30/09/2011

Homem vende o próprio dedão amputado para salvar museu


Na busca desesperada para descolar uma grana extra, o americano John Baker teve uma ideia muito, mas muito bizarra.
Dono de um pequeno museu de objetos bizarros (como um esqueleto que anda de bicicleta e brinquedos de mais de 70 anos) na minúscula cidade de Smithville, no estado de Indiana (EUA), Baker colocou o próprio dedão da mão direita à venda!
Mas o cara não arrancou o dedo de propósito. Baker sofreu um acidente recentemente e teve o dedão amputado. Ele ainda tentou reimplantá-lo no hospital, mas não teve jeito. Baker colocou o dedão num pote de vidro e agora espera ganhar uma grana para uma reforma no telhado do museu.
http://extra.globo.com/noticias/bizarro/homem-vende-proprio-dedao-amputado-para-salvar-museu-2672304.html

28/09/2011

Catálogos do CCBB

O Banco do Brasil disponibiliza online alguns catálogos de suas exposições. O link é: http://www.bb.com.br/portalbb/page504,128,10102,0,0,1,1.bb?codigoNoticia=24072&codigoMenu=14151

Brasileiros descobrem novas opções de lazer

Muitos brasileiros estão encontrando nos museus uma nova opção de lazer. Cada vez mais pessoas visitam museus em SP. As filas são longas, mas que sai de casa buscando se divertir e adquirir novos conhecimentos não se intimida.
Confira o Vídeo!

27/09/2011

Gucci com MUSEU

90 anos de Gucci com museu.
Depois de 90 anos da inauguração da empresa e primeira loja Gucci, em Florença, será inaugurado hoje, o Museu Gucci, no Palácio da Mercanzia, na mesma Florença. O evento, que acontece durante o Milão Fashion Week, será festejado com jantar no Palácio Vecchio, um dos mais importantes da cidade. O público vai conhecer o museu a partir de quarta-feira...
O museu terá 1.715 m² e três andares. Neles haverá um café, livraria, lojas, salas temáticas com exposições permanentes e aberto o ano inteiro, como a Logomania, exposição que conta toda a trajetória do monograma duplo G. O projeto foi concebido pela diretora criativa Frida Giannini...


A fachada do Museu Gucci




Peças da exposição permanente Logomania

http://noticias.r7.com/blogs/hildegard-angel/2011/09/26/90-anos-de-gucci-com-museu/

26/09/2011

Cultura às escuras

Charge do Maurício Ricardo "Cotidiano - Cultura às escuras"
Professora leva a turma a uma visita as escuras no MASP.
Confira o Vídeo!

22/09/2011

Ruas de SP começam a receber mostra com rinocerontes estilizados

Esculturas de 60 animais estão sendo espalhadas pela cidade.
Veja mapa com os locais onde as peças serão colocadas.


Menina toca rinoceronte enfeitado que foi colocado nesta manhã na Avenida Paulista (Foto: Nelson Antoine/Foto Arena/AE)

Rinocerontes enfeitados de 60 formas diferentes começaram a ser espalhados por São Paulo nesta terça-feira (20). Um carro de corrida, uma árvore, um submarino, um porta-escova de dente e até Jimi Hendrix estarão representados. Os moradores da capital paulista poderão ver a Rino Mania em shoppings, parques, praças, ruas e avenidas da cidade. Nesta manhã, uma das esculturas já podia ser vista na Avenida Paulista.
A exposição teve início na quarta-feira (14). Todas as esculturas foram reunidas no Museu Brasileiro de Escultura (Mube). Na madrugada de terça, eles serão transportados para os locais onde ficarão até o dia 20 de outubro.
O objetivo da mostra é envolver o público, tornar a arte acessível a todos e promover a interação das obras com o cotidiano das pessoas. Segundo a curadoria da exposição, as obras serão leiloadas ao final da mostra. O valor arrecadado será destinado a entidades sociais.
Os participantes esperam disseminar essa forma de arte e, ao mesmo tempo, alertar a população quanto à preservação das espécies ameaçadas de extinção.
A obra intitulada ‘Rinociclato’ foi feita pelo publicitário e artista plástico André Ortiz em conjunto com Daniel Chuery. Ortiz diz que ela tem o objetivo de alertar a população para a quantidade de lixo produzida. “Nós queríamos saber quanto tempo demorava pra encher o Rino com lixo. Aí fomos recolhendo de tudo: lata, garrafa, até papel de comprovante de cartão de crédito”, conta.

De acordo com Ortiz, nove pessoas estavam empenhadas na coleta do material. Foram necessários sete dias para cobrir completamente a obra. “Até nós nos surpreendemos com a quantidade de lixo que produzimos em tão pouco tempo. Foi bem rápido.” O Rinociclato possui frases contando a história dele e outras que buscarão conscientizar o público. “A galera ficou bastante surpresa. Depois disso a gente passou a reciclar tudo. Espero que outras pessoas também se conscientizem”, diz.
A Avenida Paulista será a via com a maior quantidade de esculturas. Ao todo, oito rinos estarão expostos no principal cartão-postal da cidade. Na Rua Oscar Freire e na Avenida Brigadeiro Faria Lima, quatro rinocerontes serão posicionados. Além disso, as praças da Árvore, Miguel DellErba, da Luz, Vila Boim, Américo Jacomino e da Sé também receberão rinos.
Ao todo, 75 rinocerontes participam da exposição. Quinze deles serão levados para outras cidades do país. De acordo com a organização, alunos de 125 escolas municipais de todas as regiões do Brasil também participarão da Rino Mania. Mais de 200 esculturas de filhotes de rinocerontes serão decoradas por crianças de 7 a 10 anos. Essas obras serão expostas nas respectivas cidades e depois ficarão nas escolas.


Esculturas de rinocerontes ficarão nas ruas da capital paulista até 20 de outubro (Foto: Nelson Antoine/Foto Arena/AE)

http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/09/ruas-de-sp-comecam-receber-mostra-com-rinocerontes-estilizados.html

20/09/2011

The Artist is Present, um jogo sobre ficar na fila de um museu

Quando você imaginou que poderia jogar um título que tem como tema principal a fila de um museu? Pois Pippin Barr, pesquisador e autor do livro “How to Play a VideoGame” (sem edição no Brasil), lançou um jogo exatamente com este propósito, chamado de The Artist is Present.


The Artist is Present, um jogo sobre ficar na fila de um museu (Foto: Divulgação)


Neste game, seu objetivo é comprar um ingresso de um museu e logo depois, permanecer em uma fila para apreciar o trabalho da artista contemporânea Marina Abramović — que teve seu trabalho exibido no Museu da Arte Moderna em Nova York, em 2010. A apresentação da artista também foi chamada de “The Artist is Present” e chamou a atenção de muita gente, que formavam longas filas enquanto ela estava no local.


“Eu queria fazer um jogo sobre a arte, e poucas obras de arte contemporânea tem esse tipo de atenção dada pela mídia”, disse Barr em entrevista por telefone para o site Slate. “No começo eu pensei que um jogo sobre isso seria hilário, mas depois percebi que poderia haver alguma seriedade para ele também. Ninguém nunca realmente fez um jogo sobre a experiência da arte contemporânea. Eu realmente não penso nisso como que ligada à exposição real. É mais sobre arte em geral”.

O jogo também funciona com horas reais. Ou seja, o museu pode fechar se não der tempo de você se encontrar com a artista. No entanto, sempre é possível retornar à fila em um outro dia. A parte “artística” de tudo isso é que a fila também funciona da mesma forma que a fila real da apresentação. Ou seja, são horas e mais horas para conseguir chegar até Marina Abramović.
Para testar a sua paciência, e também o jogo, é só acessar o site do Pippin Barr e comprar os seus ingressos virtuais.

http://www.techtudo.com.br/jogos/noticia/2011/09/artist-present-um-jogo-sobre-ficar-na-fila-de-um-museu.htmlv

19/09/2011

Mais um museu das HQs

Não é a primeira vez que posto sobre um museu voltado para os quadrinhos aqui no museologando. Mas tal temática parece não se esgotar. Além disso o motivo de eu estar trazendo novamente um artigo sobre esta temática é que este será abordado na exposição curricular da unirio este semestre, além de ser também o tema da minha monografia (em breve será postado aqui). Enfim, o museologando tem o orgulho de trazer até vocês mais um museu sobre quadrinhos, o China Comic and Animation Museum. Só pelo fato de ser da China já me chama atenção, mas ele ainda tem esse formato de balões. Os números são enormes:

Como se não bastasse, através de um concurso mundial, a empresa holandesa MVRDV ainda ganhou a concessão de projetar o museu, na cidade de Hangzhou. Serão 8 prédios em forma de balões de fala, estimados em 125 milhões de dólares. (JOVEM NERD)

O aspecto arquitetural é sempre algo extremamente complexo para um museu. Por isso, onde são oferecidos os cursos de museologia geralmente aparecem disciplinas sobre arquitetura (o ideal mesmo era uma disciplina específica sobre isso, que aliás, algumas universidades possuem). Neste museu por exemplo, além do desing maneiraço, que é uma baita jogada de marketing, toda sua arquitetura foi pensada em aspectos funcionais tanto para o visitante quanto para a função de museu. Mas como ninguém quer um museu onde fingimos nos divertir, este museu Chinês será totalmente interativo dando oportunidade para o visitante mergulhar de cabeça no universo HQ até bater no fundo e rachá-la!


18/09/2011

86% dos museus de SP têm problemas

Edison Veiga e Vitor Hugo Brandalise - O Estado de S.Paulo

A memória paulista está em risco. Um levantamento inédito produzido pelo Sistema Estadual de Museus (Sisem), órgão ligado à Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, mostra que 86% dos 415 museus paulistas têm, ao menos, um problema grave.

Faltam políticas de conservação do acervo, cuidados de climatização, reservas técnicas, funcionários e, em alguns casos, visitantes - porque há instituições fechadas ao público. O diagnóstico mostra a situação em que se encontram documentos e peças importantes para a história de São Paulo. Se bem utilizado, pode indicar quais medidas urgentes devem ser tomadas pelos responsáveis pelos museus.

Para chegar aos dados, o Sisem mobilizou uma força-tarefa no ano passado. Oito agentes do departamento visitaram, entre maio e dezembro, os 190 municípios paulistas que têm ao menos um museu. O Estado teve acesso exclusivo ao material - a planilha completa pode ser acessada no portal estadão.com.br - e, nas últimas semanas, conversou com responsáveis por algumas instituições. Caso, por exemplo, do Museu Histórico e Pedagógico Amador Bueno da Veiga, de Rio Claro, a 181 km da capital.

Fechado desde 2004, o casarão histórico que abrigava o acervo pegou fogo em maio do ano passado. "Justamente quando estávamos para começar um restauro, pois havíamos conseguido verba de R$ 180 mil", conta Maryzilda Campos, diretora de Patrimônio Histórico do município. Por sorte, a maior parte do acervo estava guardada em outro endereço. Mas algumas peças viraram cinzas, como uma carruagem antiga e uma réplica da Pietà. Com verbas federais e municipais que chegam a R$ 4,2 milhões, o plano é reconstruir o casarão - a promessa é que as obras comecem em 2012.

"Isso é geral: não se pensa em manutenção, só em restauro. Então trabalhamos no extremo. Somos chamados para restaurar o que está praticamente acabado", critica o restaurador Arnaldo Sarasá Martin. "Por não haver manutenção, há museus com infiltrações, enchentes e teto desabando."

O secretário de Estado da Cultura, Andrea Matarazzo, garante que o levantamento do Sisem já é usado como bússola para indicar as melhores estratégias na administração dos museus. "Com esses dados em mãos, podemos dar apoio técnico e, em alguns casos, financeiro às instituições mais problemáticas", afirma. Neste semestre, a secretaria de Estado promete realizar planos museológicos para seis municípios e nove oficinas de documentação, ação educativa e conservação de acervos.

Como consequência imediata, a secretaria decidiu interromper o processo de municipalização dos museus estaduais, iniciado em 2009. "Agora estamos discutindo a municipalização caso a caso. Porque não adianta municipalizar, se a prefeitura não tiver fôlego para administrar um museu", diz o secretário.


FONTE: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,86-dos-museus-de-sp-tem-problemas,774018,0.htm

13/09/2011

Uma montanha bávara à sombra de Adolf Hitler

Sessenta e seis anos após sua morte, a alma de Adolf Hitler assombra ainda hoje uma montanha da Baviera - os alemães não sabem o que fazer dos vestígios de sua casa; e alguns não a querem como curiosidade turística, nem como memorial.

A antiga residência de Hitler nos Alpes.

Bombardeada, dinamitada, desimpedida com máquinas, não resta muito de "Berghof", a residência favorita do Führer nos Alpes, que frequentava regularmente durante mais de dez anos antes da morte, num bunker em Berlim, em 1945.

As autoridades evitam indicar o caminho, e é só quando se está no local que se descobre, num desvio da pista de cascalhos, no meio de uma floresta de pinheiros, um pedaço cinzento de muro, meio perdido na montanha, acompanhado de um quadro explicativo.

É o único vestígio que leva à casa que conhecemos, principalmente, através de filmes amadores, que mostravam um Hitler sorridente no terraço, ao lado de Eva Braun, tendo ao fundo a paisagem idílica.

Situada a meio caminho de Oberzalsberg, a montanha que domina a aldeia de Berchtesgaden, na fronteira germano-austríaca, o lugar serviu de estada para os soldados americanos de infantaria, GI's, antes de sua partida, em 1995.

Fachada de 'Berghof', na montanha de Berchtesgaden

"Quando os americanos estavam lá, não havia problemas," afirma Ingrid Scharfenberg, 80 anos, que dirige desde o final da guerra a pequena pensão "Zum Türken" bem ao lado de Berghof, e que, hoje, está mal acomodada, em relação à notoriedade da vizinhança.

"As pessoas dizem que esta é a montanha nazista e que todos em Berchtesgaden são nazistas. Mas não se pode detestar dez gerações simplesmente porque (Hitler) viveu aqui", comenta ela.

"Não há peregrinações neonazistas aqui", assegura por sua vez o diretor da agência de turismo, Michael Griesser.

"Os neonazistas são raros", afirma Axel Drecoll, 36 anos, historiador do Centro de Documentação de Obersalzberg, que apresenta uma exposição sobre Hitler e a ditadura nazista.

Acontece que, junto da casa, "um pequeno número de pessoas acendem, em segredo, velas e depositam flores, por ocasião do aniversário, ou para lembrar a morte" do ditador, acrescenta ele. Mas tudo é recolhido e jogado fora pelo porteiro do Centro, que fica próximo.

Se o caminho em direção à residência de Berghof permanece quase confidencial, não acontece o mesmo com a estrada que leva ao "Ninho da Águia", um chalé construído pelos nazistas no pico de uma montanha vizinha, oferecido de presente a Hitler pelo seu aniversário de 50 anos.

Às dezenas de milhares, os turistas pegam uma rota vertiginosa para beber aí uma cerveja e admirar a paisagem espetacular.

Para alguns, a aura do ditador envenena menos o Ninho da Águia do que a casa de Berghof, porque Hitler sentia vertigens, e ia pouco lá.

Para evitar qualquer curiosidade doentia, o Estado da Baviera retirou de helicóptero, do Ninho da Águia, alguns móveis de época que ainda estavam no local.

Numerosos historiadores, entre eles Egon Johannes Greipl, chefe do Departamento bávaro de Monumentos Históricos, gostariam de ver tombados todos os sítios nazistas da região.

"Ninguém pensaria em demolir as ruínas de Olímpia (na Grécia) a pretexto de que tudo ficaria mais bem apresentado num Centro de documentação", afirma Greipl. "São testemunhas in loco da História", que falam de um período crucial e de um fato, os crimes nazistas".

Greipl considera incoerente que a Baviera tenha incluído, secretamente, durante décadas, esses locais numa lista de sítios históricos protegidos, antes de decidir "por motivos políticos" varrê-los do mapa.

"Atribuir um estatuto cultural particular à casa Berghof" e a outras ruínas nazistas, entre elas 12 quilômetros de bunkers e de túneis sob a montanha, "serviria apenas para encorajar a construção de uma espécie de trilha do nacional-socialismo", replica Walter Schön, funcionário local encarregado do patrimônio e número dois do ministério da Justiça da Baviera.

Charlotte Knobloch, dirigente da comunidade judaica de Munique, lamenta igualmente qualquer ideia de tombamento.

"De qualquer forma, não resta nada" de Berghof e é preciso evitar fazer da casa um alvo de peregrinação neonazista, segundo ela.

Drecoll, por sua vez, tem menos medo de atrair grupos de extrema-direita do que ver os locais desvirtuados numa espécie de "Disneilândia do nazismo", fora do contexto histórico.

"Claro, é preciso satisfazer a curiosidade dos turistas, mas sem cair no sensacionalismo", diz ele. A grande dificuldade é evitar que "a pesquisa histórica ceda lugar ao kitsch comercial".


Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/montanha-b%C3%A1vara-%C3%A0-sombra-adolf-hitler-185605993.html

12/09/2011

Museu de Cera de Petópolis

Inaugurado na cidade imperial o Museu de Cera de Petrópoli. Inicialmente o museu possui 14 personagens que variam entre históricos, artísticos e fictícios. Dentre eles, D. Pedro, Santos Dumont, Batman, Capitão Jack Saporrow (Piratas do Caribe), Albert Einstein, Gilberto Gil e o diretor cineasta Alfred Hitchcock (O Corvo e Psicose).
Confira o Vídeo!

10/09/2011

A três semanas da Europália, evento com artistas brasileiros em cinco países, repasses de R$ 30 milhões de verbas públicas ainda estão começando

Obras brasileiras na Europália - Composição (1957), de Milton Dacosta.  Foto Divulgação

RIO — Tudo o que se refere à presença do Brasil como país homenageado da 23ª edição da Europália é em grande escala, menos o tempo. Contando na programação com cerca de 130 shows, 90 conferências, 60 apresentações de dança, 40 de teatro e 16 exposições divididos por cinco países (Bélgica, Holanda, Alemanha, França e Luxemburgo), o evento terá abertura acompanhada pela presidente Dilma Rousseff em Bruxelas daqui a três semanas, em 4 de outubro. E até agora praticamente nada dos R$ 30 milhões do governo federal foi repassado a artistas e produtores.

A saga começou em 2010, quando o então ministro da Cultura, Juca Ferreira, aceitou que o Brasil fosse homenageado, mas não previu dotação suficiente no orçamento de 2011 — apenas R$ 2 milhões, segundo o diretor de Relações Internacionais do MinC, Marcelo Dantas.

Após nove meses de estica daqui e puxa dali, a ministra Ana de Hollanda chegou na última segunda-feira ao rateio final da conta: R$ 10 milhões saem do departamento de Dantas; R$ 6 milhões, da Funarte; R$ 4 milhões, do Instituto Brasileiro de Museus; R$ 1 milhão, do Itamaraty, e R$ 9 milhões são dinheiro de renúncia fiscal captado com 11 empresas via Lei Rouanet.

— Os repasses estão começando. Estamos apertados, mas ainda dentro do cronograma — afirma Dantas, que, perguntado se a programação está 100% confirmada, adota a cautela. — Sempre pode acontecer um cataclisma, ou o departamento jurídico do ministério ver problema em algum contrato. Há um grau de incerteza que é da natureza do processo.

Os curadores convidados trabalharam meses de graça, mas já estão recebendo. Os artistas chamados por eles ainda não. Esses curadores dizem não poder cogitar a possibilidade de verbas não saírem e nomes serem cortados.

— Vou defender cada um até o final. Se faltar um, perde o sentido. Nem que eu vá para a rua arrumar dinheiro — afirma João Carlos Couto, responsável pelas artes cênicas.

— Traria um ônus muito grande para a credibilidade do país. Seria uma crise diplomática — diz o curador de música, Benjamin Taubkin.

— Seria desastroso, algo extremamente negativo para o país em todos os aspectos. Não quero pensar nessa hipótese — afasta Sonia Salcedo, que selecionou os artistas plásticos contemporâneos.

Este setor, que conta com Beth Jobim, José Bechara e outros, é um dos principais focos de incerteza, pois há artistas que precisam montar seus trabalhos in loco, mas as passagens não foram emitidas.

— Vivemos um estado de espera sem informações. A ansiedade cresce e a desconfiança também. O Ministério da Cultura continua sendo uma excentricidade no orçamento federal, um ornamento — diz David Cury, escolhido para realizar a intervenção “Corumbiara não é Columbine” no centro de arte Bozar, em Bruxelas.

O trabalho da curadoria começou polêmico em fevereiro, quando o pintor Adriano de Aquino foi convidado para substituir na direção geral o crítico Paulo Herkenhoff, escolhido pelo ministro anterior. Foram substituídos os curadores de artes visuais — com alguns estrangeiros sendo trocados por brasileiros — e os conceitos das exposições, especialmente as duas principais, que serão abrigadas no Bozar: “Brazil.Brasil” (do século XIX ao modernismo) e “Art in Brazil” (de 1950 aos dias de hoje).

— Não ouso narrar a história da arte contemporânea brasileira só a partir da antropofagia. Ela não dá conta — afirma Adriano, que decidiu priorizar a linha construtivista, havendo uma grande mostra dedicada a ela (neoconcretismo e seus desdobramentos, por exemplo), com organização do crítico Ronaldo Brito e núcleos de Franz Weissmann, Volpi, Milton Dacosta e outros. — Os estrangeiros ainda querem ver o Brasil na linha “Uma aventura na África”. Quando nos mostramos contemporâneos na abertura de temas e reflexões, eles tentam nos diminuir. Isso aconteceu na relação com os belgas.

Tensões com os anfitriões

Todos os curadores relatam tensões no diálogo com os representantes da Europália. Uma das preocupações dos belgas era ter na programação artistas capazes de atrair público.

— O rapaz me disse que ninguém menos do que Paulo Coelho seria capaz de encher o auditório de 300 pessoas do Bozar. Não vejo Paulo Coelho tendo alguma coisa importante a dizer sobre literatura brasileira — diz a professora e ensaísta Flora Süssekind, que convidou João Ubaldo Ribeiro para ocupar a função de escritor brasileiro mais conhecido.

Segundo ela, foi preciso batalhar nome por nome, entre eles Bernardo Carvalho, Milton Hatoun e Silviano Santiago. Entre os poetas, uma noite será dedicada a Augusto de Campos, de 80 anos, que estará acompanhado de Adriana Calcanhotto, Arnaldo Antunes, Antonio Cicero e Cid Campos. Para a antologia por ora batizada de “Poesia brasileira contemporânea”, houve luta contra o belga que queria chamá-la de “A luz de Ipanema” ao ver potencial de vendas num verso de Claudia Roquette-Pinto.

— O que eles têm mais dificuldade de entender é quando a gente se pensa — ironiza Flora, que diz ter concebido a programação, que inclui conferências em universidades, imaginando poucos recursos (coube-lhe o R$ 1 milhão do Itamaraty).

Taubkin também ouviu — e rejeitou — a demanda por astros da música brasileira.

— Não se justificava enviar quem já vai com frequência à Europa. É preciso ampliar o espectro. Como é dinheiro público, quis fazer o mais abrangente possível — conta o músico, que convidou, dentre outros, Guinga, Tom Zé, a Velha Guarda da Portela e Céu, além de montar noites temáticas, como as reservadas ao choro e à viola caipira.

Assim como a literatura e a música, as artes cênicas estarão na Bélgica e nos outros países da Europália, entre outubro e fevereiro de 2012. Lia Rodrigues, por exemplo, estreará um novo balé, ainda sem título, em Paris, enquanto o diretor Enrique Diaz mostrará sua versão de “A gaivota” primeiramente em Amsterdã. João Carlos Couto também optou pela pluralidade, conciliando do Grupo Corpo ao Balé Folclórico da Bahia, das “Bacantes” de José Celso Martinez Corrêa a uma apresentação de índios caiapós e mehinakus.

— O Brasil pobrezinho ainda encanta a Europa. Precisamos dizer a eles que a mostra era artística, não social — diz Couto.


08/09/2011

O fantástico mundo de Bobby no Museu

O fantástico mundo de Bobby desenho da década de 90 que conta as aventuras cotidianas do pequeno Bobby, um menino que sempre tinha perguntas difíceis e que aprendia a desvendar o mundo valendo-se da sua extraordinária imaginação.
Episódio 13 - Bobby queria assistir desenhos, mas Ted leva ele e Derek para o museu. Neste episódios aparecem paródias de desenhos famosos Papa-Léguas, Dudley Do-Right, Zé Colméia, Peanuts e Popeye, tendo Bobby como protagonista.
Confira o Vídeo!

04/09/2011

Medindo dez metros de altura e pesando dez toneladas, a escultura 'Maman', de Louise Bourgeois, chega ao Aterro

RIO - Em 1999, a artista plástica franco-americana Louise Bourgeois empunhou canos de aço, parafusos de vários calibres e um capacete de soldagem para expurgar de uma vez por todas a imagem da própria mãe. Fez esboços, avaliou possibilidades e decidiu dar à luz a figura que lhe parecia mais familiar, mais maternal. Assim nasceu "Maman" ("mamãe", em francês), a aranha de dez metros de altura esculpida em metal que ilustra o alto desta página e que, até o dia 13 de novembro, adornará o jardim do Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio como chamariz para a exposição "Louise Bourgeois: o retorno do desejo proibido", que será aberta a convidados no próximo dia 15 e, no dia seguinte, ao público, com 112 trabalhos da artista.

"A aranha é uma homenagem a minha mãe, que foi minha melhor amiga", escreveu a escultora - morta em maio de 2010, aos 98 anos de idade - depois de ser interpelada sobre sua obra mais expressiva. "Mamãe, assim como as aranhas, era tecelã, comandava com muita esperteza o ateliê de restauração de tapeçarias de nossa família e era superprotetora dos filhos." Na opinião de Louise, uma das maiores artistas de seu tempo, nada mais adequado do que transformar a figura maternal num animal peçonhento, gigantesco, com 26 ovos de mármore no ventre. E o bicho fez um sucesso danado.

Doze anos depois do nascimento de "Maman", dar com uma de suas cópias (Louise fez sete) no Aterro do Flamengo consistiu numa tarefa hercúlea, num périplo que começou três semanas atrás, no porto de Buenos Aires, e que mobilizou uma equipe multinacional composta por pelo menos 40 pessoas.

Na viagem de navio rumo ao Rio, seu segundo e último destino na América Latina este ano, "Maman" dispensou o tradicional plástico-bolha. Esculpida em bronze-silício, que resiste bem a impactos, intempéries e até mesmo a doses cavalares de xixi de cachorro, contentou-se em ser enrolada num cobertor acinzentado e cuidadosamente acomodada num contêiner comercial de 40 pés. Fez uma viagem tranquila.

Para poder se fixar no jardim que fica entre o MAM e o Monumento dos Pracinhas, local escolhido a dedo pelo curador da mostra, Phillip Larrat-Smith, para a obra, "Maman" precisou aguardar o aval técnico de uma equipe de engenheiros e topógrafos cariocas. Durante sete dias, o grupo foi a campo, estudou a curva de nível e a solidez do terreno e concluiu, aliviado, que o espaço poderia, sim, servir de casa para "Maman" por mais de um mês. Era plano e recheado de saibro, uma mistura de argila com areia grossa de grande resistência.

Ciente de que "Maman" pesa dez toneladas e que tende a se esborrachar com todo seu peso contra o chão (só seu corpo pesa duas toneladas), o grupo liderado pelo engenheiro Valdir Bittencourt decidiu redobrar os cuidados com a aranha gigante. Abriu oito buracos na grama do Aterro e instalou em cada um deles uma sapata de concreto armado. Nelas, chumbariam as "unhas" de "Maman" - consideradas o ponto frágil da escultura.

- Agora ela não sai daqui nem se o Irene (furacão que recentemente apavorou a Costa Leste dos Estados Unidos) atingir o Rio! - repetia Bittencourt na última quarta-feira, dia em que "Maman" finalmente chegou ao MAM.

Suando da cabeça aos pés, o americano Eddie McAveney, um quarentão bronzeado que há mais de dez anos trabalha como "babá de 'Maman'", balançou a cabeça demonstrando concordância. Recai sobre seus ombros a responsabilidade de montar e desmontar todas as aranhas de Louise que viajam pelo mundo e de se certificar de que elas estão firmes, estáveis, longe de riscos. Para McAveney, Bittecourt havia feito um bom trabalho.

- Não sei quantas vezes a montei, mas é sempre uma tarefa delicada - contou o americano, sem despregar os olhos da obra. - Há um pouco de técnica e muito de sorte. Conjugamos a habilidade do operador de guindastes com a velocidade dos ventos e a dificuldade inerente à ideia de apertar parafuso a mais de dez metros de altura.

Durante sete horas e sem dizer uma palavra em português, McAveney comandou os 12 homens e os dois guindastes postos a sua disposição pelo MAM. Comunicou-se com as mãos, os dedos, os braços e grunhidos, que supôs de compreensão universal. Muitas vezes foi compreendido, outras, não. Mas, no fim do dia, "Maman" estava de pé.


FONTE: http://br.noticias.yahoo.com/medindo-dez-metros-altura-pesando-dez-toneladas-escultura-112724057.html

FONTE:

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