21/11/2014

Unesp oferece curso online grátis sobre História da Arte



A Unesp está oferecendo através do site da Univesp TV, um curso gratuito online sobre História da Arte. Ele é voltado a graduandos e pós-graduandos interessados nas áreas de arte, história, pesquisa, cultura e assuntos correlatos. Também é aberto a todos com formação superior em qualquer área do saber.
Este curso de História da Arte é apresentado gratuitamente, em forma de videoaulas online, que você pode assistir a hora que quiser. Há ainda a possibilidade de fazer anotações sobre questionamentos, opiniões e dúvidas enquanto assiste o vídeo, e receberá tudo em seu e-mail.
A Univesp TV é o canal de comunicação da Universidade Virtual do Estado de São Paulo, a quarta universidade pública paulista e visa ao incentivo à formação integral do cidadão.
O curso
São 09 aulas do curso regular de graduação, ministradas pelo docente José Leonardo do Nascimento do Instituto de Artes da Unesp (Universidade do Estado de São Paulo).
O objetivo do curso de História da Arte é apresentar movimentos artísticos locais dentro de uma perspectiva mais abrangente da história da arte. As aulas exploram a arte etrusca, o realismo da arte romana antiga e o diálogo com a Grécia, a arte cristã primitiva, a arte bizantina, as expressões artísticas medievais, como as Iluminuras, a arte Românica e o Gótico, até os primeiros momentos do Renascimento italiano. O professor José Leonardo do Nascimento também apresenta e analisa os principais monumentos artísticos de cada período histórico.
O curso não possui certificação. São apenas aulas online para complementação de estudos e pesquisas. É só acessar o site e começar a estudar.
Conteúdo programático
  • Escultura e pintura etruscas: vitalismo e arte tumular.
  • Roma antiga: realismo e diálogo com a Grécia.
  • Arte cristã primitiva: abstração e solenidade.
  • Iluminuras medievais: arte monástica.
  • Arte bizantina: espiritualidade e esplendor celestial.
  • Arte românica: arquitetura e relevo escultórico.
  • Arte gótica: verticalidade e luz.
  • Siena no século XIV: arte republicana e religião.
  • Florença no século XIV: da bidimensionalidade pictórica ao Renascimento.
O curso sobre História da Arte oferecido pela Unesp é mais uma dica gratuita que o Canal do Ensino traz para te ajudar a expandir a mente, pensar diferente e aumentar ainda mais seus conhecimentos.
Boas aulas!

Eita! - Macaquinho anal... Que é isso, jovem?!

 

Qual foi a maior contribuição de Marta Suplicy como ministra?

CCBB recebe projeto sobre o corpo feminino

O Centro Cultural Banco do Brasil recebe até o dia 22 de dezembro o projeto "Carne", que integra artes visuais e encenação, tendo como tema principal o corpo feminino. A entrada é franca.
O trabalho é dividido em três momentos: Peep show, Procedimento e Placenta, que abordam, respectivamente, a sexualidade, a velhice e a maternidade.
Ao entrar na Sala A Contemporânea, o público assiste a Peep show. Para evocar o ambiente de uma casa de striptease, foram instaladas cabines individuais voltadas para uma pequena arena. O público se distribui pelas cabines com pequenas janelas, de onde vê a performance que tem o corpo feminino como tema.
Em seguida, o público chega ao espaço do Procedimento, onde está a escultura de porcelana que retrata uma senhora.
Por fim, o público assiste a uma performance sobre as transformações da maternidade e a capacidade do corpo feminino de gerar outra vida e alimentar outro ser.

de 16/10 a 22/12

https://catracalivre.com.br/rio/agenda/gratis/ccbb-recebe-projeto-sobre-o-corpo-feminino/?utm_source=soclminer

expo. Museu da Maré



Exposição Temporária: D. Orosina Vieira e Carolina Maria de Jesus - Da Maré ao Canindé, inspiração para as periferias
Período: 21/11/14 ~ 31/01/15
Horário: De terça a sábado, das 09:00 às 18:00
Local: Galeria


 

Uma ideia simples... um resultado brilhante! Das pedras se faz a nossa Historia!

20 pessoas que esqueceram de como se comportar em museus

Museum of Selfies transforma obras de arte em versões modernas de autorretratos


Pinturas retratistas ganham um toque contemporâneo com a adição de uma mão e um iPhone

Mesclar o antigo com o novo é algo que sempre traz resultados surpreendentes, e a simplicidade do projeto Museum of Selfies não tira nem um pouco a sua graça.
A ideia é da designer e profissional de marketing Olivia Muus, que fez o experimento em uma visita à uma galeria de Copenhagem e gostou do resultado. A brincadeira, que inclui um iPhone, uma mão e a pintura de um retrato rapidamente virou uma série, apelidada de Museum of Selfies.

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“Eu tirei uma foto apenas por diversão, e gostei de ver como algo tão simples podia mudar a característica da imagem, dando um novo significado à expressão do rosto do retrato”, explica ela.
O bacana é que o projeto aceita colaborações de quem se dispuser a criar uma versão de selfie de museu – basta encaminhar a foto para musemofselfies@gmail.com

http://www.brainstorm9.com.br/52799/arte-2/museum-selfies-transforma-obras-de-arte-em-versoes-modernas-de-autorretratos/

Marta Suplicy decide pedir demissão do Ministério da Cultura

Em conversa com petistas, Marta Suplicy tomou a decisão de se antecipar e pedir demissão do cargo de ministra da Cultura. A entrega da carta de demissão pode ocorrer já a partir desta terça (4), abrindo caminho para a formação da equipe de Dilma Rousseff no segundo mandato.

No entanto, a presidente da República decidiu que não fará nenhuma mudança no primeiro escalão antes de retornar da reunião do G 20, entre os dias 15 e 16 deste mês. Ou seja, a substituição de Marta, já definida, poderá demorar um pouco.

http://g1.globo.com/politica/blog/cristiana-lobo/post/marta-suplicy-decide-pedir-demissao-do-ministerio-da-cultura.html

expo: Kandinsky CCBB-DF

E a nova exposição do CCBB é... KANDINSKY - TUDO COMEÇA NUM PONTO!

A trajetória da vida e obra do percursor do abstracionismo, o russo Wassily Kandinsky!

A partir do dia 12 de novembro de 2014, aqui no CCBB Brasília! Convide seus amigos!


Mafalda

03/11/2014

Novembro Azul

Com piadas, perfil no Facebook transforma artes em depressão


Pioneiro no Rio, projeto oferece visitas ao museu para bebês a partir de três meses de idade


Para muitos, passeio é o primeiro contato com a arte. Estímulos sensoriais e aposta na interação fazem da experiência momento especial para pais e filhos.

Por Lucas Soares
É ao som da tradicional cantiga que um grupo de onze bebês começa a ter os primeiros contatos com a arte. A música, que reproduz o triste desentendimento entre a rosa e o cravo, é, neste dia, trilha sonora da visita - para muitos a primeira - ao museu.
O pequeno Miguel, por exemplo, tem apenas seis meses, mas costuma ir a exposições de arte com uma regularidade maior do que a de muitos adultos. Já Elisa, de 11 meses, se mostra encantada com as cores dos quadros e faz da ida ao museu um divertimento a parte.
Apesar da pouca idade, ambos já dão os primeiros passos na iniciação artística há algum tempo. Os dois participam de um projeto desenvolvido pelo Museu de Arte Naïf do Rio de Janeiro que recebe bebês a partir do terceiro mês de vida em visitas temáticas mensais. O Caminhos acompanhou uma dessas visitas.


Logo na entrada os pequeninos são recepcionados com objetos lúdicos de diferentes tamanhos, cores, formas e volumes. A turma se diverte transformando em brinquedo aquilo que, na visão tradicional, seria qualificado como um objeto sem valor. Eles se deleitam. E os pais também entram na brincadeira. O momento de interação é mais um 'quebra-gelo'.
Entre os bebês mais animados está Miguel. A companhia do primo Daniel, de um ano, faz a brincadeira em família especial: estão primo, tia, pai e mãe, a engenheira ambiental Carina Renó, que relata ter feito dos passeios ao museu um programa obrigatório todo mês.
Oficialmente, a visita começa no primeiro piso da galeria, que guarda uma coleção de arte naïf dedicada à Cidade Maravilhosa. A icônica tela 'Rio de Janeiro, gosto de você, gosto dessa gente feliz', da artista Lia Mittarakis, que retrata os principais símbolos cariocas, chama a atenção do visitante de cara. Não podia ser diferente com os bebês.
No entanto, para eles, qualquer detalhe chama a atenção de uma forma especial. É difícil explicar o que os atrai. Uma cor mais forte, uma forma mais chamativa... Há quadros que hipnotizam. É o caso da tela 'As mascaradas', do artista naïf Gerson Alves de Souza, que traz um personagem cujo olhar profundo fixa o observador... É com atenção que Elisa observa o quadro. Junto do pai, o técnico em operação Vinicius Ferreira, que acompanha a filha ao museu pela segunda vez, é ela quem conduz o passeio, planejado pela mãe.
Após conhecerem a galeria principal, bebês e família se reúnem então para o momento mais importante da visita: a apreciação do quadro do dia. Em celebração à primavera, o tema do dia era 'Eu vejo flores em você'. Para esta sessão, a obra escolhida foi 'São Francisco e os animais', do artista português Jorge. Retirado da parede, ela é colocada num pequeno pedestal, a altura dos olhos dos nenéns.
Em roda, junto com os pais, os pequenos são estimulados a sentir os elementos da tela. Uma chuva de pétalas, por exemplo, faz referência às flores ilustradas no quadro. Já as miniaturas de animais são um convite para o processo de reconhecimento deles no quadro. E como será o som que cada bicho faz? É assim, a partir de uma experiência sinestésica, que eles são apresentados à arte e, porque não dizer, ao mundo a partir dos sentidos.
Lorenzo, de 11 meses, se diverte com a chuva de flor. Ele veio acompanhado da irmã Valentina, de dois anos. A avó, Iara Gomes, que os levou pela primeira vez ao museu, classificou a visita como positiva.
A administradora Andrea Azevedo, mãe de Vicente, de um ano e um mês, organizou uma excursão para levar o filho e os amiguinhos da creche. Ao todo, foram oito crianças da mesma instituição. As mães mantêm um grupo no aplicativo Whatsapp e foi, a partir dele, que o encontro foi organizado. A experiência de levar os filhos ao museu foi enriquecedora para os bebês, mas também, para os pais que estreitaram mais ainda os laços de relacionamento.
A especificidade da arte naïf chama a atenção dos bebês por si só. Cores fortes, formas distintas atraem o olhar dos pequenos. A palavra naïf é de origem francesa e significa ingênuo. Em termos gerais, este tipo de arte é comumente produzida por artistas sem formação acadêmica específica. Ela é caracterizada pela simplicidade e pela ausência de elementos formais como a perspectiva, a harmonia, a composição ou mesmo referências tradicionais das pinturas.
Para Tatiana Levy, coordenadora socioeducativa que conduz a visita, a pintura naïf é aquela pintada com o coração. Ela explica que assim como a arte, simples na essência, a ideia é que o passeio também seja conduzido com a mesma leveza.
Para os pais que tiverem interesse em levar os pequenos a uma experiência no museu, o de Arte Naïf do Rio de Janeiro funciona no Cosme Velho, na Zona Sul da cidade, e as visitas devem ser previamente agendadas no início de cada mês, já que há um limite de 16 bebês por grupo. Há turmas para nenéns de três meses até um ano e outra para crianças de um ano até três anos, dedicada àquelas que já andam e, por isso, exploram o espaço de maneira diferente.
O tema de cada visita pode ser consultado com antecedência no site da instituição, que é o museunaif.com. A atividade mediada costuma durar cerca de 30 minutos e a visitação em seguida é livre.


Um Sábado Qualquer No Museu



http://www.umsabadoqualquer.com/589-no-museu/

Iphan-RJ lança Portal do Patrimônio, aplicativo para celular e tablet

Portal do patrimonio
 A Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Rio de Janeiro (Iphan-RJ) disponibilizou ao público um aplicativo para celulares dedicado a todos os bens tombados ou registrados no estado: o Portal do Patrimônio. O programa está proposto através de plataforma colaborativa, permitindo com isso a inclusão, acesso e pesquisa não apenas aos bens protegidos pelo Iphan, que representam o Patrimônio Cultural do país, mas também outros, preservados por leis estaduais e municipais. Forma-se assim uma rede colaborativa com estado e municípios, reunindo em uma única plataforma as informações sobre os bens fluminenses.

Por se tratar de uma rede participativa, a partir da disponibilização do aplicativo para download, o programa estará disponível para todos os municípios do estado do Rio de Janeiro que tenham legislação específica, para que sejam inseridos os seus bens culturais protegidos. Desta forma, em se tratando de acervo dinâmico e crescente, a cada dia novos bens poderão ser lançados, sejam eles edificados ou exemplares do patrimônio imaterial, e disponibilizados por seus gestores aos usuários do programa.

Usando ferramentas modernas como navegação por GPS até os itens cadastrados e notificações automáticas quando o usuário estiver perto de algum bem, sugerindo sua visitação, o aplicativo também possibilita acesso a dados completos do tipo de proteção, além de contatos e horários de funcionamento, em mapa ou lista, apontando patrimônios existentes nas proximidades. Além disso, o usuário pode seguir Roteiros Temáticos, tais como roteiro modernista, roteiro de igrejas ou sítios arqueológicos, e ainda montar seu próprio roteiro favorito, tornando o app um guia bastante completo sobre o patrimônio cultural do estado do Rio.

Portal do Patrimônio tem como objetivo a divulgação e promoção do patrimônio cultural material e imaterial protegidos em todo estado e a consolidação de uma rede participativa entre a federação, estado e municípios na identificação e divulgação do acervo de bens que representam a memória nacional.

O Aplicativo Portal do Patrimônio  faz parte da estratégia piloto de construção do Sistema Nacional do Patrimônio Cultural do Estado do Rio de Janeiro e encontra-se disponível para download gratuito nas lojas virtuais das plataformas Android (GooglePlay) e IOS (AppStore). Coordenada pelo Iphan-RJ, a elaboração do software contou com o patrocínio na Companhia Imobiliária Metropolitana - CIM.

Donwload

Mais informações para a imprensa 
Assessoria Iphan-RJ
Chico Cereto e Karina Gaudereto
(21) 2233-6334 - 99127-7387

Fonte: Ascom-Iphan-RJ

http://portal.iphan.gov.br/portal/montarDetalheConteudo.do?id=18674&sigla=Noticia&retorno=detalheNoticia

Museu Internacional de Arte NAIF

A casa do Cosme Velho

O sobrado rosa-escuro, construído em 1939 aos pés do Corcovado, no Cosme Velho, onde Roberto Marinho morou por mais de 60 anos, vai virar centro cultural. A Casa Roberto Marinho será dirigida por Lauro Cavalcanti, que durante duas décadas esteve à frente do Paço Imperial. “É um grande desafio”, diz Lauro. A Casa será uma ode ao modernismo. A maravilhosa coleção de arte do jornalista, com cerca de mil peças, será exposta no segundo andar. São quadros de Di Cavalcanti, Djanira, Portinari, Tarsila do Amaral. Haverá também um cinema de 30 lugares. “O eixo central é a educação. Seremos um centro de estudos do modernismo, com cursos para professores da rede pública de ensino”, explica Lauro. No jardim, criado por Burle Marx, Lauro vai expor esculturas. E, veja que maravilha, uma trilha levará os visitantes, incluindo alunos de escolas públicas, para dentro da mata do terreno, onde está a nascente do Rio Carioca. Lembra os flamingos doados por Fidel Castro a Roberto Marinho? Era uma meia dúzia. Pois bem, eles se reproduziram, são 40 e continuam passeando pelo jardim. A Casa deve ser inaugurada em 2016

NANA GOUVÊIA TE DESPREZA: “ATRIZ” VAI AO MUSEU DE NOVA YORK E REPRODUZ POSIÇÕES DE OBRAS

Pra mostrar que não é só um corpinho bonito, Nana Gouvêia ataca novamente, e dessa vez a nossa musa da vergonha alheia não posou em desastres naturais, nem divulgou vídeos de seus mónologos trabalhados no inglês ”escola de bairro”.
Dessa vez a moça decidiu dar uma pausa nas aulas de atuações (HAHAHAHAHA) e  fazer algo mais cultural: passar um dia no Museu do Broklin, em New York (#Rica). E pra representar bem o Brasil, o que não poderia faltar? COI’ DE POBRE!
Não basta tirar fotos com flash, tinha que ficar imitando as esculturas do local:
nana
Cadê os seguranças do local?
.
NANA 2
E a vergonha alheia onde fica?
nana3
Depois você pergunta o porque dos EUAs barrarem tanto os brasileiros!
nana 4
Não pode faltar a foto de encochadinha, claro!
É muita coisa chique para um post só!
Mas aí você vem me dizer “quer dizer que ela não pode posar do jeito que ela quer?” Claro que pode, mas no local adequado, como por exemplo:
cemite´rio
Fazendo a gótica no cemitério!
skate
Andando de skate!
casal
Ou namorando no parque!
Enfim, mesmo passando vergonha, Nana está divando por aí, enquanto você morre queimado com o Sol esperando pra entrar na exposição do Castelo Ra-Tim-Bum! Enfim, divou, mas é claro, não superou a super diva Narcisa “Don’t Touch” Tamborindeguy:

Nunca será!
SELO MERECIDO:
Selo CoidePobre

25/10/2014

Caminhada pelo Museu da Maré

No último dia 18 de outubro, moradores de diversas favelas do Rio de Janeiro e artistas de coletivos variados se uniram em uma caminhada em prol do Museu da Maré que sofre ameaça de ser despejado pela Companhia Libra Navegações, empresa proprietária do imóvel onde se encontra o museu em regime de comodato.

Com a militarização, o imóvel valorizou e a companhia perdeu o interesse no acordo. Agora, este museu que faz uma bela narrativa sobre a história da Maré e seus fundadores corre o risco de não poder dar conta de seu acervo, e sair da memória da Maré.

Mas continuamos na briga, todas as favelas unidas pelo direito a memória.
#sosmuseudamare
#coletivopaporeto


 
 




































22/10/2014

Museu italiano estimula 'selfies' com obras em exposição

Selfie no museu
Objetivo da Galeria de Arte Moderna de Roma é divulgar o patrimônio cultural do museu através das novas tecnologias

Após ser reconhecida como palavra do ano e até o papa Francisco e Barack Obama cederem a seus encantos, a 'selfie' chega aos museus, e uma galeria italiana propõe aos visitantes se retratarem em uma foto diante das peças da exibição.

Assim, a Galeria Nacional de Arte Moderna (GNAM) de Roma lança este mês uma nova iniciativa que convida o público a se imortalizar em uma foto de si mesmo frente às obras da coleção, com o objetivo de atrair os jovens ao museu e divulgar o patrimônio cultural.

A campanha, nomeada #Selfiedautore ('selfie' do autor), que vai até o dia 6 de janeiro de 2015, se apresenta como um projeto conjunto da Associação de Amigos da Arte Moderna (AAAM) e da GNAM para promover fotografias criativas das obras da galeria.

"As 'selfies' estão muito na moda entre os jovens. Por isso fizemos esta associação entre 'selfie' e juventude e 'selfie' e museu, e estamos muito contentes com o resultado", explicou à Agência Efe a presidente da AAAM, Maddalena Santeroni.

As 'selfies' enviadas pelos participantes aparecerão no perfil da galeria no Facebook, onde os usuários da rede social poderão escolher sua foto favorita. "As pessoas poderão votar na 'selfie' preferida através da opção 'Curtir' do Facebook", explicou Santeroni.

Entre as imagens com mais curtidas, um júri de especialistas em arte selecionará as cinco mais originais, que serão premiadas em uma cerimônia no dia 8 de fevereiro na GNAM. "A fantasia é muito importante, não consiste simplesmente em fazer uma foto, é necessário analisar as possibilidades que cada obra oferece", especificou a presidente da AAAM.

As 50 melhores fotografias enviadas pelos participantes serão utilizadas para compor um vídeo que será publicado no perfil da GNAM.

Esta iniciativa visual, segundo comentou à Agência Efe a diretora da GNAM, Maria Vittoria Marini Clarelli, está ligada à capacidade de cada espectador de associar uma obra de arte a si mesmo e permitirá à galeria estudar o comportamento espontâneo dos visitantes.

"Através deste projeto podemos compreender se na escolha da peça prevalece o interesse específico de cada um pelas obras de arte ou como cada um vê a si mesmo", comentou a responsável pelo museu.

O projeto é vinculado à outra campanha que será lançada pela GNAM no Twitter no início de 2015. O museu pretende continuar a estreitar a relação entre a galeria e o público. A nova iniciativa oferecerá aos visitantes a possibilidade de unir suas emoções diante das obras a um breve comentário na rede social.

"Gostaríamos de ver como os espectadores conseguem sintetizar em um tweet as sensações produzidas pelas obras de arte", disse.

A diretora da GNAM destacou que ambos os projetos, tanto o #Selfiedautore no Facebook como a futura iniciativa no Twitter, servirão para observar como as redes sociais podem mudar a relação com a galeria.

"Uma vez finalizadas ambas as campanhas, faremos uma análise com o observatório do museu para verificar quais são as obras mais comentadas e, portanto, as preferidas dos visitantes", afirmou Marini Clarelli, sobre a importância de atender as impressões e as sugestões do público.

Para divulgar a iniciativa, a GNAM contará com a ajuda do ator italiano Alessandro Preziosi, que emprestará sua imagem para uma destas "selfies".

Tudo isso com o objetivo de divulgar o patrimônio cultural entre um maior número de pessoas e conseguir, através das novas tecnologias, que o público recupere o interesse pela arte. 

http://info.abril.com.br/noticias/internet/2014/10/museu-italiano-estimula-selfies-com-obras-em-exposicao.shtml?utm_src=botaonoticia

Imagem do Dia

Com mais de 100 obras, exposição de Kandinsky chega a Brasília

Público vai mergulhar nas raízes do pensamento criativo do artista por meio de textos, sons e imagens

                                                                    © Kandinsky, Wassily, / AUTVIS, Brasil, 2014
© Kandinsky, Wassily, / AUTVIS, Brasil, 2014
             Obra "No branco", 1920, óleo sobre tela, do Museu Estatal Russo
Pela primeira vez na América Latina a trajetória do precursor do abstracionismo, o russoWassily Kandinsky (1866-1944), será contada em uma exposição gratuita. Brasília foi o local escolhido para entrear a mostra no Brasil, que abre ao público em 12 de novembro.
A exposição “Kandinsky: tudo começa num ponto”reúne mais de uma centena de obras e objetos do artista, seus contemporâneos e suas influências. Esse acervo diverso tem como base a coleção do Museu Estatal Russo de São Petersburgo, enriquecido com obras de mais sete museus da Rússia e coleções procedentes da Alemanha, Áustria, Inglaterra e França.
Além disso, peças que são joias da arte popular do norte da Sibéria e objetos de rituais xamânicos serão expostos. Emerge daí um Kandinsky que poucos, no Ocidente, conhecem.
Até 12 de janeiro de 2015 o visitante poderá a conhecer a vida do pintor e experimentar um mergulho nas raízes de seus pensamentos por meio de textos, sons e imagens. Haverá, inclusive, uma sala de imersão sensorial interativa.

Ibram divulga a programação do 6º Fórum Nacional de Museus em Belém

A Comissão Organizadora do  6º Fórum Nacional de Museus (FNM), cujo tema em 2014 será Museus Criativos, divulgou hoje (21) a programação geral do evento, que acontece em Belém (PA) entre os dias 24 e 28 de novembro.
Painéis, grupos de trabalho, minicursos, comunicações coordenadas, reuniões setoriais, conferências e programação cultural compõem a grade de atividades durante os cinco dias do evento bianual, que congrega os diversos entes do setor museal brasileiro. Confira a programação na íntegra.
Interior do Museu do Estado do Pará, localizado em Belém
Museu do Estado do Pará: participantes do FNM poderão conhecer museus de Belém
No dia (24), começam os encontros de Pontos de Memória, a Teia da Memória, e do Programa Nacional de Educação Museal (PNEM), assim como os seis minicursos abertos aos participantes. A conferência de abertura será a noite com o tema Museus criativos: experiências e práticas inovadoras nos museus.
PNSM e painéis
No dia 25, além dos encontros iniciados no dia anterior, têm início os painéis e as comunicações coordenadas, nas modalidades Apresentação Oral e Pôsteres. A conferência do dia traz como temaCooperação e criatividade.
No dia 26 começam os Grupos de Trabalho (GTs) que tratam da revisão do Plano Nacional Setorial de Museus (PNSM), que seguem até o dia 28, e a conferência do dia tem como tema Museus vivem de futuro? .
No penúltimo dia de atividades (27), estão programadas as últimas apresentações de comunicações coordenadas, assim como de painéis, e o FNM abre-se para uma programação cultural com o objetivo de aproximar os participantes oriundos de todas as regiões do país. No último dia (28) acontece a Plenária Final dos GTs e a tarde será dedicada a visitas aos museus da cidade de Belém.
Ao longo de todo o 6º Fórum Nacional de Museus estão previstas nove reuniões setoriais, abrangendo diversas vertentes do campo museal: Rede de Educadores de Museus, Conselho Federal de Museologia, sistemas de museus, Conselho Consultivo do Patrimônio Museológico do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) entre outras.
As inscrições para os participantes estarão disponíveis nos próximos dias na página do Ibram, assim como o resultado dos selecionados para apresentação de trabalhos. Outras questões sobre o FNM 2014 devem ser enviadas para o endereço eletrônico fnm@museus.gov.br.
Texto: Ascom/Ibram
Foto: Internet/divulgação

Os museus também têm sentimentos de culpa

A pergunta foi feita para inquietar: “Podemos descolonizar os museus?” Num congresso com portugueses, espanhóis e latino-americanos, a resposta foi óbvia. Mas como é que isso se faz? Com uma estratégia de proximidade, criando museus em que a jóia de um rei é tão importante como um pneu velho ou a fotografia de um avô que poucos conhecem e foi morto pela ditadura.
A Vitória de Samotrácia é uma das principais atracções do Museu do Louvre LOIC VENANCE/AFP
António Pinto Ribeiro começou com uma provocação: “Os museus ou são pós-coloniais ou não são nada.” À sua frente, no auditório do 8.º Encontro Ibero-americano de Museus (Lisboa, 13 a 15 de Outubro), sentavam-se portugueses, espanhóis e latino-americanos com responsabilidades no património.
O museu, continuou este ensaísta com formação em Filosofia e Estudos Culturais que hoje dirige o Programa Gulbenkian Próximo Futuro, começou por ser a instituição que “materializava a ocupação colonial do resto do mundo e a sua posse”, “arquivo ilustrado do poder” e “lugar de estabilidade das classificações e hierarquizações disciplinadas das raças e das espécies e dos cânones artísticos”, mas hoje precisa de se reinventar. “Podemos descolonizar os museus?”, perguntou, para responder em seguida: “Podemos. Devemos.” Mas como? E de que descolonização falamos? Da que se refere apenas aos impérios europeus?
“Descolonizar” aqui passa, sobretudo, pela releitura dos acervos dos museus ocidentais, muitos deles constituídos quando o mundo estava ainda dividido em impérios coloniais centenários, mas também pela abertura às comunidades onde estão instalados, tenham ou não uma ambição nacional.
Na sala, a ouvir Pinto Ribeiro, esteve Javier Royer Rezzano, coordenador do Sistema Nacional de Museus do Uruguai, que entende o termo num sentido lato. Para Rezzano, “descolonizar” passa pela libertação da perspectiva imperial dos acervos, mas também por uma versão de luta de classes dentro do museu, para o tornar mais inclusivo e o aproximar das comunidades que serve.
“Não podemos continuar a construir museus, na América Latina ou em qualquer outro lugar, com base nas colecções reunidas pelas elites económicas, políticas e culturais. Porque o museu, mesmo resultando de um processo histórico em que essas elites tiveram um papel importante, não pode ignorar as outras classes nem deixar de tentar falar com toda a gente.” Como exemplo de uma visão eurocêntrica e de um modelo desactualizado e sem preocupações inclusivas, Rezzano cita o Museu Histórico Nacional do Uruguai, em Montevideu, criação de uma junta militar, no qual não estão representados nem os trabalhadores, nem as mulheres, nem as comunidades indígenas. “É preciso mudar isto”, diz, se queremos que os museus continuem a reclamar um papel social, a ser construtores de identidade.”
Mas esta mudança não se faz sem a consciência de que o museu é também um território de conflito, em que se vão cruzar visões díspares em resposta a perguntas fundamentais: O que é uma obra de arte? A que nos referimos quando falamos de história nacional? Como se mostra o extermínio dos povos indígenas? E como é que se trabalha um período de subjugação a um poder colonial ou a uma ditadura? Estas e outras perguntas, garante Rezzano, vão expor as clivagens que existem dentro do próprio país: “A colonização não vem apenas de fora, é feita também a partir de dentro, é como a divisão Norte/Sul, que não é só global, existe na nossa própria casa”, observa. “O museu tem de falar de todos e com todos – ricos e pobres, dominantes e dominados, elites e excluídos –, porque, quer queira quer não, é um espaço político.”
Rezzano não defende o regresso a um “passado indígena” como projecto museológico, algo que “não faria qualquer sentido”, mas acha que sem a “descolonização” do modelo do museu-elite ou do museu-espectáculo estas instituições não podem continuar a reclamar relevância social na América Latina.
Alan Trampe, director das bibliotecas, arquivos e museus do Chile, e o brasileiro Ângelo Oswaldo de Araújo Santos, curador e presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), concordam com Rezzano. Para o chileno, a fase que vivemos é de transição no que diz respeito à própria ideia de museu. “Hoje convivem museus tradicionais – mausoléus para guardar coisas, mais ou menos actualizados – com museus mais experimentais, a que no Chile chamamos sociais.” Estes últimos, explica, são feitos a partir das comunidades e, muitas vezes, recorrendo aos objectos, documentos e outros testemunhos que as populações trazem das suas casas.
“O museu ocidental, colonial, não nos serve, nem serve aos outros países da América Latina, porque continuamos a ter comunidades vivas ligadas ao património que queremos mostrar.” Trampe acredita numa premissa aparentemente simples: “Se queres aproximar o museu das pessoas, faz com que conte a história delas.”
http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/os-museus-tambem-tem-sentimentos-de-culpa-1673458