29/04/2014

Paralisação Museu Histórico Nacional


Paralisação nacional da cultura deixa Museu Imperial de portas fechad

Turistas não puderam visitar o ponto turístico em Petrópolis, interior do Rio. Funcionários querem concurso e melhores condições de salário e trabalho

Paralisação Museu da República

Beijinho No Ombro - Hit da Greve da Cultura 2014

Beijinho no ombro

Chega de papo, de conversa e de delongas
Agora é greve para conquistar nossa vitória
Se eles vêm com tiro, porrada e bomba
Os servidores vão pra cima não tem mais história

Acredito em Deus fazemos dele nosso escudo
Miriam Belchior (ou Dilma Roussef, ou Sérgio Mendonça), nem finja que não escuta
Do gabinete sai e vem nos receber
Ou senta e negocia ou vamos te enlouquecer

MinC e vinculadas já tão prontos pro combate
Keep Calm, deixa de pelegagem
O meu sensor de enrolação já explodiu
Pega sua proposta e vai pra... (Rala, governo pelego)

Beijinho no ombro pra governo que se esconde
Beijinho no ombro só para os pelegos de plantão
Beijinho no ombro só quem fecha com o bonde
Beijinho no ombro só com negociação

http://soundcloud.com/ju-santana-1/beijinho-no-ombro-hit-da-greve-da-cultura-2014?utm_source=soundcloud&utm_campaign=mshare&utm_medium=email&utm_content=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Fju-santana-1%2Fbeijinho-no-ombro-hit-da-greve-da-cultura-2014

Greve no Ministério da Cultura ameaça funcionamento de museus durante a Copa do Mundo

  • Servidores param suas atividades nesta terça-feira por 24 horas e prometem paralisação por tempo indeterminado para o dia 12 de maio
  • Para MinC, competição, que começa em 12 de junho, seria oportunidade de aumentar frequência de turistas nos museus federais

Os servidores do Museu Imperial, em Petrópolis, foram os primeiros a se manifestar em prol da greve, no início do mês, com uma carta aberta: “39 servidores, para cuidar de 200 mil documentos textuais, 7.800 objetos , além de 11 imóveis”
Foto: Marcelo Piu/15-3-2013
Os servidores do Museu Imperial, em Petrópolis, foram os primeiros a se manifestar em prol da greve, no início do mês, com uma carta aberta: “39 servidores, para cuidar de 200 mil documentos textuais, 7.800 objetos , além de 11 imóveis” Marcelo Piu/15-3-2013
RIO — Nesta terça-feira, quando visitantes de todo o Brasil não conseguirem acesso a instituições como o Museu Imperial, o Museu Nacional de Belas Artes, o Museu da Inconfidência ou a Biblioteca Nacional, uma velha frase dita em forma de anedota fará todo o sentido: “Imagina na Copa!”.

Da imaginação para a realidade, os servidores do Ministério da Cultura (MinC) fazem uma paralisação de 24 horas nesta terça como uma preparação para uma greve por tempo indeterminado a partir de 12 de maio, exatamente um mês antes do início da Copa do Mundo. Suas reivindicações são as mesmas de uma década atrás, quando uma greve interrompeu todas as atividades do ministério durante cem dias: reajustes salariais, a implantação de um plano de cargos e incorporação de gratificações. De 2004 em diante, houve novas greves em 2007 e 2011, sempre com as mesmas pautas e sempre levando a promessas do governo, nem sempre cumpridas — por exemplo, o Plano Especial de Cargos da Cultura e Gratificação Específica de Atividade Cultural, que seria instituído pelo projeto de Lei 11.233, de 2004, nunca saiu do papel.
— A gente entende como uma política sistemática de esvaziamento do ministério. Fica claro que a cultura não é prioridade para o governo, há um histórico de descumprimento de acordos — explica Lia Jordão, vice-presidente da Associação de Servidores da Biblioteca Nacional. — Por isso acreditamos que haverá uma adesão geral dos servidores à greve.
Procurado, o MinC não comentou o impacto da greve sobre a Copa do Mundo e nem o que poderá ser feito para evitá-la: a pasta apenas respondeu, por e-mail, que já tem agendada reunião com os servidores nesta quarta-feira, dia 30, e que mantém conversas com o Ministério do Planejamento, órgão do governo responsável por autorizar reajustes salariais.
Mas, caso se confirme, a greve pode deixar fechadas instituições como o Museu da República, o Museu Imperial, o Museu Nacional de Belas Artes, a Chácara do Céu e o Museu Histórico Nacional (RJ); o Museu Lasar Segall (SP); o Museu da Inconfidência, o Museu do Diamante e o Museu do Ouro (MG); o Museu da Abolição (PE); o Museu Solar Monjardim (ES); e o Museu Victor Meirelles (SC). Pode, ainda, interromper outras atividades do ministério.
— Nós fizemos uma assembleia na sexta-feira em Minas Gerais, com os servidores dos Instituto Brasileiro dos Museus (Ibram), Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan) e Funarte, e a maioria decidiu seguir a agenda nacional da greve — conta Matheus Guerra Cotta, arquiteto do Iphan em Minas. — Todos vão se ausentar de seus locais de trabalho, e estamos preparando material para o dia 12.
Graças à Copa do Mundo no Brasil, a expectativa do Ministério do Turismo para este ano é que 7,2 milhões de estrangeiros visitem o país, 1,2 milhão a mais do que no ano passado. Seria, portanto, uma oportunidade de aumentar a ocupação dos museus e dos equipamentos culturais brasileiros, uma perspectiva que vem sendo trabalhada pelo próprio MinC.
Há exatamente uma semana, a ministra da Cultura, Marta Suplicy, e o presidente do Ibram, Angelo Oswaldo, participaram de uma audiência pública na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado para prestar contas das ações do ministério no ano passado. Na ocasião, Oswaldo disse que o governo vem investindo nos museus por causa da Copa. “No ano passado, a Embratur patrocinou uma pesquisa durante a Copa das Confederações analisando o fluxo de turistas. E 50% optaram pelos museus como local de emprego do tempo”, disse o presidente do Ibram.
Só que, com a possibilidade de uma greve, os 30 museus administrados pelo Ibram ao redor do Brasil ficariam fechados durante a Copa. Um problema parecido ocorreu em 2007, quando o Rio de Janeiro recebeu os Jogos Pan-Americanos: uma greve de 73 dias organizada pelos servidores do MinC impediu que os turistas que vieram à cidade durante a competição pudessem conhecer os museus federais.
— Desde a greve de 2004, o governo faz promessas que não cumpre. Então, como este é um ano de Copa no Brasil e de eleições, vamos voltar a fazer pressão, para que eles ao menos façam o que se prometeu no passado — diz André Sesquim, assessor de Comunicação do Museu Solar Monjardim, em Vitória, Espírito Santo. — E não será uma greve imposta. Cada unidade do país está fazendo sua assembleia e definindo como vai ser a adesão.
O cronograma dos servidores do MinC prevê duas etapas antes do início da greve por tempo indeterminado, em 12 de maio. A paralisação de hoje, de 24 horas, será acompanhada por piquetes e assembleias, com o objetivo de mobilizar a população em prol da causa. Depois, nos dias 7 e 8 de maio, haverá uma nova paralisação, desta vez de 48 horas.
— Será um processo em etapas. No Museu da República, por exemplo, vamos deixar o jardim aberto nesta terça-feira, mas vamos distribuir panfletos para que as pessoas entendam o que está acontecendo. Já nos dias 7 e 8, nem o jardim será aberto — explica André Andion Angulo, presidente da Associação dos Servidores do Ibram e titular do Departamento de Educação e Cultura da Confederação Nacional dos Servidores Federais.
A mobilização para a greve (O MinC tem atualmente 3.884 servidores em exercício) começou no início deste mês e teve como marco um ato de servidores do Museu Imperial, em Petrópolis, entidade histórica aberta ao público desde 1943. A instituição recebe 400 mil visitantes por ano, mas, de acordo com uma carta assinada por seus servidores, seu quadro está reduzido “a 39 servidores, sendo apenas 16 da área técnica para cuidar do acervo de cerca de 200 mil documentos textuais, 7.800 objetos museológicos, além de 11 imóveis”.
— A situação do Museu Imperial hoje é que ele está na mão de empresas terceirizadas e temporárias. São muito poucos servidores — diz Márcio Miquelino, bibliotecário do museu. — Por isso, fizemos uma assembleia e vamos aderir à greve.
Atualização: Na noite desta terça-feira, a asssessoria de comunicação do Ministério da Cultura informou que o Rio teve a maior adesão de servidores à paralisação, ressaltando que dirigentes, terceirizados e profissionais pertencentes a cargos de confiança não fazem parte deste grupo. Acrescentou ainda que o diálogo está aberto e que a pasta está ouvindo as reivindicações e estudando "as possibilidades e encaminhamentos". Servidores foram recebidos nesta terça pela presidente do Iphan, Jurema Machado, e pelo presidente do Ibram, Ângelo Oswaldo. Nesta quarta, a secretária-executiva do ministério, Ana Wanzeler, fará o mesmo.



MANIFESTO DOS SERVIDORES DO MUSEU NACIONAL DE BELAS ARTES

MANIFESTO DOS SERVIDORES DO MUSEU NACIONAL DE BELAS ARTES

Os servidores do Ministério da Cultura no Museu Nacional de Belas Artes, do Instituto Brasileiro de Museus, em apoio à manifestação desprendida, responsável e mobilizadora dos colegas do Museu Imperial na defesa das instituições em que trabalham, vêm expressar os problemas vividos na atual situação crítíca que afeta o setor de museus federais.
Criado em 1937, junto com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional/IPHAN, o acervo do Museu Nacional de Belas Artes remonta ao início do século XIX, ao incorporar uma coleção de pinturas europeias trazidas pela “Missão Artística Francesa”, em 1816, e aquelas vindas com a corte real portuguesa, em 1808. Desde então, as coleções vêm incorporando a produção artística do Brasil, através das obras premiadas em salões, de doações, raríssimas compras, além da guarda legal de obras apreendidas pela Receita e Polícia federais.
E é sobre esse patrimônio estético dos brasileiros que nos pronunciamos.·.
Para responder às exigências constitucionais, ao Estatuto de Museus, à Missão do Museu e ao trabalho secular de preservação, de interpretação histórico-artística, de organização e produção do conhecimento conta-se com apenas 54 servidores, dos quais 5 em licença, cessão ou afastamento. Praticamente 60% do quadro atual de servidores estará apto à aposentadoria em aproximadamente 3 anos.
Atualmente, estamos trabalhando no limite e, se não forem criadas estratégias de gestão do patrimônio cultural do povo brasileiro, em 2017 teremos mais de 70.000 itens, entre obras de arte e acervo bibliográfico, e arquivístico, e um público que, no ano passado, foi cerca de 148.000 pessoas atendidas por menos de 30 servidores.
A evasão de servidores recém-chegados também é uma evidência, devido à falta de atratividade dos salários e benefícios praticados na política de remuneração para categoria dos servidores federais, especialmente os da Cultura.
Há uma tentativa de recomposição do quadro através de pedidos de remoção de outras Unidades, em processos que duram mais de um ano, quando contemplados, e que mesmo assim não resolve a questão de falta de pessoal. É urgente a implantação de um plano de carreira, em busca do preceito constitucional da isonomia na remuneração, no âmbito do serviço público federal.
As atividades no Museu requerem força de trabalho em número e qualidade. Diante da insuficiência e falta de servidores especializados, dá-se a tentativa de substituição dos efetivos por colaboradores terceirizados, rompendo a continuidade dos processos.
Com respeito aos recursos técnicos e materiais, a falta e a necessidade de modernização de equipamentos e sistemas de informática, por exemplo, comprometem a realização e desempenho de serviços essenciais, em todas as áreas do Museu. Os serviços ao público, além dos culturais, educacionais e administrativos, também têm sido comprometidos, como a adequada manutenção ou a substituição de equipamentos de condicionamento de ar e a qualificação dos espaços expositivos, com particular atenção à acessibilidade de pessoas com necessidades especiais.
O Estado e suas missões e o Governo e suas políticas e programas estão em descompasso. Como Servidores do Estado é nosso dever zelar e lutar para que suas Políticas sejam contínuas e efetivas, assegurando a permanente discussão da sociedade sobre seu patrimônio cultural.
Contando com o encaminhamento que todas essas questões demandam e implicam à boa gestão do patrimônio cultural do Estado e povo brasileiros,
Assinam: Os Servidores lotados no Museu Nacional de Belas Artes IBRAM/Minc
Rio de Janeiro, 16 de abril de 2014.

Imagem do Dia


Manifesto Museu Histórico Nacional

MANIFESTO MHN
O Museu Histórico Nacional (MHN) é um dos mais importantes museus do Brasil. Criado em 1922, na ocasião das comemorações do Centenário da Independência, sua coleção representa 68% do patrimônio museológico do Ministério da Cultura. A instituição foi berço da formação profissional em museus e das práticas preservacionistas e de regulamentação e classificação de monumentos e edifícios históricos no Brasil, uma vez que aqui foram criados, em 1932, o Curso de Museus (atual faculdade de museologia da Unirio), primeiro curso do gênero nas Américas, e, em 1934, a Inspetoria de Monumentos Nacionais (IMN), antecedente do atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
O MHN é uma instituição de excelência, abrangendo, entre as suas atividades, ações educativas, sociais e de pesquisa aplicada e acadêmica, sendo referência para diversas instituições museológicas do país e do exterior.
Apesar do protagonismo do MHN na área patrimonial, a instituição corre, seriamente, o risco de entrar em colapso nos próximos anos, caso as políticas de planejamento e gestão da cultura do Governo Federal não sejam modificadas. Atualmente, apenas 0,6% do orçamento do Governo Federal é destinado ao Ministério da Cultura, sendo o menor orçamento das pastas da União. Em 2020, cerca de mais de 80% dos técnicos do MHN estarão aposentados, o que significa que, sem a urgente renovação dos quadros por meio de concursos públicos, haverá a ausência de servidores qualificados para gerir o valioso acervo sobre a história e a memória nacional sob a guarda da instituição, acervo que por suas características patrimoniais não pode ser gerido por funcionários temporários, prática cada vez mais corrente dentro do Ministério. A situação dos aposentados também é alarmante, uma vez que não dispõem de aposentadoria integral e ainda sofrem um corte de 50 pontos da Gratificação de Desempenho por Atividades Culturais (GDAC), que, hoje, corresponde a mais de 50% do pagamento líquido recebido pelos servidores. A falta de uma política de qualificação por titulação, que desestimula a formação continuada e estimula a evasão profissional de todo o quadro do MinC, também, afeta as atividades técnicas e de pesquisa do MHN, fundamentais ao funcionamento de qualquer lugar voltado para a preservação de acervos e disseminação de informações a respeito. Como resultado, o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) é detentor da triste estatística de 60% de evasão dos servidores aprovados no último concurso público, devido à precariedade das condições de trabalho.
Desde 2004, o Governo Federal firmou inúmeros acordos com os servidores do MinC, sendo que estes foram desrespeitados, não cumpridos ou atendidos em parte.
O Museu Histórico Nacional vai parar suas atividades de qualquer forma. A questão é: ou paramos agora numa greve, visando a sua sobrevivência futura, ou esperamos a instituição fechar suas portas, padecendo por falta de funcionários, pela degradação do acervo e pela decadência das suas atividades expositivas, sociais, educativas e de pesquisa. Quem perde é a sociedade como um todo, uma vez que museus como MHN são ferramentas culturais fundamentais à educação e à formação de uma cidadania crítica. GREVE JÁ!
SERVIDORES PÚBLICOS DO MUSEU HISTÓRICO NACIONAL

FÓRUM DA CULTURA

cultura na luta

Situação dos museus brasileiros é debatida em audiência no Senado Federal

A ministra da Cultura, Marta Suplicy, participou na manhã desta terça-feira (23), em Brasília (DF), de audiência pública na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal. Em pauta, as diretrizes e prioridades do Ministério da Cultura (MinC) para o ano de 2014 e a situação atual dos museus Brasileiros.

Presidida pelo senador Ciro Miranda (PSDB-GO) e solicitada pelos membros da comissão, a audiência contou com a participação do presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Angelo Oswaldo.

Durante sua fala, Marta Suplicy fez esclarecimentos sobre o orçamento do MinC para este ano e destacou as ações e programas prioritários para os próximos meses, sendo o Vale-Cultura o principal deles.
Programas educativos em espaços museais, financiamento à requalificação de museus e o Decreto 8.124/2013 foram alguns dos temas debatidos durante a audiência pública.

Programas educativos em espaços museais, financiamento à requalificação de museus e o Decreto 8.124/2013 foram alguns dos temas debatidos durante a audiência pública.

A ministra ressaltou que mais de 500 mil trabalhadores brasileiros já possuem o cartão e que o programa tem sido bastante aceito, tendo inclusive se tornado referência para outros países, a exemplo da Bolívia, que planeja para breve a implantação de programa em moldes semelhantes.

A pauta legislativa e o bom relacionamento da casa com o Ministério da Cultura também foram citados pela ministra, que ressaltou a aprovação do projeto que altera as condições de arrecadação e distribuição de direitos autorais de obras musicais, sob responsabilidade do Ecad, e da PEC da Música, entre outros projetos.

Museus
Ao ser questionada sobre a situação dos museus, Marta Suplicy passou a palavra para Angelo Oswaldo, presidente do Ibram. Oswaldo destacou os programas educativos dentro dos museus e sua importância para as instituições, sublinhando que não se pode falar de museus sem falar de educação.

O presidente do Ibram também chamou atenção para os investimentos no setor museal e a importância que a ministra Marta Suplicy tem dado para a área, destacando que 39 museus estão sendo beneficiados com verbas do PAC Cidades Históricas, além de investimentos do Fundo Nacional de Cultura e de uma parceria do MinC com a Petrobras, que destinou R$ 20 milhões para instituições nas cidades e próximas às cidades-sede da Copa do Mundo.

O Decreto 8.124/2013, que regulamentou o Estatuto de Museus, foi citado pela senadora Ana Amélia (PP-RS), que questionou a relação do governo com o mercado de arte.

Angelo Oswaldo explicou que desde a promulgação do decreto, em outubro do ano passado, o Ibram tem conversado com o setor e dirimido dúvidas. O presidente do Ibram lembrou que a Constituição Federal, em seu artigo 216, preceitua como obrigação do poder público, com a colaboração da comunidade, a promoção e proteção do patrimônio cultural brasileiro e sublinhou que a Declaração de Interesse Público, mecanismo instituído pelo Decreto 8.124/2013, tem este propósito.



Texto: Ascom/Ibram
Foto: Elisabete Alves/MinC


Foto: Situação dos museus brasileiros é debatida em audiência no Senado Federal

A ministra da Cultura, Marta Suplicy, participou na manhã desta terça-feira (23), em Brasília (DF), de audiência pública na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal. Em pauta, as diretrizes e prioridades do Ministério da Cultura (MinC) para o ano de 2014 e a situação atual dos museus Brasileiros.

Presidida pelo senador Ciro Miranda (PSDB-GO) e solicitada pelos membros da comissão, a audiência contou com a participação do presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Angelo Oswaldo.

Durante sua fala, Marta Suplicy fez esclarecimentos sobre o orçamento do MinC para este ano e destacou as ações e programas prioritários para os próximos meses, sendo o Vale-Cultura o principal deles.
Programas educativos em espaços museais, financiamento à requalificação de museus e o Decreto 8.124/2013 foram alguns dos temas debatidos durante a audiência pública.

Programas educativos em espaços museais, financiamento à requalificação de museus e o Decreto 8.124/2013 foram alguns dos temas debatidos durante a audiência pública.

A ministra ressaltou que mais de 500 mil trabalhadores brasileiros já possuem o cartão e que o programa tem sido bastante aceito, tendo inclusive se tornado referência para outros países, a exemplo da Bolívia, que planeja para breve a implantação de programa em moldes semelhantes.

A pauta legislativa e o bom relacionamento da casa com o Ministério da Cultura também foram citados pela ministra, que ressaltou a aprovação do projeto que altera as condições de arrecadação e distribuição de direitos autorais de obras musicais, sob responsabilidade do Ecad, e da PEC da Música, entre outros projetos.

Museus
Ao ser questionada sobre a situação dos museus, Marta Suplicy passou a palavra para Angelo Oswaldo, presidente do Ibram. Oswaldo destacou os programas educativos dentro dos museus e sua importância para as instituições, sublinhando que não se pode falar de museus sem falar de educação.

O presidente do Ibram também chamou atenção para os investimentos no setor museal e a importância que a ministra Marta Suplicy tem dado para a área, destacando que 39 museus estão sendo beneficiados com verbas do PAC Cidades Históricas, além de investimentos do Fundo Nacional de Cultura e de uma parceria do MinC com a Petrobras, que destinou R$ 20 milhões para instituições nas cidades e próximas às cidades-sede da Copa do Mundo.

O Decreto 8.124/2013, que regulamentou o Estatuto de Museus, foi citado pela senadora Ana Amélia (PP-RS), que questionou a relação do governo com o mercado de arte.

Angelo Oswaldo explicou que desde a promulgação do decreto, em outubro do ano passado, o Ibram tem conversado com o setor e dirimido dúvidas. O presidente do Ibram lembrou que a Constituição Federal, em seu artigo 216, preceitua como obrigação do poder público, com a colaboração da comunidade, a promoção e proteção do patrimônio cultural brasileiro e sublinhou que a Declaração de Interesse Público, mecanismo instituído pelo  Decreto 8.124/2013, tem este propósito.

 

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Elisabete Alves/MinC

Fotógrafos que atuam em Brasília defedem o tombamento do céu da cidade

Definição do céu de Brasília é lembrada por Orlando Brito, fotógrafo que também defende que o espaço aéreo da capital torne-se Paisagem Cultural Brasileira. Presidente do Iphan diz que iniciativa é louvável, mas há dificuldades

Foto feita por Orlando Brito inspirada na frase de Lucio Costa: ajuda na preservação da visibilidade da linha do horizonte ( Orlando Brito/Esp. CB/D.A Press)
Foto feita por Orlando Brito inspirada na frase de Lucio Costa: ajuda na preservação da visibilidade da linha do horizonte

Um dia, no apartamento de Lucio Costa, virado para o mar do Rio de Janeiro, o fotógrafo Orlando Brito teve uma conversa com o arquiteto e urbanista que assina o projeto urbanístico de Brasília. Era 1992 e Brito já vivia em Brasília havia 35 anos. “Eu disse a ele que o que faltava em Brasília era o mar. Lucio colocou a mão no meu ombro e, com um sorriso, disse: ‘Meu filho, o mar de Brasília é o céu’. Quando voltei para cá, precisava de imagem para simbolizar essa frase”, relembra Orlando Brito. O fotógrafo tornou-se referência quando o assunto é o céu de Brasília, o mesmo que o arrebatou quando ele pisou pela primeira vez na nova cidade, em 1957.

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Para ele, a ideia de tombar o céu da cidade, como se tem discutido, pode ajudar a preservar a visibilidade da linha do horizonte. “A ideia é manter o acesso visual a essa maravilha que é o céu de Brasília. De noite, temos a sensação de que estamos vendo todas as estrelas do universo”, ilustra. O arquiteto Carlos Fernando de Moura Delphim redigiu um projeto, ainda não encaminhado ao Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que pretende intitular o firmamento da cidade como uma Paisagem Cultural Brasileira.

O dono da ideia lembra que quando surgiu o projeto de Brasília tornar-se Patrimônio Histórico da Humanidade, muitos pensaram que não iria para frente. Hoje, a defesa é feita com veemência pelos especialistas. “Se as curvas em concreto podem ficar protegidas, por que não a paisagem azul? Alguns chegaram a rir da ideia, mas ela é bem simples”, argumenta Carlos Fernando. A proposta do projeto é definir regras de cores, gabaritos, alturas e volumes de construções para não impedirem a vista do céu. “Cada lugar tem uma identidade, uma marca. E a de Brasília é o céu.”
 

Artista faz performance pintando quadro com a vagina

Certamente a performance da artista suíça Milo Moire, durante um evento cultural na Alemanha, não deixa ninguém indiferente.

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Para discutir o tema da sexualidade feminina, ela resolveu expelir a tinta, embalada num objeto que simula ovo, da vagina para fazer o quadro que, no final, teve forma de útero.



http://queminova.catracalivre.com.br/2014/04/21/artista-faz-perfomance-pintando-quadro-com-a-vagina/

Exposição no Complexo da Maré mostra luta pelos direitos LGBT

O Complexo de Favelas da Maré recebe de 26 de abril a 9 de maio a exposição fotográfica “Eu te desafio a me amar”, de Diana Blok, na Galeria 535, com entrada gratuita.

Divulgação
A mostra da artista uruguaia/holandesa coloca em foco a identidade sexual, a diversidade das relações afetivas e as questões de alteridade. Fotografias de personalidades, famílias e militantes LGBT, entre eles moradores do Complexo da Maré também estarão expostas.
Imagens de artistas como Ney Matogrosso, Ellen Oleria e Rafucko serão apresentadas na exposição. Também foram fotografados militantes e outras personalidades ligadas à questão da luta pelos direitos LGBT, como João Nery, primeiro homem transexual a ser operado no Brasil; Tatiana Lionço, doutora em Psicologia, ativista feminista e membro fundadora da Cia. Revolucionária Triângulo Rosa; e Marcelo Caetano, primeiro aluno da UnB a ter o direito de usar o nome social; Gustavo Bernardes, coordenador LGBT da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, e Jean Wyllys, jornalista e deputado federal que defende os direitos da população LGBT.
Além da exposição, haverá o projeto com o mesmo nome e que visa estimular o debate sobre os direitos da população LGBT no Brasil por meio de fotografias, vídeos e discussões sobre a temática.
Mais informações do site da galeria.

http://catracalivre.com.br/rio/agenda/gratis/exposicao-em-galeria-no-complexo-da-mare-mostra-luta-pelos-direitos-lgbt/

Em Nova York, MoMA derruba o museu vizinho

  • Instituição dá início à controversa demolição do edifício do American Folk Art Museum

Começo do fim. Andaimes foram colocados na semana passada no entorno do AFAM; fachada será removida e preservada
Foto: Ozier Muhammad/The New York Times
Começo do fim. Andaimes foram colocados na semana passada no entorno do AFAM; fachada será removida e preservada Ozier Muhammad/The New York Times
NOVA YORK — Já quase não se vê a fachada mais comentada de Nova York atualmente: na semana passada, os andaimes começaram a subir em volta do prédio do antigo American Folk Art Museum (AFAM), construído em 2001 e logo alçado a um dos primeiros trabalhos significantes de arquitetura do século XXI na cidade. O edifício será demolido como parte dos planos de expansão do Museum of Modern Art (MoMA), seu vizinho na Rua 53, que comprou o imóvel três anos atrás, quando o AFAM, com problemas financeiros, precisou se mudar para instalações mais modestas no Upper West Side.
A remoção da fachada — um conjunto escultural formado por 63 painéis de bronze que, em resposta à comoção generalizada, será guardado num depósito, com futuro ainda incerto — será a primeira etapa da controversa decisão do museu, dono da maior coleção de modernismo do mundo, de derrubar o prédio projetado pelos premiados arquitetos Todd Williams e Billie Tsien. Em seu lugar, será erguida uma estrutura para ligar as atuais galerias do MoMA, reformadas há dez anos pelo japonês Yoshio Taniguchi, à base de uma torre residencial de 82 andares criada pelo francês Jean Nouvel, que incluirá três andares de espaço expositivo para o museu.
“falta de imaginação”
É raro projetos expressivos de arquitetura terem vida tão curta. Diante dos protestos que sucederam o anúncio das intenções do MoMA, em abril de 2013, a instituição incumbiu a empresa Diller Scofidio & Renfro — a mesma que desenhou o futuro MIS carioca — de avaliar a possibilidade de preservar o edifício. Em janeiro, veio o veredicto final:
— Para salvar o prédio, perderíamos muito do próprio — disse em entrevista coletiva a arquiteta Elizabeth Diller, explicando que a mobilidade entre as galerias dos prédios de Tanigushi e Nouvel demanda corredores fatiando o edifício do AFAM, que fica no meio.
Os arquitetos do AFAM, que são casados e desde o início do imbróglio só haviam emitido um comunicado, divulgaram outro na última terça-feira, quando a obra começou: “Um prédio admirado, visitado e estudado por tantos agora será reduzido à memória”, dizia o texto. Mais tarde, eles deram ao “New York Times” a primeira entrevista desde o anúncio da demolição. “Sim, todos os prédios um dia virarão pó, mas este poderia ter sido reutilizado. Infelizmente, a imaginação e o desejo não estavam lá”, declarou Williams.
A reforma do MoMA vem num momento de intensa mudança nos principais museus de Nova York: o Whitney irá para um prédio novo do arquiteto italiano Renzo Piano no Meatpacking District em 2015, e o Metropolitan se prepara para usar seu endereço antigo na Rua Madison por oito anos. O MoMA, por sua vez, promete se abrir mais ao público, reformando o lobby e fazendo de todo o primeiro andar — incluindo o jardim de esculturas — gratuito. O redesenho do complexo, ainda sem orçamento definido, deve ser finalizado em 2019.
A comunidade de arquitetos agora se articula para que a fachada do AFAM seja apresentada permanentemente em outro lugar. Uma das propostas é que seja levada para o museu de esculturas Storm King, em Mountainville, NY. Outra sugere o MoMA P.S.1, espaço do próprio museu no Queens. A diretoria do MoMA tem recusado dar declarações à imprensa.

http://oglobo.globo.com/cultura/em-nova-york-moma-derruba-museu-vizinho-12257010

22/04/2014

EXNEMUS apoia a greve nacional das/os Servidores da Cultura



Vila Mimosa busca patrocínio para reformar espaço e criar Museu do Sexo

Associação aproveita proximidade com o Maracanã e Copa do Mundo para faturar e

Francisco Edson Alves
Rio - Situada nas imediações do Maracanã, a Vila Mimosa, na Praça da Bandeira — famoso ponto de prostituição do Rio —, também traça planos para aproveitar a proximidade da Copa do Mundo. Os principais projetos que podem sair do papel agora são a nova Vila Mimosa, batizada de Cidade das Meninas, do arquiteto Guilherme Rodrigues Ripardo, e o Museu do Sexo. Durante os jogos do Brasil na Copa, haverá uma programação especial na Vila Mimosa.

“Estamos buscando parcerias com instituições privadas, inclusive internacionais, e governamentais, para construir a Cidade das Meninas e o Museu do Sexo, orçados em mais de R$ 4 milhões. Já há empresários estrangeiros interessados em patrocinar as obras”, garante Cleide Almeida, assistente social da Associação dos Moradores do Condomínio Amigos da Vila Mimosa (Amocavim).
Mais de 4.500 garotas de programa se revezam 24 horas por dia na Vila Mimosa. Número vem subindo por causa da Copa
Foto:  Raphael David / Agência O Dia
Inspirados em traços de Oscar Niemeyer, o projeto da nova Vila Mimosa é dividido em dois complexos com cinco módulos, num total de 1.825 metros quadrados. O projeto inclui espaço para anfiteatro, desfiles de moda, salas para cursos, creche, estacionamento para 70 carros, posto de saúde e escritórios.
Já o futuro Museu do Sexo, segundo Cleide, prevê fotos, filmes, réplicas de roupas, recortes de jornais e documentos, entre eles carteirinhas funcionais de prostitutas que as profissionais do sexo eram obrigadas a usar por ordem da polícia nos anos 70. A ideia é reunir um acervo desde os primórdios da Vila Mimosa, no século 19, quando ela se localizava na então Zona do Mangue, até o atual endereço, na Rua Sotero dos Reis.
Cleide, da associação, procura parcerias 
para desengavetar projetos
Foto:  Raphael David / Agência O Dia

A dois meses da Copa, a Vila Mimosa está atraindo também novas mulheres. Atualmente, de acordo com a Amocavim, cerca de 4.500 garotas de programa se revezam 24 horas por dia em 150 imóveis. No ano passado eram 3.500. “A maioria das que estão chegando é de jovens”, diz Cleide, ressaltando que as prostitutas mais antigas estão indo embora da Vila.
J., de 18 anos, conta que está há apenas três meses na Vila Mimosa, onde diz ganhar até R$ 700 por dia. “Entrei nessa vida por falta de opção e para ajudar em casa, pois tenho oito irmãos”, alega a jovem, acrescentando que não quer viver da prostituição. “Só vou juntar dinheiro para abrir uma loja”, planeja ela.
G., de 19, também é nova no local: “Quem sabe não conheço um turista gringo rico e me mando com ele para o exterior depois da Copa?”, sonha. V., 43 anos, é uma das que abandonaram o prostíbulo. “Fiquei 20 anos lá (na Vila Mimosa). Ganhei um dinheiro que deu para construir minha casa e sustentar uma filha.
Mas agora quero novos rumos para mim”, comenta V. Ela faz curso de corte e costura, um dos dez oferecidos a 680 pessoas pela Amocavim, em parceria com a Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec).

Bares, lojas e até ambulantes movimentam R$ 1 milhão por mês
Para tentar atrair mais clientes, cerca de 170 comerciantes da Vila Mimosa, que, juntos, chegam a movimentar em torno de R$ 1 milhão por mês, prometem dar um banho de loja nas ruas Sotero Reis, Ceará, Lopes Souza e Hilário Ribeiro. Para amenizar o péssimo visual proporcionado por esgotos a céu aberto e lixo, as ruas serão limpas e pintadas com as cores do Brasil. Telões serão instalados em alguns pontos.
Alguns donos de bordéis, bares e boates da localidade já se anteciparam e instalaram TVs, poltronas confortáveis, máquinas de cartão de crédito e ar-condicionado em seus estabelecimentos. Para divulgar as recentes melhorias, os comerciantes usam as redes sociais.
“Proporcionando maior conforto, hoje atendemos até 400 pessoas por dia, o dobro que o ano passado”, diz o gerente da boate Opção Night Club, Zizico Oliver.
Na Vila Mimosa, frequentada por cinco mil pessoas por dia, os ambulantes também faturam. Há dois anos, Abimael Andrade vende shorts por lá. “Chego a vender 20 peças (R$ 50 cada uma, em média) por dia”, revela.
Inspirado nos traços de Oscar Niemeyer, projeto Cidade das Meninas, do arquiteto Guilherme Ripardo, prevê uma área construída de 1.825 metros quadrados
Foto:  Reprodução
 
http://odia.ig.com.br/noticia/rio-de-janeiro/2014-04-13/vila-mimosa-busca-patrocinio-para-reformar-espaco-e-criar-museu-do-sexo.html 

Públicos de cultura no Brasil

Na última quarta-feira (9/4), o Sesc e a Fundação Perseu Abramo apresentaram os números preliminares da pesquisa Públicos de Cultura – Hábitos e Demandas. O objetivo era ampliar o conhecimento sobre o público e orientar ações do setor. Para isso, foram investigados o comportamento, a disponibilidade e a frequência com que os entrevistados consomem ou produzem cultura, em 139 municípios em área urbana de 25 estados, das cinco regiões do país.
Alguns resultados chamam a atenção, em especial os que dizem respeito ao que não está no leque de atividades culturais dos entrevistados: 61% nunca foram a uma peça de teatro em qualquer local (61%) e 57% nunca assistiram uma peça no teatro; 75% nunca foram a espetáculos  de dança ou balé no teatro; 71% nunca estiveram em exposições de pintura, escultura e outras artes em museus ou outros locais; 89% nunca foram a um concerto de ópera ou música clássica em sala de  espetáculo e 83% em qualquer outro local; e 70% nunca foram a uma exposição de fotografia.
Os motivos para a não frequência a essas atividades se equilibram entre o não gostar e o não existir algumas delas na cidade. É considerável a proporção de respostas que indicam o fato de não terem costume e/ou não acharem interessantes/importantes alguns desses tipos de atividades. 26% dos entrevistados afirmam que não gostam de exposições artísticas e outros 26% que não sabem ou nunca foram a uma.
No que diz respeito à leitura, por exemplo, a maioria (58%) não leu nenhum livro nos últimos seis meses e os que leram possuem uma média de apenas 1,2 livros lidos no período. Os temas literários mais procurados são romance ou ficção, seguidos pela bíblia e por livros de cunho religioso e espiritualista.
As atividades cuja maior parte das pessoas entrevistadas afirmou já ter realizado foram: assistir a um filme em casa ou outro lugar diferente do cinema (91%), dançar em bailes e baladas (80%), ir ao cinema (78%) e ao circo (72%), ler um livro por prazer (69%), assistir a um show de música em casa ou outro local diferente de casas de espetáculos (69%) e ir a bibliotecas (58%).
Capital cultural - Para o sociólogo Sérgio Micelli, presente no seminário de apresentação da pesquisa, a falta de repertório adequado para o consumo de cultura é uma das principais causas do que os entrevistados chamam de “não gostar” de determinadas atividades. “A pesquisa mostra a prática cultural brasileira tal qual ela se dá. O problema não é só de acesso, é de repertório. E o que está acontecendo é a constituição de um padrão de consumo que não tem muito a ver com os equipamentos. Os equipamentos se tornaram nichos para clientelas reduzidas. O retrato social da audiência é muito peculiar e depende do cumprimento de uma série de exigências de repertório”, afirmou.
Além disso, há a concorrência com os meios digitais. “A possibilidade de acessar o que antes exigiria ir ao Louvre, ou comprar uma enciclopédia ilustrada, se tornou relativamente muito mais banal, embora a experiência online não seja a mesma. Mas o acesso à cultura está franqueado, a pessoa pode ter da sua casa, ou do seu celular. Há uma mudança acontecendo e os efeitos sociais e culturais ainda não estão claros”, disse o coordenador da pesquisa, Gustavo Venturi.
A mobilidade social e material, tão falada nos últimos anos e também apontada pela pesquisa, não se refletiu na mobilidade do ponto de vista cultural, como também indicou Venturi. “Isso mostra que no plano dos valores mais amplos essa mobilidade não foi suficiente. Nesse sentido, as políticas culturais são fundamentais para uma mudança efetiva da sociedade. Não basta, ainda que seja necessário e legítimo, elevar a qualidade de vida do ponto de vista material da população, os horizontes de transformação social ainda estão distantes e me parece que é difícil chegarmos lá sem mexermos nessa questão do capital cultural.”
Como os gestores de cultura podem direcionar suas atividades nesse caminho, então? Segundo Micelli, promovendo a exposição continuada, com um padrão, o que terá consequências em termos de política cultural. “A arena da atividade cultural é de enfrentamento e competição. Há diversas instâncias em luta e rivalidade, hostis, em relação ao poder e à legitimação. A televisão está o tempo todo dizendo que a visão dela é a certa. É um enfrentamento. E ele não será resolvido por reconciliações imaginárias. A indústria cultural espelha uma prática cultural dominante na sociedade brasileira”, alertou o professor.
Para Venturi, o investimento nos equipamentos culturais é um dos modelos a serem adotados. “É o questionamento desse modelo que nos permitirá ir além da indústria cultural.”
Indústria cultural – No que concerne à TV, 62% dos entrevistados afirmam assistir apenas aos canais abertos e 28% tanto a TV aberta quanto a por assinatura. Os principais produtos culturais vistos na TV são as novelas (54%), filmes (52%) e os jornais de notícias (44%). Entre os filmes prediletos, estão os de aventura (39%), comédia (38%) e romance (29%), com preferência pelo cinema americano (45%) e menos pelo nacional (33%). Cerca de 65% das pessoas vêem filmes nacionais de vez em quando, enquanto 22% sempre e 14% disseram nunca assisti-los.
Com relação aos gostos musicais, os gêneros mais mencionados foram: sertanejo, MPB, Forró, Gospel e Pagode; e as principais danças foram o Forró, a Dança de salão, Samba e Street Dance/Rap. No que diz respeito aos gêneros de teatro, o preferido, com grande distância, é a comédia. Com relação a outros tipos de apresentação, destacam-se o circo, as comédias stand up e os teatros de bonecos.
A maioria das pessoas entrevistadas afirma gostar de observar os principais elementos culturais e artísticos da cidade, tais como parques (89%), arquitetura em geral (73%), luzes artísticas e decorativas (70%), monumentos e estátuas (68%), propaganda e publicidade (54%) e grafites/murais (49%).
Os principais locais visitados quando se deseja fazer alguma atividade cultural nos fins de semana são os shoppings, cinemas, parques, igrejas, teatros, restaurantes e outros espaços de alimentação e praças. A maior parcela se dedica, nos lugares citados, a atividades de entretenimento e atividades culturais, com uma pequena participação de atividades esportivas e religiosas. Um dado curioso é que, na percepção de 51% dos entrevistados, nenhuma atividade cultural é feita por eles aos fins de semana. Essa proporção chega a 85% entre segunda e sexta-feira, de forma que a principal atividade cultural citada passa ser a ida a igrejas e outros locais religiosos.
“Cada vez mais eu vejo que temos muitos capitais culturais. Não existe um único caminho. Passa pela construção e mudanças dos diversos capitais culturais, a partir de uma troca efetiva entre eles”, concluiu Márcia Costa Rodrigues, gerente de cultura do Departamento Nacional do Sesc.
Clique aqui para acessar o site com os dados da pesquisa e o vídeo do seminário de apresentação.

http://www.culturaemercado.com.br/noticias/publicos-de-cultura-no-brasil/





16/04/2014

Greve Cultura


Funk abre exposição e divide opinião de fãs do Museu de Arte do Rio

Curador fala de Tequileiras do Funk: 'Incentiva mulher a ser dona do corpo'.
Internautas discutem escolha; dançarina diz que 'surra de bunda' é arte.

 
Débora Fantine, líder das Tequileras do Funk (Foto:
Divulgação / Site do grupo)

O show do grupo paulista Tequileiras do Funk marcado para esta terça-feira (15), em evento de abertura de uma exposição do Museu de Arte do Rio (MAR), provocou discussão entre fãs na página da entidade no Facebook. A apresentação das Tequileiras, conhecidas pela dança "surra de bunda", vai acontecer no Cabaret Kalesa, no centro do Rio, na festa de inauguração da exposição "Josephine Baker e Le Corbusier no Rio – Um Caso Transatlântico".

A exposição do MAR é baseada no encontro no Rio, em 1929, do arquiteto suíço Le Corbusier com a dançarina, cantora e atriz norte-americana Josephine Baker. "Em sua época, Josephine subverteu questões ao lidar com o jeito que percebemos gêneros, orientação sexual, classe e especificamente raça. O convite às Tequileiras para o evento de abertura ocorreu porque, no contexto brasileiro atual, vemos um espírito similar na manifestação delas", explica ao G1 um dos curadores, o colombiano Carlos Maria Romero.

O anúncio do evento na página para fãs do MAR no Facebook deu início a comentários negativos na rede social. "Caso eu quisesse ver algo desse tipo, iria a um baile funk", argumentou uma das participantes da página. "Empoderamento? Fala sério, exploração sexual da figura feminina. Cada dia mais vulgarizada", diz outro comentário. Após as críticas, outros participantes defenderam o evento. "Chocante é a visão estreita de cultura desses 'envergonhados'. Lamentável! Viva as tequileiras! Todo apoio a essa linda e democrática iniciativa do MAR", diz um dos defensores (leia o debate).

Tequileiras do Funk no museu: 'Poder feminino' (Foto:
Divulgação / Thales Leite / MAR)
Tequileira estreia para museu
A experiência é inédita para as funkeiras. "É a primeira vez que a gente está fazendo uma apresentação para um museu de arte. O pessoal aqui é dez", elogia a animada Débora Fantine, uma das Tequileiras do Funk. Ela tem 27 anos e mora em São José dos Campos (SP).
Perguntada se ela considera que a "surra de bunda" também é arte, Débora não hesita: "Lógico que é!", diz. Ela concorda com a opinião do curador, que compara o seu trabalho à postura pioneira de Josephine. "As mulheres têm que ser livres. Um homem vai na balada e 'cata' 10 mulheres, e a mulher que faz o mesmo é uma biscate. Tem que ter direitos iguais para todo mundo", diz.
'Empoderamento feminino'
O perfil oficial do Museu no Facebook entrou na discussão e publicou: "A exposição 'Josephine Baker e Le Corbusier no Rio" discute questões de gênero, raça e formalidade nas artes. Hoje, dia de abertura, sairemos do nosso espaço expositivo e vamos ao Cabaret Kalesa para colocar em pauta as relações com o gênero e o comportamento feminino. A música do grupo discute o empoderamento feminino, ao performar uma inversão das relações de dominação entre homens e mulheres. É um momento em que o Brasil discute intensamente o assunto".
Josephine e Le Corbusier são descritos como personalidades de vanguarda no texto oficial da exposição do MAR. "Foi a primeira estrela negra da dança mundial, e subverteu os padrões de seu tempo com o corpo nu e coreografias de movimentos selvagens e anárquicos". "Ela também foi controversa", diz Romero, ao compará-la com as Tequileiras do Funk. Ele elogia a postura feminista do grupo brasileiro e a discussão que ele provoca sobre "mulheres serem donas de seus próprios corpos".

Matéria sobre a 'surra de bunda' no Gawker (Foto:
Reprodução/Gawker)

'Marretar o bumbum'
Em 2010, a "surra de bunda" também foi alvo de discussão no site norte-americano Gawker. "O Brasil, lar dos traseiros mais célebres do mundo, inventou uma nova dança. É a chamada 'Surra de bunda', em que uma mulher apoia seus pés sobre os ombros de um homem para, em seguida, marretar o bumbum em seu rosto", descreveu Maureen O'Connor, no Gawker.
A dança foi popularizada no Brasil pelas Tequileiras do Funk Beatriz Fantine, Claudinha Vulcão e Débora Sabatine. Vestidas com roupas sensuais, elas costumam convidar pessoas da plateia para participar da coreografia em cima do palco, ou mesmo em um balcão de bar.

Tequileiras do Funk com curadores da exposição do Museu de Arte do Rio, Inti Guerrero e Carlos Maria Romero (Foto: Divulgação / Thales Leite / MAR)

 http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2014/04/surra-de-bunda-abre-exposicao-de-arte-e-divide-opinioes-de-fas-de-museu.html

 

46 museus virtuais para você visitar de graça

Catraca Livre.
46 museus virtuais para você visitar de graça http://bit.ly/1niieHh

(Imagem: "The Lovers", René Magritte, em exposição no MoMA)
— com Elisabete Cristina Teixeira Barretto e Sandro Mattos Mattos.
 
 

Curador do Masp rebate acusações feitas pelo Ibram

Teixeira Coelho diz que não escreveu artigo para \"esculhambar esforços\" do governo federal, mas critica falta de participação

O curador-chefe do Museu de Arte de São Paulo (Masp), José Teixeira Coelho Netto, em resposta à entrevista do presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Ângelo Oswaldo, publicada ontem no Estado, disse que “é espantosa sua ignorância da produção e da organização do Masp nos últimos sete anos”. Oswaldo declarou que “a programação do Masp foi afetada por um curador que é mais professoral do que curatorial”, criando impasses para o museu. “O museu está encalacrado no sentido curatorial, programático”, criticou o presidente do Ibram, órgão do Ministério da Cultura.
As críticas foram feitas a propósito do projeto curatorial de Teixeira Coelho, que, segundo o presidente do Ibram, teria um peso negativo na situação pela qual passa o Masp, com uma dívida em torno de R$ 10 milhões e impedido de firmar novos contratos para captar recursos junto ao Ministério da Cultura por estar inadimplente. Uma tentativa de estabelecer parcerias com bancos (Itaú e Bradesco) para saldar a dívida foi feita pela diretoria do museu, que formou um novo conselho, agora com 80 membros, em busca de novos rumos para o Masp. Isso deve incluir a participação do consultor financeiro Heitor Martins, ex-presidente da Bienal, no corpo diretivo da instituição.
Sobre sua atuação no Masp, Teixeira Coelho, em resposta ao diretor do Ibram, diz que “um claro programa foi proposto ao museu e aprovado pela diretoria” quando assumiu as funções de coordenador curatorial do museu, plano esse que incluía a formação de um comitê curatorial composto por artistas, colecionadores, curadores e historiadores. “As declarações de Ângelo Oswaldo são um insulto também a esse comitê, cuja existência ele talvez ignore.”
O programa apresentado por Teixeira Coelho, ao assumir a curadoria do Masp há sete anos, incluía a renovação no modo de expor a coleção do museu e a abertura das galerias à arte contemporânea brasileira e internacional. Criticado pelo presidente do Ibram de não ter contribuído para superar os problemas do Masp, Teixeira Coelho lembrou que, ao assumir a curadoria do museu, em 2006, seu público era pouco mais de 300 mil visitantes por ano, crescendo seis anos depois para 850 mil, resultado, segundo o curador, de suas “proposições” para gerar recursos econômicos. “Pode ser que o Masp não tenha um plano museológico no formato que agora o Ibram quer exigir sem dizer como isso influirá positivamente na vida econômica de museus que não pertencem ao Ibram”, concluiu.
Negando ter escrito artigo no Estado “esculhambando os esforços” do governo federal para ajudar o Masp, como o acusou Ângelo Oswaldo, o curador diz que sempre apontou a falta do governo federal, como estadual, na manutenção do museu.

http://m.estadao.com.br/noticias/arte-e-lazer,curador-do-masp-rebate-acusacoes-feitas-pelo-ibram,1152709,0.htm

6º FÓRUM MESTRES E CONSELHEIROS

6º FÓRUM MESTRES E CONSELHEIROS - AGENTES MULTIPLICADORES DO PATRIMÔNIO - Os desafios da educação patrimonial
Belo Horizonte / 04 a 06 de junho de 2014
A sexta edição deste evento vai ter como temática central os desafios da educação patrimonial, tema essencial nas discussões da área do patrimônio em nossos dias.
Este Seminário vai reunir durante três dias em Belo Horizonte, os diversos agentes do patrimônio envolvidos com as políticas públicas de promoção dos bens culturais – membros dos conselhos municipais do patrimônio, mas também educadores e demais profissionais envolvidos com a temática, além de pesquisadores e estudantes das áreas ligadas à preservação do patrimônio cultural.
Organização: UFMG, IEPHA-MG, IEDS E MPE

CHAMADA DE TRABALHOS E RELATOS DE EXPERIÊNCIAS → ATÉ 15 DE ABRIL
http://www.forumpatrimoniomestres.com/
 
 
 
 

Paralisação dos Servidores da Cultura

 
Servidores do Ministério da Cultura e vinculadas atenderam a convocação do Sindsep-DF.
Fizeram paralisação e visitaram os gabinetes da Ministra Marta Suplicy e da Secretária Executiva Ana Cristina que tomou posse hoje, 09 de abril. Entregaram mais uma vez a pauta de reivindicação. (Fotos Jane Franco)
 
 

06/04/2014

Servidores do MinC anunciam greve geral para maio

Encontro realizado no Rio nesta sexta-feira determinou calendário de ações e as principais reivindicações dos funcionários, que cobram melhorias salariais

RIO — Em uma assembleia realizada na manhã desta sexta-feira, no Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (Sintrasef), no Centro do Rio, servidores do ministério da Cultura (MinC) de todo o país estabeleceram o próximo dia 12 de maio como a data oficial para o início de uma greve geral dos funcionários do MinC que atuam em todo o território nacional. Antes da greve, no entanto, os servidores estabeleceram paralisações pontuais com duração de 24 horas, que acontecem nos dias 9 e 29 de abril, e uma outra de 48 horas que vai ocorrer nos dias 7 e 8 de maio, em conjunto com servidores federais de todas as esferas.
Participaram da reunião os servidores eleitos como delegados por cada estado do país, e que atuam no MinC, no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), nos museus federais ligados ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), na Funarte, na Biblioteca Nacional e na Fundação Cultural Palmares. De acordo com representantes da Confederação dos Servidores Federais (Condsef) os servidores pretendem realizar e manter a greve em atividade até que suas reivindicações comecem a ser negociadas com o ministério do Planejamento. A última vez que a classe negociou com o Planejamento, a pasta acertou um aumento de até 30% na gratificação complementar ao salário.
— O problema desse acerto é que o aumento na gratificação não é uma garantia anual, ele pode ou não pode acontecer — diz o delegado titular do Departamento de Educação e Cultura do Condsef e diretor do Sintrasef, André Angulo.
Entre as principais reivindicações da classe estão um plano de recomposição salarial. De acordo com o Condsef os baixos salários oferecidos aos servidores do MinC são a causa de uma evasão de 55% dos novos concursados que, às vezes, nem chegam a assumir seus postos de trabalho.
— No caso do Ibram essa evasão chega a 71% — diz Angulo.
A classe também exige que o MinC coloque em prática uma "retribuição por titulação", que determinaria adicionais no salário dos servidores com títulos de pós-graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado.
— Esses títulos valem como pontuação a mais na hora do concurso, mas não é revertido em forma de adicional quando os servidores são contratados. O MinC precisa criar essa retribuição — diz o delegado.
Os servidores também pedem um plano de "racionalização dos cargos".
— Eu, por exemplo, sou um museólogo, com curso superior, mas sou créditado numa função técnica. O MinC precisa renomear uma série de funções. Isso causa problemas internos e não geraria custo algum.
Fora isso, os servidores pedem uma maior participação no processo de desenvolvimento e efetivação de políticas públicas.
— Vivemos uma realidade em que os servidores não são consultados, não participam de processos decisórios, e recentemente assistimos a contratação de consultores sem realização de concurso, e que foram empregados pela Fiocruz e pela secretaria de Economia Criativa com salários de R$ 7 mil, enquanto ganhamos em média R$ 3 mil.
Entre outras queixas dos servidores está a contratação pelo Iphan, entre os meses de abril e maio, "de servidores temporários com salários que chegam ao dobro dos efetivos", diz Angulo.
— Além do contraste salarial, são os servidores titulares que têm de ensinar aos temporários como devem fazer o trabalho. Isso gera grandes atritos — diz Angulo.
Em nota divulgada à imprensa, a Condsef afirma que visa “manter vários museus federais fechados durante a Copa do Mundo, em especial o Museu Imperial de Petrópolis”.

Selfie


1º de Abril


#1deAbril

(Dalí Atomicus - Salvador Dalí)


Artes depressão


(Rape - René Magritte)



Barroso da Depressão

#EuNãoMereçoSerEstuprada #MeuCorpoMeusDireitos

Museus, Memória e Ativismo


Barroso da Depressão


#Ressaca #Engov #Epocler #CháDeBoldo

(Casal holandês bêbado, Jan Steen, 1655)



Jovens da Favela da Maré expõem no Museu de Arte do Rio

“A fotografia serve para abrir os olhos das pessoas, para fazê-las enxergar o que é a realidade delas”, afirma Ruan Torquato, um dos integrantes do Mão na Lata, programa de arte-educação que usa a literatura e a linguagem fotográfica.

 Mas mais que a sua realidade, as imagens produzidas por Ruan e seus amigos conectam um Rio de Janeiro do século 19 com a Cidade Maravilhosa dos dias atuais. Estas fotos compõem o livro Cada Dia Meu Pensamento é Diferente (Nau Editora, 2003, 204 págs.) e a exposição homônima, em cartaz até 13 de abril no Museu de Arte do Rio, o MAR.

O projeto Mão na Lata, criado pela fotógrafa, designer e educadora Tatiana Altberg em parceria com a Oscip Redes de Desenvolvimento da Maré em 2003, promove oficinas de fotografia artesanal para jovens de 11 a 17 anos na comunidade da Maré. A técnica usada nas oficinas é o pinhole, na qual os próprios participantes confecionam suas câmeras a partir de latas de alumínio recicladas, revelam os filmes e escaneiam as imagens.

A ideia é compor as fotografias por meio de narrativas literárias que os alunos estudam a cada encontro. Em Cada Dia Meu Pensamento é Diferente, os participantes trabalharam em contos do escritor Machado de Assis e saíram pela cidade em busca de um Rio de Janeiro presente na obra do autor. “Existe uma circulação pequena desses alunos pela cidade como um todo. O percurso cotidiano deles é em grande parte na Maré. A gente foi pra esse Rio de Janeiro do século 19 e foi um choque para eles. Ao mesmo tempo, eles ficaram muito impressionados com a conservação das coisas, ao ver como é difícil preservar essa memória”, afirma Tatiana.

Segundo Luiza Leite, professora de Literatura do projeto, as discussões em sala levaram os alunos para o que chama de “atmosfera machadiana”: “O Machado trabalha muito mais com uma espécie de paisagem interior dos personagens, os conflitos internos. A ideia foi começar do mais externo para o mais subjetivo. Começamos lendo outros autores, para depois ler o Machado de Assis e finalmente escrever biografias, auto-biografias, textos sobre a própria vida”.

As imagens foram produzidas em 2012 e retratam os conflitos éticos, dilemas morais e a crítica presente na obra de Machado sob o ponto de vista dos jovens da Maré. O passado e o presente são sobrepostos em imagens de lugares citados pelo autor em seus contos e em locais que os jovens fotógrafos transitam em seu dia a dia. Por meio de textos e imagens, é como se eles fizessem uma reinterpretação de suas próprias vidas.

É por isso que o resultado do trabalho parece ser mais do que o livro de fotos e a exposição no MAR. “Perceber que sua própria vida é matéria para literatura é fundamental e eu acho que eles conquistaram isso ao longo deste trabalho. É um processo muito vagaroso, um trabalho de construção. Cada encontro é dedicado à leitura de um pequeno conto e depois à construção de uma pequena narrativa. Quando você começa a ler o que os outros escrevem, começa a perceber que também pode escrever e que qualquer coisa da própria vida ou do entorno onde você mora pode ser narrada”, afirma Luiza Leite no vídeo de apresentação da exposição Cada Dia Meu Pensamento é Diferente.

 http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=10&id_noticia=238322

Espanhol fica pelado diante de quadro de Botticelli

Ainda não se sabe a identidade do jovem de 25 anos, nem se o episódio foi uma exibição artística ou uma loucura de um turista

O jovem espanhol que tirou toda a roupa na galeria italiana Reprodução / Facebook Susanna Mantovani


RIO - No último sábado, um espanhol entrou na Galería degli Uffizi, em Florença, na Itália, como um turista, mas quando chegou à sala de “O nascimento de Vênus”, do renascentista Sandro Botticelli, ele se posicionou diante do quadro e começou a tirar todas as peças de roupa, até ficar completamente pelado. A atitude do jovem, de 25 anos — que tem a identidade desconhecida até agora — gerou burburinho nas redes sociais e nos meios de comunicação italianos. Apesar de ter recebido uma denúncia por atos obscenos, o espanhol foi deixado em liberdade.
Segundo o depoimento de Susanna Mantovani, uma guia turística que presenciou a cena, o homem se ajoelhou diante da obra e jogou pétalas de rosa no chão, imitando as flores que caem sobre a deusa na célebre pintura, feita pelo artista italiano entre 1482 e 1485. Atônitos, os seguranças do museu imediatamente chamaram a polícia, que cobriu o espanhol nu e levou-o até a delegacia, enquanto ele gritava “freedom, freedom” (liberdade em inglês).
Jornais italianos afirmam que o jovem perguntou aos guardas se sua performance havia sido gravada, dizendo que “aquilo era poesia”. O diretor da galeria, Antonio Natale, confirmou que a notícia era verdadeira, e afirmou que nenhum dano foi causado à instituição.
“Entre um milhão e 900 mil visitantes, podem haver pessoas inquietas, apaixonadas, com problemas. Talvez ele tenha sido afetado pela síndrome de Adão”, disse Natale.
Ainda não se sabe se o episódio foi uma loucura passageira de um turista ou se o gesto foi uma exibição artística do espanhol. Os comentários na internet sobre o caso são os mais variados, mas alguns asseguram que ele conseguiu, em dois minutos, “explicar a todos o sentido do Renascimento”.

http://oglobo.globo.com/cultura/espanhol-fica-pelado-diante-de-quadro-de-botticelli-11968068

Apps de los mejores museos del mundo

Apps de los mejores museos del mundo
Las artes que hoy tienen mayor vitalidad para el hombre de a pie son cosas que no considera como arte; por ejemplo, el cine, el jazz, frecuentemente la página cómica, los relatos periodísticos de amores, asesinatos y correrías de bandidos. Porque cuando lo que él conoce como arte se relega al museo o a la galería, el incontenible impulso hacia experiencias que se pueden gozar con sí mismas encuentra tantos escapes cuantos el ambiente provee. John Dewey
Afortunadamente la tecnología invade poco a poco cada uno de los rincones de la vida, desde las aplicaciones más absurdas a las más útiles que nos facilitan la vida. Los museos han encontrado en las plataformas digitales una alternativa para llagar a nuevos usuarios o visitantes a cada una de sus obras artísticas, ya sea en formato de guía de museo o de catálogo de obras nos permiten acceder a sus muros de manera virtual.
Aquí un recopilación de las mejores aplicaciones para Android y iOS de museos:

Museo Nacional del Prado. Guía Oficial

museo del prado app storeLa mejor herramienta para disfrutar de la experiencia del Museo del Prado en cualquier lugar del mundo, acompañando e ilustrando a los visitantes del Museo y aproximando la colección a todo el público interesado, estudiantes y amantes de historia del arte. 400 obras que retratan con precisión la esencia del Museo del Prado, cuidadosamente reproducidas, con textos de carácter sintético redactados con el objetivo de informar al lector bien acerca de la historia narrada en la obra, la personalidad artística de su autor, su importancia en el conjunto de las colecciones, o bien de otros aspectos de interés.
Descagar de App Store

Museo del Louvre HD
Aplicación contiene la colección de 2300 mejores cuadros del museo del Louvre. Aquí puede encontrar las obras de Rafael, Rembrandt, Leonardo da Vinci, Paolo Veronese, Delacroix y muchos otros famosos maestros de pintura.
En la aplicación hay los más famosos cuadros del museo, tales como:
-“ La Mona Lisa” de Leonardo da Vinci
– “La coronación de Napoleon I” de Jacques-Louis David
– “Las bodas de Caná” de Veronese
-“La encajera” de Vermeer
Descargar de App Store o Play Store

Metropolitan Museum of Art Navigator
Con más de 50 piezas de la colección permanente del museo en la aplicación se pueden visitar galerías con armaduras y armas, ver instrumentos musicales, esculturas de todo el mundo y piezas de cerámica y metal de diferentes épocas históricas. Más de 60 pinturas seleccionadas para la aplicación incluyen algunas de las más famosas obras de Giotto, Rafael, Botticelli, Rubens, Picasso, Van Gogh, Manet y Cézanne.
Descargar de App Store

MoMA AB EX NY
El Museo de Arte Moderno de Nueva York, MoMA, alberga obras de Picasso, Van Gogh y Andy Warhol, entre otros muchos. No solo es el segundo más visitado del mundo gracias a su excelente ubicación, en una de las ciudades que más turistas recibe cada año, sino que su colección está considerada una de las mejores en su especialidad. Pero quienes no visiten Manhattan también tienen la oportunidad de colarse en este santuario del arte moderno y contemporáneo. 
Descargar de App Store


Foto 18-02-14 22 33 15DINOSAURS iPad: American Museum of Natural History Collections
American Museum of Natural History Collections contiene un mosaico de más de 1.000 imágenes de archivo del Museo, tejidos juntos para crear una imagen llamativa de dinosaurio más famoso del mundo, el Tyrannosaurus rex. Cada fotografía interactiva incluye información acerca de donde se encontró el fósil y el paleontólogo que descubrió él. Publicar notas en las fotos y leer los comentarios de otros usuarios sobre los dinosaurios y la ciencia. También puedes compartir fotos favoritas con amigos para que puedan unirse a su excavación de dinosaurios virtual.
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Love Art: National Gallery, London
La National Gallery de Londres alberga una de las mayores colecciones de pintura de Europa occidental en el mundo. Estas imágenes son de todos y se presentan aquí para que usted pueda disfrutar y mantener con usted en todo momento. Explora las pinceladas y escuchar las historias detrás de las obras maestras de Leonardo, Renoir, Botticelli, Rembrandt y Van Gogh, además de pinturas menos conocidas y las joyas ocultas. Escuche comentarios y reflexiones de artistas famosos, escritores y expertos que le llevará en un viaje inolvidable en el arte.
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