15/06/2011

MNBA realiza projeto “Ver e sentir através do toque”

Embora existam, ainda são raras as exposições que se dispõe a pensar no público com necessidades especiais. E de fato o desafio existe.

No meu primeiro dia de estágio na atual instituição em que trabalho, tive que atender a um grupo com necessidades especiais e eu, ainda novato, de cara tive que criar toda uma metodologia específica. Numa segunda oportunidade, o grupo era de crianças de 4 a 5 anos surdas e mudas onde o contato visual era a principal forma de apreensão, ou seja, muitas vezes enquanto eu falava, percebi que precisava manter algum tipo de contato visual.

Enfim, o projeto abaixo é uma iniciativa do MNBA que segue a idéia de "Museu para todos", creio que a maior problemática seja pensar, "arte para todos". A um tempo atrás publiquei aqui também um projeto do Jardim sensorial do Jardim Botânico e que já foi trabalhado no museu da República. Dentre todas as idéias interessantes existente por aí, segue abaixo a reportagem sobre o projeto do MNBA:

Fazendo valer a máxima de que os museus são de todos e para todos, o Museu Nacional de Belas Artes, do Rio de Janeiro, tem aberto suas portas para um público muitas vezes esquecido: crianças e jovens portadores de necessidades especiais.

Pensado desde 2007, mas somente concretizado a partir de abril deste ano, o projeto Ver e sentir através do toqueconsiste num programa de visitações ao MNBA , orientado a partir de material pedagógico produzido em conjunto pelo Museu e a Escola Municipal de Ensino Especial Helena Antipoff.

No início de junho, o museu recebeu a visita da Escola Municipal de Ensino Especial Francisco de Castro, situada no Maracanã, bairro da Zona Norte carioca. As diversas atividades artísticas desenvolvidas na sala Carlos Oswald do MNBA serviram para despertar uma interação maior entre esses jovens e o Museu, facilitando a inclusão social dos mesmos.

As visitas previstas pelo projeto ocorrem uma vez por mês e ao longo deste ano ainda serão oito encontros. A escola possui um projeto de educação de jovens e adultos. Um dos participantes é Davi Gonzaga da Silva, 22 anos, que mora com seus avós na Comunidade do Turano, na Tijuca. Ele sonha ser desenhista e, assim, comprar uma casa, pois a sua fica em local de difícil acesso, no alto do morro. O jovem já esboça alguns desenhos e os mostra com o maior orgulho. “Já fui a outros museus, mas gosto mais daqui (do MNBA). As obras são muito bonitas e tenho várias ideias para os meus desenhos”, conta.

A professora Maria da Penha Amorim, responsável pela classe de jovens e adultos, diz que esta tem sido uma experiência única: “Essas crianças se sentem excluídas por não acompanharem seus colegas, o que leva ao isolamento. A educação especial é inclusiva. Há uma identificação imediata entre eles e trazê-los ao museu é mais um exercício de inserção”, afirma.

Fonte: http://www.museus.gov.br/revista/mnba-realiza-projeto-ver-e-sentir-atraves-do-toque

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