18/06/2010

Propaganda e memória

Antigas propagandas diversas foram redescobertas praticamente intactas no metrô de Londres, em uma área inacessível da estação de Notting Hill. Os cartazes de publicidade datam dos anos 1956 a 1959 e conservam as cores originais. Há publicidades de empresas variadas e de filmes que mostram muito da estética utilizada na época por agências no marketing para divulgação de marcas e serviços. A área em questão estava desativada desde o final dos anos 1950, quando os elevadores da estação foram substituídos por escadas rolantes. Os cartazes ficam em uma passagem que levava ao elevador.
Saiba-mais:

London Underground

A notícia de que cartazes de 50 anos foram encontrados intactos no metrô de Londres me trouxeram a mente diversas recordações de notícias semelhantes que não poderia deixar de postar no blog. Uma delas é sobre o museu virtual da memória da propaganda um museu com um amplo acervo digital sobre a propaganda brasileira desde seu início. Para quem questionava os museus virtuais, a realidade de acervos digitais como os disponíveis no link mostra que eles possuem as funções básicas de um museu e a desempenham muito bem.

As informações que uma propaganda possui sempre estão além do produto que querem vender. A embalagem, as cores, as palavrvas de ordem são direcionadas a um alvo específico por motivos específicos. Por este motivo não é incomum encontrar em museus objetos resultados de um trabalho publicitário (ou uma propaganda ideológica, quando a propaganda não possui interesses mercadológicos). Mas é claro, beleza e criatividade também são importantes fatores para que tais veículos de comunicação sejam percebidos e recebam o status de arte. É o caso de alguns cartazes soviéticos, ou da guerra civil espanhola que já foram expostos em memória dos 70 anos da guerra civil no Museu Histórico Nacional.

Não encontrei nenhuma notícia de que os cartazes vão estar disponibilizados em algum museu, (o que não seria surpresa) mas encontrei imagens das mesmas clicando aqui.

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