13/12/2011

Tom zé para Ministro da cultura?

Esta é uma campanha que está sendo discutida principalmente no meio digital para a mudança dos rumos do ministério da cultura que causou certo desconforto por conta das últimas ações sobre as leis de direitos autorais. Acontece que o site do ministério da cultura sempre foi sob licença Creative Commons, ou seja, todo o conteúdo do site podia ser distribuído livremente. Atualmente acessando o site pode se ler uma frase bastante diferente na parte inferior da página:

Licença de Uso: O conteúdo deste site, vedado o seu uso comercial, poderá ser reproduzido desde que citada a fonte, excetuados os casos especificados em contrário e os conteúdos replicados de outras fontes. (você pode acessar ao site do ministério aqui)


Esta mudança, embora possa parecer nada demais é um indício sobre os rumos que o ministério pode tomar no sentido das ações sobre direitos autorais. Até então, a Ministra Ana de Hollanda que até então tinha uma posição nublada sobre a questão dos direitos autorais, deixou descontente e desconfiados diversos grupos que pregam a liberdade na internet.

Essa aparente pequena mudança trouxe ainda mais insegurança para aqueles que defendem uma legislação menos restritiva para direitos autorais e uma discussão mais ampla sobre a cultura digital. Ana Buarque de Hollanda, nova ministra da Cultura, é vista como mais conservadora em relação a seus antecessores no cargo, Gilberto Gil e Juca Ferreira. (trecho extraído daqui)



A resposta veio rapidamente de vários segmentos diferentes dentre eles Ronaldo Lemos diretor do grupo Creative Commons Brasil, e o movimento Transparência HackDay criaram que criaram a página “Dá licença, MinC?”, que lista os sites governamentais que adotam as licenças de uso livre.

E o Tom Zé onde entra nisso? Uma campanha lançada no facebook por um músico de Belo Horizonte denominado Makely Ka que por telefone para Estadão afirmou que a “movimentação tem apenas um caráter simbólico”. A “campanha” se tratava de uma manifestação “espontânea e lúdica”, uma “brincadeira séria”. O compositor por outro lado comentou sobre o ocorrido de uma maneira....hmmm digamos a lá Tom Zé. Segue um trecho extraído do site do Estadão.

"Na verdade a campanha é para eu ser ministro da cultura nos Estados Unidos, ajeitado pela Universidade de Tulane”, brincou e disse ainda que a campanha brasileira “era coisa de quem quer derrubar a Ana”. Sobre o atual Ministério da Cultura brasileiro, o músico disse estar “muito ocupado com os Estados Unidos” e que, por isso, não conseguia acompanhar nada do que acontecia por aqui. “Estou completamente ausente”, disse. Ainda tentando extrair algo do cantor que não tivesse relação com os Estados Unidos, Tom Zé foi questionado sobre a Reforma dos Direitos Autorais e sua opinião sobre. “Eu não sei nem o que é que está para reformar, nem o que tem agora, nem o que vai ser”, afirmou.
Não é a primeira vez que Ana de Holanda é centro de debates desconfiados. Sua indicação para o ministério da cultura sempre foi motivo de comentários maldosos a respeito de suas capacidades, e os debates sobre a nomeação para a Fundação Casa de Rui Barbosa causou um desgaste em sua imagem. Soma-se a isso os cortes das verbas para a cultura anunciados para 2012, o que indica dificuldades tanto para museus quanto para outros organismos culturais, além de uma possibilidade de mais um ano com poucos concursos públicos, não é de se esperar que diversos setores manifestem publicamente seu descontentamento. Sendo Tom Zé candidato a ministro ou não a campanha lançada na internet mostra a força que tal veículo possui.

09/12/2011

Relação do skate com o espaço urbano em debate no Rio

Museu da República recebe exposição e seminário sobre o esporte, febre no verão carioca


O skate é praticado por todo o Rio de Janeiro, como na Praça do Ó, na Barra Guilherme Leporace - Agência O Globo

RIO - Um dos esportes mais populares do verão carioca, o skate virou tema de debate no Rio. Até o dia 3 de janeiro, o Museu da República abriga o evento “República do Skate. Subversão do uso”, que conta com um seminário e uma exposição sobre a cultura do skate.
Surgido na década de 1960, nos EUA, o skate é, atualmente, muito mais do que um esporte. É um dos elementos centrais da contracultura contemporânea, com expressão artística, musical e corporal. É também uma indústria, que movimenta milhões de dólares por ano. No seminário, discute-se temas como as formas de conciliar os diferentes usos do espaço urbano público e como o skate pode ser um elemento de renovação de áreas degradadas e ao mesmo tempo contribuir na formação de uma consciência social sobre o bem público.
No próximo fim de semana, uma série de atividades serão realizadas no espaço do Museu. No sábado e no domingo, às 15h serão exibidos curtas-metragens sobre o tema, em sessões gratuitas na Sala Multimídia. Sábado, às 16h30m, acontece o debate “Skate e Cultura”, que reunirá nomes como a diretora do Circo Voador, Maria Juçá, a secretária de Cultura do Estado, Adriana Rattes, o skatista e produtor Cesinha Chaves e a filósofa Kátia Frecheiras. No domingo, na parte externa do museu, acontecem apresentações de Best Trick, do DJ Machintal, e de Acid Drop, a partir das 16h.

http://oglobo.globo.com/verao/relacao-do-skate-com-espaco-urbano-em-debate-no-rio-3399884


MAC - Niterói

08/12/2011

Brinquedos Populares de Pernambuco chegam ao Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular

Encerrando o projeto Sala do Artista Popular de 2011, o Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP) inaugura no dia 8 de dezembro, quinta-feira, às 17 horas, a exposição Brinquedos em Recife, índice de invenção, reunindo o encanto da criação de brinquedos populares como aviões, carrinhos, rói rói, mané gostoso, bola de meia, cinco marias, bonecas de pano produzidos por mestres artesãos do Recife e do município de Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco. A mostra, onde também são vendidas todas as peças expostas, fica em cartaz até o dia 8 de janeiro de 2012 e conta com o patrocínio da Caixa Econômica Federal, além da parceria da Fundação Joaquim Nabuco e o apoio do Iphan em Pernambuco. Estarão presentes na cerimônia de abertura da exposição, dois dos seis artistas expositores, José Francisco Lima e José Antonio da Silva (Saúba).
Os objetos que estão incluídos na classe do “brinquedo popular”: sobretudo se ressaltam os materiais orgânicos disponíveis, aquelas sobras associadas a determinadas atividades – sobras de retalhos, sobras de barro –, bem como o extraordinário aproveitamento de materiais descartados, refugos da indústria.

Sobre a Exposição
Se brinquedo e brincadeira são categorias recorrentes em expressões de devoção religiosa, em ciclos festivos como o carnaval, num espectro amplo de possibilidades um conjunto específico de objetos foi, ao longo do tempo, redefinido, fora de seus contextos, como “brinquedo popular,” como arte popular, como cultura. Afinal, por que deixamos de colecionar, por exemplo, um simples pedaço de madeira que se converte em avião nos jogos, as pedrinhas de ruas, um giz para riscar jogo de amarelinhas, a areia e água do mar aqui mencionados, os ruídos de animais ou o pedaço de tecido que improvisa a capa do herói?
No ano de 1987, com o objetivo de desenvolver ações relacionadas à coleção de brinquedos do acervo, o Museu do Homem do Nordeste, da Fundação Joaquim Nabuco, instituiu o Programa Feira atividade: brinquedos e brincadeiras populares. De acordo com Sílvia Brasileiro, o programa fora concebido em função da coleção de brinquedos e a ideia era promover uma série de atividades que não fosse apenas exibição de objetos. O foco era abrir espaços para aqueles que ainda guardassem os segredos da feitura, por exemplo, de uma boneca de pano, de um mané-gostoso. Com o tempo, o programa passou a abrigar, além da feira em que artesãos é que comandam as vendas de seus objetos, uma série de outras atividades – cantigas de roda, comidas tidas como “típicas”, histórias. A proposta, de acordo com os participantes, ampliou seus horizontes, pois passaram a receber convites para realizar oficinas em escolas, sobretudo no mês de agosto, mês do folclore. Por intermédio do Museu também participam em feiras e grandes eventos, bem como de projetos de política pública.

No ano de 2008, o Museu do Homem do Nordeste fora indicado para participar de iniciativa pública de fomento e difusão da atividade artesanal voltada para estudo das condições de trabalho e propostas alternativas, com o propósito de garantir a continuidade da atividade artesanal. De 2009 a 2011 é assim firmada a parceria com o Programa de Promoção do Artesanato de Tradição Cultural (Promoart), iniciativa do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, realizada por meio da Associação de Amigos do Museu de Folclore Edison Carneiro, no âmbito do Programa Mais Cultura, do Ministério da Cultura. O Museu do Homem do Nordeste, que atuou então no polo Brinquedos Tradicionais de Recife (PE), constituiu-se como referência na vida de cada um dos participantes, sendo a um só tempo um ponto de articulação, uma via de possibilidades para a participação em programas de fomento e difusão em nível federal, tais como o Artesanato Solidário e o Promoart.

[Fonte: Catálogo da exposição Brinquedos em Recife, índice de invenção, pesquisado e escrito por Guacira Waldeck.]

Serviço
Sala do Artista Popular Brinquedos em Recife, índice de invenção
Inauguração: 8 de dezembro de 2011, às 17h
Período: 8 de dezembro de 2011 a 8 de janeiro de 2012
Exposição e venda:
Terça a sexta-feira, das 11h às 18h
Sábados, domingos e feriados, das 15h às 18h
Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular - Rua do Catete, 179 (metrô Catete), Rio de Janeiro, RJ 22.220-000

Informações
Setor de Difusão Cultural
(21) 2285-0441, ramais 204, 205 e 206
difusão.folclore@iphan.gov.br
Visite www.cnfcp.gov.br e conheça a instituição

Fonte: Ascom - CNFCP

Ingressos nos museus britânicos são gratuitos há dez anos

Quando o governo tomou essa decisão, a intenção era que todos tivessem acesso à cultura e não só quem pudesse pagar. Atualmente, das dez atrações mais visitadas no Reino Unido, oito são museus com entrada gratuita.
Assista o Vídeo!

06/12/2011

Tiririca fará campanha para popularização dos museus

"Você sabe o que é um museu? Eu também não, mas vamos descobrir". É com essa frase que o Deputado Tiririca (PR -SP) pretende fazer campanha para a divulgação de museus. A ideia foi discutida no último dia 30 em brasília com José do Nascimento Junior (Presidente do IBRAM).

Mas a grande notícia não é apenas se tiririca vai fazer campanha ou não, nesta reunião também foi discutida a questão da memória circense, que para o Deputado, é uma questão que merece maior atenção.
A reunião, que partiu de solicitação da assessoria do deputado, teve vários assuntos em pauta, entre eles, a inserção da temática circense nos museus brasileiros. Tiririca se mostrou preocupado com a situação atual dos circos e da memória circense. Para ele, que cresceu no picadeiro, o circo “é uma escola fantástica. A gente aprende a economizar, a gastar, aprende tudo no circo e isso não pode acabar”, enfatizou.

Nascimento sugere ainda que o museu seja itinerante, pois para ele:

Não há uma visão rígida do conceito de museu e um dedicado ao circo deve ser móvel: temos que transformar a lona em um museu e levá-lo para todo o país”, indicou.

Para saber mais: http://www1.folha.uol.com.br/poder/1015502-tiririca-fara-campanha-para-popularizacao-dos-museus.shtml

http://www.museus.gov.br/noticias/proposta-de-museu-dedicado-ao-circo-marcou-visita-de-tiririca-ao-ibram/

03/12/2011

Casario de Vassouras sofre com um abandono histórico

RIO - Quando chegam as nuvens grossas, prenunciando temporal, a noite é de insônia para Isabel Rocha, a responsável técnica do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Vassouras, no Vale do Paraíba fluminense. Ela já sabe que, a cada aguaceiro, é menos um telhado, um forro ou uma parede no casario da cidade. Aos poucos, a natureza vai varrendo do mapa uma das mais valiosas relíquias do Brasil Império: a malha urbana da capital do ciclo do café e moradia dos barões que comandaram a economia do país por meio século.

Vassouras foi o primeiro centro histórico do século XIX tombado no país, em 1958 (antes mesmo de Petrópolis). Paradoxalmente, a cidade vive hoje uma corrida contra o tempo para não ver esse acervo transformado em pó. Na quarta-feira, o Ministério Público Federal promoverá audiência pública na cidade (às 17h, no auditório do Sesc) para cobrar a responsabilidade de cada agente público envolvido na questão, do Ministério da Cultura à prefeitura local.

Há certa timidez e falta de articulação na luta para preservar um dos mais importantes períodos da história do Estado, quando o Vale do Paraíba esteve no centro da vida nacional - lamenta o historiador Ricardo Salles, autor de “E o vale era o escravo - Vassouras, século XIX. Senhores e escravos no coração do Império”.

Ou, nas palavras do procurador da República Rodrigo Lines, responsável pela abertura de quatro inquéritos civis públicos sobre o problema:"O abandono é total."


Tapumes e escoras são os únicos vestígios do poder público nos casarões arruinados. Na entrada do centro histórico, o Solar do Barão de Vassouras desponta como símbolo deste desamparo. Vencida pelas infiltrações, uma parede desabou em 2007, levando junto toda a ala social do casarão erguido em 1848, em forma de “U”, para abrigar a família do barão Francisco José Teixeira Leite (1804-1884), uma das mais influentes do sul fluminense no Segundo Reinado.

Numa época em que cidades como Vassouras mereciam as mesmas atenções e paparicos dedicados à Corte, o Solar era, ao mesmo tempo, residência e centro de poder. Foi ali que os acionistas da Estrada de Ferro D. Pedro II assinaram o contrato de construção da ferrovia. Conta-se que o Barão de Vassouras teria dado socos na mesa, exigindo que uma mudança no traçado fizesse o trem passar pela cidade.

O Barão de Vassouras representa a segunda das três gerações das famílias produtoras de café. Antes, vieram os desbravadores, que desmataram para o plantio. A segunda geração ergueu as cidades da região. Dom Pedro II vivia por ali. Os barões praticamente não frequentavam a capital. Só a terceira geração, a dos seus filhos, passou a visitar a Corte com regularidade - explicou o professor Ricardo Salles.


Visto de fora, cercado por tapumes, o casarão parece íntegro. Por dentro, o quadro é desolador. O telhado, o forro de tábua corrida e as paredes de divisão interna praticamente sumiram, junto com as pinturas decorativas. Sem escoras, o que resta do palacete pode vir abaixo a qualquer momento. A prefeitura chegou a desapropriar o imóvel, mas a Justiça considerou o ato irregular e mandou devolvê-lo ao verdadeiro proprietário, que o prefeito Renan Vinícius de Oliveira confessa não saber quem é.


Mais acima, outra construção tira o sono da equipe do Iphan: o Asilo Barão do Amparo, antigo hospital da cidade, que só continua de pé porque o instituto, pressionado pelo Ministério Público, destinou este ano recursos emergenciais para escorar o prédio, erguido entre 1848 e 1853.

Além de alegar que não tinha condições financeiras para assumir a obra, a Irmandade Santa Casa da Misericórdia de Vassouras, proprietária do asilo, não pagava as contas de luz - disse Isabel Rocha, do Iphan de Vassouras.

Apesar de reiterados alertas desde 2002, a irmandade não tomou providências para evitar o desabamento. Fez apenas obras que descaracterizaram a construção original. Cinco anos depois, quando as rachaduras avançavam pelas paredes, o Ministério Público estadual determinou a evacuação do prédio, alegando haver risco para os idosos que ali viviam. O pior viria no ano seguinte. Durante o carnaval, um misterioso incêndio consumiu parte do casarão. Desde então, o asilo ficou abandonado.

A situação do asilo aquece o bate-boca que facilita o avanço da destruição: o Iphan diz que a responsabilidade é do proprietário; o proprietário alega não ter dinheiro para proteger um bem da sociedade; a prefeitura diz que o orçamento só chega para as despesas básicas, como saúde e educação. E o Ministério Público entende que cada um tem a sua parcela de culpa pelo quadro desolador.

Seja como for, a audiência de quarta-feira pode ser a última chance para salvar os casarões. Um deles, contudo, ficará de fora. Reduzido às paredes externas, o Palacete do Barão do Amparo, no alto de uma colina, é dado como perdido pelo Iphan. Os proprietários, da família Avelino, não chegam a um consenso sobre o destino do que restou. Há quem diga que o desejo inconfesso dos herdeiros é lotear o terreno e vender tudo.

Matéria do Globo: http://oglobo.globo.com/ciencia/casario-de-vassouras-sofre-com-um-abandono-historico-3374797

01/12/2011

Nam Goldin

Após a polêmica decisão do Oi Futuro de censurar parte de sua obra, a fotógrafa Nan Goldin concedeu uma importante entrevista ao Estadão comentando o caso: http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,cancelamento-de-exposicao-no-rio-deixa-artista-norte-americana-chocada,805090,0.htm



Estadão: Os artistas estão ironizando o fato de o "censor" se chamar Oi Futuro.

É um pouco assustador. O futuro já parecia ruim o suficiente. 

29/11/2011



Enviada pela museóloga Mayra Brauer

A nova obra de Oscar Niemeyer cabe no Aterro?


Encomendado a Oscar Niemeyer e orçado em mais de R$ 200 milhões, o projeto de uma casa de shows em pleno Aterro do Flamengo corre o risco de nunca sair do papel. Em entrevista ao jornal O Globo, o superintendente no Rio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Carlos Fernando Andrade, afirmou que o projeto era “impossível de ser aprovado” já que, no decreto que tombou a área, em 1965, não há “qualquer teatro previsto” entre os os equipamentos que o parque pode conter.

Encomendado ao arquiteto pelo Brazil Foodservice Group (BFG), grupo que administra a rede de churrascarias Porcão, o projeto, que ainda não tem nome, contaria com uma plateia de 2 mil lugares, balcões e camarotes com 500. A construção só poderia ser aprovada se o Iphan abrisse uma exceção, o que poderia gerar um precedente perigoso de obras não previstas no decreto original.

“Na época em que foi concebido, a ideia era de que se devia fazer áreas de lazer para o parque, como restaurantes e quadras de futebol”, explica o ambientalista Luiz Prado. “Mas colocar um empreendimento totalmente privado é algo que precisa ser discutido com profundidade com a população. Quem vai decidir isso? O Porcão? O Iphan? Na minha opinião, deveria haver um referendo. A população é que precisa decidir. É algo que está previsto na constituição e que só não usamos por preguiça”.

Prado acredita que a questão não é ambiental.

“Não tem nada a ver com meio-ambiente”, afirma. “Isso vai afetar o trânsito, talvez a vista. Não interessa se quem está fazendo é o Niemeyer. O que está em jogo aqui não é a arquitetura, mas a utilização do espaço público. E a utilização do espaço público no Rio virou uma bagunça danada”.

Por sua vez, o presidente da Associação de Produtores de Teatro do Rio de Janeiro, Eduardo Barata, lamenta uma possível barragem do projeto, que define como “firula burocrática”.

“Temos uma séria falta de espaços para se apresentar no Rio”, justifica. “Os editais nos permitiram aprimorar nossas espetáculos. Hoje temos mais peças, mas menos espaços para apresentá-las”.

Barata cita o fechamento de espaços tradicionais, como o Glória e a Galeria do Flamengo, além da suspensão temporária do Villa-Lobos (em função de um incêndio), para lembrar a importância de um novo projeto no Parque do Flamengo.

“Sendo uma obra do Niemeyer num espaço privilegiado, e ainda por cima carente de teatros, seria um impulso importante para o teatro no Rio”.

Ex-Secretário de Urbanismo do Rio de Janeiro, o arquiteto Flávio Ferreira também acredita que só a sociedade civil e a opinião pública deveriam decidir o futuro do projeto.

“Para o Iphan aprovar, teria que justificar uma exceção”, explica. “Esta exceção parte da reação da sociedade. Se a sociedade achar que será bom para cidade, teria uma justificativa. Eu, pessoalmente, acho o projeto muito grande. Não cabe naquele espaço”.

O deputado federal do PV, Alfredo Sirkis, concorda com a decisão do Iphan. “Aquela área é sensível, complicado em termos de acessibilidade e uma obra desse tamanho implicaria um impacto paisagístico. Já há uma casa de shows, que é o Vivo Rio, feito de acordo com o projeto original. O mais correto seria fazer a obra em outro local, não no parque”.

Fonte:http://opiniaoenoticia.com.br/brasil/politica/a-nova-obra-de-niemeyer-cabe-no-aterro/?ga=dtf

Projeto mensal prevê visita aos bastidores do Museu Imperial (RJ)

Os participantes do projeto O Museu Que Não Se Vê, desenvolvido pelo Museu Imperial/Ibram, tiveram a oportunidade de conhecer um acervo diferente no dia 18 de novembro: os itens relacionados à fotografia guardados nos setores técnicos.
A atividade fez parte do festival de fotografia Clic! Petrópolis, que acontece na cidade até 27 de novembro, e esteve integrada ao projeto mensal que revela os bastidores do Museu Imperial, apresentando os setores técnicos e o acervo que não fica exposto no palácio.
A edição especial apresentou ao público livros sobre fotografia, periódicos, álbuns, câmeras antigas e imagens capturadas com diversas técnicas fotográficas, como daguerreótipo e ambrótipo. Os participantes tiveram até mesmo a oportunidade experimentar um estereoscópico, técnica do início do século XX que permite visualizar fotografias em três dimensões.
Além do acervo da Biblioteca, do Arquivo Histórico e do Setor de Museologia, os visitantes conheceram o Laboratório de Conservação e Restauração, que preserva todo esse acervo, e o Projeto de Digitalização do Acervo do Museu Imperial (Projeto DAMI), que digitaliza e disponibiliza no site do Museu as coleções guardadas na instituição.
A participação no projeto é gratuita e pode ser agendada pelo telefone (24) 2245-4668 ou pelo e-mail mimp.someluz@museus.gov.br. São realizadas visitas toda última quarta-feira do mês, das 9h e das 14h. Mais informações aqui.

Texto e fotos: Divulgação Museu Imperial

28/11/2011

Dica de Filme

Tenacious D Uma dupla infernal
Na ensolarada Venice Beach, Califórnia, a história do rock começa a mudar para sempre quando um jovem e inexperiente fã chamado JB conhece um sujeito preguiçoso de nome KG. Os dois se tornam amigos quase instantaneamente e juntos formam o seu próprio grupo, o Tenacious D. apesar de ter apenas dois integrantes, o título de "maior banda de rock do mundo" se torna a sua maior obsessão. E para transformar o seu sonho em realidade, eles precisam obter o item supremo: uma palheta de guitarra mágica que é mantida em segurança no imponente Museu do Rock & Roll.
Assista o filme!

Rito indígena brasileiro entra na lista da UNESCO de patrimônios culturais imateriais em risco

Ritual Yaokwa, do Povo Indígena Enawene Nawe. Imagem: Acervo Iphan, 2008Um rito amazônico brasileiro e mais dez manifestações culturais de outros países entraram na quinta-feira (24/11) para a lista de Patrimônios Culturais Imateriais em Necessidade de Salvaguarda Urgente. O Ritual Yaokwa, do Povo Indígena Enawene Nawe, do noroeste do Mato Grosso, passa agora a ser protegido também pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Cultura e a Ciência (UNESCO).
Os índios realizam este ritual diariamente durante sete meses por ano, abrangendo as estações de seca e chuva, num calendário ecológico. Envolve a pesca de barragem, com sofisticadas armações que configuram elaboradas obras de engenharia, feitas com matéria-prima da floresta amazônica. Inclui ainda música, dança e oferendas para os espíritos.
Também foram incluídas na lista manifestações culturais do Peru, China, Emirados Árabes, Indonésia, Irã (2), Mali, Mauritânia, Mongólia e Vietnã.

23/11/2011

Valentino lança museu virtual

Espaço online terá mais de 300 vestidos dos 50 anos de carreira do estilista

Projeto do museu virtual de Valentino (Reprodução)

Valentino Garavani (o famoso estilista dos vestidos vermelhos) e seu parceiro de longa data, Giancarlo Giammetti, estão prestes a lançar um projeto um tanto revolucionário. Trata-se do Valentino Garavani Virtual Museum, um aplicativo para computador que permite ao usuário fazer uma verdadeira imersão no universo do estilista transformado num imenso museu virtual.
Com data de lançamento prevista para o dia 5 de dezembro, o projeto vai cobrir os 50 anos de carreira do estilista responsável por vestir algumas das mulheres mais importantes do século 20. Aposentado da moda desde 2008, Valentino também está disponibilizando hoje (21/11) todo o arquivo de sua marca no site valentino-garavani-archives.org.

Site de arquivo da grife Valentino (Reprodução)

O próximo passo, então, será oferecer, a seus fãs e estudantes de moda do mundo todo, acesso irrestrito também aos mais íntimos detalhes de suas principais e mais emblemáticas criações.

Interior do museu virtual de Valentino (Reprodução)

Criado a quarto mãos, por Valentino, Giammetti e as agências NovaCom Assocei-Paris e a londrina Kinmonth-Monfreda Design Project, o museu virtual usa a mais avançada tecnologia 3-D para uma maior aproximação com a realidade. Assim, os usuários poderão “caminhar” por espaços com arquitetura típica romana (como direito até a iluminação à la chiaroscuro), numa área correspondente a quase 10.000m2. Nas diversas alas e galerias, encontram-se mais de 300 peças icônicas do estilista, as quais foram scanneadas em 360º para permitir uma inspeção mais aproximada (diz que dá para ver até detalhe de costura). Num segundo clique, ainda é possível conhecer mais sobre a história da peça em questão – quem vestiu, quando foi criado, a que coleção pertence, além de campanhas e editoriais na qual foi incluída.
E o lançamento do Valentino Garavani Virtual Museum não podia ter timing melhor. Algo interessante está acontecendo com a moda nos últimos anos. Seu status pop vem crescendo a tal ponto que as restritas salas de desfiles já não dão conta da saciar a fome do público pelo assunto. Daí (ou pelo menos em parte) o crescente número de exposições da área nos mais respeitados e importantes museus do mundo. Porém, a moda enquanto arte aplicada, isolada em cubos de vidro ou estáticas em manequins sem vida, não carrega a mesma força de expressão de quando vista ao vivo, a cores e, principalmente, em movimento.
Coco Chanel já dizia: “Uma moda que não chega às ruas não pode ser considerada moda”. Pensando por aí, a moda sem um corpo (para a vestir e a movimentar) também não pode ser considerada uma experiência fashion por completo. Justamente por isso, o novo projeto do aposentado estilista Valentino Garavani promete ser tão revolucionário. Apesar de não proporcionar uma experência real com as peças, permite uma compreensão muito mais completa do que um simples mostruário cercado com cordas de veludo. Afinal, você pode, quase que literalmente, mergulhar dentro da peça e sua história.

Materia enviada por Eneida Quadros Queiroz

Britânico cria maior pintura 3D do mundo

O resultado do trabalho de Joe Hill é uma obra de arte impressionante e vertiginosa
Você já deve ter visto uma dessas pinturas em 3D que existem por aí, mas, com certeza, nunca viu algo tão grandioso quanto o trabalho de Joe Hill.
O artista britânico entrou para o Guinness - O Livro dos Recordes por ter feito a maior pintura em 3D do mundo.
A obra tem cerca de 1.120 m² e foi desenhada no chão do centro financeiro de Canary Wharf, em Londres, na Inglaterra.
Além da pintura, alguns objetos foram colocados no local para aumentar o realismo e a sensação de vertigem.



http://noticias.r7.com/esquisitices/noticias/britanico-cria-maior-pintura-3d-do-mundo-20111118.html?question=0

expo. Quadrinhos

21/11/2011

Cem anos de arte no Brasil é o tema da exposição de reabertura do Paço Imperial

O Centro Cultural Paço Imperial, no Rio de Janeiro, reabriu suas portas ao público após as obras de reforma e modernização. Na última quinta-feira, dia 17, às 19h, o presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, Luiz Fernando de Almeida, participou da abertura do espaço com a exposição 1911-2011 Arte Brasileira e Depois. O acervo da Coleção Itaú apresenta 186 obras de 137 artistas que dão um panorama da produção artística realizada no país nos últimos 100 anos.

A mostra já está aberta à visitação pública e permanece em cartaz até 12 de fevereiro de 2012. O curador da exposição, Teixeira Coelho, crítico de arte e curador-diretor do Museu de Arte de são Paulo – Masp, optou por criar uma série de seis módulos que funcionam como fio condutor para o visitante. Eles podem ser compreendidos isoladamente ou seguidos de ponta a ponta, traçando o caminho percorrido pela arte brasileira desde as primeiras décadas do século passado até hoje. Confira aqui um pouco mais sobre a exposição

Com um espaço arquitetônico privilegiado, o Paço Imperial tornou-se, desde a sua restauração na década de 1980, um centro de exposições e eventos que preserva a memória histórica e incorpora as inovações da cultura brasileira. Construído em 1743, foi usado como Casa dos Vice-Reis do Brasil. Com a chegada da corte de D. João VI ao Rio de Janeiro, e a elevação da colônia à condição de Reino Unido a Portugal e Algarves, o Paço se transformou em sede dos governos do Reinado e do Império. Após a Proclamação da República, o prédio foi a sede dos Correios e Telégrafos. Tombado pelo Iphan em 1938 é hoje é um dos marcos da história cultural do Rio de Janeiro.

Em 2011, mais uma vez patrocinado pelo BNDES, o Paço Imperial passou por renovação das salas de exposição, pintura e higienização. As intervenções nas fachadas e espaços internos atenderam a procedimentos de restauro estabelecidos pela Superintendência do Iphan – RJ, respeitando a preservação e construção do prédio tombado. O circuito de exposições foi modernizado e continuará dentro das normas internacionais para exposições de arte. A renovação de equipamentos e instalações da unidade museológica representa a continuidade de um programa baseado na associação entre preservação da história nacional e o processo de renovação cultural, uma característica singular brasileira.

A exposição permanente sobre a história do Paço Imperial também está sendo renovada com recursos modernos de comunicação e tratamento de imagens. Os diversos momentos do prédio serão apresentados de maneira atrativa e contextualizada, promovendo o diálogo entre o contemporâneo e a história, levando o visitante a participar, valorizar e explorar o contraste entre o passado e o presente. Atualmente, convivem no Paço Imperial, em perfeita harmonia, Aleijadinho, Joseph Beuys, Maria Clara Machado, John Cage, os Rolling Stones, Helio Oiticica e Mestre Valentim.

No primeiro andar do prédio, está instalada a Biblioteca Paulo Santos que reúne um acervo de 6 mil volumes e 200 títulos de periódicos, a maior parte especializados em arte e arquitetura luso-brasileiras. As outras salas são abertas para exposições temporárias de artes plásticas, eventos teatrais, concertos musicais, clássicos e populares, assim como para palestras e seminários relacionados às temáticas das exposições realizadas. No andar térreo, são oferecidos diversos serviços em lojas que, segundo a literatura especializada, estão localizadas no mesmo espaço onde, no século XVII, funcionava o melhor ferreiro do Rio de Janeiro. A primeira planta em escala da cidade, feita em 1713, e vestígios arqueológicos revelam no local funcionaram ainda a Casa da Moeda e o Armazém del Rei. O Paço Imperial fica na Praça XV de Novembro, 48, Centro. O endereço eletrônico é http://www.pacoimperial.com.br

Serviço
Reabertura do Centro Cultural Paço Imperial e
Exposição 1911-2011 Arte Brasileira e Depois, na Coleção Itaú
Data: De 18 de novembro de 2011 a 12 de fevereiro de 2012
De terça-feira a domingo, 12h às 18h
Entrada Franca
Local: Centro Cultural Paço Imperial
Praça XV, 48, Centro, Rio de Janeiro - RJ
Telefone: (21) 2215-1195

Mais informações
Assessoria de Comunicação Iphan
comunicação@iphan.gov.br
(61) 2024-5476 / 2024-5477
www.iphan.gov.br / www.twitter.com/IphanGovBr

Museus em Números

Museus em Números
O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC) lança a publicação Museus em Números em dois volumes, oferecendo um panorama estatístico nacional e internacional do setor de museus e textos analíticos sobre a situação dos museus nas unidades federativas.
Os dados são referentes a 1,5 mil instituições museológicas brasileiras que responderam ao questionário do Cadastro Nacional de Museus (CNM) – cadastradas entre as mais de três mil instituições mapeadas em todo o país à época do levantamento de dados para a pesquisa (setembro 2010). Seguem os arquivos para baixar:
Volume 1
Volume 2 (parte 1 de 2)
Volume 2 (parte 2 de 2)

Museu Afro inaugura escultura de Zumbi no Dia da Consciência Negra

SÃO PAULO - Como parte das comemorações do Dia da Consciência Negra, o Museu Afro Brasil inaugurou neste domingo uma escultura de Zumbi dos Palmares, líder negro que resistiu à escravidão no Brasil.
Com 2,2 metros de altura, a obra é uma réplica da que se encontra na Praça da Sé, em Salvador (BA), e foi doada ao museu por sua autora, a artista plástica Márcia Magno.
Zumbi nasceu em 1655 no Estado de Alagoas. Último líder do Quilombo de Palmares, fundado em 1600 por escravos foragidos de um engenho pernambucano, Zumbi foi capturado, torturado e decapitado em 1695.
A escultura doada ao Museu Afro apresenta o líder do Quilombo de Palmares em posição de alerta, portando uma arma de defesa chamada mukwale, símbolo de poder, usada por grandes guerreiros africanos.
“O Museu Afro Brasil é um espaço de história, arte e memória. Uma obra dessa magnitude, como é a obra da Márcia Magno, é muito importante [para o museu] porque representa um ícone da história negra do Brasil”, diz Emanoel Araújo, diretor da instituição.
Além da escultura de Zumbi dos Palmares, foram inauguradas neste domingo duas exposições. A primeira delas é “Aurelino – a Transfiguração do Real”, que apresenta 100 obras do artista plástico baiano Aurelino dos Santos, que trabalha primordialmente com pinturas. “[Aurelino] é um artista muito interessante. Ele faz pinturas geométricas, cheia de símbolos e significados”, comenta Araújo.
A segunda exposição, “Brincar com Arte – o Brinquedo Popular do Nordeste”, apresenta mais de mil objetos, bonecos e miniaturas de veículos da coleção de David Glat, curador do Museu do Brinquedo Popular, na Bahia. Segundo Emanoel Araújo, são brinquedos feitos por nordestinos de diferentes etnias do Nordeste. "É uma exposição muito bonita, muito colorida.”
Ainda como parte das comemorações do Mês da Consciência Negra, a Pinacoteca do Estado, o Museu de Arte Sacra e o Museu da Língua Portuguesa oferecerão ao público a programação temática “Africanofagias Paulistanas”, que destaca a presença africana na história da cidade de São Paulo.
O Museu Afro Brasil localiza-se no Parque Ibirapuera, na capital paulista e pode ser visitado de terça-feira a domingo, das 10h às 17h. A entrada é franca. As duas exposições serão encerradas em abril do próximo ano. Mais informações no site do museu.


(Agência Brasil)




Eleições COFEM E COREM 2ª. REGIÃO

Reproduzo aqui o e-mail recebido do COREM:



BOLETIM INFORMATIVO ELEIÇÕES:

PREZADO (A) MUSEÓLOGO (A),
NOS DIAS 08 E 09 DE DEZEMBRO DE 2011, DAS 9h às 17h, ESTAREMOS EM PERÍODO DE ELEIÇÕES PARA O COFEM E COREM 2ª REGIÃO, CONFORME DETERMINADO EM RESOLUÇÃO Nº (03/2011) PUBLICADO EM (30 de setembro de 2011) PELO CONSELHO FEDERAL DE MUSEOLOGIA.

OS CANDIDATOS AO COFEM SÃO:
MÁRCIA FERREIRA NETTO – 0196-I
RITA DE CÁSSIA DE MATTOS – 0064-I
OS CANDIDATOS AO COREM SÃO:
CLAUDIO NELSON OLIVEIRA BARBOSA – 0453-I
LILIANE BISPO DOS SANTOS – 0830-I
MAGDA BEATRIZ VILELA – 0391-I
MÔNICA SALEM DE ZAIYAS – 0411-I
NANCY CORRÊA PLONCZYNSKI – 0326-I
NEWTON FABIANO SOARES – 0842-I
TATIANA AVELINO DE SOUZA PEREIRA – 0625-I

NÃO SE ESQUEÇA O VOTO É OBRIGATÓRIO, DE ACORDO COM A RESOLUÇÃO COFEM 01/2002, O REGIME INTERNO DO COREM 2ª REGIÃO, CAPÍTULO VI, SESSÃO III, ART. 23º, FICARÁ O MUSEÓLOGO SUJEITO ÀS PENALIDADES PREVISTAS, POR FALTA INJUSTIFICADA A ELEIÇÃO (PRAZO PARA JUSTIFICAR A FALTA: 60 DIAS CONTANDO DA DATA DAS ELEIÇÕES) AS JUSTIFICATIVAS DEVERÃO SER FEITAS ATRAVÉS DE DOCUMENTO COMPROBATÓRIO E ENVIADO POR CARTA REGISTRADA. A MULTA ELEITORAL EQUIVALE A 30% DA ANUIDADE. SÓ PODERÃO VOTAR OS MUSEÓLOGOS QUE ESTÃO EM DIA COM A TESOURARIA ATÉ O DIA DO PLEITO E COM SUAS OBRIGAÇÕES JUNTO AO COREM.
A SEDE DO COREM 2ª REGIÃO, SITUADA À RUA ÁLVARO ALVIM, Nº 48, SALAS 403/404, CENTRO DA CIDADE, RIO DE JANEIRO, ESTARÁ FUNCIONANDO SEM INTERVALOS DURANTE OS DIAS E HORÁRIOS ANUNCIADOS.
 QUALQUER DÚVIDA ENTRE EM CONTATO COM A SECRETARIA DO CONSELHO, PELO TELEFONE 2233-2357.
  CONTAMOS COM A SUA PRESENÇA.

ATENCIOSAMENTE,
DIRETORIA – COREM 2ª REGIÃO – RJ/MG/ES

Museu do Holocausto inaugurado em Curitiba

Primeiro museu do holocausto do Brasil é aberto em Curitiba
Criado pela associação judia Casa de Cultura Beit Yaacov, a exposição tem documentos, fotografias e objetos históricos da época da Segunda Guerra Mundial.
O principal objetivo dos organizadores é que o novo museu tenha uma função pedagógica, para que nunca seja esquecido o genocídio de judeus executado pelo regime nazista.
Confira o Vídeo!

20/11/2011

Niemeyer cria teatro para o Aterro e mostra novos projetos



RIO - Oscar Niemeyer completará 104 anos em 15 de dezembro. Avesso a comemorações, prevê receber amigos em seu escritório, em Copacabana, para o lançamento do 11 número de "Nosso Caminho", revista trimestral e trilíngue (português, espanhol e inglês) que criou e a que se dedica com especial carinho. A edição trará novos projetos do arquiteto, que continua passando as tardes fazendo os traços originais daqueles que levam sua assinatura.

Dentre as mais recentes criações está uma que provocará polêmica: o Teatro Musical Rio’s, um enorme espaço destinado a shows e musicais, situado no Parque do Flamengo, com uma cúpula que dialoga com as curvas do Pão de Açúcar. O projeto foi encomendado pelo Brasil Foodservice Group (BFG), que controla a rede de churrascarias Porcão, cuja unidade no parque continuará existindo ao lado do teatro no caso de ele ser mesmo construído.

Idealizado pela urbanista Lota Macedo Soares, o parque feito sobre o Aterro do Flamengo é tombado pelo patrimônio público desde 1965. Isto significa que só pode passar por qualquer alteração se o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) autorizar.

Os planos de modificação da Marina da Glória visando aos Jogos Panamericanos de 2007, por exemplo, foram vetados porque dificultavam a vista do Pão de Açúcar. Em maio passado, o empresário Eike Batista conseguiu, mesmo sob protesto dos ambientalistas, ter aprovada sua reforma para a Marina, argumentando que muitas instalações ficarão no subsolo da edificação, poupando a paisagem.

O BFG ainda não quer falar sobre o teatro, pois está preparando a documentação necessária para apresentar seus planos ao Iphan e à Prefeitura do Rio, proprietária do terreno. Atendendo a pedido de seu cliente, o escritório de Niemeyer não comenta o projeto, que está na fase de estudos preliminares.

A obra prevê uma plateia de 2 mil lugares e um balcão com mais 500, além de camarotes. No térreo, um auditório para eventos e um salão de exposições. Na revista "Nosso Caminho", há um comentário de Niemeyer:

"Fiquei muito entusiasmado, desde o primeiro momento, em conceber um novo espaço destinado a espetáculos musicais. E logo me ocorreu uma solução capaz de provocar surpresa e atrair o público: uma cúpula magnífica a ser construída ao lado do restaurante, localizando-a em frente ao Pão de Açúcar."

Se vingar, o teatro será uma das principais obras do arquiteto na cidade, ao lado do Sambódromo e dos Cieps. Por sua natureza, o parentesco maior será com o Museu de Arte Contemporânea de Niterói.

Quando pertencia aos irmãos gaúchos Mocelim, a rede Porcão travou uma disputa com o Garcia & Rodrigues pelo restaurante do Parque do Flamengo. Hoje, ambos pertencem ao BFG. Em 2012, será inaugurado um Porcão onde era o Garcia, que irá para outro endereço no Leblon.

Harmonia com a natureza

Outra novidade é o projeto de uma casa em Londres, pensada para ser um exemplo de beleza e convivência harmônica com a natureza sob a ótica da arquitetura modernista. A encomenda foi feita por Julia Peyton-Jones, diretora da Serpetine Gallery — que já pedira a Niemeyer um pavilhão em 2003, montado no Hyde Park. A obra deve acontecer em 2012, e o projeto guarda afinidade com a Casa das Canoas, criada em 1952 para ele mesmo morar.

— São duas residências que foram projetadas com extremo apuro, de modo a sublinhar a leveza de suas formas e o modo singular de integração com a natureza — diz Niemeyer, em resposta enviada por escrito.

Em agosto, começaram as obras da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), em Foz do Iguaçu. A primeira etapa vai até o fim de 2013. A instituição quer iniciar em seguida a fase final.

— Será um espaço onde alunos e professores de distintas nacionalidades poderão realizar trocas sociais significativas — acredita Niemeyer.

Na nova "Nosso Caminho", o arquiteto lembra o amigo Vinicius de Moraes no texto "Num teatro em Paris" — "como era bom e afetuoso este velho companheiro, a nos contar, animado, sua vida cheia de alegrias e flores!". Em depoimentos à jornalista Regina Zappa, o compositor Edu Lobo e o cineasta Miguel Faria Jr. também recordam o poeta. Ainda há um texto do escritor uruguaio Eduardo Galeano, "Haiti, país ocupado".

Sobre a chegada dos 104 anos, Niemeyer procura não torná-la especial:

— O futuro se revela problemático e incerto para todos nós. A vida é um sopro, não canso de repetir. O que ainda nos conforta é ter a nosso lado uma mulher, uma boa companheira (Vera). O resto, conforme já confessei a amigos de "O Pasquim", seja o que Deus quiser...




Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/niemeyer-cria-teatro-para-aterro-mostra-novos-projetos-3277341#ixzz1eIhFuohE
© 1996 - 2011. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

Efeitos do "Museus em Número"

Essa semana vimos a notícia sobre o lançamento da publicação "Museus em Número" do IBRAM. Hoje é capa do caderno de cultura do principal jornal da Paraíba uma matéria sobre museus, provocada pela publicação do IBRAM.

E o museu o que é? Um espaço de educação informal, de preservação da história e cultura de um povo. Lugares que abrigam sonhos, sentimentos, valores e, por isso mesmo, conhecimento. Na Paraíba, viver no interior é ficar longe e privado de tudo isso.

Segundo o levantamento 'Museus em Números' feito pelo Instituto Brasileiro dos Museus (Ibram), e divulgado na última quinta, 34,9% das instituições existentes na Paraíba estão localizados em João Pessoa. Em números brutos, são 63 em todo o Estado e 22 na capital.

Não dá pra saber o que a provocação pode causar de mudança na realidade, mas já é um começo.

http://jornaldaparaiba.com.br/noticia/70395_comprimindo-os-espacos-da-cultura

17/11/2011

Exposição conta a história dos videogames

A mostra está no Museu da Imagem e do Som. São mais de cem games espalhados em dois andares. O que não falta é atração para os apaixonados por games. O Atari foi um o primeiro game que fez sucesso entre a garotada.
Assista o Vídeo!

Instrumento para proteção do patrimônio museológico aprovado pela Unesco

O governo brasileiro apresentou proposta de resolução para criação de instrumento normativo para a Proteção e Promoção do Patrimônio Museológico e Coleções.

O documento foi defendido pelo presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC), José do Nascimento Junior, durante a reunião da Comissão de Cultura da 36º Conferência Geral da Unesco, realizada em Paris, França, na primeira semana de novembro.

A proposta foi apoiada por 30 países e, agora, o Ibram irá coordenar o processo de construção do instrumento normativo que visa o desenvolvimento, pelos países membros da Unesco, de políticas públicas para a área museológica.

Como primeira missão, o Ibram e a Unesco irão organizar uma reunião com especialistas internacionais da área de patrimônio museológico para discutir o tema. O encontro está previsto para 2012 e será realizado no Brasil. A criação desse instrumento normativo havia sido aprovada anteriormente pelos ministros de países ibero-americanos na XIV Conferência Ibero-americana de Cultura, realizada no Paraguai.

Durante a Conferência Geral, o Brasil também foi um dos 15 países eleitos para compor o comitê executivo de criação do Museu da Civilização Egípcia, que será patrocinado pela Unesco e construído no Cairo.

http://www.museus.gov.br/noticias/unesco-aprova-proposta-brasileira-de-instrumento-para-protecao-do-patrimonio/