06/10/2013

Artista plástico de Uberaba expressa a revolta das crianças em exposição

Exposição reúne quinze obras (Foto: Reprodução / Fábio Baroli)
Exposição reúne 15 obras de duas séries
(Foto: Reprodução / Fábio Baroli)
O trabalho do artista plástico de Uberaba Fábio 
Baroli chega à terra natal, no Triângulo Mineiro e reúne 15 obras de duas séries feitas em 2012, após retornar do Rio de Janeiro e Brasília, onde morou por dez anos. Intitulado “Vendeta: a intifada”, as obras mostram crianças e adolescentes duelando entre si e se impondo diante de espectadores. A revolta surge das expressões faciais precisas e dos revólveres e bexigas de água, tacos, estilingues e até foices. Segundo o artista, “Vendeta” é um termo abrasileirado do italiano vendetta que significa vingança e “Intifada” pode ser intendido como rixa ou revolta.


“O termo surgiu no Oriente Médio na década de 1980, quando aconteceu a primeira revolta dos palestinos contra os israelenses. Nesta época eu era criança no Bairro Cassio Resende, que era periferia e bastante violento. O retorno à cidade natal também foi um retorno à infância e a poética do trabalho está em reescrever a história, em se reinventar no mundo”, explicou.

Temática foi inspirada por infância do artista no bairro Cássio Resende (Foto: Reprodução / Fábio Baroli)
Temática foi inspirada por infância do artista no bairro Cássio Resende (Foto: Reprodução / Fábio Baroli)   
A exposição, que conquistou o Prêmio Funarte de Arte Contemporânea 2012 e já passou por São Paulo e Recife, fica em Uberaba até o dia 31. A visitação pode ser feitas das 9h às 21h, na Galeria de Artes do Centro de Cultura José Maria Barra (Sesiminas).

Sobre o artista

Fábio vive e trabalha em sua cidade natal, Uberaba (Foto: Divulgação / Rose Dutra)
Fábio vive e trabalha em sua cidade natal, Uberaba
(Foto: Divulgação / Rose Dutra)
Entre tintas e telas desde 1999, Fábio considera que exposições relevantes para a carreira dele começaram a partir de 2006 e o prestígio no cenário artístico começou em 2009, quando obteve os primeiros prêmios em salões.
O artista deixou Uberaba em 2003 para conquistar o título de bacharel em Artes Plásticas pelo Instituto de Artes da Universidade de Brasília. Depois de passar pelo Rio de Janeiro, Fábio retornou de encontro à inspiração interiorana de Uberaba, onde atualmente vive da arte.
“Estava no Rio de Janeiro pintando caipiras e galinhas, temas que me remetiam a Minas Gerais. Um belo dia percebi que havia alguma coisa descontextualizada e percebi que essa coisa era eu mesmo. Achei mais honesto da minha parte me mudar para o interior de Minas, para vivenciar a poética dos assuntos que trabalho de forma mais cotidiana”, concluiu.
Fábio já conquistou seis prêmios e tem obras em seis museus nacionais, além de coleções particulares no Brasil e exterior.

 

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