30/04/2013

Museu do Negro vai ser reaberto em igreja na Saara

Acervo recuperado ficará exposto em local que servia como rota de fuga para escravos

POR FRANCISCO EDSON ALVES

Rio - No próximo dia 13 de maio, Dia da Abolição da Escravatura, o Rio vai ganhar um reforço de peso na cultura e religiosidade afro: a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos, no Centro, vai reabrir o Museu do Negro.

Quase todo destruído por um incêndio em 1967, o espaço está sendo revitalizado e ampliado por voluntários, estudantes de História da Universidade Estácio de Sá e pela Organização Cultural Remanescentes de Tia Ciata. “Como Fênix (pássaro da mitologia grega), estamos renascendo mais uma vez das cinzas”, diz, orgulhoso, o provedor da igreja, Carlos Alberto Guimarães da Silva, 72 anos.

O sacristão Anderson Ribeiro, que teve a ideia de reabrir o local, destruído num incêndio em 1967, para visitação pública. A igreja era ponto de encontro de abolicionistas | Foto: Paulo Alvadia / Agência O Dia
O sacristão Anderson Ribeiro, que teve a ideia de reabrir o local, 
destruído num incêndio em 1967, para visitação pública. 
A igreja era ponto de encontro de abolicionistas 
| Foto: Paulo Alvadia / Agência O Dia

O mutirão para reabrir o museu começou em janeiro, de acordo com Gracy Mary Moreira, curadora do museu. Ela é bisneta da Tia Ciata, como era conhecida Hilária Batista de Almeida, cozinheira e mãe de santo famosa, tida como uma das precursoras do samba carioca. Ciata nasceu em Salvador, em 1854, e morreu no Rio em 1924.

“ O público terá muitas surpresas. Resgatamos e recebemos doações de peças históricas, relíquias de passagens da História que muitos historiadores ignoram. Desde os primeiros movimentos pela liberdade à devoção pelos nossos santos e heróis negros”, conta Gracy, emocionada.

“Estava tudo encaixotado e jogado pelo chão. Tínhamos que recuperar essas maravilhas”, comenta o sacristão Anderson Ribeiro, 33, que teve a ideia de recuperar o museu.

Gracy ressalta que revitalização completa do museu, cujas paredes ainda precisam de restauração, se dará até o final do ano. “Deveremos montar um café literário. Temos centenas de obras raríssimas, como escritos de 1572 de Luiz Vaz de Camões, considerado o maior poeta da língua portuguesa”.

No Museu do Negro, também haverá exposições, saraus e videoteca.

Presente que repete o passado

O museu fica no segundo andar da igreja, de 1701, num corredor que servia de rota de fuga para os escravos, que iam aos cultos assistidos por negros alforriados. Quando capatazes chegavam, eles fugiam por ali. “Como acontece hoje, nos becos e vielas do Saara, a poucos metros daqui. Agora, os ambulantes é que fogem do ‘rapa’ (guardas)”, compara o padre José Carlos dos Passos.

http://odia.ig.com.br/portal/rio/museu-do-negro-vai-ser-reaberto-em-igreja-na-saara-1.576512

quebra cabeça Greatest Artists

Experimente um relaxante quebra-cabeça no qual você deverá montar belíssimos quadros de alguns famosos pintores como Claude Monet e Jacques-Louis David. Escolha qual quadro você quer montar e lembre-se de que a cada vitória o número de peças do quadro seguinte aumentará.

Polícia divulga vídeo de acusado de roubar obra no Museu de Arte do Rio


A Polícia Civil divulgou, na tarde desta segunda-feira (29), as imagens do circuito interno que mostram o acusado de roubar uma peça do Museu de Arte do Rio (MAR), na última quinta-feira (25). O homem, de cerca de 40 anos, aparece no vídeo olhando para os lados e, em seguida, pegando um objeto e escondendo no bolso do casaco. Trata-se de um abridor de lata, parte de uma instalação do artista Ivens Machado. O ladrão ainda não foi identificado.
Na última sexta (26), o caso foi repassado para a Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), devido ao alto valor atribuído ao objeto furtado. Agentes da DRF realizaram perícia no local e analisaram o vídeo do circuito interno, que apenas hoje foi liberado para a imprensa. O museu foi inaugurado no dia 1º de março, e aberto para visitação quatro dias depois. Este foi o primeiro caso de roubo envolvendo o espaço.
Suspeito, de cerca de 40 anos, pega um objeto e, em seguida, coloca no bolso

24/04/2013

Livro Acessibilidade a Museus tem lançamento no Museu Histórico Nacional

No dia 24 de abril (quarta-feira), às 16h, no auditório do Museu Histórico Nacional (MHN/Ibram), no Rio de Janeiro (RJ), será lançado o livro Acessibilidade a Museus, com a presença das autoras Regina Cohen, Cristiane Duarte e Alice Brasileiro.

O livro, uma publicação do Ibram/MinC, é o segundo volume da Coleção Cadernos Museológicos. O novo volume procura orientar os profissionais dos museus brasileiros sobre a necessidade de adaptação dos espaços para torná-los acessíveis às pessoas com deficiência.

As autoras são arquitetas e professoras pesquisadoras do Núcleo de Pesquisa, Ensino e Projeto Sobre Acessibilidade e Desenho Universal – Núcleo Pró-Acesso da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A tiragem da obra será de 3,5 mil exemplares que serão distribuídos para os museus do país. No lançamento, as autoras farão uma breve exposição sobre o contéudo livro e distribuirão 100 unidades autografadas.

A primeira publicação da Coleção Cadernos Museológicos, lançada em agosto de 2012, foi sobre segurança em museus e está disponível para baixar. O novo volume deverá estar disponível online no final do mês de maio.

O lançamento é aberto ao público. O MHN/Ibram localiza-se à Praça Marechal Âncora S/N – Centro. Saiba mais sobre o museu.

Texto: Ascom/Ibram

Ministério do Meio Ambiente vai doar acervo de arte a museus brasileiros

Agência Brasil
Publicação: 20/04/2013 17:07 Atualização:

Todas as obras de arte do acervo do Ministério do Meio Ambiente serão doadas a museus brasileiros. O anúncio foi feito neste sábado pela ministra Izabella Teixeira, na inauguração das exposições Portinari e os Painéis da Capela Mayrink e Quando o Brasil Amanhecia, no Museu Nacional de Belas Artes no Rio de Janeiro, com obras doadas pelo Instituto Chico Mendes e pelo Ministério da Cultura.

“Estamos inventariando todo o nosso acervo de obras de arte, adquirido no passado, e optamos pela doação para que isso fique público e possa ser emprestado para outros museus”. A ministra disse que espera encontrar outras obras de valor no acervo para ajudar a constituir os acervos dos museus, e melhorá-los, de modo que o povo brasileiro “possa ter acesso a essa cultura que é única e maravilhosa”.

A ministra da Cultura, Marta Suplicy, também participou do evento e disse que as doações fazem parte de um movimento para democratizar ainda mais o acesso a obras importantes da cultura brasileira. Ela anunciou que sua pasta iniciou o processo de digitalização das obras de arte brasileiras dos museus públicos do país. “Para as pessoas que não possam se locomover para outros estados”, informou.

Marta elogiou a iniciativa do museu de expor em um mesmo espaço as duas telas Primeira Missa do Brasil pintadas por Vítor Meireles em 1860 e por Cândido Portinari em 1948, esta última, doada pelo Ministério da Cultura. “Colocar as duas grandes obras lado a lado possibilita a compreensão da arte em diferentes séculos, como também o resgate da primeira [missa celebrada] em solo brasileiro”.

As quatro obras de Portinari doadas pelo Ministério do Meio Ambiente têm valor estimado em R$ 12 milhões. O quadro A Primeira Missa do Brasil, do mesmo autor, foi comprada pelo Ministério da Cultura por R$ 5 milhões de um colecionador particular no ano passado, antes de ser doada ao Museu de Belas Artes.


18/04/2013

Especialistas alemães tentam definir como seria o museu ideal


ESPECIAL
Especialistas alemães tentam definir como seria o museu ideal

Embora a escolha sobre qual museu visitar seja absolutamente subjetiva, especialistas apontam, com opiniões surpreendentemente unânimes, as características do que se pode chamar de "museu moderno".

A gama de museus existentes na Alemanha é enorme: no país há milhares deles, de A (Museu dos Aliados) a Z (Museu Zoológico), passando por curiosos, como o Museu do Botão e o Museu do Penico. Recentemente, um pesquisador descobriu que um visitante gasta em média 11 segundos para contemplar um objeto exposto num museu.

Ou seja, do ponto de vista meramente matemático, o Museu Histórico Alemão, com suas 700 mil peças, requereria 2.139 horas do visitante. Como isso vai além da capacidade humana, é preciso definir critérios: como um museu deve ser organizado hoje? E o que o visitante pode esperar dele?

A historiadora e especialista em mídia Beate Schreiber, da agência Facts & Files, presta serviços para organizadores de exposições. A empresa fornece consultoria nos setores de pesquisa e preparação de conteúdos históricos, tendo trabalhado, entre outros, na mostra Tutancâmon, que rodou o mundo.

"São os museus que precisam contribuir com algo, não os visitantes", reza o credo de Schreiber, para quem um museu moderno é aquele que atrai público e não aquele que aspira ser uma instituição educativa. Segundo a especialista, as exposições hoje têm muito mais um caráter de mediação do que de formação educacional, como antigamente. "Às pessoas, sobretudo às mais jovens", é preciso primeiro contar os fatos. "Por isso os museus não podem, de imediato, se aprofundar", diz.
Anja Hoffmann é presidente da Confederação Alemã de Pedagogia de Museus. Ela tem em mente os interesses e necessidades dos visitantes de museus e defende um trabalho conjunto entre historiadores, curadores, expositores e pedagogos. "Na prática, isso acaba não acontecendo. O curador é quem dá as cartas: 'Quero expor 300 peças'. Quem monta exposições tem em foco determinados pontos de vista estéticos. Nós, pedagogos, nos esforçamos para atrair as pessoas e o interesse delas", diz Hoffmann.

A palavra-chave dos pedagogos de museus é a "orientação do visitante". Para eles, a função do profissional desta área é construir pontes para que tanto os objetos expostos quanto suas mensagens cheguem ao observador.

O que caracteriza a "modernidade" de um museu?
Joachim Scholtyseck é professor de História da Universidade de Bonn. Ele acredita que o conceito de "moderno" hoje seja, em primeira linha, no contexto de uma exposição, a presença de constatações científicas recentes: "A objetividade e a veracidade da apresentação precisam estar garantidas. Além disso, é preciso apresentar as coisas e a história a partir de diversas perspectivas", diz o historiador. O visitante deve, ele próprio, formar sua opinião, completa o historiador. Embora "seja também bom deixar questões em aberto", acrescenta. O visitante deve ser incentivado a se esforçar intelectualmente e não apenas a se curvar perante a exposição, diz Scholtyseck.

Judith Behmer é especialista em mídia do Instituto Rheingold, situado em Colônia, no oeste alemão. Para ela, um museu moderno precisa contar não apenas com um setor multimídia, mas precisa também de um ambiente agradável: um café para passar o tempo, uma loja que venda catálogos e suvenires, além de visitas guiadas curtas e informativas. "Uma boa exposição deverá me levar a ver o cotidiano com outros olhos: como se vivia antigamente e o que isso tem a ver comigo hoje", diz Behmer. Segundo ela, a visita ao museu só impressiona o visitante quando permite a ele transpor suas próprias experiências e hábitos.
Os museus prediletos dos especialistas
Museu Judaico de Berlim
O favorito de Beate Schreiber é o Museu Judaico de Berlim. Segundo ela, "o princípio didático" do museu é bom. "Eles informam primeiro as bases, os fatos", diz ela. Já para a especialista em mídia Judith Behmers os destaques ficam por conta do Museu Histórico Alemão, também localizado em Berlim, e da Casa da História, em Bonn. Behmers elogia sobretudo a apresentação multimídia dos temas.


Joachim Scholtyseck visitou há pouco o Tränenpalast, em Berlim, onde ficou impressionado com o saguão do antigo ponto de passagem entre Leste e Oeste da capital alemã na Friedrichstrasse, na antiga República Democrática Alemã, onde as pessoas tanto de um lado quanto de outro do muro se despediam em lágrimas. "Um clássico é naturalmente o Museu Alemão" de Munique, diz Scholtyseck.

A pedagoga de museus Anja Hoffmann recomenda visitas não guiadas somente a grandes instituições, como a Casa da História ou o Museu Histórico Alemão. "Sou fã de museus municipais, que fazem um trabalho in loco e muito valioso", diz. "Ali, as pessoas podem experimentar algo em relação ao espaço onde vivem, localizando-se nele, a fim de entenderem melhor sua história e seu presente", completa.

Melhorias possíveis
Tränenpalast, em Berlim


Na opinião de Beate Schreiber, há na Alemanha um excesso de exposições rotativas por ano. "Com cinco ou seis mostras diferentes por ano, as pessoas não conseguem acompanhar", diz ela. Schreiber aposta primeiro na qualidade das exposições e nas necessidades de visitantes de fora do país.

Entre outros problemas, a qualidade dos áudios em língua estrangeira é consideravelmente deficitária – mesmo em Berlim. Também no que diz respeito à presença na web, haveria muito que melhorar: "Principalmente para grupos de escolares e para um público jovem é importante que possam se preparar antes e participar depois da visita à mostra", completa Schreiber.

Judith Behmer alerta, contudo, que não se deve exagerar. "Deveria ser chamada a atenção para o material exposto, para que o visitante o observe e não assista apenas a filmes", fala a especialista. Ela não acredita, portanto, que o museu virtual venha algum dia a substituir o museu real. "O mais interessante é o contato direto com os objetos. Uma caneta-tinteiro usada pelo Imperador Guilherme 2° tem uma qualidade material e exerce um fascínio diferente do que sua reprodução na internet", conclui Behmer.

DW.DE



15/04/2013

Caminhada Museal


Quadro que retrata Mandela como homem branco é retirado de museu sul-africano

África do Sul - Um museu sul-africano foi obrigado a retirar de uma exposição um quadroque retrata o primeiro presidente negro da África do Sul, Nelson Mandela, como um homem branco, informou nesta segunda-feira o jornal local "Beeld". A peça em questão fazia parte de uma exposição organizada pela Prefeitura de Nelspruit, capital da província de Mpumalanga, no nordeste da África do Sul, para celebrar o Dia Mundial da Arte, a qual foi inaugurada nesta segunda-feira.

Segundo Themba Mona, o diretor do conselho de Arte e Cultura da Prefeitura de Nelspruit, a obra foi considerada "inadequada" para ser exposta ao público. Além de Mandela, o artista Kobus Myburgh também sugere uma mudança de etnia ao atual presidente sul-africano, Jacob Zuma, que aparece representado como um homem branco, assim como o ex-presidente sul-africano Frederik Willem De Klerk e outros três líderes do regime racista do "apartheid", todos representados como negros.

"Essa coleção tem uma mensagem positiva: mostrar que na realidade todos nós parecemos", afirmou o pintor. "Somos todos iguais, independentemente da cor de nossa pele", completou o artista. Myburgh se mostrou decepcionado com a decisão de Mona, embora tenha aceitado o fato: "A exposição conta com sua organização e ele pode decidir quem estará presente".

Apesar da reprovação em torno da obra de Myburg, este não é o primeiro retrato de um líder sul-africano que gera polêmica no país. Há quase um ano, dois indivíduos lançaramtinta sobre uma obra exposta em uma galeria de Johanesburgo, a qual retratava o presidente Zuma com genitais à mostra e que foi qualificada pelo partido governamental Congresso Nacional Africano (CNA) e por parte da comunidade negra sul-africana como um ataque racista.

Intitulada "The Spear" (A Lança, em livre tradução) e parte da exposição "Deus Salve o Ladrão II", a obra em questão era assinada pelo artista sul-africano Brett Murray. Os protestos de líderes religiosos e representantes da comunidade negra e da própria Presidência do país fizeram com que a galeria retirasse o quadro para evitar maiores problemas.

As informações são da EFE

09/04/2013

Especial Artes Depressão











Uma Noite no Museu 3: Filme será lançado no Natal de 2014

Foto: Divulgação
Mesmo tendo demorado bastante, o anúncio veio. A Fox confirmou que Uma Noite no Museu voltará aos cinemas no Natal de 2014.

A notícia não é surpresa, já que os dois primeiros filmes da franquia renderam uma boa quantia aos cofres do estúdio. O primeiro filme, lançado em 2006, fez US$ 574 milhões pelo mundo. O segundo ficou um pouco atrás, mas também não fez feio: US$ 413 milhões.

O diretor da sequência será Shawn Levy, de Gigantes de Aço, e especula-se que a história saia do Museu de História Natural para ir, por exemplo, para a Europa, talvez ao Louvre.

Considerando o histórico da franquia e das comédias familiares estreladas por Ben Stiller, podemos afirmar que o sucesso nas bilheterias já está 90% garantido.

08/04/2013

Festa do Divino de Paraty – RJ é o mais novo Patrimônio Cultural Brasileiro

03/04/2013
A Festa é a mais esperada pelos paratienses que reafirmam durante os rituais sua tradição e devoção ao Divino Espírito Santo
O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, reunido na sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em Brasília, aprovou nesta quarta-feira, dia 3 de abril, o Registro da Festa do Divino Espírito Santo de Paraty, no Rio de Janeiro, como Patrimônio Cultural Brasileiro. A proposta para a proteção da manifestação cultural foi encaminhada ao Departamento de Patrimônio Imaterial (DPI/IPHAN) pelo Instituto Histórico e Artístico de Paraty (IHAP), com a anuência da comunidade.
De acordo com o parecer do DPI sobre a festividade (em anexo no final da página), trata-se de uma celebração representativa da diversidade e da singularidade, com elementos próprios, fundamental para a construção e afirmação da identidade cultural do paratiense. A Festa possui, ainda, relevância nacional, na medida em que traz elementos essenciais para a memória, a identidade e a formação da sociedade brasileira, além de ser uma referência cultural dinâmica e de longa continuidade histórica.

Paraty e a Festa do Divino
A celebração do Espírito Santo é uma manifestação cultural e religiosa, de origem portuguesa, disseminada no período da colonização e ainda hoje presente em todas as regiões do Brasil, com variações em torno de uma estrutura básica: a Folia, a Coroação de um imperador, e o Império do Divino, símbolos principais do ritual. As festas do Divino constituem-se numa relação de troca com a divindade. São festas de agradecimento, de pagamento de promessas, de cooperação entre os indivíduos da comunidade.
Em Paraty, a festa vem incorporando outros ritos e representações que agregam elementos próprios e específicos relacionados à história e à formação de sua sociedade. É uma celebração profundamente enraizada no cotidiano dos moradores, um espaço de reiteração de sua identidade e determinante dos padrões de sociabilidade local. Constituída por vários rituais religiosos e expressões culturais, a Festa se realiza a cada ano, iniciando no Domingo de Páscoa com o levantamento do mastro. Suas manifestações e rituais ocorrem ao longo da semana que antecede o Domingo de Pentecostes, principal dia da festa. A celebração propicia momentos importantes, símbolos de caridade e de colaboração entre a comunidade, como o almoço do Divino, a distribuição de carne abençoada e de doces.
Fazem parte dos rituais manifestações como a procissão que segue da casa dos festeiros e carrega os signos da devoção (quadro, bandeiras, bastão, o mundo e a pomba); a Folia do Divino, encarregada de anunciar e orientar todas as cerimônias inerentes à festividade, e que passa de casa em casa, visitando os fiéis, acompanha as procissões, entre outras. O Império do Divino, montado na casa do festeiro, onde ficam expostas as insígnias imperiais e as bandeiras; a Alvorada Festiva com a Banda Santa Cecília, que despertam a cidade no dia da festa; o bando precatório, encarregado da esmolação; as ladainhas, procissões, novenas, missas, a coroação do imperador e a representação da soltura de um preso, também compõem a festa do Divino de Paraty que inclui, ainda, outras manifestações culturais como os chamados bonecos folclóricos: o Boi-de-pano, ou Boi-da-festa, o Cavalinho e o Capinha, o Peneirinha e a Miota, ou Minhota.
Além disso, estão presentes os divertimentos como as competições esportivas, as gincanas, os concursos, os musicais, os shows de calouros. O bingão do Divino, que acontece antes da festa, é um momento de socialização e de interrupção da vida cotidiana, e ainda arrecada recursos para a celebração.
Em Paraty, a cidade das festas, a do Divino Espírito Santo é a mais importante e complexa. Para os moradores da cidade, é mais aguardada do que o Natal. A festa compreende diversos espaços, como a Igreja Matriz Nossa Senhora dos Remédios, a Praça da Matriz e diversas ruas por onde passa a procissão. No domingo de Pentecostes, a Alvorada acorda a comunidade. A procissão sai da casa do festeiro carregando o andor com o Resplendor do Divino Espírito Santo, e segue rumo à igreja. No fim do dia, a Missa em Ação de Graças anuncia os festeiros do próximo ano e uma grande queima de fogos encerra a Festa do Divino Espírito Santo.
A partir do Registro como Patrimônio Cultural do Brasil, estão previstas medidas para salvaguardar a Festa do Divino de Paraty. Entre as medidas propostas pela comunidade paratiense estão a valorização da festa no calendário cultural da cidade; incentivo ao turismo religioso e melhoria nas condições de produção, reprodução e circulação do bem cultural. Também é necessário sensibilizar a todos para a importância da Festa do Divino como um evento sociocultural da cidade e não apenas de cunho religioso.
O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
O Conselho que avalia os processos de tombamento e registro é formado por especialistas de diversas áreas, como cultura, turismo, arquitetura e arqueologia. Ao todo, são 22 conselheiros, que representam o Instituto dos Arquitetos do Brasil – IAB, o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios - Icomos, a Sociedade de Arqueologia Brasileira – SAB, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – Ibama, o Ministério da Educação, o Ministério das Cidades, o Ministério do Turismo, o Instituto Brasileiro dos Museus – Ibram, a Associação Brasileira de Antropologia – ABA, e mais 13 representantes da sociedade civil, com especial conhecimento nos campos de atuação do IPHAN.
Mais informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação IPHAN 
comunicacao@iphan.gov.br
Adélia Soares – adelia.soares@iphan.gov.br
Mécia Menescal – mecia.menescal@iphan.gov.br
(61) 2024-5476 / 2024-5477
Chico Cereto – chicocereto@gmail.com 
(21) 2233-6334 / 9127-7387 
www.iphan.gov.br 
www.facebook.com/IphanGovBr | www.twitter.com/IphanGovBr | www.youtube.com/IphanGovBr 
Fonte: DPI - ASCOM/IPHAN

IPHAN reabre Museu do Trem no Rio de Janeiro

28/03/2013

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Rio de Janeiro (IPHAN-RJ) reabrirá o Museu do Trem, na próxima terça-feira, dia 02 de abril. Fechado ao público desde 2007, o Museu teve seu prédio e acervo, uma das maiores referências da memória ferroviária do país, tombados pelo IPHAN em 2011

Com mais de mil itens, o acervo, que passou por criterioso inventário, abrange equipamentos ferroviários, utensílios, mobiliário e até locomotivas como a Baroneza, construída na Inglaterra, movida a vapor e a primeira a trafegar na estrada de ferro de Petrópolis. Outros destaques são um vagão usado pelo ex-presidente Getúlio Vargas e outro onde viajou o Rei Alberto, da Bélgica, quando esteve no Brasil em visita oficial, em 1922.

O prédio abrigou o maior conjunto de oficinas de locomoção da América Latina, que ajudou inclusive na formação bairro do Engenho de Dentro. O Museu e a sua coleção pertenciam à Rede Ferroviária Federal, extinta há seis anos, cujo acervo considerado de valor histórico e cultural foi absorvido pelo IPHAN.

Situado na Rua Arquias Cordeiro, 1046, Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro, o Museu do Trem ficará aberto de segunda a sexta-feira, das 10h às 15h, com entrada franca. Informações, inclusive sobre visitas guiadas para escolas, podem ser obtidas pelo telefone 21 2233-7483.

Mais informações para a imprensa:
IPHAN/RJ
Chico Cereto e Yasmim Secron
(21) 2233-6334 – Yasmim Secron.Fonte: IPHAN-RJ

Edifício A Noite é tombado e Rádio Nacional planeja museu na volta ao prédio histórico

Rio - Uma parte preciosa da identidade brasileira paira, silenciosamente, nos 22 andares do edifício A Noite, na Praça Mauá. Construído em 1929 na região portuária do Rio,o prédio abrigou até outubro de 2012 as instalações da mitológica Rádio Nacional, lugar onde conviveram artistas como Ari Barroso e Francisco Alves e radialistas como César de Alencar. Seu tombamento, ocorrido por intermédio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) na última quarta-feira, abre possibilidades para que a memória cultural do país não se perca, graças a um projeto de museu vinculado à história da emissora.
Localizado na Praça Mauá, o prédio aguarda pelas reformas e pela adequação às normas de segurança | Foto: Divulgação
Localizado na Praça Mauá, o prédio aguarda pelas reformas e pela adequação às normas de segurança | Foto: Divulgação

“Queremos que o prédio tenha uma função mais nobre do que a simples utilização dos andares”, afirma Eduardo Castro, diretor-geral da Empresa Brasileira de Comunicação, gestora da Nacional. No elenco da rádio, ainda permanecem nomes veteranos como Daisy Lúcidi e Gerdal dos Santos. “Temos muita história aqui, inclusive os acetatos da final da Copa de 1950. Com o museu da rádio, o Museu de Arte do Rio e o Museu do Amanhã, a região da Praça Mauá se torna a joia da coroa do Rio”, diz Castro.

Não há data certa para que as reformas se iniciem e os transmissores deixem o prédio da TV Brasil, na Avenida Gomes Freire, Lapa — onde estão provisoriamente instalados — e retornem ao A Noite. Estão na pauta a impermeabilização do edifício e sua adequação às atuais normas de segurança — algo imprescindível para programas de auditório como o infantil ‘Rádio Maluca’ e o musical ‘Época de Ouro’.

“O tombamento é um prêmio, já que torna mais fácil atrair recursos para reformas no edifício”, alegra-se Cristiano Menezes, gerente da Rádio Nacional do Rio. Ele recorda que a rádio era transmitida para todo o país. “Hermeto Pascoal, Caetano Veloso e Tom Jobim a ouviam quando jovens. Foi a emissora que mostrou a sanfona de Luiz Gonzaga para o Brasil”.

Na memória do rádio e da arquitetura

O nome do edifício vem do jornal ‘A Noite’, cuja redação funcionava no prédio. E lá também abrigaram-se sedes de empresas multinacionais e agências de notícias. Atualmente, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) ocupa 18 dos 22 andares do edifício. A importância arquitetônica do prédio — o primeiro arranha-céu da América Latina, construído em estilo art déco — fez com que o tombamento fosse lavrado em dois livros: o Histórico e o de Belas Artes.

Com reportagem de Ricardo Schott

http://odia.ig.com.br/portal/diversaoetv/edif%C3%ADcio-a-noite-%C3%A9-tombado-e-r%C3%A1dio-nacional-planeja-museu-na-volta-ao-pr%C3%A9dio-hist%C3%B3rico-1.569173











Caneta que pertenceu a Afonso Pena é roubada do Museu da República

POR CHRISTINA NASCIMENTO

Rio - A Polícia Federal está investigando o roubo de uma caneta de 1908 que pertenceu ao político Afonso Pena. A relíquia foi roubada na tarde desta terça-feira do Museu da República, no Catete, Zona Sul do Rio.

A relíquia foi presente do Exército Brasileiro, é de ouro e tem três brilhantes. Segundo a diretora do museu, Magaly Cabral, o local não tem câmeras de vigilância e a suspeita é de que um visitante tenha levado o objeto.

A PF recolheu impressões digitais do armário vitrine onde a caneta ficava. O objeto fazia parte de um acervo da exposição República Brasileira e estava no segundo módulo, chamado República Oliguárquica.

"O segurança que estava no momento disse um visitante parecia muito interessado na caneta. Ele se deslocou ao ver um grupo maior chegando e quando voltou, ela não estava mais lá. Não há valor financeiro estimado. Apenas o valor histórico, que é incalculável", disse Magaly Cabral.

Câmeras da CET-Rio serão analisadas e as lojas das redondezas esta cedendo material pra localizar o autor. Duas funcionárias vão à PF nesta quinta-feira para fazer o retrato falado do suposto ladrão.

Museu de Nova York é acusado de enganar turistas sobre ingressos

29/03/2013 12h08 - Atualizado em 29/03/2013 12h08

Museu de Nova York é acusado de enganar turistas sobre ingressos

Preço de US$ 25 é apenas sugerido, mas muitos visitantes não percebem.
Segundo ação judicial, Metropolitan treina caixas para cobrarem valor total.

Visitantes na bilheteria do Metropolitan Museum, em Nova York (Foto: AP Photo/Mary Altaffer)
Visitantes na bilheteria do Metropolitan Museum, em Nova York (Foto: AP Photo/Mary Altaffer)

Um dos maiores museus do mundo, o Metropolitan Museum, em Nova York, está sendo acusado de enganar os visitantes, fazendo-os acreditar que o preço do ingresso é obrigatório – quando, na verdade, é apenas uma recomendação, já que os turistas podem pagar o quanto quiserem pela entrada.

Com um acervo que inclui Picassos, Renoirs e Rembrandts, o Met, como é conhecido, recebe mais de 6 milhões de visitantes por ano. Na placa na qual está escrito o valor de US$ 25 para o ingresso de adulto, há um aviso em letras miúdas, onde se pode ler a palavra “Recomendado”.

Bilheteria do Metropolitan Museum, em Nova York (Foto: AP Photo/Mary Altaffer)
Placa do Metropolitan Museum, em Nova York (Foto: AP Photo/Mary Altaffer)

Como muitos turistas (principalmente estrangeiros) não percebem o aviso e acabam acreditando que o valor total é obrigatório, uma ação na Justiça acusa o museu de usar marketing enganoso e inclusive de treinar os funcionários do caixa para violar a lei estadual de 1893, que determina que o público deve ser admitido de graça por ao menos cinco dias e duas noites na semana. Em troca, a instituição ganha contribuições anuais do governo e o aluguel grátis do prédio e do terreno na cara região da 5ª Avenida."O museu deveria ser aberto a todos, sem levar em conta suas condições financeiras. Em vez disso, ele se converteu em uma atração de elite”, afirma Arnold Weiss, um dos dois advogados que lideram a ação em nome de três frequentadores do museu: um morador de Nova York e dois turistas da República Tcheca.

Entre as alegações está a de que o Met vende a filiação para membros anunciando o benefício de admissão grátis, benefício ao qual qualquer um já teria direito. A ação pede compensações para membros do museu e visitantes que pagaram com cartão de crédito nos últimos cinco anos.

'É preciso pagar alguma coisa'
O porta-voz do Met, Harold Holzer, negou as acusações e disse que a política de requerer que os visitantes paguem ao menos algo é aplicada há mais de quatro décadas.

Segundo ele, a base do processo, de que a admissão deve ser gratuita, está errada porque a lei que os advogados citam foi desbancada várias vezes, e a cidade aprovou outra norma que afirma que os visitantes precisam pagar ao menos alguma quantia (mesmo que seja um centavo) para entrar. "É preciso pagar alguma coisa”, diz Holzer.

Visitantes na entrada do Metropolitan Museum, em Nova York (Foto: AP Photo/Mary Altaffer)
Visitantes na entrada do Metropolitan Museum, em Nova York (Foto: AP Photo/Mary Altaffer)

Um ex-supervisor do museu, que treinou os caixas de 2007 a 2011, foi chamado a testemunhar.

Segundo os advogados, esse funcionário treinou as pessoas que ficam no caixa para encorajar os visitantes a pagar a taxa completa, dizendo coisas como “você deve imaginar que é muito caro fazer um museu funcionar”.

Ele teria contado, também, que entre 2010 e 2011 o termo do cartaz mudou de “sugerido” para “recomendado” porque os administradores acharam que era uma palavra mais forte para encorajar as pessoas a pagarem mais.

Sobre a mudança na palavra, Holzer afirma que o museu, na verdade, “achou na época, e ainda acha, que a palavra ‘recomendado’ é mais suave do que ‘sugerido".

O Metropolitan Museum é uma das instituições culturais mais ricas do mundo, e apenas 11% dos custos de suas operações em 2012 foram cobertas pelo dinheiro arrecadado com ingressos. Por ser uma organização sem fins de lucro, o museu não paga impostos e taxas.

Segundo Holzer, no ultimo ano fiscal, 41% dos visitantes pagaram a taxa total recomendada — U$ 25 para adultos, US$ 17 para idosos e US$ 12 para estudantes.





Esqueleto de 'gigante irlandês' é atração polêmica em museu londrino

Charles Byrne pode ter medido mais de 2,40 metros no século 18.
Ele pediu para ser sepultado no mar, mas ossada acabou exposta.

Dennis Barbosa
Do G1, em Londres

Visitante observa o esqueleto do 'gigante irlandês' em museu londrino (Foto: Dennis Barbosa/G1)
Visitante observa o esqueleto do 'gigante irlandês' em museu londrino (Foto: Dennis Barbosa/G1)

O Museu Hunterian, mantido por uma entidade britânica de cirurgiões, tem uma peça polêmica em sua coleção: o esqueleto de Charles Byrne, que ficou conhecido como o “gigante irlandês”.

Este homem, nascido em 1761, tinha fama de medir mais de 2,5 metros e, graças a isso, chegou a fazer muito dinheiro apresentando-se como uma atração bizarra. A fama também acabou levando-o ao alcoolismo.

Seus ossos indicam que Byrne,que sofria de acromegalia (excesso de hormônio do crescimento), media, na verdade, em torno de 2,40 metros. Ainda assim, era uma altura considerável, ainda mais considerando-se que a população humana cresceu um bom pedaço nos últimos dois séculos.

Byrne chegou com 21 anos em Londres e teve cerca de um ano para se apresentar a plateias de curiosos. Em seguida, ele morreu. Religioso, pedia em vida para que seu corpo fosse sepultado no mar – ele já desconfiava que havia gente interessada em se apoderar de seus restos mortais. E foi exatamente o que aconteceu.

À revelia de seu pedido, a ossada de Byrne acabou como parte da coleção do renomado anatomista John Hunter, em meio a outras centenas de peças. O acervo do Museu Hunterian inclui toda sorte de animais e seres humanos, inteiros e em pedaços, conservados de diferentes maneiras.

Todo esse material foi comprado pelo governo britânico em 1799, e passou a ser administrado pelo Colégio Real de Cirurgiões, que mantém o impressionante acervo aberto ao público, gratuitamente, num museu na região central de Londres.

O caso de Byrne fez com que Thomas Muinzer, um pesquisador da area jurídica, escrevesse no “British Medical Journal”, em 2011, ao defender a retirada do esqueleto do “gigante irlandês” de exposição: “O que foi feito não pode ser desfeito, mas pode ser moralmente retificado. Certamente é tempo de respeitar a memória e a reputação de Byrne”.

Somente da coleção original de John Hunter, o Museu Hunterian mantém 3.500 espécimes preservados, que permitem ao visitante mergulhar na história da medicina. Há ainda outros 2.500 objetos adquiridos posteriormente, além de uma extensa coleção odontológica, com peças raras como, por exemplo, dentes de soldados da batalha de Waterloo (1815).

Hunterian Museum
35-43 Lincoln's Inn Fields - Londres
Metrôs Holborn e Chancery Lane
Aberto de 3ª a sábado, das 10h às 17h
Grátis

http://g1.globo.com/turismo-e-viagem/noticia/2013/04/esqueleto-de-gigante-irlandes-e-atracao-polemica-em-museu-londrino.html#.UWBPNzv9jyI.facebook





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