museologando
29/02/12
28/02/12
expo: VESTIÁRIO

“Vestiário propõe uma fusão entre visão e alucinação, arrancando o visitante da monotonia do cotidiano, chacoalhando e aturdindo suas percepções”, diz o curador Leonel Kaz que, ao lado da equipe de conteúdo do Museu do Futebol – instituição da Secretaria de Estado da Cultura – organizou a nova mostra da instituição. Uma feliz coincidência: o antigo local do vestiário do Pacaembu é, hoje, utilizado como sala de exposições temporárias do Museu.
“Uma das sacadas desta exposição é a articulação de três artes distintas – fotografia, mapping e artes plásticas – que, num jogo de sobreposições, trazem alguns dos imaginários que flutuam em torno desse espaço íntimo que é o vestiário”, diz Clara Azevedo, diretora de conteúdo do Museu.

O fotógrafo gaúcho Gilberto Perin acompanhou os atletas do Grêmio Esportivo Brasil, de Pelotas, na disputa pelo título da segunda divisão do Campeonato Gaúcho de 2010. As imagens mostram os dramas e as alegrias vividas no interior de vestiários e dá ao torcedor a sensação de adentrar um dos espaços mais secretos do esporte. “Decidi acompanhar este time porque, meses antes, um grave acidente no ônibus que transportava a equipe mobilizou emocionalmente os atletas. Assim, pude captar momentos-limites de tensão, alegria, disputa. E, também buscar um mundo desconhecido (e proibido) para torcedores e mídia”, diz Perin.

Em “Vestiário”, estas imagens são interpretadas pelo artista plástico Felipe Barbosa, com suas inusitadas bolas de futebol descosturadas e outras peças refeitas a partir de materiais recolhidos, transformados e reorganizados geometricamente. Ele transformou o vestiário do Pacaembu num ateliê de artista em que chuteiras, caneleiras e luvas são expostas repetidamente em armários cenográficos que reproduzem o ambiente de vestiário.

Sobre estas camadas da fotografia e da “instalação” artística entram os jogos de luz e sombra propostos pelo VJ Spetto, por meio de uma intervenção eletrônica que é o vídeo-mapping (isto mesmo, a capacidade de modificar a percepção de objetos por meio da luz!).
Com esta exposição, o Museu do Futebol trabalha para que a ação educativa se torne um instrumento de transformação. Para que as exposições suscitem interrogações, modifiquem o olhar. Para que o visitante entre com perguntas e saia com mais perguntas do que entrou. E principalmente, descubra porções lúdicas que, muitas vezes estão adormecidas em cada um de nós.
“A associação do Safra à essa exposição traduz o comprometimento do banco com o resgate e a divulgação das tradições e manifestações históricas e culturais do Brasil”, diz Rossano Maranhão, presidente do Banco Safra, instituição patrocinadora da mostra.
http://www.museudofutebol.org.br/exposicoes/exposicoes-temporarias/
27/02/12
Uma Noite no Museu 2 - XBOX360
Night at the Museum: Battle of the Smithsonian figuras históricas e muita ação dentro do museu.
Como no primeiro filme, a premissa é que as estátuas de figuras históricas ganham vida depois que o Sol se põe.
O jogador assume o papel de Larry Daley, ex-guarda noturno do Museu de História Natural de Nova York, que deve salvar o explorador Jedediah Smith das garras do governante do Egito Kahmunrah, que roubou um artefato mágico capaz de trazer à vida o exército de Hórus, e assim dominar o mundo. Assim, como no filme, Daley é interpretado por Ben Stiller, que empresta sua imagem e voz para o game.
Figuras históricas e muita ação dentro do museu
"Night at the Museum: Battle of the Smithsonian", jogo para PC, Xbox 360, Wii e Nintendo DS.
Assista o Vídeo!
Como no primeiro filme, a premissa é que as estátuas de figuras históricas ganham vida depois que o Sol se põe.
O jogador assume o papel de Larry Daley, ex-guarda noturno do Museu de História Natural de Nova York, que deve salvar o explorador Jedediah Smith das garras do governante do Egito Kahmunrah, que roubou um artefato mágico capaz de trazer à vida o exército de Hórus, e assim dominar o mundo. Assim, como no filme, Daley é interpretado por Ben Stiller, que empresta sua imagem e voz para o game.
Figuras históricas e muita ação dentro do museu
"Night at the Museum: Battle of the Smithsonian", jogo para PC, Xbox 360, Wii e Nintendo DS.
Assista o Vídeo!
25/02/12
Condenada por inadimplência, a Bienal de Arte pode ser cancelada
Principal mostra do país precisa fazer acordo com o governo em 20 dias
Com problemas de gestão, a 28ª Bienal foi aberta ao público com o segundo andar do pavilhão projetado por Oscar Niemeyer vazio. O local foi invadido por um grupo de pichadoresAnderson Prado / Arquivo Diário de S. Paulo
SÃO PAULO - Numa corrida contra o tempo, o destino da Bienal Internacional de Arte de São Paulo será definido em 15 de março. Se até lá as contas da Fundação Bienal continuarem bloqueadas por inadimplência, a instituição começará a desmobilizar a equipe convidada a realizar sua 30 edição, prevista para setembro, dispensando curadores e artistas. Ontem haveria uma reunião em Brasília entre a Advocacia Geral da União (AGU) e representantes da Bienal para tentar encontrar uma solução ao impasse que desde janeiro ameaça uma das mais importantes mostras de arte contemporânea do mundo, ao lado da Documenta de Kassel e da Bienal de Veneza.
— Se a Bienal não se realizar, será um atentado à imagem da arte brasileira. Como um país que vai organizar uma Copa do Mundo e as Olimpíadas não consegue sequer realizar uma Bienal? — questiona José Roberto Teixeira Coelho, crítico de arte e curador do Masp.
Após a crise institucional que resultou na "Bienal do vazio", em 2008, uma nova gestão, liderada pelo consultor Heitor Martins, assumiu a Fundação Bienal à beira da falência, com um discurso de transparência e restauração. A próxima edição, com um orçamento de R$ 30 milhões aprovado pelo MinC, começou a ser planejada há dois anos, quando o curador venezuelano Luis Pérez-Oramas foi escolhido e começou a trabalhar com sua equipe curatorial, formada por Andre Severo, Tobi Maier e Isabela Villanueva.
150 colaboradores dispensados
O bloqueio realizado pelo Ministério da Cultura em 2 de janeiro, por recomendação da Controladoria Geral da União (CGU), incide sobre R$ 12 milhões captados via lei Rouanet para a realização da mostra deste ano. Também impede que a fundação capte outros R$ 8 milhões já comprometidos por empresas, também via incentivo fiscal. Outros R$ 5 milhões captados sem lei Rouanet estão livres, mas o valor é insuficiente para a realização da Bienal, que custa no mínimo R$ 18 milhões. A equipe de 150 pessoas contratada pelo programa educativo da Bienal já foi dispensada. O grupo trabalha na formação de monitores e professores, que são capacitados a preparar estudantes antes da visita à mostra e realizar debates depois.
A decisão do MinC de acatar a recomendação da CGU de listar a Bienal como inadimplente causa polêmica entre artistas, curadores, galeristas e gestores culturais, pois ameaça não só a realização desta edição da exposição — a que comemoraria seus 60 anos — mas sua existência. O relatório apresentado pela CGU ao ministério aponta irregularidades em 13 prestações de contas ocorridas entre 1999 e 2006, somando quase R$ 33 milhões. A CGU pode levar de dez a 15 anos para concluir se houve ou não desvios de verba. Se a Bienal continuar a ser considerada inadimplente durante as investigações, ela será impedida de captar novos recursos ou fazer convênios com o governo.
— A Bienal é um jogo ganho, mas o Brasil é um país autodestrutivo. Tem a capacidade de desfazer o que já conquistou — lamenta o artista plástico Nuno Ramos. — Neste momento de restauração de uma dinâmica digna, vem essa bomba relativa a dívidas de gestões anteriores. É trágico e fere um esforço louvável.
O bloqueio das contas pegou a equipe da Bienal de surpresa. A fundação vinha apresentando à CGU documentos e esclarecimentos, conforme solicitados pela auditoria, e mantendo diálogo constante com o MinC. A instituição já havia assinado em 2011 um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) e devolveu ao ministério R$ 700 mil usados para consertar parte do teto do prédio. A obra foi considerada irregular pelo CGU, pois foi feita sem licitação.
Após ser listada como inadimplente, a Bienal entrou na Justiça contra a decisão do MinC, pedindo o desbloqueio urgente das contas para evitar o adiamento da mostra. O pedido de liminar foi negado pela Justiça Federal. Novo recurso está sendo analisado pelo Tribunal Regional Federal de São Paulo, mas é pouco provável que a fundação consiga a liberação dos recursos pela via judicial. A saída para que a mostra seja realizada na data prevista depende de uma negociação entre Bienal, MinC, CGU, Tribunal de Contas da União (TCU) e os ministérios públicos federal e estadual. Representantes de cada uma destas partes precisam chegar a um acordo e assinar um novo Termo de Ajuste de Conduta (TAC). A reunião de ontem em Brasília discutiria os termos iniciais deste documento. Caso as negociações se prolonguem, repassar os recursos já captados pela Bienal para outra instituição que esteja adimplente frente ao MinC seria uma solução temporária capaz de viabilizar sua realização.
— Tanto a realização da Bienal quanto a prestação de contas são de interesse público. Caberia ao ministério encontrar uma solução negociada, capaz de evitar o fim da Bienal e de recuperar dinheiro, se forem comprovados desvios — defende Nuno Ramos.
Procurado, o MinC não quis se pronunciar, alegando que o processo, transformado em Tomada de Contas Especial (TCE), é responsabilidade do TCU.
Num momento em que a arte brasileira ganha reconhecimento internacional, a 30 Bienal de São Paulo é um evento que está na agenda de curadores, colecionadores e galeristas de todo o mundo. Além de ser uma vitrine importante para o Brasil e para a produção latino-americana, a exposição aproxima a vanguarda das artes visuais do grande público e gera reflexões e debates que movimentam a cena contemporânea.
— Trata-se de uma instituição com um capital de realização poderoso. Poucas instituições brasileiras têm a mesma força, o mesmo espaço expositivo e a mesma marca histórica — avalia Teixeira Coelho, curador do Masp e crítico de arte.
Para o diretor artístico da galeria Vermelho, Eduardo Brandão, a importância da Bienal é o que a faz superar as crises e continuar a ser realizada.
— Esta não é a primeira Bienal que tem problemas. O cancelamento da mostra é uma hipótese muito remota, não só pela importância mas pela capacidade da gestão atual, que conseguiu sair de uma quase falência, levantou recursos e realizou uma excelente exposição em 2010 — lembra Brandão.
Não é a primeira vez que a Bienal vê sua existência ameaçada. Desde 1991, a instituição passa por altos e baixos, alternando momentos de crise institucional com o debate sobre seu papel na atualidade.
— A Bienal é um marco na arte brasileira contemporânea, que deve a ela muito de seu processo de internacionalização. Mas hoje nos perguntamos qual a diferença de uma Bienal e uma grande feira de arte — questiona a historiadora e crítica de arte Aracy Amaral.
Para o artista plástico Nuno Ramos, a importância da Bienal é indiscutível.
— A Bienal é o momento no qual as artes plásticas brasileiras se tornam públicas e artistas de ponta alcançam uma dimensão de público mais ampla. É uma dessas coisas que nos dá orgulho, que mobiliza forças culturais — acredita o artista, que em 2010 expôs na 29 Bienal a instalação "Bandeira branca", que continha dois urubus vivos que foram apreendidos, causando polêmica e atraindo a atenção do público.
Bienal adiada em 1993 e 2000
O risco de a Bienal terminar existe, acredita Ramos, discordando do diretor artístico da galeria Vermelho.
— É notável nossa incapacidade de criar ou manter algo contínuo e duradouro — afirma, lembrando que a Bienal foi adiada em 1993 e em 2000.
Críticos e curadores que sugerem que a Bienal repense seu papel acreditam que a instituição ganharia mais estabilidade ao investir na formação de artistas, oferecendo bolsas-residência. Também defendem o uso do prédio de Oscar Niemeyer com maior frequência para exposições intermediárias, como a mostra de 2011 "Em nome dos artistas", e o investimento na formação de um acervo formado pelas obras inéditas criadas por artistas convidados.
— A Bienal de Veneza existe basicamente nos mesmos moldes da de São Paulo e não vejo muitas cobranças para que ela se reinvente. Quem pede transformações à Bienal de São Paulo está, na verdade, cobrando uma redefinição de todo o sistema da arte no Brasil, que está em frangalhos. A maior parte dos museus e instituições culturais brasileiros vive à beira da falência todo mês — rebate Teixeira Coelho. — Quando um banco está à beira da falência ou sob suspeita, o poder público se mobiliza para salvá-lo. Da mesma forma, o problema da Bienal é um problema do Brasil e cabe a todos, poder público, iniciativa privada e sociedade civil, encontrar uma solução negociada para este impasse.
http://oglobo.globo.com/cultura/condenada-por-inadimplencia-bienal-de-arte-pode-ser-cancelada-4050607
Com problemas de gestão, a 28ª Bienal foi aberta ao público com o segundo andar do pavilhão projetado por Oscar Niemeyer vazio. O local foi invadido por um grupo de pichadoresAnderson Prado / Arquivo Diário de S. PauloSÃO PAULO - Numa corrida contra o tempo, o destino da Bienal Internacional de Arte de São Paulo será definido em 15 de março. Se até lá as contas da Fundação Bienal continuarem bloqueadas por inadimplência, a instituição começará a desmobilizar a equipe convidada a realizar sua 30 edição, prevista para setembro, dispensando curadores e artistas. Ontem haveria uma reunião em Brasília entre a Advocacia Geral da União (AGU) e representantes da Bienal para tentar encontrar uma solução ao impasse que desde janeiro ameaça uma das mais importantes mostras de arte contemporânea do mundo, ao lado da Documenta de Kassel e da Bienal de Veneza.
— Se a Bienal não se realizar, será um atentado à imagem da arte brasileira. Como um país que vai organizar uma Copa do Mundo e as Olimpíadas não consegue sequer realizar uma Bienal? — questiona José Roberto Teixeira Coelho, crítico de arte e curador do Masp.
Após a crise institucional que resultou na "Bienal do vazio", em 2008, uma nova gestão, liderada pelo consultor Heitor Martins, assumiu a Fundação Bienal à beira da falência, com um discurso de transparência e restauração. A próxima edição, com um orçamento de R$ 30 milhões aprovado pelo MinC, começou a ser planejada há dois anos, quando o curador venezuelano Luis Pérez-Oramas foi escolhido e começou a trabalhar com sua equipe curatorial, formada por Andre Severo, Tobi Maier e Isabela Villanueva.
150 colaboradores dispensados
O bloqueio realizado pelo Ministério da Cultura em 2 de janeiro, por recomendação da Controladoria Geral da União (CGU), incide sobre R$ 12 milhões captados via lei Rouanet para a realização da mostra deste ano. Também impede que a fundação capte outros R$ 8 milhões já comprometidos por empresas, também via incentivo fiscal. Outros R$ 5 milhões captados sem lei Rouanet estão livres, mas o valor é insuficiente para a realização da Bienal, que custa no mínimo R$ 18 milhões. A equipe de 150 pessoas contratada pelo programa educativo da Bienal já foi dispensada. O grupo trabalha na formação de monitores e professores, que são capacitados a preparar estudantes antes da visita à mostra e realizar debates depois.
A decisão do MinC de acatar a recomendação da CGU de listar a Bienal como inadimplente causa polêmica entre artistas, curadores, galeristas e gestores culturais, pois ameaça não só a realização desta edição da exposição — a que comemoraria seus 60 anos — mas sua existência. O relatório apresentado pela CGU ao ministério aponta irregularidades em 13 prestações de contas ocorridas entre 1999 e 2006, somando quase R$ 33 milhões. A CGU pode levar de dez a 15 anos para concluir se houve ou não desvios de verba. Se a Bienal continuar a ser considerada inadimplente durante as investigações, ela será impedida de captar novos recursos ou fazer convênios com o governo.
— A Bienal é um jogo ganho, mas o Brasil é um país autodestrutivo. Tem a capacidade de desfazer o que já conquistou — lamenta o artista plástico Nuno Ramos. — Neste momento de restauração de uma dinâmica digna, vem essa bomba relativa a dívidas de gestões anteriores. É trágico e fere um esforço louvável.
O bloqueio das contas pegou a equipe da Bienal de surpresa. A fundação vinha apresentando à CGU documentos e esclarecimentos, conforme solicitados pela auditoria, e mantendo diálogo constante com o MinC. A instituição já havia assinado em 2011 um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) e devolveu ao ministério R$ 700 mil usados para consertar parte do teto do prédio. A obra foi considerada irregular pelo CGU, pois foi feita sem licitação.
Após ser listada como inadimplente, a Bienal entrou na Justiça contra a decisão do MinC, pedindo o desbloqueio urgente das contas para evitar o adiamento da mostra. O pedido de liminar foi negado pela Justiça Federal. Novo recurso está sendo analisado pelo Tribunal Regional Federal de São Paulo, mas é pouco provável que a fundação consiga a liberação dos recursos pela via judicial. A saída para que a mostra seja realizada na data prevista depende de uma negociação entre Bienal, MinC, CGU, Tribunal de Contas da União (TCU) e os ministérios públicos federal e estadual. Representantes de cada uma destas partes precisam chegar a um acordo e assinar um novo Termo de Ajuste de Conduta (TAC). A reunião de ontem em Brasília discutiria os termos iniciais deste documento. Caso as negociações se prolonguem, repassar os recursos já captados pela Bienal para outra instituição que esteja adimplente frente ao MinC seria uma solução temporária capaz de viabilizar sua realização.
— Tanto a realização da Bienal quanto a prestação de contas são de interesse público. Caberia ao ministério encontrar uma solução negociada, capaz de evitar o fim da Bienal e de recuperar dinheiro, se forem comprovados desvios — defende Nuno Ramos.
Procurado, o MinC não quis se pronunciar, alegando que o processo, transformado em Tomada de Contas Especial (TCE), é responsabilidade do TCU.
Num momento em que a arte brasileira ganha reconhecimento internacional, a 30 Bienal de São Paulo é um evento que está na agenda de curadores, colecionadores e galeristas de todo o mundo. Além de ser uma vitrine importante para o Brasil e para a produção latino-americana, a exposição aproxima a vanguarda das artes visuais do grande público e gera reflexões e debates que movimentam a cena contemporânea.
— Trata-se de uma instituição com um capital de realização poderoso. Poucas instituições brasileiras têm a mesma força, o mesmo espaço expositivo e a mesma marca histórica — avalia Teixeira Coelho, curador do Masp e crítico de arte.
Para o diretor artístico da galeria Vermelho, Eduardo Brandão, a importância da Bienal é o que a faz superar as crises e continuar a ser realizada.
— Esta não é a primeira Bienal que tem problemas. O cancelamento da mostra é uma hipótese muito remota, não só pela importância mas pela capacidade da gestão atual, que conseguiu sair de uma quase falência, levantou recursos e realizou uma excelente exposição em 2010 — lembra Brandão.
Não é a primeira vez que a Bienal vê sua existência ameaçada. Desde 1991, a instituição passa por altos e baixos, alternando momentos de crise institucional com o debate sobre seu papel na atualidade.
— A Bienal é um marco na arte brasileira contemporânea, que deve a ela muito de seu processo de internacionalização. Mas hoje nos perguntamos qual a diferença de uma Bienal e uma grande feira de arte — questiona a historiadora e crítica de arte Aracy Amaral.
Para o artista plástico Nuno Ramos, a importância da Bienal é indiscutível.
— A Bienal é o momento no qual as artes plásticas brasileiras se tornam públicas e artistas de ponta alcançam uma dimensão de público mais ampla. É uma dessas coisas que nos dá orgulho, que mobiliza forças culturais — acredita o artista, que em 2010 expôs na 29 Bienal a instalação "Bandeira branca", que continha dois urubus vivos que foram apreendidos, causando polêmica e atraindo a atenção do público.
Bienal adiada em 1993 e 2000
O risco de a Bienal terminar existe, acredita Ramos, discordando do diretor artístico da galeria Vermelho.
— É notável nossa incapacidade de criar ou manter algo contínuo e duradouro — afirma, lembrando que a Bienal foi adiada em 1993 e em 2000.
Críticos e curadores que sugerem que a Bienal repense seu papel acreditam que a instituição ganharia mais estabilidade ao investir na formação de artistas, oferecendo bolsas-residência. Também defendem o uso do prédio de Oscar Niemeyer com maior frequência para exposições intermediárias, como a mostra de 2011 "Em nome dos artistas", e o investimento na formação de um acervo formado pelas obras inéditas criadas por artistas convidados.
— A Bienal de Veneza existe basicamente nos mesmos moldes da de São Paulo e não vejo muitas cobranças para que ela se reinvente. Quem pede transformações à Bienal de São Paulo está, na verdade, cobrando uma redefinição de todo o sistema da arte no Brasil, que está em frangalhos. A maior parte dos museus e instituições culturais brasileiros vive à beira da falência todo mês — rebate Teixeira Coelho. — Quando um banco está à beira da falência ou sob suspeita, o poder público se mobiliza para salvá-lo. Da mesma forma, o problema da Bienal é um problema do Brasil e cabe a todos, poder público, iniciativa privada e sociedade civil, encontrar uma solução negociada para este impasse.
http://oglobo.globo.com/cultura/condenada-por-inadimplencia-bienal-de-arte-pode-ser-cancelada-4050607
23/02/12
Curtindo a Vida Adoidado 2012 Comercial Honda legendado
O ator Matthew Broderick de "Curtindo a Vida Adoidado", clássico da década de 80, reviveu o personagem Ferris Bueller para um comercial de carros.
No comercial, Matthew finge estar doente para faltar ao trabalho. Após mentir para seu chefe, ele vai passear no novo carro.
"Como que eu podia trabalhar em um dia como hoje?" "A vida esta cheia de coisas que temos que fazer." Como no filme Matthew Broderick aproveita para curtir o dia. Dentre os seus passeios o ator visita o Museu de História Natural da cidade.
Confira o Vídeo!
No comercial, Matthew finge estar doente para faltar ao trabalho. Após mentir para seu chefe, ele vai passear no novo carro.
"Como que eu podia trabalhar em um dia como hoje?" "A vida esta cheia de coisas que temos que fazer." Como no filme Matthew Broderick aproveita para curtir o dia. Dentre os seus passeios o ator visita o Museu de História Natural da cidade.
Confira o Vídeo!
22/02/12
Assalto ao Museu Olímpia faz ministro da Cultura na Grécia deixar o cargo
O segundo assalto a museus na Grécia fez ministro da cultura deixar o cargo.
Nesta sexta-feira (17), assaltantes roubaram peças que pertencem à história dos jogos olímpicos. Dois homens armados entraram no museu. Eles amarraram um guarda, desativaram o sistema de segurança e em seguida roubaram mais de 60 artefatos históricos. Desde o inicio da crise grega 2 mil funcionários temporários do ministério da cultura foram demitidos
Assista o Vídeo!
Nesta sexta-feira (17), assaltantes roubaram peças que pertencem à história dos jogos olímpicos. Dois homens armados entraram no museu. Eles amarraram um guarda, desativaram o sistema de segurança e em seguida roubaram mais de 60 artefatos históricos. Desde o inicio da crise grega 2 mil funcionários temporários do ministério da cultura foram demitidos
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18/02/12
Pintores ganham moldura carnavalesca
Quadros de Portinari viram esculturas na Mocidade e colorido de Romero Britto inspira estampa de carros e fantasias da Renascer
O carro da Mocidade "Êxodo sertanejo" lembra o quadro "Criança morta": o drama de Portinari na SapucaíMônica Imbuzeiro / O Globo
RIO - Silas de Oliveira profetizou no sambão do Império Serrano de 1964: "Será a tela/ Do Brasil em forma de aquarela...". Este ano, duas escolas homenageiam pintores na Sapucaí: a Mocidade vem de Candido Portinari; a Renascer de Jacarepaguá, de Romero Britto. Vizinhos de porta de longa data, em 2012 carnaval e artes plásticas vão estar juntos e misturados, sem divisórias.
Para transformar quadros em desfile na Sapucaí será preciso não só inspiração, mas também transpiração. Não dos foliões, por causa das roupas quentes, mas dos carnavalescos Edson Pereira, da Renascer; e Alexandre Louzada, da Mocidade, já que levar o universo dos pintores para a passarela exige raciocínio. Quadros são admirados em silêncio em museus, acompanhados de textos explicativos; fantasias e alegorias se expõem num ambiente de excitação e barulho. É preciso ser bem claro. Mas nunca literal. Exibir as reproduções dos quadros nas alegorias seria óbvio — algo imperdoável quando o objetivo é louvar justamente a criatividade dos homenageados.
— Tenho autorização da Fundação Portinari para usar todas as imagens a meu critério, mas não quis. Em vez disso, forrei parte dos carros com uma estampa que produzimos multiplicando fragmentos dos quadros. Minha ideia é criar na Sapucaí a atmosfera de Portinari — diz Louzada, campeão na Vila Isabel em 2006, quando assinou o enredo; e na Beija-Flor, em 2007 e 2008, como integrante da comissão de carnaval.
Para dar seu recado, Louzada vai destacar os quadros mais conhecidos de Portinari. Os trabalhadores com enormes sacas na cabeça do quadro "Café" viraram esculturas no segundo carro da Mocidade. Da mesma forma, os sertanejos de "Retirantes" e "Criança morta" estarão na quinta alegoria, chamada de "Êxodo sertanejo". Nessas obras, Portinari quis denunciar a exploração e a pobreza. Mas Louzada não teme que as imagens fortes destoem da euforia dos foliões.
— Nas esculturas desses carros, eu procurei ser fiel ao drama que Portinari quis retratar. Sem receios, porque a própria situação do desfile vai se encarregar de carnavalizar a alegoria — explica o carnavalesco.
Na Renascer, vale mais o conjunto da obra do que os quadros individualmente. O carnavalesco Edson Pereira criou no barracão uma estampa com aplicações coloridas que lembram a obra de Romero Britto. O trabalho, semelhante a patchwork, estará no forro de parte dos carros e em pedaços de 70% das fantasias das alas, como as que representam o frevo, o maracatu e outras manifestações populares nordestinas, já que o protagonista é pernambucano.
— Pesquisamos vários tecidos para chegar a esse resultado. Usamos feltro, veludo e jérsei, entre outros materiais — conta Pereira.
Figurinista formado pela Iona College, em Nova York, ele tomou cuidado para que as muitas cores de Romero Britto não saturem os espectadores na Sapucaí e via TV. Tanto que o abre-alas é branco e prata, representando a inspiração divina que, no enredo, guia o artista plástico. O segundo setor é inspirado em Caravaggio, já que o homenageado da Renascer despertou para as artes plásticas ao ver um livro do pintor italiano.
O colorido de Romero Britto só vai predominar do terceiro carro em diante. Se fosse assim desde o abre-alas, o público ficaria cansado, acredita o carnavalesco da vermelho e branco de Jacarepaguá. Não é porque é carnaval que a aquarela brasileira será um borrão, de cores escolhidas sem critério. Seja ela de Edson Pereira, Alexandre Louzada ou Silas de Oliveira.
http://oglobo.globo.com/carnaval/pintores-ganham-moldura-carnavalesca-3932769
O carro da Mocidade "Êxodo sertanejo" lembra o quadro "Criança morta": o drama de Portinari na SapucaíMônica Imbuzeiro / O GloboRIO - Silas de Oliveira profetizou no sambão do Império Serrano de 1964: "Será a tela/ Do Brasil em forma de aquarela...". Este ano, duas escolas homenageiam pintores na Sapucaí: a Mocidade vem de Candido Portinari; a Renascer de Jacarepaguá, de Romero Britto. Vizinhos de porta de longa data, em 2012 carnaval e artes plásticas vão estar juntos e misturados, sem divisórias.
Para transformar quadros em desfile na Sapucaí será preciso não só inspiração, mas também transpiração. Não dos foliões, por causa das roupas quentes, mas dos carnavalescos Edson Pereira, da Renascer; e Alexandre Louzada, da Mocidade, já que levar o universo dos pintores para a passarela exige raciocínio. Quadros são admirados em silêncio em museus, acompanhados de textos explicativos; fantasias e alegorias se expõem num ambiente de excitação e barulho. É preciso ser bem claro. Mas nunca literal. Exibir as reproduções dos quadros nas alegorias seria óbvio — algo imperdoável quando o objetivo é louvar justamente a criatividade dos homenageados.
— Tenho autorização da Fundação Portinari para usar todas as imagens a meu critério, mas não quis. Em vez disso, forrei parte dos carros com uma estampa que produzimos multiplicando fragmentos dos quadros. Minha ideia é criar na Sapucaí a atmosfera de Portinari — diz Louzada, campeão na Vila Isabel em 2006, quando assinou o enredo; e na Beija-Flor, em 2007 e 2008, como integrante da comissão de carnaval.
Para dar seu recado, Louzada vai destacar os quadros mais conhecidos de Portinari. Os trabalhadores com enormes sacas na cabeça do quadro "Café" viraram esculturas no segundo carro da Mocidade. Da mesma forma, os sertanejos de "Retirantes" e "Criança morta" estarão na quinta alegoria, chamada de "Êxodo sertanejo". Nessas obras, Portinari quis denunciar a exploração e a pobreza. Mas Louzada não teme que as imagens fortes destoem da euforia dos foliões.
— Nas esculturas desses carros, eu procurei ser fiel ao drama que Portinari quis retratar. Sem receios, porque a própria situação do desfile vai se encarregar de carnavalizar a alegoria — explica o carnavalesco.
Na Renascer, vale mais o conjunto da obra do que os quadros individualmente. O carnavalesco Edson Pereira criou no barracão uma estampa com aplicações coloridas que lembram a obra de Romero Britto. O trabalho, semelhante a patchwork, estará no forro de parte dos carros e em pedaços de 70% das fantasias das alas, como as que representam o frevo, o maracatu e outras manifestações populares nordestinas, já que o protagonista é pernambucano.
— Pesquisamos vários tecidos para chegar a esse resultado. Usamos feltro, veludo e jérsei, entre outros materiais — conta Pereira.
Figurinista formado pela Iona College, em Nova York, ele tomou cuidado para que as muitas cores de Romero Britto não saturem os espectadores na Sapucaí e via TV. Tanto que o abre-alas é branco e prata, representando a inspiração divina que, no enredo, guia o artista plástico. O segundo setor é inspirado em Caravaggio, já que o homenageado da Renascer despertou para as artes plásticas ao ver um livro do pintor italiano.
O colorido de Romero Britto só vai predominar do terceiro carro em diante. Se fosse assim desde o abre-alas, o público ficaria cansado, acredita o carnavalesco da vermelho e branco de Jacarepaguá. Não é porque é carnaval que a aquarela brasileira será um borrão, de cores escolhidas sem critério. Seja ela de Edson Pereira, Alexandre Louzada ou Silas de Oliveira.
http://oglobo.globo.com/carnaval/pintores-ganham-moldura-carnavalesca-3932769
16/02/12
Traficante vai preso após divulgar foto em Museu
Traficante vai preso após divulgar foto com 'Obama'
Inglaterra - Um traficante procurado pela polícia da Itália foi preso depois de postar no Facebook uma foto ao lado de uma estátua de cera do presidente dos EUA, Barack Obama. A imagem foi feita no Museu Madame Tussauds, de Londres, na Inglaterra.
Foto permitiu que traficante fosse localizado | Foto: Reprodução Internet
Michele Grosso, de 27 anos, estava foragido desde 2008, de acordo com o jornal Guardian. A foto permitiu que a polícia britânica e a Interpol descobrissem o esconderijo do traficante em Londres. Acabou deportado para a Itália.
http://odia.ig.com.br/portal/mundo/traficante-vai-preso-ap%C3%B3s-divulgar-foto-com-obama-1.406838
Inglaterra - Um traficante procurado pela polícia da Itália foi preso depois de postar no Facebook uma foto ao lado de uma estátua de cera do presidente dos EUA, Barack Obama. A imagem foi feita no Museu Madame Tussauds, de Londres, na Inglaterra.
Foto permitiu que traficante fosse localizado | Foto: Reprodução InternetMichele Grosso, de 27 anos, estava foragido desde 2008, de acordo com o jornal Guardian. A foto permitiu que a polícia britânica e a Interpol descobrissem o esconderijo do traficante em Londres. Acabou deportado para a Itália.
http://odia.ig.com.br/portal/mundo/traficante-vai-preso-ap%C3%B3s-divulgar-foto-com-obama-1.406838
15/02/12
Divórcio Expressionista
Museu exibe objetos de namoros e casamentos que terminaram
Museu das Relações Terminadas fica em Zagreb.
Cada item traz um resumo sobre o relacionamento terminado.

Aqui no Brasil esse museu seria cheio de boletins de ocorrência e atestados de óbito.
Minha sala nesse museu teria exposto um videogame, um mouse e um pote de sorvete.
http://www.jacarebanguela.com.br/
Museu das Relações Terminadas fica em Zagreb.
Cada item traz um resumo sobre o relacionamento terminado.

Aqui no Brasil esse museu seria cheio de boletins de ocorrência e atestados de óbito.
Minha sala nesse museu teria exposto um videogame, um mouse e um pote de sorvete.
http://www.jacarebanguela.com.br/
Vida particular de Tarsila do Amaral é revelada em exposição no Rio
Foi aberta, nesta terça-feira (14), no Rio, uma exposição das obras da pintora modernista Tarsila do Amaral.
A mostra reúne gravuras, desenhos e pinturas da pintora modernista que retratou também a situação social dos brasileiros.
Na mostra, um dos momentos mais expressivos de Tarsila do Amaral. O desenho: A negra. A gravura: Abaporu. Em outro, a junção das duas obras que deram origem a Antropofagia - símbolo maior do movimento que revolucionou a arte brasileira.
Confira o Vídeo!
A mostra reúne gravuras, desenhos e pinturas da pintora modernista que retratou também a situação social dos brasileiros.
Na mostra, um dos momentos mais expressivos de Tarsila do Amaral. O desenho: A negra. A gravura: Abaporu. Em outro, a junção das duas obras que deram origem a Antropofagia - símbolo maior do movimento que revolucionou a arte brasileira.
Confira o Vídeo!
14/02/12
São Paulo comemora 90 anos da Semana de Arte de 22
A Semana de 22 marcou a ruptura com o convencional e inundou o mundo das artes de ousadia.
Há 90 anos, um grupo se reuniu em São Paulo para mudar a maneira de fazer arte no Brasil. O evento ficou conhecido como a Semana de 22.
Ela teve apenas três dias, mas sua influência foi enorme. A Semana de 22 marcou a ruptura com o convencional e inundou o mundo das artes de ousadia. Nos dias 13, 15 e 17 de fevereiro daquele ano, no Teatro Municipal de São Paulo, artistas da vanguarda da época tentaram fazer o Brasil descobrir o Brasil.
“A proposta era que a cultura brasileira deglutisse, digerisse as influências estrangeiras, transformando em um modo próprio”, explica Marcelo Tápia, diretor da casa Guilherme de Almeida.
Programa obrigatório para saber bem o que foi a Semana de 22 é uma visita à Casa da Colina, onde viveu o poeta Guilherme de Almeida. E ouvir versos que continuam atuais.
O termo ‘peripatético’ foi criado por Aristóteles, o filósofo grego, que significa método de se ensinar passeando. A poesia passa pela praça. Depois, o destino é um museu, nele viveu o pintor lituano Lasar Segall, que nem participou da semana, mas, modernista de carteirinha, era da casa. Hora de ver os quadros e entender melhor o movimento.
“Foi uma ruptura do que já existia, foi o moderno mesmo. O moderno chegou na hora certa”, explica Marelene Laky, restauradora de livros.
Mas nada é mais emblemático do que o prédio do Teatro Municipal, no Centro de São Paulo. Em 22, o Teatro Municipal era um garotão de 11 anos de idade. Agora vai abrigar os concertos e recitais para lembrar a semana. Continua imponente, parece esperar aqueles sujeitos que há 90 anos fizeram a história e entraram nela.
“O que foi o resultado de tudo isso, o que é essa antropofagia falada pelo Mário de Andrade, o que é você comer essas diversas culturas e regurgitar o resultado? Tem gente que vai gostar, tem gente que não vai gostar, mas é exatamente essa ideia”, avalia o maestro Abel Rocha.
http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2012/02/sao-paulo-comemora-90-anos-da-semana-de-arte-de-22.html
Há 90 anos, um grupo se reuniu em São Paulo para mudar a maneira de fazer arte no Brasil. O evento ficou conhecido como a Semana de 22.
Ela teve apenas três dias, mas sua influência foi enorme. A Semana de 22 marcou a ruptura com o convencional e inundou o mundo das artes de ousadia. Nos dias 13, 15 e 17 de fevereiro daquele ano, no Teatro Municipal de São Paulo, artistas da vanguarda da época tentaram fazer o Brasil descobrir o Brasil.
“A proposta era que a cultura brasileira deglutisse, digerisse as influências estrangeiras, transformando em um modo próprio”, explica Marcelo Tápia, diretor da casa Guilherme de Almeida.
Programa obrigatório para saber bem o que foi a Semana de 22 é uma visita à Casa da Colina, onde viveu o poeta Guilherme de Almeida. E ouvir versos que continuam atuais.
O termo ‘peripatético’ foi criado por Aristóteles, o filósofo grego, que significa método de se ensinar passeando. A poesia passa pela praça. Depois, o destino é um museu, nele viveu o pintor lituano Lasar Segall, que nem participou da semana, mas, modernista de carteirinha, era da casa. Hora de ver os quadros e entender melhor o movimento.
“Foi uma ruptura do que já existia, foi o moderno mesmo. O moderno chegou na hora certa”, explica Marelene Laky, restauradora de livros.
Mas nada é mais emblemático do que o prédio do Teatro Municipal, no Centro de São Paulo. Em 22, o Teatro Municipal era um garotão de 11 anos de idade. Agora vai abrigar os concertos e recitais para lembrar a semana. Continua imponente, parece esperar aqueles sujeitos que há 90 anos fizeram a história e entraram nela.
“O que foi o resultado de tudo isso, o que é essa antropofagia falada pelo Mário de Andrade, o que é você comer essas diversas culturas e regurgitar o resultado? Tem gente que vai gostar, tem gente que não vai gostar, mas é exatamente essa ideia”, avalia o maestro Abel Rocha.
http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2012/02/sao-paulo-comemora-90-anos-da-semana-de-arte-de-22.html
13/02/12
Colecionadores brasileiros investem em museus próprios
Na esteira de Inhotim, cresce no país o número de espaços para abrigar acervos particulares e exibi-los ao público
Instituto Figueiredo Ferraz, em Ribeirão Preto, com a mostra "O Colecionador de sonhos", com curadoria de Agnaldo Farias
RIO - Depois da iniciativa do empresário Bernardo Paz, que construiu Inhotim, o maior centro de arte contemporânea do Brasil, outros colecionadores brasileiros apostam em abrir seus acervos ao público. São cada vez mais frequentes as coleções particulares acessíveis a visitantes ou até mesmo transformadas em institutos. Em São Paulo, já existem pelo menos dois acervos privados que podem ser vistos por quem se interessar. Há ainda iniciativas semelhantes no Rio Grande do Sul e no Espírito Santo. São, digamos, museus particulares para crítico nenhum botar defeito.
Como Bernardo Paz, que, num primeiro momento de seu instituto, recebia visitantes com hora marcada, o colecionador Oswaldo Corrêa da Costa criou um espaço para sua coleção, que pode ser vista em Pinheiros, em São Paulo, com agendamento prévio. Aos 53 anos, o economista aposentado diz que não lhe agradava o fato de seu acervo, que completa 40 anos em 2013, ser "um tanto estéril". Custeou (sem o uso de leis de incentivo) a reforma do espaço de 130 metros quadrados de área expositiva e outros 130 de subsolo e reserva técnica. Organiza no local, batizado de Coleção Particular, exposições trimestrais, que são, como afirma, "tentativas de compreender a própria coleção".
— Morei a maior parte da vida nos Estados Unidos, no Canadá e em países da Europa, onde há sempre coleções particulares abertas ao público. Estranhava que isso não existisse no Brasil. O exemplo de Inhotim foi fantástico, pena que é fora de mão — avalia o colecionador.
O modelo que impera no país, segundo ele, é o de coleções valiosas fechadas nos grandes apartamentos dos colecionadores, que recebem visitas restritas aos interesses do mercado das artes plásticas. Durante a Bienal de São Paulo, por exemplo, são frequentes os jantares e encontros para marchands internacionais nas "casas das coleções". Dono de obras de Hélio Oiticica, Mira Schendel, Leda Catunda, Leonilson e Antonio Dias, entre outros (são mais de 500 obras), Costa diz que, embora abra sua coleção, são raras as "pessoas comuns" interessadas em vê-la.
— Recebi até hoje 200 pessoas, algo como cinco por semana. Acho que os brasileiros ainda não estão acostumados — diz ele, que abre as portas da Coleção Particular apenas de quarta a sexta-feira. — Gostaria de ter mais tempo, mas, se fosse abrir direto, teria de contratar recepcionista, segurança. Evito ter muitos gastos, porque faço tudo sozinho.
Há colecionadores que se inspiram no modelo atual de Inhotim, institucionalizado e aberto como um museu. Nada, é claro, tem as dimensões do empreendimento de Bernardo Paz, que, recentemente, em entrevista ao GLOBO, disse que pretendia transformar seu centro cultural (com dois milhões de metros quadrados e estimado em US$ 200 milhões) numa espécie de "Disney das artes plásticas". Em Ribeirão Preto, o economista João Carlos de Figueiredo Ferraz, de 60 anos, inaugurou no final de 2011 um instituto que leva seu sobrenome — e guarda a coleção, de quase mil obras, formada por ele e por sua mulher, a arquiteta Dulce de Figueiredo Ferraz. Paulistano, ele escolheu a cidade do interior do estado para viver e construir sua usina de açúcar nos anos 1980, década em que iniciou sua coleção de obras de arte. Nos últimos anos, vinha tentando enviar seu acervo por comodato para instituições da capital e, sem sucesso, decidiu construir seu próprio instituto.
Inaugurado no fim do ano, o Instituto Figueiredo Ferraz é uma das maiores iniciativas recentes para expor uma coleção particular. São 2.500 metros quadrados de área construída e quatro salas de exposição, divididas em dois andares. Há ainda uma reserva técnica, um auditório para 60 pessoas, biblioteca, jardim, escritório e bar para os dias de eventos. Questionado sobre os custos da construção, patrocínios ou uso de leis de incentivo fiscal, o instituto informou que não comenta tais temas.
O Figueiredo Ferraz possui obras de artistas como Tunga, Vik Muniz, Tatiana Blass, Antonio Dias, Adriana Varejão e Nuno Ramos. Na inauguração, o instituto convidou Agnaldo Farias, curador da última Bienal de São Paulo, para selecionar as obras da primeira exposição, "O colecionador de sonhos".
— A ideia de abrir ao público foi uma consequência da abertura do espaço. Não fazia o menor sentido mantê-lo fechado sendo que essas obras fazem parte do patrimônio cultural da Humanidade e portanto devem ser vistas — diz Ferraz. — Inhotim é um exemplo extraordinário e deve ser aplaudido, mas acredito que nossa história seja um pouco diferente: enquanto eles compraram obras para ocupar um espaço, nós tivemos que achar um espaço para receber uma coleção que se formou nos últimos 30 anos.
Agnaldo Farias vê a iniciativa de mostrar uma coleção privada ao público como "algo naturalmente muito generoso e que dá visibilidade a uma obra que acabaria fora da vista do público". Farias acompanhou a formação da coleção de Ferraz, que, na década de 1990, "já se mostrava consistente". Para o curador, porém, o modelo ainda "engatinha" no mercado brasileiro.
— O próprio colecionismo no país ainda está se constituindo. É preciso se profissionalizar, porque há muita compra errada, muita volúpia de compra, que não configura uma coleção — diz Farias.
Colecionadora desde os anos 1960, a artista plástica Vera Chaves Barcellos, de 74 anos, diz que se cansou de ver as obras de seu acervo pessoal "em casa ou mal depositadas". Ela e o marido, o também artista e colecionador Patrício Farias, decidiram construir uma reserva técnica em 2005. A coleção seguiu crescendo e, em 2010, o casal criou um espaço em Viamão, a cerca de 20 quilômetros de Porto Alegre (RS). Hoje, estão prestes a inaugurar a segunda reserva, e seu espaço expositivo, de 400 metros quadrados, recebe a quarta exposição do acervo do casal.
— Ganhamos agora um edital do Ministério da Cultura para contratar um especialista em arte que vai atender as escolas que nos visitam — conta Vera, que, em parceria com o governo local, já recebe alunos de escolas da região.
Em São Mateus, no Espírito Santo, o escritor Maciel de Aguiar, de 60 anos, custeou a construção de dois prédios nos últimos 30 anos para abrigar sua coleção, composta principalmente de peças da cultura afro-brasileira. O Museu África Brasil deverá ter mais cinco prédios. Num deles, Aguiar vai exibir pinturas de Heitor dos Prazeres e objetos do período da escravidão, como troncos e algemas.
— A ideia não é minha, é do Darcy Ribeiro. Ele dizia que o país deveria ter um museu para reunir tudo sobre a escravidão. É o que pretendo. Sei que é um projeto grandioso e gostaria de ter parceiros — diz Aguiar, que banca a coleção e as construções com a venda de livros que escreveu sobre Pelé e Oscar Niemeyer.
O recente crescimento de coleções abertas ao público é acompanhado pela empresária Regina Pinho de Almeida, de 50 anos. Colecionadora desde os 25, ela se voltou na última década para a arte contemporânea brasileira e tem convidado outros colecionadores para reunir seus acervos num mesmo lugar.
— Todos se entusiasmam com a ideia, mas ninguém fecha — resigna-se Regina.
"A vaidade existe", completa a colecionadora, mas um dos motivos que espantariam os colegas é a necessidade de "regularização das obras, muitas vezes adquiridas em compras internas", ou seja, sem recibo.
— Muitos têm medo da questão legal, porque, até pouco tempo atrás, não se comprava com nota fiscal. Hoje, só compro com nota. Mas, para expor uma coleção, todas as obras teriam que ser regularizadas. A questão tributária é outro problema. Para uma pessoa física não é fácil conseguir incentivo e bancar todo o processo.
Fenômeno deve continuar
Para o colecionador Mariano Marcondes Ferraz, de 46 anos, que vive na Suíça e tem seu acervo nas casas da Europa e do Rio, a abertura ao público de coleções particulares é "um fenômeno que deve ocorrer no Brasil nos próximos dez anos, assim como ocorreu a profissionalização das galerias brasileiras nos últimos tempos".
— Hoje, existe um interesse maior em colecionar arte. Temos mais galerias e mais colecionadores, um reflexo do que está acontecendo no Brasil, de mercado aquecido. Além disso, a qualidade dos artistas brasileiros é excepcional, o que propicia a procura de visitas a coleções privadas — avalia ele. — Ter um espaço dedicado à sua coleção e torná-la acessível a mais pessoas é um sonho que todo colecionador tem.
http://oglobo.globo.com/cultura/colecionadores-brasileiros-investem-em-museus-proprios-3949135
Instituto Figueiredo Ferraz, em Ribeirão Preto, com a mostra "O Colecionador de sonhos", com curadoria de Agnaldo FariasRIO - Depois da iniciativa do empresário Bernardo Paz, que construiu Inhotim, o maior centro de arte contemporânea do Brasil, outros colecionadores brasileiros apostam em abrir seus acervos ao público. São cada vez mais frequentes as coleções particulares acessíveis a visitantes ou até mesmo transformadas em institutos. Em São Paulo, já existem pelo menos dois acervos privados que podem ser vistos por quem se interessar. Há ainda iniciativas semelhantes no Rio Grande do Sul e no Espírito Santo. São, digamos, museus particulares para crítico nenhum botar defeito.
Como Bernardo Paz, que, num primeiro momento de seu instituto, recebia visitantes com hora marcada, o colecionador Oswaldo Corrêa da Costa criou um espaço para sua coleção, que pode ser vista em Pinheiros, em São Paulo, com agendamento prévio. Aos 53 anos, o economista aposentado diz que não lhe agradava o fato de seu acervo, que completa 40 anos em 2013, ser "um tanto estéril". Custeou (sem o uso de leis de incentivo) a reforma do espaço de 130 metros quadrados de área expositiva e outros 130 de subsolo e reserva técnica. Organiza no local, batizado de Coleção Particular, exposições trimestrais, que são, como afirma, "tentativas de compreender a própria coleção".
— Morei a maior parte da vida nos Estados Unidos, no Canadá e em países da Europa, onde há sempre coleções particulares abertas ao público. Estranhava que isso não existisse no Brasil. O exemplo de Inhotim foi fantástico, pena que é fora de mão — avalia o colecionador.
O modelo que impera no país, segundo ele, é o de coleções valiosas fechadas nos grandes apartamentos dos colecionadores, que recebem visitas restritas aos interesses do mercado das artes plásticas. Durante a Bienal de São Paulo, por exemplo, são frequentes os jantares e encontros para marchands internacionais nas "casas das coleções". Dono de obras de Hélio Oiticica, Mira Schendel, Leda Catunda, Leonilson e Antonio Dias, entre outros (são mais de 500 obras), Costa diz que, embora abra sua coleção, são raras as "pessoas comuns" interessadas em vê-la.
— Recebi até hoje 200 pessoas, algo como cinco por semana. Acho que os brasileiros ainda não estão acostumados — diz ele, que abre as portas da Coleção Particular apenas de quarta a sexta-feira. — Gostaria de ter mais tempo, mas, se fosse abrir direto, teria de contratar recepcionista, segurança. Evito ter muitos gastos, porque faço tudo sozinho.
Há colecionadores que se inspiram no modelo atual de Inhotim, institucionalizado e aberto como um museu. Nada, é claro, tem as dimensões do empreendimento de Bernardo Paz, que, recentemente, em entrevista ao GLOBO, disse que pretendia transformar seu centro cultural (com dois milhões de metros quadrados e estimado em US$ 200 milhões) numa espécie de "Disney das artes plásticas". Em Ribeirão Preto, o economista João Carlos de Figueiredo Ferraz, de 60 anos, inaugurou no final de 2011 um instituto que leva seu sobrenome — e guarda a coleção, de quase mil obras, formada por ele e por sua mulher, a arquiteta Dulce de Figueiredo Ferraz. Paulistano, ele escolheu a cidade do interior do estado para viver e construir sua usina de açúcar nos anos 1980, década em que iniciou sua coleção de obras de arte. Nos últimos anos, vinha tentando enviar seu acervo por comodato para instituições da capital e, sem sucesso, decidiu construir seu próprio instituto.
Inaugurado no fim do ano, o Instituto Figueiredo Ferraz é uma das maiores iniciativas recentes para expor uma coleção particular. São 2.500 metros quadrados de área construída e quatro salas de exposição, divididas em dois andares. Há ainda uma reserva técnica, um auditório para 60 pessoas, biblioteca, jardim, escritório e bar para os dias de eventos. Questionado sobre os custos da construção, patrocínios ou uso de leis de incentivo fiscal, o instituto informou que não comenta tais temas.
O Figueiredo Ferraz possui obras de artistas como Tunga, Vik Muniz, Tatiana Blass, Antonio Dias, Adriana Varejão e Nuno Ramos. Na inauguração, o instituto convidou Agnaldo Farias, curador da última Bienal de São Paulo, para selecionar as obras da primeira exposição, "O colecionador de sonhos".
— A ideia de abrir ao público foi uma consequência da abertura do espaço. Não fazia o menor sentido mantê-lo fechado sendo que essas obras fazem parte do patrimônio cultural da Humanidade e portanto devem ser vistas — diz Ferraz. — Inhotim é um exemplo extraordinário e deve ser aplaudido, mas acredito que nossa história seja um pouco diferente: enquanto eles compraram obras para ocupar um espaço, nós tivemos que achar um espaço para receber uma coleção que se formou nos últimos 30 anos.
Agnaldo Farias vê a iniciativa de mostrar uma coleção privada ao público como "algo naturalmente muito generoso e que dá visibilidade a uma obra que acabaria fora da vista do público". Farias acompanhou a formação da coleção de Ferraz, que, na década de 1990, "já se mostrava consistente". Para o curador, porém, o modelo ainda "engatinha" no mercado brasileiro.
— O próprio colecionismo no país ainda está se constituindo. É preciso se profissionalizar, porque há muita compra errada, muita volúpia de compra, que não configura uma coleção — diz Farias.
Colecionadora desde os anos 1960, a artista plástica Vera Chaves Barcellos, de 74 anos, diz que se cansou de ver as obras de seu acervo pessoal "em casa ou mal depositadas". Ela e o marido, o também artista e colecionador Patrício Farias, decidiram construir uma reserva técnica em 2005. A coleção seguiu crescendo e, em 2010, o casal criou um espaço em Viamão, a cerca de 20 quilômetros de Porto Alegre (RS). Hoje, estão prestes a inaugurar a segunda reserva, e seu espaço expositivo, de 400 metros quadrados, recebe a quarta exposição do acervo do casal.
— Ganhamos agora um edital do Ministério da Cultura para contratar um especialista em arte que vai atender as escolas que nos visitam — conta Vera, que, em parceria com o governo local, já recebe alunos de escolas da região.
Em São Mateus, no Espírito Santo, o escritor Maciel de Aguiar, de 60 anos, custeou a construção de dois prédios nos últimos 30 anos para abrigar sua coleção, composta principalmente de peças da cultura afro-brasileira. O Museu África Brasil deverá ter mais cinco prédios. Num deles, Aguiar vai exibir pinturas de Heitor dos Prazeres e objetos do período da escravidão, como troncos e algemas.
— A ideia não é minha, é do Darcy Ribeiro. Ele dizia que o país deveria ter um museu para reunir tudo sobre a escravidão. É o que pretendo. Sei que é um projeto grandioso e gostaria de ter parceiros — diz Aguiar, que banca a coleção e as construções com a venda de livros que escreveu sobre Pelé e Oscar Niemeyer.
O recente crescimento de coleções abertas ao público é acompanhado pela empresária Regina Pinho de Almeida, de 50 anos. Colecionadora desde os 25, ela se voltou na última década para a arte contemporânea brasileira e tem convidado outros colecionadores para reunir seus acervos num mesmo lugar.
— Todos se entusiasmam com a ideia, mas ninguém fecha — resigna-se Regina.
"A vaidade existe", completa a colecionadora, mas um dos motivos que espantariam os colegas é a necessidade de "regularização das obras, muitas vezes adquiridas em compras internas", ou seja, sem recibo.
— Muitos têm medo da questão legal, porque, até pouco tempo atrás, não se comprava com nota fiscal. Hoje, só compro com nota. Mas, para expor uma coleção, todas as obras teriam que ser regularizadas. A questão tributária é outro problema. Para uma pessoa física não é fácil conseguir incentivo e bancar todo o processo.
Fenômeno deve continuar
Para o colecionador Mariano Marcondes Ferraz, de 46 anos, que vive na Suíça e tem seu acervo nas casas da Europa e do Rio, a abertura ao público de coleções particulares é "um fenômeno que deve ocorrer no Brasil nos próximos dez anos, assim como ocorreu a profissionalização das galerias brasileiras nos últimos tempos".
— Hoje, existe um interesse maior em colecionar arte. Temos mais galerias e mais colecionadores, um reflexo do que está acontecendo no Brasil, de mercado aquecido. Além disso, a qualidade dos artistas brasileiros é excepcional, o que propicia a procura de visitas a coleções privadas — avalia ele. — Ter um espaço dedicado à sua coleção e torná-la acessível a mais pessoas é um sonho que todo colecionador tem.
http://oglobo.globo.com/cultura/colecionadores-brasileiros-investem-em-museus-proprios-3949135
09/02/12
07/02/12
Museu exibe 'arte' feita por animais
Para museu, obras feitas por chimpanzés e elefantes, entre outros, alimenta o debate sobre o que é arte.
Uma pintura expressionista abstrata feita por um chimpanzé a uma natureza morta retratando um vaso de flor fazem parte de uma nova exposição de trabalhos artísticos criados por animais.
Na mostra do Museu de Zoologia UCL Grant, de Londres, estão ainda obras de gorilas e orangotangos e outros chimpanzés e elefantes.
Os curadores afirmam que os trabalhos levantam a problemática sobre a identidade da arte. "Se a definição de um artista for alguém que cria coisas belas para o mundo, é o que esses animais estão fazendo", disse à BBC um dos curadores, Mike Tuck (veja vídeo).
Obra de arte feita por animais. (Foto: BBC)
Telas estão em exposição em Londres, no Reino Unido (Foto: BBC)
Chimpanzé segura pincel e pinta quadro. (Foto: BBC)
Confira o Vídeo!
http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2012/02/museu-exibe-arte-feita-por-animais.html
Uma pintura expressionista abstrata feita por um chimpanzé a uma natureza morta retratando um vaso de flor fazem parte de uma nova exposição de trabalhos artísticos criados por animais.
Na mostra do Museu de Zoologia UCL Grant, de Londres, estão ainda obras de gorilas e orangotangos e outros chimpanzés e elefantes.
Os curadores afirmam que os trabalhos levantam a problemática sobre a identidade da arte. "Se a definição de um artista for alguém que cria coisas belas para o mundo, é o que esses animais estão fazendo", disse à BBC um dos curadores, Mike Tuck (veja vídeo).
Obra de arte feita por animais. (Foto: BBC)
Telas estão em exposição em Londres, no Reino Unido (Foto: BBC)
Chimpanzé segura pincel e pinta quadro. (Foto: BBC)Confira o Vídeo!
http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2012/02/museu-exibe-arte-feita-por-animais.html
04/02/12
Superintendência de Museus da SEC cadastra profissionais
Profissionais e empresas que atuam na área museal para ministrarem Oficinas e Jornadas Técnicas, consultorias e prestação de serviços especializados no Estado do Rio de Janeiro.

Superintendência de Museus da SEC cadastra profissionais
A Superintendência de Museus (SMU) da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro (SEC) está cadastrando profissionais e empresas que atuam na área museal para ministrarem Oficinas e Jornadas Técnicas, consultorias e prestação de serviços especializados no Estado do Rio de Janeiro.
As Oficinas e Jornadas Técnicas promovidas pelo Sistema Estadual de Museus (SIM-RJ) acontecerão nas oito Regiões Político-Administrativas do estado e demandarão profissionais com formação e experiência nas diversas áreas de atuação nos museus.
Os interessados deverão ter disponibilidade para atuar em qualquer um dos municípios do estado e, ao preencherem o cadastro, indicar as áreas em que pretendem atuar.
Os temas das Oficinas e Minicursos são os seguintes:
Ação Educativa em Museus
Captação de Recursos Públicos e Privados
Conservação de Acervos
Criação e Implantação de Museus
Estudos de Público
Expografia
Gestão Cultural
Gestão e Catalogação de Acervos
Museus e Turismo
Plano Museológico
Segurança em Museus
Viabilidade Financeira de Equipamentos Culturais
A SMU e o SIM-RJ vão construir um Banco de Profissionais e Empresas que prestam serviços para a área museal para atender às necessidades de contratação pela SEC.
O formulário disponibilizado será analisado pela SMU e SIM-RJ e o profissional e/ou empresa selecionado deverá cumprir as seguintes exigências para contratação pública:
- Contrato Social/Estatuto atualizado
- Ata de eleição da Diretoria em exercício, se for o caso
- CNPJ/CPF
- Comprovante de inscrição estadual
- Comprovante de inscrição municipal
- Certidão Negativa de Débitos – CND
– ICMS
- Certidão Negativa de Débito do Imposto sobre Serviço de Qualquer Natureza
- Certidão Conjunta Negativa de Débitos Relativos aos Tributos Federais e a Dívida Ativa da União
- Certidão Negativa de Débitos Relativos às Contribuições Previdenciárias e às de Terceiros
- Certidão Negativa de Débitos em Dívida Ativa Estadual
- Certidão Negativa de Débitos em Dívida Ativa Municipal
- Certificado de Regularidade do FGTS
- Certidão Negativa de Falências e Concordatas
- Certidão Negativa de Débitos inadimplidos perante a Justiça do Trabalho (para as contratações efetivadas a partir de 04/01/2012)
Os interessados deverão enviar formulário de cadastro para o e-mail sistemademuseus.rj@gmail.com
Ou podem telefonar para Lucienne Figueiredo, Ana Cristina Valle ou Isabelle Teíssa : (21) 2333-1395 e 2333-1354
http://www.cultura.rj.gov.br/noticia/superintendencia-de-museus-da-sec-cadastra-profissionais

Superintendência de Museus da SEC cadastra profissionais
A Superintendência de Museus (SMU) da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro (SEC) está cadastrando profissionais e empresas que atuam na área museal para ministrarem Oficinas e Jornadas Técnicas, consultorias e prestação de serviços especializados no Estado do Rio de Janeiro.
As Oficinas e Jornadas Técnicas promovidas pelo Sistema Estadual de Museus (SIM-RJ) acontecerão nas oito Regiões Político-Administrativas do estado e demandarão profissionais com formação e experiência nas diversas áreas de atuação nos museus.
Os interessados deverão ter disponibilidade para atuar em qualquer um dos municípios do estado e, ao preencherem o cadastro, indicar as áreas em que pretendem atuar.
Os temas das Oficinas e Minicursos são os seguintes:
Ação Educativa em Museus
Captação de Recursos Públicos e Privados
Conservação de Acervos
Criação e Implantação de Museus
Estudos de Público
Expografia
Gestão Cultural
Gestão e Catalogação de Acervos
Museus e Turismo
Plano Museológico
Segurança em Museus
Viabilidade Financeira de Equipamentos Culturais
A SMU e o SIM-RJ vão construir um Banco de Profissionais e Empresas que prestam serviços para a área museal para atender às necessidades de contratação pela SEC.
O formulário disponibilizado será analisado pela SMU e SIM-RJ e o profissional e/ou empresa selecionado deverá cumprir as seguintes exigências para contratação pública:
- Contrato Social/Estatuto atualizado
- Ata de eleição da Diretoria em exercício, se for o caso
- CNPJ/CPF
- Comprovante de inscrição estadual
- Comprovante de inscrição municipal
- Certidão Negativa de Débitos – CND
– ICMS
- Certidão Negativa de Débito do Imposto sobre Serviço de Qualquer Natureza
- Certidão Conjunta Negativa de Débitos Relativos aos Tributos Federais e a Dívida Ativa da União
- Certidão Negativa de Débitos Relativos às Contribuições Previdenciárias e às de Terceiros
- Certidão Negativa de Débitos em Dívida Ativa Estadual
- Certidão Negativa de Débitos em Dívida Ativa Municipal
- Certificado de Regularidade do FGTS
- Certidão Negativa de Falências e Concordatas
- Certidão Negativa de Débitos inadimplidos perante a Justiça do Trabalho (para as contratações efetivadas a partir de 04/01/2012)
Os interessados deverão enviar formulário de cadastro para o e-mail sistemademuseus.rj@gmail.com
Ou podem telefonar para Lucienne Figueiredo, Ana Cristina Valle ou Isabelle Teíssa : (21) 2333-1395 e 2333-1354
http://www.cultura.rj.gov.br/noticia/superintendencia-de-museus-da-sec-cadastra-profissionais
03/02/12
Modigliani no Museu de Belas Artes
Ministra Ana de Hollanda inaugurou no Rio de Janeiro mostra dedicada ao pintor e escultor italiano
O Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no Rio de Janeiro, foi palco nesta terça-feira, 31/01, da cerimônia de abertura da exposição Modigliani: imagens de uma vida, com a presença da ministra da Cultura, Ana de Hollanda, do embaixador da Itália no Brasil, Gherardo La Francesca, do presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), José do Nascimento Junior, do chefe da Representação do MinC no Rio de Janeiro e Espírito Santo, Marcelo Velloso e da diretora do MNBA, Mônica Xexéo. A mostra, um dos pontos altos da programação do Momento Itália-Brasil, fica aberta ao público até 15 de abril.
Em seu discurso, a ministra Ana de Hollanda ressaltou a importância do intercâmbio cultural entre Brasil e a Europa, lembrando do festival Europália , recém-encerrado na Bélgica. Neste contexto, deu especial destaque à relação com a Itália: “Minha paixão pelas artes, principalmente por Modigliani, nasceu aos 12 anos, quando minha mãe me levava ao Masp, um museu que os italianos ajudaram a fundar”, afirmou a ministra, numa referência a Pietro Maria Bardi, um dos criadores do Museu de Arte de São Paulo, juntamente com Assis Chateaubriand. Ana de Hollanda acrescentou, ainda, que a exposição Modigliani é importante também para o público brasileiro conhecer a obra de alguns dos artistas que influenciaram nosso modernismo, nas primeiras décadas do século XX.
O embaixador italiano, Gherardo La Francesca, afirmou que os brasileiros “têm sensibilidade especial para a beleza” e, por isso, vão gostar muito da exposição. Segundo ele, Modigliani encontrou seu caminho pessoal e deixou uma marca importante na arte contemporânea, apesar de sua morte prematura aos 36 anos. O embaixador destacou também o trabalho em equipe que tornou possível a exposição, celebrando as relações entre os dois países.
O presidente do Ibram, José do Nascimento Júnior, comentou que o evento marca os 75 anos de criação do MNBA, dono do mais importante acervo de arte do país. Nascimento disse que a agenda cultural da instituição coloca o museu em destaque no panorama das artes brasileiras e prometeu que, até a Copa do Mundo de 2014, o Museu de Belas Artes terá todas as suas obras de restauração concluídas.
A exposição
A mostra Modigliani: Imagens de uma vida apresenta ao público brasileiro um acervo ainda inédito em outros países da América Latina. São 54 pinturas, incluindo 12 óleos originais de Modigliani e telas de outros artistas contemporâneos seus; cinco esculturas originais, 55 desenhos, dois livros, uma litografia, documentos, diários e manuscritos, num total de 230 peças.
A exposição traz ao público um rico panorama da vida artística italiana e parisiense no início do século XX, ressaltando a convivência de Modigliani com importantes artistas do modernismo como Picasso, Max Jacob, Léonard Foujita e André Derain , entre outros. Modigliani nasceu em Livorno, na Itália, em 1884, e morreu em Paris, em 1920. Teve uma vida intensa e atribulada, com muitos amores e doenças graves, que provocaram sua morte prematura.
A mostra é resultado de uma parceria entre o Museu a Céu Aberto (MCA) e o Modigliani Institut Archives Légalés Paris-Roma, e integra um dos 200 eventos do Momento Itália-Brasil, iniciativa que teve início em setembro de 2011 e vai até junho de 2012. Depois do MNBA, a exposição segue para o MASP, em São Paulo, na segunda quinzena de abril.
Também estiveram presentes na abertura o presidente do Modigliani Institut Archives Légalés Paris-Roma e curador da exposição, Christian Parisot, o diretor do Instituto Italiano de Cultura do Rio de Janeiro, Rubens Piovano, o secretário de Cultura do Município do Rio, EmílioKhalil, além de diretores de outros museus do sistema Ibram.
Vasari na FBN
Num dia dedicado às artes, a ministra visitou também a exposição Giorgio Vasari: a invenção do artista moderno, na Fundação Biblioteca Nacional. A mostra, que ficará aberta ao público até 16 de fevereiro, reúne cerca de 170 peças do acervo da biblioteca e é uma homenagem aos 500 anos de nascimento do pintor, escritor e arquiteto italiano, autor do primeiro tratado completo da História da Arte.
Guiada pela própria curadora da mostra, Elisa Byington, que explicava os detalhes e a importância de cada peça, a ministra Ana teve a oportunidade de ver obras raras, a maioria do século XVI. Entre as mais valiosas estão a principal obra de Vasari: Vidas, no original Vite de più eccellenti architetti pittori e scultori, de 1550 em dois volumes; e outra edição, de 1568, com três volumes e cerca de 1000 páginas. Além dessas, estão em exibição várias outras edições do mesmo livro, dos séculos XVII, XVIII e XIX.
A exposição contém ainda dezenas de gravuras do século XVI, elaboradas a partir de modelos de obras de Rafael, Michelangelo e outros mestres do Renascimento italiano. Entre as peças expostas, destacam-se gravuras de Andrea Mantegna, considerado por Vasari o “Pai da Gravura”, Niccolò della Casa, Martin Schongauer, Albrecht Dürer , Cornelis Cort, Marcantonio Raimondi, Marco Dente da Ravenna, Agostino Venesiano, entre outros.
A mostra inclui também dezenas de livros originais do século XVI, incluindo obras de Plínio, Plutarco, Suetônio, Dante Alighieri (A Divina Comédia) e Boccaccio (Decameron). Todas as peças da exposição pertencem à Biblioteca Real, trazida por Dom João VI em sua mudança para o Brasil, em 1808, e que constituem a base do atual acervo da Biblioteca Nacional. A instituição é hoje a oitava maior biblioteca nacional do mundo.
Saiba mais sobre o Momento Brasil-Itália
Visite a página do Museu Nacional de Belas Artes
Visite a página da Biblioteca Nacional
(Texto: Heloísa Lopes – Ascom RRRJ/MinC)
(Fotos: André Melo – Ascom/MinC)
http://www.cultura.gov.br/site/2012/02/01/modigliani-no-museu-de-belas-artes/
O Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no Rio de Janeiro, foi palco nesta terça-feira, 31/01, da cerimônia de abertura da exposição Modigliani: imagens de uma vida, com a presença da ministra da Cultura, Ana de Hollanda, do embaixador da Itália no Brasil, Gherardo La Francesca, do presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), José do Nascimento Junior, do chefe da Representação do MinC no Rio de Janeiro e Espírito Santo, Marcelo Velloso e da diretora do MNBA, Mônica Xexéo. A mostra, um dos pontos altos da programação do Momento Itália-Brasil, fica aberta ao público até 15 de abril.Em seu discurso, a ministra Ana de Hollanda ressaltou a importância do intercâmbio cultural entre Brasil e a Europa, lembrando do festival Europália , recém-encerrado na Bélgica. Neste contexto, deu especial destaque à relação com a Itália: “Minha paixão pelas artes, principalmente por Modigliani, nasceu aos 12 anos, quando minha mãe me levava ao Masp, um museu que os italianos ajudaram a fundar”, afirmou a ministra, numa referência a Pietro Maria Bardi, um dos criadores do Museu de Arte de São Paulo, juntamente com Assis Chateaubriand. Ana de Hollanda acrescentou, ainda, que a exposição Modigliani é importante também para o público brasileiro conhecer a obra de alguns dos artistas que influenciaram nosso modernismo, nas primeiras décadas do século XX.
O embaixador italiano, Gherardo La Francesca, afirmou que os brasileiros “têm sensibilidade especial para a beleza” e, por isso, vão gostar muito da exposição. Segundo ele, Modigliani encontrou seu caminho pessoal e deixou uma marca importante na arte contemporânea, apesar de sua morte prematura aos 36 anos. O embaixador destacou também o trabalho em equipe que tornou possível a exposição, celebrando as relações entre os dois países.
O presidente do Ibram, José do Nascimento Júnior, comentou que o evento marca os 75 anos de criação do MNBA, dono do mais importante acervo de arte do país. Nascimento disse que a agenda cultural da instituição coloca o museu em destaque no panorama das artes brasileiras e prometeu que, até a Copa do Mundo de 2014, o Museu de Belas Artes terá todas as suas obras de restauração concluídas.
A exposiçãoA mostra Modigliani: Imagens de uma vida apresenta ao público brasileiro um acervo ainda inédito em outros países da América Latina. São 54 pinturas, incluindo 12 óleos originais de Modigliani e telas de outros artistas contemporâneos seus; cinco esculturas originais, 55 desenhos, dois livros, uma litografia, documentos, diários e manuscritos, num total de 230 peças.
A exposição traz ao público um rico panorama da vida artística italiana e parisiense no início do século XX, ressaltando a convivência de Modigliani com importantes artistas do modernismo como Picasso, Max Jacob, Léonard Foujita e André Derain , entre outros. Modigliani nasceu em Livorno, na Itália, em 1884, e morreu em Paris, em 1920. Teve uma vida intensa e atribulada, com muitos amores e doenças graves, que provocaram sua morte prematura.
A mostra é resultado de uma parceria entre o Museu a Céu Aberto (MCA) e o Modigliani Institut Archives Légalés Paris-Roma, e integra um dos 200 eventos do Momento Itália-Brasil, iniciativa que teve início em setembro de 2011 e vai até junho de 2012. Depois do MNBA, a exposição segue para o MASP, em São Paulo, na segunda quinzena de abril.
Também estiveram presentes na abertura o presidente do Modigliani Institut Archives Légalés Paris-Roma e curador da exposição, Christian Parisot, o diretor do Instituto Italiano de Cultura do Rio de Janeiro, Rubens Piovano, o secretário de Cultura do Município do Rio, EmílioKhalil, além de diretores de outros museus do sistema Ibram.
Vasari na FBNNum dia dedicado às artes, a ministra visitou também a exposição Giorgio Vasari: a invenção do artista moderno, na Fundação Biblioteca Nacional. A mostra, que ficará aberta ao público até 16 de fevereiro, reúne cerca de 170 peças do acervo da biblioteca e é uma homenagem aos 500 anos de nascimento do pintor, escritor e arquiteto italiano, autor do primeiro tratado completo da História da Arte.
Guiada pela própria curadora da mostra, Elisa Byington, que explicava os detalhes e a importância de cada peça, a ministra Ana teve a oportunidade de ver obras raras, a maioria do século XVI. Entre as mais valiosas estão a principal obra de Vasari: Vidas, no original Vite de più eccellenti architetti pittori e scultori, de 1550 em dois volumes; e outra edição, de 1568, com três volumes e cerca de 1000 páginas. Além dessas, estão em exibição várias outras edições do mesmo livro, dos séculos XVII, XVIII e XIX.
A exposição contém ainda dezenas de gravuras do século XVI, elaboradas a partir de modelos de obras de Rafael, Michelangelo e outros mestres do Renascimento italiano. Entre as peças expostas, destacam-se gravuras de Andrea Mantegna, considerado por Vasari o “Pai da Gravura”, Niccolò della Casa, Martin Schongauer, Albrecht Dürer , Cornelis Cort, Marcantonio Raimondi, Marco Dente da Ravenna, Agostino Venesiano, entre outros.
A mostra inclui também dezenas de livros originais do século XVI, incluindo obras de Plínio, Plutarco, Suetônio, Dante Alighieri (A Divina Comédia) e Boccaccio (Decameron). Todas as peças da exposição pertencem à Biblioteca Real, trazida por Dom João VI em sua mudança para o Brasil, em 1808, e que constituem a base do atual acervo da Biblioteca Nacional. A instituição é hoje a oitava maior biblioteca nacional do mundo.
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(Texto: Heloísa Lopes – Ascom RRRJ/MinC)
(Fotos: André Melo – Ascom/MinC)
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02/02/12
Exposição com Playmobil conta história do desenvolvimento das cidades
Rio - A exposição "Playmobil Maravilhosa Cidade – uma aventura na selva urbana" vai contar a história do desenvolvimento das cidades, desde uma tribo indígena e uma aldeia viking até uma estação espacial futurista. Cerca de 30 colecionadores vão expor mais de cinco mil peças que reúnem os bonequinhos que marcaram as décadas de 1970 e 80, entre os dias 4 e 26 de fevereiro. O evento terá ainda mostra de artistas plásticos e um espaço, onde adultos e crianças poderão brincar juntos.
O ponto alto da exposição será o diorama gigante, com 60 m2, que vai mostrar pontos turísticos do Rio, como o Pão-de-açúcar, a Floresta da Tijuca e a boemia da Lapa. Nele, além das peças cedidas pelos colecionadores, estarão expostas criações de artistas plásticos convidados, entre os quais Sergio Cesar, famoso por suas favelas feitas de papelão e que já rodaram o mundo. Crianças do Projeto Morrinho também vão contribuir com peças para compor este gigante cenário.

Foto: Divulgação
Cenários da Exposição
1. O Homem nas Cavernas – plays caracterizados, num ambiente de savana africana. Cenas de domínio do fogo, caçada coletiva de mamute, invenção da roda, nomadismo, coleta.
2. O Beduíno no Egito Antigo – oásis povoado de beduínos em meio à grandiosidade da civilização egípcia, com o intenso comércio em caravanas.
3. O Viking na Vila – estrutura da aldeia, templo, casas, porto e embarcações, com seus habitantes.
4. O Índio na Aldeia – tribo de índios norte-americanos no cotidiano de caça de bisões, pesca, coleta e preparo de alimentos, educação das crianças, concílio dos velhos, contato com homens brancos.
5. O Rei em seu Castelo – a complexidade de uma cidade medieval, a realeza e a população ocupando ruas de casas e comércio nas feiras, um castelo fortificado protegido por seu exército.
6. O Marujo no Porto – uma cidade portuária da época das caravelas, com toda a movimentação comercial e o intercâmbio cultural que foi marcante no período colonial, com a presença da pirataria.
7. O Xerife na Cidade – a agitação da população de uma cidade do Velho Oeste, com casario, saloon, delegacia, estábulo, hotel, armazém, igreja, diligências e carroças. No entorno, cenas rurais com fazenda, moinhos, gado.
8. O Esquimó no Iglu – uma vila de iglus, com a comunidade de esquimós desenvolvendo rotinas de pesca, transporte em trenós, caça de ursos, além do comércio com o homem branco moderno.
9. O Astronauta na Estação – proposta de ocupação espacial, com os astronautas em uma estação em módulos interligados, e as rotinas de exploração do ambiente, com veículos e equipamentos.
10.O Carioca no Rio: uma cidade contemporânea – diorama gigante com 60m2 reproduzirá as características de uma cidade contemporânea: problemas, belezas, infraestrutura, serviços públicos e ações de cidadania. Serão retratados pontos turísticos, a exemplo da praia de Copacabana, Maracanã, Cristo Redentor, Pão de Açúcar, Arcos da Lapa, uma comunidade pacificada, Aeroporto Santos Dumont, circo na Praça Onze e o Zoológico.
Serviço:
Local: Museu Militar Conde de Linhares (Quinta da Boa Vista) - Av. Pedro II, 383 - São Cristóvão. Data: 4 a 26 de fevereiro de 2012. Horário: de quarta a domingo, das 10h às 19h. Entrada: R$ 12 (interira)e R$ 6 (meia).
Grupos de escolas públicas têm entrada franca e particulares descontos especiais – Para visitas pré-agendadas, ligue (21) 9361-6265 ou pelo e-mail visitas@playbrasilmobil.com.br
http://odia.ig.com.br/portal/diversaoetv/exposi%C3%A7%C3%A3o-com-playmobil-conta-hist%C3%B3ria-do-desenvolvimento-das-cidades-1.393926
O ponto alto da exposição será o diorama gigante, com 60 m2, que vai mostrar pontos turísticos do Rio, como o Pão-de-açúcar, a Floresta da Tijuca e a boemia da Lapa. Nele, além das peças cedidas pelos colecionadores, estarão expostas criações de artistas plásticos convidados, entre os quais Sergio Cesar, famoso por suas favelas feitas de papelão e que já rodaram o mundo. Crianças do Projeto Morrinho também vão contribuir com peças para compor este gigante cenário.

Foto: Divulgação
Cenários da Exposição
1. O Homem nas Cavernas – plays caracterizados, num ambiente de savana africana. Cenas de domínio do fogo, caçada coletiva de mamute, invenção da roda, nomadismo, coleta.
2. O Beduíno no Egito Antigo – oásis povoado de beduínos em meio à grandiosidade da civilização egípcia, com o intenso comércio em caravanas.
3. O Viking na Vila – estrutura da aldeia, templo, casas, porto e embarcações, com seus habitantes.
4. O Índio na Aldeia – tribo de índios norte-americanos no cotidiano de caça de bisões, pesca, coleta e preparo de alimentos, educação das crianças, concílio dos velhos, contato com homens brancos.
5. O Rei em seu Castelo – a complexidade de uma cidade medieval, a realeza e a população ocupando ruas de casas e comércio nas feiras, um castelo fortificado protegido por seu exército.
6. O Marujo no Porto – uma cidade portuária da época das caravelas, com toda a movimentação comercial e o intercâmbio cultural que foi marcante no período colonial, com a presença da pirataria.
7. O Xerife na Cidade – a agitação da população de uma cidade do Velho Oeste, com casario, saloon, delegacia, estábulo, hotel, armazém, igreja, diligências e carroças. No entorno, cenas rurais com fazenda, moinhos, gado.
8. O Esquimó no Iglu – uma vila de iglus, com a comunidade de esquimós desenvolvendo rotinas de pesca, transporte em trenós, caça de ursos, além do comércio com o homem branco moderno.
9. O Astronauta na Estação – proposta de ocupação espacial, com os astronautas em uma estação em módulos interligados, e as rotinas de exploração do ambiente, com veículos e equipamentos.
10.O Carioca no Rio: uma cidade contemporânea – diorama gigante com 60m2 reproduzirá as características de uma cidade contemporânea: problemas, belezas, infraestrutura, serviços públicos e ações de cidadania. Serão retratados pontos turísticos, a exemplo da praia de Copacabana, Maracanã, Cristo Redentor, Pão de Açúcar, Arcos da Lapa, uma comunidade pacificada, Aeroporto Santos Dumont, circo na Praça Onze e o Zoológico.
Serviço:
Local: Museu Militar Conde de Linhares (Quinta da Boa Vista) - Av. Pedro II, 383 - São Cristóvão. Data: 4 a 26 de fevereiro de 2012. Horário: de quarta a domingo, das 10h às 19h. Entrada: R$ 12 (interira)e R$ 6 (meia).
Grupos de escolas públicas têm entrada franca e particulares descontos especiais – Para visitas pré-agendadas, ligue (21) 9361-6265 ou pelo e-mail visitas@playbrasilmobil.com.br
http://odia.ig.com.br/portal/diversaoetv/exposi%C3%A7%C3%A3o-com-playmobil-conta-hist%C3%B3ria-do-desenvolvimento-das-cidades-1.393926
31/01/12
Documentário resgata gravações e imagens perdidas de Hélio Oiticica
"Março de 1974. Augusto de Campos, aqui fala Hélio Oiticica, em Nova York, 1h45 da madrugada. Estou fazendo um 'tape', esse 'tape' eu queria dedicar a você, porque a maioria do 'tape' é Jimi Hendrix. Sempre que eu ouço Jimi Hendrix eu me lembro de você. A plateia dele era diferente, a relação das pessoas com o corpo mudou muito e a relação também dos espectadores com o performer. Ao mesmo tempo em que ele era aclamado, era repudiado."
Houston conduz pesquisa sobre obra de Oiticica
Nos anos em que viveu em Nova York, de 1970 a 1978, Hélio Oiticica, um dos fundadores do movimento neoconcreto, gravou divagações como essas em fitas cassete que mandou para amigos no Brasil, como Augusto e Haroldo de Campos, o cineasta Júlio Bressane e os artistas Carlos Vergara e Antônio Dias.
São conversas em tom confessional, reflexões sobre arte, música e proposições estéticas. Agora elas servem como espécie de trilha sonora para "Delirium Ambulatorium", documentário sobre o artista, morto aos 42 em 1980, que seu sobrinho, César Oiticica Filho, tenta terminar.
"É um filme contado em primeira pessoa, por ele mesmo", conta Oiticica Filho, sobre seu filme ainda sem previsão de estreia. "São suas visões da sociedade, é como ele analisa as coisas."
Numa produtora em Ipanema, no Rio, o diretor mostrou à Folha cenas do primeiro corte do filme. E também um vasto acervo de imagens ressurgidas agora, depois de três anos de buscas intensas.
"Essa pesquisa vai além do filme, nunca vamos conseguir mostrar tudo isso", diz Oiticica Filho. "Estamos num ponto crítico do documentário, que é conseguir todas as autorizações de imagens."
A voz de Oiticica em entrevistas, conversas com amigos e nas "Heliotapes", como Haroldo de Campos batizou as fitas gravadas, sublinha imagens raras -muitas delas estavam perdidas até hoje.
Suas reflexões sobre Jimi Hendrix, por exemplo, e a ideia de que o músico transformou música em experiência, "uma coisa antropofágica mesmo", nas palavras do artista, vão de encontro à sua descrição da exposição que realizou na galeria Whitechapel, de Londres, em 1969.
"Essa foi sua experiência mais forte", diz Oiticica Filho. "Isso é a maior coisa que a gente queria encontrar."
Antônio Venâncio, pesquisador de imagens do documentário, conta que tentou de todas as formas, sem êxito, ter acesso a um vídeo da rede britânica BBC, que na época fez uma reportagem sobre a mostra londrina.
"Fora do Brasil, as coisas também se perdem", conta Venâncio. "A Tate Modern tentou encontrar essas imagens e não conseguiu."
Mas chama atenção o que foi encontrado. Há imagens da intervenção "Devolver a Terra à Terra", de 1979, dele vestindo passistas da Mangueira com suas capas "Parangolé", e da performance coletiva "Apocalipopótese", que levou vários artistas ao aterro do Flamengo em 1969.
Essas últimas imagens não eram vistas desde os anos 90, quando os registros rumaram para uma mostra de Oiticica em Paris e nunca foram devolvidos pela curadoria.
Oiticica também aparece no primeiro registro filmado de que se tem notícia do happening "Mitos Vadios", que o artista Ivald Granato fez na rua Augusta, em São Paulo, no fim dos anos 70. Nas imagens, ele surge de sunga e óculos de aviador na cabeça dançando e cantando.
Numa entrevista pouco antes de sua morte, em 1980, Oiticica fala sobre a origem e os desdobramentos de sua instalação "Tropicália", de 1967.
"Era uma espécie de ambiente", diz Oiticica, enquanto monta uma maquete de uma de suas obras. "Caetano Veloso gostou do nome e fez a música, daí nasceu o tropicalismo, que é uma posição estética sobre as coisas."
Na mesma conversa, ele sustenta que o tropicalismo vingou na música, mas ataca a forma como o movimento repercutiu nas artes visuais --uma "papagaiada do pop americano abrasileirado".
De certa forma, o novo filme dá maior lastro às declarações polêmicas do artista. Enquanto "HO", curta de Ivan Cardoso filmado em 1979, mostra o artista com sua obra, "Delirium Ambulatorium" casa as criações dele com sua fala, construindo uma espécie de diário visual.
Aquilo que sobrou do filme de Cardoso, aliás, é reaproveitado no filme de Oiticica Filho. "É a ideia de passar a experiência de como essa obra começa e por que ela vai tão longe", diz Oiticica Filho.
O jornalista SILAS MARTÍ viajou a convite do Museu de Belas Artes de Houston
FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1041577-documentario-resgata-gravacoes-e-imagens-perdidas-de-helio-oiticica.shtml
Houston conduz pesquisa sobre obra de Oiticica
Nos anos em que viveu em Nova York, de 1970 a 1978, Hélio Oiticica, um dos fundadores do movimento neoconcreto, gravou divagações como essas em fitas cassete que mandou para amigos no Brasil, como Augusto e Haroldo de Campos, o cineasta Júlio Bressane e os artistas Carlos Vergara e Antônio Dias.
São conversas em tom confessional, reflexões sobre arte, música e proposições estéticas. Agora elas servem como espécie de trilha sonora para "Delirium Ambulatorium", documentário sobre o artista, morto aos 42 em 1980, que seu sobrinho, César Oiticica Filho, tenta terminar.
"É um filme contado em primeira pessoa, por ele mesmo", conta Oiticica Filho, sobre seu filme ainda sem previsão de estreia. "São suas visões da sociedade, é como ele analisa as coisas."
Numa produtora em Ipanema, no Rio, o diretor mostrou à Folha cenas do primeiro corte do filme. E também um vasto acervo de imagens ressurgidas agora, depois de três anos de buscas intensas.
"Essa pesquisa vai além do filme, nunca vamos conseguir mostrar tudo isso", diz Oiticica Filho. "Estamos num ponto crítico do documentário, que é conseguir todas as autorizações de imagens."
A voz de Oiticica em entrevistas, conversas com amigos e nas "Heliotapes", como Haroldo de Campos batizou as fitas gravadas, sublinha imagens raras -muitas delas estavam perdidas até hoje.
Suas reflexões sobre Jimi Hendrix, por exemplo, e a ideia de que o músico transformou música em experiência, "uma coisa antropofágica mesmo", nas palavras do artista, vão de encontro à sua descrição da exposição que realizou na galeria Whitechapel, de Londres, em 1969.
"Essa foi sua experiência mais forte", diz Oiticica Filho. "Isso é a maior coisa que a gente queria encontrar."
Antônio Venâncio, pesquisador de imagens do documentário, conta que tentou de todas as formas, sem êxito, ter acesso a um vídeo da rede britânica BBC, que na época fez uma reportagem sobre a mostra londrina.
"Fora do Brasil, as coisas também se perdem", conta Venâncio. "A Tate Modern tentou encontrar essas imagens e não conseguiu."
Mas chama atenção o que foi encontrado. Há imagens da intervenção "Devolver a Terra à Terra", de 1979, dele vestindo passistas da Mangueira com suas capas "Parangolé", e da performance coletiva "Apocalipopótese", que levou vários artistas ao aterro do Flamengo em 1969.
Essas últimas imagens não eram vistas desde os anos 90, quando os registros rumaram para uma mostra de Oiticica em Paris e nunca foram devolvidos pela curadoria.
Oiticica também aparece no primeiro registro filmado de que se tem notícia do happening "Mitos Vadios", que o artista Ivald Granato fez na rua Augusta, em São Paulo, no fim dos anos 70. Nas imagens, ele surge de sunga e óculos de aviador na cabeça dançando e cantando.
Numa entrevista pouco antes de sua morte, em 1980, Oiticica fala sobre a origem e os desdobramentos de sua instalação "Tropicália", de 1967.
"Era uma espécie de ambiente", diz Oiticica, enquanto monta uma maquete de uma de suas obras. "Caetano Veloso gostou do nome e fez a música, daí nasceu o tropicalismo, que é uma posição estética sobre as coisas."
Na mesma conversa, ele sustenta que o tropicalismo vingou na música, mas ataca a forma como o movimento repercutiu nas artes visuais --uma "papagaiada do pop americano abrasileirado".
De certa forma, o novo filme dá maior lastro às declarações polêmicas do artista. Enquanto "HO", curta de Ivan Cardoso filmado em 1979, mostra o artista com sua obra, "Delirium Ambulatorium" casa as criações dele com sua fala, construindo uma espécie de diário visual.
Aquilo que sobrou do filme de Cardoso, aliás, é reaproveitado no filme de Oiticica Filho. "É a ideia de passar a experiência de como essa obra começa e por que ela vai tão longe", diz Oiticica Filho.
O jornalista SILAS MARTÍ viajou a convite do Museu de Belas Artes de Houston
FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1041577-documentario-resgata-gravacoes-e-imagens-perdidas-de-helio-oiticica.shtml
25/01/12
Veja: Museus de arte nacionais vivem seus dias de rock
Bom momento econômico do país e profissionalização dão ao setor uma agenda que ele não tinha desde os anos 1990, com a vinda em peso de mostras de grandes nomes, dos renascentistas aos contemporâneos
por Mariana Zylberkan

Os olhos dos amantes das artes plásticas não foram tão requisitados, ao longo de 2011, quanto os ouvidos dos fãs de música. Mesmo assim, os frequentadores de museus e galerias têm algo a comemorar. No ano passado, eles viram aportar no Brasil mais de dez grandes nomes das artes, em mostras que se espalharam para além do eixo Rio-São Paulo -- um feito que pode se repetir em 2012. Foram exposições como Em Nome dos Artistas, que reuniu criações de ícones como Damien Hirst e Jeff Koons no prédio da Bienal, em São Paulo, Sigmar Polke, no Museu de Arte de São Paulo (Masp), e Amadeo Modigliani, que começou por Vitória, segue este mês para o Rio e em abril vai para São Paulo. A movimentação do mercado expositor, que faz lembrar o bom momento vivido nos anos 1990, e pode superá-lo, é um novo marco para os museus nacionais. Que vivem seus dias de rock, recebendo, no lugar das estrelas da música, os popstars das artes plásticas.
Para 2012, estão previstas outras mostras de peso. Como a do alemão Lucian Freud, que terá suas gravuras expostas, no segundo semestre, no Museu de Arte de São Paulo (Masp), por onde também passará Giorgio de Chirico, outro a circular pelo país – ele entrou em cartaz primeiro em Porto Alegre, no final do ano passado, e em março segue para Belo Horizonte (confira lista abaixo).
A agenda cheia ajuda a espanar o pó das salas de exposição, que desde o início dos anos 2000 não acomodavam tantos figurões das artes. E a recuperar um terreno que o Brasil começou a conquistar há vinte anos e se viu perdendo especialmente a partir de 2004, com a queda do presidente da BrasilConnects, o banqueiro e colecionador de arte Edemar Cid Ferreira, acusado de fraude e formação de quadrilha à frente do Banco Santos. A organização foi responsável por mostras como Picasso na Oca (2004) e A Bigger Splash (2003), que, juntamente com exposições como as de Degas e Rodin, em 1995, e a de Monet, em 1997, representaram a estreia do país no circuito internacional de artes (vide lista).
“O crescimento atual é resultado de um processo lento e gradual. Antes, apenas a Bienal assumia o papel de inserir a arte internacional no Brasil. Hoje, com o crescimento do mercado, esse papel está também com outras instituições”, diz Moacir dos Anjos, curador da 29ª edição da Bienal Internacional de São Paulo (2010). Para o curador, a aceleração desse processo de inserção da arte estrangeira no país, verificado especialmente nos últimos anos (2010 teve pelo menos sete grandes mostras, como a de Ródtchenko e Andy Warhol), se deu graças à maior presença do Brasil no circuito de arte internacional. Que, por sua vez, se deve à chegada de artistas nacionais a museus e leilões estrangeiros e também à profissionalização do setor. "Hoje dispomos de mecanismos institucionais mais sólidos, tanto para financiar como para atender os requisitos de qualidade exigidos pelas instituições internacionais que organizam as exposições.”
A Europa também tem dado uma força para o Brasil se aproximar da rota das grandes exposições mundiais. Explica-se: a recessão econômica no Velho Mundo deixa o caminho mais livre para que as instituições mundiais saiam em busca de novos mercados. “Supostamente, o Brasil não está em crise e isso abre espaço para o país. Há maior interesse das grandes instituições pelo Brasil. É mais uma questão psicológica, mas os museus internacionais fazem questão de não serem esquecidos por aqui”, afirma José Roberto Teixeira Coelho, curador do Masp.
Trata-se de uma maré positiva para o país. Mais profissional e economicamente estável, pela primeira vez, o Brasil dispõe de condições para aproveitar a abertura do circuito mundial de artes, que vem sendo impulsionada pela globalização e a crise na economia global.
Apesar do quadro otimista, não há motivo para euforia, porém, segundo o economista George Kornis, especialista em economia do entretenimento. Ainda que esteja melhor hoje do que ontem, o Brasil ainda tem um lugar pequeno no mercado mundial de arte. “A liderança desse setor está nas mãos dos países anglo-saxões, que respondem por 60% a 75% do bolo global. O Brasil tem fatia equivalente a 0,25%.”
A discrepância do papel exercido pelo Brasil em relação aos líderes do mercado, segundo Kornis, é explicada pela falta de capitalização das empresas que formam o setor (as galerias), além da alta taxação (impostos) e da escassez de órgãos certificadores (que coíbam a falsificação e o mercado paralelo). E da curta experiência do país no ramo. “O mercado de arte nasceu no Brasil nos anos 1950, enquanto os Estados Unidos teve início no século XIX. Ainda temos um longo caminho a percorrer.”
Vendas de obras – Os números relacionados às exportações de obras nacionais deixam claro que pelo menos uma parte da estrada já foi percorrida. Entre 2005 e 2011, o valor arrecadado com as vendas de arte brasileira ao exterior triplicou. Em 2005, foram comercializados 10,3 milhões de dólares em arte nacional em galerias estrangeiras. Em 2011, até o mês de setembro, o montante era de 35 milhões de dólares. Mais: os números referentes a 2011 já ultrapassaram o volume total de exportações de 2010, de 34,9 milhões de dólares, segundo dados coletados pelo convênio entre a Associação Brasileira de Arte Contemporânea (ABACT) e a Apex Brasil.
O aumento nas exportações de obras de arte é impulsionado, em grande parte, pelas feiras organizadas nos últimos anos. Desde a primeira edição, a SP Arte registra um crescimento nas vendas de até 30% ao ano. “A boa produção de arte aliada à fluência econômica do Brasil ofereceram condições de crescimento ao mercado”, conta Fernanda Feitosa, diretora da SP Arte. Já no Rio de Janeiro, a Art Rio, feira realizada pela primeira vez em 2011, comercializou 120 milhões de reais em obras de artistas nacionais e internacionais, segundo a organização. Além de fomentar o surgimento de feiras, o bom momento do segmento propicia o aparecimento de um novo tipo de consumidor: a classe média está comprando arte (confira texto no pé da página).
O ano de 2011 também foi aquele em que o primeiro fundo de financiamento em artes passou a funcionar no país. O Brazil Golden Art (BGA), da gestora Plural Capital, fundada por quatro ex-sócios do banco de investimentos Pactual, reúne setenta investidores que, juntos, captaram 40 milhões de reais. A meta do grupo é criar um acervo próprio, com 2.000 obras de artistas nacionais, em até quatro anos. Atualmente, o fundo dispõe de 300 trabalhos de nomes consagrados, como Beatriz Milhazes e Tunga.
Para participar, cada sócio deve investir no mínimo 100.000 reais. O lucro é dividido com a compra e a venda do acervo colecionado. “Isso é só o começo”, diz Heitor Reis, um dos sócios do BGA.
Exportar cada vez mais arte coloca o Brasil numa situação favorável num mercado que funciona na base de trocas. “Tudo o que é exportado retorna em termos de diálogo. Ter mais artistas brasileiros no exterior significa ter mais exposições importantes em nosso país”, diz Alessandra D’Aloia, sócia-diretora da galeria Fortes Vilaça, lembrando o bom momento da programação nacional de mostras.
Foco nos modernistas – Dentro do crescente interesse em torno de artistas brasileiros no exterior, se destaca a descoberta – lá fora – dos nossos modernistas e neoconcretistas. Está prevista para 2013 a organização de uma exposição da neoconcretista Lygia Clark no Museu de Arte Moderna de Nova York (Moma). Em 2013, a artista suíça naturalizada brasileira Mira Schendel terá sua obra exposta no Museu Britânico e Internacional de Arte Moderna (Tate Modern Museum).
Essa programação reafirma o interesse de instituições estrangeiras pela arte brasileira cuja maior intensidade foi marcada pela exposição de Hélio Oiticica, em 2007, no Tate Modern, que também abrigou a mostra de Cildo Meireles em 2008. Em junho de 2011, Lygia Pape teve sua obra exposta no museu Reina Sofia, em Madri.
Formação de público – O bom desempenho do mercado de arte brasileiro se reflete também na frequência dos museus. A maioria registrou aumento de visitantes nos últimos anos. O Museu de Arte Moderna da Bahia, por exemplo, calcula um salto de 170.000 visitantes entre 2007 e 2011. Neste ano, até o mês de outubro, o Museu de Belas Artes, no Rio de Janeiro, recebeu 69.561 pessoas, 7.000 a mais do registrado em 2007.
Em Inhotim, em Minas Gerais, onde o empresário Bernardo Paz abriu em 2006 o Instituto de Arte Contemporânea para abrigar obras de artistas importantes como os brasileiros Adriana Varejão, Cildo Meirelles e Hélio Oiticica e o americano Matthew Barney, os números são igualmente surpreendentes. No primeiro ano, o instituto recebeu 7.114 pessoas. Em 2011, foram registrados 190.751 visitantes.
Desde 2007, a Pinacoteca de São Paulo mantém a média de 500.000 frequentadores por ano. O Museu de Arte de São Paulo (Masp) dobrou o número de visitantes nos últimos cinco anos e, atualmente, recebe 700.000 pessoas por ano.
Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/celebridades/museus-de-arte-nacionais-vivem-seus-dias-de-rock
por Mariana Zylberkan

Os olhos dos amantes das artes plásticas não foram tão requisitados, ao longo de 2011, quanto os ouvidos dos fãs de música. Mesmo assim, os frequentadores de museus e galerias têm algo a comemorar. No ano passado, eles viram aportar no Brasil mais de dez grandes nomes das artes, em mostras que se espalharam para além do eixo Rio-São Paulo -- um feito que pode se repetir em 2012. Foram exposições como Em Nome dos Artistas, que reuniu criações de ícones como Damien Hirst e Jeff Koons no prédio da Bienal, em São Paulo, Sigmar Polke, no Museu de Arte de São Paulo (Masp), e Amadeo Modigliani, que começou por Vitória, segue este mês para o Rio e em abril vai para São Paulo. A movimentação do mercado expositor, que faz lembrar o bom momento vivido nos anos 1990, e pode superá-lo, é um novo marco para os museus nacionais. Que vivem seus dias de rock, recebendo, no lugar das estrelas da música, os popstars das artes plásticas.
Para 2012, estão previstas outras mostras de peso. Como a do alemão Lucian Freud, que terá suas gravuras expostas, no segundo semestre, no Museu de Arte de São Paulo (Masp), por onde também passará Giorgio de Chirico, outro a circular pelo país – ele entrou em cartaz primeiro em Porto Alegre, no final do ano passado, e em março segue para Belo Horizonte (confira lista abaixo).
A agenda cheia ajuda a espanar o pó das salas de exposição, que desde o início dos anos 2000 não acomodavam tantos figurões das artes. E a recuperar um terreno que o Brasil começou a conquistar há vinte anos e se viu perdendo especialmente a partir de 2004, com a queda do presidente da BrasilConnects, o banqueiro e colecionador de arte Edemar Cid Ferreira, acusado de fraude e formação de quadrilha à frente do Banco Santos. A organização foi responsável por mostras como Picasso na Oca (2004) e A Bigger Splash (2003), que, juntamente com exposições como as de Degas e Rodin, em 1995, e a de Monet, em 1997, representaram a estreia do país no circuito internacional de artes (vide lista).
“O crescimento atual é resultado de um processo lento e gradual. Antes, apenas a Bienal assumia o papel de inserir a arte internacional no Brasil. Hoje, com o crescimento do mercado, esse papel está também com outras instituições”, diz Moacir dos Anjos, curador da 29ª edição da Bienal Internacional de São Paulo (2010). Para o curador, a aceleração desse processo de inserção da arte estrangeira no país, verificado especialmente nos últimos anos (2010 teve pelo menos sete grandes mostras, como a de Ródtchenko e Andy Warhol), se deu graças à maior presença do Brasil no circuito de arte internacional. Que, por sua vez, se deve à chegada de artistas nacionais a museus e leilões estrangeiros e também à profissionalização do setor. "Hoje dispomos de mecanismos institucionais mais sólidos, tanto para financiar como para atender os requisitos de qualidade exigidos pelas instituições internacionais que organizam as exposições.”
A Europa também tem dado uma força para o Brasil se aproximar da rota das grandes exposições mundiais. Explica-se: a recessão econômica no Velho Mundo deixa o caminho mais livre para que as instituições mundiais saiam em busca de novos mercados. “Supostamente, o Brasil não está em crise e isso abre espaço para o país. Há maior interesse das grandes instituições pelo Brasil. É mais uma questão psicológica, mas os museus internacionais fazem questão de não serem esquecidos por aqui”, afirma José Roberto Teixeira Coelho, curador do Masp.
Trata-se de uma maré positiva para o país. Mais profissional e economicamente estável, pela primeira vez, o Brasil dispõe de condições para aproveitar a abertura do circuito mundial de artes, que vem sendo impulsionada pela globalização e a crise na economia global.
Apesar do quadro otimista, não há motivo para euforia, porém, segundo o economista George Kornis, especialista em economia do entretenimento. Ainda que esteja melhor hoje do que ontem, o Brasil ainda tem um lugar pequeno no mercado mundial de arte. “A liderança desse setor está nas mãos dos países anglo-saxões, que respondem por 60% a 75% do bolo global. O Brasil tem fatia equivalente a 0,25%.”
A discrepância do papel exercido pelo Brasil em relação aos líderes do mercado, segundo Kornis, é explicada pela falta de capitalização das empresas que formam o setor (as galerias), além da alta taxação (impostos) e da escassez de órgãos certificadores (que coíbam a falsificação e o mercado paralelo). E da curta experiência do país no ramo. “O mercado de arte nasceu no Brasil nos anos 1950, enquanto os Estados Unidos teve início no século XIX. Ainda temos um longo caminho a percorrer.”
Vendas de obras – Os números relacionados às exportações de obras nacionais deixam claro que pelo menos uma parte da estrada já foi percorrida. Entre 2005 e 2011, o valor arrecadado com as vendas de arte brasileira ao exterior triplicou. Em 2005, foram comercializados 10,3 milhões de dólares em arte nacional em galerias estrangeiras. Em 2011, até o mês de setembro, o montante era de 35 milhões de dólares. Mais: os números referentes a 2011 já ultrapassaram o volume total de exportações de 2010, de 34,9 milhões de dólares, segundo dados coletados pelo convênio entre a Associação Brasileira de Arte Contemporânea (ABACT) e a Apex Brasil.
O aumento nas exportações de obras de arte é impulsionado, em grande parte, pelas feiras organizadas nos últimos anos. Desde a primeira edição, a SP Arte registra um crescimento nas vendas de até 30% ao ano. “A boa produção de arte aliada à fluência econômica do Brasil ofereceram condições de crescimento ao mercado”, conta Fernanda Feitosa, diretora da SP Arte. Já no Rio de Janeiro, a Art Rio, feira realizada pela primeira vez em 2011, comercializou 120 milhões de reais em obras de artistas nacionais e internacionais, segundo a organização. Além de fomentar o surgimento de feiras, o bom momento do segmento propicia o aparecimento de um novo tipo de consumidor: a classe média está comprando arte (confira texto no pé da página).
O ano de 2011 também foi aquele em que o primeiro fundo de financiamento em artes passou a funcionar no país. O Brazil Golden Art (BGA), da gestora Plural Capital, fundada por quatro ex-sócios do banco de investimentos Pactual, reúne setenta investidores que, juntos, captaram 40 milhões de reais. A meta do grupo é criar um acervo próprio, com 2.000 obras de artistas nacionais, em até quatro anos. Atualmente, o fundo dispõe de 300 trabalhos de nomes consagrados, como Beatriz Milhazes e Tunga.
Para participar, cada sócio deve investir no mínimo 100.000 reais. O lucro é dividido com a compra e a venda do acervo colecionado. “Isso é só o começo”, diz Heitor Reis, um dos sócios do BGA.
Exportar cada vez mais arte coloca o Brasil numa situação favorável num mercado que funciona na base de trocas. “Tudo o que é exportado retorna em termos de diálogo. Ter mais artistas brasileiros no exterior significa ter mais exposições importantes em nosso país”, diz Alessandra D’Aloia, sócia-diretora da galeria Fortes Vilaça, lembrando o bom momento da programação nacional de mostras.
Foco nos modernistas – Dentro do crescente interesse em torno de artistas brasileiros no exterior, se destaca a descoberta – lá fora – dos nossos modernistas e neoconcretistas. Está prevista para 2013 a organização de uma exposição da neoconcretista Lygia Clark no Museu de Arte Moderna de Nova York (Moma). Em 2013, a artista suíça naturalizada brasileira Mira Schendel terá sua obra exposta no Museu Britânico e Internacional de Arte Moderna (Tate Modern Museum).
Essa programação reafirma o interesse de instituições estrangeiras pela arte brasileira cuja maior intensidade foi marcada pela exposição de Hélio Oiticica, em 2007, no Tate Modern, que também abrigou a mostra de Cildo Meireles em 2008. Em junho de 2011, Lygia Pape teve sua obra exposta no museu Reina Sofia, em Madri.
Formação de público – O bom desempenho do mercado de arte brasileiro se reflete também na frequência dos museus. A maioria registrou aumento de visitantes nos últimos anos. O Museu de Arte Moderna da Bahia, por exemplo, calcula um salto de 170.000 visitantes entre 2007 e 2011. Neste ano, até o mês de outubro, o Museu de Belas Artes, no Rio de Janeiro, recebeu 69.561 pessoas, 7.000 a mais do registrado em 2007.
Em Inhotim, em Minas Gerais, onde o empresário Bernardo Paz abriu em 2006 o Instituto de Arte Contemporânea para abrigar obras de artistas importantes como os brasileiros Adriana Varejão, Cildo Meirelles e Hélio Oiticica e o americano Matthew Barney, os números são igualmente surpreendentes. No primeiro ano, o instituto recebeu 7.114 pessoas. Em 2011, foram registrados 190.751 visitantes.
Desde 2007, a Pinacoteca de São Paulo mantém a média de 500.000 frequentadores por ano. O Museu de Arte de São Paulo (Masp) dobrou o número de visitantes nos últimos cinco anos e, atualmente, recebe 700.000 pessoas por ano.
Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/celebridades/museus-de-arte-nacionais-vivem-seus-dias-de-rock
19/01/12
Ibram vai propor acordo com colecionadores em situação irregular

O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) anunciou esta semana que pretende propor de forma oficial, ainda neste semestre, uma negociação entre governo federal e colecionadores de obras de arte que estejam em situação irregular junto à Receita Federal.
O objetivo da proposta é abrir a possibilidade de regularização para colecionadores que tenham sonegado tributos no ingresso de obras de arte no Brasil e garantir o amplo acesso da população brasileira a essas coleções.
A ideia é estabelecer um prazo junto à Receita Federal para a regularização das obras, oferecendo um registro provisório válido por cinco anos. Durante este período, os colecionadores teriam que oferecer todas as informações relativas à origem das obras adquiridas.
De acordo com o presidente do Ibram, José do Nascimento Jr., os primeiros entendimentos sobre a proposta já estão sendo feitos junto à Receita Federal. Ações semelhantes já foram feitas com outros setores.
Para Nascimento, é necessário dar início a um debate sobre a atual taxação de obras de arte no Brasil. O presidente do Ibram avalia que a desoneração da cultura é fundamental para uma maior circulação de bens culturais no país.
“Precisamos entender que a Cultura é bem simbólico, mas também é um ativo econômico importante. Precisamos ser competitivos na criatividade e na produção, mas também nas questões envolvendo as diversas indústrias culturais, criando um mercado cultural sustentável, e em especial nas artes visuais, com regras claras e transparentes”.
Pontos de Memória no exterior recebem premiação
O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC) premia nesta quinta-feira (12), em Bruxelas (Bélgica), uma das três iniciativas de memória social voltadas para comunidades de brasileiros que residem no exterior. Elas foram selecionadas pelo edital Pontos de Memória, parte do Programa de Fomento Ibram 2011.
A premiação será concedida ao projeto MEBRASIL, proposto por Regina da Silva Barbosa, e acontece durante o encerramento do festival Europalia. Os outros dois projetos escolhidos vêm da Espanha (Memória Oral da Imigração Brasileira na Espanha, proposto por Elisa Tavares Duarte) e Uruguai (Batuque, proposto por Luciano da Luz Moucks).
As propostas selecionadas se caracterizam pelo envolvimento e participação de comunidades de brasileiros que vivem no exterior em ações de registro e representação de sua memória. Cada uma delas receberá uma premiação de R$ 50 mil.
Acompanhamento – No último dia 4, foi realizada em Brasília reunião entre diretores do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e o representante da Divisão das Comunidades Brasileiras no Exterior do Ministério das Relações Exteriores, Amintas Silva.
O encontro teve como foco a parceria entre Ibram e Itamaraty para o acompanhamento dos Pontos de Memória no exterior e demais iniciativas voltadas para a promoção da cultura e do direito à memória entre as comunidades de brasileiros que vivem fora do país.
Ficou acertada a elaboração de termo de cooperação entre os dois órgãos para consolidar a parceria e formalizar futuras atividades em conjunto, que incluiriam a troca de informações sobre a realidade das comunidades citadas e a difusão de ações do Ibram no exterior.
17/01/12
16/01/12
Modelos tiram a roupa e desfilam de lingerie em museu de Paris
Campanha deixou visitantes do museu surpresos.
Modelos foram escoltadas para fora por seguranças.
Visitantes do museu d'Orsay, em Paris, na França, ficaram surpresos depois que três modelos tiraram os casacos e desfilaram de lingerie na galeria, em uma ação publicitária da marca Etam (assista ao vídeo). No entanto, segundo o jornal inglês "Daily Mail", a campanha surpresa não agradou o museu, e as modelos foram escoltadas para fora por seguranças.

Modelos entraram no museu de casaco. (Foto: Reprodução)

Depois, elas tiraram os casacos e desfilaram de lingerie. (Foto: Reprodução)
http://g1.globo.com/planeta-bizarro/noticia/2012/01/modelos-tiram-roupa-e-desfilam-de-lingerie-em-museu-de-paris.html
Modelos foram escoltadas para fora por seguranças.
Visitantes do museu d'Orsay, em Paris, na França, ficaram surpresos depois que três modelos tiraram os casacos e desfilaram de lingerie na galeria, em uma ação publicitária da marca Etam (assista ao vídeo). No entanto, segundo o jornal inglês "Daily Mail", a campanha surpresa não agradou o museu, e as modelos foram escoltadas para fora por seguranças.

Modelos entraram no museu de casaco. (Foto: Reprodução)

Depois, elas tiraram os casacos e desfilaram de lingerie. (Foto: Reprodução)
http://g1.globo.com/planeta-bizarro/noticia/2012/01/modelos-tiram-roupa-e-desfilam-de-lingerie-em-museu-de-paris.html
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