28/06/2013

Monalisa Bipolar

O MENOR MUSEU DO MUNDO

O Museum funciona dentro de um elevador abandonado em Nova York e expõe curiosidades como uma coleção de tubos de pasta de dente, entre outras coisas


O menor museu do mundo fica dentro de um elevador (Foto: Divulgação)
O menor museu do mundo fica dentro de um elevador (Foto: Divulgação)


Dentro de um elevador não há lugar para quase nada, certo? Não em Nova York. A cidade que respira arte em todos os cantinhos acaba de ganhar um museu neste espaço minúsculo, no bairro de TriBeCa. Chamado simplesmente de Museum, ele é apontado por sites internacionais, como o The New York Times, como o menor do mundo. São apenas 6 m² de área. A ideia para criá-lo veio dos donos da produtora Red Bucket Films, cuja sede fica no mesmo prédio.
Os itens expostos são objetos divertidos, que os fundadores acharam que mereciam ser mostrados ao mundo. Entre o acervo permanente há um pacote de balas de goma derretidas e um ar-condicionado que pertenceu ao cineasta Van Neistat. Mas a mais impressionante peça da coleção é um sapato preto, guardado como relíquia em uma caixa de acrílico. Segundo o Museum, aquele é o pé que um jornalista atirou emGeorge W. Bush durante uma coletiva de imprensa em 2008. O espaço também recebe exposições temporárias. O designer Tucker Viemeister, por exemplo, emprestou sua coleção de tubos de pasta de dente de todo o mundo.
Visitantes podem ver o museu todos os dias, a qualquer hora, através de um vidro. Para apreciar mais de perto, ele abre as portas todos os fins de semana, das 11h às 19h, gratuitamente.
Objetos curiosos são expostos no Museum (Foto: Divulgação)
Objetos curiosos são expostos no Museum (Foto: Divulgação)
Alguns dos tubos de pasta de dente expostos (Foto: Divulgação)
Alguns dos tubos de pasta de dente expostos (Foto: Divulgação)
http://revistacasaejardim.globo.com/Casa-e-Jardim/Reportagem/noticia/2013/06/o-menor-museu-do-mundo.html

Lego vai construir museu próprio com fachada de peças gigantes características da marca

O prédio, na Dinamarca, será aberto ao público e fica pronto em 2016

Projeção de como ficará o novo museu da Lego, que será aberto ao público
Foto: Divulgação
Projeção de como ficará o novo museu da Lego, que será aberto ao público Divulgação

Quem já brincou de Lego ou mesmo depois de adulto ainda é fã das pecinhas montáveis vai poder, literalmente, entrar dentro de uma casa feita de Legos gigantes. É que os famosos tijolos coloridos vão caracterizar a fachada do museu que será construído em Billund, na Dinamarca, onde nasceu o brinquedo. A "The Lego House" está sendo desenvolvida pela empresa dinamarquesa BIG (Bjarke Ingels Group). Na verdade, a Lego já mantem um museu, mas ele não é aberto ao público. O novo museu terá salas com propostas de interatividade com os visitantes e também vai contar a história do brinquedo.
“A The Lego House vai mostrar o passado, o presente e o futuro do Lego, e tenho certeza que será um lugar fantástico, onde os fãs de todas as idades e suas famílias e amigos vão ter uma experiência única”, disse o dono da Lego, Kjeld Kirk Kristiansen, para o site da empresa.
O projeto está em construção há mais de um ano e somente agora seu design foi revelado. O museu terá 7.600 metros quadrados e 30 metros de altura. O público terá acesso a várias partes do terraço, justamente onde será possível ver melhor o formato das peças de Lego, que se assemelham com tijolos. A inauguração está prevista para 2016. A estimativa é de atrair algo em torno de 250 mil visitantes por ano. O Lego surgiu em 1930, mas só ficou famoso em 1960 e até hoje coleciona fãs por todo o mundo.

http://oglobo.globo.com/imoveis/lego-vai-construir-museu-proprio-com-fachada-de-pecas-gigantes-caracteristicas-da-marca-8733767










12/06/2013

Conselho Consultivo registra Festa do Senhor do Bonfim como Patrimônio Cultural Brasileiro

05/06/2013
FestaBomfim
Os fiéis que todos os anos participam da Festa do Senhor do Bonfim na cidade de Salvador (BA) já têm mais um motivo para comemorar. O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, reunido nesta quarta-feira, na sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), em Brasília, aprovou a proposta de Registro da celebração como Patrimônio Cultural Brasileiro. A Festa do Senhor do Bonfim, realizada sem interrupção desde o ano de 1745 e que atrai para a capital baiana o maior número de participantes, depois do carnaval, articula duas matrizes religiosas distintas – a católica e a afro-brasileira – assim como envolve diversas expressões da cultura e da vida social soteropolitana.


A Festa do Bonfim, que ocorre desde o século XVIII e possui origem na Idade Média (península ibérica), tem fundamento na devoção do Senhor Bom Jesus, ou Cristo Crucificado, está profundamente enraizada no cotidiano da cidade e é elemento importante na constituição da identidade baiana. Embora se recrie a cada ano, seus elementos básicos e estruturantes permaneceram os mesmos, ou seja, a Novena, o Cortejo, a Lavagem, os Ternos de Reis e a Missa Solene. Mais que uma grande manifestação religiosa da Bahia, a celebração é uma referência cultural importante na afirmação da baianidade, além de representar um momento significativo de visibilidade para os diversos grupos constituidores da sociedade soteropolitana.

A festa
A celebração que integra o calendário litúrgico e o ciclo de Festas de Largo da cidade de Salvador reúne ritos e representações religiosas (além de manifestações profanas e de conteúdo cultural), durante onze dias do mês de janeiro. Os festejos começam um dia após o Dia dos Santos Reis e terminam no segundo domingo depois da Epifania, no Dia do Senhor do Bonfim. Um dos pontos altos da Festa, e que a individualiza no conjunto das Festas de Santo e Festas de Largo da cidade de Salvador, é a Lavagem do Bonfim, que se segue ao Cortejo de cerca de oito quilômetros, realizada por baianas e filhas de santo, acompanhada por um enorme contingente de moradores, turistas e de devotos do Senhor do Bonfim.

Os rituais e celebrações da Festa ocorrem em diversos espaços da cidade de Salvador, tendo seu ponto focal na Basílica Santuário Senhor Bom Jesus do Bonfim, na Colina Sagrada, península de Itapagipe. Esta igreja, construída para abrigar a imagem do Senhor do Bonfim trazida de Portugal no século XVIII, é monumento tombado pelo IPHAN desde 1938. Como Festa de Largo, incorpora práticas religiosas do catolicismo e do Candomblé, associando o culto dos orixás ao culto católico tradicional.

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
O Conselho que avalia os processos de tombamento e registro é formado por especialistas de diversas áreas, como cultura, turismo, arquitetura e arqueologia. Ao todo, são 22 conselheiros, que representam o Instituto dos Arquitetos do Brasil – IAB, o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios - Icomos, a Sociedade de Arqueologia Brasileira – SAB, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – Ibama, o Ministério da Educação, o Ministério das Cidades, o Ministério do Turismo, o Instituto Brasileiro dos Museus – Ibram, a Associação Brasileira de Antropologia – ABA, e mais 13 representantes da sociedade civil, com especial conhecimento nos campos de atuação do Iphan.











Mais informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação Iphan
comunicacao@iphan.gov.br
Adélia Soares – adelia.soares@iphan.gov.br
Mécia Menescal – mecia.menescal@iphan.gov.br
(61) 2024-5476 / 2024-5477 / 2024-5479
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Museu terá verba para 'traduzir' obras para cegos e surdos

JAIRO MARQUES
DE SÃO PAULO

Os museus de São Paulo vão dispor de uma verba de R$ 1,2 milhão para tomarem medidas que possibilitem que visitantes com deficiência visual e auditiva consigam explorar seus acervos de maneira mais completa.
O dinheiro vai poder ser usado na implantação de recursos de comunicação em acervos temporários ou de longa duração.
Pessoas cegas, por exemplo, precisam de audiodescrição (recurso que narra com detalhes uma situação, objeto ou cena) ou imagens em relevo para terem uma melhor compreensão de uma obra.
Os surdos podem precisar de um intérprete de libras --língua brasileira de sinais-- ou de legendas para entenderem com mais desenvoltura determinada exibição.
A medida faz parte do programa de incentivo à cultura da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo.

O deficiente visual Olavo de Barros interpreta obra em relevo na Fundação Dorina Nowill
O deficiente visual Olavo de Barros interpreta obra em relevo na Fundação Dorina Nowill

Vão ser escolhidos 12 projetos que serão contemplados com verbas que variam de R$ 75 mil a R$ 137,5 mil. Pelo menos quatro deles devem ser do interior ou do litoral.
Os museus que tiverem suas iniciativas aprovadas vão ter de dar uma "contrapartida social" ao governo, como garantia de ingressos gratuitos para idosos ou ações específicas para esse público, entre outras iniciativas.
Para advogada Thays Martinez, a primeira pessoa cega a garantir acesso ao metrô de São Paulo com um cão-guia, a medida é importante, "desde que seja bem realizada".
"É preciso ter muito critério na seleção desses projetos para que eles sejam mesmo úteis. Há casos em que oportunistas pegam o dinheiro público e, em troca, oferecem um recurso precário que não ajuda ninguém."
De acordo com a secretaria, os projetos serão avaliados por um grupo de especialistas do segmento.
As inscrições podem ser feitas até 19 de julho pelo site www.cultura.sp.gov.br.
O Museu de História da USP concluiu anteontem, após dois meses, uma reforma de acessibilidade.


07/06/2013

Prefeitura lança programa inédito para estimular a preservação do patrimônio cultural da cidade

RIO - O Instituto Rio Patrimônio da Humanidade está lançando um programa inédito para estimular a preservação do patrimônio cultural da cidade. O Rio, que em 2012 foi eleito pela Unesco patrimônio mundial da humanidade como paisagem cultural urbana, contará com dois editais focados na conservação do patrimônio nas regiões central e portuária. A medida, publicada no Diário Oficial do município desta quinta-feira, está direcionada em duas frentes: restauração e ocupação criativa.
Com um investimento de R$ 8 milhões (R$ 4 milhões para cada região), o município vai apoiar e patrocinar, por meio de edital, projetos culturais de restauração do patrimônio em imóveis privados preservados ou tombados. Outra iniciativa é o edital para a ocupação cultural-criativa dos imóveis de propriedade da prefeitura. O objetivo é eliminar riscos e dar ocupação imediata para espaços vazios ou em mau estado de conservação, promovendo assim revitalização urbana.

http://oglobo.globo.com/rio/prefeitura-lanca-programa-inedito-para-estimular-preservacao-do-patrimonio-cultural-da-cidade-8610540

Expo. Museu do Trem

Aprovado projeto que destina a museus bens de valor cultural apreendidos ou abandonados


Senadora Lídice da Mata (PSB-BA) relatou o projeto
A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) aprovou nesta terça-feira (4) projeto que cria mecanismos para a destinação adequada de bens de valor cultural, artístico ou histórico apreendidos pela Receita Federal, cedidos à União como pagamento de dívidas ou que tenham sido abandonados. O objetivo é tornar esse acervo disponível à sociedade, por meio da rede de museus do país.
Com origem na Câmara dos Deputados, a proposta (PLC 97/2011) prevê que a guarda e a administração dos bens seja concedida a museus federais, estaduais ou municipais. Também admite a possibilidade de entrega de bens a museus privados, desde que não tenham fins lucrativos e integrem o Sistema Brasileiro de Museus.
A proposta recebeu decisão terminativa. Assim, deverá seguir agora para a fase de sanção presidencial, a menos que seja apresentado recurso para que a decisão final seja em Plenário.
Notificação
Apresentado à Câmara pela deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), o projeto ainda estabelece que a Administração Federal e a Justiça Federal devem notificar o órgão da União responsável pela gestão dos museus sobre a disponibilidade dos bens referidos, a cada novo ingresso.
Além de se manifestar sobre se há interesse na manutenção da obra como parte do patrimônio da União, esse órgão também deve se pronunciar sobre o museu que deverá ficará com a guarda da obra.
A relatora do projeto, senadora Lídice da Mata (PSB-BA), apresentou apenas emendas de redação ao texto. A seu ver, a proposta possui o mérito de criar uma sistemática de comunicação e deliberação sobre os bens, desde a notificação de sua disponibilidade, a cada ingresso, até a destinação final.

03/06/2013

XV Conferência Internacional do MINOM



Museu da Diversidade comemora o mês do Orgulho LGBT

Crisálidas
Comemoração do mês do Orgulho LGBT continua no Museu da Diversidade. O Museu da Diversidade continua as comemorações do mês do Orgulho LGBT com a exposição Crisálidas – promovida pela Secretaria de Estado da Cultura em parceria com o Instituto Moreira Salles. A mostra revela uma série de fotografias de Madalena Schwartz (1921-1993), composta por retratos de transformistas e travestis. Crisálidas poderá ser visitada gratuitamente até o dia 30 de setembro, no Museu da Diversidade, na estação República do Metrô.

Jorge Schwartz, filho de Madalena e diretor do Museu Lasar Segall, é o responsável pela curadoria da exposição, que reúne 34 imagens clicadas pela fotógrafa ao longo dos anos 1970. A expografia é assinada por Felippe Crescenti. As fotos representam um período marcado pela transgressão, apesar do regime militar, em que temas ligados à diversidade e à liberdade sexual ganharam relevância e visibilidade.

Interessada pela androginia e pelo transformismo, Madalena se aproximou do universo LGBT paulistano, frequentado por artistas inovadores, como os integrantes dos grupos Secos & Molhados e os Dzi Croquettes, para retratar esta realidade que coloria os palcos paulistanos.

A fotógrafa ficou fascinada pela excentricidade dessas pessoas, revelada através de suas expressões faciais e sua forma de se vestir. Na maioria das ocasiões, as fotografias eram feitas num estúdio improvisado, no apartamento de Madalena, no edifício Copan. Dessa forma, a fotógrafa estabelecia uma relação de proximidade com os retratados, o que explica a emoção implícita nas fotos.


Sobre Madalena Schwartz
Nascida em Budapeste, em 1921, Madalena emigrou duas vezes: em 1934, órfã de mãe, foi viver com o pai na Argentina; em 1960, casada e mãe de dois filhos, mudou-se para o centro de São Paulo. Viveu na cidade até sua morte, em 1993. Não reconhecia no ato de fotografar a realização de uma arte, mas sim uma etapa da luta por reconhecimento que todo imigrante deve vivenciar ao chegar a um país novo.

Crisálidas, entretanto, é uma série fotográfica bastante emblemática do seu exercício da fotografia, pois retrata pessoas que de certa forma, também deixaram vidas anteriores, seguindo por caminhos ousados, orientados pelo signo da diferença. Essa singularidade expressa nas figuras era justamente o que despertava em Madalena a curiosidade e interesse pelo registro fotográfico.


Sobre o Museu da Diversidade
O Centro de Cultura, Memória e Estudos da Diversidade Sexual, conhecido como Museu da Diversidade, foi inaugurado pelo Governo do Estado de São Paulo em junho de 2012. O espaço foi criado com o objetivo de garantir a preservação do patrimônio cultural da comunidade LGBT brasileira, por meio da coleta, organização e divulgação de referências materiais e imateriais ligadas ao movimento. O Museu da Diversidade é mantido pela Secretaria de Estado da Cultura, por meio da Assessoria de Cultura para Gêneros e Etnias.


Sobre o Instituto Moreira Salles - IMS
O Instituto Moreira Salles foi fundado em 1992 pelo embaixador e banqueiro Walther Moreira Salles (1912-2001). Trata-se de uma entidade civil sem fins lucrativos, que tem por finalidade exclusiva a promoção e o desenvolvimento de programas culturais.

O IMS possui três centros culturais, nos quais são promovidos exposições, palestras, shows, ciclos de cinema e eventos. Na área editorial, além de livros e catálogos de arte, publica a série Cadernos de Literatura Brasileira e duas revistas: a de ensaios serrote e a de fotografia Zum.



Centro de Cultura, Memória e Estudos da Diversidade Sexual - Museu da Diversidade
Exposição: Crisálidas, de Madalena Schwartz
Em cartaz de 31 de maio a 30 de setembro
Endereço: Estação República do Metrô - Piso Mezanino
Funcionamento: De terça a domingo das 10h às 20h
Entrada gratuita

Fonte: Assessoria de imprensa - SEC
Data: 31/05/2013

http://www.cultura.sp.gov.br/portal/site/SEC/menuitem.71b090bd301a70e06d006810ca60c1a0/?vgnextoid=9daf3063b740b110VgnVCM100000ac061c0aRCRD&idNoticia=dfa3caca6583e310VgnVCM1000008936c80a____#.Ua0FH9K1GM3

Museus querem devolver restos humanos a povos indígenas

Instituição de Berlim devolveu 33 crânios e esqueletos para a Austrália e para membros de tribos de ilhas da Oceania

Crânios humanos e cérebros encharcados em formol lotam o Museu de História da Medicina de Berlim, onde a popular exposição "Beneath the Skin" (Sobre a Pele, em tradução literal) pode ser tão forte que ocasionalmente visitantes desmaiam ao chão de pedra fria.
Por mais de um século, o museu exibiu diversos membros, ossos, pulmões tuberculosos e fetos, tudo em nome da ciência e do conhecimento. No entanto, recentemente os curadores estão reavaliando os princípios que regem suas exposições à medida que enfrentam um crescente debate sobre o que as organizações culturais devem fazer para preservar a dignidade dos mortos.


Gordon Welters/The New York Times
Thomas Schnalke, diretor do Museu de História da Medicina de Berlim
Muitos dos grandes museus do mundo estão recebendo demandas crescentes para o retorno dos restos humanos as ex-colônias ou povos conquistados. Alguns estão devolvendo ossos e crânios que antes eram vistos como artefatos exóticos e foram negociados por povos nativos em troca de itens saqueados no final dos anos 1800 por cientistas que exploram as diferenças raciais.
No mês passado, o museu médico e funcionários que dirigem a coleção de anatomia de uma organização irmã no Hospital Charité, em Berlim, devolveram 33 crânios e esqueletos para a Austrália e para membros das tribos das Ilhas do Estreito de Torres entre o norte da Austrália e Papua Nova Guiné.
A entrega aconteceu em uma cerimônia simples em uma sala de aula no Charité. Caixas de papelão cinza com restos mortais foram cobertas com bandeiras brancas e indígena.
"Estes são momentos muito comoventes para os povos indígenas do mundo", disse Ned David, um Torres Strait Islander que ajuda a liderar um grupo de repatriação e participou da cerimônia em Berlim. "Eles estão trazendo os seus restos ancestrais casa. Há um misto de emoções e, obviamente, de alívio, por isso é uma celebração. E então o momento é tingido com tristeza por causa dos motivos que nos trouxeram a esse momento."
Naquela mesma semana, a Associação Alemã de Museus emitiu novas diretrizes éticas sobre como lidar com restos humanos em face das reivindicações de repatriamento das ex-colônias, de onde os cientistas removeram crânios e esqueletos em circunstâncias obscuras mais de um século atrás.
Em um relatório de 70 páginas, salpicado com referências aos conceito de dignidade humana de Immanuel Kant, uma comissão de advogados e curadores recomendou que as instituições estudem a proveniência de forma sistemática e devolvam restos mortais que tenham sido coletados como parte de um conflito violento. Eles pediram que cada museu desenvolva uma política e concluiu que "não há uma resposta simples que possa ser aplicado igualmente a todas as coleções."
De muitas maneiras, a associação alemã está aproveitando as experiências de museus da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos, que começaram a enfrentar pedidos de repatriação de restos mortais humanos há décadas. O Smithsonian começou a repatriar os ossos de índios americanos no final de 1980, e em 1990, os Estados Unidos aprovaram legislação para impor o retorno dos restos mortais de museus que se beneficiam de fundos federais. O Smithsonian devolveu independentemente restos mortais para a Austrália em 2008 e 2010.
Restos humanos são mantidos por muitos museus do mundo, mais tipicamente por aqueles que exploram história natural, ciência, medicina e arqueologia. A coleção de tais restos mortais em busca do conhecimento científico antes não era contestada, mas agora as instituições encaram o dilema de como exibir múmias egípcias de uma forma respeitosa. Qual é o propósito de exibir cabeças encolhidas ou crânios Maori tatuados ou flautas de osso? E devem os curadores devolver restos que foram transformados em obras de arte popular?
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