28/04/2011

Anônimo doa tela de Picasso em prol da pesquisa científica

A tela 'Jeune fille endormie', de Pablo Picasso, doada sob sigilo para a Universidade de Sidney. Foto: AP

LONDRES - Um americano doou uma tela de Pablo Picasso para a Universidade de Sydney na condição de que o produto da sua venda seja usado para financiar a pesquisa científica.

A tela "Jeune Fille Endormie", de 1935, retrata a amante de Picasso, Marie-Thérèse Walter e estima-se que a obra poderia arrecadar 12 milhões de libras (cerca de R$ 31.752.518) em um leilão na Christie's, em Londres, em junho.




27/04/2011

Museu Imperial

Museu Imperial transmite em telão casamento do príncipe William
Transmissão será no auditório do museu, em Petrópolis.
A entrada será gratuita e a capacidade é para 200 pessoas.
Do G1 RJ
O Museu Imperial, em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, vai transmitir ao vivo em um telão o casamento do príncipe William e Kate Middleton, na sexta-feira (29). A transmissão será no auditório do museu, que fica num prédio anexo, às 7h (11h em Londres, horário em que terá início a cerimônia).
A transmissão terá entrada grátis ao público e a capacidade do auditório é para 200 pessoas. O acesso será feito pelo prédio da Biblioteca, com entrada pelo Bosque do Imperador, cerca de 15 minutos antes do início do evento.
Serviço
Transmissão do casamento do Príncipe William e Kate Middleton
Data: 29 de abril de 2011 – a partir das 7h
Local: Auditório do Museu Imperial – entrada pelo prédio da Biblioteca
Endereço: Bosque do Imperador, s/n

Visitação ao Museu Imperial
Endereço: Rua da Imperatriz, 220 – Centro – Petrópolis
Telefones: (24) 2245-5550 / (24) 2245-5560
Visitação: de terça a domingo, das 11h às 18h
Jardins: de terça a domingo, das 8h às 18h
Preços:
Adultos: R$ 8
Estudantes, professores e maiores de 60 anos: R$ 4
Menores de 7 anos e maiores de 80: gratuito
Moradores de Petrópolis e petropolitanos, às quartas-feiras e no último domingo do mês: gratuito

25/04/2011

Em cerimônia com a presidenta Dilma Roussef, inconfidentes são sepultados em museu de Ouro Preto


As ossadas recentemente identificadas como sendo de três inconfidentes mineiros foram sepultadas no dia 21 de abril no Museu da Inconfidência, em Ouro Preto (MG), com a presença da presidenta Dilma Roussef, da ministra da Cultura, Ana de Hollanda, e do governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia.

Com os despojos de José de Resende Costa, Domingos Vidal Barbosa e João Dias da Mota são agora 16 inconfidentes identificados. Outros 10 têm paradeiro desconhecido. O enterro no Panteão da Inconfidência foi uma das atividades em comemoração ao Dia de Tiradentes.

“A revolta dos inconfidentes, que eles sufocaram, lançou para sempre a semente de liberdade no coração dos brasileiros”, afirmou a presidenta.

A ministra Ana de Hollanda considerou a identificação um feito histórico para o patrimônio brasileiro. “A oportunidade de enterrá-los dignamente no Panteão do Museu da Inconfidência é muito importante para manter acesa essa relação genuína dos brasileiros com a liberdade”, disse.

Participaram também da cerimônia os presidentes do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), José do Nascimento Júnior, e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Luiz Fernando de Almeida, além de ministros da comitiva presidencial.

Medalha

Ainda na programação do Dia de Tiradentes, Dilma Roussef, Ana de Hollanda e mais 236 personalidades e instituições foram agraciadas com a mais alta comenda concedida pelo governo de Minas Gerais, a Medalha da Inconfidência, um reconhecimento pela contribuição ao estado e ao país.

“Eu me senti muito honrada com a homenagem e levarei comigo essa lembrança, principalmente porque me dei conta de que, há exatos 50 anos, meu pai, Sérgio Buarque de Hollanda, recebia essa mesma comenda”, refletiu.

Os ministros da Saúde, Alexandre Padilha; da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho; do Planejamento, Miriam Belchior; e da Justiça, José Eduardo Cardozo; o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia; e os governadores do Espírito Santo, José Renato Casagrande; e do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini, também receberam a comenda.

A Medalha foi criada em 1952, durante o governo de Juscelino Kubitschek, e é entregue sempre no dia 21 de abril, com três designações: Grande Medalha, Medalha de Honra e Medalha da Inconfidência, além do Grande Colar, concedido a chefes de Estado.

Veja mais fotos do evento.

Leia detalhes sobre a identificação das ossadas dos inconfidentes.

(Texto: Ascom/MinC)
(Fotos: Roberto Stuckert Filho/PR e Pedro Silveira)


http://www.cultura.gov.br/site/2011/04/22/memoria-3/

25 de abril, aniversário da morte de Lígia Clark

Hoje dia 25 de abril de 1988 deixava o mundo a não-artista Lígia Clark que junto com Lígia Pape e Hélio Oiticica formaram a "santíssima trindade" que dividiram as águas entre a arte moderna e arte contemporânea no Brasil.

Muitos de seus trabalhos foram emblemáticos e transformaram a forma de se fazer arte, aliás até mesmo o que ela fazia como arte era contestado pela própria que se auto-intitulava "não-artista". Aliás, foi por causa de algumas obras dela que Ferreira Gullar escreveu a Teoria do não objeto que é uma obra de referência para compreensão deste momento.

Aqui fica a homenagem do museologando para a artista.


Bicho. A obra nasceu de uma experiência pictórica, sendo assim um isto de pintura e escultura, ou melhor, um não-objeto

Caminhando. A obra é um pedaço de papel e o momento em que ele é recortado.



23/04/2011

Programão

"FERNANDO PESSOA, PLURAL COMO O UNIVERSO"
Exposição no Centro Cultural Correios do Rio de Janeiro mostra as facetas do poeta português, que foi capaz de inventar e se reinventar por meio de diversos personagens fictícios ao longo de seus 47 anos de vida.
Depois de levar mais de 190 mil pessoas ao Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, de agosto de 2010 a fevereiro de 2011, a obra de um dos maiores poetas da língua portuguesa do século XX será celebrada no Centro Cultural Correios, no Centro do Rio, entre os dias 25 de março e 22 de maio. Em “Fernando Pessoa, plural como o universo”, o público tem a oportunidade de conhecer, ou reconhecer, algumas de suas personas, que se revelam nos versos assinados por seus heterônimos – personagens-poetas com identidade própria – e por pessoa “Ele-mesmo”. Com curadoria de Carlos Felipe Moisés e Richard Zenith e projeto cenográfico assinado por Helio Eichbauer, a exposição mostra toda a multiplicidade da obra de Pessoa e pretende conduzir o visitante a uma viagem sensorial pelo universo do poeta, fazendo-o ler, ver, sentir e ouvir a materialidade de suas palavras.
Serviço
Período: 25/03/2011 até 22/5/2011
Visitação: de terça a domingo, das 12h às 19h (entrada franca)
Local: CENTRO CULTURAL CORREIOS: Rua Visconde de Itaboraí, 20 - Centro
Rio de Janeiro/RJ – Tel.: (21) 2253-1580

21/04/2011

Desenho O Inspetor

O Inspetor - A Obra Prima do Inspetor-Cirrhossis of the Louvre (1965)
(1965) Dublado em Português. Desenho animado da série "The Inspector" com o título original 'Cirrhossis of the Louvre". Neste episódio o inspetor deve proteger obras primas que estão no museu do Louvre, onde o bandido Mancha está tentando roubá-las.
Confira o vídeo!

Entrevista com Ana de Hollanda

RIO - Ana de Hollanda acredita que o pior já passou. Além de comemorar ter pago R$ 150 milhões dos cerca de R$ 400 milhões pendentes do ano passado, ela está com pressa para concluir o projeto de reforma da Lei do Direito Autoral e enviá-lo no meio do ano ao Congresso Nacional, para tentar se livrar do tema que predominou nos ataques que recebeu nestes quase quatro meses como ministra da Cultura. Mas há problemas que persistem: ainda não conseguiu nomear duas secretárias (Cláudia Leitão, da Economia Criativa, setor tido como prioritário, e Marta Porto, da Cidadania e da Diversidade Cultural) por, segundo diz, problemas de documentação delas, e está passando o pires em empresas para cobrir os cortes no orçamento. Nesta entrevista, ela responde às críticas de seu antecessor, Juca Ferreira, afirma que é alvo de uma "campanha orquestrada", mas ainda deixa tópicos sem posições firmes.
ANA DE HOLLANDA: Nós temos um foco muito ligado ao cidadão, às comunidades. A cultura atua diretamente na autoestima, na identidade. E trabalha a capacidade de se refletir sobre a realidade em que se vive. Veja os rappers, que comentam tudo e se organizam independentemente da estrutura formal do Estado. Nosso trabalho é para emancipar ainda mais esse cidadão. Vamos trabalhar nos Pontos de Cultura e nas Praças do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Serão 800 praças em quatro anos, e é a comunidade que vai ocupar, desenvolver seu uso.

E um outro foco?
É a área da economia criativa. É um setor muito informal, os artistas estão um pouco perdidos. Primeiro, vamos fazer um grande diagnóstico, pois os estudos que existem estão defasados, e partir para um sistema nacional de informações sobre a economia da cultura: onde estão a criação, os agentes fomentadores, as formas de financiamento, os gargalos para difusão e distribuição. Nosso objetivo é colaborar com a área da criação para que ela se emancipe mais, e não fique na dependência de um prêmio, um edital.

Em um comentário na internet, seu antecessor, Juca Ferreira, afirmou que o atual ministério está destruindo tudo o que foi construído em oito anos de governo Lula e sem apresentar outro projeto. Como a senhora responde?
Eu não vou responder ao Juca. Acho que nossas ações e nossa política estão respondendo. Ele pode ver da forma que está vendo, mas pode também se inteirar melhor e ver que não há esse rompimento. Eu e ele conversamos quando assumi, e eu disse que um governo de continuidade pode ter outros focos, o que não significa anular ou inverter o que foi feito. Mas às vezes o passo seguinte é olhar para o outro lado. A gente tem que avançar. Continuar não é repetir.

Para a senhora, há mesmo uma tentativa de desestabilizá-la?
Ah, sim, existe um grupo orquestrado que foi detectado logo no começo. Não vou ficar falando os nomes das pessoas. Às vezes me perguntam coisas que eu teria dito e que nunca disse. É um trabalho de desinformar e desqualificar tudo. Prefiro caminhar para a frente. Não vou ficar correndo atrás de boato.

Nesta sexta-feira completa-se o período de 30 dias para consulta da nova proposta de reforma da Lei do Direito Autoral. O que acontecerá agora?
Haverá um levantamento de algumas áreas problemáticas que terão que ser mais bem analisadas. Houve um grande avanço do projeto de lei que estava em consulta pública (no ano passado) para o que está no site do ministério agora. Mas a situação da internet ainda está muito indefinida. Vários setores, em cinema, música, fotografia, artes gráficas, estão se queixando (de como serão recolhidos direitos autorais na internet). Abriremos um prazo curto, até a metade de maio, para receber propostas. Depois faremos um grande encontro para discutir o tema, haverá uma sessão no Congresso, mandaremos para o Grupo Interministerial (de Propriedade Intelectual), e espero no meio do ano enviar de vez para o Congresso.

A senhora vem sendo apontada como partidária de um lado na polêmica sobre direitos autorais, o dos compositores contrários à reforma...
Claro que eu tenho preocupação com a criação, no que vou de encontro à Constituição. Quem está me acusando é o pessoal da cultura digital, disseram até que eu era ministra do Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição). Mas ouvi todas as manifestações, tenho intermediários que conversam (com representantes da cultura digital). O digital é uma ferramenta para os artistas, temos que usar e usar bem. Mas é preciso que seja respeitado o criador que vive da sua criação. Não pode ser oito nem 80. Sempre falei que havia uma mediação possível. Temos que trabalhar para atender áreas completamente antagônicas. Os mais radicais não vão aceitar bem, mas temos que trabalhar.

O que é, para a senhora, o Creative Commons?
É uma entidade, uma ONG (organização não governamental), representada no Brasil pela Fundação Getulio Vargas. E eles trabalham com licenciamento de obras para a internet. Há alguns modelos, e eles facilitam para que sua obra fique disponível para quem vai buscá-la. Nada contra, mas eles não podem ficar na página principal (do site do ministério). Podem continuar prestando serviços, pois os Pontos de Cultura, por exemplo, trabalham muito com compartilhamento. O problema do Creative Commons é que não prevê o pagamento a quem cria. O direito do autor continua, está na Constituição, mas o uso que se fizer não prevê alguma forma de pagamento. Sei que eles não têm fins lucrativos, mas também há muitas ONGs que gostariam de ter seu selo na página do ministério.

Não seria melhor estudar mais o tema antes de retirar a marca do site?
Não, porque é uma questão administrativa. Não se pode, sem um processo legal, colocar uma propaganda, uma marquinha que leva para o site de uma entidade que presta um serviço. E falaram que está em outros sites de ministérios. Não está, só em blogs. Não tirei porque quis, não sou louca, consultei o setor jurídico. Como os outros ministros justificam isso, não me interessa, é problema deles. Mas eu estava entrando e precisava responder por isso.

A senhora acredita que o Estado deve interferir na arrecadação e distribuição de direitos autorais?
É uma questão bem delicada. Vai ter alguma forma de fiscalização, é um trabalho que exige uma transparência, pois há uma grande queixa em relação ao Ecad. Existe o direito de livre associação, o Estado não pode intervir, o problema é da Justiça. Mas uma fiscalização maior talvez a gente tenha que fazer, porque eles trabalham com uma área estratégica.

O que será corrigido na Lei Rouanet em caso de aprovação no Congresso de seu substituto, o Procultura?
Acho que vai corrigir muitos erros, pois haverá um grau de pontuação para cada tipo de projeto, apontando qual é a função social dele e se a dedução (do Imposto de Renda das empresas patrocinadoras) será maior ou menor. É sempre uma lei de mercado, existe o papel de patrocinador, mas esse papel será relativo, porque boa parte dos recursos vai para o Fundo Nacional de Cultura. Há um conselho que vai discutir a prioridade desses recursos. O conselho tem uma formação ampla, com colegiados setoriais dos quais fazem parte vários setores da criação, das áreas produtivas, da sociedade civil. Então, haverá uma representatividade quando se for discutir a destinação do fundo.

Como o ministério terá recursos para desenvolver seus projetos se sofreu um corte de 39%, cerca de R$ 500 milhões, em seu orçamento?
Estamos administrando. Nossa primeira prioridade era nos equilibrar e começar a pagar os atrasados do ano passado. Há muitos convênios em que poderemos pagar parcelas este ano e outras mais adiante. Na segunda-feira estive na Petrobras e no BNDES em busca de patrocínios para projetos específicos. Para a Europália (festival de artes que será realizado na Bélgica em homenagem ao Brasil entre outubro de 2011 e fevereiro de 2012) eu vou buscar na iniciativa privada. Há ações que precisamos fazer. Temos que começar este ano a preparar os museus para a Copa e para as Olimpíadas, senão vai ser difícil estarmos em condições.

Qual é o saldo da polêmica sobre a autorização de captação de R$ 1,3 milhão para o projeto de Maria Bethânia lendo poesias num site?
Pegaram a Bethânia para cristo, mas podia ser outro. Até pelo Procultura o projeto poderia ser aprovado. Quem não quer ter acesso a um trabalho de excelência de uma artista que é um ícone? Vejo de uma forma preocupante essa demonização de artistas bem-sucedidos. Eu sou acusada de estar defendendo uma elite. Não defendo artistas bem-sucedidos, defendo cultura de alta qualidade. Vejo uma campanha contra a cultura brasileira, esta cultura que é vista como de elite, mas que não é de elite. É claro que não devemos ficar sempre nos mesmos, temos que abrir oportunidades, mas também temos que reconhecer méritos nos nomes conhecidos.

A senhora estava preparada para ser ministra?
O mundo da cultura é um mundo que grita muito. Em outras áreas, não vejo isso tão forte. Acho que foi descabida a reação orquestrada, e está ficando claro que não tem muito fundamento. Divergências existem sempre, mas campanha com blog "fora Ana de Hollanda"... Tem uma garotada que se deixou levar por essa desinformação. Isso está sendo superado à medida em que estamos mostrando o trabalho.

http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2011/04/20/ana-de-hollanda-apressa-projeto-de-reforma-da-lei-do-direito-autoral-924290660.asp

19/04/2011

Dica de Filme

Um Crime Nada Perfeito (2010)
Nesta divertida comédia estrelada por Morgan Freeman, Christopher Walken, Marcia Gay Harden e William H. Macy, o crime perfeito está se tornando um desastre perfeito. Charles (Freeman), Roger (Walken) e George (Macy) são seguranças exemplares de um valioso acervo de arte. Mas, quando recebem a noticia de que as suas obras favoritas estão sendo enviadas para outro museu, bolam um plano mirabolante para recuperar os quadros. Tudo corre bem até que um erro coloca estes inexperientes bandidos em uma fuga pra lá de atrapalhada, mostrando que nunca é tarde demais para se divertir!
Confira o trailer!

18/04/2011

Museu de Arte de Brasília

O Patrimônio Cultural da cidade esta caindo aos pedaços. O Museu de Arte de Brasília, criado para ser referência da arte contemporânea está fechado e cercado por mato há sete anos.
Do lado de fora do Museu de Arte de Brasília, o mato alto se espalha e há esculturas pichadas e sem manutenção. O prédio tem rachaduras e vidros quebrados. Ainda não há previsão para o início das reformas.
Confira o vídeo!

Foto de crucifixo em copo de urina é destruída a marteladas em museu francês

Paris, 17 abr (EFE).- Duas obras do artista nova-iorquino Andres Serrano, uma delas que consiste na fotografia de um crucifixo imerso em um copo de urina, foram destruídas neste domingo no Museu de Arte Contemporânea de Avignon, no sul da França, informaram fontes da instituição.

A obra "Piss Christ", que tinha sido alvo de críticas nas últimas semanas por movimentos religiosos, foi destruída a marteladas, após a celebração de uma manifestação católica.

No sábado, cerca de mil de pessoas se manifestaram na cidade para denunciar o caráter "agressivo" da obra.

A mesma obra, que foi apresentada em 1989, já tinha sofrido atos de vandalismo em 1997 na Austrália.

Dez anos depois, outras obras do artista com origens hondurenha e cubana, foram atacadas na Suécia por pessoas que se diziam ser de extrema direita.


Foto da obra:

15/04/2011

Abracaldabra

Prezados Colegas,
É com muito prazer que convido para a Aula Magna da Escola de Museologia, no dia 19 de abril de 2011, às 10:00h, que será ministrada pelas professoras Ione Mattos e Yara Mattos (Curso de Museologia - UFOP), com o tema:"Patrimônio das dúvidas: significado e sentido na relação Museu-Educação", seguido do lançamento do livro "Abracaldabra: uma aventura afetivo-cognitiva na relação museu-educação".
Em anexo, segue o convite.
Cordialmente,
Ivan Coelho de Sá
Escola de Museologia
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

13/04/2011

Museu Falológico

Homem de 95 anos doa pênis a museu dedicado ao órgão.
Um homem de 95 anos doou seu pênis para o 'Museu Falológico' - dedicado ao órgão - localizado na pequena cidade de Husavik, na Islândia. O turismólogo Pall Arason, da aldeia vizinha de Akureyri, prometeu seu membro para a galeria de seu amigo Sigurdur Hjartarson, há 15 anos. O primeiro órgão humano do museu foi oficialmente colocado em exposição em uma cerimônia feita logo após a morte Arason, conta o jornal The Sun.

O membro se encontra em exibição ao lado de uma extensa coleção de pênis de mamíferos, incluindo baleias, focas e ursos.
"Ele gostava de ser o centro das atenções, era um cara engraçado e gostava de ser provocativo", conta o dono do museu sobre o doador.
Outros homens também se comprometeram a fazer o mesmo - incluindo um britânico, um americano e um alemão -, mas Pall fez a primeira doação do museu com êxito. "Espero por ele (Pall) há 15 anos", disse o dono do museu.
O local possui 276 espécies de membros masculinos, incluindo um de 67 cm, descrito como "extraordinariamente grande osso de pênis de uma morsa canadense".
Sigurdur, que tem 69 anos, conta que seu interesse pelo tema começou cedo, quando ainda jovem ganhou um chicote feito de pênis de boi para ajudá-lo a organizar o rebanho. Mais tarde, quando trabalhava em uma escola, colegas deram de presente o membro de uma baleia.
"As pessoas estão sempre doando órgãos depois que morrem. Não é diferente de doar um pênis", afirma.
http://odia.terra.com.br/portal/mundo/html/2011/4/homem_de_95_anos_doa_penis_a_museu_dedicado_ao_orgao_157572.html

11/04/2011

Marceneiro acha obra de arte no lixo da USP

Deu no Estadão esta história inacreditável:
Rodrigo Brancatelli - O Estado de S.Paulo


O sobrado do marceneiro Antônio Luiz Góis Passos, um homem tímido de gestos contidos e fala bem rápida, fica em uma viela tortuosa na periferia de Carapicuíba, Região Metropolitana de São Paulo, que não consta em qualquer GPS ou guia de ruas. Para chegar lá, é preciso pedir ajuda na Mercearia do Naldinho, onde o dono indica o caminho. É um lugar sem verde, duro, de pessoas com rotinas ainda mais duras, onde há poucas semanas uma menina de 9 anos cortou com uma navalha o rosto de uma colega da escola durante uma discussão.

Jonne Roriz/AE
Jonne Roriz/AE
Degas na parede. O marceneiro Antônio sonha agora em vender o acervo e terminar o sobrado em Carapicuíba, na região oeste da Grande São Paulo

É nesse cenário que um pequeno tesouro se esconde na sala de seu Antônio, sem que ninguém ali fora saiba, um segredo guardado sem querer há cerca de sete anos e só agora desvendado. Por volta de 2004, o marceneiro, funcionário da Universidade de São Paulo (USP), encontrou no lixo do Departamento de Química 15 quadros jogados fora. Ninguém os queria, nem os professores nem a instituição. O que era entulho, no entanto, travava-se de arte. As peças, avaliadas agora por especialistas, valem juntas pelo menos R$ 50 mil.

"Eles jogaram no lixo, estava tudo abandonado, mas eu achei um pecado porque na primeira chuva tudo se perderia", diz o marceneiro, com um sorriso acanhado no rosto. Na coleção particular de Antônio, exposta em três paredes descascadas de sua casa, há peças dos séculos 19 e 20, reproduções originais francesas numeradas de artistas como Edgar Degas, Maurice de Vlaminck, Maurice Utrillo, Paul Gauguin e Maurice Utrillo. Há também um desenho original do cartunista paulistano Belmonte sobre os bandeirantes, que sozinho pode valer até R$ 10 mil. "Nunca achei que daria dinheiro, peguei do lixo só porque achei bonito. Mas agora estou pensando em vender, né, talvez dê para acabar a obra aqui da minha casa."

É como se a sala daquele sobrado resumisse em poucos metros quadrados o descaso com o patrimônio artístico e histórico, mesmo dentro da mais importante universidade do País. Antônio não tem sofá em sua casa, mas tem uma reprodução de O Ensaio de Ballet no Palco, de Degas, em sua parede.

Acaso. Seu Antônio é homem humilde, que começou a trabalhar aos 9 anos, fazendo carreto em feiras de Itapecerica da Serra, e largou a escola no ensino fundamental por "não ter dinheiro para os livros". Seus olhos brilham quando ele fala de seu trabalho como marceneiro, sobre como ele fez sozinho os armários da cozinha. Também se orgulha imensamente de ter construído um sobrado em Carapicuíba, "para sair do aluguel", uma obra ainda um tanto inacabada por falta de verba.

A incrível história do pequeno museu montado em Carapicuíba começou em uma tragada. "Fumo desde criança, infelizmente", conta. "Um dia estava trabalhando no almoxarifado da Química e saí para fumar. O pessoal da Farmácia estava jogando fora um monte de coisas e vi esses quadros lá. Eu achei todos lindos, a coisa mais bonita que tinha visto, e perguntei se aquilo não era importante. Eles falaram que não, então eu peguei. Ia começar a chover e estragar tudo. Então embalei tudo bonitinho e trouxe para casa."

Segundo o marceneiro, que trabalha há mais de 15 anos na USP, funcionários da instituição foram avisados várias vezes sobre as peças. "Uma vez, eu até levei as plaquinhas de metal que achei nos quadros, que falava sobre a autenticidade deles, mas ninguém quis saber de nada", diz. "Falavam que era besteira, que era lixo. Só eu achei que não era lixo."

Teste. Os quadros ficaram guardados na casa de Antônio por anos, até que sua mulher comentou com seu chefe, um editor de livros de arte, sobre as peças. "Minha mulher na verdade queria que eu levasse em Embu e me desfizesse de tudo", conta. Assim começou a revolução na vida de Antônio - um especialista em artes plásticas foi até Carapicuíba e notou a importância dos desenhos e reproduções. Uma professora do Departamento de Química Fundamental da Universidade de São Paulo também foi chamada para ajudar na investigação e atestou a idade dos quadros com um exame chamado de "microscopia raman", técnica que analisa os pigmentos das pinturas.

"A gente coloca o quadro no microscópio, joga um feixe de laser e analisa a radiação espalhada", conta a professora Dalva Lúcia de Faria, a maior expertise nesse exame no País. "Em outras palavras, conseguimos checar de onde vem o pigmento, a origem do corante, a sua idade e outras características. É como se fosse uma impressão digital da pintura. No caso do quadro do Antônio, de fato analisamos que ele deve ter sido feito em um ateliê específico em Paris, por causa da técnica do silk screen."

Até agora, Antônio não aprendeu o nome do exame usado para investigar a autenticidade das peças, mas ainda assim ele abre um sorrisão quando fala da recém-descoberta nobreza dos quadros. Seu sonho agora é vender o acervo para terminar a obra de sua casa. "Quem sabe eu consigo acabar o segundo andar. Se bem que esse aqui está tão bonito na parede, né", diz ele, apontando para a reprodução de Degas, um símbolo da importância de se olhar as coisas com um pouquinho menos de pressa.


FONTE: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110410/not_imp704272,0.php




O profissional que atua na conservação-restauração de livros raros

Segue abaixo na íntegra um artigo do

Edmar Moraes Gonçalves da Fundação Casa de Rui Barbosa tratando sobre restauração e conservação de livros:

Durante muitos anos, a formação do conservador/restaurador brasileiro somente foi possível através de cursos e especialização feitos na Europa e nos Estados Unidos. Após a década de 1970, começam a surgir as primeiras iniciativas de cursos oferecidos pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), pelo Centro de Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pela Fundação Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro, e, posteriormente, foram sendo criados outros cursos técnicos como o da Fundação de Arte de Ouro Preto, da Associação Brasileira de Encadernação e Restauro,em São Paulo etc. Atualmente, contamos com cursos de graduação em conservação-restauração de bens culturais na UFRJ, na UFMG, na Universidade Federal de Pelotas, no Rio Grande do Sul, além de outros em nível tecnólogo.

Apesar dos cursos de biblioteconomia, de arquivologia e de museologia serem ligados à documentação e acervos, eles oferecem, em geral, disciplinas eletivas não obrigatórias da área. No entanto, os bibliotecários, arquivistas e museólogos necessitaram buscar cursos de especialização para atuarem como conservadores-restauradores.

O conservador-restaurador, além dos conhecimentos específicos em sua formação, recebe conhecimentos básicos de áreas afins, tais como: história da arte, biologia, química e física. Ele deve trabalhar de forma interdisciplinar com outros profissionais, como o cientista da conservação, que darão suporte para análises e testes dos materiais envolvidos.

Conservação-restauração de livros raros

Todo tratamento de conservação-restauração em livros raros somente deve ser desenvolvido por um conservador-restaurador especializado, que tenha conhecimento técnico-científico sobre a obra, seus materiais constitutivos e suas técnicas de construção. Deve também ser capaz de avaliar seu estado de conservação, as causas de deterioração e ter capacidade de intervir na obra, para solucionar o problema, utilizando critérios e técnicas adequadas para sua preservação. Essas intervenções devem ser as mínimas possíveis, sempre em busca da permanência e da manutenção das características originais da obra. Todos os processos devem ser executados utilizando materiais de qualidade de conservação e que possam ser reversíveis.

Todo processo deve buscar a recuperação da estrutura física do objeto restaurado, permitindo, assim, que os valores presentes na obra original possam ser observados integralmente. Isso representa a conjugação de conhecimentos científicos, estéticos e socio-históricos que fixarão os limites da intervenção daquele que pode ser o restabelecimento da unidade potencial da obra, sempre que isso seja possível, sem cometer uma falsificação artística ou histórica e sem apagar nenhum vestígio do tempo.

O tratamento de livros raros, muitas vezes, pode representar uma intervenção em obra única existente e, portanto, o conservador-restaurador necessita dispor de conhecimento profundo sobre ela e sobre seus elementos constitutivos. Para isso, ele necessita também possuir um grande conhecimento dos diferentes estilos de encadernações. Desde o início da história do livro, a encadernação tem como objetivo a proteção do livro e, em se tratando de livros raros, temos que dar o mesmo tratamento a ambos, tanto ao conteúdo (texto) quanto à sua encadernação, devolvendo à obra suas características originais.

O Brasil tem uma carência muito grande na área de informação e conhecimento especializado em tecnologia de construção de estruturas de livros e de encadernações antigas e raras (como a da imagem abaixo). Diante dessa carência, as instituições públicas, privadas e os colecionadores de livros raros, quando necessitam executar intervenções nessas obras, se deparam com um problema nem sempre bem resolvido. Por conta disso, muitas obras acabam passando por tratamentos de intervenções feitos porpessoas não capacitadas, comprometendo sua originalidade e, com isso, perdem vestígios e testemunhos históricos relacionados à tecnologia de construção e à própria história do objeto. Carimbos, dedicatórias e selos são testemunhos de histórias individuais e institucionais que eventualmente são apagados, destruídos, perdidos, bem como os próprios processos e identidade material da manufatura. A memória do objeto perde-se, então, para sempre. Devemos evitar a descaracterização de livros raros e de suas encadernações originais. Se não se tem capacidade técnica e materiais adequados para os tratamentos necessários, é preferível as obras como estão e bem acondicionadas – pelo menos elas se manterão originais.

Códice egípcio (Bíblia) sem data, com estrutura
rompida. Foto do autor.

Isso representa um desafio para os conservadores-restauradores, já que é necessário um conhecimento detalhado sobre as técnicas de encadernações referentes à execução de procedimentos de intervenção, de conservação e de restauração que dependam de uma intervenção estrutural para que depois a obra possa ser remontada seguindo suas características históricas e originais. A base conceitual definidora nesse processo requer que não apenas se recupere a aparência externa do livro, mas se preserve os indícios, as características e o próprio formato da tecnologia de construção da obra.

Apesar da existência de cursos técnicos e de graduação em conservação-restauração de bens culturais no Brasil, há uma lacuna na especialização de conservadores-restauradores de livros raros – falta investimento nessa área. O profissional que tem interesse precisa buscar a especialização fora do Brasil.

Aqui, as principais coleções de livros raros são dos séculos XVI a XIX. Podemos destacar como referência as coleções de livros trazidas pela família real que se encontram na Biblioteca Nacional, no Gabinete Português de Leitura, no Museu Nacional, no Museu Histórico Nacional e no Museu Imperial. Outras instituições de igual importância são: Biblioteca Mário de Andrade; Biblioteca de José Mindlin (doada para a USP); e bibliotecas católicas, como a do Mosteiro de São Bento; além de coleções universitárias, coleções privadas, bibliotecas municipais e distintos órgãos estaduais.

Atuação do conservador-restaurador de livros raros

No Brasil, ainda são poucos os centros especializados criados para manter a demanda existente e cada vez mais crescente na execução de tratamento de livros raros. Os poucos especialistas estão concentrados nas instituições públicas que contam com laboratórios e alguns deles em atelier particular.

No Rio de Janeiro, a Fundação Casa de Rui Barbosa, através de seu Setor de Preservação, é uma referência no tratamento de livros raros (ver abaixo exemplos de obras restauradas em seu laboratório), atendendo às necessidades do acervo e oferecendo também cursos, seminários e estágios orientados na área.


À esquerda, restauração de um códice medieval do século XIV. À direita, folha em
pergaminho de um códice medieval com danos causados por pragas. Fotos do autor.

A profissão de conservador-restaurador

A profissão de conservador-restaurador de bens culturais móveis e integrados, bem como a função de técnico nessa área são de natureza cultural, técnica, científica, e exercidas por profissionais de nível superior, bacharéis, tecnólogos e técnicos. São assim considerados profissionais: o cientista da conservação; o administrador da preservação; o técnico em conservação; e o restaurador de bens culturais.

O projeto para regulamentação do exercício dessa profissão está sendo aprovado pelo Congresso Nacional e dispõe sobre os requisitos para o seu exercício. Ressalta-se no projeto a obrigatoriedade de graduação em curso de nível superior ou técnico com área de concentração em conservação-restauração de bens móveis e integrados ou pós-graduação na mesma área de concentração, com monografia, dissertação ou tese sobre conservação e restauração de bens móveis e integrados. O exercício da profissão é também permitido para aqueles que já estão em atividades de conservação e restauração, que comprovem o tempo de experiência e tenham concluído um curso superior. Os diplomados em curso técnico de conservação-restauração de bens móveis e integrados podem exercer a atividade, desde que sob a supervisão de um conservador-restaurador.


Após a regulamentação da profissão, todo patrimônio histórico e cultural, tombado ou não, estará mais protegido e deve ser preservado. Qualquer ação de intervenção nesse patrimônio terá fiscalização e só poderá ser executada por profissionais capacitados.

Edmar Moraes Gonçalves é bibliotecário, especialista em conservação-restauração de livros e encadernações raras e chefe do Setor de Preservação da Fundação Casa de Rui Barbosa.


Fonte:

http://www.comciencia.br/comciencia/?section=8&edicao=65&id=821


10/04/2011

Brasil integra ranking internacional de exposições e museus mais visitados

A revista britânica The Art Newspaper divulgou nesta terça-feira (5) o resultado de ranking anual elaborado pela publicação sobre os museus e exposições mais visitados do mundo. A lista traz museus e exposições de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília entre aqueles que atraíram maiores públicos em 2010. Esta é a primeira vez que o Brasil participa da pesquisa, que, no país, foi coordenada pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/Ministério da Cultura).

Com um público total de 535 mil visitantes, a 29ª Bienal de São Paulo, realizada entre os dias 19 de setembro e 12 de dezembro, figura no ranking como a 12ª exposição mais visitada em todo o mundo no ano passado..

As exposições Islã (445.598 visitantes), Regina Silveira - Linha de Sombra (477.106) e Rebecca Horn (313.756), organizadas pelo Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) do Rio de Janeiro, vêm logo na sequência. O Mundo Mágico de Escher, do CCBB Brasília, e Expedição Langsdorff, do CCBB São Paulo, também aparecem no ranking entre as 100 mostras com maior público.



Pela primeira vez, mostras brasileiras são citadas em ranking

A publicação The Art Newspaper, considerada uma das principais fontes internacionais de informação sobre arte, destaca que esta é a primeira vez que mostras brasileiras integram o ranking anual sobre os museus e exposições mais visitados do mundo. O levantamento completo pode ser acessado no site da revista

Há ainda menções a mostras brasileiras nos rankings temáticos divulgados pela revista, que citam exposições organizadas pelo Museu Imperial, de Petrópolis, e Museu Histórico Nacional, do Rio – ambos vinculados ao Ibram (veja notícia abaixo) –, além do Museu de Arte Moderna (SP), Museu de Artes e Ofícios (MG) e Instituto Itaú Cultural (SP).

O Ibram prepara para os próximos 45 dias o lançamento de um sistema de informação com os mesmos critérios adotados pela revista The Art Newspaper, que vai permitir o acompanhamento permanente de dados relativos à visitação dos principais museus e centros culturais brasileiros.


Exposição do Museu Imperial é destacada no ranking

Entre as exposições apresentadas no ranking da revista The Art Newspaper está a mostra temporária Retratos no estrangeiro: o Brasil imperial nos ateliês franceses, realizada pelo Museu Imperial. A exposição esteve aberta ao público entre outubro de 2009 e fevereiro de 2010, fazendo parte das comemorações pelo Ano da França no Brasil. A mostra – com curadoria das historiadoras e pesquisadoras do Museu Imperial Maria de Fátima Moraes Argon e Maria Inez Turazzi – reuniu imagens assinadas por pintores, gravadores, litógrafos e fotógrafos franceses do século XIX.

O diretor do Museu Imperial, Maurício Vicente Ferreira Jr., destaca a importância dessa citação. "A ocorrência da exposição Retratos no estrangeiro nesse ranking é um ativo para a imagem institucional do Museu Imperial e da cidade de Petrópolis, justamente em um período em que iniciamos a preparação para os eventos internacionais que o Rio de Janeiro e arredores estão prestes a receber", afirmou.


Museu Histórico Nacional também tem exposições ranqueadas

O Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro, vinculado ao Ibram, também teve duas exposições citadas no ranking da revista The Art Newspaper: A Sedução do Oriente e DAJA: esculturas e relevos. As mostras contaram com acervo do museu.

A Sedução do Oriente: A arte asiática na coleção do Museu Histórico Nacional foi realizada em 2008 e usou obras em reserva técnica. A exposição DAJA: esculturas e relevos foi apresentada ao público de 2 de outubro de 2009 a 17 de janeiro de 2010, com 40 esculturas e relevos da artista plástica DAJA, Dirce de Assis Cavalcanti. De renome internacional, DAJA já participou de inúmeras exposições individuais e coletivas em diversos países, tais como China, Estados Unidos, França e México.

07/04/2011

Site mapeia grafites em todo o mundo

Eh eu sei que o blog é sobre museologia mas como eu sou chato gosto de postar sobre artes e tecnologias, afinal elas trazem sempre novas problemáticas para a nossa área. Museus virtuais, exposições virtuais, acervo digital, arte digital tudo isso é um bando de treco que vem ganhando cada vez mais espaço.

Hoje descobri (talvez um pouco tarde demais) um site com a tecnologia google street view onde podem ser encontradas as obras dos grafiteiros que deixam as ruas um lugar mais interessantes. As buscas podem ser feitas pelo nome do artista ou por território além de ser livre para colocar mais informações. Ao lado vocês vão perceber uma pequena ficha com os dados da obra.

06/04/2011

Programa de Especialização em Patrimônio do Iphan é reconhecido como mestrado profissional

Boas notícias!

15/03/2011
Curso manterá proposta de programa desenvolvido há seis anos, com caráter de interdisciplinaridade e pesquisa nas próprias unidades do Iphan em todo o país

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Capes/MEC aprovou a proposta de mestrado profissional em Preservação do Patrimônio Cultural, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan. A reunião do Conselho Técnico-Científico da Educação Superior - CTC-ES foi realizada entre 28 de fevereiro e 1º de março, e a aprovação foi publicada no dia 4 de março no portal da Capes (www.capes.gov.br).

O mestrado do Iphan manterá a essência do Programa de Especialização em Patrimônio – PEP, criado pelo Iphan em 2004, visando o atendimento à demanda de formação pós-graduada de profissionais de diversas áreas de conhecimento interessados em atuar no campo da proteção do patrimônio em nível regional e federal.

A formação continuará sendo interdisciplinar conjugando aspectos sociais, históricos, jurídicos e urbanísticos, relacionados à proteção do patrimônio cultural. O corpo docente permanente será formado por técnicos especialistas, mestres e doutores do quadro de servidores do Iphan e de outras instituições.

A sede do mestrado é no Rio de Janeiro, no edifício Palácio Gustavo Capanema, sede histórica do Iphan e que abriga seus principais acervos – arquivo e biblioteca. A coordenação do mestrado é feita pela Coordenação-Geral de Documentação e Pesquisa do Departamento de Articulação e Fomento do Iphan – Copedoc/DAF/Iphan.

O formato descentralizado e de integração dos alunos na prática cotidiana do Iphan durante 30 horas semanais permanecem, assim como os módulos de aula, leituras dirigidas e oficinas nacionais, sendo as principais formas de alcançar um padrão nacional de formação, incluindo o repasse dos conteúdos teórico-metodológicos do campo da preservação do patrimônio cultural e a troca entre os participantes do mestrado.

Os conteúdos teórico-metodológicos são organizados em uma área de concentração: Interdisciplinaridade e preservação do patrimônio cultural, dividida em duas linhas de pesquisa, sendo a primeira Patrimônio Cultural: história, política e sociedade e a segunda, Patrimônio Cultural: instrumentos, informação e desenvolvimento. Ambas atendendo às demandas contemporâneas de formação profissional neste campo.

Para o trabalho de conclusão do mestrado continuará sendo exigido o desenvolvimento de um projeto de pesquisa, cujo objeto de estudo é definido a partir de uma questão identificada no cotidiano da prática profissional. Para obtenção do grau de mestre o aluno deverá realizar as atividades referentes à prática supervisionada, os conteúdos teórico-metodológicos e a defesa do trabalho de conclusão em sessão pública, perante uma banca examinadora aprovada pela coordenação do programa.

Assim como o PEP, o mestrado permanecerá selecionando profissionais de diversas áreas de formação de interesse do campo da preservação do patrimônio cultural, por meio de edital público. A definição das áreas de formação e as atividades a serem desenvolvidas são de responsabilidade das unidades do Iphan que se candidatam a receber os alunos do Mestrado. São, atualmente, 67 unidades em 54 cidades brasileiras distribuídas em 27 superintendências estaduais, 27 escritórios técnicos, 4 unidades especiais e 9 unidades na Administração Central em Brasília e no Rio de Janeiro.

Mais informações em: http://portal.iphan.gov.br/portal/montarDetalheConteudo.do;jsessionid=177D601195006945D6B2F02E699AE30F?id=15907&sigla=Noticia&retorno=detalheNoticia

(Matéria copiada do site do IPHAN)
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