31/05/2011

"Túnel do Tempo" da História brasileira rende polêmica

Muitas vezes estudamos/pensamos como o museu e as exposições têm poderes para "nomear" a História oficial, para "denominar" o que é arte, ou destacar qual descoberta científica é significativa.. Na minha monografia isso foi assunto, usando um termo do Althusser, discutindo o museu como um "Aparelho Ideológico do Estado" - falando do poder da ideologia veiculada na narrativa museal. Tenho muitos exemplos na minha argumentação sobre este tema, mas essa semana me saltou aos olhos um caso típico:

Sarney recua e manda incluir impeachment de Collor em exposição

SÃO PAULO (Reuters) - O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), voltou atrás e mandou incluir nesta terça-feira referências ao impeachment do ex-presidente Fernando Collor em uma exposição sobre a história da Casa reinaugurada na véspera.

Com 16 painéis, a exposição localizada no chamado "Túnel do Tempo", corredor que liga o prédio principal do Senado ao Anexo 2, traz fatos históricos sobre a Casa desde sua instalação em 1826, entre eles a Abolição da Escravatura (1888), o Ato Institucional No 5 (1968), e a Constituinte (1988).

A linha do tempo da década dos anos 1990, no entanto, não traz indicação de fato relevante que tenha ocorrido em 1992, ano em que Collor, hoje senador pelo PTB de Alagoas, perdeu o posto de presidente da República.

"Diante da repercussão verificada pelo conteúdo da exposição inaugurada ontem no 'Túnel do Tempo', o presidente do Senado Federal, senador José Sarney, esclarece que não foi o autor nem o curador da exposição... e que determinou a inclusão do episódio do impeachment do presidente Fernando Collor na linha de eventos na referida mostra", afirma nota divulgada no site do Senado.

A decisão é um recuo na posição adotada por Sarney na segunda-feira, quando a exposição foi reinaugurada.

Na ocasião, quando questionado sobre a ausência de referências ao impeachment de Collor, Sarney minimizou a ausência do fato histórico --que avaliou não ser "tão marcante".

"Não posso censurar os historiadores que foram encarregados de fazer a história. Agora, eu acho que talvez esse episódio seja apenas um acidente e não devia ter acontecido na história do Brasil. Não é tão marcante como foram os fatos que aqui estão contados, que construíram a história e não os que, de certo modo, não deviam ter acontecido", disse na segunda.

Collor, primeiro presidente eleito pelo voto popular após mais de duas décadas de Regime Militar, foi destituído em meio a acusações de envolvimento em escândalos e suspeitas de corrupção, como tráfico de influência e irregularidades financeiras.
Ele chegou a renunciar, mas o Senado aprovou a saída do cargo e a perda dos direitos políticos de Collor por oito anos, motivada por forte pressão popular, principalmente por parte de um movimento de jovens e estudantes que ficaram conhecidos como os "caras-pintadas".

(Por Eduardo Simões)Reuters – ter, 31 de mai de 2011 retirado de http://br.noticias.yahoo.com/sarney-recua-e-manda-incluir-impeachment-collor-em-180032708.html

Precisa de exemplo melhor?

24/05/2011

Foto de homem nu causa polêmica em museu do Sergipe.

Achei tão estúp...ops, bizarras as argumentações do poeta que nem vou comentar sobre. Enfim, segue a matéria:

SÃO PAULO - Fotos sensuais de um poeta, tiradas dentro do Palácio Museu Olímpio Campos, em Aracaju, Sergipe, estão causando polêmica. As fotos, que foram parar na internet, são de um poeta da capital que faz poses na mobília secular do museu. Ele está nu nas imagens. O local, um dos mais importantes patrimônios do estado, foi sede do governo sergipano nos séculos XIX e XX. O governo do estado determinou a abertura de uma investigação para apurar quem autorizou as fotos.


Não consigo sair de casa. Se fosse um cara musculoso ou a garota do Tchan, ninguém falava nada. Eu queria que as pessoas dissessem: o poeta está nu - disse Araripe ao G1.O homem fotografado é o poeta Araripe Coutinho, de 42 anos. Ele disse que está sendo vítima de preconceito.

Ele contou que as fotos foram feitas para ilustrar um livro sobre ele. Tirar fotos em móveis expostos em museus é proibido em qualquer lugar do mundo.


- Eu não quis macular o local. Quis apenas levar arte para as pessoas. As fotos ficaram lindas - disse o poeta.


Segundo ele, as fotos foram tiradas quando o museu estava em reforma e fechado.


- Entrei pelos fundos. Sou uma pessoa conhecida e entrei naturalmente. Fiquei lá uns 12 minutos.

Com seu estilo eclético, de influência neoclássica, o Palácio teve originalmente todas as suas paredes construídas em pedra e cal. O vigamento foi feito em madeira de lei e piso de largas tábuas de Jequitibá.


No início do século XX, o Palácio sofreu uma grande reforma, sob as referências do ecletismo europeu, que alterou significativamente sua fachada e seu interior. O local pensado para ser a sede do governo provincial. O projeto do museu foi idealizado por uma equipe de artistas italianos.


Fonte:
http://oglobo.globo.com/cidades/mat/2011/05/24/em-sergipe-fotos-de-homem-nu-em-museu-causam-polemica-924526825.asp

23/05/2011

Museologando avalia: CCBB Laurie Anderson e Mariko Mori



Aproveitando a iniciativa do Newton Fabiano e da Wendy resolvi dar uma passada no CCBB daqui do Rio de Janeiro para matar o tempo e encontrei duas exposições de arte contemporânea interessantes mas que em certos momentos lutam pelo mesmo espaço. A primeira acontece de 29 de março a 26 de junho e a segunda acontece 9 de maio a 10 de julho de 2011 e já atraía atenção do público muito antes de sua inauguração, uma vez que é difícil passar pelo local sem perceber a gigantesca “nave espacial” sendo construída na rotunda do centro. “É apenas uma obra de arte”, afirmam alguns dos componentes do educativo do centro quando questionados sobre o estranho objeto, mas esta resposta não satisfaz ao público que reage com estranhamento.

Wave Ufo exterior

Wave Ufo interior

Comparando esta obra com a que ocupava o local a poucos dias atrás da artista Laurie Anderson já dá para fazer uma análise muito significativa. A obra da Laurie é uma mesa onde ao apoiar a cabeça sobre os braços de uma determinada forma é possível ouvir uma música que vibra atrás do corpo do espectador. Particularmente a vejo como uma obra interessante, mas infelizmente eclipsada pela Wave Ufo da artista japonesa. Trata-se de uma “nave espacial” com oito degraus simbolizando os oito estados de consciência do budismo zen sendo o nono estado de consciência uma experiência dentro da nave.

Dentro da obra a experiência que o expectador passa não é tudo o que eles esperam. Junto com mais três pessoas que ao utilizarem eletrodos na cabeça que passam por um sistema de captação e transformação das ondas emitidas pelo pensamento. Estas ondas interagem com os pensamentos dois outros dois formando assim imagens de luz completamente diferente.

Handphone Table

Não sou crítico de arte, e nem estudo museologia para isso, por este motivo não vou me ater ao que acho das obras em si, mas sinto liberdade suficiente para dizer o que acho da exposição.

Em primeiro lugar é bastante visível o quanto uma obra eclipsa a outra. Quando se coloca uma “nave espacial” em qualquer lugar o normal é ter seu olhar direcionado para ela. Não que a mesa de Laurie Anderson não receba atenção, mas próximo a uma obra de 4 milhões de dólares como é Wave Ufo é difícil não nos sentirmos atraídos para o que esconde em seu interior. A experiência artística é interessante, a experiência do espetáculo nem tanto. O público que acostumado à sociedade em que tudo é espetacularizado espera no mínimo que após duas horas de fila se tenha uma experiência típica de parque de diversões. Mas esta não é a intenção da artista.

Nesta obra cada visitante só pode entrar em grupos de três, mais ou menos do que isso a obra não funciona. A interação dura aproximadamente 7 minutos para cada grupo de três, e depois disso o aparelho precisa descansar para voltar a funcionar, um procedimento para a conservação da obra. Ao todo, são aproximadamente 20 minutos entre um grupo e outro. O resultado? Desde a inauguração são esperados no mínimo duas horas de fila para conhecer a obra. Mas será mesmo culpa dos visitantes que esperam uma experiência surreal e se deparam com uma reflexão sobre estados de consciência e interação entre seus pares? Ou o marketing da instituição preocupada em números de visitantes em seus livros de visita não geram uma expectativa errônea do que se irá experimentar?

Oneness, exposição da Mariko Mori, acontece no primeiro andar da instituição. Possui um circuito fechado ao qual já tive notícias será continuado por uma exposição futura. Uma problemática arquitetural difícil de resolver principalmente em instituições que não foram projetadas para a função expositiva. Neste sentido os curadores fizeram o que estava dentro do possível e foram bastante felizes no projeto: ao iniciar com uma enorme tela onde a artista se coloca vestida como uma sereia ao melhor “estilo Otaku” no meio de banhistas de uma praia artificial, o visitante pode ter uma bela noção do que está por vir: a reflexão de uma sociedade extremamente tecnológica (representada pela praia artificial) que não percebe o outro (representada pela artista numa fantasia de sereia que não é notada). Em função desta característica bastante japonesa, o resultado é uma sociedade que olha muito para seu interior, por isso em Wave Ufo Mariko procura mostrar para nosso pensamento.

Empty dream. Um painel onde a artista fotografou uma praia artificial. Mariko é a estranha sereia em primeiro plano, mas também está colocada em outros pontos da praia. Mariko não é notada.

Ao longo da exposição podemos encontrar desenhos bastante abstratos ou vídeos com performances da artista. Em oneness, obra que dá título a exposição a problemática da espera X “experiência fenomenal” aparece novamente, pois tal qual Wave ufo, é necessário um tempo razoável na fila de espera e interação com um grupo, dessa vez, de seis pessoas. A obra consiste em seis alienígenas de mãos dadas de frente e formando um círculo onde seu peito pode ser tocado após o visitante se ajoelhar diante deles. Ao toque os seres ganham características vitais, mas para isso é importante que todos os seis visitantes toquem ao mesmo tempo num mesmo local do coração de seu aliem. A idéia é da interação entre diferentes pessoas e diferentes raças para um propósito comum.

Oneness (no MOMA)

Em seguida uma obra que lembra o Stonehenge onde cada uma das pedras simboliza um planeta do sistema solar. Sua cor se modifica de acordo com a sua aproximação com o sol. A idéia que permeia este universo de significações criado pela artista é a aproximação entre os diferentes povos, as diferentes culturas umas com as outras e consigo mesma. Isso é perceptível na última obra apresentada. Uma espécie de Pêndulo de Foucault. Pêndulo de Foucault é um experimento científico onde um pêndulo se movimenta de acordo com o movimento da Terra, e em nada tem a ver com o Filósofo.

Ao centro uma montagem que faz lembrar o Pêndulo de Foucault, nas paredes imagens em acrílico de elementos da natureza ampliados

Transcircle 1.1 meter

Se de um lado as obras de Mariko recebem uma boa atenção e respeito entre umas com as outras, na da Laurie Anderson não pode ser dita a mesma coisa. Localizada no segundo andar, o visitante se depara com uma enorme parede com desenhos que retratam uma experiência onírica da artista. Trata-se do Gray Rabbit, onde a artista representa um momento complicado de sua vida.

Este momento é representado em outras obras como na da imagem abaixo. Trata-se de uma autobiografia da artista em vídeo e música projetada na superfície de uma maquete feita de papel picado.

Gray Rabbit

Em Institutional Dream Series que o visitante ao se afastar para ver a fotografias da artista dormindo em lugares inusitados esbarra em uma vídeo-montagem. Como resultado ao apreciar uma obra, o visitante impede o outro de apreciar outra obra.


INSTITUTIONAL DREAM SERIES - 1972/1973 fotografias de Laurie Dormindo em lugares inusitados. Para visualiza-la é preciso tapar a obra que está em sua frente.

A expressão musical e uso de utensílios tecnológicos são fartamente utilizados, e já que isso é uma constante o que se espera é que no mínimo estes funcionem, o que não acontece com a grande maioria. E não apenas isso, a sonoridade de uma obra atrapalha da de outra.

TAPE BOW VIOLIN – 2010 (um violino tocado por um mecanismo eletrônico/mecânico não funciona)

Com Laurie Anderson a quantidade de obras expostas é muito maior do que as da Mariko, e o espaço muito menor, e as soluções não tão satisfatórias. Por exemplo, uma de suas obras fica escondida, e quando digo escondida quero dizer escondida mesmo! Trata-se de uma obra onde uma projeção em miniatura de Laurie Anderson narra uma história de Alexandre o Grande. Para descobri-la é preciso se dirigir a um corredor que dá acesso a uma das salas do teatro.

As duas exposições valem a experiência, pois dificilmente poderemos apreciar duas artistas de renome internacional numa mesma instituição brasileira. E caso você leitor (a) decida que é uma boa enfrentar horas de fila para compreender Wave Ufo, saiba que é possível apreciar a obra e acha-la interessante sem passar por este stress. Ou mesmo que ali ao lado existe uma obra interessantíssima da Laurie Anderson. Ou ainda que existem boas exposições sendo apresentadas em outras instituições ali ao lado do CCBB, como na casa França Brasil ou Centro Cultural dos Correios que recebeu um bom texto da Wendy e do Newton Fabiano.

Estas duas exposições servem para refletir como uma produção artística que propõe a união e o olhar a si mesmo pode ter sua proposta não percebida quando se tem um público ansioso por uma experiência espetacular por ser um público habituado com a “sociedade do espetáculo”. No final das contas o visitante não olhar para si, não reflete sobre a união entre os povos, e apenas torce para que as pessoas que estão na sua frente na fila desista.

Do outro lado, a Laurie Anderson que representa experiências de sua vida misturadas com a transitoriedade da vida moderna tem seu vasto arsenal produtivo eclipsado quando posto em relação a uma artista que provém de uma sociedade absolutamente moderna o que se reflete em suas obras. Dessa forma, uma mesa de madeira perde parte de seu encantamento quando colocada ao lado de uma nave espacial monumental e toda a exploração que faz da tecnologia para produzir sentido não faz sentido nenhum quando não funcionam.

Laurie Anderson:



Mariko Mori:

As duas:

Onde: Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro – Rua Primeiro de Março, 66 – Centro – Rio de Janeiro (RJ)

Informações: (21) 3808-2020

16/05/2011

Museu do Negro

No aniversário de 123 anos da assinatura da Lei Áurea, o Instituto Dona Isabel I luta para preservar a memória dos grandes abolicionistas do Brasil. O Museu do Negro, no Rio, não tem infraestrutura.
Confira o vídeo!

Dia Internacional dos Museus

11/05/2011

Museu Mariano Procópio

Conheça trechos das cartas do Imperador Dom Pedro I para a amante Marquesa de Santos. Cartas fazem parte do acervo do Museu Mariano Procópio, de Juiz de Fora
Confira o vídeo!

Instalação com balões azuis no MARCO - Espanha

O artista britânico Martin Creed ocupará o Museu de Arte Contemporâneo (MARCO) de Vigo, na Espanha, durante os próximos quatro meses com duas exposições, uma baseada em instalações relacionadas com a música e o som, e outra na qual enche todo o andar térreo de balões azuis. Esta instalação, que está no vídeo abaixo, se chama "Half the Air in a Given Space" (Metade do Ar em um Espaço Dado).

O Museologando Avalia


É sabido - pelo menos entre museólogos - da richa RIO-SP, não apenas na área, mas no meio expositivo/artístico desde nossos queridos cariocas neo-concretos e os metódicos concretos paulistanos. O meio expositivo tem tido uma expressão mais forte na região da cidade de São Paulo ($$$) até então, entretanto pode-se perceber as transformações que têm se dado no Rio, tanto pela quantidade e qualidade das exposições quanto pelo aumento do público nas mesmas. Visando o interesse cultural carioca que vem crescendo atualmente, o Museologando toma a liberdade e a ousadia de avaliar as exposições que estão rodando na cidade queridinha do Brasil. Confira o que está acontecendo e se programe para o que está por vir. Nos vemos nas salas de exposições.

Exposição Fernando Pessoa: Plural como o universo
Centro Cultural dos Correios do Rio de Janeiro
Até 22/05/2011
terça a domingo, das 12h às 19h (entrada franca)
Rua Visconde de Itaboraí, 20 - Centro

A exposição "Fernando Pessoa: Plural como o universo" está dividida em 5 núcleos, com um circuito aberto, tão livre quanto era o próprio poeta, com iluminação pontual, diversas instalações e cenografias, além de grande quantidade de recurso multimídia, interatividade e acervo em papel.

No primeiro núcleo, encontramos 6 cabines, espalhados pela sala, nas quais cada uma representa uma faceta do poeta. Cada cabine possui uma sonorização própria, um datashow e sensores que possibilitam que o visitante interaja com os poemas reproduzidos de cada personalidade criada pelo poeta. A sala conta ainda com uma cenografia remetendo a mesa de trabalho de Pessoa. Os móveis planando no ar e a iluminação bem trabalhada impressionam ao primeiro olhar.

À esquerda da exposição, em outro núcleo, podemos acompanhar através de uma cronologia em painéis suspensos a vida de F. P. indivíduo, não mais o artista. Na parede em frente, são trabalhadas fotos diversas de artistas e intelectuais participantes do movimento modernista português. Ao fundo, sem muito destaque, uma pequena vitrine com a "maquete do projeto cenográfico para O marinheiro, 'drama estático' de F. P.” Já do lado direito da exposição há duas entradas para o núcleo seguinte. Não faz diferença em qual se vai entrar primeiro, pois não atrapalhará a compreensão da exposição. Nesta sala há grande quantidade de acervo dentro de vitrines, vitrines estas que destoam do espaço como um todo. Em seguida o visitante se depara com uma instalação quadrada com tecido por todos os lados, dando a sensação de marca d’água, e no centro um pêndulo. Nos lados há uma legenda singela, e pouco visível, que não explica o porquê daquela imagem, nem mesmo o motivo de o pêndulo estar lá. Em cada extremidade da instalação há um caixa de areia com uma projeção de poemas que o visitante interage ao passar a mão embaixo, o que não funciona muito bem dependendo da posição em que o visitante se encontra. Ao fundo, em cada lado da parede, dois vídeos trabalham os poemas de F.P.

A sala seguinte foi feito um labirinto, no qual o visitante caminha por diversos poemas expostos de forma criativa e muitas vezes inusitadas – como pelo reflexo de um espelho, em placas de madeira penduradas e em marca d’água. Recursos de áudio e de vídeo são trabalhados simultaneamente o que confundi um pouco o visitante. A luz pode não agradar as vistas mais sensíveis, a sala escura em contraste com recordes luminosos e uma forte iluminação pontual acabam por cansar a visão de alguns visitantes.

A “última” sala é a “Sala de Leitura”. Em uma grande mesa foram distribuídas várias obras e livros referentes a Fernando Pessoa, que estão disponíveis à curiosidade do público, podendo assim ser manuseados. Em cada ponta há um livro virtual, no qual é só passar a mão por baixo para passar as folhas.

A combinação entre o espetáculo e a obra de Fernando Pessoa se transforma em grande atrativo de público. Porém pequenos detalhes não passam despercebidos, legendas mal trabalhadas, acabamentos gráficos não tão bons, a altura das vitrines e slide no plano horizontal que não favorece crianças e deficientes físicos, a falta de sinalizações explicativas sobre as obras interativas, projeções trêmulas, devido a estrutura de madeira do Centro Cultural dos Coreios, ou mesmo fora de foco e ideias mal adaptadas ao espaço ou até mesmo mal trabalhadas acabam por enfraquecer a exposição. Para os fãs de Fernando Pessoa a exposição deixa um pouco a desejar, mas sem dúvida é uma surpresa para aqueles que chegam achando que talvez seja uma exposição maçante em si só, por causa das possibilidades e formas de se abordar o tema. Deixa um sabor de Museu da Língua Portuguesa para nós cariocas.

Wendy Girondi e Newton Fabiano.

10/05/2011

Fale com o IBRAM

“Fale com o Ibram” é novo canal de atendimento ao público
O Ibram/MinC começou a operar um novo canal de comunicação com o público, o Fale com o Ibram. A ferramenta, disponível em www.museus.gov.br, foi criada para facilitar a troca de informações entre a instituição e a sociedade, conforme as diretrizes que os órgãos e entidades públicas devem seguir no atendimento ao cidadão.
O Fale com o Ibram (também acessado pelo e-mail faleconosco@museus.gov.br) é um canal por meio do qual o cidadão pode apresentar suas dúvidas, pedir informações e buscar orientação. Pelo canal, o público também tem a oportunidade de participar das discussões sobre a formulação das políticas públicas relacionadas à área de museus, apresentando críticas, apoio ou sugestões.
Denúncias e reclamações deverão ser registradas exclusivamente no canal de atendimento da Ouvidoria do Ministério da Cultura, instância responsável pelo encaminhamento de questões desse teor.
Fonte: Ascom/Ibram
Data de Publicação: 06/05/2011

Museu da Geodiversidade - 9ª Semana

09/05/2011

Museu Smithsonian

Games farão parte de exposição do museu Smithsonian nos EUA
'The Art of Videogames' terá 85 jogos em exibição.
Exposição será aberta dia 16 de março de 2012.
O museu Smithsonian divulgou na quinta-feira (5) os games escolhidos pelo público para fazer parte de uma exposição sobre a arte dos videogames. Chamada de "The Art of Videogames", ou a arte do videogames, em tradução, trará jogos clássicos como "Pac-man", "Space Invaders" e "Super Mario Bros. 3" e títulos mais recentes como "Bioshcok", "Mass Effect 2" e "Portal".
A previsão do museu é que a exibição com 85 jogos seja aberta no dia 16 de março de 2012 e fique aberta até o 30 de setembro do mesmo ano.
Além de alguns jogos que já tinham sido escolhidos pelos curadores da exibição, os fãs puderam votar entre os meses de fevereiro e abril nos títulos poderiam fazer parte da mostra. A exposição está dividida em cinco fases que mostras a evolução dos jogos ao longo dos anos. O critério de seleção foram as inovações artísticas e mecânicas dos títulos em suas respectivas épocas.
Confira uma lista com os principais jogos da exposição "The Art of Videogames":
- "Pac-Man";
- "Space Invaders";
- "Donkey Kong";
- "Super Mario Bros. 3";
- "The Legend Of Zelda";
- "Star Fox";
- "Doom II";
- "StarCraft";http://www.blogger.com/img/blank.gif
- "Shenmue";
- "Tomb Raider";
- "Metal Gear Solid";
- "Final Fantasy VII";
- "BioShock";
- "Mass Effect 2";
- "Portal";
- "Minecraft";
- "Heavy Rain".
http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2011/05/games-farao-parte-de-exposicao-do-museu-smithsonian-nos-eua.html

06/05/2011

MIS - 9ª Semana

Os Simpsons no MUSEU

A família mais famosa, divertida e amarela da televisão se aventura em um passeio ao museu. No epsódio 29 - O Museu de Arte, da temporada zero, composta por 48 episódios produzidos em 1987 a 1989.
Confira o vídeo!

05/05/2011

MAM-Rio: DouAções com Carlos Cruz-Diez

Em parceria com a Casa Daros, o Núcleo Experimental de Educação e Arte do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro promove neste sábado o DouAções, evento que inclui conversa na exposição, encontro com o artista e uma ação no jardim do museu - Pipas cinéticas: Cores no Espaço.

O artista franco-venezuelano Carlos Cruz-Diez é da geração de artistas cinéticos da qual participou Soto, que se tornou mais conhecido no Brasil.

Mais informações no blog do Núcleo.

04/05/2011

Acervo do Museu do Trem (RJ) é o mais novo patrimônio cultural do Brasil

04/05/2011
O Acervo do Museu do Trem, uma das maiores referências da memória ferroviária do país, foi tombado pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, na última terça-feira, dia 3 de maio, em Brasília, na primeira reunião de 2011. Os trabalhos de inventário foram realizados por equipes multidisciplinares do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, ao longo de mais de uma década, quando foi publicada a notificação do processo de tombamento da coleção, medida que resultou em sua proteção provisória pelo poder público federal.
Com mais de mil itens considerados de valor histórico, o acervo abrange equipamentos ferroviários, utensílios, mobiliário e até locomotivas como a Baroneza, construída na Inglaterra, movida a vapor e a primeira a trafegar na estrada de ferro de Petrópolis. Outros destaques são um vagão usado pelo ex-presidente Getúlio Vargas e outro onde viajou o Rei Alberto, da Bélgica, quando esteve no Brasil em visita oficial, em 1922.

O Museu do Trem situado no bairro do Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro, abrigou o maior conjunto de Oficinas de Locomoção da América Latina, que ajudou inclusive na formação daquele bairro. A sua coleção, prestes a ser devidamente preservada, por conta de seus valores históricos e culturais, pertencia à RFFSA, extinta em 2007.

Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
O Conselho que avalia os processos de tombamento e registro de bens do patrimônio cultural brasileiro, presidido pelo presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, é formado por especialistas de diversas áreas, como cultura, turismo, arquitetura e arqueologia. Ao todo, são 22 conselheiros de instituições como Ministério do Turismo, Instituto dos Arquitetos do Brasil, Sociedade de Arqueologia Brasileira, Ministério da Educação, Sociedade Brasileira de Antropologia e Instituto Brasileiro de Museus – Ibram e da sociedade civil.

Mais informações
Assessoria de Comunicação Iphan
comunicacao@iphan.gov.br
Adélia Soares – adelia.soares@iphan.gov.br
Daniel Hora – daniel.hora@iphan.gov.br
(61) 2024-6187 / 2024-6194

Assessoria de Imprensa Iphan/RJ
Chico Cereto - chicocereto@uol.com.br
Ricardo Portugal
(21) 2233-6334 / 91277387

www.iphan.gov.br / www.twitter.com/IphanGovBr

Fonte: Imprensa Iphan/RJ

03/05/2011

Santa Catarina recebe o primeiro tombamento definitivo de paisagem cultural brasileira

Foram tombados imóveis que formam roteiros de colonização em seis cidades catarinenses

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural concedeu nesta terça-feira o primeiro tombamento definitivo de paisagem cultural brasileira a 13 imóveis em seis cidades de Santa Catarina que formam os roteiros de colonização percorridos por alemães, italianos, poloneses e ucranianos na Região Sul a partir do século 19.

Com a decisão, as cidades de Blumenau, Guabiruba, Nova Veneza, Pomerode, São Bento do Sul e Timbó se tornam as primeiras no país a terem tombamento de paisagem cultural, aquela que reconhece a importância histórica e memorial de paisagens singulares que se formaram com a interação do homem e o lugar. Foram tombadas residências de primeiros imigrantes, escola e maternidade.

Além das cidades catarinenses, o conselho consultivo tombou o conjunto histórico e paisagístico de Jaguarão (RS), na divisa com Uruguai. Formam a paisagem edificações coloniais, em art déco e também de padrão modernista; e a Ponte Internacional Mauá, sobre o Rio Jaguarão. A ponte é o primeiro patrimônio binacional reconhecido pelo conselho.

Em Belém, foram tombados conjuntos de bens dos bairros de Cidade Velha e Campina, a porção mais antiga da cidade, datados de 1616. Com a decisão a capital do Pará passa a ter mais de 3 mil edificações tombadas.

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural permanece reunido em Brasília e ainda analisa os pedidos para o tombamento do Acervo do Museu do Trem, no Rio de Janeiro (bairro de Engenho de Dentro). O Conselho pediu mais informações para decretar o tombamento do Terreiro Zogbodo Male Bogun Seja Unde, em Cachoeira, no interior da Bahia.

O conselho é a instância que avalia os processos de tombamento e registro de bens do patrimônio cultural brasileiro e é coordenado pelo presidente do Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan). Formam o colegiado 22 conselheiros especialistas de diversas áreas como cultura, turismo, arquitetura e arqueologia.

Museu Casa de Benjamin Constant

Se não conseguir visualizar a imagem clique aqui: museubenjaminconstant.blogspot.com


MHN - 9ª Semana

02/05/2011

Os Caras de Pau no Museu

Jorginho e Pedrão "arrumam o melhor emprego do mundo" são guias no Museu de Cera.
Confira o vídeo!

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