29/09/2010

Condenados os organizadores da Forbidden Art

Futucando os textos que eu tinha salvo nos rascunhos, encontrei este que ainda estava preparando para postar, mas só para garantir que a informação chegue aos seus destinatários decidi postar logo. Segue...

Quem não se lembra da exposição Erótica sendo duramente criticada por setores da igreja católica que no Rio de Janeiro, ameaçaram fazer uma retirada em massa das contas correntes do Banco do Brasil caso este não proibisse que a obra em que Márcia X coloca dois terços dispostos em forma de pênis que resultam em uma cruz? E quem não fica escandalizado ainda hoje ao se deparar com a obra "A origem do mundo" do Courbet? Poderia lembrar ainda que o Vaticano já mandou cobrir a nudez de diversas estátuas que contribuem para formar seu grandioso patrimônio artístico. Enfim, dá para criar um blog só para discutir obras polêmicas e exposições tão polêmicas quanto.


Arte não precisa ser necessariamente polêmica, ela pode ser apenas...bonita e servir para agradar aos sentidos. Mas nos dias atuais, arte é muito mais do que isso. É o contestar a ordem estabelecida, é contestar a realidade na qual pisamos nem que para isso tenha que contestar as instituições que regem a sociedade. Por essa e por outras que exposições como a Forbidden art acabam tendo o resultado que tiveram.
Quadro exposto na Forbiden art créditos da imagem


Acredito que as imagens acima já dizem muita coisa sobre a exposição. Esta exposição ocorreu em 2007 na Rússia onde dois sujeitos Yuri Samodurov e Andrei Erofeev acharam que seria legal fazer uma exposição misturando elementos de religiosidade cristã, islâmica e cultura pop. Muitas relações que despertavam diferentes desejos no expectador por colocar no mesmo patamar ícones da indústria cultural e imagens religiosas. Os resultados dela estão sendo sentidos até hoje quando ambos podem ser condenados a até 3 anos de prisão por (PASMEM) incitar ao ódio. Desculpem aos religiosos que estiverem lendo o blog mas não conheço nenhuma instituição que tenha incitado ao ódio mais do que as ligadas a igreja.

27/09/2010

chopada Museologia

À 9 dias do Dia D, Marcio Marques invade a Chopada dos estudantes de Museologia da UniRio, e se junta a eles, curtindo um pancadão da Furacão 2000!
Confira o vídeo!

24/09/2010

Encontro com a História



O Encontro com a História acontece sempre às quartas-feiras, às 14h, no Auditório do MAST, com entrada gratuita. A série começou em 1998 como Seminários Internos do antigo Departamento de Pesquisa do Museu de Astronomia. A partir de 2002, estes seminários foram abertos ao público e, já com o nome "Encontro com História", passaram ao formato atual, com a proposta de debater resultados recentes de pesquisas acadêmicas.

Em 2009, o ciclo foi estruturado a partir de uma parceria com a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO): a cada encontro, um pesquisador do MAST e um da UNIRIO se reuniam em uma mesa redonda para explorar importantes pontos de convergência existentes entre as pesquisas realizadas pelas duas entidades focadas, respectivamente, na história da ciência e na história das instituições.

Este ano, o Encontro com a História estabelece a temática central “História do tempo presente” e recebe, todos os meses, um pesquisador de universidades e centros de pesquisa para falar a respeito do assunto sob diferentes perspectivas. As palestras e mesas redondas são transmitidas em tempo real na internet, pelo site www.mast.br.

Serviço

Encontro com a História 2010 – História do Tempo Presente

- Palestra: Problemas de História da Ciência na época Colonial: os caminhos de Sergio Buarque de Holanda
- Palestrante: Carlos Ziller Camenietzki (UFRJ)
- Data: 06/10/2010
- Horário: 14h
- Local: Auditório do MAST - Rua General Bruce, 586, Bairro Imperial de São Cristóvão. RJ

Entrada franca

Transmissão em tempo real pela internet: www.mast.br

Construa um “Relógio do Cruzeiro do Sul” no MAST


Neste domingo, 26 de setembro, os visitantes do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST) irão construir um “Relógio do Cruzeiro do Sul”. Às 16h, durante a oficina Faça Você Mesmo, o público irá conhecer o nosso céu e aprender sobre o fenômeno das estações do ano e as mudanças das constelações visíveis ao longo de um dia e de todo o ano. A entrada é gratuita. O MAST está localizado na Rua General Bruce, 586, Bairro Imperial de São Cristóvão.

No dia anterior, sábado, 25 de setembro, o destaque da programação é o Planetário Inflável. Às 15h, 16h e 17h, será possível assistir à simulação de uma noite estrelada e aprender sobre o céu, os movimentos celestes, os planetas do Sistema Solar, a mitologia grega associada às constelações, entre outros temas, em uma cúpula inflável de 3,2 metros de altura e 6,4 metros de diâmetro.

Às 15h e 17h, os visitantes poderão conhecer o conjunto arquitetônico histórico, o Sistema Solar em Escala, as cúpulas de observação celeste e a coleção de instrumentos científicos que o Museu abriga, em uma Visita Orientada. Mais tarde, o público poderá visualizar galáxias, estrelas e planetas através de telescópios e lunetas, no Programa de Observação do Céu, que se desenvolve em duas partes: às 17h30, há a exibição de um vídeo com temas astronômicos e uma explicação sobre o “Céu do Mês”; às 18h30, ocorre a observação por telescópios de uma série de astros, como aglomerados de estrelas, nebulosas, estrelas duplas, planetas e a Lua.

Todas as atividades do Museu de Astronomia são gratuitas. No entanto, para participar da oficina Faça Você Mesmo, da Visita Orientada ou das sessões do Planetário Inflável os interessados precisam chegar com 30 minutos de antecedência para retirar senha. Para outras informações: (21) 3514-5200.

Serviço:
Local: Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST)
25/09 (sábado)
-15h, 16h e 17h - Planetário Inflável
Classificação: Livre
Distribuição de senhas na recepção 30 minutos antes da atividade

- 15h e 17h - Visita Orientada
Classificação: Livre
Distribuição de senhas na recepção 30 minutos antes da atividade

- 17h30 às 20h – Programa de Observação do Céu
- 17h30: Exibição de vídeo
- 18h: Palestra “O Céu do Mês”
- 18h30 às 20h: Observação do céu nos telescópios
Classificação: Livre

26/09 (domingo)

- 16h – Faça Você Mesmo - “Relógio do Cruzeiro do Sul”.
Classificação: Livre
Distribuição de senhas na recepção 30 minutos antes da atividade

Fonte: http://www.mast.br/fimdesem.htm

Jardim Sensorial busca a inclusão de pessoas com deficiência

O projeto Jardim Sensorial Itinerante (JSI) realizará de 23 de setembro a 24 de outubro, no Museu da República, atividades educativas voltadas para a inclusão de pessoas com deficiência. Serão usadas estruturas móveis adaptadas, como placas com informação em braille sobre as espécies. Os visitantes poderão fazer visitas mediadas por monitoras cegas e participar de oficinas e palestras. De olhos vendados, serão estimulados a tocar, cheirar e reconhecer as plantas enquanto percorrem os canteiros do jardim.

Na ocasião, a artista plástica deficiente visual Rose Queiroz ministrará a oficina Olho das Mãos, em que o participante, vendado, será orientado a moldar uma máscara a partir de um bloco de argila. A oficina As mãos também falam, apresentada pela psicopedagoga Dra. Tathianna Prado Dawes, deficiente auditiva, mostrará o universo da Língua Brasileira de Sinais - Libras por meio de jogos e brincadeiras. O pedagogo e cadeirante Jefferson Maia ministrará a palestra Mitos e realidades da pessoa com deficiência. Ele apresentará com bom humor o cotidiano das pessoas com deficiência e mostrará formas adequadas de se referir, abordar e interagir com as pessoas com deficiência.

O Instituto de Pesquisa Ambiental, Social e Cultural (Interatos) é o responsável pelo JSI. As atividades marcarão o Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência (21/09), o Dia Nacional do Deficiente Auditivo (26/09) e o Dia do Deficiente Físico (11/10).

Os interessados devem enviar e-mail para jardimsensorial@interatos.org ou ligar para (21) 2232-7207/ 8159-0966.

O projeto - O Jardim Sensorial Itinerante foi desenvolvido a partir de um programa implementado em 2007 para abrigar o Jardim Sensorial do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Até dezembro de 2009, foram realizadas no local atividades que sensibilizaram o público para uma visão solidária e cidadã, a partir de temas relevantes, como a inclusão social de pessoas com deficiência. O projeto obteve grande repercussão, com cerca de 40 mil visitantes

Fonte: http://www1.museus.gov.br/ibram/pag/noticia_detalhe.asp?cn=150

Iphan lança publicação sobre terreiros de Candomblé




A Superintendência/RJ do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional acaba de lançar a publicação “Terreiros de Candomblé do Rio de Janeiro”. Fruto do mapeamento dessas casas de cultura realizado pela Assessoria de Patrimônio Imaterial da Superintendência do Iphan no estado, a obra abrange 32 terreiros fluminenses das nações Jeje, Ketu, Efon, Ijexa e Angola, dos Axés do Engenho Velho, Opó Afonjá e Gantois.


A publicação traz em seu conteúdo a história de cada uma dessas casas, muitas fotos e depoimentos de seus tradicionais membros. Vários desses terreiros têm mais de cem anos, como a sede do Ileaxé Opó Afonjá, criado na mesma época do tradicional terreiro baiano.




Mais informações: Assessoria de Imprensa Iphan/RJ – Tel. 21 2233-6334, com Chico Cereto ( 21-9127-7387) e Luana Lobato.

23/09/2010

Eleições 2010

Depoimento de José do Nascimento Júnior, presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram)a Dilma 13.
Confira o vídeo!

14/09/2010

Eleições 2010 - Museu

Segunda-feira, 13/09/2010
Em São Paulo, a candidata do PV visitou o Museu do Futebol, no Pacaembu. Ela falou de seus planos para a área do esporte, caso seja eleita.
Confira o vídeo!

08/09/2010

os Museus nas Eleições 2010

Quarta-feira, 08/09/2010
Sérgio Cabral fala sobre seus planos para a cultura. O candidato do PMDB foi à Duque de Caxias e visitou um museu de ciências. Ele afirmou que, se for reeleito, quer melhorar a cultura e a educação, valorizar mais os professores, para que os alunos estudem mais. Cabral, afirmou que, em um segundo mandato, aumentará a rede de museus do estado para levar mais conhecimento e cultura à população do Rio de Janeiro.
Confira o vídeo!
Saiba mais em
http://www.sergiocabral15.com.br/noticia/campanha/estado-ganhara-novos-museus-diz-cabral.html


Convite para Abertura

07/09/2010

os Museus nas Eleições 2010

O candidato do PSDB aproveitou o domingo (5) para visitar a exposição sobre Fernando Pessoa no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo.
Confira o vídeo!

04/09/2010

O museu é o mundo...


Mais informações em http://www.experienciasnolabirinto.blogspot.com/

Seleção de Consultor de Museologia

A OEI (Organização dos Estados Ibero-americanos) publicou dia 02 uma chamada para consultor de Museologia, contrato de 1 ano, Brasília.

Requisitos: Curso Superior completo em Museologia com pós-graduação em áreas relacionadas à Memória Social ou afins. Experiência de, no mínimo, 4 anos de atuação pedagógica-museológica, especialmente em projetos voltados para preservação e gestão patrimonial, envolvendo a participação da comunidade local. Desejável artigos publicados sobre as temáticas citadas nesse item.

Mais informações em: http://www.oei.org.br/pdf/selecoes/2010/aviso_selecao_164_2010.pdf

30/08/2010

Cocoricó no Museu

A série da TV Cultura "Cocoricó" chega ao museu.
Julio e sua turma resolvem passar as férias na cidade, eles conhecem lugares legais e fazem novas amizades. Clipe de Série COCORICÓ NA CIDADE (TV Cultura) com música de FERNANDO SALEM
Confira o vídeo!

28/08/2010

Doutor calouro em Museologia

Nós do Museologando já postamos inúmeras matérias jornalísticas aqui no blog, com diversas abordagens. Poucas vezes, contudo, nos deparamos com uma matéria feita com tamanha sensibilidade. Deu no Correio Braziliense.

Professor de ortodontia passa no vestibular para estudar MuseologiaPela idade, era para ter se aposentado. Em vez disso, Dante Bresolin prestou vestibular para museologia, sonho de menino. Ele é o calouro mais idoso de um lugar onde os colegas de sala terão idade para ser seus netos

Marcelo Abreu

Publicação: 27/08/2010 08:26 Atualização: 27/08/2010 08:37

Dante Bresolin: acima, no momento em que soube da aprovação no vestibular - (Edilson Rodrigues/CB/D.A Press)
Dante Bresolin: acima, no momento em que soube da aprovação no vestibular
Aos 65 anos, Dante Bresolin virou calouro. Em setembro, se até lá a greve dos funcionários da Universidade de Brasília (UnB) deixar, ele entrará de caderninho novo e se sentará perto do quadro-negro. Ele gosta de prestar atenção às aulas. Ao lado dele, rapazes e moças, uma garotada esperta que acabou de terminar o ensino médio — gente que mora com os pais, usa laptop, internet adoidado, Facebook e todo esse mundo digital. Ele — de cabelos branquinhos (o pouco que restou), caneta e papel e uma vontade quase adolescente de continuar descobrindo — também estará lá. Igualzinho aos moços e às moças supermodernos.

Este homem, aprovado no segundo vestibular da UnB, é um doutor em proporcionalidade facial. O quê? Sim, desses com PHD e tudo. Ele é dentista, com mestrado em ortodontia pela University of Washington, em Seattle, EUA, e doutorado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Há 40 anos, dedica-se a estudar e a tratar a função e a estética dentária e facial dos seus pacientes.

Ele é professor titular no mesmo lugar em que irá virar calouro. E está com o coração batendo apressado de felicidade pela conquista. “Este é o terceiro vestibular que tentava. Agora, passei. Quase não acreditei quando vi meu nome na lista”, festeja, como se fosse um menino de 18 anos. No dia do resultado, na quarta-feira à tarde, o calouro de 65 anos levou ovos e farinha na cabeça. Ficou imprestável. Parecia menino que tinha brigado na rua.

Nem a mulher, que o acompanhava no dia do resultado, escapou. “Levei tanta ovada que até doeu, mas não liguei, não. Tava feliz pela vitória dele. Eu sei como ele quis entrar nesse curso”, comemora a dona de casa Rosa Maria Fabrino Bresolin, 61 anos, sua grande e fiel torcedora.

“O engraçado é que os rapazes me perguntavam, educadamente: ‘A gente pode jogar farinha na cabeça do senhor?’. Eu dizia que sim e eles foram jogando. Virei um deles. E chorei muito, junto com minha mulher e minhas filhas”, emociona-se o calouro-doutor — um homem miudinho, de calça de tecido preta, camisa salmão de mangas curtas, andar compassado, fala pequena com sotaque gaúcho e uma simplicidade quase comovente. Muito diferente da arrogância e onipotência de grande parte dessa gente que ostenta PHD. O doutor Dante é, de fato, um doutor. E doutor se reconhece. Nunca se impõe.

"Preciso me atualizar. Serei o avô da turma. Vou comprar um laptop e um celular, que nunca usei"
É esse homem que fará parte da terceira turma do novíssimo curso de museologia da UnB. Estudar museus e suas histórias, para entender o presente, era sonho que acalentava havia anos. Ele sempre gostou da estética das coisas, das formas. Não foi à toa que escolheu, dentro da odontologia, a especialidade que cuida da estética e da harmonia da face e dos dentes alheios. Faz gente se sentir gente. No seu consultório, no Setor Comercial Sul, muitas vezes a cadeira virou divã. Dante é doutor não somente por ter PHD. É doutor porque gosta de ouvir gente.

E vem de longe a observação do menino que se encantava com o mundo, suas descobertas e suas gentes. Lá na gaúcha Ijuí, entre Cruz Alta e Santo Ângelo, o filho de um jornalista e de uma dona de casa cresceu acreditando que podia mudar o mundo. Em 1962, mudou-se para uma cidade maior, Santa Maria. Terminou o científico. Depois, aos 17 anos, foi servir o Exército, em Porto Alegre. Ficou apenas um ano. Sabia que ali não estava sua vocação.

Cinema
Veio o ano do vestibular. O rapaz miudinho fez um teste vocacional para saber qual seria sua real aptidão. O pai jornalista queria que o filho mais velho fizesse direito. “Nem a psicóloga soube interpretar. Aí, eu disse pra ela que seria dentista. Ela tava tão perdida que concordou”, ele ri.

E por que, afinal, Dante teria escolhido ser dentista? De uma forma sensacional, ele responde: “Quando eu era criança, em Ijuí, em frente à minha casa, morava um dentista. O consultório dele era numa salinha dentro de casa. Toda tarde, por volta das seis horas, ele fechava a portinha do consultório, se arrumava, pegava a mulher e saía para o cinema. Eles iam todas as noites. Aí, eu pensei: ‘Deve ser muito bom ser dentista. Ninguém consegue ir ao cinema todos os dias... Só um dentista’. Resolvi ali”.

"O que dá sentido é a realização. Ser produtivo. A gente pensa que sabe, mas nunca sabe tudo. Tá sempre aprendendo"
Bons tempos, aqueles em que o dentista podia ir todo dia ao cinema. Hoje, depois de 27 anos como professor da UnB, o doutor em ortodontia ganha menos de R$ 4 mil por mês e tem uma sala acanhadíssima no departamento. Nem computador há. No lugar dele, uma máquina manual. Sobrevive graças ao seu consultório particular. “É por isso que nunca parei de trabalhar. Fui pai aos 40 anos, tenho três filhas que ainda precisam muito de mim”, diz.

Voltemos a Porto Alegte de meados de 1960. O rapaz, então, prestou vestibular para odontologia. Fez as provas na própria capital gaúcha e em Diamantina (MG). Passou em ambas as universidades federais. Preferiu a cidade mineira. “Naquela época, os melhores professores do país estavam lá. Não tive dúvida”, conta.

Aos 24 anos, em 1969, o rapaz miudinho se formou. Em Diamantina, conheceu Rosa Maria, sua mulher. Enquanto não arrumava um emprego em sua área, conseguiu um estágio em antropologia física, no Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, ligado à UFRJ. “Ali, decidi fazer minha dissertação de mestrado sobre considerações antropológicas em ortodontia.” Em dezembro de 1972, Dante tornou-se o terceiro mestre em odontologia do país.

Aluno outra vez

E chegou a Brasília, para tentar a vida naquilo que havia escolhido. Em 1973, abriu seu consultório no SCS. Até hoje está no mesmo endereço. Em 1978, começou a dar aula de ortodontia numa faculdade em Anápolis(GO). Em Brasília, ainda havia o curso de odontologia. E assim a vida seguiu: consultório e a estrada que liga Brasília a Anápolis.

Veio o segundo mestrado, desta vez nos Estados Unidos. Em 1983, o convite, pela excelência do currículo, para ensinar na UnB. E de lá pra cá, todos os dentistas formados naquela instituição foram alunos dele. Em 1995, o doutorado, no Rio de Janeiro. E o trabalho no consultório, sem faltar uma semana nem desmarcar paciente.

Daqui a cinco anos, aos 70, se não sair antes, ele será convidado a deixar a sala de aula. É a aposentadoria compulsória. “E eu adoro a vida acadêmica, essa agitação, o engajamento”, diz, comovido, quando, nesse momento da entrevista, residentes de medicina invadem a Faculdade de Saúde, com banda de música e apitos, protestando por melhor remuneração e pela reforma do pronto-socorro do Hospital Universitário de Brasília (HUB).

Dante tentará conciliar a vida de professor, de dentista e de aluno-calouro. “Vou me virar. Se não puder mais dar aula daqui a cinco anos, com a compulsória, ser apenas aluno. Tentei o vestibular pra museologia três vezes. Não estudei. As disciplinas da área de humanas sempre gostei. Leio muito, sobre todas as coisas. Acho que fiz uma redação razoável. Mas há mais de 40 anos não via nada de matemática, física e química. Não passei nas outras duas vezes porque ainda não tinha aprendido o macete das provas. Acho que agora aprendi”, diz.

Planos do calouro? “Preciso me atualizar. Serei o avô da turma. Vou comprar um laptop e um celular, que nunca usei. Minha mulher tem; eu, não”, diz. E lembra: “Hoje, nas minhas aulas, mal vejo a cara dos meus alunos. Eles estão sempre com seus laptops ligados”.

E depois de formado em museologia, aos 70 anos? “Se tiver uma chance, vou exercer a profissão. Existem museus particulares, instituições. Alguma coisa vou saber fazer. Só não posso mais prestar concurso público pra nada, né?”

Em setembro, o doutor Dante, o calouro mais idoso deste vestibular, entrará numa sala de aula do curso de museologia. Prestará atenção às aulas, como se fosse o primeiro dia. Talvez o sentido de vida seja sempre esse mesmo: recomeçar, sempre. E ele sabe disso: “O que dá sentido é a realização. Ser produtivo. A gente pensa que sabe, mas nunca sabe tudo. Tá sempre aprendendo. Acho que ainda não cumpri o que desejo. Quero ter um endereço de trabalho enquanto força tiver...”.

O doutor (desses que têm PHD, não ostentam nem fazem disso o cartão de visita — uma raridade) virou calouro. E só pensa em comprar o primeiro caderno para escrever a primeira aula. Humildade é para poucos.



27/08/2010

expo. Museu da Língua Portuguesa

Museu da Língua Portuguesa inaugura mostra sobre Fernando Pessoa
A exposição 'Fernando Pessoa plural como o universo' conta toda a multiplicidade da obra do poeta. O visitante tem a oportunidade de conhecer a vida e a obra do poeta português.
Assista o vídeo!

O que é Museu?

O que é museu é um mini-documentário que mostra as diferentes definições de museu por acadêmicos de diversas áreas da Universidade UFSC.Documentário realizado pelos acadêmicos: Joel Hallow, Sofia Dahse do curso de Museologia e Maria Octavia Nobrega do curso de Antropologia, ambos da Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC. Apresentado às Disciplinas: Memória e Museologia (MSc. Sara Nunes) e Introdução aos Estudos Históricos (Dra. Aline Dias). Como pré-requisito para conclusão das disciplinas.
Confira o vídeo!

23/08/2010

19/08/2010

Eu Já Sabia!

"Bandidos roubam quadro com o primeiro desenho da bandeira nacional.
A tela com o modelo da primeira bandeira do Brasil, pintada em 1889, está sumida desde abril da Igreja Positivista, na Glória. Um arquiteto do Iphan esteve no local para avaliar os prejuízos."
Eu já sabia, e não só já sabia como avisei!
Vale apena ressaltar que o Circuito dos Sítios Históricos da República, projeto realizado em parceria com a Igreja Positivista desde o ano passado, não tem medido esforços (desesperados) para a proteção do acervo do Templo da Humanidade. Desde o desabamento de seu telhado, a equipe do projeto tem apresentado propostas de salva guarda (inclusive pra própria tela roubada) e tentado chamar a atenção de instituições e órgãos competentes. Infelizmente todas as tentativas foram recebidas com descaso e impossibilitadas pela burocracia e insensibilidade de alguns funcionários da área dos museus.
Me alegra saber do interesse apresentado pelo IPHAN e pela Biblioteca Nacional para ajudar a solucionar o problema. Interesse esse não encontrado nos museus.
Confira o vídeo!

17/08/2010

Os brinquedos das vanguardas


Um museu na Espanha está expondo brinquedos e bonecos pouco convencionais criados por artistas revolucionários, como Pablo Picasso e Paul Klee.

A exposição "Los juguetes de las vanguardias" ("Os brinquedos da vanguarda") - em cartaz no Museu Picasso de Málaga - reúne mais de 200 obras e manuscritos de artistas que buscaram inspiração na arte moderna para criar brinquedos.

Segundo os curadores da exposição, muitos artistas foram influenciados pelas teorias de Sigmund Freud sobre a importância da infância no desenvolvimento psicológico dos indivíduos.

Para mostrar as relações entre arte e educação, os curadores reuniram bonecos, teatros em miniaturas, fantoches, jogos, móveis e livros criados por artistas renomados, como Pablo Picasso, Paul Klee, Joan Miró, Henri Cartier-Bresson, Alexander Rodchenko, Bruno Munari, El Lissitzky e Joaquín Torres-García.

A mostra é separada em duas seções. Uma contém brinquedos do final do século 19 e 20. A segunda mostra jogos criados apenas por artistas de movimentos de vanguarda, como Construtivismo, Funcionalismo e Futurismo.

A exposição estará em cartaz até o final de janeiro de 2011, no Museu Picasso de Málaga, na Espanha.

Texto da BBC Brasil divulgado pela Ádua via Facebook e imagem do site do Museu Picasso de Málaga (http://www2.museopicassomalaga.org/03_2frameset.htm)

12/08/2010

Museu da República

Museu de Imagens do Inconsciente

Fernando Gabeira visita museu no Engenho de Dentro
O candidato do PV disse que pretende transformar o museu num centro de visitação nacional, caso seja eleito. O Museu de Imagens do Inconsciente hoje tem um acervo de 352 mil documentos.

11/08/2010

Museu Casa de Benjamin Constant

Museu de Arqueologia de Itaipu

Fábio Judice dá dicas de diversão para o fim de semana
A dica é de um programão na Região Oceânica de Niterói. Com apenas R$ 2 é possível conhecer um pouco mais da história de Itaipu no Museu de Arqueologia da cidade.
Confira o vídeo!