11/10/2010

Lançamento do Livro Exposição do Centenário



Texto do release:
RUTH LEVY, Editora EBA/UFRJ, 292p. Il.

1922, ano emblemático... sempre lembrado pela Semana de Arte Moderna em São Paulo, este foi também o ano de uma grande mostra no Rio de Janeiro: a Exposição Internacional do Centenário da Independência. Numa extensa área do centro da cidade, que incluía o espaço recém-conquistado com o desmonte do Morro do Castelo, foi construído um grande número de palácios e pavilhões, nacionais e estrangeiros, além de duas portas monumentais. A Exposição serviu assim de vitrine, revelando as
tendências da arquitetura naquele momento, as idéias e ideais dos arquitetos mais atuantes do período e o repertório arquitetônico e estilístico então em voga.

Nesse seu segundo livro Ruth Levy, autora também de Entre Palácios e Pavilhões: a arquitetura efêmera da Exposição Nacional de 1908, dedica-se a recompor o cenário arquitetônico da Exposição do Centenário. Através de uma extensa pesquisa, que resultou na sua tese de doutorado pela EBA/UFRJ, a autora mergulha nos registros textuais e iconográficos que ficaram deste evento que, apesar de efêmero, representa uma passagem valiosa para o estudo da arquitetura do momento de transição entre
o ecletismo e o modernismo, incluindo aí o neocolonial.

A década de 1920 vai marcar a busca por uma melhor definição do papel do arquiteto como profissional, a busca por um estilo nacional e um novo fazer arquitetônico, além de representar um marco importante para o debate relativo à questão urbana. Todas estas questões são tema deste livro, que resgata essa importante página da história da cidade como fonte de análise para o melhor entendimento da produção arquitetônica do período.

Sobre a autora: Ruth Levy é arquiteta e museóloga. É doutora e mestre em História da Arte pela EBA/UFRJ e pósgraduada em História da Arte e da Arquitetura no Brasil pela PUC-RJ. É autora também do livro Entre palácios e pavilhões: a arquitetura efêmera da Exposição Nacional de 1908, publicado pela EBA/UFRJ em 2008. É museóloga da Fundação Eva Klabin.

Um comentário:

  1. Os quatro únicos prédios remanescentes da Semana de 1922, são o atual Museu da Imagem e do Som, do lado oposto, o Museu... ligado a medicina, o prédio da Academia de Letras, e parte do MHN. Todo o resto foi arrasado pelo "progresso".

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