23/12/2011

COFEM

18 DE DEZEMBRO - DIA DO MUSEÓLOGO

Durante muitos anos, museólogos do Rio de Janeiro, da Bahia e de São Paulo, com a apoio de seus colegas em outros estados, uniram-se e lutaram em prol de um ideal: a regulamentação da profissão de Museólogo. Negociações e conversas em Brasília em gabinetes de parlamentares, durante o período da ditadura militar, era, de fato, uma atitude ousada de nossos abnegados colegas. Não citarei nomes, porque posso cometer a descortesia de esquecer pessoas atuantes naquele processo. Após muitas idas e vindas, no fim do ano de 1984 obtivemos a tão almejada regulamentação.
Nestes 27 anos o Brasil mudou e a Museologia também. De dois cursos naquela ocasião – Rio de Janeiro e Bahia – até os catorze de hoje, muitas coisas mudaram no fazer museológico e na forma como a Museologia construiu um campo de pensamento sólido e multidisciplinar. Hoje temos no Brasil o Mestrado e o Doutorado em Museologia.
Os novos cursos estudam e discute, além da teoria museológica e das disciplinas básicas, as especificidades das culturas regionais. E assim deve ser, porque vivemos num país diversificado culturalmente, inserido num mundo globalizado que valoriza, cada vez mais, as diferenças locais. A Museologia não pode estar alheia à contemporaneidade.
Inúmeras foram as conquistas, fruto do idealismo de quem abraça uma causa, de quem luta por ela. Nada é fácil, nada cai do céu! E estas lutas contaram sempre com o apoio dos Conselhos regionais de Museologia - COREM's e do Conselho Federal de Museologia – COFEM, por meio da atuação de seus membros.
Todos os Conselheiros regionais e federais - que voluntariamente deram seu tempo e sua energia trabalhando para por em prática a regulamentação, criar o Regimento Interno, o Código de Ética; reunir, discutir, baixar resoluções e portarias; ouvir desaforos; enfrentar falta de recursos e de sede - merecem o nosso mais profundo respeito.
Reconhecemos que “nossa lei” precisa ser mudada em alguns de seus artigos porque ora não retratam a realidade do campo, ora conservam características ditatoriais, ora não contemplam o mercado de trabalho, etc. etc. Para mudar a Lei 7.287 é preciso que a categoria se mobilize e apresente propostas. Visando atender as reivindicações da classe, o COFEM promoveu, em 2005, um plebiscito para que os museólogos opinassem se queriam ou não mudar a lei. A resposta foi não: naquela ocasião nossos pares entenderam que não era um bom momento para mudanças. Pode ser que os tempos sejam outros, pode ser que as opiniões tenham mudado!
Como disse em ocasiões anteriores, precisamos de sangue novo nos conselhos, precisamos que os mais jovens se habilitem, estudem a lei, o regimento, o mercado; se preparem para continuar a defender a categoria de forma sensata e dentro da legalidade. As portas dos COREM's estão abertas! E do COFEM também.
Desejo, em meu nome e em nome da Diretoria do Conselho Federal de Museologia, um Feliz Dia do Museólogo a todos. E que tenhamos sucesso em nossa carreira e que possamos, em harmonia, contribuir para o crescimento de nosso País.

Um abraço a todos.

Telma Lasmar
Presidente do COFEM

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