29/11/2012

"No museu do futuro, todo o poder emana do povo."

Matéria do Globo: Museu 2.0: a arte de ouvir o público

No colo da dona, o gato se contorce de prazer com as cócegas no pelo acinzentado. Ela interrompe o carinho e solta um gritinho. E o bichano parece responder, exibindo as patinhas rosadas como se pedisse mais. São poucos segundos, mas são segundos hipnóticos. O Walker Art Center, em Minneapolis, nos Estados Unidos, entendeu o poder de um felino em cena. Organizou um festival em seu jardim só com vídeos de gatos no YouTube. Foi a maior audiência do museu: dez mil visitantes num dia.
Na pequena cidade de Santa Cruz, na Califórnia, um museu convidou o público a expor suas memórias em pequenos jarros de vidro. Lotou o primeiro andar com os potinhos de histórias. Também pediu aos visitantes que mostrassem lá suas próprias coleções — e nada da monotonia dos acervos que se levam a sério demais. A vizinhança do Santa Cruz Museum of Art and History coleciona de caveiras de animais e eletrodomésticos a bandeiras da guerra civil americana. Ao envolver o público na instituição, o museu viu a audiência passar de dez mil pessoas em 2011 para mais de 23 mil em 2012.
— O grande salto de um museu atualmente é saber olhar para o público — diz Luis Marcelo Mendes, há 20 anos pesquisador de cultura e branding, que acaba de organizar num livro pensamentos e relatos de experiências bem-sucedidas em museus mundo afora.
“Reprograme” reúne ensaios de filósofos como Alain de Botton, diretores de museus como Nina Simon (à frente da instituição de Santa Cruz, na Califórnia) e consultores como Robert Jones, tido como o “inventor” da marca Tate Modern, de Londres, e do New Museum, de Nova York. Em todos os textos do livro, que a Ímã Editorial lança no dia 11 de dezembro, é consenso: se quiserem sobreviver, no século XXI, os museus precisam aprender a ouvir o público. Ou, como diz Robert Jones em ensaio que integra o livro, um museu não pode ser pensado como uma catedral, mas como um “bazar de troca”.
(Continua...)

Leia a matéria na íntegra em: http://oglobo.globo.com/cultura/museu-20-arte-de-ouvir-publico-6836646

Projeto Restauro MAC


26/11/2012

Carta V ENEMU

Carta elabora da pelos estudantes de Museologia durante o V ENEMU e lida na cerimônia de abertura do 5° FNM

V ENEMU - Petrópolis/RJ

Em Primeiro lugar gostaríamos de agradecer ao IBRAM - Instituto Brasileiro de Museus - por todo o apooio dado o V Encontro de Estudantes de Museologia - ENEMU.

Nós, discentes de Museologia organizados no V ENEMU realizado em Petrópolis - RJ, pretendemos através desta carta apresentar demandas e possíveis resoluções. Acreditamos que o IBRAM como autarquia e gestora do campo de políticas de museus, também é capaz de propor meios de educação mais adequados aos estudantes haja que promovendo o diálogo entre Universidades, Conselhos, Instituições, Secretarias, dentre outros, alcançaríamos o objetivo de ser fazer com êxito uma formação acadêmica condizente as necessidades requeridas pela ética profissional e estatuto de museus.

Como resultado de um diálogo ocorrido no V ENEMU foram levantadas problemáticas dos cursos de Graduação em Museologia como, inexistência de espaços físicos adequados; falta de laboratórios para o exercício da prática museológica. insuficência de professores especializados; más perspectivas para com o mercado de trabalho; ausência de participação por parte do COREM e COFEM em debates que envolvem a construção política e ética do futuro profissional museólogo, na medida em que ambos são órgãos que regulamentam a profissão aqui debatida. Vemos claramente uma falha em relação ao ENADE, analisando a necessidade de sua aplicação nos cursos de Museologia, Visando a melhoria na qualificação dos professores, colocamos em foco questões relacionadas à prática docente que possibilitem aos futuros profissionais que sigam a área acadêmica.

Em função das questões aqui levantadas, solicitamos aos órgãos competentes uma atenção especial ao curso de Museologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), pois desde sua criação no ano de 2009, continua inerte. Até o presente momento, o curso não foi implantado, já que não houve concurso para professores da área e tão pouco foram providenciados espaço físico e laboratórios para as disciplinas de caráter prático. Atualmente, o Ministério Público Federal conduz um inquérito civil sobre a situação do curso, bem como o COFEM solicitou à universidade que os professores que estavam ministrando conteúdos específicos de museologia sem serem museólogos fossem afastados da sala de aula. À partir da constatação da realidade enfrentada na Museologia da UFSC, é importante que se reflita sobre que tipo de prossifionais se formarão nesses cursos novos, visto que este não é o unico que apresenta tais problemas.

Considerando a Mesa Redonda de Santiago do Chile; a Resolução 169 da Organização Mundial do Trabalho; a Declaração de Durban o artigo 215 e 216 da constituição Federal; a Declaração dos Direitos Humanos; o Plano Setorial de Museus; a Carta das Missões, solicitamos ao IBRAM que apoie a memória e o patrimônio de povos originários, como os antingidos pela futura hidroelétrica de Belo Monte. Sendo no total 31 povos indígenas e diversas outras comunidades tradicionais que lutam para que as 11 ações civis públicas sejam julgadas e que principalmente os povos indígenas sejam consultados, pois estão sendo ameaçados em nome dos mega-eventos, como por exemplo (Copa do Mundo 2014; Olimpíadas 2016). Pedimos também a perpetuação, ampliação, autonomia, descentralização e fomento ao Programa Pontos de Memória e as Redes dos Pontos de Memória e Iniciativas Comunitárias, espalhados pelo Brasil, bem como, a ampliação do departamento de Museologia Social e que ele não seja surprimido e/ou extinto das políticas públicas, uma vez que muitos avanços foram conquistados em prol das comunidades.

Agradecemos à atenção dos que aqui estão presentes, princpipalmente dos órgãos que têm relação direta ou indireta à nossa área, ressaltando que temos grandes expectativas de que as devidas ações sejam tomadas em relação às problemáticas apresentadas por este coletivo estudantil.

Coordenadoria de Comunicação
EXNEMUS

http://www.facebook.com/groups/261483133944731/permalink/366704936755883/

10/11/2012

Índio joga fezes contra autoridades durante audiência sobre Maracanã

POR Christina Nascimento


Rio - Um índio exaltado atirou um saco com cocô em direção à mesa onde estavam autoridades do governo do Estado durante a audiência pública sobre a reforma do Maracanã, ocorrida nesta quinta-feira. Ele, que estava num grupo de 15 pessoas da mesma aldeia, protestava contra a demolição do Museu do Índio, que dará espaço ao Museu do Futebol. Apesar do susto, os secretário Regis Fichtner e Márcia Lins, da Casa Civil e do Esporte e Lazer, respectivamente, não foram atingidos. Mas um segurança acabou com a camisa suja.

A audiência começou às 18 horas, no Galpão da Cidadania, na Zona Portuária, e reuniu mais de 500 pessoas de várias entidades e movimentos sociais. Pais de 150 alunos da Escola municipal Friedenreich, que também será colocada abaixo por causa da reformulação do estádio, foram com seus filhos. As crianças usavam nariz de palhaço. O colégio é o quarto melhor do Estado, segundo o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

Policiais foram enviados para o Galpão da Cidadania, na Zona Portuária, onde aconteceu a audiência pública | Foto: Alexandre Vieira / Agência O Dia

Duas viaturas do Batalhão de Choque ficaram do lado de fora do local da audiência garantindo a segurança. Representantes do Comitê Popular da Copa e das Olimpíadas fez apitaço e gritaram: o ‘Maraca não se vende’. No final, várias cadeiras foram quebradas e chutadas. “Fui acompanhar a audiência, porque não quero a demolição da escola. Recolhi 15 mil assinaturas virtuais. Quase não se ouviu a voz do secretario (Casa Civil, por causa da gritaria. Houve empurra-empurra e confusão”, disse o integrante do Movimento Meu Rio,Bernardo Castro.

O Maracanã será administrado pela iniciativa privada por 35 anos. O projeto prevê a demolição também do Estádio Célio de Barros e do Parque Aquático Júlio de Lamare para dar lugar a dois estacionamentos. A empresa que vencer a licitação terá que investir R$ 469 milhões no bota-abaixo e em mais adaptações para a Copa de 2014. O espaço terá restaurantes, lojas e heliponto.

Escola modelo tem nova sede

A Escola Municipal Friedenreich, no Maracanã, será transferida para o prédio da antiga escola de veterinária do Exército, em São Cristóvão. Quem informou nesta quinta-feira foi o secretário estadual da Casa Civil, Regis Fichtner em entrevista à CBN.

O novo prédio precisaria apenas de obras de adaptação para a nova finalidade. O local atual da escola será demolido para a construção do novo complexo esportivo do Maracanã, de acordo com edital de licitação para gestor do espaço.

Alunos e pais reagiram ao anúncio de demolição da unidade de ensino, que é a 4ª melhor do Rio e 10ª melhor do Brasil no ranking do Ideb, índice nacional que mede a qualidade da educação. Com nota 7,6 no Ideb 2011, bateu a meta para 2021 (7,2).


http://odia.ig.com.br/portal/rio/%C3%ADndio-joga-fezes-contra-autoridades-durante-audi%C3%AAncia-sobre-maracan%C3%A3-1.512745

08/11/2012

CCBB - RJ

Microsoft vai ter sede no Rio de Janeiro já em 2013. E será no Museu do Gás.

No Globo de hoje uma reportagem assinada por Mônica Tavares e Isabela Bastos trás a notícia de que a Microsoft irá investir 200 milhões no Rio de Janeiro para o ano de 2013. Dentre estes investimentos, estão a criação de um Laboratório de Tecnologia Avançada (ATL), considerado até então o quarto maior do mundo, a fundação de uma aceleradora de negócios focada em grupos emergentes com base tecnológica, um centro de desenvolvimento do Bing ( sua plataforma de busca semelhante ao Google) e uma empresa de investimentos.

Tudo estaria as mil maravilhas, se não fosse o local escolhido para a sede de tudo isso. A CEG! No dia 24-06-2010 anunciamos aqui uma carta do museólogo Cláudio Lacerda sobre o abandono do prédio desde 1995!!! Na época a carta circulou a internet de página em página de museólogos e profissionais da memória e alguma discussão foi feita a esse respeito. Mas parece que o abandono.



Um dos trechos da reportagem, mostra que parte do projeto inclui a Universidade Estácio de Sá, mas que a sede definitiva será o prédio construído pelo Barão de Mauá.
Os projetos vão funcionar inicialmente numa área cedida pela Universidade Estácio de Sá. A sede definitiva será no edifício Barão de Mauá, que será restaurado pela Microsoft. As obras do prédio onde funcionou a primeira fábrica de gás do Rio, criada pelo Barão de Mauá, deverão estar concluídas em dezembro de 2013, segundo o protocolo de intenções assinado entre Microsoft e a prefeitura do Rio. (O Globo,  08-11-2012)

Abaixo copiei e colei na íntegra a carta escrita pelo Museólogo que explica bem os acontecidos naquele momento.

Extra!Extra! Museólogo faz denúncia sobre O ABANDONO DO MUSEU DO GÁS. Museólogos(as) de todo mundo, uni-vos!

Museu do Gás - apogeu e decadência.

O Museu do Gás foi criado em 1985 para mostrar ao público um pouco da história do fornecimento e consumo de gás, salientando sua importância no desenvolvimento da cidade do Rio de Janeiro.

Originalmente instalado à rua Jornalista Orlando Dantas 44 em Botafogo, foi este transferido no início da década de 90 para o secular prédio da Avenida Presidente Vargas 2610, que até 1995 recebeu uma cuidaosa intervençao de restauro, não só na fachada, mas sobretudo em seu interior, devolvendo ao prédio neoclássico, uma aparência até então desconhecida por todos que ali trabalhavam, pois muitas paredes e divisórias, quando foram retiradas, puseram à tona arcos plenos que estavam há anos, emparedados.

Após o término do restauro do andar térreo, o museu sob a suervisão da museóloga Clarice Girafa, começou a ser montado com a minha ajuda, sendo na época ainda um estagiário. Seu acervo é composto por medidores de gás, aquecedores, bicos de gás, luminárias, além de móveis, relógios de parede, telefones e dois dioramas que reproduzem o ambiente doméstico transformado com o advento do gás na vida das pessoas em suas cozinhas e banheiros.

Todavia duas peças merecem atenção especial: a única vara de acender lampiões a gás existente no país, que fazia parte de um diorama com um manequim vestido a caráter como Acendedor de Lampiões, e o único documento existente com a assinatura do Barão de Mauá, o construtor da primeira fábrica de gás do Brasil, ou seja, daquele prédio mesmo, isso no distante ano de 1854...

Mas tudo isso está prestes a sumir, acabar, virar algo volátil e invisível, como o gás. Externamente, a aparência do edifício que miraculosamente ainda sustenta as letras que compõem a frase EX FUMO DARE LUCEM - do fumo a luz - obra de intensa pesquisa, e que foram recolocadas em 1995, pois assim existia à época de sua inaguração, demonstra claramente que em seu interior a deterioração é mais grave do que se pensa. O relógio da torre, que é de 1889, está parado. As paredes externas estão sujas e completamente pichadas. Um das janelas falsas do térreo, que foram recolocadas nas obras de 1995, já foi roubada. Agora o interior é realmente algo muito, muito pior, pois com alguma dificuldade vi pelos vidros sujíssimos das janelas que todo o acervo corre grave risco de sumir. Em todas as paredes veem-se muitas inflitrações. Pelas manchas, a água da chuva deve descer intensamente sobre o acervo. O diorama do acendedor de gás está em ruínas com o lampião e os manequins desmantelados no chão. O documento do Barão de Mauá, talvez pelo cubo de vidro que o está protegendo, ainda esteja razoavelmente intacto. A viatura da Société Anonyme du Gaz está com os pneus furados. Objetos do acervo estão entulhados nos cantos, onde muita sujeira e umidade, o que deve atrair todo o tipo de insetos, talvez até mesmo ratos, poe em risco toda uma memória do tempo em que os serviços de luz, gás, telefone e força eram geridos por apenas uma companhia.

Infelizmente esse é um péssimo exemplo de TOTAL descaso com nossa memória,pois a alguns metros dali, o Museu da Light, co-irmã em termos de acervo, é em opsição a este museu, um sucesso que deveria, pelo menos, servir como exemplo.

07/11/2012

Feira de arte "Artigo Rio" reúne obras com valores que variam de 0,50 a 500 mil.

Se você é daqueles que sempre quis ter obras de arte de artistas consagrados em sua casa, mas nunca teve grana para isso, a partir de amanhã você vai ter oportunidade de iniciar essa coleção no "Artigo Rio", uma feira de arte com obras que vão de 0,50 a 500 mil. Promovida por Alexandre Murucci, que com recursos próprios desembolsou 400 mil para fazer  uma feira de arte mais democrática, a feira vai acontecer no Centro de Convenções SulAmérica, na Cidade Nova.

Desde ano passado, o ArtRio conseguiu atrair grande público, a principal crítica que se faz da feira patrocinada pelo governo Estadual e Municipal, é que esta iniciativa que tenta colocar o Rio de Janeiro dentro do circuito artístico nacional, não privilegia todas as classes. As cifras alcançadas das obras vendidas na feira, não é acessível ao grande público. O Artigo Rio, vem para sanar esta dificuldade:

A ArtRio, por exemplo, se estruturou como um projeto oficial do governo do Rio, mas a Artigo não teve apoio para isso. Somos alternativos em todos os níveis. A questão de levar arte de forma democrática para a população carioca não foi atendida como prioridade. (Murucci)
Embora lembre que esta iniciativa pioneira no Rio de Janeiro esteja sendo realizada com recursos próprios, não nega a possibilidade de receber patrocínios futuros:

Sei que é o primeiro ano da feira, e é difícil conseguir patrocínio, mas espero que a repercussão mostre que o público merece a mesma prioridade de uma feira de altíssimo investimento. 
Dentre os destaques, está a série "Cm² Arte Contemporânea" criada pelo coletivo Filé de Peixe. Tratam-se de obras de 1cm² encomendadas a artistas como: Rosângela Rennó, Cildo Meireles, Antônio Dias, e Carlos Vergara com preços que variam entre R$ 0,50 a R$ 45,90.

A feira acontece de 8 a 11 de novembro no Centro de Convenções SulAmérica (Av Paulo Frontin), na Cidade Nova, das 12 às 22:00 com ingressos a R$ 10.

Mais notícias em:

* ArtRio
* Feira Artigo
* Feira "Artigo Rio" traz obras de jovens artistas


06/11/2012

Comunidade artística de NY tenta salvar obras danificadas por Sandy

Galerias estão em ruínas, com depósitos inundados e peças encharcadas.
Furacão provocou mais de 100 mortes na costa leste dos EUA.

Quem se reuniu no Museu de Arte Moderna de Nova York, nesto domingo (4), para uma sessão sobre como salvar obras de arte danificadas nas enchentes causadas pela tempestade Sandy não teve só uma grande oportunidade de aprender sobre técnicas de secagem e controle de mofo, como também vivenciou uma espécie de reunião de grupo de apoio.

Fachada de prédio destruída com a
aproximação de tempestade Sandy em
Nova York, no EUA
(Foto: Timothy A. Clary/AFP)


Enquanto Nova York se recupera de uma semana de quedas de energia, cancelamento dos serviços no transporte público e dezenas de milhares de pessoas desabrigadas, artistas e galeristas no centro de arte de West Chelsea, em Manhattan, estão se deparando com galerias em ruínas, depósitos inundados e obras de arte encharcadas.

Em dezenas de galerias, o nível da água chegou a 1,2 metro nos espaços de exposições do térreo, enquanto a queda de energia na maior parte do centro de Manhattan por cinco dias dificultou ainda mais o processo de limpeza. Neste fim de semana, o bairro Chelsea parecia um canteiro de obras, com lixeiras nas calçadas e operários quebrando pisos e paredes.

"Quase nenhum objeto de arte está imune a esse tipo de problema, e a grande maioria é muito sensível a isso", disse James Coddington, chefe de conservação do Museu de Arte Moderna, depois de falar com dezenas de artistas e especialistas em Manhattan.

Ele disse que espera oferecer "esperança e alguma perspectiva realista", bem como alertar sobre os riscos à saúde envolvidos na limpeza. A água da inundação pode estar contaminada com combustível e esgoto, e o dilúvio pode ter criado problemas estruturais nos edifícios.

O ofício de salvar obras de arte das águas de inundação foi bem desenvolvido desde os anos 1960, quando uma enchente devastadora atingiu Florença, na Itália, e danificou obras de valor inestimável – notadamente o Crucifixo de Cimabue.

Tempestades subsequentes nos Estados Unidos, incluindo o furacão Andrew, em 1992, e o furacão Katrina, em 2005, forçaram a comunidade artística a desenvolver técnicas para a manipulação de diferentes materiais, como criodessecação em papel e aspiração de mofo.

"Respire fundo. Você não está sozinha nisso", disse Lisa Elkin, responsável pela conservação das coleções de ciências naturais do Museu de História Natural, em Nova York. Enquanto a tempestade Sandy atingia Nova York na última segunda-feira (29) à noite, Katie Heffelfinger, gerente de exposições, que é especializada em trabalhar com arte danificada, estava desmontando uma exposição na Pensilvânia que deveria ser movida para a Califórnia.

"Eu tinha um monte de sacos de lixo e meu bom humor para me manter firme", disse Heffelfinger. "Eu tenho manchas de pinturas que eu nunca tive antes, e isso foi muito assustador."

Ela contou que tinha ido ao evento no Museu de Arte Moderna, porque gosta "de saber que eu não sou a única que está tentando secar papel de bambu". Durante a sessão de perguntas e respostas, Alex Schuchard, um pintor cujo estúdio no South Street Seaport inundou, encharcando milhares de obras de arte, levantou-se para perguntar se ele deveria simplesmente jogar suas telas no lixo.

A resposta: não suponha que qualquer trabalho está arruinado, priorize as obras em termos de valor e busque orientação de especialistas.

http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2012/11/comunidade-artistica-de-ny-tenta-salvar-obras-danificadas-por-sandy.html

Ibram abre consulta pública para Programa Nacional de Educação Museal

O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC) iniciou consulta pública para a formulação de um Programa Nacional de Educação Museal (PNEM).

O objetivo do PNEM é subsidiar a atuação profissional dos educadores de museus, fortalecer o campo profissional e garantir condições mínimas para a realização das práticas educacionais nos museus e em outros espaços culturais.

Servidores e colaboradores do Ibram, além de interessados em geral, podem participar online da elaboração colaborativa do programa, que pretende constituir diretrizes sobre o tema a partir de nove eixos temáticos e de documentos de referência.

O Programa Nacional de Educação Museal será construído em alinhamento com marcos estruturantes e legais dos campos cultural e museal brasileiro, como a Política Nacional de Museus (PNM), o Plano Nacional de Cultura (PNC), o Plano Nacional Setorial de Museus (PNSM) e o Estatuto de Museus – Lei 11.904/2009.

Blogue
Para que todos os cidadãos possam discutir as propostas de forma ampla, foi criado o Blogue do PNEM. A plataforma virtual dispõe nove fóruns, cada um relacionado a um eixo temático do PNEM, formando igual número de Grupos de Trabalho (GTs).

Os fóruns virtuais serão abertos no dia 26 de novembro e receberão contribuições durante 90 dias a partir de então. O documento final será consolidado em um encontro presencial com a participação de interessados.

Texto: Ascom/Ibram

http://www.museus.gov.br/destaque/ibram-abre-consulta-publica-para-programa-nacional-de-educacao-museal/
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