,5 bilhão. São 200 milhões de bens culturais sob a guarda dos museus e 40 mil empregos diretos. Saltamos de 15 milhões de visitantes para 29 milhões entre 2003 e 2008. Toda essa grandeza de valores justifica a criação de um órgão que gerencie a preservação, a pesquisa e a economia dos museus.

UM NOVO COMANDO PARA O SETOR MUSEOLÓGICO
INSTITUTO BRASILEIRO DE MUSEUS - O Ibram substitui o Departamento de Museus, desvinculando-se do Iphan. O instituto tem como objetivo formular uma política cultural para todos os museus brasileiros, não só os federais, melhorar os serviços do setor, aumentar a visitação e arrecadação dos museus, fomentar políticas de aquisição e preservação dos acervos e criar ações integradas entre os museus brasileiros.

ESTATUTO DE MUSEUS - Prevê normas para orientar a gestão dos museus brasileiros, como a obrigatoriedade de um plano museológico e de um programa de segurança, periodicamente testado, além da formulação de uma política de aquisição.

CARGOS - 425 por concurso público e 110 cargos de confiança.

RECURSOS - Serão necessários R$ 22,2 milhões para a implantação do Ibram, provenientes do Ministério do Planejamento. O Departamento de Museus teve R$ 45 milhões de orçamento direto em 2008 (além dos financiamentos obtidos via Lei Rouanet), valor que se pretende que seja aumentado com o Fundo Nacional de Desenvolvimento dos Museus, em análise na Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados.

DATA DE IMPLANTAÇÃO - A previsão é de que o Ibram comece a funcionar em março deste ano.

* Publicado por Carol Lobo/Comunicação Social
* Categoria(s): Na Mídia
* Tags: Ibram, Museus, Na Mídia

09/05/2009

Museu da Corrupção on-line

No dia em que se comemoram os 509 anos do descobrimento do Brasil e em que a farra das passagens aéreas no Congresso ganha as manchetes do noticiário, o Diário do Comércio inaugura o seu Museu da Corrupção on-line, um espaço de exibição e reflexão sobre os escândalos que marcaram a história do País.
O Museu se localiza em um prédio virtual criado pelo arquiteto Rodrigo Moreira, com direito a saguão principal, diversas salas, galerias, lojas e uma livraria. Pensado como um trabalho em permanente construção, dá destaque, em sua versão inaugural, aos 15 episódios mais rumorosos dos últimos anos no País.
A cada um é destinada uma sala com um relato, imagens e uma lista de reportagens que mostram a repercussão na grande imprensa. Neste primeiro momento, o site vai tratar do período entre a década de 1970 e os dias atuais. A proposta, porém, é recuar década a década, século a século, até os tempos coloniais
Para visitar o Museu , basta acessar o endereço: www.dcomercio.com.br/especiais/2009/museu/index.htm. Mais informações pelo e-mail: museu@dcomercio.com.br.

07/05/2009

Imagens do Museu no Cinema

uma noite no museu 2

BBB 9 no Museu da República

Flávio, do 'BBB 9', é assediado por fãs mirins em exposição no Rio

O ex-brother foi ao Museu da República nesta quarta-feira, 6

Flávio, do "BBB 9" foi assediado por fãs mirins enquanto visitava a exposição "Constituição de 1988 - a voz e a letra do cidadão" no Museu da República, no Rio, nesta quarta-feira, 6. O ex-brother tirou fotos com os estudantes e até com as professoras que também estavam no local.

20/04/2009

CONECTE



O Museu do Prado, em Madri, foi o primeiro a disponibilizar suas principais obras na internet em alta resolução. Para isso, uma equipe usou uma poderosa máquina fotográfica e novas técnicas.

10/04/2009

MUSEU DA REPÚBLICA

PROGRAMA – REPÚBLICA DOS PROFESSORES 2009
MÊS DE ABRIL / Dia 17 às 13:30h

Palestra e Oficina.

Tema: “O Café no Império e na República”

Apresentação da dinâmica da produção e comércio do café nos séculos
XIX e XX, abordando temas como meio-ambiente, escravidão, divisão
internacional do trabalho, surgimento do capitalismo, política,
coronelismo e poder.

Prof. Andre Andion Angulo

Museólogo, Mestre em Arquitetura e Urbanismo – UFF

Diretor da Associação Brasileira de Museologia

Técnico em Museologia do Museu da República – IBRAM – Minc

Participação gratuita mediante inscrições prévias na Coordenadoria de
Educação, de segunda a sexta, no horário das 10h às 17h, pelos
telefones: (21) 3235.2672, 3235.2673 e 3236. 2676 ou e-mail
educativo@museudarepublica.org.br.

Conferimos certificado de participação.

Museu da República – Rua do Catete nº 153 – Catete – Rio de Janeiro
- RJ

06/04/2009

Valor Econômico, 6/3

Ausência dos museus nos planos de investimento público é inexplicável

Museus são componentes adultos da cadeia economicamente produtiva

Teixeira Coelho, professor de política cultural da ECA/USP e curador do Masp, escreve para o “Valor Econômico”:

Tratar enfim os museus como componentes adultos da cadeia economicamente produtiva, quer dizer, como objetos e sujeitos de investimento, é sinal de sensibilidade e inteligência. Números oficiais mostram que a cultura emprega (dá trabalho, em todo caso) mais pessoas que o setor automobilístico.

Talvez o PIB da cultura não seja maior que o PIB automobilístico. Mas um país não vive só de PIBs concentracionários e sim, primordialmente, de uma renda difusa ao alcance direto de cada um, por menor que seja essa renda na cultura (e não é tão pequena).

Portanto, bem-vinda a iniciativa MinC e do Ministério do Turismo em favor dos museus. Talvez conduza a uma correspondente ação do BNDES, que já apoiou a indústria automobilística e é agora chamado a socorrer as faculdades privadas.

A ausência dos museus nos planos de investimento público vem de longe e é inexplicável. O cinema leva fatias enormes desses recursos, que incluem programas como o paulista Vá ao Cinema, que distribui neste ano 2,5 milhões de ingressos, rendendo, ao distribuidor, R$ 3 por cabeça que ingresse numa sala escura.

Um único museu de São Paulo recebe por ano um quarto desse público. Todos os museus somados, o número final é eloquente. Mas, para os museus, nada existe.

Que o Turismo seja o primeiro parceiro desse projeto é mais que justo. A publicidade oficial de algumas cidades, como São Paulo, sempre incluem imagens de seus museus destacados (um deles aparece sempre) e o mesmo fazem os filmes de boas-vindas que empresas aéreas mostram a seus viajantes para o Brasil.

Um certo museu paulistano (o mesmo) aparece como um dos mil lugares a ver antes de morrer no livro de mesmo título de uma jornalista americana. A propaganda para a cidade é grande. Mas, na hora de pagar as contas, cada museu que se vire como puder.

O campo de desenvolvimento econômico autônomo dos museus não é elástico no Brasil. O Louvre recebeu em 2008 mais de 8 milhões de visitantes, recorde histórico seu. E uma visão cultural e empresarial atualizada dotou-o de infraestrutura comercial que o ajuda a pagar parte de seus custos (o museu é um "negócio" sui generis: quanto mais aumenta seu público, mais aumenta sua despesa...).

Museus brasileiros não conseguirão multiplicar por 10 seus públicos. São Paulo não é Paris nem o Rio tem um Guggenheim-Bilbao. Mas se o MinC e o Turismo propuserem, com o BNDES, programas de estímulo ao aumento das coleções, estagnadas há décadas (por enquanto, as obras só saem do Brasil, não entram nem ficam), o público aumentará e a renda também. Números existem para comprová-lo.

Em suma, museus são bons negócios – para a cidade, para a região, para o país. Menos para eles mesmos. Ainda que poucos, já há visitantes que vão a certas cidades do Brasil ver certas obras de certos museus.

E uma ida ao museu corresponde, por baixo, a duas noites de hotel, duas viagens em táxi, duas refeições em restaurantes... É fatia do bolo econômico para não desprezar, sobretudo numa época em que, felizmente, o PIB do país não depende só de dois ou três produtos.

Museus são estratégicos sob mais de um aspecto, a começar pelo simbólico. São signos de cidades desenvolvidas, de cidades mundiais, diversificadas no lazer e no conhecimento, capazes por isso de atrair investimento.

Museus são bandeiras das cidades criativas, parte importante do índice de qualidade de vida. Portanto, nada mais correto, inteligente e sensível que surja um plano de apoio econômico aos museus, mesmo que sob o pretexto do turismo.

Mas os museus são dignos de apoio público pelo contrário de tudo isso. Museus não são apenas valor de troca, como carros e roupas (que quase nunca chegam ao fim de seu ciclo: transformam-se em sucata antes de morrer de suas mortes naturais).

Museus são valor de uso. De certo modo, tratar os museus como alternativa de lazer é, senão um insulto, no mínimo um menosprezo. Museu é lugar de produção do conhecimento, de modos de ver, entender e agir sobre a vida e o mundo.

Tão bons quanto os modos que fornecem as faculdades, privadas ou públicas. Frequentemente, melhores – porque não sectários, sempre renovados, não obrigatórios. E modos de produção da socialidade como poucos outros lugares, práticas e instituições podem ser.

Um museu atravessa fronteiras, projeta a cidade, a região e o país no cenário internacional, aquele onde todos precisam estar hoje num mundo afinal pequeno, minúsculo, que não mais tem espaço para confinamentos.

Quer dizer: o museu faz isso se, como no resto do mundo, houver uma política pública de estímulo, compreensão e cooperação que será o exato oposto de uma política de esquecimento, confronto e apequenamento.

Portanto, não é só por seu valor de troca que o museu deve ser apoiado. Nem só por seu valor de uso. O museu é o lugar do excesso, do que não tem valor, do que não tem mais sentido nem nunca terá – e que valor enorme tem tudo isso...

O museu é o símbolo do antiprodutivismo, vírus que se revela outra vez exacerbado nesta nova e cataclísmica crise financeira que já é econômica e será social. Muito além de ser o minúsculo e limitado altar do culto à memória em que querem confiná-lo, numa visão cultural curta, o museu é o lugar dos valores opostos àqueles em circulação, valores que toda sociedade atenta deveria cultivar.

Em outras palavras, o museu é um dos marcadores fortes deste outro mundo que se quer ver possível, desta alteridade que se prega hoje como a grande novidade e muitas vezes não é nada mais do que o mesmo modelo atual com sinal trocado.

São argumentos mais que suficientes para justificar a ação do MinC, do Turismo e do BNDES que, se espera, logo deverá vir atrás. Uma ação que seja completa, que pense no sistema: apoio à aquisição, à manutenção, ao ingresso, à arquitetura brilhante (definida sem reserva corporativa de mercado), à educação no e para o museu. Num setor que não está em crise: que vive em crise há muito tempo. Mesmo quando o país ia bem.
(Valor Econômico, 6/3


Sim! Museu na Valor Econômico!!! rsrs Não concordo mt com o final.. mas é um bom texto...

31/03/2009

Museologia na Desciclopédia

Depois do grande sucesso que o Wikipédia vem causado no mundo acadêmico, agora é a vez do desciclopédia dar as suas caras. O site é uma paródia do Wikipédia e serve para como diriam os desciclopedianos, "desinformar." O espaço funciona de maneira semelhante ao wikipédia e qualquer um pode fazer alterações para tornar os textos mais engraçados. Não sei se foi a intenção do engraçadinho que criou a definição de museologia para esta versão, mas sobrou até para o Clóvis Bornai!!! Sinal de que na era da informação ninguém perdoa ninguém.

Segue-se uma breve descrição do verbete museologia:

Droga! Eu queria escrever musicologia
você sobre quando descobre que abriu esta página

Eu poderia fazer isso muito melhor
historiador sobre museólogo

Você quis dizer musicologia.
Google sobre museologia.

Você quis dizer musicologia
Word sobre museologia.

Eu sou seu pai!
Gustavo Barroso sobre museologia

Ohhh meu paaaai?
Inri Cristo sobre Gustavo Barroso.

Icstú nom ecsiste!
Padre Quevedo sobre Museologia

Hahahahahahahahahahahahahahaha,,,hummmmm, hahahahahaha.
Qualquer pessoa quando ouve você quer ser museólogo.

Eu disse tanto pra você estudar menino (a)!
Sua mãe sobre quando descobre que você passou para a museologia.

Do Diabo museologia é
Mestre yoda sobre museologia

Simplesmente um luxo
Clóvis Bornai sobre museologia

Múmia é a puta que te pariu!Cambada de viado
Dercy gonçalves sobre museologos

Filho da Puta! São vocês quem financiam o tráfico!
Capitão Nascimento sobre museologia

Link para o site:

http://wqww.desciclopedia.pt/wiki/Museologia

30/03/2009

Reforma ortográfica no Museu da Língua Portuguesa

A reforma ortográfica está produzindo mudanças na maneira como nós escrevemos as palavras. Veja as transformações no Museu da Língua Portuguesa, um lugar onde a matéria-prima é a palavra.


15/03/2009

Isso Aqui é Seu !

A volta ao mundo pelos Patrimônios da Humanidade chega ao fim. A expedição foi encerrada em Sewell, no Chile, a mais de dois mil metros de altura. A cidade foi erguida em torno de uma mina de cobre.