27/11/2013

Abaixo-assinado Iphan - Carreira e Concurso Já!

Para: Dilma Vana Roussef

Excelentíssima Senhora Dilma Vana Roussef
D.D. Presidenta do Brasil
Excelentíssima Senhora Marta Teresa Smith de Vasconcellos Suplicy
D.D. Ministra da Cultura
Ilustríssima Senhora Jurema de Sousa Machado
M.D. Presidenta do IPHAN

Nós, brasileiros, identificados e abaixo assinados vimos trazer ao Vosso conhecimento a seguinte e urgente reivindicação:

Implantação imediata de Plano de Carreira e realização de concurso público para compor de forma adequada e plena o quadro de técnicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.

Com o PAC Cidades Históricas o Governo Federal reconhece e valoriza a importância do Patrimônio Cultural Brasileiro promovendo o desenvolvimento cultural, social e econômico em várias regiões. Enquanto isso, a sociedade sofre uma contrapartida nefasta:
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, depositário desde 1937, do conhecimento técnico sobre o Patrimônio Cultural Brasileiro, vive há anos uma situação de agonia, sem plano de carreira e sem a realização de concursos. Vem desse modo perdendo a cada dia, um monumental acervo humano, indispensável para a continuidade destes investimentos, bem como, de ações de fiscalização, licenciamentos ambientais e de proteção do nosso patrimônio paleontológico, arqueológico, artístico e imaterial. Esta situação resulta em prejuízos irrecuperáveis à nossa sociedade, transtornos vários, além da impossibilidade de assistência adequada às necessidades do Patrimônio Cultural Brasileiro.

Nota de Apoio da Executiva Nacional de Estudantes de Museologia à paralisação das/os Servidoras/es do Ministério da Cultura

Nota de Apoio da Executiva Nacional de Estudantes de Museologia à paralisação das/os Servidoras/es do Ministério da Cultura 
http://exnemusbrasil.wordpress.com/2013/11/27/nota-de-apoio-da-executiva-nacional-de-estudantes-de-museologia-a-paralisacao-dasos-servidorases-do-ministerio-da-cultura/

Paralisação de servidores fecha Biblioteca Nacional e palácio Gustavo Capanema, no Rio

Cerca de 700 servidores do Ministério da Cultura, segundo estimativas do sindicato, paralisaram suas atividades nesta terça (26), fechando a Biblioteca Nacional e o palácio Gustavo Capanema, no Rio, em protesto por melhores condições de trabalho, mais investimento na cultura e cumprimento de acordos salariais passados.
Organizada pelo Fórum das Associações de Servidores da Cultura (www.facebook.com/culturapedesocorro), a paralisação de 24 horas não atingiu os museus federais da cidade, que continuaram com suas exposições abertas. Em frente à Biblioteca Nacional, no centro, quatro cartazes colados em frente ao portão fechado denunciavam as más condições do prédio e da carreira de trabalhador da cultura.
"Patrimônio abandonado pelo MinC! Museus e bibliotecas caindo aos pedaços", diz um dos cartazes. Outro deles questiona o investimento no setor (0,6% do orçamento federal), comparando-o com o total gasto para pagamento de juros da dívida (45%).


Marco Aurélio Canônico/Folhapress
Cartazes da paralisação dos servidores do Ministério da Cultura nesta terça-feira (26), no Rio
Cartazes da paralisação dos servidores do Ministério da Cultura nesta terça-feira (26), no Rio  

"Mais um ano chega ao fim e a situação dos trabalhadores federais da Cultura permanece inalterada. Museus e Biblioteca Nacional em péssimo estado de conservação, palácio Gustavo Capanema sem refrigeração, pontos do acordo de 2007 ainda sem cumprimento por parte governo, gratificações de desempenho superando o vencimento básico e reajustes salariais (apenas sobre as gratificações) de 5% ao ano até 2015, o que nem sequer repõe a inflação do período. A cada ano que passa somos mais desvalorizados, perdemos poder aquisitivo e vemos aprofundada a política de desmonte do serviço público", escreveram os servidores em nota oficial.
Além do cumprimento dos acordos salariais, os trabalhadores pedem novos concursos públicos para repor a evasão dos concursados, que chegou a 53% nos últimos anos --dado agravado pelo fato de que 35% dos servidores da cultura se aposentam até 2017, segundo os manifestantes.
Eles protestam ainda contra a criação da Funpresp (Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal), que altera o regime previdenciário dos servidores e foi regulamentada pelo governo em março passado.
A Folha tentou entrar em contato com o Ministério da Cultura desde a última sexta (22), quando a paralisação foi anunciada, mas não obteve resposta até a conclusão deste texto.

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2013/11/1376813-paralisacao-de-servidores-fecha-biblioteca-nacional-e-palacio-gustavo-capanema-no-rio.shtml

17/11/2013

Museu cria festival de vídeos com gatos e diz que tem valor artístico; assista alguns

No rol de artistas já exibidos pelo museu Walker Art Center estão Andy Warhol (1928-1987), Mark Rothko (1903-1970) e Jasper Johns. Agora, há uma gata brava, um felino existencialista e outro louco por um aspirador de pó.
Esse centro de arte contemporânea na cidade de Minneapolis (EUA) é sede do Internet Cat Video Festival.

O evento anual reúne até 10 mil pessoas para assistir a uma sequência de 75 minutos de vídeos de gatos da web: há de flagrantes engraçados a produções requintadas, com diálogos e paródias de filmes. 

Estádio em Minneapolis cerca de 10 mil pessoas reunidas no último Cat Video Festival, evento criado por museu de arte
Estádio em Minneapolis cerca de 10 mil pessoas reunidas no último Cat Video Festival, evento criado por museu de arte

Mas vídeo de gato é arte?
"Se expomos o que é relevante à cultura popular contemporânea, por que ignorar esses vídeos?", diz o curador da mostra, Scott Stulen, 38.
"Há uma tendência em se buscar uma 'internet real' e o festival cumpre a função: reúne pessoas para compartilhar experiências que antes tinham sozinhas. O fator artístico está na plataforma criada para a experiência social compartilhada, que une o mundo da arte à cultura popular."

PERFORMANCE
Com uma equipe de dez pessoas, Stulen faz a curadoria dos vídeos e escolhe os 80 melhores. Na edição deste ano foram enviadas 10 mil "obras".
Para Bia Granja, criadora do youPIX, festival brasileiro de cultura digital, gato também pode ser arte. "O Andy Warhol fazia colagens. Por que não uma colagem de vídeos da internet?"
"A curadoria torna esses produtos uma performance artística", diz André Sturm, diretor do MIS (Museu da Imagem e do Som), que não gosta de gatos. "Tem exibição, plateia relevante e reação do público? Então é arte."
Ricardo Resende, diretor do Centro Cultural São Paulo, concorda. "A arte está na ação, e não no objeto."
Solange Farkas, fundadora do festival Sesc_Videobrasil, questiona: "Não dá para fingir que o universo virtual não existe, e ele muda de fato a forma de fruir arte, mas não acho que isso seja arte, a não ser que seja feito por artistas".

FÊMEA EMBURRADA
Visto mais de 13 milhões de vezes no YouTube desde setembro de 2012, o vídeo "The Original Grumpy Cat" (a gata rabugenta original) ganhou o "gatinho de ouro" no festival por votos do público.
A fêmea emburrada estava no evento, acompanhada de seus humanos, ao lado de outras celebridades: Lil Bub, que virou documentário (leia abaixo), e Pudge, o gato bicolor.
Gatos como esses são a ponta de uma indústria que movimenta anúncios, merchandising e agentes especializados: a Grumpy Cat, por exemplo, tem o mesmo empresário que o Keyboard Cat, o bicho que toca teclado em um vídeo visto 33 milhões de vezes.
No Brasil, o atual sucesso é o site "Cansei de Ser Gato", que em quatro meses ganhou 128 mil fãs no Facebook. Diariamente, as criadoras do projeto fotografam o gato Chico com uma fantasia diferente.
As donas de Chico, Stefany Guimarães, 24, e Amanda Nori, 25, largaram o emprego na publicidade para tocar o site.
Por que gatos são tão populares? "É o jeito blasé e caricato", diz Stefany. Para Stulen, é porque eles não querem ser filmados, o "que torna tudo mais engraçado."
 
CELEBRIDADES DE QUATRO PATAS
Quem são os gatos mais famosos da internet e os destaques do Internet Cat Video Festival
'Grumpy Cat' Vencedor da última edição do evento, o vídeo da gata que faz cara de mal-humorada enquanto é acariciada foi visto 13 milhões de vezes



'The Two Talking Cats' Duas gatas ronronam uma para a outra por um minuto e se lambem em vídeo acessado 54 milhões de vezes 



'Cat Licking Vacuum Cleaner' Em um dos destaques do festival, um bichano faz cara de muito sério enquanto lambe um aspirador



'Jedi Kittens' Nessa montagem com som e efeitos especiais, dois felinos travam um duelo de sabres de luz no estilo da saga "Star Wars" 



'Nyan Cat' Três minutos de musiquinha repetitiva e visual de videogame antigo resumem o vídeo de gato mais assistido da web: 103 milhões de vezes 




http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2013/11/1371343-museu-cria-festival-de-videos-com-gatos-e-diz-que-tem-valor-artistico-assista-alguns.shtml

13/11/2013

Futebol sem arte

O lazer nosso de cada dia



Pesquisa publicada com exclusividade por VEJA RIO mostra que o carioca tem ido mais ao shopping do que à praia, gosta de museus tanto quanto da noite e, quem diria, não liga muito para as escolas de samba

 

Felipe O’Neill
Da esquerda para a direita, Alicia, Maria Luiza, Alberto e Isabela Blanco: os shoppings oferecem atrações que agradam a toda a família

 



 Uma série de mitos já cristalizados no inconsciente coletivo tornou-se responsável pela imagem, bem definida, de como o carioca costuma se divertir e adquirir cultura fora de casa. De acordo com o estereótipo mais disseminado, a rotina na cidade seria dominada por um trio tão associado ao Rio de Janeiro quanto o Pão de Açúcar: praia, Carnaval e a clássica saidinha para tomar chope com os amigos. É uma combinação bacana e, escorada pelo senso comum, definiria o nosso jeito bastante peculiar de dar bom uso ao tempo livre. Só que não é bem por aí. Pesquisa encomendada pela Secretaria Municipal de Cultura, produzida pela JLeiva Cultura e Esporte, aplicada pelo Datafolha e publicada com exclusividade por VEJA RIO, mostra que não somos exatamente aquilo que parecemos ser.

Somados os resultados das entrevistas, confrontadas as planilhas, eis a primeira constatação: adoramos ir ao shopping. Sim, circular entre vitrines e escadas rolantes atrás de diversão está mais em voga até do que ocupar uma barraca na areia ou dar um mergulho. Outro resultado desse levantamento também pode chocar mesmo aqueles que são pós-graduados em carioquice: visitamos mais museus do que saímos para dançar. E tem mais. Sabe as escolas de samba, uma das marcas daqui? Pois é, não ligamos tanto para elas nem para os templos onde se celebra essa festa pagã, como as quadras da Mangueira e da Portela.

O estudo realizado em agosto ouviu 1 500 moradores de praticamente todos os bairros do Rio, gente de idade bem variada, com diversos níveis de escolaridade e condição social. O objetivo era destrinchar o perfil cultural da cidade para orientar políticas públicas para o setor. "A pesquisa demonstrou que, por mais que haja um clichê para definir o carioca, ele é muito plural, heterogêneo", avalia o secretário da pasta, Sérgio Sá Leitão.

Com quase 80 quilômetros de litoral, a cidade se fez conhecida pelos prazeres da vida à beira-mar. Mas, especialmente a partir dos anos 80, os shopping centers concorrem com as praias no que diz respeito a diversões gratuitas — isso, claro, se a pessoa segurar o bolso diante de tanta oferta de produtos e serviços e não se importar em pagar cada vez mais caro pelo estacionamento. Entre os cariocas entrevistados, 77% disseram que costumam passar horas e horas zanzando por ali, pouco mais que os 74% (o método da pesquisa era não excludente) que afirmaram se esbaldar nas praias. Há quem não se espante com esses números, destacando, inclusive, a complementaridade dos programas. "É nos shoppings que acontece uma espécie de prosseguimento da diversão do carioca, seja depois de uma pedalada pela Lagoa, seja após o banho de sol na areia", analisa Sandro Fernandes, superintendente do Shopping Leblon — estabelecimento, aliás, que fica a pouco mais de 300 metros da praia homônima. 

 

Felipe O’Neill
Carolina Miethke e Thales Ferro: a qualidade de som e de imagem justifica a ida de Copacabana até os multiplex da Barra

Além das lojas em si, os centros de compras tornaram-se atraentes por reunir, em um mesmo lugar, conveniências como ambiente climatizado, gastronomia, lazer e segurança. Os mais bem estruturados juntam salas de cinema multiplex, livrarias, filiais de bons restaurantes da cidade e até teatro. Quem frequenta adora. O empresário Alberto Blanco acha os shoppings um passeio seguro e já deixa a filha mais velha, Alicia, de 14 anos, circular por eles sozinha. "É o que mais gosto de fazer com minhas amigas de colégio", confirma a adolescente. 

 

Felipe O'Neil
As amigas Márcia Barcellos e Graziella Freire: os shows são oportunidade para ver os ídolos internacionais de perto

A opção pelo shopping como extensão de lazer está diretamente ligada à atividade cultural que mais atrai os cariocas. Quase 70% dos entrevistados não titubearam em apontar a ida ao cinema como a principal forma de diversão. E, entre os ouvidos na pesquisa, 54% disseram que têm muito interesse no assunto, enquanto apenas 18% declararam o contrário, o índice mais baixo em todo o levantamento. Mesmo disputando espaço com canais de filmes na TV por assinatura e com sites na internet, a sala escura conquista o público pelo tipo de programa. Afinal, socializar com amigos e comer aquele sacão de pipoca é parte intrínseca ao ritual. A diversão fica ainda melhor com recursos como imagem e som de altíssima qualidade. "A experiência proporcionada pela tela grande é envolvente. E a qualidade da exibição justifica a vinda até aqui", diz a geóloga Carolina Mieth­ke, 32 anos, moradora de Copacabana, que costuma percorrer mais de 20 quilômetros para ver filmes com o namorado, Thales Ferro, na sala Imax do New York City Center, na Barra.


 

Em uma cidade de forte cultura de artes cênicas, onde fervilham montagens de primeiríssima linha, o teatro parece não exercer o mesmo fascínio das telonas — nem das grandes apresentações de astros da música brasileira e internacional, que ficam à frente em termos de preferência dos cariocas. Apenas 37% dos entrevistados se revelaram frequentadores assíduos ou mesmo eventuais de peças e musicais. Entre os fatores apontados como entraves estão desde a distância para chegar aos principais palcos (16% citaram esse problema) até os altos preços dos ingressos (algo que espanta 22% das pessoas). Os cariocas também reclamam — e este é um dado curioso — do próprio assunto das encenações. Mais da metade dos participantes da pesquisa (52%, exatamente) indicou que não vai ao teatro porque não vê interesse no enredo da história. Fazer rir pode ser uma solução paliativa. "Se você quiser ser um sucesso no Rio, a fórmula é montar uma comédia", decreta Eduardo Barata, presidente da Associação de Produtores de Teatro do Rio. Musicais também estão na moda — ainda que bem atrás das comédias, embora já aparecendo encostados no gênero drama. O dentista Carlos Henrique Guimarães, de 28 anos, morador de Vila Isabel, foi recentemente até Copacabana para assistir ao musical Cazuza: pro Dia Nascer Feliz. "Embora eu goste muito de teatro, não vou tanto quanto desejaria porque é um programa caro e as boas peças são encenadas muito longe de casa", justifica.  


Surpresa positiva que emerge dos números diz respeito aos museus e às artes plásticas de maneira específica. O programa "visitar exposições" conta com a preferência de 33% dos entrevistados, superando por poucos décimos aquela tradicional saída noturna. De fato, as grandes exposições na cidade não só exibem obras relevantes, como também são montadas de forma didática, o que estimula a interatividade dos visitantes com o que é exposto. Ao mesmo tempo, o compartilhamento pelas redes sociais, na internet, serve como chamariz para atrair um público mais jovem. "Quando uma grande exposição vem para cá, insistimos para que seja acompanhada de interatividade. Já percebemos que, quando permitimos fotos, por exemplo, a frequência aumenta", observa Marcelo Mendonça, diretor do Centro Cultural Banco do Brasil. A tese é corroborada pelos cada vez mais animados ratos de exposição, caso da terapeuta Luciana Mota, de 37 anos, moradora do Leme, que valoriza as programações gratuitas e costuma compartilhar suas visitas no Instagram e no Facebook. "As fotos da Kusama estavam em toda parte, eu não podia deixar de vir", afirmava ela no hall do CCBB, referindo-­se a obras da artista japonesa Yayoi Kusama expostas atualmente na instituição.

No outro lado dessa moeda, ou na ponta oposta da pesquisa, saltam aos olhos atrações e eventos em baixa no gosto local. Quem diria que o Carnaval e o samba, marcas registradas da cidade, seriam gongados pelos cariocas? Mais da metade dos entrevistados afirmou não ter nenhum interesse em assistir aos desfiles das escolas de samba na Marquês de Sapucaí. Pior: a mesma quantidade de gente não se mostra disposta a participar dos blocos de rua — manifestação popular, gratuita, que ganhou novas cores e formas nos últimos anos. É notório que boa parte dos moradores do Rio foge da cidade durante o feriado. Da mesma forma, levante o dedo quem nunca se pegou dizendo que o desfile do Grupo Especial é programa de paulista e de gringo ou que, como as corridas de Fórmula 1, para quem não é aficionado, claro, quem vê um vê todos. Mas Felipe Ferreira, coordenador do Centro de Referência do Carnaval da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), vai além. Ele aponta, por exemplo, que o crescimento das igrejas evangélicas pode estar diretamente ligado ao sumiço de foliões. "Eles tendem a considerar o Carnaval pecaminoso", diz. E completa o pensamento, no que diz respeito aos blocos: "Os foliões ocupam dezenas de ruas, e isso cria uma reação negativa em quem mora ali. Fica a sensação de ‘lá vem essa turma bagunçar meu pedaço’ ".

Fotos Felipe O’Neill
A terapeuta Luciana Mota no CCBB: visita às exposições de arte e fotos compartilhadas nas redes sociais

 Dentro da categoria de mitos que se esfacelam, chama atenção o fato de outra instituição, o "chopinho no bar com amigos", não ficar nem mesmo entre as cinco principais atividades de lazer e diversão. O porcentual dos que dizem ter muito interesse nessa prática (40%) quase empata com os que responderam exatamente o contrário (39%). Para os especialistas no assunto, tais índices refletem mudanças de hábitos que ocorreram nos últimos anos. "A Lei Seca, por exemplo, apesar de ser muito positiva, limitou a mobilidade do carioca. Como a maioria das opções está concentrada no eixo Zona Sul-­Lapa, os moradores de áreas menos badaladas têm preferido ficar em casa. Isso sem dizer que sair à noite é um programa bem caro", aponta Leo Feijó, diretor do Sindicato de Bares, Hotéis e Restaurantes do Rio (Sind-Rio). Para quem acreditava que os gostos e costumes dos cariocas eram intocáveis, a pesquisa comprova um fato indiscutível: nossa cidade é muito mais diversa e complexa do que se imagina.

 

http://vejario.abril.com.br/edicao-da-semana/pesquisa-habitos-lazer-cariocas-rj-759787.shtml

 



07/11/2013

Estatuto dos Museus é regulamentado e Ibram passa a ser órgão fiscalizador

No mês de outubro, a lei que denomina o Estatuto dos Museus foi regulamentada. O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) passa a ser o responsável pela fiscalização. Com a regulamentação, a ideia é que os mais de três mil museus brasileiros passam a ter um melhor funcionamento, sejam os federais ou particulares. O decreto viabiliza a organização e a profissionalização dos museus em todo país, além da preservação do patrimônio cultural musealizado. A partir disto, o setor tem que seguir uma série de ações e procedimentos. O presidente do Ibram, Ângelo Oswaldo, fala mais sobre o assunto no NBR ENTREVISTA.


Museus apostam na nudez para atrair público

Nas últimas semanas, o programa cultural mais popular da capital francesa tem sido uma exposição no Museu d'Orsay que confronta os espectadores com imagens de um homem nu sobre uma laje fria em um necrotério e do rapper Eminem nu segurando um fogo de artifício diante do sexo.
As multidões estão vindo, mais de 4.500 pessoas por dia em média, o triplo de uma exposição na mesma época no ano passado, segundo números do museu.
A exposição --que inclui obras de Picasso e Edvard Munch, assim como nus mais contemporâneos de David Hockney, Andy Warhol e Robert Mapplethorpe--, provocou um amplo leque de reações dentro e fora da França.
"Uma exposição confusa", avaliou o jornal francês "Le Monde", "despida de qualquer reflexão histórica". A revista de beleza feminina "Marie Claire" a declarou o "evento mais quente" do outono.

Pintura do russo Alexendre Alexandrovitch Deineka na exposição 'Masculin/Masculin', no Museu D'Orsay, em Paris
Pintura do russo Alexendre Alexandrovitch Deineka na exposição 'Masculin/Masculin', no Museu D'Orsay, em Paris  


Badalação é o que várias grandes instituições europeias buscam neste outono, esperando que um foco sobre sexo estimule visitantes e amplie sua atração.
O Museu Jacquemart-André também está provocando os viajantes de trem em Paris com cartazes de um nu feminino nebuloso, rotulado "desejo". Ele apresenta uma exposição de pinturas inglesas intitulada "Desejo e Prazer na Era Vitoriana".
Do outro lado do canal, o Museu Britânico organizou uma exposição inédita de shunga japonesas do século 17, antes proibidas: xilografias eróticas de homens e mulheres copulando.
A exposição, "Shunga: Sexo e Prazer na Arte Japonesa", adverte os visitantes: "Aconselha-se orientação paterna".
Durante anos, os objetos ficaram escondidos em um armário secreto de artigos provocantes, mas hoje o Museu Britânico os considera tão rentáveis que criou uma linha de mercadorias "shunga": creme para as mãos Kabuki, velas de soja e brilho para lábios de chá verde. As exposições tiveram ingressos esgotados no primeiro fim de semana de outubro.
O Museu d'Orsay, como outras instituições culturais com subsídios estatais cada vez menores, quis expandir sua base para pessoas mais jovens e visitantes além de Paris com exposições mais arriscadas. Além dos cartazes no metrô, o museu contratou um diretor para criar videoclipes.
A direção do museu ficou surpresa quando soube que seu vídeo promocional da exposição havia virado tabu para alguns espectadores a milhares de quilômetros de distância. O YouTube colocou nele o equivalente a uma proibição para 18 anos, e os espectadores menores que tentaram vê-lo por meio de suas contas no Google não tiveram acesso.
Gareth Evans, porta-voz do YouTube, escreveu em um e-mail: "Temos de realizar um equilíbrio delicado com os espectadores mais jovens para que eles não consigam acessar vídeos que poderiam ser inadequados".
Mais tarde, o YouTube abrandou sua posição e tornou o vídeo, que atraiu mais de 110 mil visitas, acessível a todos. (Ele inclui uma mensagem sobre imagens potencialmente ofensivas.)
Quanto à exposição em si, "nosso objetivo não é provocar, ser militante ou gerar um escândalo", disse Amélie Hardivillier, porta-voz do Museu d'Orsay. "Temos de procurar pessoas de maneiras diferentes e começamos com 'Masculin/Masculin'. É uma exposição arriscada."

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2013/11/1366163-museus-apostam-na-nudez-para-atrair-publico.shtml


 
                                                

29/10/2013

Servidores da Cultura fazem ato na escadaria da Biblioteca Nacional no Rio

Com apitos e cartazes coloridos, eles reivindicavam melhores condições de trabalho e reformas dos prédios onde estão instalados os órgãos vinculados ao ministério no Rio

Servidores de instituições vinculadas ao Ministério da Cultura reivindicam melhores condições de trabalho e protestam contra a precariedade dos acervos da Biblioteca Nacional e de museus no país (Tomaz da Silva / Agência Brasil)
Servidores de instituições vinculadas ao Ministério da Cultura reivindicam melhores condições de trabalho e protestam contra a precariedade dos acervos da Biblioteca Nacional e de museus no país

 
Rio de Janeiro – Servidores públicos do Ministério da Cultura, na capital fluminense, fizeram nesta terça-feira (29/10) uma manifestação na escadaria da Biblioteca Nacional, na Cinelândia, no centro da cidade. Com apitos e cartazes coloridos, eles reivindicavam melhores condições de trabalho e reformas dos prédios onde estão instalados os órgãos vinculados ao ministério no Rio.

Os manifestantes interromperam três vezes, por alguns minutos, o trânsito da Avenida Rio Branco, uma das principais vias da região central da cidade. A data do ato foi escolhida para o dia de hoje, em assembleia no último dia 16, por coincidir com os 203 anos da Fundação Biblioteca Nacional, além de celebrar o Dia da Leitura.

Os servidores também informaram que o Museu de Hera, em Vassouras, região metropolitana do Rio, está sem luz e sem água. Em Cabo Frio, na Região dos Lagos, o Museu de Arte Religiosa e Tradicional também está sem energia.

Os manifestantes denunciaram ainda que na Biblioteca Nacional (FBN) o ar-condicionado não funciona há mais de um ano, prejudicando a climatização dos acervos e causando desconforto a pesquisadores e visitantes. Segundo eles, a sensação térmica no interior do prédio tem dias que chega 50 graus Celsius (°C). Situado em prédio vizinho à biblioteca, o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) apresenta goteiras e restos de obras em sua cúpula.

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Para museólogo Andre Andion Angulo, presidente da Associação dos Servidores do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), faltam funcionários em diversos setores. "Hoje em dia temos um quadro de servidores muito reduzido. A desistência de concursados, devido a baixos salários, e as péssimas condições nos estabelecimentos de trabalho causaram uma evasão de 53% dos funcionários. Além disso, até 2017, cerca de 35% dos servidores estarão aposentados, ou seja, uma extinção do servidor de cultura", disse.

"Desde 2005 foram negociados três acordos de plano de carreira para os servidores da cultura federal, mas até hoje nenhum deles foi cumprido. Queremos, com esse ato, chamar a atenção do governo federal e tentar reabrir o diálogo com o Ministério da Cultura", explicou Angulo.

De acordo com a Associação dos Servidores do Ibram (Asbram), o próximo ato da categoria será uma paralisação de 48 horas, prevista para o dia 20 de novembro.

Procurado pela Agência Brasil, o Ministério da Cultura não respondeu às perguntas solicitadas até o fechamento desta matéria.

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica-brasil-economia/33,65,33,12/2013/10/29/interna_brasil,396049/servidores-da-cultura-fazem-ato-na-escadaria-da-biblioteca-nacional-no-rio.shtml

23/10/2013

Inédito: “CAZUZA mostra sua cara” no Museu da Língua Portuguesa





Exposição sobre o cantor, compositor e poeta é a primeira que homenageia um artista musical no espaço



Mesmo antes de entrar no Museu da Língua Portuguesa, os muros do local já anunciam a exposição “CAZUZA mostra sua cara“. Fotos de rostos desconhecidos sobrepostos com frases do poeta passam a sensação de que cada um carrega um pouco de senso crítico, de amor. Dentre as imagens, a dele: Cazuza, que saúda o público que passa pelo local.

Sendo a primeira do Museu que homenageia um artista da música, a mostra fica em cartaz de 22 de outubro a 23 de fevereiro do ano que vem e pode ser visitada às terças, das 10h às 22h, e de quartas a domingos, das 10h às 18h. Os ingressos custam até R$ 6, mas às terças e aos sábados a entrada é Catraca Livre.

O curador, Gringo Cardia, revela que o teor da exposição não é biográfico. “O foco é a maneira com que Cazuza transformou poesia em música”, afirma. Esse foi um dos únicos verbos no passado que Gringo utilizou durante suas explicações sobre vida e obra do compositor. Em sua maioria, verbos no presente, que davam a entender que Cazuza ainda está entre nós. E está, pelo menos no Museu da Língua Portuguesa.

Uma peculiaridade da exposição é justamente mostrar que, mesmo após 23 anos de sua morte, o legado de Cazuza ainda influencia o posicionamento político-social dos jovens brasileiros. Algumas das frases que estavam nos cartazes dos recentes protestos nas ruas, como “meus inimigos estão no poder” (Ideologia) e “Brasil, mostra a tua cara!” (Brasil), podem ser conferidos em banners.

Tão contemporâneos quanto o pensamento de Cazuza são os objetos pessoais do músico que o público pode ver de perto. Um par do tênis All Star, branco, de cano um pouco longo, confunde-se com o calçado de muitos visitantes. Óculos escuros, camisa, calça e até mesmo escova de dentes do músico também marcam presença.

Quem tinha o sonho de cantar ao lado do poeta tem a chance de sentir um pouco da sensação. Uma das salas da mostra tem um microfone que convida o público a cantar junto com Cazuza, em um karaokê nunca imaginado. Inimaginável, também, é o banheiro da exposição, onde projeções de shows do cantor ilustram as paredes. Uma simples ida ao toalete vira festa.

Cultura, diversão e aprendizado fundem-se ao longo da exposição. Para o curador, “Cazuza voltou com toda força“. Para quem visitar o Museu da Língua Portuguesa, uma certeza: “o poeta está vivo”.


http://catracalivre.com.br/sp/agenda/gratis/inedito-cazuza-mostra-sua-cara-no-museu-da-lingua-portuguesa/


Mercadão de Madureira vira Patrimônio Cultural


Prestes a completar 100 anos, local ganha novo status com decisão da prefeitura

Rio - Um dos maiores shoppings populares do país, o Mercadão de Madureira é o novo Patrimônio Cultural do Povo Carioca. O prefeito Eduardo Paes transformou em lei, conforme publicado nesta terça-feira no Diário Oficial, o Projeto 5.605, da vereadora Vera Lins (PP), reconhecendo o espaço — que completa cem anos em 2014 —, como uma das principais atrações da cidade. Tanto por causa do fervilhante comércio, quanto pelo fato de se tratar de um importante centro de preservação de tradições culturais e religiosas afro-brasileiras.
“Estamos muito orgulhosos. A lei só reafirma nosso potencial de trabalho, respeito e dedicação aos mais de 80 mil consumidores que visitam diariamente nossas 580 lojas, responsáveis por três mil empregos diretos”, afirma um dos lojistas e diretor do departamento de marketing do Mercadão, Horácio Carvalho Afonso. De acordo com ele, a expectativa é que com a Transcarioca (via que ligará a Barra da Tijuca ao Aeroporto Internacional) aumente o fluxo de visitantes em pelo menos 30% a partir de 2014.

O Mercadão de Madureira, com suas 580 lojas, recebe 80 mil consumidores por dia e gera 3 mil empregos diretos: tradição do subúrbio carioca
Foto:  Carlo Wrede / Agência O Dia

Espírito carioca
Na justificativa para que seu projeto virasse lei, Vera Lins escreveu: “Trata-se de um pólo de convergência social, onde se misturam todas as camadas da população. O local é um lugar onde, com certeza, o espírito carioca sobrevive e está presente com as suas lutas e alegrias”.
Frequentadores de carteirinha concordam. “A gente não sai daqui. Pensamos em comprar alguma coisa, mas saímos sempre com algo a mais, graças, principalmente, à grande variedade do comércio e aos preços acessíveis”, disse a comerciária Renata Motta, 28, ao lado da prima, Viviana Motta, 29.
Célia Costa, de 84 anos, é a mais antiga
 a lidar com plantas no local
Foto:  Carlo Wrede / Agência O Dia

Endereço atual foi inaugurado pelo presidente Juscelino Kubitscheck
No Mercadão de Madureira tem de tudo, desde material escolar e brinquedos para qualquer data especial, até artigos de papelaria, doces e balas para festas como de São Cosme e Damião, Junina, Natal, Copa do Mundo e à fantasia. 
“Graças aos nossos artigos, que não são apenas voltados para a umbanda, mas para todas a religiões, estamos resgatando as festas de final de ano em Copacabana, que devem celebrar a essência espiritual, mas estavam sendo engolidas pelos shows pirotécnicos”, diz Hélio Sillman, que vende mais de cinco mil itens em sua loja Mundo dos Orixás.
As lojas são passadas de pais para filhos. “Já tem gente da quarta geração aqui”, explica Célia Costa, de 84 anos, a mais antiga a lidar com plantas para uso medicinal, ornamental, místico ou religioso no local.
O Mercadão teve início em 1914, como feira livre, onde hoje está quadra da Império Serrano. Em 1929, já era o maior centro de distribuição de alimentos do subúrbio. Em 18 de dezembro de 1959, o presidente Juscelino Kubitschek inaugurou o novo endereço, onde se encontra até hoje. Em 2000, um incêndio destruiu as lojas, reconstituidas em 2001. Os horários de funcionamento estão em www.mercadaodemadureira.com .

http://odia.ig.com.br/noticia/rio-de-janeiro/2013-10-23/mercadao-de-madureira-vira-patrimonio-cultural.html

21/10/2013

IBGE divulga dados sobre indicadores culturais

Número de trabalhadores em cultura caiu 15,6% entre 2009 e 2012

A cultura sofre mais os efeitos da crise de 2009 do que o total das atividades econômicas do País, em especial na geração do empregos, mostra pesquisa divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE. Entre 2009 e 2012, o número de pessoas ocupadas no setor cultural caiu 15,6%, enquanto na economia em geral o número de trabalhadores subiu 2,2%. Em 2012, havia 673 mil trabalhadores em cultura a menos que três anos antes. O cenário preocupante é o oposto do que a cultura registrou entre 2007 e 2009, quando o acrescimento de pessoas ocupadas superou o desempenho nacional.


A terceira edição da pesquisa Sistema de Informações e Indicadores Culturais mostra que, em 2012, 3,65 milhões de pessoas trabalhavam no setor cultural, que vai desde atividades artísticas até telefonia. Em 2009, 4,32 milhões estavam empregados em cultura. O IBGE leva em conta empregos gerados em indústria, comércio e serviços.
A radiografia da cultura, que está na terceira edição, é feita em parceria com o Ministério da Cultura e reúne dados de vários levantamentos, como Cadastro Central de Empresas (Cempre); Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF); Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) e as Pesquisas Anuais de Comércio, Indústria e Serviços (PAC, PIA e PAS).
Em 2007, 4,6% do total de trabalhadores do País atuavam no setor cultural. Em 2012, a proporção caiu para 3,9%. O estudo do IBGE diz que uma possibilidade para a redução do pessoas ocupadas no setor cultural é que os trabalhadores tenham encontrado emprego formal em outras áreas da economia. O número de trabalhadores em cultura sem carteira assinada caiu 18% entre 2009 e 2012, enquanto a queda dos trabalhadores formais foi de 4%. Os dados não permitem saber, no entanto, que setores absorveram os ex-empregados na cultura e se houve formalização desses trabalhadores.
Se for levado em conta apenas o setor formal, o número de trabalhadores em cultura é crescente, mas aumenta em ritmo mais lento que o total da economia. Havia 400 mil empresas e organizações (órgãos públicos, entidades sem fins lucrativos) do setor cultural em 2012, 9% a mais que em 2007. O número total de empresas e outras organizções formais do País cresceu 16% no mesmo período e chegou a 5,1 milhões.
Em 2007, 8,3% das empresas e outras organizações formais do País eram do setor cultural, proporção que caiu para 7,8% em 2012. Mais da metade (55,5%) é do setor de serviços; 39,7% do comércio e 4,8% da indústria.
A cultura perdeu espaço também na geração de receita. Em 2007, as empresas do setor cultural geraram 8,9% de toda a receita gerada no País. Em 2010, essa participação caiu para 8,3%.
O setor cultural é o paraíso das microempresas, mostra a pesquisa do IBGE. Oito em cada dez empresas ligadas a cultura (82,5%) têm no máximo quatro funcionários. As que empregam mais de 500 pessoas são apenas 0,1% do total de 400 mil empresas do setor cultural. No total da economia, 76% das empresas têm até quatro funcionários.

http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,ibge-divulga-dados-sobre-indicadores-culturais,1087153,0.htm

19/10/2013

Museu Imperial, em Petrópolis, RJ, está entre os 10 melhores do país

Instituição foi avaliada por turistas e ganhou prêmio do TripAdvisor.
Este é o segundo reconhecimento concedido ao museu este ano.




Museu Imperial de Petrópolis é um dos mais visitados do país. (Foto: Divulgação/MI)


O Museu Imperial, em Petrópolis, Região Serrana do Rio, ficou entre os 10 melhores museus do Brasil. O prêmio “Travelers Choice”, do site TripAdvisor, o maior portal de viagens do mundo, deu ainda ainda à instituição o 6º lugar no país e 12º entre os museus da América Latina.
O prêmio “Travelers’ Choice” é realizado anualmente e tem como base avaliações e opiniões de milhões de viajantes. No caso do Museu Imperial, 507 visitantes inseriram suas opiniões no site, dos quais 492 o classificam como “excelente” ou “muito bom”. Tal reconhecimento permite à instituição fazer parte do pequeno grupo de 1% das atrações a alcançar a premiação no primeiro ano do programa.
Os vencedores do prêmio são encontrados em 39 países do mundo, incluindo listas regionais para a África, Ásia, Austrália, Caribe, América Central, China, Europa, Índia, México, Oriente Médio, América do Sul, Pacífico Sul e Estados Unidos. O resultado completo pode ser conferido no site TripAdvisor.
Esta é a segunda classificação positiva recebida pelo Museu Imperial em 2013 de veículos de grande importância na área de turismo e viagens. No início do ano, o Guia Quatro Rodas, principal publicação brasileira do gênero, classificou a instituição com a nota máxima de 5 estrelas. O Museu Imperial foi o único do Estado do Rio de Janeiro e um dos oito do Brasil a receber a indicação.
 
Serviço:
Museu Imperial/Ibram/MinC
Endereço: Rua da Imperatriz, nº 220, Centro, Petrópolis, RJ
Informações: (24) 2233-0300 e (24) 2233-0360

http://g1.globo.com/rj/regiao-serrana/noticia/2013/10/museu-imperial-em-petropolis-rj-esta-entre-os-10-melhores-do-pais.html

Obsessão infinita - CCBB




Yayoi Kusama: Obsessão Infinita 12 Out a 20 Jan
Local: Rotunda, 1º e 2º andares | CCBB RJ | Rua Primeiro de Março, 66 - Centro
Horário: Quarta a segunda. das 9h às 21h - Entrada Franca —
Atenção: Em algumas salas, só é permitida a entrada para maiores de 18 anos.

Exposição na Alemanha mostra animais durante o acto sexual

Exposição na Alemanha mostra animais durante o acto sexual 
 
Na entrada da exposição «Sexo e Evolução», no Museu de História Natural da cidade de Muenster, na Alemanha, os visitantes dão de caras com dois modelos nus.
A exposição, que apresenta animais durante o acasalamento, analisa como o sexo desempenha um papel fundamental na evolução do reino animal.
Numa das salas é mostrado um casal de raposas vermelhas empalhadas a fazerem sexo. Noutro caso, é um casal de veados. Há ainda furões e um casal de tartarugas.





http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=662938 

18/10/2013

Presidência publica decreto que regulamenta o Estatuto de Museus

Publicado hoje (18), no Diário Oficial da União (DOU), decreto presidencial nº 8.124, de 17 de outubro de 2013, que vem regulamentar a Lei 11.904/2009, denominada Estatuto de Museus, e a Lei 11.906/2009, de criação do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) – autarquia vinculada ao Ministério da Cultura (MinC).
Com a finalidade de preservação do patrimônio cultural musealizado e passível de musealização, o decreto coloca para o setor uma série de ações e procedimentos que devem ser seguidos e confere ao Ibram ações de fiscalização. A ação fiscalizadora  terá um caráter pedagógico e orientador e conduzirá a adequação do setor às normas previstas no decreto, no sentido de garantir um padrão de gestão para que os museus possam cumprir a sua função social.

A Política Nacional de Museus (PNM) insere o Brasil dentre os poucos países que formularam e mantêm uma política pública de museus, o que confirma a importância dada pelo governo brasileiro para as mais de 3,2 mil instituições museológicas em todo o território nacional. “O mais importante é que o setor museológico se aproprie destes instrumentos e das possibilidades que o Estatuto de Museus proporciona para o seu desenvolvimento”, afirma Angelo Oswaldo, presidente do Ibram.
Veja abaixo os principais pontos do Decreto. Dúvidas e outros esclarecimentos devem ser encaminhados para o endereço eletrônico faleconosco@museus.gov.br.

Plano Nacional Setorial de Museus (PNSM)
Criado pelo setor museal brasileiro, o PNSM integra o Plano Nacional de Cultura, estabelecido pela Lei 12.343, de 2 de dezembro de 2010. O PNSM é composto por 131 diretrizes desdobradas em 169 estratégias e 560 ações a serem implementadas entre os anos de 2010 e 2020, em nove áreas: 1) gestão museal, 2) preservação, aquisição e democratização de acervos, 3) formação e capacitação, 4) educação e ação social, 5) modernização e segurança, 6) economia dos museus, 7) acessibilidade e sustentabilidade ambiental, 8) comunicação e exposições e 9) pesquisa e inovação.

Registro de Museus
O Registro de Museus tem por objetivo estimular a formalização das dinâmicas de criação, fusão incorporação, cisão ou extinção das instituições museológicas dos mais de 3,2 mil museus brasileiros. Trata-se de ato administrativo derivado de complexo sistema de reconhecimento nacional das instituições museológicas, operado pelo Ibram em conjunto com os entes federados.
Os dados levantados nestas ações serão compartilhados também através do Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais (SNIIC/MinC), visando à ampla disseminação das informações. Em conjunto, esses sistemas são fundamentais para a construção, o fortalecimento e a reavaliação de políticas públicas para a área dos museus. Os procedimentos e critérios para registro serão definidos em ato normativo do Ibram.

Museu Nacional
A partir da publicação do decreto, compete ao Ibram aprovação da utilização da denominação de museu nacional, ouvido o respectivo Conselho Consultivo do Patrimônio Museológico, e respeitadas as denominações já existentes na data de publicação do decreto.

Museu Associado
A condição de museu associado ao Ibram é um reconhecimento da atuação do museu. Ela servirá como uma acreditação e priorizará o desenvolvimento de projetos conjuntos de interesse do setor museológico, na forma de parcerias, cooperação técnica, intercambio de conhecimento, expertise, inclusive fomento, respeitada a legislação pertinente.

Cadastro Nacional de Museus (CNM)
O CNM constitui-se na principal ferramenta para conhecimento do universo museológico brasileiro, sendo também o centro de informações para os sistemas informatizados desenvolvidos ou incorporados ao Instituto Brasileiro de Museus. O CNM é responsável pela coleta e disseminação de dados sobre as características, atividades e serviços dos museus brasileiros, contribuindo de forma efetiva para o diagnóstico do setor museológico e para o planejamento de ações de políticas públicas de cultura. O cadastramento é voluntário.

Inventário Nacional dos Bens Culturais Musealizados
É um sistema responsável pela documentação e difusão à sociedade brasileira dos mais de cem milhões de bens culturais preservados nas instituições museológicas brasileiras. A coleta de informação será anual e deve ser realizada por meio de sistema de informação próprio.

Cadastro Nacional de Bens Culturais Desaparecidos
Parte integrante do conjunto de ações implantadas pelo Ibram voltadas ao aperfeiçoamento das medidas de segurança nos museus brasileiros. Reúne informações sobre os bens culturais desaparecidos pertencentes a museus localizados em todo o território nacional e possibilita o rastreamento, a localização e a recuperação desses bens.

Sistema Brasileiro de Museus (SBM)
Com a publicação do decreto, fica revogado o decreto nº 5264, de 5 de novembro de 2004. Houve atualização e ampliação das atribuições do SBM, que tem a finalidade de facilitar o diálogo entre museus e instituições afins, objetivando a gestão integrada e o desenvolvimento dos museus, acervos e processos museológicos brasileiros. Além disso, o SBM propicia o fortalecimento e a criação dos sistemas regionais de museus, a institucionalização de novos sistemas estaduais e municipais de museus e a articulação de redes temáticas de museus.

A dimensão democrática do SBM está presente na composição do seu Comitê Gestor, que agrega representantes do setor governamental e da sociedade civil ligados à área museológica. O Comitê Gestor do SBM tem o papel de propor as diretrizes e as ações para o setor museológico, sempre de uma forma participativa e com amplo debate.

Direito de Preferência
Os museus integrados ao SBM gozam de direito de preferência em caso de venda judicial ou leilão de bens culturais, nos termos do artigo 63 da Lei nº 11.904/2009.

Fomento aos Museus e à Memória Brasileira
Trata-se da institucionalização da política pública existente no Ibram. O programa destina-se a garantir a democratização do acesso aos meios de financiamento público federal, visando à preservação, difusão e valorização do patrimônio museológico e da memória do povo brasileiro.

Organização dos museus
Regimento Interno: documento de organização interna do museu que traz as definições importantes para o funcionamento da unidade. Podem fazer parte do regimento interno, por exemplo, a estrutura administrativa; as responsabilidades das unidades; as atribuições de dirigentes e servidores; as regras de funcionamento de órgãos colegiados; diretrizes sobre a associação de amigos; as disposições sobre o público como horários, restrições à entrada, necessidade de agendamento de visita; diretrizes para exercício das atividades de segurança, vigilância e gestão de risco; regras para a cobrança de ingressos, reprodução de bens ou aluguel de instalações.

Abrange definições originadas no museu como a aplicação de diretrizes estabelecidas pela entidade a qual esteja vinculado. O regimento é importante por formalizar os procedimentos a serem seguidos e as responsabilidades envolvidas, permitindo visibilidade e favorecendo a comunicação aos envolvidos.
Plano Museológico: na Lei no 11.904/2009, o plano museológico é tratado em seção específica e pode ser considerado bem detalhado, em relação a outros aspectos técnicos igualmente presentes na legislação. Já no primeiro artigo desta seção fica estabelecido que: “Art. 44. É dever dos museus elaborar e implementar o Plano Museológico.” Conceituado no artigo 45 como ferramenta básica de planejamento estratégico, de sentido global e integrador, indispensável para a identificação da vocação da instituição museológica para a definição, o ordenamento e a priorização dos objetivos e das ações de cada uma de suas áreas de funcionamento, bem como fundamenta a criação ou a fusão de museus, constituindo instrumento fundamental para a sistematização do trabalho interno e para a atuação dos museus na sociedade.

O decreto que regulamenta o Estatuto de Museus define melhor a abrangência dos programas recomendados na lei. Além destes programas, inclui a acessibilidade universal, sendo determinado que os museus deverão ter efetivas que possibilite adaptações das suas sedes, se necessário, e conceba os seus programas, como os de exposição, educativo-cultural, pesquisa e outros, de modo a contemplar os mais diversos públicos e explicitar sua atuação nesta área em seus programas ou constituir um programa específico.

Plano Anual Prévio
Previsto no Estatuto para museus públicos, é denominado no decreto de Plano Anual de Atividades e deverá ser fundamentado no Plano Museológico de cada museu. Este plano deverá ser estabelecido entre o museu e a entidade a que está vinculado, tendo o propósito de dar visibilidade para os recursos a serem destinados ao museu e ao desempenho esperado da unidade. É o instrumento que permitirá a unidade mantenedora (institutos estaduais, secretarias, fundações etc.) alocar os recursos e definir as metas de desempenho.

Enquadramento Orgânico
O Enquadramento Orgânico é mais um dos instrumentos que fortalecem os museus enquanto instituições, e, compreende, ao menos, a vinculação, estrutura organizacional e autonomia operacional da instituição em relação a mantenedora.

Utilização e reprodução de imagens
A utilização de imagens e reproduções de bens culturais e documentos pertencentes ao acervo dos museus deverá ser precedida de autorização da instituição a que seja vinculada e, quando for o caso, do autor e de seus sucessores. As instituições podem cobrar pelo acesso, utilização e reprodução dos bens culturais e documentos, segundo critérios estabelecidos pelo museu ou entidade a que seja vinculado.

Associações de amigos
Os museus poderão estimular a constituição de associações de amigos dos museus, que terão por finalidade apoiar e colaborar com as atividades dos museus, contribuindo para seu desenvolvimento e para a preservação do patrimônio museológico.
No âmbito do Poder Executivo Federal, a atuação de associações de amigos de museus, especialmente em relação à captação de recursos, fica condicionada ao prévio reconhecimento da entidade por ato administrativo do museu ou instituição a que ele esteja vinculado. Caberá ao Ibram estabelecer requisitos para o procedimento de reconhecimento das associações de amigos.

Museus públicos
Os museus públicos estabelecerão seu regimento interno e caberá ao ente federado, ao qual estiver vinculado, definir sua forma de gestão. O Poder Público competente estabelecerá um plano anual prévio, fundamentado no plano museológico de cada museu, para garantir o seu funcionamento e o cumprimento de suas finalidades.
Os museus que integram o Ibram passam a ter seus dirigentes escolhidos a partir de processo público de seleção. Na seleção, serão observados critérios técnicos e objetivos de qualificação.

Declaração de Interesse Público
Trata-se de um novo instrumento de acautelamento e proteção, que concomitantemente aos já elencados pela Constituição Federal, em seu artigo 216, terá a função de preservar, valorizar e tornar acessíveis à sociedade bens culturais musealizados e passíveis de musealização que representam um valor cultural de destacada importância para o país, respeitada a diversidade cultural, regional, étnica e linguística.
Dada a sua natureza legal, esse dispositivo será aplicado por meio de processo administrativo que demandará alto grau de conhecimento especializado – incluindo extensa documentação de cunho técnico e comprobatório – e tramitação em diferentes instâncias administrativas e jurídicas, que culminam na homologação a ser realizada pelo Ministro de Estado da Cultura.

http://www.museus.gov.br/presidencia-publica-decreto-que-regulamenta-o-estatuto-de-museus/

16/10/2013

O uso do Tumblr para aproximar público e museu

O Tumblr é uma rede social de microblogs muito fácil de ser usada e que costuma atrair posts bastante criativos.
Os museus brasileiros ainda não primam pelo uso da web de maneira criativa. Para incentivá-los, aí vai o link para uma matéria interessante, publicada em inglês pelo Museum Nerd, que relaciona algumas maneiras criativas de se utilizar o Tumbrl para atrair diferentes públicos e estabelecer com eles uma relação afetiva.
Screen-Shot-2013-10-10-at-7.18.42-PMOs exemplos vão desde o Los Angeles County Museum of Art (LACMA), que criou um espaço para compartilhar fotos feitas no museu postadas pelos visitantes (a foto que ilustra esta matéria veio de lá), até a Tate Britain, que está pedindo ao público a postagem de trabalhos gráficos como parte de uma exposição que está sendo planejada.
Tem também o Metamuseum, um grupo formado por 13 museus americanos que postam no Tumblr, a cada semana, um item de suas coleções. O objetivo final do projeto vai analisar o surgimento de novas estéticas do design americano.
O Adventure Science Center, em Nashville, EUA, usa o Tumblr para postar temas ligados à ciência que podem despertar o interesse do público. E o Asian Art Museum avisa logo na entrada do microblog: “Estamos aqui porque queremos compartilhar coisas legais com você e vice-versa” (We’re here because we wanna share cool stuff with you, and vice versa).
Aqui no Brasil, encontrei no Tumblr apenas o Museu do Futebol e o Museu da Maré, ambos utilizando o microblog mais como um canal de divulgação do que de troca.
Se você souber de algum museu brasileiro que utilize a internet de modo criativo e (verdadeiramente) interativo, por favor, me avise.

http://claudiaporto.wordpress.com/2013/10/13/o-uso-do-tumblr-para-aproximar-publico-e-museu/

Mostra no Recife retrata sociedade através do universo dos palhaços

Clownville' pode ser vista no Museu Murillo La Greca, no Parnamirim.
Exposição reúne série de retratos criada pelo fotógrafo Eolo Perfido.

 

Fotos podem ser conferidas até 27 de outubro (Foto: Divulgação)
Fotos podem ser conferidas até 27 de outubro
(Foto: Divulgação)
 

Cenas do universo dos palhaços e do mundo circense como metáfora da própria sociedade, onde se misturam emoções como alegria e tristeza, união e solidão. Assim pode ser definida a exposição “Clownville”, que entrou em cartaz nesta terça (15), no Museu Murillo La Greca, na Zona Norte do Recife. A mostra, que reúne série de retratos criada pelo fotógrafo franco-italiano Eolo Perfido e integra o Festival de Circo do Brasil, fica aberta ao público até 27 de outubro.

O artista revela figuras do chamado “mundo clown” como representantes de pessoas comuns: ao mesmo tempo engraçadas e melancólicas, ou com uma máscara que pode ser trágica, grotesca, ambígua.
Entre as inspirações do trabalho estão referências como a produção do cineasta Federico Fellini, com suas atmosferas oníricas, além de alguns personagens do cinema mudo, em particular Charlie Chaplin e Buster Keaton, com suas maquiagens carregadas e o exagero gestual necessário para transmitir as emoções.

Entre as pessoas que já posaram para “Clownville”, estão amigos e parentes de Perfido, mas também atores e fotógrafos profissionais. Ele não revela a identidade dos modelos, por acreditar que a beleza da máscara está em mantê-la.

Entre as inspirações do trabalho estão referências como a produção do cineasta Federico Fellini (Foto: Divulgação)
Entre as inspirações do trabalho estão referências como a produção do cineasta Federico Fellini (Foto: Divulgação)
 

Serviço
Exposição “Clownville”
Até 27 de outubro, das 9h às 12h e das 14h às 17h
Museu Murillo La Greca - Rua Leonardo Bezerra Cavalcanti, nº 366, Parnamirim, Recife
Entrada gratuita
Informações: (81) 3355-3129

http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/2013/10/mostra-no-recife-retrata-sociedade-atraves-do-universo-dos-palhacos.html

 

Trajetória do personagem Mario vira museu digital

Infográfico relembra as grandes etapas da evolução do game desde 1981

Trajetória do personagem Mario vira museu digital Reprodução/Reprodução
Foto: Reprodução / Reprodução
 
Um dos mais conhecidos - se não o mais - personagens do mundo dos games ganhou um museu virtual. O bigodudo Mario recebeu a "honraria" da empresa de mídia online IGN em homenagem aos mais de 30 anos de sucesso.
Através de um infográfico interativo,dá para viajar no tempo e voltar a 1981, quando o carpinteiro de macacão e blusa vermelha era apenas um personagem do game de fliperama Donkey Kong. Na época, chamava-se Jumpman e tinha como missão salvar uma donzela em perigo. Cinco anos mais tarde, o solitário Mario ganhou a companhia do seu irmão gêmeo, Luigi.
E isso é só o começo da trajetória do personagem. No site, o internauta pode mergulhar por mais 14 etapas do game que passam desde os consoles domésticos aos jogos portáteis até, enfim, chegar às versões para WII e WII U.
Além disso, dá para compartilhar as lembranças do game pelo Twitter usando a hashtag #MarioMemories.

http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/economia/tecnologia/noticia/2013/10/trajetoria-do-personagem-mario-vira-museu-digital-4301412.html

15/10/2013

Exposição polêmica aborda o nu masculino no Museu D’Orsay

Mostra que reúne obras de nomes como Munch e Lucian Freud, em cartaz até janeiro, tem atraído cinco mil pessoas por dia à instituição parisiense


Obra parte da exposição no Museu D’Orsay
Foto: Divulgação
Obra parte da exposição no Museu D’Orsay Divulgação
PARIS - “Nada mau como fantasia, gostei”, disse a mulher ao homem a seu lado enquanto contemplava atentamente a tela “A roda da fortuna”, do inglês Edward Burne-Jones (1833-1898), disposta numa das salas do Museu d’Orsay, em Paris. O quadro, de dois metros de altura por um de largura, revela a gigante deusa Fortuna no controle da roda à qual estão presos um rei, um poeta e um escravo. A pintura que evocou a fantasia sexual na visitante está em evidência no museu por um detalhe: os três mortais estão nus. Na mostra “Masculino/Masculino — O homem nu na arte de 1800 até nossos dias”, inaugurada no dia 24 de setembro e em cartaz até 2 de janeiro, quase duas centenas de obras, em um período de dois séculos, foram reunidas por sua representação da nudez masculina.
Além do interesse artístico, a exposição tem sido bastante comentada por seu tema e também por manifestações em seu entorno. Durante o vernissage, um estudante de Belas Artes se despiu às escondidas e circulou desnudo por entre os cerca de 2 mil convidados. Um dia depois, um homem posou nu para um fotógrafo diante do museu, estrategicamente postado entre os dois enormes cartazes da mostra: reproduções das obras “Mercure” (2001), da dupla de artistas Pierre et Gilles, e “O pastor Pâris” (1787), de Jean-Baptiste Frédéric Desmarais.
Censura em Viena
É a segunda vez em poucos meses que o nu masculino suscita a atenção pela arte. De outubro de 2012 a março deste ano, o Leopold Museum, de Viena, exibiu a exposição “Nackte männer” (homens nus), não sem causar polêmica. Diante de variados protestos, os organizadores se sentiram obrigados a ocultar as imagens do sexo masculino no cartaz da mostra espalhado pela cidade, com a reprodução de “Vive la France”, obra de 2006 dos mesmos Pierre et Gilles que exibe a fotografia de três jogadores de futebol vestidos apenas com meias até o joelho e de chuteiras. Ninguém protestou, no entanto, contra a imagem de uma mulher nua do célebre artista local Gustav Klimt (1862-1918), exposta há meses nos muros do metrô da capital austríaca.
A visibilidade adquirida pela exposição vienense e pela obra da dupla de franceses instigou Guy Cogeval, há seis anos no comando do Museu d’Orsay, a montar “Masculino/Masculino”. Para ele, o público se surpreende, sobretudo, pelo fato de o tema ser tratado por um museu tradicional.
— Ao contrário da nudez feminina, o nu masculino ainda choca. Pode-se exibi-lo, por sua beleza, em galerias de arte contemporâneas privadas. Nós tentamos mostrar todos os tipos de abordagens do nu, evitando homens em estado de ereção, que não são representados na arte clássica, e revelar esculturas pouco conhecidas do público — diz o presidente do museu.
Entre pinturas, esculturas e fotografias, apenas 15 do total de 187 trabalhos exibidos integraram a exposição de Viena. No percurso montado em subtemas — que vão do “ideal clássico” ao “objeto do desejo”, passando pelo “nu heróico” ou “a tentação do macho” —, Cogeval reivindica a quebra de cronologia e confrontações e diálogos inesperados entre obras de diferentes épocas, o que foi definido pelo crítico de arte Philippe Dagen, do jornal “Le Monde”, como um “erro de método” em um “grande bazar da virilidade”.
— No catálogo e na exposição há uma contextualização onipresente, com painéis explicativos em todas as salas. Apenas não seguimos uma ordem cronológica — justifica o presidente do museu.
Há o nu do modelo clássico ou da glorificação do corpo pelo esporte ou pela guerra; a nudez realista ou em comunhão com a natureza; o corpo em dor ou o desejo homossexual. Além dos artistas já citados, a mostra reúne nomes como Gustave Moreau (1826-1898), Paul Cézanne (1839-1906), Edvard Munch (1863-1944), Louise Bourgeois (1911-2010), Lucian Freud (1922-2011), Andy Warhol (1928-1987) e Ron Mueck (1958), não necessariamente nesta ordem.
Além de “Vive la France”, Guy Cogeval demonstra um especial apreço pela tela simbolista “Escola de Platão”, de Jean Delville (1867-1953), que encerra a exposição, ou pelas esculturas “O abismo”, de Just Becquet (1829-1907) , e “A explosão do grisu”, de Henri Greber (1854-1941), “duas obras desconhecidas do público”, nota. Os curadores citam ainda “surpresas” como “Os banhos misteriosos”, do grego Giorgio de Chirico (1888-1978), o “São Sebastião” do mexicano Ángel Zárraga (1886-1946) ou pinturas eróticas do americano Paul Cadmus (1904-1999).
“Na sociedade contemporânea, a nudez feminina é banal, enquanto a masculina possui algo de extraordinário. Desde o início da época moderna, a sexualidade masculina está excluída do campo das representações. A mulher é o corpo, e o homem, o espírito. Até no ato sexual”, escreveu Daniela Hammer-Tugendhat, historiadora da arte em Viena, quando eclodiu a controvérsia em torno da exposição “Nackte männer”. “Masculino/Masculino” tem atraído diariamente cerca de 5 mil pessoas ao Museu d’Orsay. A expectativa é a de que alcance um público total de 400 mil visitantes até janeiro de 2014, “o que seria algo excepcional”, avalia o presidente do museu. Ele já havia esboçado um projeto similar quando dirigia o Museu de Belas Artes em Montreal, no Canadá, mas na época teve sua ideia rejeitada.
— Foi mal visto lá. Eu pensava que Montreal era uma cidade liberal, mas não foi o caso. Aqui, nenhum dos grandes museus nacionais franceses ousaria montar uma exposição como esta — desafia Cogeval, ao procurar valorizar sua iniciativa.


Paralisação do governo ajuda museu particular nos EUA

CHARLESTON, Estados Unidos, 15 Out (Reuters) - A paralisação do governo federal nos Estados Unidos levou ao fechamento de monumentos e pontos turísticos no país inteiro, mas está beneficiando pelo menos um museu particular.

Centenas de turistas impossibilitados de visitar o popular Monumento Nacional Fort Sumter, local da primeira batalha da Guerra Civil norte-americana, há 152 anos, estão optando pela exposição de fotos do Museu de Arte Gibbes, na vizinha Charleston, Carolina do Sul.

A exposição "Fotografia e a Guerra Civil Americana", com 200 imagens originais feitas entre 1861 e 1865, começou no Gibbes pouco antes da paralisação dos órgãos públicos federais por causa do impasse orçamentário no Congresso, em 1º de outubro.

"É um consolo (para os visitantes)", disse a diretora-executiva Angela Mack. "O Museu Gibbes não tem absolutamente nada a ver com o governo federal e, no entanto, recebemos ligações de pessoas perguntando: ‘Vocês ainda estão abertos?'."

O museu, com apenas 14 funcionários, geralmente atrai 60 a 80 visitantes por dia, mas neste mês o movimento médio subiu para cerca de 200 visitantes por dia. No domingo, com entrada franca, 900 pessoas viram a exposição, que vai até 5 de janeiro.

O Forte Sumter é um dos muitos museus, galerias e monumentos afetados pela crise orçamentária. A Estátua da Liberdade e dez outros monumentos e parques nacionais foram reabertos no fim de semana como parte de acordos com governos estaduais.

(Reportagem de Harriet McLeod)

http://br.noticias.yahoo.com/paralisa%C3%A7%C3%A3o-governo-ajuda-museu-particular-nos-eua-211234193.html

14/10/2013

Museu do Neon guarda mais de 150 painéis luminosos que compõe parte da história de Las Vegas

Las Vegas é conhecida no mundo todo por seus grandiosos cassinos, hotéis luxuosos e pelos enormes e famosos letreiros luminosos. Por ano, cerca de 40 milhões de turistas visitam a capital mundial do entretenimento.
Mas Las Vegas, construída  no meio do deserto de Nevada, também quer ser conhecida por seus museus excêntricos.
Um deles é o Museu do Neon, que guarda mais de 150 painéis luminosos que compõe parte da história da cidade, entre eles os dos hotéis  Stardust e Moulin Rouge.

Divulgação/The Neon Museum
Divulgação/The Neon Museum
Letreiro do antigo hotel Moulin Rouge (à dir.), ícone dos anos 60

Você sabia que neon do caubói gigante é o maior painel animado do mundo e que também é considerado a placa não oficial de boas-vindas de Las Vegas?
Alguns destes painéis foram restaurados e instalados nas principais ruas da cidade.
Outro museu interessante é o MOB Museum, dedicado ao crime organizado. Com exibições interativas e instalações modernas, o local mostra um pouco a “guerra” entre agentes da lei e criminosos famosos como Al Capone e Lucky Luciano.
O site de viagens TripAdvisor tem uma lista de 27 museus em Las Vegas.

http://catracalivre.com.br/viagem/mundo-viagem/indicacao/museu-reune-letreiros-de-neon-de-las-vegas/

11/10/2013

Sérgio Cabral proíbe exposição de obras de Magritte por presença de máscaras

Rene Magritte
Sérgio Cabral desaprova obras de Magritte devido à presença de máscaras na composição.

A polêmica da criminalização do uso de máscaras no Rio de Janeiro já havia extrapolado os limites do moral quando 20 mascarados foram presos numa casa de swing no centro da cidade. No entanto, o caso mais grave está prestes a atingir o mundo das artes. Antes mesmo do MAM-RJ, Museu de Arte Moderna do Rio, confirmar uma possível exposição das obras do pintor belga René Magritte, o govenador Sérgio Cabral se antecipou e proibiu a recepção especificamente  de duas obras do artista em questão. Estamos tratando das pinturas “Amantes” – em que dois sujeitos mascarados trocam um beijo às cegas -, e “A História Central” – no qual outra figura mascarada aparece diante de uma tuba e uma mala. No momento, oitenta obras de Magritte estão expostas no MOMA, Museu de Arte Moderna de Nova Iorque, e sua chegada ao Rio está prevista para o segundo semestre de 2014. Muitos críticos de arte estão se manifestando contra a censura. Alega-se veementemente a importância das tais produções para a compreensão da arte de Magritte. “As obras fazem apologia ao uso de máscaras e ao vandalismo! Não se trata de censura: é apenas moderação de simbolismo num momento deveras delicado”, afirmou Cabral.

Cachimbo
Em São Paulo, “Isto Não é Um Cachimbo”, outra famosa obra de Magritte, terá texto alterado em nome de leis antitabagistas.

No MASP, São Paulo também terá o privilégio de expor Magritte. Todavia, na Terra da Garoa as máscaras são outras. Fernando Haddad já manifestou a proibição da exposição da obra “Isto Não é Um Cachimbo”. A justificativa seria a clara apologia ao tabagismo em ambientes fechados. “Em São Paulo, essa pintura só entra se e somente se substituírem os dizeres ali presentes por FUMAR CAUSA CÂNCER!”, expôs Haddad.

10/10/2013

SIMPÁTICA SEM SER VULGAR

Dilma abre exposição e chama esculturas de ‘gordinhas sexy’



A escultura respondeu “Obrigada, você também é uma gordinha bastante eeerr… simpática.”
É o tipo de coisa que vai fazer os americanos que espionam a Dilma desligarem o computador e irem ver TV.

http://www.jacarebanguela.com.br/2013/10/09/simpatica-sem-ser-vulgar/