31/05/2012
Occupy Museums protesta pela primeira vez fora dos EUA
Occupy Museums protesta pela primeira vez fora dos EUA materia antecipada nas previsões do profeta e Prof. Mário Chagas na aula magna da unirio Os 40 anos da Mesa Redonda de Santiago do Chile - "TEMOS POTÊNCIA PARA A NECESSÁRIA INDIGNAÇÃO MUSEAL?"
Occupy Museums protesta pela primeira vez fora dos EUA
Depois de invadir o MoMA e o Lincoln Center, movimento vai à Bienal de Berlim, mas a convite
RIO - Está decidido. Na manhã de domingo, os americanos que integram o novimento Occupy Museums, que surgiu em Nova York, em outubro do ano passado, inspirado nos protestos de ocupação de Wall Street, vão tomar todo o andar térreo da 7 Bienal de Berlim, na Alemanha.
Veja imagens do movimento Occupy Museums Empunhando cartazes com frases de efeito e executando performances de canto e dança — exatamente como fizeram no MoMA quatro vezes, no Lincoln Center, em dezembro, e no Museu Americano de História Natural, em novembro —, o grupo pretende chamar a atenção dos visitantes para dois pontos que considera cruciais. O primeiro é que a arte não é nem deve ser um artigo de luxo. O outro é que as obras de arte não são nem devem ser tratadas como ações em bolsas de valores. Elas não se prestam à especulação financeira, dizem.
Em entrevista ao GLOBO antes de embarcar para a capital alemã, o artista plástico Noah Fischer, um barbudo nascido em São Francisco que lidera o movimento desde sua origem, diz que a tomada da bienal põe o Occupy Museums num novo patamar. Será a primeira manifestação do coletivo fora de Nova York, e — avisa — não se restringirá à mostra.
— Até o dia 14 de junho, faremos outros dez protestos culturais pela cidade — diz Fischer, ao telefone. — Vamos ao Guggenheim de Berlim, que tem o Deutsche Bank como principal parceiro, e à embaixada americana, é claro.
Dono de um mestrado em Belas Artes pela Universidade Columbia e ex-bolsista da Comissão Fulbright, o artista não revela os outros oito pontos em que fará intervenções. Diz se tratar de uma informação estratégica e que o fator surpresa é sempre fundamental para esse tipo de evento. Para dar corpo ao piquete, que, segundo ele, tem potencial para reunir mais de 400 pessoas e se tornar o maior já feito pelo movimento, mobilizará artistas europeus que também não se conformam com a especulação em torno da arte. A convocação será feita por cartas divulgadas na imprensa local e pela internet.
O tom revolucionário de Fischer mingua um bocado quando lhe perguntam sobre o fato de a tomada da bienal e dos outros dez pontos obedecer a um convite feito pelos curadores da mostra, Artur Zmijewski e Joanna Warsza. Ele reconhece a saia-justa. Em sua primeira batalha além-mar, o Occupy Museum vai para dentro do establishment tradicional da arte a convite dele, e com o objetivo único de criticá-lo. E tem graça protestar a convite?
— O tema dessa bienal é o ativismo social, a arte engajada — defende Fischer. — Topamos ir a Berlim porque queremos aprender. Ao contrário dos Estados Unidos, onde 85% da cultura é financiada pelo setor privado, a Alemanha tem um governo que apoia a cultura. Ele está por trás da bienal, por exemplo. Queremos entender como isso funciona e, quem sabe, importar o modelo. Mas é claro que ser convidado para protestar em outro país nos coloca numa situação completamente diferente.
No manifesto que deu origem ao grupo, texto que ocupa lugar de destaque em seu site, lê-se em negrito: "A arte não é artigo de luxo." Logo abaixo outras constatações que deram corpo ao movimento: "Boa parte dos museus é administrada por e para aquele 1% das pessoas que compõem a elite mundial. O interesse econômico tem ditado a arte. Galerias e museus operam cada vez mais visando ao lucro. Nesse sistema, dinheiro e poder definem o que é e o que não é arte." E Fischer garante que esse pilar do movimento está intacto e pulsando.
— A arte é a personificação da criatividade humana, algo sem o qual o ser humano não pode viver — define. — Nem sempre é feita para ser consumida ou vendida, mas para provocar ou extravasar sentimentos. O que acontece é que os leilões e as feiras de arte são espaços idênticos às bolsas de valores. Uma obra é hoje uma ação. Especula-se com ela. E o resultado mais imediato disso é o encarecimento da arte, que acaba se tornando algo que só pode ser desfrutado por aquele 1% que consegue pagar por ela. E o que sobra para os outros 99%?
Fischer nunca viu ou conversou com o empresário brasileiro Bernardo Paz. Também nunca foi ao Centro de Arte Contemporânea Inhotim, em Brumadinho, Minas Gerais. Mas sabe muito sobre ele.
— Bernardo Paz tem uma visão única e extravagante e faz parte do tal 1% que nós tanto criticamos, mas conseguiu provocar um desenvolvimento econômico considerável em torno de seu parque e parece estar realmente preocupado com a educação. Hoje, Inhotim não estaria na lista de lugares a serem tomados pelo Occupy Museums — afirma.
Mas quando se dá conta de que o rumo de seu discurso soa como uma "proteção" do milionário, pede um retoque à reportagem:
— É claro que ele ainda tem que provar que realmente é capaz de pensar de forma ampla e que seria muito melhor que a fortuna dele estivesse dividida entre os outros 99% dos brasileiros para que eles decidissem por si que tipo de investimento artístico-cultural querem. Mas, como isso ainda não aconteceu no Brasil, que vivencia uma melhora em sua distribuição de renda, a atuação de Bernardo poderia até servir de exemplo.
Em quase um ano de existência, o grupo, que tem o apoio declarado de celebridades como Lou Reed, Laurie Anderson e Philip Glass, teve como principal alvo o MoMA.
— É o mais elitista da cidade e muitos membros de seu comitê também estão no comitê da Sotheby’s — explica Fischer, antes de dizer que a maior conquista a ser celebrada foi "ter dado voz àqueles que andam alijados da arte":
— Hoje falamos por eles, e a imprensa acompanha. Já é um bom motivo para comemorar.
http://oglobo.globo.com/cultura/occupy-museums-protesta-pela-primeira-vez-fora-dos-eua-5058326
29/05/2012
O Pequeno Scooby-Doo no museu
O Pequeno Scooby-Doo nos revela as peripécias de um pequeno - e já medroso! - Scooby-Doo na companhia de seus amigos, Salsicha, Daphne, Velma e Fred quando crianças. Se junte a eles para resolver o "Misterio no Museu".
Assista o vídeo!
Assista o vídeo!
26/05/2012
5º Fórum Nacional de Museus é adiado e reabre inscrições de trabalhos
Em virtude do adiamento do 5º Fórum Nacional de Museus (FNM), as inscrições para o envio de trabalhos a serem apresentados durante o evento foram reabertas e vão até 15 de julho. O Fórum, que estava previsto para acontecer em julho de 2012, na cidade do Rio de Janeiro, acontecerá ainda este ano, em data a ser definida.
Os trabalhos submetidos devem ser pertinentes ao tema do encontro em 2012– 40 anos da Mesa Redonda de Santiago do Chile: entre o idealismo e a contemporaneidade. Os interessados devem optar por uma das modalidades de trabalho para a Comunicação Coordenada: Apresentação Oral ou Pôster.
Serão selecionados 24 trabalhos para a primeira modalidade e 40 para a segunda. Acesse o edital retificado da Chamada Pública aqui. A ficha de inscrição em formato .doc também está disponível. A divulgação dos trabalhos selecionados pode ser consultada a partir do dia 20 de agosto, na página do Ibram.
As inscrições efetuadas até 24 de maio continuam válidas. Caso haja necessidade de retificar o trabalho encaminhado ou cancelar a inscrição, o candidato deve enviar e-mail para comunicacoes.coordenadas@museus.gov.br.
O Fórum Nacional de Museus, tem por objetivo refletir, avaliar e delinear diretrizes para a Política Nacional de Museus (PNM), além de consolidar as bases para a implantação de um modelo de gestão integrada dos museus brasileiros, representado pelo Sistema Brasileiro de Museus (SBM).
Constitui-se como um espaço de intercâmbio de experiências entre comunidade museológica, sociedade civil, academias, museus e órgãos de gestão museológica federais, estaduais e municipais.
http://www.museus.gov.br/destaque/5-forum-nacional-de-museus-e-adiado-e-reabre-inscricoes-de-trabalhos/
Os trabalhos submetidos devem ser pertinentes ao tema do encontro em 2012– 40 anos da Mesa Redonda de Santiago do Chile: entre o idealismo e a contemporaneidade. Os interessados devem optar por uma das modalidades de trabalho para a Comunicação Coordenada: Apresentação Oral ou Pôster.
Serão selecionados 24 trabalhos para a primeira modalidade e 40 para a segunda. Acesse o edital retificado da Chamada Pública aqui. A ficha de inscrição em formato .doc também está disponível. A divulgação dos trabalhos selecionados pode ser consultada a partir do dia 20 de agosto, na página do Ibram.
As inscrições efetuadas até 24 de maio continuam válidas. Caso haja necessidade de retificar o trabalho encaminhado ou cancelar a inscrição, o candidato deve enviar e-mail para comunicacoes.coordenadas@museus.gov.br.
O Fórum Nacional de Museus, tem por objetivo refletir, avaliar e delinear diretrizes para a Política Nacional de Museus (PNM), além de consolidar as bases para a implantação de um modelo de gestão integrada dos museus brasileiros, representado pelo Sistema Brasileiro de Museus (SBM).
Constitui-se como um espaço de intercâmbio de experiências entre comunidade museológica, sociedade civil, academias, museus e órgãos de gestão museológica federais, estaduais e municipais.
http://www.museus.gov.br/destaque/5-forum-nacional-de-museus-e-adiado-e-reabre-inscricoes-de-trabalhos/
24/05/2012
Temos potência para a necessária indignação museal?
Aula Magna da Museologia da Unirio, 18/05/2012, sobre os 40 anos da Mesa-Redonda de Santiago.
(Para além da imaginação museal, resiste a indignação.)
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Mario Chagas,
Santiago,
Vídeo
18/05/2012
Ibram implanta 1ª Fase da Lei de Acesso à Informação
Está em vigor desde quarta-feira, 16 de maio, a Lei de Acesso à Informação - LAI (Lei nº 12527/2011), que tem como objetivo garantir aos cidadãos brasileiros acesso aos dados oficiais do Executivo, Legislativo e Judiciário.
O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC) já fez os ajustes determinados pela LAI, e as informações sobre o Ibram podem ser consultadas no endereço eletrônico www.museus.gov.br/acessoainformacao.
O cidadão que não encontrar a informação que deseja no sítio do Ibram, pode solicitá-la pessoalmente ou por meio eletrônico. O Serviço de Informação ao Cidadão (SIC) presencial do Ibram localiza-se no Centro Nacional de Estudos e Documentação da Museologia (Cenedom), na sede do Instituto (SBN Q. 2 Lt. 08, Bl. “N” – Ed. CNC III – 1ª subsolo), em Brasília, DF. Funciona às segundas-feiras, das 13h às 18h, e de terça a sexta-feira, das 10h às 18h.
Os pedidos de informação via internet devem ser feitos pelo e-SIC (www.acessoainformacao.gov.br/sistema). Em todos os casos, o cidadão receberá, após a solicitação, um número de protocolo que permite que ele acompanhe a situação do pedido.
Para mais informações: www.acessoainformcao.gov.br.
17/05/2012
Chamada de trabalhos para o 5º Fórum Nacional de Museus: até 24 de maio
Estão abertas, até o dia 24 de maio, as inscrições para o envio de trabalhos a serem apresentados durante o 5º Fórum Nacional de Museus (FNM), que ocorrerá na cidade do Rio de Janeiro (RJ), entre os dias 16 e 20 de Julho de 2012.
Os trabalhos submetidos devem ser pertinentes ao tema do encontro em 2012– 40 anos da Mesa Redonda de Santiago do Chile: entre o idealismo e a contemporaneidade. Os interessados devem optar por uma das modalidades de trabalho para a Comunicação Coordenada: Apresentação Oral ou Pôster.
Serão selecionados 24 trabalhos para a primeira modalidade e 40 para a segunda. Acesse o documento completo da Chamada Pública aqui. A ficha de inscrição em formato .doc também está disponível.
O Fórum Nacional de Museus, tem por objetivo refletir, avaliar e delinear diretrizes para a Política Nacional de Museus (PNM), além de consolidar as bases para a implantação de um modelo de gestão integrada dos museus brasileiros, representado pelo Sistema Brasileiro de Museus (SBM).
Constitui-se como um espaço de intercâmbio de experiências entre comunidade museológica, sociedade civil, academias, museus e órgãos de gestão museológica federais, estaduais e municipais.
Texto: Ascom/Ibram
http://www.museus.gov.br/noticias/chamada-de-trabalhos-para-o-5-forum-nacional-de-museus-ate-24-de-maio-2/
Os trabalhos submetidos devem ser pertinentes ao tema do encontro em 2012– 40 anos da Mesa Redonda de Santiago do Chile: entre o idealismo e a contemporaneidade. Os interessados devem optar por uma das modalidades de trabalho para a Comunicação Coordenada: Apresentação Oral ou Pôster.
Serão selecionados 24 trabalhos para a primeira modalidade e 40 para a segunda. Acesse o documento completo da Chamada Pública aqui. A ficha de inscrição em formato .doc também está disponível.
O Fórum Nacional de Museus, tem por objetivo refletir, avaliar e delinear diretrizes para a Política Nacional de Museus (PNM), além de consolidar as bases para a implantação de um modelo de gestão integrada dos museus brasileiros, representado pelo Sistema Brasileiro de Museus (SBM).
Constitui-se como um espaço de intercâmbio de experiências entre comunidade museológica, sociedade civil, academias, museus e órgãos de gestão museológica federais, estaduais e municipais.
Texto: Ascom/Ibram
http://www.museus.gov.br/noticias/chamada-de-trabalhos-para-o-5-forum-nacional-de-museus-ate-24-de-maio-2/
Blog para concursos de museologia
Alô museólogos, museólogas e estudantes da área! Uma iniciativa fantástica do amigo Isaque Procópio da UNIRIO deu origem ao Blog Concursos Museologia!!!
E ainda diziam que o curso estava mal. Se isso é estar mal porrã!
Para conhecer o blog e suas novidades na área basta clicar aqui.
16/05/2012
O que você acha de entrar nu em museu?
Não é de hoje que a história da arte está cheia de pornografia nu artístico. Afinal, o artista que se dedicava tanto a estudar a anatomia humana não iria estragar todo esse tempo de estudo reproduzindo pessoas com roupa né! Musas obesas volumosas exibindo a sensualidade em uma época em que estria era sinônimo de beleza.
Em 2005 o Leopold, principal museu de Viena, permitiu a entrada gratuita de pessoas nuas ou com roupa de banho. Era um convite para uma exposição de arte erótica, aproveitando o forte calor (em torno de 30 graus) na capital austríaca. Achei a ideia genial uma vez que o que está sendo exposto no museu é a nudez, não teria melhor forma de fazer o público interagir com as obras (que em exposições do gênero essa interação fica sujeita apenas a apreciação) do que convidá-los a expor sua própria nudez! Além de atrair o público que nesta época do ano na Austria preferem as praias.
A exposição, intitulada "A verdade nua: Klimt, Schiele, Kojoschka e outros escândalos", que em sí já é bastante convidativo (ou assustador dependendo do público) e mostrava retratos nus que estes artistas tinham produzido.
Parece que na Austrália aconteceu algo semelhante recentemente. Recebi este texto por e-mail e não encontrei a referência na internet para apresentar a vocês. Enquanto você vai lendo o texto abaixo vai pensando: será que alguma instituição brasileira poderia tomar iniciativa semelhante? Você iria?
Segue o texto:
POR MARL WHITTAKER
SYDNEY, Austrália -
As pessoas reunidas para percorrer o Museum of Contemporary Art Australia sorriram, constrangidas -estavam prestes a tirar suas roupas em público.
O artista que comandava a visitação, Stuart Ringholt, de roupas pretas gastas e um chapéu disforme, deu um passo à frente. "Quem daqui faz parte da comunidade naturista?", indagou.
Alguns homens mais velhos e encorpados ergueram as mãos.
"Quem está nervoso?"
Cerca de uma dúzia de outras pessoas, incluindo este repórter, conseguiram levantar as mãos timidamente. Os visitantes estavam no museu, após o horário de funcionamento normal, para fazer uma visita às obras do museu na companhia de Ringholt, nu. Havia uma exigência específica para a visita: "Quem quiser participar da visitação também precisa estar nu. Adultos apenas."
Ringholt, 40, é um artista conceitual e performático citado recentemente pelo jornal australiano "The Age" como um dos dez "artistas australianos de importância". No último ano, ele comandou três visitações desse tipo em três outras cidades australianas, de modo que pôde fazer algumas previsões sobre a experiência que estava por vir.
"É muito belo", disse às pessoas reunidas. "Quando estamos vestidos, somos sexualizados. Sem roupas, não somos."
Então, ele conduziu os 32 homens e 16 mulheres para uma sala fortemente iluminada, onde as roupas pareceram cair sozinhas dos corpos das pessoas. "Todo o mundo pareceu muito concentrado sobre o que estava fazendo", recordou mais tarde Lance Barton, funcionário de escritório, de 57 anos, que estava fazendo sua estreia como naturista.
A primeira escala na visitação foi diante de uma obra de 2007 da artista escocesa Katie Paterson, "Earth-Moon-Earth": um pianista tocando uma versão da sonata "Ao Luar", de Beethoven, com os erros ocorridos no processo de converter a música em código Morse, transmitir os sinais para a Lua e depois reconvertê-los em notas musicais.
Contra esse pano de fundo fantasmagórico, Ringholt chamou a atenção para o fato de que os museus modernos minimalizam a arquitetura, os tapetes, as janelas e os enfeites para dar mais visibilidade às obras de arte que devem ser o maior destaque, e que, nesse mesmo veio, desde os anos 1980 os artistas contemporâneos aderiram às roupas pretas.
"Há um processo de redução em curso", disse ele. "Formulei uma pergunta: por que a comunidade artística contemporânea se limitava a trajar preto. Por que não reduzir mais ainda e tirar todas as roupas dos visitantes?"
A parada seguinte foi diante de um trabalho de Stephen Birch de 2005, sem título, em que o Homem Aranha encara uma figura fálica primitiva. Ringholt falou do medo e a maioria dos visitantes concordou que sua ansiedade já tinha diminuído.
Sendo artista performático, Ringholt converteu a vergonha em arte. Ele foi ao Palazzo Vecchio em Florença e ficou 20 minutos em pé diante da fonte de mármore com papel higiênico saindo de suas calças. Passou um dia andando em Basileia, na Suíça, com uma prótese nasal da qual escorria uma meleca postiça.
"Tentei entender como o medo se manifesta no corpo e nos debilita", explicou.
O fato de saber que esses atos de abjeção eram performances não os tornou mais fáceis e ele acrescentou: "Foi igualmente ruim. Você fica com ataques de pânico, com suores gelados. Percebi que era o mesmo medo que eu sentia quando telefonava a uma mulher para convidá-la para sair."
Ringholt contou que, com o tempo, aprendeu a dominar seu medo; para isso, foi preciso entender o medo. Ele telefonou à mulher, marcou um encontro e levou seus workshops de medo para a estrada. O processo acabou levando às visitações de museus ao natural.
Quanto aos participantes no evento, estavam divididos quanto à questão de se a arte é intensificada quando o espectador que a vê está nu.
"Não realmente", opinou Barton.
Mas outra participante, Tracey, que não quis revelar seu sobrenome porque trabalha para "uma organização cristã", disse que o nudismo do espectador "intensifica o foco sobre a arte".
Alguns homens mais velhos e encorpados ergueram as mãos.
"Quem está nervoso?"
Cerca de uma dúzia de outras pessoas, incluindo este repórter, conseguiram levantar as mãos timidamente. Os visitantes estavam no museu, após o horário de funcionamento normal, para fazer uma visita às obras do museu na companhia de Ringholt, nu. Havia uma exigência específica para a visita: "Quem quiser participar da visitação também precisa estar nu. Adultos apenas."
Ringholt, 40, é um artista conceitual e performático citado recentemente pelo jornal australiano "The Age" como um dos dez "artistas australianos de importância". No último ano, ele comandou três visitações desse tipo em três outras cidades australianas, de modo que pôde fazer algumas previsões sobre a experiência que estava por vir.
"É muito belo", disse às pessoas reunidas. "Quando estamos vestidos, somos sexualizados. Sem roupas, não somos."
Então, ele conduziu os 32 homens e 16 mulheres para uma sala fortemente iluminada, onde as roupas pareceram cair sozinhas dos corpos das pessoas. "Todo o mundo pareceu muito concentrado sobre o que estava fazendo", recordou mais tarde Lance Barton, funcionário de escritório, de 57 anos, que estava fazendo sua estreia como naturista.
A primeira escala na visitação foi diante de uma obra de 2007 da artista escocesa Katie Paterson, "Earth-Moon-Earth": um pianista tocando uma versão da sonata "Ao Luar", de Beethoven, com os erros ocorridos no processo de converter a música em código Morse, transmitir os sinais para a Lua e depois reconvertê-los em notas musicais.
Contra esse pano de fundo fantasmagórico, Ringholt chamou a atenção para o fato de que os museus modernos minimalizam a arquitetura, os tapetes, as janelas e os enfeites para dar mais visibilidade às obras de arte que devem ser o maior destaque, e que, nesse mesmo veio, desde os anos 1980 os artistas contemporâneos aderiram às roupas pretas.
"Há um processo de redução em curso", disse ele. "Formulei uma pergunta: por que a comunidade artística contemporânea se limitava a trajar preto. Por que não reduzir mais ainda e tirar todas as roupas dos visitantes?"
A parada seguinte foi diante de um trabalho de Stephen Birch de 2005, sem título, em que o Homem Aranha encara uma figura fálica primitiva. Ringholt falou do medo e a maioria dos visitantes concordou que sua ansiedade já tinha diminuído.
Sendo artista performático, Ringholt converteu a vergonha em arte. Ele foi ao Palazzo Vecchio em Florença e ficou 20 minutos em pé diante da fonte de mármore com papel higiênico saindo de suas calças. Passou um dia andando em Basileia, na Suíça, com uma prótese nasal da qual escorria uma meleca postiça.
"Tentei entender como o medo se manifesta no corpo e nos debilita", explicou.
O fato de saber que esses atos de abjeção eram performances não os tornou mais fáceis e ele acrescentou: "Foi igualmente ruim. Você fica com ataques de pânico, com suores gelados. Percebi que era o mesmo medo que eu sentia quando telefonava a uma mulher para convidá-la para sair."
Ringholt contou que, com o tempo, aprendeu a dominar seu medo; para isso, foi preciso entender o medo. Ele telefonou à mulher, marcou um encontro e levou seus workshops de medo para a estrada. O processo acabou levando às visitações de museus ao natural.
Quanto aos participantes no evento, estavam divididos quanto à questão de se a arte é intensificada quando o espectador que a vê está nu.
"Não realmente", opinou Barton.
Mas outra participante, Tracey, que não quis revelar seu sobrenome porque trabalha para "uma organização cristã", disse que o nudismo do espectador "intensifica o foco sobre a arte".
Notícia na Folha de São Paulo sobre o Museu Austríaco: http://www1.folha.uol.com.br/folha/turismo/noticias/ult338u5154.shtml
14/05/2012
As mais comentadas do Twitter
O que você ama odiar numa pessoa? Os twitteiros amanheceram com ressaca televisiva e comentam o filme "10 coisas que eu odeio em você", um queridinho do final da década de 90 exibido ontem. Também em clima nostálgico, usuários comentam o que caiu em desuso com o passar dos anos. Vamos aos Trending Topics desta segunda-feira?
1. 10 Things I Hate About You
O filme inspirado numa obra de Shakespeare com Heath Ledger e Julia Stiles foi exibido ontem. Os twitteiros aproveitam para filosofar. O mesmo nome da película, aliás, é usado por uma série de televisão.
2. Joe Jonas Is Perfect
As meninas se derretem pelo astro teen...
3. #chuvanoes
Chuva no Espiríto Santo provoca alagamentos e complica o trânsito na Grande Vitória.
4. #SeNaoCurteFunkRespeita
Funkeiros pedem respeito.
5. #CaiuEmDesuso
Papel carbono, pequinês e pedir a moça em namoro para os pais estão na lista dos twitteiros das coisas que não se faz como antigamente.
6. FelizCumpleAnahi
Fãs dão os parabéns para a cantora e compositora mexicana que participou de 'Rebeldes'.
7. Van Nistelrooy
Aos 35 anos, o atacante holandês anunciou a sua aposentadoria.
8. Happy Birthday Miranda Cosgrove
Fãs dão os parabéns para a atriz e cantora, que faz 19 anos hoje.
9. Brasil Carinhoso
O Programa Brasil Carinhoso, anunciado por Dilma no pronunciamento de Dia das Mães no domingo, tem como objetivo tirar da miséria crianças de zero a seis anos.
10. Semana de Museus
De 14 a 20 de maio, instituições museológicas de todo o Brasil aderem à 10ª edição da Semana Nacional de Museus, em comemoração ao Dia Internacional de Museus, no dia 18 de maio.
(por @patriciaroyo)
http://oglobo.globo.com/blogs/nasredes/posts/2012/05/14/as-mais-comentadas-do-twitter-444994.asp
1. 10 Things I Hate About You
O filme inspirado numa obra de Shakespeare com Heath Ledger e Julia Stiles foi exibido ontem. Os twitteiros aproveitam para filosofar. O mesmo nome da película, aliás, é usado por uma série de televisão.
2. Joe Jonas Is Perfect
As meninas se derretem pelo astro teen...
3. #chuvanoes
Chuva no Espiríto Santo provoca alagamentos e complica o trânsito na Grande Vitória.
4. #SeNaoCurteFunkRespeita
Funkeiros pedem respeito.
5. #CaiuEmDesuso
Papel carbono, pequinês e pedir a moça em namoro para os pais estão na lista dos twitteiros das coisas que não se faz como antigamente.
6. FelizCumpleAnahi
Fãs dão os parabéns para a cantora e compositora mexicana que participou de 'Rebeldes'.
7. Van Nistelrooy
Aos 35 anos, o atacante holandês anunciou a sua aposentadoria.
8. Happy Birthday Miranda Cosgrove
Fãs dão os parabéns para a atriz e cantora, que faz 19 anos hoje.
9. Brasil Carinhoso
O Programa Brasil Carinhoso, anunciado por Dilma no pronunciamento de Dia das Mães no domingo, tem como objetivo tirar da miséria crianças de zero a seis anos.
10. Semana de Museus
De 14 a 20 de maio, instituições museológicas de todo o Brasil aderem à 10ª edição da Semana Nacional de Museus, em comemoração ao Dia Internacional de Museus, no dia 18 de maio.
(por @patriciaroyo)
http://oglobo.globo.com/blogs/nasredes/posts/2012/05/14/as-mais-comentadas-do-twitter-444994.asp
09/05/2012
Arte pré-histórica em risco
Pinturas rupestres no Pará terão livros, exposição, documentário e website em novembro
Em matéria de pré-história, a cidade de Monte Alegre, no noroeste do Pará, pode se considerar premiada: ali existem cerca de 20 sítios arqueológicos com pinturas rupestres. O problema é que, mesmo com o Parque Estadual de Monte Alegre (Pema), criado em 2001 pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, o acesso é completamente livre e muita gente acaba depredando os sítios. Para tentar conscientizar a população, será realizado este ano o projeto “ArterupestredeMonteAlegre– Difusão ememóriadopatrimônioarqueológico”, que inclui um ciclo de palestras, uma exposição, dois livros, um pequeno documentário e um portal na Internet. A previsão é que tudo seja lançado em novembro.
| Foto: Edithe Pereira |
Em matéria de pré-história, a cidade de Monte Alegre, no noroeste do Pará, pode se considerar premiada: ali existem cerca de 20 sítios arqueológicos com pinturas rupestres. O problema é que, mesmo com o Parque Estadual de Monte Alegre (Pema), criado em 2001 pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, o acesso é completamente livre e muita gente acaba depredando os sítios. Para tentar conscientizar a população, será realizado este ano o projeto “ArterupestredeMonteAlegre– Difusão ememóriadopatrimônioarqueológico”, que inclui um ciclo de palestras, uma exposição, dois livros, um pequeno documentário e um portal na Internet. A previsão é que tudo seja lançado em novembro.
O projeto está sendo organizado por Edithe Pereira, arqueóloga do Museu Paraense Emílio Goeldi e autora de Arte rupestre na Amazônia (2004). “Nos anos 1990, a arqueóloga norte-americana Anna Roosevelt datou um dos sítios em mais de 11.000 anos, mas muitas pessoas continuam sem saber a importância disso. Aproveitam pra ganhar dinheiro levando turistas até lá, passam informações erradas e têm ganhos individuais. Não é isso que queremos. A única saída é a educação. Os pesquisadores não moram lá; são os moradores que devem se apropriar desse patrimônio”, afirma ela.
Os dois livros – um deles voltado para o público infantil – terão 1.000 exemplares impressos, distribuídos em Monte Alegre e nos municípios ao redor, além de uma versão on-line. Já a exposição será formada por aquarelas das pinturas rupestres, feitas por um artista local, e por informações sobre os sítios. Ela deve ficar permanentemente no município. Professores serão capacitados para utilizar o material do projeto em sala de aula, e alunos serão os guias da exposição.
Edithe tem outro projeto aprovado pelo CNPq, dedicado ao estudo da forma de ocupação das populações que fizeram essas pinturas. Segundo ela, a maior parte deve ter sido feita por povos ceramistas do primeiro milênio da nossa era. “É uma hipótese criada pela comparação das semelhanças estilísticas de motivos que estão nas rochas com os de cerâmicas desse período. No projeto, pretendo também procurar mais sítios, fazer a documentação digital deles e incluir um trabalho de preservação, já que nada é feito atualmente”, conta.
De acordo com a gerente do Pema, Patrícia Messias, a destruição do patrimônio arqueológico vem acontecendo de forma desenfreada, mas deve diminuir assim que for inaugurada a estrutura de visitação do parque, em parceria com o Iphan e o Museu Paraense Emílio Goeldi. “Ainda não tem data certa para inauguração, mas estamos elaborando a estrutura do parque. Vamos fazer a formação continuada de professores para inserir a educação patrimonial nas escolas e trabalhar com as comunidades, para que os próprios moradores sejam parceiros no processo de controle do patrimônio”, garante Patrícia.
Notícia extraída daqui: http://www.revistadehistoria.com.br/secao/em-dia/arte-pre-historica-em-risco
Concurso de Cartazes | 26º Prêmio de Design Museu da Casa Brasileira
O Prêmio Design Museu da Casa Brasileira, criado em 1986, adotou o cartaz como peça central de sua comunicação à partir de 1989. Em 1995 passou a realizar sua escolha por meio do concurso que, além de registrar parte do momento vivido pelo design gráfico nacional, também sinaliza a importância e busca de espaço desta peça como meio de expressão do país.
O concurso desafia profissionais e pessoas com talento a criarem o cartaz para divulgação do 26º Prêmio de Design MCB.
O cartaz, que é responsável pela Identidade Visual de cada edição, não tem tema definido, mas deve considerar critérios como conceito, impacto visual e criatividade, claro.
Os cartazes inscritos serão avaliados por uma comissão julgadora independente, formada por acadêmicos e profissionais da área.
A peça eleita, além de receber R$3mil e, posteriormente, um contrato no valor de R$5mil para a criação de outras peças gráficas da premiação, será impressa pelo MCB e distribuída por todo o país.
Além do vencedor, o júri também vai escolher os prestigiados cartazes finalistas que farão parte da exposição. Os autores dessas peças participarão de ações especiais como o curso a ser ministrados na Oficina Tipográfica São Paulo, em Junho, e da palestra “Análise Visual“, em Maio, pelo designer gráfico e tipográfico e também coordenador da comissão julgadora do Concurso do cartaz desta edição, Cláudio Rocha.
Calendário do Concurso do Cartaz do 26º Prêmio Design MCB
Inscrições: 2 a 22 de maio
Valor: R$ 35,00
Pagamento dos boletos: até 24 de maio
Entrega dos cartazes no MCB: até 31 de maio, data limite para envio do cartaz digital e impresso
Resultado: 13 de junho
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Serviço:
Museu da Casa Brasileira
de terça a domingo, das 10h às 18h
Av. Brigadeiro Faria Lima, 2705 – Jardim Paulistano | 3032-3727
Ingresso: R$ 4,00 – Estudantes R$ 2,00
Domingos e feriados – gratuito
Acesso a portadores de deficiência física.
Visitas orientadas: 3032-2564 – agendamento@mcb.org.br
-Bicicletário com 20 vagas-
Esta informação foi extraída daqui: http://www.ideafixa.com/
08/05/2012
Série de TV sobre museus brasileiros é lançada em Brasília
Foi lançada na noite desta quinta-feira (3), em Brasília (DF), a segunda edição da série Conhecendo Museus, que objetiva resgatar a memória brasileira por meio da promoção e divulgação de objetos, obras de artes e documentos que compõem os acervos dos museus brasileiros.
Produzida a partir de parceria entre o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC), a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), a TV Escola (MEC) e a Fundação José de Paiva Netto, a série apresentará 52 museus brasileiros em episódios de 26 minutos.
Presente ao lançamento, a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, destacou que os museus são fundamentais para que os brasileiros conheçam a história e cultura do País e que a preocupação de se passar uma imagem leve e divertida dos museus pode incentivar o público jovem a visitá-los.
“Quando a gente pensa em Cultura, pensa em formação de público. Quando o interesse para a arte e a cultura é despertado na infância e adolescência, ele permanece com a pessoa”, disse Ana de Hollanda.
Os presidentes do Ibram, José do Nascimento Junior, e da EBC, Nelson Breve, lembraram o desafio que foi produzir uma série sobre museus para que o público percebesse que museu não é “lugar de coisa velha”, como popularmente se costuma dizer. “Todos vão gostar e ter vontade de visitar pessoalmente os museus”, afirmou José do Nascimento Junior.
Os filmes serão exibidos em canais educativos de televisão aberta e por assinatura, como os canais TV Brasil, TV Brasil Internacional, Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP), Boa Vontade TV, Rede Educação e Futuro de Televisão. A partir do segundo semestre de 2012, os documentários também serão exibidos na TV Escola/MEC como material de apoio didático nas escolas do Programa Mais Educação.
O primeiro episódio, sobre o Museu do Futebol, será exibido pela TV Brasil e pelas 22 emissoras da Rede Pública de Televisão no dia 8 de maio, às 17h30. Neste dia também será lançado o site oficial da série (www.conhecendomuseus.com.br ) com a programação e novidades e curiosidades sobre os museus e as gravações.
Museu paranaense disponibiliza coleção de revistas para download
Museu paranaense disponibiliza coleção de revistas para download
O Museu Campos Gerais, de Ponta Grossa (PR), lançou uma novidade com o objetivo de auxiliar o desenvolvimento de pesquisas acadêmicas e aproximar seu acervo da comunidade. Está à disposição dos pesquisadores e interessados, na internet, a primeira versão do Inventário Sumário da Coleção de Revistas existentes na instituição.
Fazem parte do inventário publicações que fizeram parte da história da imprensa brasileira, como O Cruzeiro, Manchete, Fatos e Fotos e Realidade, entre outras. A compilação cobre um período de 66 anos – de 1931 até 1997.
A iniciativa é parte do projeto de recatalogação promovido pelo museu, que teve início em fevereiro de 2011 e continua em andamento. O levantamento disponibiliza informações como nome da revista, local de publicação, editora e periodicidade.
Interessados em conhecer o Inventário Sumário da Coleção de Revistas podem acessar o site do Museu Campos Gerais.
Patati Patata no Museu
Os palhaços Patati - Patata aprendem tudo sobre arte em uma visita ao museu de obras preciosas do manotenção
Assista o Vídeo!
Assista o Vídeo!
02/05/2012
MASP disseca artistas famosos
Confesso a vocês que sempre pensei "o que será que se passa na cabeça de certos artistas?". Então me aparece o MASP com uma campanha inteligentíssima apresentando um "raio-x" do que se passa nas entranhas dessa mesma galera que eu queria ver o interior de suas mentes. Não era exatamente o que eu queria, mas o resultado ficou excelente.
Abaixo o interior de Salvador Dalí, Van Gogh, e Picasso.
Esta notícia foi tirada daqui: http://bistrocultural.com/13442/dissecando-artistas-famosos.html
29/04/2012
Noturno parisiense As invasões construtivas do UX
RESUMO O grupo de artistas Urban eXperiment, especializou-se nos últimos 30 anos a invadir, por redes subterrâneas de túneis, patrimônios públicos abandonados de Paris para restaurá-los clandestinamente. É o caso do relógio do Panthéon, parado havia décadas, cujo restauro lhes rendeu um processo do governo francês.
JON LACKMAN
Tradução Paulo MiGliacci
Ilustração André Farkas
Há 30 anos, na calada da noite, um grupo de adolescentes parisienses realizou uma invasão fora de série. Reuniram-se num café perto da Torre Eiffel para repassar os planos pela última vez. Abrindo a tampa de um bueiro, desceram pela escada e chegaram a um túnel de concreto por onde passava um cabo que avançava pela escuridão.
Seguiram o cabo até a fonte: o subsolo do edifício do Ministério das Telecomunicações. Uma grade horizontal bloqueava o caminho, mas eles eram magrinhos, conseguiram passar e subiram ao térreo. Na central da segurança, encontraram três molhos de chaves e um livro de ponto que indicava quais guardas estavam em serviço.
Mas não havia guardas à vista. Os invasores vasculharam o prédio por horas, sem encontrar ninguém, até que, num fundo de gaveta, viram o que estavam buscando: os mapas da rede urbana de túneis do ministério.
Copiaram os mapas e devolveram as chaves. Abriram a porta da frente: nada de policiais, nada de transeuntes. Saíram por uma deserta Avenue de Ségur e caminharam para casa, ao raiar do dia.
A aventura clandestina não foi um roubo nem um ato de espionagem, mas uma operação crucial para a associação que ficaria conhecida como UX, ou Urban eXperiment. O UX é uma espécie de coletivo de artistas, mas está longe de ser um grupo de vanguarda, que força o público a confrontar o novo; seu único público é o próprio grupo. Além disso, o coletivo volta e meia se mostra radicalmente conservador, imoderado em sua devoção ao antigo.
Com meticulosas infiltrações, membros do UX executaram incríveis atos de preservação e reparo cultural, no espírito de "manter as partes do nosso patrimônio que o governo abandonou ou não consegue manter". O grupo diz ter feito 15 restaurações clandestinas em Paris, muitas em locais seculares.
O que tornou isso possível foi seu domínio progressivo, ao longo de 30 anos, da rede de passagens subterrâneas -centenas de quilômetros de túneis de telecomunicação, energia, água, esgoto, catacumbas, metrô e minas centenárias.
Feito hackers que invadem redes digitais e controlam máquinas importantes, os membros do UX executam missões clandestinas em todos os túneis e espaços subterrâneos de Paris, supostamente protegidos. Eles os utilizam para chegar a sítios de restauração e já realizaram festivais de cinema nos porões de prédios desocupados.
RELÓGIO A travessura mais espetacular da UX aconteceu em 2006. Um grupo dedicou meses a se infiltrar no Panthéon, a grandiosa construção que abriga os restos mortais de personagens centrais da história e da cultura da França.
Oito membros montaram uma oficina secreta numa sala, com fiação elétrica e de internet, cadeiras, ferramentas, geladeira e fogareiro. Por um ano, restauraram o relógio do Panthéon, instalado no século 19 e enguiçado desde os anos 60. Os moradores do bairro devem ter tomado um susto ao ouvir, pela primeira vez em décadas, o carrilhão tocando a cada 15 minutos.
Há oito anos, o governo francês nem sabia que o UX existia. Quando as aventuras do grupo começaram a sair na imprensa, seus membros chegaram a ser retratados como marginais e até como potencial inspiração para terroristas. Mas há autoridades que não conseguem esconder sua admiração. Ao ouvir o nome UX, Sylvie Gautron, da polícia de Paris -cuja tarefa é vigiar as antigas pedreiras-, abre um largo sorriso.
O grupo se refere à cidade como a tela para sua obra; seus membros alegam ter acesso a todos os edifícios do governo, a todos os estreitos túneis de telecomunicações. Será que Sylvie acredita nisso? "Talvez", ela diz. "Tudo o que eles fazem é muito intenso".
Pioneiro e porta-voz extraoficial do UX, Lazar Kunstmann -quase certamente um pseudônimo de super-herói, pois significa "Homem-Arte" em alemão- se veste de preto, é calvo, quarentão, caloroso, divertido. Estamos nos fundos de um café frequentado por universitários, tomando expressos.
Para ele, o caso ilustra os principais problemas da civilização atual -fatalismo, complacência, ignorância, bairrismo e negligência.
As autoridades, ele diz, só se esforçam para proteger o patrimônio amado pelas multidões, como o Louvre. Locais menos conhecidos são negligenciados e, caso não sejam abertos ao público -por exemplo, se forem subterrâneos-, se deterioram, ainda que o único reparo necessário fosse consertar um vazamento por R$ 200. O UX cuida das ovelhas negras, dos locais desdenhados, dos artefatos esquecidos pela civilização.
SIGILO É difícil, porém, relatar a extensão desse trabalho voluntário e clandestino. O grupo preza o sigilo, e seus feitos conhecidos só foram revelados por acidente.
O público ficou sabendo dos festivais de cinema subterrâneos quando a ex-namorada de um integrante, magoada, fez uma denúncia à polícia. Repórteres só descobriram a restauração no Panthéon porque membros do UX se enganaram ao supor que seria seguro chamar o diretor do prédio para assumir a manutenção de rotina do relógio restaurado.
Com base nos interesses de seus membros, o UX montou uma rede de células, com subgrupos especializados em cartografia, infiltração, túneis, alvenaria, comunicação interna, arquivos, restauração e programação cultural.
Os cerca de cem integrantes são livres para mudar de função e têm acesso a todas as ferramentas de que o grupo dispõe. Não há manifesto, carta, estatutos -exceto a obrigação de preservar o sigilo. A adesão é reservada a convidados; quando um integrante descobre alguém que já esteja envolvido no tipo de atividade que o UX promove, aborda a pessoa e discute uma possível união de forças. Embora o grupo não cobre taxa de adesão, os membros dão contribuições em dinheiro para os projetos.
A primeira experiência do UX, em setembro de 1981, foi acidental. Um estudante de ensino médio, Andrei, tentava impressionar dois colegas mais velhos, afirmando que ele e seu amigo Peter conseguiam entrar em lugares proibidos e que estavam prontos para tentar o Panthéon, uma imensa igreja no 5ème arrondissement (divisão administrativa parisiense).
Andrei contou tanta vantagem que, para não dar vexame, teve de cumprir a promessa -e foi com os novos amigos. Esconderam-se no prédio até anoitecer. A ocupação provou ser facílima -não havia guardas nem alarmes-, e a experiência os eletrizou. Passaram a imaginar o que mais poderiam fazer.
Kunstmann, colega de Andrei e Peter, foi um dos primeiros membros do UX. O grupo logo expandiu as atividades ao obter os mapas dos túneis do Ministério das Telecomunicações e de outras fontes.
Muitos prédios parisienses estão interligados por passagens nos porões, tão desprotegidas quanto os túneis. A maioria das autoridades, diz Kunstmann, age como se acreditasse num princípio absurdo: ir aos túneis é proibido, portanto ninguém vai lá. Isso, ironiza ele, "é uma conclusão irretocável -e, além disso, prática, pois, já que as pessoas não usam os túneis, é só trancar as entradas".
Só quando estive nos túneis -algo ilegal e passível de multa de até € 60 (R$ 150), embora raros sejam pegos- entendi a complacência das autoridades. Achar uma entrada destrancada, sem o know-how do UX, levou 45 minutos de caminhada a partir do metrô. O UX tem acesso a túneis secos e espaçosos, mas os mais fáceis de entrar, que percorri, são estreitos e meio alagados. Quando voltei à entrada, estava exausto, imundo e todo arranhado.
FESTIVAL Numa típica noite de festival subterrâneo, integrantes do grupo exibem pelo menos dois filmes que tenham alguma conexão, não óbvia, mas instigante. Não explicam a conexão e deixam à plateia a tarefa de descobri-la.
Durante um verão, o grupo organizou um festival de cinema dedicado a "desertos urbanos" -os espaços esquecidos e subutilizados de uma cidade. Decidiram, naturalmente, que o lugar ideal para um festival como esse seria um dos espaços de que o evento tratava. Escolheram uma sala sob o Palais de Chaillot, que conheciam fazia muito tempo e à qual tinham acesso ilimitado.
O edifício abrigava então a famosa Cinemathèque Française, o que tornava a sala duplamente apropriada. Montaram um bar, uma sala de jantar, espaços de convivência e uma sala de exibição para 20 espectadores; por anos a fio, realizaram festivais lá todo verão. "Os cinemas de bairro deviam ser assim", diz Kunstmann.
PANTHÉON A restauração do relógio do Panthéon foi executada por um subgrupo do UX, conhecido como Untergunther, que se dedica ao restauro. O Panthéon era uma escolha especial: foi lá que o UX começou e, ao longo dos anos, exibiu filmes, realizou exposições de arte e encenou peças.
Num desses eventos, em 2005, Jean-Baptiste Viot, fundador do UX e um dos poucos a revelar seu nome real, decidiu observar de perto o relógio Wagner do edifício, uma maravilha da engenharia instalada no século 19, em substituição ao antigo (o Panthéon tinha relógio já em 1790).
Viot admirava o Wagner desde a sua primeira visita. Nos anos seguintes, tornou-se relojoeiro profissional, empregado da Breguet, fabricante de relógios de luxo. Em 2005, Viot convenceu sete integrantes do grupo a se unirem a ele na restauração do relógio.
O projeto estava em discussão havia anos, mas de repente se tornou urgente. A ferrugem era tanta que logo seria impossível consertar o mecanismo sem recriar, em vez de restaurar, cada peça. "Não seria uma restauração, mas uma réplica", diz Kunstmann.
Quando o projeto começou, ganhou significado quase místico para a equipe. Paris, tal como a viam, era o centro da civilização francesa e tinha sido, um dia, o centro da civilização ocidental. O Quartier Latin era o centro histórico da intelectualidade francesa. O Panthéon fica no Quartier Latin e é dedicado aos grandes nomes da história do país. E lá dentro havia um relógio que batia como um coração até subitamente silenciar. Os oito membros do Untergunther queriam ressuscitar o coração do mundo. Passaram a dedicar todo o seu tempo livre ao projeto.
Primeiro montaram uma oficina no alto do edifício, logo abaixo do domo, num piso ao qual ninguém ia (nem mesmo seguranças) -uma espécie de "espaço flutuante", como o descreve Kunstmann, iluminado por fendas nas paredes.
"De lá, podíamos contemplar Paris de uma altura de 15 andares. Do lado de fora, tem cara de disco voador; de dentro, parece uma casamata", lembra Kunstmann. A oficina foi equipada com oito cadeiras, mesa, estantes, frigobar e cortinas de veludo vermelho, para ajudar a controlar a temperatura. "Todos os itens foram concebidos para serem dobrados e guardados em caixotes de madeira como os que estão espalhados por toda parte do monumento", diz.
Na calada da noite, eles galgavam escadarias, levando madeira, brocas, serras, ferramentas de relojoaria. Modernizaram a fiação elétrica do espaço. Gastaram € 4.000 (cerca de R$ 9.940) em materiais, pagos por eles mesmos. No terraço, criaram um pomar.
A segurança do Panthéon era precária. "Ninguém, nem policiais nem transeuntes, se incomodava com gente entrando ou saindo do pela porta da frente do Panthéon", diz Kunstmann. Mesmo assim, os oito se equiparam com crachás falsificados, com fotos, chip, holograma com o perfil do monumento e um código de barras "totalmente inútil, mas impressionante", diz Kunstmann.
SABOTAGEM Quando a oficina estava pronta e limpa, começaram a trabalhar. O primeiro passo era entender por que o relógio havia se deteriorado àquele ponto -"uma espécie de autópsia", diz Kunstmann. Parecia sabotagem. Aparentemente, um funcionário do Panthéon, cansado da obrigação de dar corda uma vez por semana, destruíra uma engrenagem com uma barra de ferro.
Levaram a máquina para a oficina. Viot ensinou os colegas a consertar relógios. Primeiro, limpavam cada peça com "banho de relojoeiro". Primeiro, três litros de água obtidos nos banheiros do primeiro piso. A isso acrescentavam 500 gramas de sabão solúvel, 250 ml de amônia e uma colher de sopa de ácido oxálico -misturados e aquecidos a 140 graus centígrados. Com a solução, o grupo lixava e polia cada superfície.
Depois, repararam o gabinete de vidro do mecanismo, substituíram as polias e cabos quebrados e recriaram do zero a engrenagem sabotada (a roda de escape, roda dentada que administra a rotação do relógio), bem como peças desaparecidas, como o pêndulo.
Ao terminar o trabalho, no terceiro trimestre de 2006, o UX informou ao Panthéon o sucesso da operação. O grupo imaginava que a administração assumiria o crédito pela restauração e a responsabilidade pela manutenção. Avisaram o diretor, Bernard Jeannot, por telefone, e se ofereceram para dar os detalhes em um encontro. Quatro integrantes do grupo foram, entre eles Kunstmann e a líder do grupo, uma fotógrafa de seus 40 anos.
Ficaram atônitos quando Jeannot se recusou a acreditar na história. Chocaram-se ainda mais porque, depois de lhe mostrarem a oficina ("Acho que preciso me sentar", ele murmurou), a administração decidiu processar o UX, pedindo a pena de um ano de prisão e multa de € 43,8 mil (R$ 109 mil).
Pascal Monnet, então assistente de Jeannot e hoje diretor da casa, contratou um relojoeiro para desfazer a restauração, sabotando o relógio de novo. Mas o relojoeiro se recusou a fazer mais que desconectar a roda de escape, originalmente sabotada. O UX voltou a invadir o edifício para remover a peça e guardá-la, na esperança de que uma futura gestão mais esclarecida a quisesse de volta.
O governo saiu derrotado no processo. Abriu um segundo e também perdeu. Ao que parece, não existe na França uma lei contra melhorar relógios. No tribunal, uma promotora definiu como "estúpidas" as acusações de seu próprio governo contra o UX. Mas o relógio continua parado, com os ponteiros congelados às 10h51.
NARCISISMO Os membros do UX não são guerrilheiros, subversivos, combatentes pela liberdade nem rebeldes, muito menos terroristas. Não consertaram o relógio para causar embaraços ao Estado nem sonham em derrubar o governo. Tudo o que fazem é para seu próprio consumo; se podem ser acusados de algo, é de narcisismo.
O grupo tem parte da culpa pela incompreensão sobre seu trabalho. Os integrantes reconhecem que a maioria de seus contatos com o mundo externo serve para despistar autoridades e intrometidos. Tentam se esconder na massa de parisienses que penetra os subterrâneos da cidade para passeios turísticos ou festas.
O que os atrai nesses lugares? Kunstmann responde a essa pergunta com outras: "Você tem plantas em casa?", questiona, impaciente. "Rega todo dia? Por quê?" Porque, ele responde, "de outra forma elas não passam de coisas feias e mortas". É por isso que esses símbolos culturais esquecidos são importantes -"porque temos acesso a eles, os vemos".
O objetivo, diz, não é necessariamente fazer com que essas coisas voltem a funcionar. "Se restauramos um abrigo contra bombas, certamente não esperamos novos bombardeios para que as pessoas possam usá-lo. Se restauramos uma estação de metrô do começo do século 20, não pensamos que a Electricité de France vá nos pedir para converter a energia de 200 mil para 20 mil volts. Só queremos que tudo fique o mais perto possível de um estado funcional".
O UX tem um motivo simples para manter sigilo sobre os locais, mesmo depois de restaurá-los. O mesmo anonimato que os privou de cuidados "paradoxalmente os protegerá mais tarde" de saques e grafiteiros, diz Kunstmann. O grupo sabe que não conseguirá chegar à maioria de locais que precisam de restauração. Mas, "a despeito disso, o conhecimento de que alguns deles, mesmo uma pequena fração, não desaparecerá porque conseguimos restaurá-los é fonte de extrema satisfação".
Peço que ele se estenda mais sobre a escolha de projetos do grupo. "Não podemos falar muito", responde, "porque, se descrevermos os locais, mesmo que vagamente, podemos revelar onde ficam".
Um dos locais "é subterrâneo, no sul de Paris, não longe daqui. Foi descoberto há pouco, mas atraiu forte interesse. Contradiz a história do edifício que fica sobre ele. É história em reverso, de certa forma; o local se destinava a uma atividade, há certas estruturas lá, mas na realidade ele já realizava essa atividade muito tempo atrás".
Caminhando pelo Quartier Latin em uma noite amena, tento imaginar o que Kunstmann descreve e a cidade se transforma diante dos meus olhos e sob meus pés. Será que falsários operavam do porão da Casa da Moeda parisiense? A igreja de Saint-Sulpice foi construída no terreno de um templo pagão? Subitamente, a cidade toda parece repleta de possibilidades. Cada fechadura é um olho mágico, cada túnel é uma passagem, cada edifício às escuras, um teatro.
Mas também fica claro que o UX mantém seu amor por sua primeira tela, o Panthéon. Para fechar este artigo, uma colega precisava verificar uma questão junto a Kunstmann. Ele respondeu que ela podia ligar "a qualquer hora", e ela o fez, ainda que fosse 1h em Paris.
Ele atendeu ofegante e disse que estava carregando um sofá. Ela fez a pergunta: quando o relógio foi paralisado, depois da restauração, que hora seu mostrador marcava? Kunstmann estava no Panthéon. "Pera aí", disse. "Vou verificar."
Texto publicado pela revista "Wired".
27/04/2012
Belas mulheres em museus
Os museus pelo mundo afora estão cheios de belíssimas obras de arte das culturas mais diferentes. Dentro de um museu você pode encontrar beleza até mesmo nas obras de arte ruins! Mas os museus devem ser mais do que o seu acervo pode proporcionar, e a participação dos visitantes são sempre um espetáculo a parte. Um museu dinâmico ou "vivo", para usar um jargão popular, tem em seus visitantes um a parte importante da dinâmica expositiva.
Não sei exatamente o que Xavier Aaronson estava pensando em toda essa baboseira teoria quando teve a ideia de criar o site Babe at the Museum, ou queria apenas uma desculpa para ter fotos de mulheres bonitas dentro de museus. De qualquer forma, a ideia é interessante e vale a pena conferir. Aliás, se você tiver uma foto de alguma mulher bonita dentro de algum museu brasileiro, você pode enviar também para o e-mail babesatthemuseum@gmail.com
Para saber mais acesse aqui: http://www.vice.com/pt_br/read/gatas-no-museu
Site dele: http://www.babesatthemuseum.com/
Museu de cera de Nova York expõe réplicas de heróis de 'Os Vingadores'
Exposição é inspirada em novo filme de personagens de HQs da Marvel.
Homem-Aranha, Thor, Homem de Ferro, Capitão América e Hulk aparecem.
O museu de cera Madame Tussauds, em Nova Iorque, nos Estados Unidos, revelou nesta quinta-feira (26) a exposição "Marvel Superhero Experience", inspirada nos personagens do filme "Os Vingadores". Na exibição, podem ser vistas réplicas de Homem-Aranha, Thor, Homem de Ferro, Capitão América e Hulk, super-heróis das histórias em quadrinhos do universo Marvel. (Foto: REUTERS/Keith Bedford)
Durante a inauguração da "Marvel Superhero Experience", um ator fantasiado de Homem-Aranha, único dos heróis reproduzidos em cera que não aparece em "Os Vingadores", brincou com crianças que visitavam a exposição. (Foto: REUTERS/Keith Bedford)
http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2012/04/museu-de-cera-de-nova-iorque-expoe-replicas-de-herois-de-os-vingadores.html
Homem-Aranha, Thor, Homem de Ferro, Capitão América e Hulk aparecem.
O museu de cera Madame Tussauds, em Nova Iorque, nos Estados Unidos, revelou nesta quinta-feira (26) a exposição "Marvel Superhero Experience", inspirada nos personagens do filme "Os Vingadores". Na exibição, podem ser vistas réplicas de Homem-Aranha, Thor, Homem de Ferro, Capitão América e Hulk, super-heróis das histórias em quadrinhos do universo Marvel. (Foto: REUTERS/Keith Bedford)
Durante a inauguração da "Marvel Superhero Experience", um ator fantasiado de Homem-Aranha, único dos heróis reproduzidos em cera que não aparece em "Os Vingadores", brincou com crianças que visitavam a exposição. (Foto: REUTERS/Keith Bedford)
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