26/09/2013

Memorial dos Estudantes Mortos e Desaparecidos pela Ditadura Militar

COMISSÃO DA MEMÓRIA E VERDADE
Divulgada imagem de memorial em homenagem a estudantes

ASSESSORIA DE IMPRENSA - GABINETE DO REITOR
assessoria@reitoria.ufrj.br
Por Laura Barbosa
O Memorial dos Estudantes Mortos e Desaparecidos na Ditatura militar da UFRJ já tem seu projeto de construção escolhido. O monumento, que será construído na Cidade Universitária, em frente ao Restaurante Universitário, integra a série de trabalhos desenvolvidos pela Comissão da Memória e Verdade, lançada no dia 10/7.
A construção inclui uma placa de identificação de 29 estudantes que, na época, estavam matriculados em instituições de ensino do Rio de Janeiro. Entre eles está Mário Prata, que hoje nomeia o Diretório Central dos Estudantes da UFRJ, e Stuart Angel, filho da estilista Zuzu Angel.
Também estão identificados: José Milton Barbosa, Luiz Paulo Nunes, Paulo César Massa, Reinaldo Pimenta, Adriano Filho, Antônio de Castro, Ciro Flávio de Oliveira, Fernando Augusto da Fonseca, Guilherme Lund, José Roberto Spiegner, Lincoln Roque, Luiz Alberto Benevides, Maria Célia Corrêa, Maria Regina de Figueiredo, Paulo Costa Bastos, Solange Gomes, Sonia Moraes, Elmo Correa, Lúcia Maria de Souza, Luiz Silveira e Silva, Raul Ferreira, Túlio Roberto Quintiliano, Telma Regina Corrêa, Ivan Dias, Eduardo Filho, Aluízio Ferreira e Marilena Pinto.
Junto aos nomes, uma placa lembrará a opressão e a violência sofridas nas universidades pelo regime ditatorial e a luta dos estudantes. “O Memorial dos Estudantes Mortos e Desaparecidos pela Ditadura Militar afirma o respeito e a dor pelos que morreram, mas também o compromisso de manter vivas sua memória e sua luta”, informam os idealizadores.
O memorial terá uma topografia irregular e elementos dispostos verticalmente. Ao todo são 59 hastes metálicas. Sua conclusão está prevista para julho do ano que vem, quando os trabalhos da Comissão da Memória e Verdade da UFRJ completarem um ano.
O projeto de construção foi escolhido em um concurso promovido pela UFRJ e o projeto vencedor contemplou alunos da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e Escola de Belas Artes. Seus idealizadores foram os estudantes Felipe Moulin, Alice Pina, Fernando Cunha, Natalia Cidade, Vitor Halfen e Tales de Paula.
"No espaço do Memorial, um distúrbio na estabilidade do plano horizontal do chão rompe o módulo e a malha ortogonal do piso existente na praça e gera uma topografia irregular, um espaço de insegurança e de perda de referência, onde os elementos inicialmente dispostos no eixo vertical se desequilibram, gerando uma permanente tensão entre força de movimento e imobilidade. Esses estímulos de desconforto, desordem e instabilidade pretendem provocar o estranhamento e a reflexão a respeito dos muitos significados que um período de assalto aos ideais e à liberdade possui”, dizem os idealizadores do monumento.

 

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