01/03/2010

Museu das almas do purgatório

Já ouvi dizer que museu é um lugar de tudo: coisa velha, memória, coisa velha, espelho da sociedade, coisa velha, e por aí vai (já disse museu é lugar de coisa velha?). Mas como grande parte de nossas instituições museológicas são lugares tirados de sua finalidade arquitetônica inicial para dar espaço a um museu, é comum ouvir histórias sobre almas de pessoas que frequentavam nossos atuais museus. O curioso é que a Igreja católica que sempre questionou este tipo de afirmação, tem um museu chamado: Museu das almas do purgatório do Vaticano.



Além de tudo o que eu já disse lá em cima sobre o que o museu é, deve-se acrescentar: instrumento de divulgação ideológica e de contestação. Só que quando um museu é criado ele não apenas questiona mas também legitima. É o que acontece com o museu das almas do purgatório que pode interpretado como uma maneira do Vaticano dizer: "Hei, nós acreditamos na comunicação com os mortos." Mas é claro, esta afirmação não é de toda a comunidade católica.


O Museu das Almas do Purgatório foi criado pela Igreja no começo do século passado pelo padre Victory Juet, que pertencia à Ordem do Sagrado Coração de Jesus, fundada em 1854 pelo padre Chevalier, com a finalidade de proferir missa e orações em sufrágio das almas em sofrimento.
Saindo da Matrix


Para entrar no tal museu é preciso ter permissão especial, ou ser alguém da própria instituição, e mesmo assim, a captura de imagens é terminantemente proibida. Por sorte, encontrei esta reportagem antiga do Fantástico onde o parapsicólogo Clóvis Nunes faz uma filmagem do interior do museu explicando alguns dos artefatos.



É por ter ouvido tanto este tipo de assunto que procurei mais alguma coisa sobre a temática e encontrei novamente numa reportagem do Fantástico algo sobre as possíveis almas atormentadas no museu do Castelinho aqui no Rio de Janeiro. A reportagem não prova a existência de nada, mas para acalmar o ânimo dos espectadores a reportagem desmascara uma imagem de um prédio da cidade inglesa de Wem foi destruído por um incêndio.


Particularmente não acredito em nada disso, mas ouço muitas histórias. No Museu Histórico Nacional, aqui no Rio de Janeiro por exemplo, já ouvi comentários sobre os escravos aprisionados na casa do trem, sobre o corpo de tiradentes, e até algumas aparições de Gustavo Barroso que não tinha mais o que fazer no além mundo e decidiu pentelhar um estudante hipersensível. A única coisa realmente incontestável é que museu é um lugar que também movimenta nossos medos de "n" maneiras diferentes.



Reportagem do Fantástico Museu das almas:
http://www.youtube.com/watch?v=hXsoxnvQd3A


Reportagem Fantástico Fantasma do Castelinho (RJ):
http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1499527-15607-227,00.html


Para conhecer um pouco mais: Saindo da Matrix (blog)
http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2006/06/museu_das_almas.html

2 comentários:

  1. As Igrejas sempre inventam maneiras de "roubar" o dinheiros de seus frequentadores.
    E por essas e outras que, mesmo tendo estudado em colégio de freiras, tornei-me agnóstica.

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