31/01/2011

Nazileaks

A Revista Piauí liberou o acesso a sua edição 52:http://revistapiaui.estadao.com.br/edicao-52. Nela, pode ser conferida a matéria abaixo.


Uma exposição no Museu Histórico Alemão, em Berlim, convida a nação a se confrontar com sua responsabilidade coletiva na Shoah

por Paulo Nogueira



Ela é feiosa, amarelecida, sem graça. Tem o tamanho de meia folha de papel ofício e quase 70 anos de idade. Passa facilmente despercebida entre outros mil itens mais vistosos da exposição “Hitler e os alemães: povo e crime”, que há três meses agita Berlim.

Ainda assim, é essa folha de 15 por 21 centímetros, banal, impessoal e burocrática que melhor serve à intenção dos curadores da exposição montada no Museu Histórico Alemão: aprofundar o confronto da nação alemã com o seu passado nazista. Ao contrário do Japão e da Áustria, que optaram por não remexer no passivo moral relativo à Segunda Guerra, a Alemanha, a cada nova geração, mergulha mais e mais nos meandros do mais terrível período de sua história, na expectativa de compreendê-lo e, se possível, exorcizá-lo.

O item acima referido registra o telefonema de um engenheiro para a sede de sua empresa, cobrando a entrega de uma mercadoria atrasada. Coisa corriqueira, em suma. O telefonema foi atendido em 17 de fevereiro de 1943 por Fritz Sander, engenheiro-chefe da firma J. A. Topf & Söhne. Depois foi transcrito, datado, fichado, numerado, carimbado, encaminhado, rubricado cinco vezes e, por fim, arquivado no fichário da casa.

A indústria J. A. Topf & Söhne, de porte médio, era dirigida por dois irmãos e tinha sede em Erfurt, cidade central da Alemanha. O autor do telefonema, Karl Schultze, chamara de Auschwitz, a 686 quilômetros dali, na Polônia ocupada. A mercadoria atrasada era um “exaustor número 450 para as câmaras de gás”, que teria sido despachado em 18 de novembro do ano anterior e não chegara. “Dada a urgência de utilização do equipamento”, anotou, metódico, o OberingenieurSander, “devemos enviar de imediato uma nova peça para possibilitar a sua rápida instalação.” Schultze fora despachado de Erfurt três vezes para Auschwitz em 1943 a fim de supervisionar a instalação e funcionamento dos crematórios. No telefonema, ele também solicitava providências para que vinte guinchos manuais encomendados a outro fabricante chegassem logo.

Os curadores da mostra de Berlim optaram por descartar documentos mais chocantes da mesma empresa – como, por exemplo, a carta na qual a Topf & Söhne oferece um método avançado para acelerar o processo de incineração das pilhas de crianças dizimadas nas câmaras de gás. Para pôr os corpos na fornalha, dizia o documento descartado, recomendamos um simples garfo de metal sobre cilindros. Cada fornalha terá um forno medindo 60 centímetros por 45, uma vez que não serão usados caixões. Para transportar os cadáveres dos locais de armazenamento às fornalhas, sugerimos o uso de carrinhos leves, cujo diagrama em escala segue anexo. Heil Hitler! Por extrema, a carta fugiria do ponto de equilíbrio buscado pelos organizadores.

O tema é chocante, mas, quando se pensa, não deveria propriamente espantar, pois não se monta uma indústria da morte sem engenheiros, organogramas e reclamações. Como diz a narração deNoite e Neblina, o primeiro grande documentário sobre os campos de extermínio, dirigido por Alain Resnais em 1955, “um campo de concentração é construído como se constroem hotéis ou estádios – com orçamentos, concorrências, um ou outro suborno”.

Há tempos historiadores vêm demolindo a tese de que a Shoah, a política de extermínio de judeus, era um segredo de Estado guardado pela cúpula do nazismo. Ainda assim é perturbador constatar que um reles papelucho burocrático, com cinco assinaturas igualmente burocráticas, trata com naturalidade de fornos de cremação em Auschwitz. E que engenheiros, secretárias e telefonistas voltavam à noite para a casa, comentavam o dia de trabalho e depois iam dormir sem que a Alemanha acordasse diferente.

Esta é a primeira vez desde a morte do Führer, 65 anos atrás, que um grande museu nacional da Alemanha decide expor a relação entre Hitler e seu povo, jogando luz sobre a sociedade que o nutriu e lhe ofereceu o país para comandar.

A própria localização da mostra já vem carregada de simbolismo. Instalada nas entranhas de um antigo arsenal prussiano que hoje abriga o Museu Histórico Alemão, a exposição está a poucos metros da praça onde o regime promoveu o auto de fé de livros “antigermânicos”, em maio de 1933. “A era do extremo intelectualismo judeu chegou ao fim”, proclamou na ocasião o chefe da propaganda nazista, Joseph Goebbels, enquanto uma população entusiasmada atirava tomos de Kafka, Einstein e Freud na pira.

No país que considera necessário manter proibidas a saudação nazista, a reimpressão do livro Mein Kampf e a reprodução da suástica, a preocupação em impedir que a mostra se torne local de peregrinação neonazista é clara. Inevitavelmente, o cuidado para que o ditador não vire objeto de fetiche acabou resultando numa anomalia: cassaram-lhe a voz. Na exposição inteira não se ouve um só de seus discursos; sequer uma amostra da voz esganiçada que arrebatou todo um povo. Objetos de uso estritamente pessoal do Führer, ou que ele tenha manuseado, também são raros nas salas do museu.

O historiador inglês Ian Kershaw, autor de monumental biografia do Führer recém-lançada no Brasil (Hitler, Companhia das Letras), foi uma das autoridades mundiais que trabalharam estreitamente com os curadores alemães. No ensaio que escreveu para o catálogo da exposição, intitulado Carisma e Violência, ele aborda a relação do líder com seus adoradores e cita o célebre discurso de Nuremberg, de setembro de 1936. “É um milagre vocês terem me encontrado no meio de tantos milhões. E é o destino da Alemanha eu ter encontrado vocês.”

Em outubro de 2010, com o país indo para a terceira geração nascida após a queda do Terceiro Reich, o instituto de pesquisa da Fundação Friedrich Ebert ouviu 2 411 pessoas entre 14 e 90 anos sobre o futuro do país. Um em cada dez alemães respondeu que gostaria de um Führer para, com mão forte, governar em benefício do bem de todos. (Em alemão, a palavra Führer significa “líder” e o seu uso, embora carregado, não deve ser automaticamente compreendido como uma referência a Hitler.) Mais de um terço respondeu que a Alemanha corre o risco de vir a ser controlada por estrangeiros.

“Estamos longe de ter enterrado Hitler”, adverte com cautela recomendável, mesmo que excessiva, um vídeo à saída da exposição de Berlim, cujas portas ficam abertas ao público até fevereiro.

Ernst-Wolfgang Topf, um dos donos da empresa de Erfurt que em 1943 recebeu a reclamação de Auschwitz, morreu aos 74 anos. Seu irmão Ludwig suicidou-se pouco após o final da guerra. O engenheiro-chefe Sander também.

30/01/2011

Museu Nacional do Cairo: antes e depois

No site http://www.eloquentpeasant.com/2011/01/29/statues-of-tutankhamun-damagedstolen-from-the-egyptian-museum/ é possível ver um antes e depois de alguns artefatos saqueados e danificados no Museu Nacional do Cairo. Fica mais fácil de entender a dimensão do ocorrido. Exemplos:








29/01/2011

Cairo. Ainda.

Forte concorrente a imagem do ano para o mundo dos museus:



Essas e outras imagens podem ser acessadas no seguinte endereço: http://hyperallergic.com/17815/egyptian-museum-damage/

Primeiras imagens do Museu Nacional do Cairo

Circulam na internet as primeiras imagens internas feitas no Museu, após a invasão. As informações divulgadas (via http://twitter.com/#!/SultanAlQassemi) dão conta de que forças de segurança já ocupam o Museu para evitar novas invasões, como é possível perceber em uma das imagens.






Museu Nacional do Cairo é invadido

O Museologando informa que, segundo o jornal britânico The Guardian e a agência Reuteurs, saqueadores* conseguiram invadir o Museu Nacional do Cairo. Apesar do escudo humano realizado por cidadãos preocupados em proteger o museu durante a revolta, alguns invasores conseguiram entrar no edifício pela parte superior, é o que declara o arqueólogo Zahi Hawass. Ele afirmou ao The Guardian que, dentre as perdas contabilizadas, estão duas múmias, que foram destruídas.

*= apesar do uso de tal termo pela publicação britânica, a motivação da invasão ainda me parece estar em aberto. Não fica claro se é um saque ou um gesto de invasão e destruição fundamentalista.


28/01/2011

Patrimônio histórico do Egito corre risco com crise política, diz egiptólogo brasileiro

O agravamento dos protestos no centro de Cairo, no Egito, pode ameaçar o patrimônio histórico do país, armazenado em museus da cidade. Nesta sexta-feira (28/01), pelo menos uma pessoa morreu e várias ficaram feridas em manifestações nas proximidades do Museu Nacional do Cairo, o mais importante do Egito.

Segundo a rede de televisão Al Jazeera, os conflitos começaram em uma praça próxima ao museu e à sede do NDP (Partido Nacional Democrático), atualmente está no poder. Uma hora depois, um incêndio nas proximidades do museu assustou os manifestantes, que fizeram uma corrente humana em volta do edifício, de acordo com a emissora.

"O Museu Nacional do Cairo é o maior e mais antigo museu egípcio, um eventual acidente como um incêndio seria extremamente prejudicial não apenas para a cultura do país, mas para todo o patrimônio da humanidade", disse o egiptólogo Antonio Brancaglion Jr ao Opera Mundi.

O museu, que abriga 100 mil objetos em exposição, possui múmias dos mais importantes faraós, papiros e objetos considerados símbolos do país, como o tesouro de Tutancâmon, um dos faraós mais famosos da história egípcia.

"Costumamos dizer que ele tem a pior exposicão dos mais lindos tesouros do mundo e esse é seu principal problema: o próprio edifício", conta Brancaglion, em referência à estrutura do prédio. Para o egiptólogo, a idade do do museu e sua localização são extremamente prejudiciais no caso de um eventual incêndio como o desta tarde.

Central e próximo a sede do partido que ocupa o governo do país, o Museu Nacional do Cairo está em uma "área de risco" no que diz respeito aos riscos que as manifestações podem trazer. Já com relação a possíveis saques e contrabando de peças, Brancaglion não demonstra preocupação.

"Um incêndio próximo ao museu ou no próprio museu seria muito prejudicial não apenas pelo fato de ele abrigar um acervo inimaginável, mas também por não ter estrutura para amenizar os danos em um acidente deste tipo", afirmou.

O egiptólogo conta que há dez anos um atentado ocorreu na frente do Museu Nacional do Cairo, o que fez com que governantes reavaliassem as medidas de segurança. A partir daí, o prédio foi equipado com câmeras de segurança e outros recursos para evitar a entrada de pessoas não autorizadas e furtos.

"O edifício, porém, é muito antigo e sem dúvida não tem uma estrutura eficaz contra incêndio", explicou. "O risco que se corre é exclusivamente em relação a esse tipo de agressão pelo fato deste museu estar próximo à principal área de manifestações. Quanto a roubos e contrabando, não acho que nenhum museu egípcio corra este risco, já que a própria população tem consciência da importância destes lugares e muitos inclusive dependem da atividade turística para sobreviver", disse Brancaglion.

Para ele, o fato de os manifestantes terem feito uma corrente humana em volta do museu ilustra a relação dos egípicios com os tesouros do país. "Isso não acontece apenas com o Museu Nacional do Cairo, mas também com o Museu do Papiro, o complexo das Pirâmides de Gizé, a Esfinge, a Necrópole de Saqqara e etc. Todos sabem da importância destes patrimônios, principalmente no Cairo, onde a principal atividade econômica é o turismo", afirmou.

Medidas

A ameaça, porém, ainda não demanda a intervenção da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) ou de outras organizações, na opinião de Brancaglion.

"O máximo que pode ser feito, pelo menos por enquanto, são campanhas por parte da Unesco e da própria imprensa reiterando a importância dos museus do país e mensurando o tamanho da perda caso algum destes lugares seja danificado. Mesmo assim realmente acredito que a própria população tem consciência desta importância e irá zelar por isso, a não ser que futuros acidentes aconteçam durante os protestos, como foi o caso desta tarde", concluiu.

26/01/2011

UOL/Folha entram na mansão de Edemar Cid Ferreira

http://noticias.uol.com.br/album/110126casaedemar_album.jhtm?abrefoto=43#fotoNav=33

Museu do Game

Em épocas da Campus Party 2011 é inaugurado em Berlim, no último dia 21 de janeiro, o Museu do Game. Totalmente voltado para os jogos de computador, o Computerspiele Museum possui mais 2.000 equipamentos, 14.000 jogos e milhares de documentos sobre a história dos games.


Furacão 2000 no MUSEU

Furacão 2000 no MUF
o funkeiro Jonathan Costa sobe o morro pra conhecer o Museu de Favela - Pavão, Pavãozinho e Cantagalo
Confira o vídeo!

25/01/2011

A Noite é uma Criança no Museu

O apresentador Otávio Mesquita continua a sua jornada em solo peruano. Desta vez, o repórter/apresentador visita o Museu do Ouro no Peru
e mostra todos os tipos de objetos construído à desse precioso metal.
Assista o vídeo!

24/01/2011

Inaugurado o Centro Nacional de Estudos e Documentação da Museologia (Cenedom)

Nesta quinta-feira (20), o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC) comemora dois anos de existência. Às 16h, no auditório da sede do instituto em Brasília (SBN Quadra 2, Bloco N, Sobreloja), haverá um encontro da ministra da Cultura, Ana de Hollanda, com o presidente do Ibram, José do Nascimento Junior, que discutirão os projetos para o setor museal brasileiro.

Na ocasião será inaugurado o Centro Nacional de Estudos e Documentação da Museologia (Cenedom), sediado no prédio do Ibram. Centro de difusão de conhecimentos e repositório de publicações e pesquisas no campo museológico, o Cenedom será referência nacional na área e estará aberto para pesquisadores e para o público em geral a partir do próximo dia 21/1, de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h.

Desafios

O Brasil iniciou o século 20 com 11 museus e chegou ao ano de 2011 com mais de 3 mil instituições museológicas cadastradas. No entanto, apesar do aumento do número de instituições e da crescente relevância social e cultural do setor, ainda são muitos os desafios para ampliar o acesso dos brasileiros ao direito à memória.

Entre os principais desafios do instituto está a descentralização das unidades museológicas no país. Embora a número de instituições esteja em expansão, cerca de 79% dos municípios brasileiros ainda não têm unidades museais. Também é necessário estimular a visitação e qualificar os museus nacionais para o turismo. As cidades que serão as sedes dos jogos da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016, por exemplo, têm, juntas, mais de 600 museus. Os eventos representam uma oportunidade única para incremento da visitação a museus e apresentação do acervo museológico brasileiro ao turismo interno e externo.

É nesse contexto que atua o Ibram, autarquia federal vinculada ao Ministério da Cultura, criada em janeiro de 2009. A criação do instituto representa um marco para o desenvolvimento do setor museal brasileiro e consolida a Política Nacional de Museus, instituída pelo MinC em 2003, com o objetivo de elaborar e implementar políticas públicas específicas para o setor.

Para promover o desenvolvimento do setor e garantir à população o direito à memória, o Ibram elabora, coordena e implementa uma série de ações orientadas pela Política Nacional de Museus.

Museu das Coisas inúteis

Muitas boas idéias nascem em rodas de cerveja, péssimas idéias também. O que não significa que as péssimas idéias não possuam o seu lugar no mundo. Foi pensando nisso que dois sujeitos decidiram criar um museu para objetos surgidos de péssimas idéias. É o Nonseum ou museu das coisas inúteis.

Em vez de objetos que marcaram época, a instituição expõe um conjunto de invenções sem qualquer utilidade. A ideia veio da dupla Fritz Gall e Friedl Umscheid, quando os dois estavam tomando algumas cervejas em um bar e notaram uma garçonete limpando mesas. Depois que um dos lados do pano ficava sujo, ela virava o objeto para utilizar o outro lado. Os dois concluíram que todas as coisas merecem uma segunda chance, não importa quão estragada ela esteja.
Cigarro com filtro dos dois lados

Segura Rolha

22/01/2011

Espaços culturais da prefeitura sofrem com má condição estrutural e programação irregular

Suzana Velasco
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Centros culturais do município em mau estado de conservação - O Castelinho do Flamengo - Foto André Teixeira / Agência O Globo

RIO - Quarta-feira, início de uma tarde de verão de mais de 30 graus. Não há ninguém na recepção do Centro Cultural Oduvaldo Vianna Filho, o Castelinho do Flamengo. Depois de alguns minutos, quando chega outro visitante, um funcionário sai da midiateca, onde as paredes e o teto descascados indicam uma infiltração. Na sala de leitura ao lado, há um ar-condicionado, mas ele está quebrado. Apenas uma das salas da exposição "Bonequinhos viajantes" tem refrigeração, e a recepcionista, de volta, enxuga o suor com uma toalha. O ambiente de precariedade se repete, com maior ou menor intensidade, em outros centros culturais da prefeitura, muitos instalados em casas históricas, que tinham tudo para ser convidativas. Sem programação e orçamento fixos, eles não têm identidade. Vivem no improviso, à espera de uma grana, de uma parceria, de um ventilador para atenuar o calor.

As descontinuidades no governo favorecem o abandono. Qualquer planejamento foi suspenso com a posse do novo secretário municipal de Cultura, Emílio Kalil, em dezembro de 2010, substituindo Ana Luisa Lima, que, por sua vez, assumira o lugar de Jandira Feghali, em abril. Procurado pelo GLOBO, Kalil não quis falar sobre a situação dos centros culturais até ter um rumo para eles. Mas não se conhece sequer a programação dos meses iniciais de 2011, que já deveria estar definida antes da posse do secretário. No fim do ano passado, a coordenadora de artes plásticas da secretaria de Cultura, Ana Durães, só sabia informar algumas das possíveis exposições no Centro de Arte Hélio Oiticica, na Praça Tiradentes.

- Temos alguns projetos em andamento: a exposição "Aquarela brasileira", com curadoria do Wilson Lázaro, e uma mostra de artistas valencianos. A do Victor Arruda está em negociação - disse Ana, no fim de dezembro.

Instalado num belo casarão com áreas abertas, atualmente em obras, o Centro Cultural Laurinda Santos Lobo, em Santa Teresa, também funciona precariamente. A exposição "Abracadabra" reúne peças de arte popular do Museu do Pontal, mas parte do espaço está desocupada. Não há refrigeração - na sala da administração, as portas entreabertas revelam um pré-histórico ventilador de pé servindo a dois funcionários. Mas só há uma mulher em contato com os visitantes. Perguntada se existe algum folheto com informações, ela mostra um papel que traz apenas o nome da exposição.

Centro Cultural Laurinda Santos Lobo / Foto Leonardo Aversa/ Agência O Globo

omo consequência do abandono e da falta de programação regular, os centros culturais municipais têm um baixo número de frequentadores - no Castelinho e no Laurinda Santos Lobos, as funcionárias pedem para que o visitante não se esqueça de assinar o caderno de frequência -, num círculo vicioso que origina mais abandono. No Centro de Arte Hélio Oiticica, na Praça Tiradentes, poucos são os visitantes, apesar de uma exposição de mais qualidade em cartaz, "Geometria impura", uma coletiva de artistas mineiros - cujas obras são preservadas por ar-condicionado. Há apenas uma pessoa na recepção. Nos espaços de exposição, a cadeira de onde alguém deveria supervisionar as obras ou orientar os visitantes está vazia. Supõe-se que há um café no centro cultural, pelas mesas e cadeiras vistas por uma porta de vidro, mas ele está fechado.


FONTE: http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2011/01/21/espacos-culturais-da-prefeitura-sofrem-com-ma-condicao-estrutural-programacao-irregular-923580940.asp

16/01/2011

Museologia é capa do Segundo Caderno do Globo de hoje!


O Museologando se orgulha de dar essa notícia! Hoje, na capa do Segundo Caderno dO Globo, jornal de maior circulação do Rio de Janeiro, a museologia é o assunto da vez!

Por competência de bons profissionais, nisto não há dúvida. Desde 2009, com o trabalho no Ateliê de Carlos Vergara desenvolvido por Maria Paula Cruvinel e sua equipe (conseguida numa parceria do Ateliê com a Escola de Museologia da Unirio) a Museologia começou a atrair a atenção de artistas que perceberam como o nosso trabalho pode ser fundamental para sua atividade. Hoje o ateliê do Vergara conta com uma outra profissional dedicada, Ludmila Costa, e a matéria do Globo ainda destaca o trabalho realizado pelas profissionais Fabiana Motta e Natalia Greco, nos acervos de Beatriz Milhazes e Rubens Gerchman, respectivamente.

A matéria ficou linda! E merece ser lida por todos! Para tanto disponibilizamos para download as duas páginas do Segundo Caderno que contém a matéria:
http://www.4shared.com/document/5Q3MvIDE/O_Globo__2011-01-16_.html

Boa leitura!

15/01/2011

Qual é o tamanho dos visitantes do museu?

Foi exatamente essa pergunta que a eslovaca Roman Ondak queria responder quando criou uma exposição no Museu Stedelijk em Amsterdam. A artista teve a ideia de expor algo que mostrasse a altura dos visitantes que frequentavam o museu. Quando o visitante chega ao local, ele se posiciona de costas para a parede e com uma canetinha marca sua altura acompanhada do nome e da data. Algumas partes das três paredes disponíveis já não se consegue ler alguns nomes porque as marcas já estão sobrepostas. A exposição que teve inicio no dia 28 de agosto de 2010 e permaneceu aberta até de 09 de janeiro de 2011 no Museu Stedelijk em Amsterdam.







Texto adaptado do site chiclete.com, texto de Duda Lima, postado em 05/01/11.

13/01/2011

GLBT History Museum

Primeiro museu gay dos EUA abre as portas em San Francisco
Washington, 12 jan (EFE).- O primeiro museu gay dos Estados Unidos e o segundo do mundo abrirá nesta quinta-feira as portas em San Francisco, cidade reconhecida mundialmente pela liberação homossexual, para narrar, por escrito e visualmente, uma luta de décadas pelo respeito à orientação sexual.
Uma área com 150 metros quadrados no bairro de Castro será a sede do GLBT History Museum, em homenagem aos gays, lésbicas, bissexuais e transexuais que, junto ao Museu Gay de Berlim (Alemanha), será o único do mundo dedicado a contar a história dos homossexuais e os obstáculos que tiveram de enfrentar.
"Queimaram nossas cartas, anularam nossos nomes, censuraram nossos livros, declararam nosso amor como inqualificável", reza, impressa em uma das paredes do museu, uma frase tirada de um panfleto do projeto da história gay de San Francisco em 1979.
Os óculos de sol rosa de Harvey Milk (A Voz da Igualdade), que nos anos 70 se transformaram no primeiro político abertamente gay da Califórnia, manuscritos de ativistas e brinquedos sexuais estão entre os atrativos do museu, que a Sociedade Histórica GLBT de San Francisco levou uma década planejando abrir.
"Colocamos o melhor de nós para criar um museu rico, diversificado e surpreendente como a própria comunidade GLBT. Sejam gays, lésbicas, bissexuais, transexuais e heterossexuais, é certo que os visitantes vão se comover e aprender", relatou em comunicado Paul Boneberg, diretor da sociedade histórica.
Por enquanto, o museu conta com duas exposições, "Nosso extenso passado gay" e outra que reúne a coleção da sociedade histórica GLBT de San Francisco. EFE

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/01/primeiro-museu-gay-dos-eua-abre-as-portas-em-san-francisco.html

12/01/2011

Novo Museu Dalí abre as portas em St. Petersburg, na Flórida



ST PETERSBURG - Por algumas horas, a cidade de St Petersburg, na Flórida, às margens da Baía de Tampa, foi transformada num quadro surrealista, em homenagem a um dos pintores mais famosos do gênero. Não faltaram personagens vestidos como o pintor e usando bigodes falsos parodiando seu estilo para a festa de inauguração do novo prédio do Museu Dalí. A construção do novo prédio de vidro e concreto para abrigar o acervo considerado o mais abrangente da obra do artista consumiu US$ 36 milhões e substitui o antigo prédio com espaço duplicado e uma melhor proteção contra furacões.



A princesa Cristina da Espanha, duquesa de Palma de Mallorca e filha mais nova do rei Juan Carlos e da Rainha Sofia, considerou o museu "um cenário esplêndido numa construção sem igual", que evoca as ondas, magia e a luz do mar Mediterrâneo de Dalí. O detalhe arquitetônico que marca o museu é uma estrutura envidraçada que envolve as paredes de concreto do prédio, como se fosse uma onda. O projeto é de Yann Weymouth, que trabalhou também na criação da pirâmide do Louvre em Paris.
Para os moradores da Flórida, o museu agora lidera o renascimento artístico na área da Baía de Tampa, que recentemente assistiu à renovação do museu de arte de Tampa e à abertura, em St. Petersburg, de uma galeria de arte dedicada a Dale Chihuly, artista reconhecido por seu trabalho em vidro.
Uma ampla amostra do trabalho de Salvador Dalí está em exposição no novo museu, incluindo algumas suas obras consideradas mais importantes. A maior parte do acervo foi reunida por um casal de Ohio - A. Reynolds e Eleanor Morse - que comprou sua primeira tela de Dali em 1942 e depois arrebatou uma centena de seus trabalhos. Os dois eram tão apaixonados pelo trabalho do artista que acabaram ficando amigos de Dalí e sua mulher, Gala, que se mudaram para os Estados Unidos nos anos 1940.

Décadas depois, o acervo foi doado ao advogado Jim Martin, de St. Petersburg, que se comprometeu em abrigar a coleção contanto que mantivesse o acervo reunido. O primeiro museu foi construído em 1980 e agora, conta com um prédio novinho em folha:
- Sol, areia e Dalí soam muito bem juntos - disse Marin, na inauguração do museu.

Serviço:
Horários: Segunda, terça e quarta-feira, das 10h às 17h30m; quintas-feiras, das 10h às 20h; sextas-feiras e sábados, das 10h às 17h30m; e aos domingos, das 12h às 17h30m.
Endereço: One Dali Boulevard. St. Petersburg.
Tel: (727) 823-3767
Ingressos: US$ 21 (adultos); US$ 19 (maiores de 65); US$ 15 (crianças de 13 a 18 anos); US$ 7 (crianças de 6 a 12 anos). Grátis (até 5 anos). US$ 10 às quintas-feiras, depois das 17h.
http://www.salvadordalimuseum.org/

FONTE:http://oglobo.globo.com/viagem/mat/2011/01/11/novo-museu-dali-abre-as-portas-em-st-petersburg-na-florida-923481342.asp

11/01/2011

Férias no Museu do Futebol

O Museu do Futebol, que fica dentro do Estádio do Pacaembu, está com programação especial de férias. São oficinas de desenho, caricatura e massinha, e também dá para jogar futebol de botão.
Confira o vídeo!

04/01/2011

Retrospectiva 2010

Aderindo a proposta da Maíra começo a retrospectiva desse ano com o bordão “como quem vive de passado é museu”, o museologando por pura falta de notícia e do que fazer nesse início de ano, lança à retrospectiva museal, museológica e/ ou museística de 2010. Aguenta coração porque Nunca Antes na História... do museologando publicamos tanta besteira e tivemos tantos seguidores 37....! Quem são essas pessoas? Porque elas gastam tempo com as nossas insanidades? (sinceramente não me importa). Continuando, passamos por um ano de Copa do Mundo, Eleições, Concursos, Fóruns, Fofocas, coisas de nerd, bizarrices e muito mais que a equipe do museologando se mostrou sempre, mais ou menos, presente. É com imensa alegria (não sei pra quem?) que o museologando, em seu 2° ano de existência, deseja a todos um 2011 com + Museus +trabalho + concurso + dinheiro + museólogos e + museologando!
Museólogos(as) de todo mundo, uni-vos (ou não).

JANEIRO
- Diretora do Museu Imperial é demitida
- Expo. Insetos na Cultura Brasileira
- Museu da Imagem e do Som terá boate no lugar da Help
- Curso preparatório para o IBRAM ($genial$ idéia da ABM)
- Saiu o resultado do concurso Iphan 2009 (e a ÚNICA vaga de museólogo vai para ...)
- museologando lança seu Feed! (até hoje não sei o que significa isso)
- Palácio Gustavo Capanema será a sede administrativa dos Jogos Olímpicos de 2016 (será?)

FEVEREIRO
-Lançado na internet Bacharel em Museologia Cristã (porque Deus além de brasileiro é museólogo tbm)
-Museu no Chile homenageia vítimas de Pinochet
-Chuva castiga museus em SP
-Abertura da nova exposição de longa duração do Museu de Arqueologia de Itaipu
-Museu virtual da corrupção (MuCo) (pq não tive essa idéia antes?)
-Museus ajudam Haiti
-Museu da Amazônia constrói 'planetário indígena' em Manaus
-Visitão ao Museu de Favela- MUF
-Aula Magna de Museologia na UFG!
-IV ENCONTRO INTERNACIONAL DE ECOMUSEUS E MUSEUS COMUNITÁRIOS (que não aconteceu!)
-Mais um concurso! Instituto Evandro Chagas e pro Centro Nacional de Primatas (até hoje não chamaram os aprovados!)

MARÇO
-Minha Formatura , Enfim MUSEÓLOGO! (mais um museologando se forma, o que me faz pensar, quando que o Thainã irá se formar?)
-Bomba! Paraguai quer que Brasil devolva canhão do MHN
-IPHAN-RJ Fórum Terreiros de Candomblé
-Museu Imperial - 70 anos
-Museu da Maré na rede – vale apena conferir www.museudamare.org.br
-Museu Casa de Benjamin Constant uma tarde na chácara
-Lançamentos: “A Imaginação Museal” e MUSAS 4
-Atualização sobre o IV Encontro Internacional de Ecomuseus e Museus Comunitários (adiado para novembro)
-I Fórum Municipal de Museus (eu fui!)
-Revelado Total de inscritos IBRAM! (190 candidatos para 10 vagas no RJ)
-Abaixo-assinado - O Capanema é da Cultura e da Educação!
-Dia do concurso pro IBRAM (oxalá)

ABRIL
-Serra e Aécio na inauguração da exposição Centenário de Tancredo Neves- MHN
-Made in Rio Branco (Maíra nossa enviada especial prova que o Acre existe)
-IBRAM lança chamada pública para diretor do Museu Casa da Hera
-Abertura da nova exposição de longa duração do Museu da República (minha 1ª expo. de longa duração)
-Museu Casa de Benjamin Constant no tempo de Benjamin
-Classificação do IBRAM (momento maysa- “o meu mundo caiu”)
-Seminário Destinações da cultura popular em museus - CNFCP
-Ministro libera 2 milhões para museus atingidos pelas chuvas no RJ
-Exposição Einstein no MHN
-Museu Imperial ganha acervo digital
-Louvre, o museu mais visitado do mundo – 8,5 milhões de pessoas

MAIO
-Observatório de Museus e Centros Culturais revela pesquisa de público sobre os museus
-Parceria Museologando e Carreiras Alternativas (1ª entrevista do museologando)
-18 de maio Dia internacional dos museus
-8ª Semana Nacional dos Museus – museus para harmonia social
-Turismo Cultural no Bairro Imperial de São Cristovão
-Circuito Sítios Históricos da República (meu novo emprego)

JUNHO
-Reunião da equipe do museologando (idéias que não aconteceram)
-Denúncia - Museu do Gás
-IPHAN declara Festa da Boa Morte como patrimônio imaterial da Bahia
-Em ritmo de Copa do Mundo, o museologando, com seus enviados (nada) especiais, mostra os museus na copa.
-Incêndio destrói museu histórico e pedagógico em SP
-Museologando no twitter - https://twitter.com/museologando
-Exposição curricular 2010-1 Até que a morte os separe...
-Feijoada Cultural no Museu da Maré
-Novo site Corem 4ª região - http://www.museologo.org.br
-Simpósio Internacional “MUSEUS, BIODIVERSIDADE E SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL”

JULHO
-Museologando-grafias (uma boa idéia que não funcionou)
-Eleições 2010 - Deputado Museólogo 65007 (agora tenho 4 empregos)
-Abaixo assinado pela permanência do canhão El Cristiano no Brasil
-4ºForum Nacional de Museus (eu fui!)

AGOSTO

-Exposição Fernando Pessoa plural como o universo - Museu da Língua Portuguesa
-Eleições 2010 - prof. Ivan grava apoio a Marcio Marques
-Bandidos roubam quadro com o primeiro desenho da bandeira nacional. (Eu já sabia, e não só já sabia como avisei!)
-Eleições 2010 - Mario Chagas grava depoimento apoiando deputado museólogo
-Fernando Gabeira visita Museu de Imagens do Inconsciente
-Museologando-grafias (até agora total de 2)
-IV ANIVERSÁRIO DO PPG-PMUS

SETEMBRO
-Chopada da Museologia (com direto a Furacão 2000)
-Iphan lança publicação sobre terreiros de Candomblé
-Eleições 2010 - presidente do IBRAM grava depoimento a Dilma 13.
-Exposição Hélio Oiticica – Museu é o mundo

OUTUBRO
-Seminário Patrimônio Histórico: problemas e desafios
-Museu Verdes – MIS é o 1° museu verde do país
-Museu da República - Primavera dos Livros
-Jardim sensorial no Museu da República
-Eleições 2010 - MANIFESTO DE PROFESSORES E DEMAIS TRABALHADORES DO CAMPO DOS MUSEUS E DA MUSEOLOGIA
-Botafogo inaugura Espaço Nilton Santos (mais uma expo. pro currículo)
-Museu Histórico Nacional realiza seminário internacional Museus nacionais e os desafios do contemporâneo.
-Encontro Estadual de Museus
-Múmia de 700 anos é apreendida na Bolívia (uma das publicações mais bizarras do ano)

NOVEMBRO
-Museu do Flamengo
-Visita Virtual ao Museu da República
-Plano Nacional de Cultura é aprovado
-Museu da República – 50 anos
-Exposição Curricular - Era uma vez...
-Patrimônio, Memória e Vida no MHN (minha 1ª palestra)
-MHN inaugura novo circuito de exposição de longa duração (minha 2ª expo. de longa duração)

DEZEMBRO
-Aprovado Doutorado em Museologia e Patrimônio - UNIRIO
-18/12 =Dia do museólogo
-Lançamento do Livro Economia deMuseus
-Jantar da ABM
-REM-RJ: último encontro do ano!
-Então É Natal nos Museus
-E Ano Novo também!
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