19/10/2012

"É difícil obter lucro com obras de arte roubadas" diz especialista em roubo de arte

Comentamos aqui sobre o roubo das obras de Picasso, Monet, Matisse, Gouguin, Meyer de Haan e Lucien Freud do Museu Kunsthal da Holanda, país que nos últimos 23 anos já teve 482 obras roubadas! Um fato que não apenas deixou de cabelo em pé o mundo da arte como preocupou, não sem motivo, autoridades brasileiras! A preocupação tem o agravante da inauguração, na próxima semana, da exposição que trás as obras mais valiosas já expostas no Brasil que abraça os principais nomes do Impressionismo.

O Brasil tem um longo histórico de roubos de obras de arte. Vale lembrar que a Chácara do Céu (RJ) durante as comemorações do carnaval de 2006 perdeu quatro de suas obras quando homens armados levaram "Homme d'une complexion malsaine ècoutant le bruit de la mer" também conhecida como "Dois balcões", do Salvador Dalí, "Le Jardin du Luxembourg" de Matisse, "La Danse", de Pablo Picasso e "Marine", de Monet. Outro caso que chamou atenção, em especial pelo seu desfecho incomum foi o do jovem que roubou a obra do Portinari mas resolveu devolvê-la à instituição.

Mas o quadro não parece preocupar tanto Noam Charney, escritor especialista em roubos de arte e diretor da ARCA (Association for Research into Crimes Against Art) fez questão de dizer que roubos deste tipo não são lucrativos:
Obras de arte famosas são, infelizmente, fáceis de serem roubadas, mas é difícil obter lucro com elas. No caso de Roterdã, já há uma chance de que as telas tenham sido levadas com o objetivo de se pedir um resgate. (...) Se ele não for pago, azar dos ladrões. Não existem casos, na História, de obras de arte destruídas por conta de resgates não pagos. Os ladrões simplesmente as abandonam.
Longe que querer questionar uma autoridade do assunto, mas a meu ver, ladrões de objetos artísticos dos portes abordados dificilmente roubam com intuito de revenda, mas sim a colecionadores particulares que sabem muito bem o que desejam. São roubos pré-encomendados com destinos próprios justamente porque a revenda é difícil. Arriscaria dizer que por ser o valor monetário inferior ao artístico, e porque não histórico, aliado ao caráter único das mesmas, a revenda dificilmente seria uma questão pensada pelos autores do furto.

Outros casos sobre roubo de obras de arte:





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