09/01/2014

Exposição de surfe e skate no Museu de Arte do Rio terá pista e pranchas

Mostra 'Deslize' começa na próxima terça-feira (14).
Entre as obras expostas está a coleção de pranchas de Rico de Souza. 

Do G1 Rio
Comente agora
Exposição Deslize Surfe Skate, no Museu de Arte do Rio, mostra as perspectivas dos esportes desde 1776 (Foto: Dea Lellis) 
Exposição  mostra as perspectivas dos esportes desde 1776 (Foto: Dea Lellis / Divulgação)
 
Uma atmosfera esportiva vai preencher as salas do Museu de Arte do Rio (MAR) a partir desta terça-feira (14), quando começa a exposição "Deslize ". A mostra apresentará ao público uma perspectiva da história desses esportes desde 1778, através de 120 obras, entre fotografias, pinturas, objetos, desenhos, vídeoinstalações, e outros suportes. O ingresso custará R$ 8, e a meia-entrada, R$ 4. 
Os amantes do surfe e do skate poderão ver de perto, por exemplo, parte da coleção de pranchas do ícone nacional Rico de Souza, além de objetos relacionados ao skate de Eduardo Yndyo, um dos maiores colecionadores do Brasil. Estarão expostas as obras do australiano Shaun Gladwell e do paulistano Fabiano Rodrigues, e uma pista de skate será montada nos pilotis do MAR para contemplação daqueles que curtem os esportes radicais.
Os grafiteiros Artur Kjá e Fábio Birita também fazem parte da mostra. Eles farão uma intervenção que começa na rampa de saída do museu e se estende até a bilheteria. "Deslize " fica em cartaz até o dia 27 de abril.
Serviço:
Data: De 14 de janeiro a 27 de abril de 2014.
Horário: Terça-feira, das 10h às 19h. Quarta a domingo, das 10h às 17h. Aberto aos sábados, domingos e feriados. Fechado às segundas-feiras
Preço: Ingressos R$ 8,00 / R$ 4,00 (meia-entrada)
Endereço: Praça Mauá, número 5, Centro

http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2014/01/exposicao-de-surfe-e-skate-no-museu-de-arte-do-rio-tera-pista-e-pranchas.html

SERVIDOR AMEAÇA COM GREVE EM ANO ELEITORAL

SERVIDORES PROMETEM GUERRA POR REAJUSTES
Correio Braziliense - 09/01/2014
 
 O funcionalismo promete entrar em guerra com o Palácio do Planalto em 2015. Seja quem for o eleito, a Presidência da República terá de enfrentar servidores federais furiosos com a perda de renda imposta por um acordo assinado em 2012. Até o próximo ano, os trabalhadores terão recebido 15,8% de aumento salarial desde que o compromisso foi firmado. Contudo, diante de uma inflação persistentemente elevada, o valor dado pelo governo se mostrou insuficiente para vencer a carestia. Em vez de ganho real, os servidores amargarão, ao fim do período, perda de 2,1%. A resposta para o prejuízo, garantem os sindicalistas, ocorrerá nas ruas.
Representantes das categorias prejudicadas pretendem dar, já em 2014, uma primeira mostra do que está por vir caso não sejam atendidos e, os danos inflacionários, corrigidos. Em pleno ano eleitoral, podem convocar uma paralisação geral dos serviços públicos, o que significaria o rompimento do acordo firmado em 2012, quando ficou acertado que não haveria greve até o vencimento do combinado. A greve deve coincidir com as manifestações programadas durante a Copa do Mundo, fato que já preocupa o governo e que resultará em problemas quando 2015 chegar.
A posição de sindicatos que representa os servidores é um gesto hostil ao Partido dos Trabalhadores, sigla que comanda o país e que, historicamente, sempre contou com o apoio explícito da maioria do funcionalismo, que tomou horror do PSDB, depois do processo de enxugamento da máquina pública promovido durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Um dos braços do partido, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) está encabeçando o movimento de pressão dos insatisfeitos.
O próximo presidente terá a missão ingrata de negociar com os trabalhadores durante seu primeiro ano de mandato, um período que, no entender dos especialistas, exigirá um forte ajuste nas contas públicas. Depois de anos de gastos elevados com a justificativa de estimular a atividade e impedir que a crise se instalasse no Brasil, a fatura chegou.
O governo perdeu margem de manobra e tem pouco ou nenhum espaço fiscal para dar benesses ao funcionalismo. Fazer convergir a vontade dos servidores com as necessidades do Tesouro Nacional será um desafio hercúleo. "A racionalidade saiu do campo econômico. A decisão será política. Mesmo sem espaço para elevar as despesas, são grandes as chances de o próximo comandante do país conceder novo aumento para o funcionalismo", diz o economista Alexandre Schwartsman, ex-diretor do Banco Central.
Pedro Armengol, secretário adjunto de Relações de Trabalho da CUT, defende que há dinheiro para reajustar os salários, independentemente da farra fiscal dos últimos anos, que pode resultar no rebaixamento do país pelas agências de classificação de risco. "Dizer que 2015 será um ano de ajuste é manter o olhar fiscalista que vem desde 2008, com a explosão da crise internacional", diz. "O Estado gasta demais e não se vê o retorno adequado em saúde, segurança e educação, que não melhoram. "Os investimentos no serviço público são reduzidos, esse é o problema", argumenta.
Serviços péssimos
Os argumentos do funcionalismo não comovem os especialistas em contas públicas. Eles, inclusive, não descartam uma rebelião de brasileiros sem emprego público e que dependem dos péssimos serviços oferecidos pelo Estado. Durante o governo Lula, os servidores contabilizaram ganhos expressivos. Tanto que a folha de pagamento do Executivo, desde 2003, aumentou 163,8%. A qualidade do atendimento à população, no entanto, continuou muito aquém do aceitável. Durante a campanha de 2010, quando a presidente Dilma Rousseff foi eleita, uma das bandeiras do PT era a implantação da meritocracia no governo. A promessa nunca saiu do papel.
A Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), que representa quase metade do funcionalismo, queixa-se, além da perda para a inflação, de promessas não cumpridas, como a adoção de planos de carreira e a regulamentação de benefícios. "São vários os acordos assinados que não foram cumpridos pelo governo", afirma Sérgio Ronaldo da Silva, diretor da entidade. Ele garante que, até o fim de janeiro, serão dados os primeiros passos no sentido de mobilizar os trabalhadores. "Independentemente de Copa do Mundo e de eleições, já avisamos ao governo que o enfrentamento vai ocorrer", garante. "Em 2015, vamos para a rua, mesmo com o discurso de dificuldade fiscal", diz.
Márcio Pochmann, presidente da Fundação Perseu Abramo, acredita que a disputa entre os servidores e o Executivo pode parar na Justiça. "A margem para novos gastos é pequena. Será uma negociação difícil", observa.

08/01/2014

RETROSPECTIVA 2013



“Prepara, que agora é a hora DA RETROSPECTIVA MUSEOLÓGICA/ MUSEAL E OU MUSEÍSTICA
que desce e rebola, afronta as fogosas...” 2013 foi sexy sem ser vulgar para os museus, o ano foi embora e deixou marcas nos museólogos (balas de borracha, spray de pimenta e gás lacrimogênio). Que 2014 agregue valor e que seja o ano da museologia da ostentação repleto de conquistas museológicas/museais e ou museísticas.


JANEIRO

Governo do Rio desiste da demolição do antigo Museu do Índio (Ditado n°1: índio quer apito se não der pau vai comer!)

 

IBRAM - 4 ANOS (deixe-me ir preciso andar, vou por aí a procurar rir pra não chorar...)

 

Homens que vão a museus e galerias são menos estressados (descubra o erro na frase)

 

 

FEVEREIRO

Sérgio Cabral anuncia museu do COB em área da Aldeia Maracanã (o prédio sobrevive já os índios – bala de borracha, spray de pimenta e gás lacrimogênio)

 

Museu de Viena aceita visitantes sem roupa em exposição sobre nus (como já dizia o ditado: não confunda a obra do mestre Picasso com o Picasso do mestre de obras)

 

Nota de Repúdio dos alunos da UFRB ao IPAC-BA (mais um ditado: casa de ferreiro espeto de pau)


Imagem do mês


 

MARÇO

MinC troca comando de autarquia dos museus (???)

 

Museu do Índio: Vereadores votam contra tombamento (mais balas de borracha, spray de pimenta e gás lacrimogênio)


Imagem do mês


 

ABRIL

Uma Noite no Museu 3: Filme será lançado no Natal de 2014 (1 é pouco 2 é bom, 3...)

 

Esqueleto de 'gigante irlandês' é atração polêmica em museu londrino (o gigante acordou)


Imagem do mês


 

MAIO


Pirâmide maia de 2.300 anos é destruída por escavadeira (siricutico museológico 1)


Quadro de Di Cavalcanti fica 7 horas em feira de arte popular sem ser reconhecido (siricutico museológico 2)

Agora o Centro Cultural Cartola é MUSEU DO SAMBA CARIOCA (não deixe o samba morrer, não deixe o samba acabar...)


 

JUNHO

Museu da Diversidade comemora o mês do Orgulho LGBT


Aprovado projeto que destina a museus bens de valor cultural apreendidos ou abandonados

 

Imagem do mês

(Chupa Feliciano!)

 

 

JULHO

Roteiro mostra as ‘mais belas bundas’ do Louvre, em Paris

 

Jornada Mundial da Juventude: arte e religiosidade ocupam museus Ibram no Rio (porque se Deus é brasileiro o Papa é carioca e museólogo)

 

Museu londrino conta história da homossexualidade

 

O PIOR MUSEU DE CERA DO MUNDO

(O melhor pior do mundo)

 

 

 

 

 

AGOSTO







SETEMBRO

Exposição britânica mostra vibradores do século XIX

 

5 motivos bizarros para ser expulso de um museu (quem nunca?)




OUTUBRO

Exposição na Alemanha mostra animais durante o acto sexual

 

Presidência publica decreto que regulamenta o Estatuto de Museus

 

Exposição polêmica aborda o nu masculino no Museu D’Orsay

 

Sérgio Cabral proíbe exposição de obras de Magritte por presença de máscaras




NOVEMBRO

Paralisação de servidores fecha Biblioteca Nacional e palácio Gustavo Capanema, no Rio (não vai ter copa!!!)

 

Museus apostam na nudez para atrair público (sex sem ser vulgar)




DEZEMBRO

 Dia do Museólogo, Feliz Natal! e Feliz 2014 






14/12/2013

Quatro museus brasileiros estreiam coleções no Google Street View; veja

Os museus brasileiros de Inhotim, Fundação Iberê Camargo, Instituto Moreira Salles e Museu da Imagem e do Som acabam de se juntar ao Google Cultural Institute, iniciativa do gigante de Internet que permite ao usuário conferir online o acervo de obras disponível em museus e outras casas culturais, de um modo igual ao serviço de mapas, com fotos em 360º, do já conhecido Google Street View .
É possível andar pelo museu e seu entorno, em navegação idêntica a do serviço de mapas. Além de visitar diversas intalações dos museus de forma virtual, o próprio site já contém algumas exposições, pinturas e outras galerias registrados com as câmeras do trekker (uma mochila equipada com câmeras usada pela equipe do Google) e outros equipamentos que podem ser visualizadas online.
A navegação pelo site é bem intuitivo  
A navegação pelo site é bem intuitiva, com muitos menus e listas (Foto: Google Cultural Institute/Reprodução)

O museu do Inhotim, de Minas Gerais, e é o maior museu de arte contemporânea a céu aberto do mundo. São 271 hectares para explorar dos jardins ao acervo. O local exibe permanentemente cerca de 500 obras de 100 artistas de mais de 30 nacionalidades. Há obras de brasileiros como Hélio Oiticica, Adriana Varejão, Cildo Meireles, Ernesto Neto, Tunga, e dos estrangeiros Olafur Eliasson, Cristina Iglesias, e Chris Burden.
O Instituto Moreira Salles, do Rio de Janeiro, exibe 160 obras de arte e oito exposições. Se destaca pelas obras de arte contemporânea e a gigante coleção de fotografias, incluindo nomes como Chico Albuquerque, José Medeiros e Marcel Gautherot.
Os belos jardins do Instituto Moreira Salles na Gávea, Rio de Janeiro 
Os belos jardins do Instituto Moreira Salles, no Rio de Janeiro (Foto: Reprodução/ Google Cultural Institute)

A Fundação Iberê Camargo, de Porto Alegre, foi construída um ano após a morte do artista que concedeu seu nome, em 1994, com o objetivo de preservar e difundir suas obras. Uma das principais atrações virtuais é observar o quadro "Ciclistas" com uma impressionante riqueza de detalhes.
Já o Museu da Imagem e do Som, de São Paulo, conta com um acervo de mais de 200 mil itens, sendo um importante registro da cultura brasileira por meio de fotos, filmes, músicas e outras obras. Na sua versão web, há uma exposição com cenas marcantes e personagens grandiosos do cinema de São Paulo na década de setenta. Entretanto, não é possível fazer um passeio por dentro do museu, usando o Street View.
Além destes, é possível também passear online pelo Museu do Futebol, que se juntou ao Cultural Institute em junho e já mostra uma nova exposição chamada "Futebol de Papel".
Ao todo, já são oito os museus brasileiros disponíveis on-line no Cultural Institute. "Esperamos que outros se juntem a nós para mostrar para o mundo nossa cultura e história, tão ricas e únicas", escreveu Victor Ribeiro, Diretor do Google Cultural Institute, no Blog do Google Brasil.
O acervo completo do Google Cultural Institute por sen visto em google.com/culturalinstitute.

http://www.techtudo.com.br/noticias/noticia/2013/12/quatro-museus-brasileiros-estreiam-colecoes-no-google-street-view-veja.html

Audiência Pública - federalização do Museu Nacional da República

09/12/2013 - 13h27

Cultura debate federalização do Museu Nacional da República

A Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados debate, na quinta-feira (12), a federalização dos espaços culturais públicos do Distrito Federal. Entre os focos da audiência pública está a polêmica proposta de federalização do Museu Nacional da República, anunciada em maio pelo Ministério da Cultura e pelo Governo do Distrito Federal (GDF).

Os deputados Nilmário Miranda (PT-MG) e Erika Kokay (PT-DF), que sugeriram a audiência, afirmam que a classe artística local sustenta que o museu foi construído com recursos do GDF e que, portanto, uma de suas funções essenciais deve ser a de preservar o acervo que faz parte da história de Brasília e da arte contemporânea brasileira.
Artistas brasilienses e setores ligados ao tema também criticam a falta de debate prévio sobre a proposta de federalização.
Foram convidados para a audiência:
- o secretário de Cultura do Distrito Federal, Hamilton Pereira da Silva;
- o presidente do Instituto Brasileiro de Museus, Angelo Oswaldo de Araujo Santos;
- o presidente do Conselho de Cultura do DF, Romário Schettino; e
- o diretor do Museu Nacional Honestino Guimarães, Wagner Barja.
O evento está marcado para as 10 horas, no Plenário 12.

http://www2.camara.gov.br/camaranoticias/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/458940-CULTURA-DEBATE-FEDERALIZACAO-DO-MUSEU-NACIONAL-DA-REPUBLICA.html

na quinta-feira (12):


27/11/2013

Abaixo-assinado Iphan - Carreira e Concurso Já!

Para: Dilma Vana Roussef

Excelentíssima Senhora Dilma Vana Roussef
D.D. Presidenta do Brasil
Excelentíssima Senhora Marta Teresa Smith de Vasconcellos Suplicy
D.D. Ministra da Cultura
Ilustríssima Senhora Jurema de Sousa Machado
M.D. Presidenta do IPHAN

Nós, brasileiros, identificados e abaixo assinados vimos trazer ao Vosso conhecimento a seguinte e urgente reivindicação:

Implantação imediata de Plano de Carreira e realização de concurso público para compor de forma adequada e plena o quadro de técnicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.

Com o PAC Cidades Históricas o Governo Federal reconhece e valoriza a importância do Patrimônio Cultural Brasileiro promovendo o desenvolvimento cultural, social e econômico em várias regiões. Enquanto isso, a sociedade sofre uma contrapartida nefasta:
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, depositário desde 1937, do conhecimento técnico sobre o Patrimônio Cultural Brasileiro, vive há anos uma situação de agonia, sem plano de carreira e sem a realização de concursos. Vem desse modo perdendo a cada dia, um monumental acervo humano, indispensável para a continuidade destes investimentos, bem como, de ações de fiscalização, licenciamentos ambientais e de proteção do nosso patrimônio paleontológico, arqueológico, artístico e imaterial. Esta situação resulta em prejuízos irrecuperáveis à nossa sociedade, transtornos vários, além da impossibilidade de assistência adequada às necessidades do Patrimônio Cultural Brasileiro.

Nota de Apoio da Executiva Nacional de Estudantes de Museologia à paralisação das/os Servidoras/es do Ministério da Cultura

Nota de Apoio da Executiva Nacional de Estudantes de Museologia à paralisação das/os Servidoras/es do Ministério da Cultura 
http://exnemusbrasil.wordpress.com/2013/11/27/nota-de-apoio-da-executiva-nacional-de-estudantes-de-museologia-a-paralisacao-dasos-servidorases-do-ministerio-da-cultura/

Paralisação de servidores fecha Biblioteca Nacional e palácio Gustavo Capanema, no Rio

Cerca de 700 servidores do Ministério da Cultura, segundo estimativas do sindicato, paralisaram suas atividades nesta terça (26), fechando a Biblioteca Nacional e o palácio Gustavo Capanema, no Rio, em protesto por melhores condições de trabalho, mais investimento na cultura e cumprimento de acordos salariais passados.
Organizada pelo Fórum das Associações de Servidores da Cultura (www.facebook.com/culturapedesocorro), a paralisação de 24 horas não atingiu os museus federais da cidade, que continuaram com suas exposições abertas. Em frente à Biblioteca Nacional, no centro, quatro cartazes colados em frente ao portão fechado denunciavam as más condições do prédio e da carreira de trabalhador da cultura.
"Patrimônio abandonado pelo MinC! Museus e bibliotecas caindo aos pedaços", diz um dos cartazes. Outro deles questiona o investimento no setor (0,6% do orçamento federal), comparando-o com o total gasto para pagamento de juros da dívida (45%).


Marco Aurélio Canônico/Folhapress
Cartazes da paralisação dos servidores do Ministério da Cultura nesta terça-feira (26), no Rio
Cartazes da paralisação dos servidores do Ministério da Cultura nesta terça-feira (26), no Rio  

"Mais um ano chega ao fim e a situação dos trabalhadores federais da Cultura permanece inalterada. Museus e Biblioteca Nacional em péssimo estado de conservação, palácio Gustavo Capanema sem refrigeração, pontos do acordo de 2007 ainda sem cumprimento por parte governo, gratificações de desempenho superando o vencimento básico e reajustes salariais (apenas sobre as gratificações) de 5% ao ano até 2015, o que nem sequer repõe a inflação do período. A cada ano que passa somos mais desvalorizados, perdemos poder aquisitivo e vemos aprofundada a política de desmonte do serviço público", escreveram os servidores em nota oficial.
Além do cumprimento dos acordos salariais, os trabalhadores pedem novos concursos públicos para repor a evasão dos concursados, que chegou a 53% nos últimos anos --dado agravado pelo fato de que 35% dos servidores da cultura se aposentam até 2017, segundo os manifestantes.
Eles protestam ainda contra a criação da Funpresp (Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal), que altera o regime previdenciário dos servidores e foi regulamentada pelo governo em março passado.
A Folha tentou entrar em contato com o Ministério da Cultura desde a última sexta (22), quando a paralisação foi anunciada, mas não obteve resposta até a conclusão deste texto.

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2013/11/1376813-paralisacao-de-servidores-fecha-biblioteca-nacional-e-palacio-gustavo-capanema-no-rio.shtml

17/11/2013

Museu cria festival de vídeos com gatos e diz que tem valor artístico; assista alguns

No rol de artistas já exibidos pelo museu Walker Art Center estão Andy Warhol (1928-1987), Mark Rothko (1903-1970) e Jasper Johns. Agora, há uma gata brava, um felino existencialista e outro louco por um aspirador de pó.
Esse centro de arte contemporânea na cidade de Minneapolis (EUA) é sede do Internet Cat Video Festival.

O evento anual reúne até 10 mil pessoas para assistir a uma sequência de 75 minutos de vídeos de gatos da web: há de flagrantes engraçados a produções requintadas, com diálogos e paródias de filmes. 

Estádio em Minneapolis cerca de 10 mil pessoas reunidas no último Cat Video Festival, evento criado por museu de arte
Estádio em Minneapolis cerca de 10 mil pessoas reunidas no último Cat Video Festival, evento criado por museu de arte

Mas vídeo de gato é arte?
"Se expomos o que é relevante à cultura popular contemporânea, por que ignorar esses vídeos?", diz o curador da mostra, Scott Stulen, 38.
"Há uma tendência em se buscar uma 'internet real' e o festival cumpre a função: reúne pessoas para compartilhar experiências que antes tinham sozinhas. O fator artístico está na plataforma criada para a experiência social compartilhada, que une o mundo da arte à cultura popular."

PERFORMANCE
Com uma equipe de dez pessoas, Stulen faz a curadoria dos vídeos e escolhe os 80 melhores. Na edição deste ano foram enviadas 10 mil "obras".
Para Bia Granja, criadora do youPIX, festival brasileiro de cultura digital, gato também pode ser arte. "O Andy Warhol fazia colagens. Por que não uma colagem de vídeos da internet?"
"A curadoria torna esses produtos uma performance artística", diz André Sturm, diretor do MIS (Museu da Imagem e do Som), que não gosta de gatos. "Tem exibição, plateia relevante e reação do público? Então é arte."
Ricardo Resende, diretor do Centro Cultural São Paulo, concorda. "A arte está na ação, e não no objeto."
Solange Farkas, fundadora do festival Sesc_Videobrasil, questiona: "Não dá para fingir que o universo virtual não existe, e ele muda de fato a forma de fruir arte, mas não acho que isso seja arte, a não ser que seja feito por artistas".

FÊMEA EMBURRADA
Visto mais de 13 milhões de vezes no YouTube desde setembro de 2012, o vídeo "The Original Grumpy Cat" (a gata rabugenta original) ganhou o "gatinho de ouro" no festival por votos do público.
A fêmea emburrada estava no evento, acompanhada de seus humanos, ao lado de outras celebridades: Lil Bub, que virou documentário (leia abaixo), e Pudge, o gato bicolor.
Gatos como esses são a ponta de uma indústria que movimenta anúncios, merchandising e agentes especializados: a Grumpy Cat, por exemplo, tem o mesmo empresário que o Keyboard Cat, o bicho que toca teclado em um vídeo visto 33 milhões de vezes.
No Brasil, o atual sucesso é o site "Cansei de Ser Gato", que em quatro meses ganhou 128 mil fãs no Facebook. Diariamente, as criadoras do projeto fotografam o gato Chico com uma fantasia diferente.
As donas de Chico, Stefany Guimarães, 24, e Amanda Nori, 25, largaram o emprego na publicidade para tocar o site.
Por que gatos são tão populares? "É o jeito blasé e caricato", diz Stefany. Para Stulen, é porque eles não querem ser filmados, o "que torna tudo mais engraçado."
 
CELEBRIDADES DE QUATRO PATAS
Quem são os gatos mais famosos da internet e os destaques do Internet Cat Video Festival
'Grumpy Cat' Vencedor da última edição do evento, o vídeo da gata que faz cara de mal-humorada enquanto é acariciada foi visto 13 milhões de vezes



'The Two Talking Cats' Duas gatas ronronam uma para a outra por um minuto e se lambem em vídeo acessado 54 milhões de vezes 



'Cat Licking Vacuum Cleaner' Em um dos destaques do festival, um bichano faz cara de muito sério enquanto lambe um aspirador



'Jedi Kittens' Nessa montagem com som e efeitos especiais, dois felinos travam um duelo de sabres de luz no estilo da saga "Star Wars" 



'Nyan Cat' Três minutos de musiquinha repetitiva e visual de videogame antigo resumem o vídeo de gato mais assistido da web: 103 milhões de vezes 




http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2013/11/1371343-museu-cria-festival-de-videos-com-gatos-e-diz-que-tem-valor-artistico-assista-alguns.shtml

13/11/2013

Futebol sem arte

O lazer nosso de cada dia



Pesquisa publicada com exclusividade por VEJA RIO mostra que o carioca tem ido mais ao shopping do que à praia, gosta de museus tanto quanto da noite e, quem diria, não liga muito para as escolas de samba

 

Felipe O’Neill
Da esquerda para a direita, Alicia, Maria Luiza, Alberto e Isabela Blanco: os shoppings oferecem atrações que agradam a toda a família

 



 Uma série de mitos já cristalizados no inconsciente coletivo tornou-se responsável pela imagem, bem definida, de como o carioca costuma se divertir e adquirir cultura fora de casa. De acordo com o estereótipo mais disseminado, a rotina na cidade seria dominada por um trio tão associado ao Rio de Janeiro quanto o Pão de Açúcar: praia, Carnaval e a clássica saidinha para tomar chope com os amigos. É uma combinação bacana e, escorada pelo senso comum, definiria o nosso jeito bastante peculiar de dar bom uso ao tempo livre. Só que não é bem por aí. Pesquisa encomendada pela Secretaria Municipal de Cultura, produzida pela JLeiva Cultura e Esporte, aplicada pelo Datafolha e publicada com exclusividade por VEJA RIO, mostra que não somos exatamente aquilo que parecemos ser.

Somados os resultados das entrevistas, confrontadas as planilhas, eis a primeira constatação: adoramos ir ao shopping. Sim, circular entre vitrines e escadas rolantes atrás de diversão está mais em voga até do que ocupar uma barraca na areia ou dar um mergulho. Outro resultado desse levantamento também pode chocar mesmo aqueles que são pós-graduados em carioquice: visitamos mais museus do que saímos para dançar. E tem mais. Sabe as escolas de samba, uma das marcas daqui? Pois é, não ligamos tanto para elas nem para os templos onde se celebra essa festa pagã, como as quadras da Mangueira e da Portela.

O estudo realizado em agosto ouviu 1 500 moradores de praticamente todos os bairros do Rio, gente de idade bem variada, com diversos níveis de escolaridade e condição social. O objetivo era destrinchar o perfil cultural da cidade para orientar políticas públicas para o setor. "A pesquisa demonstrou que, por mais que haja um clichê para definir o carioca, ele é muito plural, heterogêneo", avalia o secretário da pasta, Sérgio Sá Leitão.

Com quase 80 quilômetros de litoral, a cidade se fez conhecida pelos prazeres da vida à beira-mar. Mas, especialmente a partir dos anos 80, os shopping centers concorrem com as praias no que diz respeito a diversões gratuitas — isso, claro, se a pessoa segurar o bolso diante de tanta oferta de produtos e serviços e não se importar em pagar cada vez mais caro pelo estacionamento. Entre os cariocas entrevistados, 77% disseram que costumam passar horas e horas zanzando por ali, pouco mais que os 74% (o método da pesquisa era não excludente) que afirmaram se esbaldar nas praias. Há quem não se espante com esses números, destacando, inclusive, a complementaridade dos programas. "É nos shoppings que acontece uma espécie de prosseguimento da diversão do carioca, seja depois de uma pedalada pela Lagoa, seja após o banho de sol na areia", analisa Sandro Fernandes, superintendente do Shopping Leblon — estabelecimento, aliás, que fica a pouco mais de 300 metros da praia homônima. 

 

Felipe O’Neill
Carolina Miethke e Thales Ferro: a qualidade de som e de imagem justifica a ida de Copacabana até os multiplex da Barra

Além das lojas em si, os centros de compras tornaram-se atraentes por reunir, em um mesmo lugar, conveniências como ambiente climatizado, gastronomia, lazer e segurança. Os mais bem estruturados juntam salas de cinema multiplex, livrarias, filiais de bons restaurantes da cidade e até teatro. Quem frequenta adora. O empresário Alberto Blanco acha os shoppings um passeio seguro e já deixa a filha mais velha, Alicia, de 14 anos, circular por eles sozinha. "É o que mais gosto de fazer com minhas amigas de colégio", confirma a adolescente. 

 

Felipe O'Neil
As amigas Márcia Barcellos e Graziella Freire: os shows são oportunidade para ver os ídolos internacionais de perto

A opção pelo shopping como extensão de lazer está diretamente ligada à atividade cultural que mais atrai os cariocas. Quase 70% dos entrevistados não titubearam em apontar a ida ao cinema como a principal forma de diversão. E, entre os ouvidos na pesquisa, 54% disseram que têm muito interesse no assunto, enquanto apenas 18% declararam o contrário, o índice mais baixo em todo o levantamento. Mesmo disputando espaço com canais de filmes na TV por assinatura e com sites na internet, a sala escura conquista o público pelo tipo de programa. Afinal, socializar com amigos e comer aquele sacão de pipoca é parte intrínseca ao ritual. A diversão fica ainda melhor com recursos como imagem e som de altíssima qualidade. "A experiência proporcionada pela tela grande é envolvente. E a qualidade da exibição justifica a vinda até aqui", diz a geóloga Carolina Mieth­ke, 32 anos, moradora de Copacabana, que costuma percorrer mais de 20 quilômetros para ver filmes com o namorado, Thales Ferro, na sala Imax do New York City Center, na Barra.


 

Em uma cidade de forte cultura de artes cênicas, onde fervilham montagens de primeiríssima linha, o teatro parece não exercer o mesmo fascínio das telonas — nem das grandes apresentações de astros da música brasileira e internacional, que ficam à frente em termos de preferência dos cariocas. Apenas 37% dos entrevistados se revelaram frequentadores assíduos ou mesmo eventuais de peças e musicais. Entre os fatores apontados como entraves estão desde a distância para chegar aos principais palcos (16% citaram esse problema) até os altos preços dos ingressos (algo que espanta 22% das pessoas). Os cariocas também reclamam — e este é um dado curioso — do próprio assunto das encenações. Mais da metade dos participantes da pesquisa (52%, exatamente) indicou que não vai ao teatro porque não vê interesse no enredo da história. Fazer rir pode ser uma solução paliativa. "Se você quiser ser um sucesso no Rio, a fórmula é montar uma comédia", decreta Eduardo Barata, presidente da Associação de Produtores de Teatro do Rio. Musicais também estão na moda — ainda que bem atrás das comédias, embora já aparecendo encostados no gênero drama. O dentista Carlos Henrique Guimarães, de 28 anos, morador de Vila Isabel, foi recentemente até Copacabana para assistir ao musical Cazuza: pro Dia Nascer Feliz. "Embora eu goste muito de teatro, não vou tanto quanto desejaria porque é um programa caro e as boas peças são encenadas muito longe de casa", justifica.  


Surpresa positiva que emerge dos números diz respeito aos museus e às artes plásticas de maneira específica. O programa "visitar exposições" conta com a preferência de 33% dos entrevistados, superando por poucos décimos aquela tradicional saída noturna. De fato, as grandes exposições na cidade não só exibem obras relevantes, como também são montadas de forma didática, o que estimula a interatividade dos visitantes com o que é exposto. Ao mesmo tempo, o compartilhamento pelas redes sociais, na internet, serve como chamariz para atrair um público mais jovem. "Quando uma grande exposição vem para cá, insistimos para que seja acompanhada de interatividade. Já percebemos que, quando permitimos fotos, por exemplo, a frequência aumenta", observa Marcelo Mendonça, diretor do Centro Cultural Banco do Brasil. A tese é corroborada pelos cada vez mais animados ratos de exposição, caso da terapeuta Luciana Mota, de 37 anos, moradora do Leme, que valoriza as programações gratuitas e costuma compartilhar suas visitas no Instagram e no Facebook. "As fotos da Kusama estavam em toda parte, eu não podia deixar de vir", afirmava ela no hall do CCBB, referindo-­se a obras da artista japonesa Yayoi Kusama expostas atualmente na instituição.

No outro lado dessa moeda, ou na ponta oposta da pesquisa, saltam aos olhos atrações e eventos em baixa no gosto local. Quem diria que o Carnaval e o samba, marcas registradas da cidade, seriam gongados pelos cariocas? Mais da metade dos entrevistados afirmou não ter nenhum interesse em assistir aos desfiles das escolas de samba na Marquês de Sapucaí. Pior: a mesma quantidade de gente não se mostra disposta a participar dos blocos de rua — manifestação popular, gratuita, que ganhou novas cores e formas nos últimos anos. É notório que boa parte dos moradores do Rio foge da cidade durante o feriado. Da mesma forma, levante o dedo quem nunca se pegou dizendo que o desfile do Grupo Especial é programa de paulista e de gringo ou que, como as corridas de Fórmula 1, para quem não é aficionado, claro, quem vê um vê todos. Mas Felipe Ferreira, coordenador do Centro de Referência do Carnaval da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), vai além. Ele aponta, por exemplo, que o crescimento das igrejas evangélicas pode estar diretamente ligado ao sumiço de foliões. "Eles tendem a considerar o Carnaval pecaminoso", diz. E completa o pensamento, no que diz respeito aos blocos: "Os foliões ocupam dezenas de ruas, e isso cria uma reação negativa em quem mora ali. Fica a sensação de ‘lá vem essa turma bagunçar meu pedaço’ ".

Fotos Felipe O’Neill
A terapeuta Luciana Mota no CCBB: visita às exposições de arte e fotos compartilhadas nas redes sociais

 Dentro da categoria de mitos que se esfacelam, chama atenção o fato de outra instituição, o "chopinho no bar com amigos", não ficar nem mesmo entre as cinco principais atividades de lazer e diversão. O porcentual dos que dizem ter muito interesse nessa prática (40%) quase empata com os que responderam exatamente o contrário (39%). Para os especialistas no assunto, tais índices refletem mudanças de hábitos que ocorreram nos últimos anos. "A Lei Seca, por exemplo, apesar de ser muito positiva, limitou a mobilidade do carioca. Como a maioria das opções está concentrada no eixo Zona Sul-­Lapa, os moradores de áreas menos badaladas têm preferido ficar em casa. Isso sem dizer que sair à noite é um programa bem caro", aponta Leo Feijó, diretor do Sindicato de Bares, Hotéis e Restaurantes do Rio (Sind-Rio). Para quem acreditava que os gostos e costumes dos cariocas eram intocáveis, a pesquisa comprova um fato indiscutível: nossa cidade é muito mais diversa e complexa do que se imagina.

 

http://vejario.abril.com.br/edicao-da-semana/pesquisa-habitos-lazer-cariocas-rj-759787.shtml