06/10/2013

Primeiras grafiteiras afegãs usam arte para apagar as marcas da guerra

Shamsia Hassani e Malina Suliman são duas mulheres afegãs marcadas pelos problemas que há anos afetam o seu país: conservadorismo, extremismo religioso, guerras e constantes atentados à liberdade das mulheres. Ambas encontraram na arte e no graffiti a forma de simbolizar as vozes oprimidas pelo regime.
Têm estilos diferentes, mas são as primeiras grafiteiras do Afeganistão. Shamsia e Melina apagam as marcas da guerra, os muros quebrados, os prédios destruídos pelas bombas, com spray e rolos de tinta. Pintam para mostrar para o mundo que o Afeganistão é mais do que aquilo que vemos nos jornais e para incentivar outras mulheres afegãs a não calarem seus anseios de liberdade.
Shamsia tem 24 anos e é formada em Belas Artes, na Universidade de Cabul, e começou como artista digital, até perceber o impacto que poderia causar colorindo as ruas de uma cidade devastada pela guerra com suas mensagens. Pinta mulheres de burca, em poses dominantes e seguras, porque considera que não é a burca que define a liberdade das pessoas, mas sim a paz.

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Apesar de ser reconhecida pelo seu trabalho, Shamsia é obrigada a pintar em lugares fechados e abandonados, ou onde é convidada diretamente, por razões de segurança. Ela mantém uma série chamada Dream of Graffiti, com todas as obras que gostaria de pintar no Afeganistão.

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Já Malina, tem 23 anos e, além de professora, realizava suas atividades enquanto grafiteira de forma disfarçada, saindo às ruas de Kandahar, uma das cidades mais perigosas do Afeganistão, para espalhar mensagens políticas.
Foi várias vezes ameaçada pelos Taliban e seu pai acabou sendo agredido. Esteve exilada na Índia e voltou recentemente, para continuar seu trabalho pelas ruas.

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Artista plástico de Uberaba expressa a revolta das crianças em exposição

Exposição reúne quinze obras (Foto: Reprodução / Fábio Baroli)
Exposição reúne 15 obras de duas séries
(Foto: Reprodução / Fábio Baroli)
O trabalho do artista plástico de Uberaba Fábio 
Baroli chega à terra natal, no Triângulo Mineiro e reúne 15 obras de duas séries feitas em 2012, após retornar do Rio de Janeiro e Brasília, onde morou por dez anos. Intitulado “Vendeta: a intifada”, as obras mostram crianças e adolescentes duelando entre si e se impondo diante de espectadores. A revolta surge das expressões faciais precisas e dos revólveres e bexigas de água, tacos, estilingues e até foices. Segundo o artista, “Vendeta” é um termo abrasileirado do italiano vendetta que significa vingança e “Intifada” pode ser intendido como rixa ou revolta.


“O termo surgiu no Oriente Médio na década de 1980, quando aconteceu a primeira revolta dos palestinos contra os israelenses. Nesta época eu era criança no Bairro Cassio Resende, que era periferia e bastante violento. O retorno à cidade natal também foi um retorno à infância e a poética do trabalho está em reescrever a história, em se reinventar no mundo”, explicou.

Temática foi inspirada por infância do artista no bairro Cássio Resende (Foto: Reprodução / Fábio Baroli)
Temática foi inspirada por infância do artista no bairro Cássio Resende (Foto: Reprodução / Fábio Baroli)   
A exposição, que conquistou o Prêmio Funarte de Arte Contemporânea 2012 e já passou por São Paulo e Recife, fica em Uberaba até o dia 31. A visitação pode ser feitas das 9h às 21h, na Galeria de Artes do Centro de Cultura José Maria Barra (Sesiminas).

Sobre o artista

Fábio vive e trabalha em sua cidade natal, Uberaba (Foto: Divulgação / Rose Dutra)
Fábio vive e trabalha em sua cidade natal, Uberaba
(Foto: Divulgação / Rose Dutra)
Entre tintas e telas desde 1999, Fábio considera que exposições relevantes para a carreira dele começaram a partir de 2006 e o prestígio no cenário artístico começou em 2009, quando obteve os primeiros prêmios em salões.
O artista deixou Uberaba em 2003 para conquistar o título de bacharel em Artes Plásticas pelo Instituto de Artes da Universidade de Brasília. Depois de passar pelo Rio de Janeiro, Fábio retornou de encontro à inspiração interiorana de Uberaba, onde atualmente vive da arte.
“Estava no Rio de Janeiro pintando caipiras e galinhas, temas que me remetiam a Minas Gerais. Um belo dia percebi que havia alguma coisa descontextualizada e percebi que essa coisa era eu mesmo. Achei mais honesto da minha parte me mudar para o interior de Minas, para vivenciar a poética dos assuntos que trabalho de forma mais cotidiana”, concluiu.
Fábio já conquistou seis prêmios e tem obras em seis museus nacionais, além de coleções particulares no Brasil e exterior.

 

Museu no Egito expõe tesouros roubados durante revolução de 2011

Mostra 'Destruição e restauração' reúne 29 objetos, incluindo 11 devolvidos.
Dos 54 itens roubados em protestos, apenas 25 foram achados até agora.

Estátua da 18ª dinastia mostra o rei Tutankhamon em pé sobre barco de papiro em exposição no Museu Egípcio, no Cairo (Foto: Mahmoud Khaled/AFP) 
Estátua da 18ª dinastia mostra o faraó Tutancâmon em pé sobre barco de papiro em exposição no Museu Egípcio, no Cairo, na segunda-feira (30) (Foto: Mahmoud Khaled/AFP)

 

Uma exposição de objetos de arte recuperados durante a revolução egípcia de 2011 abriu suas portas nesta segunda-feira (30), no Cairo. Intitulada "Destruição e restauração", a mostra reúne 29 objetos, incluindo 11 que haviam sido roubados em 28 de janeiro de 2011 do Museu Egípcio, perto da Praça Tahrir, quando manifestantes exigindo a renúncia de Hosni Mubarak invadiram o prédio.

Os outros 18 itens permaneceram no museu, mas foram danificados ou destruídos por saqueadores antes de serem pacientemente restaurados.
Entre as peças expostas, estão três estátuas de valor inestimável da época do faraó Tutancâmon, incluindo uma em ouro representando-o a bordo de um barco, pescando no Rio Nilo.
Uma múmia, cuja cabeça foi arrancada durante os saques, também será exibida. Os restauradores foram capazes de ligar a cabeça ao corpo, usando técnicas do tempo dos faraós.
Um total de 54 objetos foi roubado do Museu Egípcio na época das manifestações, principalmente tesouros que datam do reinado dos faraóes Aquenáton e Tutancâmon. Apenas 25 foram encontrados até o momento.
O ministro das Antiguidades do país, Mohammed Ibrahim, declarou na segunda-feira que nenhum dos itens roubados havia saído do Egito e que as autoridades estavam procurando por eles.

Múmia de uma criança chamada Amenhotep é exibida no Museu Egípcio, no Cairo (Foto: Mahmoud Khaled/AFP) 
Múmia de uma criança chamada Amenhotep é exibida no Museu Egípcio (Foto: Mahmoud Khaled/AFP)
 
Artefatos faraônicas fazem parte da mostra 'Destruição e restauração', no Cairo (Foto: Mohamed Abd El Ghany/Reuters) 
Artefatos faraônicas fazem parte da mostra 'Destruição e restauração' (Foto: Mohamed Abd El Ghany/Reuters)
 
Exposição com 29 objetos inclui 11 que haviam sido roubados em 28 de janeiro de 2011  (Foto: Mohamed Abd El Ghany/Reuters) 
Exposição com 29 objetos inclui 11 roubados em janeiro de 2011 (Foto: Mohamed Abd El Ghany/Reuters)
 
Estátuas de arqueiros da antiga região da Núbia, hoje dividida entre Egito e Sudão (Foto: Mahmoud Khaled/AFP) 
Estátuas de arqueiros da antiga região da Núbia, hoje dividida entre Egito e Sudão (Foto: Mahmoud Khaled/AFP)
 
Sarcófagos e múmias dos tempos dos faraós egípcios são expostos em museu (Foto: Mohamed Abd El Ghany/Reuters) 
Sarcófagos e múmias dos tempos dos faraós egípcios são expostos em museu (Foto: Mohamed Abd El Ghany/Reuters)

 http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/10/museu-no-egito-expoe-tesouros-roubados-durante-revolucao-de-2011.html

03/10/2013

35 fotos do passado que você deve ver

35 imagens realmente interessantes que contam um pouco do nosso passado. O desembalar da cabeça da Estátua da Liberdade, Elvis Presley no exército, o teste do colete à prova de balas, a construção do Muro de Berlim, entre outras fotos históricas!

1- A cabeça da Estátua da Liberdade sendo desembalada

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2- Hipopótamo de circo puxando uma carroça

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3- Gaiola de bebê utilizada para garantir que crianças que moram em apartamento recebam luz solar e ar fresco suficiente

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4- Charlie Chaplin com 27 anos

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5- Soldado desconhecido no Vietnam, em 1965 (“Guerra é inferno” no capacete)

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6- Livraria destruída por um ataque aéreo em Londres, 1940

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7- Máquina de bronzeamento artificial, 1949

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8- Walter Yeo, um dos primeiros homens a se submeter a uma cirurgia plástica avançada e a um transplante de pele, em 1917

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9- Martin Luther King e seu filho removendo uma cruz queimada do seu quintal, 1960

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10- Medindo roupas de banhos. Se fossem muito curtas, as mulheres eram multadas. Década de 20

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11- Dono de hotel derramando ácido na piscina enquanto pessoas negras nadam, 1964

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12- Mãe e filho assistindo a nuvem de cogumelo após um teste atômico em Las Vegas no ano de 1953

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13- Pernas artificiais, 1890

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14- Mulher escondendo o rosto de vergonha depois de colocar seus 4 filhos à venda. Chicago, 1948

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15- Garoto austríaco ganha sapatos novos durante a Segunda Guerra Mundial

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16- Soldados e cadetes de Hitler celebrando o Natal em 1941

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17- O Ursinho Pooh original e Cristóvão, 1927

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18- Os últimos prisioneiros deixando Alcatraz em 1963

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19- Manequins derretidos e danificados após um incêndio no Museu de Cera Madame Tussauds em Londres, 1930

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20- Elvis Presley no exército, 1958

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21- Armênia de 106 anos protegendo sua casa, 1990

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22- Mulher com carrinho de bebê resistente ao gás, na Inglaterra, em 1938

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23- Estudantes de Princeton após uma luta de bola de neve entre calouros e veteranos, em 1893

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24- Evelyn McHale, de 23 anos, pulou do 83º andar do Empire State Building e caiu sobre uma limusine das Nações Unidas, em 1947

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25- Cafeteria para os empregados da Disneyland em 1961

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26- Desastre com o dirigível Hindenburg. 6 de maio de 1937

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27- Primeira manhã após a Suécia mudar o lado de dirigir da esquerda para a direita, 1967

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28- Um chimpanzé posando pra foto após missão bem sucedida no espaço, 1961

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29- Álcool ilegal sendo derramado durante Lei Seca em Detroit, 1929

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30- Colete à prova de balas sendo testado :o

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31- Garotinha e sua boneca sentando nas ruínas de sua casa bombardeada em 1940 na cidade de Londres

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32- Soldado dividindo uma banana com uma cabra durante a batalha da Espanha de 1944

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33- Construção do Muro de Berlim, 1961

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34- Animais sendo usados como parte de terapia médica em 1956

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35- Ronald McDonald original, 1963 (coisa linda!)

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A famosa frase “uma imagem vale mais que mil palavras” se encaixa perfeitamente aqui!

http://www.pavablog.com/2013/09/28/35-fotos-do-passado-que-voce-deve-ver/

Marta Suplicy é recebida com manifestação em visita a museu de Petrópolis

RIO - A ministra da Cultura, Marta Suplicy, foi a Petrópolis nesta quarta-feira para participar de um evento para formalizar a doação de R$ 5 milhões pela Petrobras para revitalizar o Museu Imperial. Ao chegar, encontrou todos os funcionários do local (são 30 no total) reunidos com seus crachás cobertos por uma mensagem “SOS: cargos e salários já!”.

“Fizemos uma manifestação com educação e respeito para reivindicar melhorias para os profissionais da área de Cultura”, disse ao GLOBO a historiadora Maria Inez Turazzi, que trabalha no museu há 14 anos. “Nossa remuneração não é digna e precisa ser revista. Houve um esvaziamento do quadro de funcionários em todos os museus, porque eles encontram trabalhos melhores e saem. É preciso valorizar quem trabalha com um acervo desta importância para a História”.
A ministra recebeu as reinvindicações com silêncio, e evitou o assunto até na coletiva de imprensa realizada logo depois.

"Ela disse que estava feliz por trazer os recursos, mas não foi além porque sabe que é um pedido antigo e que temos razão. Não falamos nenhuma novidade para ela", completa Maria Inez.
Ainda segundo a historiadora, cerca de 70% dos aprovados no último concurso para o museu deixaram seus cargos por causa da baixa remuneração, que é em média de R$ 2.500, para os recém-contratados. Os funcionários terceirizados já são maioria e poderiam ser contratados caso houvesse um planejamento de carreira e melhores condições de trabalho, como ela explica.

Revitalização dos museus
O projeto de doação da Petrobras vai conceder, através do Fundo Nacional de Cultura, ao todo R$ 20 milhões a 12 museus brasileiros que estejam localizados em cidades (ou cidades com um raio de até 200 quilômetros, como é o caso de Petrópolis) que vão receber jogos da Copa do Mundo.

 http://oglobo.globo.com/cultura/marta-suplicy-recebida-com-manifestacao-em-visita-museu-de-petropolis-10233425