13/12/2011

Tom zé para Ministro da cultura?

Esta é uma campanha que está sendo discutida principalmente no meio digital para a mudança dos rumos do ministério da cultura que causou certo desconforto por conta das últimas ações sobre as leis de direitos autorais. Acontece que o site do ministério da cultura sempre foi sob licença Creative Commons, ou seja, todo o conteúdo do site podia ser distribuído livremente. Atualmente acessando o site pode se ler uma frase bastante diferente na parte inferior da página:

Licença de Uso: O conteúdo deste site, vedado o seu uso comercial, poderá ser reproduzido desde que citada a fonte, excetuados os casos especificados em contrário e os conteúdos replicados de outras fontes. (você pode acessar ao site do ministério aqui)


Esta mudança, embora possa parecer nada demais é um indício sobre os rumos que o ministério pode tomar no sentido das ações sobre direitos autorais. Até então, a Ministra Ana de Hollanda que até então tinha uma posição nublada sobre a questão dos direitos autorais, deixou descontente e desconfiados diversos grupos que pregam a liberdade na internet.

Essa aparente pequena mudança trouxe ainda mais insegurança para aqueles que defendem uma legislação menos restritiva para direitos autorais e uma discussão mais ampla sobre a cultura digital. Ana Buarque de Hollanda, nova ministra da Cultura, é vista como mais conservadora em relação a seus antecessores no cargo, Gilberto Gil e Juca Ferreira. (trecho extraído daqui)



A resposta veio rapidamente de vários segmentos diferentes dentre eles Ronaldo Lemos diretor do grupo Creative Commons Brasil, e o movimento Transparência HackDay criaram que criaram a página “Dá licença, MinC?”, que lista os sites governamentais que adotam as licenças de uso livre.

E o Tom Zé onde entra nisso? Uma campanha lançada no facebook por um músico de Belo Horizonte denominado Makely Ka que por telefone para Estadão afirmou que a “movimentação tem apenas um caráter simbólico”. A “campanha” se tratava de uma manifestação “espontânea e lúdica”, uma “brincadeira séria”. O compositor por outro lado comentou sobre o ocorrido de uma maneira....hmmm digamos a lá Tom Zé. Segue um trecho extraído do site do Estadão.

"Na verdade a campanha é para eu ser ministro da cultura nos Estados Unidos, ajeitado pela Universidade de Tulane”, brincou e disse ainda que a campanha brasileira “era coisa de quem quer derrubar a Ana”. Sobre o atual Ministério da Cultura brasileiro, o músico disse estar “muito ocupado com os Estados Unidos” e que, por isso, não conseguia acompanhar nada do que acontecia por aqui. “Estou completamente ausente”, disse. Ainda tentando extrair algo do cantor que não tivesse relação com os Estados Unidos, Tom Zé foi questionado sobre a Reforma dos Direitos Autorais e sua opinião sobre. “Eu não sei nem o que é que está para reformar, nem o que tem agora, nem o que vai ser”, afirmou.
Não é a primeira vez que Ana de Holanda é centro de debates desconfiados. Sua indicação para o ministério da cultura sempre foi motivo de comentários maldosos a respeito de suas capacidades, e os debates sobre a nomeação para a Fundação Casa de Rui Barbosa causou um desgaste em sua imagem. Soma-se a isso os cortes das verbas para a cultura anunciados para 2012, o que indica dificuldades tanto para museus quanto para outros organismos culturais, além de uma possibilidade de mais um ano com poucos concursos públicos, não é de se esperar que diversos setores manifestem publicamente seu descontentamento. Sendo Tom Zé candidato a ministro ou não a campanha lançada na internet mostra a força que tal veículo possui.

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