


Criado em 2004, o Projeto Respiração tem por objetivo criar intervenções de arte contemporânea no acervo de arte clássica da Fundação Eva Klabin. Com curadoria de Marcio Doctors, o projeto consiste em convidar artistas contemporâneos a intervirem no circuito expositivo da casa museu, criando uma ponte entre a arte consagrada do passado e as manifestações contemporâneas.
A história da confraria religiosa da Boa Morte é um mixto das tradições africanas com a luta de mulheres oriundas destas mesmas raízes dentro de uma sociedade notadamente patriarcal com especial destaque para a cidade de Cachoeira. Não pesquisei mais sobre a manifestação afro-católica, mas pude descobrir, (e assumo meRmo: usei o wikipédia) se tratar de um resquício de tradição barroca manifestada através de procissões pelas ruas numa mistura ao tempero baiano com comidas, danças e rituais sagrados.
Ao que tudo indica, muitas irmandades africanas foram erguidas durante o período, mas esta é a única que se tem notícias que foi construída, e mantida, apenas por mulheres que mantêm a tradição até os dias atuais.
O nome da irmandade provém da Nossa Senhora da Boa Morte, uma típica tradição católica de celebração de morte e ressureição, festejado da maneira africo-baiana: batucada, comida, indumentária.
Na festa que se inicia dia 13 de agosto tudo possui significado e cada dia é realizada uma celebração distinta: No primeiro dia da festa é as membros falecidas são lembradas em missa, e ceia, onde a cor branca simboliza a memória das mesmas. "No segundo dia acontece a procissão e a missa em louvor à “dormição” de Nossa Senhora da Boa Morte." No terceiro acontece a procissão para celebrar a "assunção" de Nossa Senhora da Glória (da boa morte).
Na revista museu uma nota sobre os motivos que levaram a prestigiar o festejo:
A memória oral sobre a Irmandade, registrada em um DVD-documentário produzido pelo IPAC neste ano (2010), remonta a fundação dessa instituição de escravos e ex-escravos na Igreja da Barroquinha, reduto onde outras irmandades se reuniam para cultuar seus santos de devoção. Pesquisa do IPAC registra que, em 1820, a Irmandade da Boa Morte instalou-se na cidade de Cachoeira – cidade hoje tombada como Patrimônio Nacional pelo IPHAN -, vinda de Salvador, fugindo da perseguição impetrada pelo general Madeira de Mello às irmandades religiosas negras na capital baiana.
A irmandade
A irmandade composta unicamente por mulheres negras com mais de 40 anos possui uma hierarquia estruturada onde cada mulher é responsável por um cargo que garanta a continuidade das tradições. A hieraquia:
A irmã de maior idade – hoje D. Estelita – é que sempre ocupa o cargo de juíza perpétua. As irmãs de bolsa são aquelas que passam por um período de três anos de observação até ocupar definitivamente o cargo de escrivã, quando podem receber a farda de honra.
Foi em reconhecimento a essa tradicional celebração que o IPAC iniciou os estudos que fundamentam o dossiê final para o registro da Festa da Boa Morte no Livro de Registro Especial de Eventos e Celebrações, o que torna a manifestação oficialmente um Patrimônio Imaterial da Bahia. As pesquisas e dossiê receberam aprovação do Conselho Estadual de Cultura (CEC), e passará a integrar um lugar no Livro de Registro Especial de Eventos e Celebrações do Estado da Bahia.
Um dos meus primeiros trabalhos para a faculdade foi para a disciplina de iniciação científica. Nela, tive que problematizar um ponto turístico carioca, museus ou não. Em nossa imensa preguiça escolhemos o mais próximo: pão de açucar. Uns cinco minutos da faculdade sem precisar sair da calçada. Era perfeito! Mas preguiça a parte, fizemos um trabalho interessante onde descobrimos algumas coisas a respeito do projeto carioquinha. Estes dias, alguém comentou comigo sobre a "promoção, projeto" ou seja lá o nome que tiver, e eu recordei deste trabalho.Quando estávamos conversando com a assessoria da TURISRIO, veio a supresa: uma pessoa chamada Ana Cristina é assessora no local. Trata-se de um cargo de confiança, ou seja, nomeado pela governadora Rosinha Garotinho ou pelo representante da pasta de Turismo no governo do Estado.
Pelo número do celular, veio a primeira impressão de que Ana Cristina acumulava dois cargos: na TURISRIO (um cargo público) e na CAPTA Comunicação — segundo um funcionário da TURISRIO ela é uma das "donas da empresa" (um cargo na iniciativa privada).

21/06/2010 - 08:52
Um incêndio destruiu totalmente o prédio onde funcionava o Museu Histórico e Pedagógico Amador Bueno da Veiga, em Rio Claro, na região central do Estado de São Paulo, nesta madrugada.
Segundo testemunhas, que chegaram antes do Corpo de Bombeiros, as chamas começaram na parte superior do prédio que fica na avenida dois.
Os bombeiros tiveram dificuldade para controlar as chamas e foram auxiliados por caminhões-pipa da prefeitura.
Uma perícia será realizada no local na manhã desta segunda-feira (21).
Fonte: http://eptv.globo.com/noticias/noticias_interna.aspx?303448
RIO - No Píer da Praça Mauá, às margens da Baía de Guanabara, surge um prédio alongado, que parece flutuar sobre um grande espelho d'água, rodeado por áreas verdes. O teto é formado por grandes abas, que se abrem e fecham de acordo com a intensidade do sol. As abas podem ser comparadas às asas de um inseto, a pétalas de uma vitória-régia ou a partes de uma bromélia. Essa é a concepção do arquiteto espanhol Santiago Calatrava, um dos maiores nomes da arquitetura mundial, para o Museu do Amanhã. Parceria entre a prefeitura e a Fundação Roberto Marinho, a instituição será uma das âncoras do projeto Porto Maravilha e deverá ser concluída em 2012. As obras serão iniciadas em janeiro do ano que vem.
Calatrava, que costuma se inspirar nas formas da natureza, projetou uma construção alinhada ao tema proposto: o futuro. A arquitetura do prédio faz referência ao passar das horas, já que se transforma. Sobre as formas do museu, ele prefere não dar definições e deixar que as pessoas usem a imaginação.
O espanhol acredita no poder transformador da arquitetura. Por isso, deixa claro que prefere projetar pontes, museus, aeroportos e estações de trens a fazer trabalhos particulares.
- Cerca de 90% do meus projetos são relativos a obras públicas. A arquitetura tem o poder de mudar a vida das pessoas, tem a capacidade de aumentar a autoestima de um povo - diz.
No Museu da Amanhã, a ousadia arquitetônica está o tempo todo acompanhada da ideia de sustentabilidade, uma das palavras-chaves do projeto. Mais do que enfeitar, as abas móveis têm a função de captar a energia solar. A água da Baía de Guanabara será útil em duas circunstâncias: servirá para o sistema de refrigeração da construção e, na extremidade do píer junto à Praça Mauá, será bombeada para formar o espelho d'água. Essa mesma água passará por diversos filtros até ser devolvida limpa ao mar.
O museu - que deverá ser construído em concreto, aço e grandes placas de vidro, avançando 340 metros sobre o mar - terá dois níveis, interligados por rampas. No térreo, haverá uma loja, um auditório, salas de exposições temporárias, salas de pesquisa e ações educativas e um restaurante, além das áreas administrativas. No pavimento superior, ficarão as salas das exposições permanentes, além de uma espécie de belvedere e um café.
Hugo Barreto, secretário-geral da Fundação Roberto Marinho, explica que os desenhos impactantes de Calatrava, aliados à criação de estruturas altamente funcionais, têm conseguido revitalizar áreas degradadas, como hoje é o caso da Zona Portuária.
- Calatrava resgata o caráter escultural da arquitetura, mas com um sentido orgânico. A convicção de que fizemos a escolha certa cresce cada vez mais. O projeto dele dialoga com as montanhas ao fundo, com a Baía, com o Museu de Arte Contemporânea (MAC), em Niterói. Niemeyer (autor do projeto do MAC) e Calatrava têm, de uma certa maneira, um parentesco com o modo de ver arquitetura, já que os dois buscam a surpresa da forma e têm uma obsessão pela beleza - explica Hugo.
Além de arquiteto e artista plástico, Calatrava estudou engenharia e se especializou em cálculo estrutural, para dar vida a seus projetos aparentemente implausíveis, que parecem desafiar as técnicas construtivas. No Rio, ele falou sobre a admiração que tem pelo colega de profissão Oscar Niemeyer. Na quinta-feira, o espanhol teve a oportunidade de conhecer o arquiteto brasileiro.
- Tive a sorte de conhecer uma pessoa que, desde os meus 17 anos, tem sido para mim um ídolo. Sua arquitetura é uma arte - disse Calatrava, que tem escritórios em Valência, sua cidade natal, em Nova York e Zurique.
Felipe Góes, que preside o Instituto Pereira Passos, explica que, no total, serão investidos R$ 130 milhões no Museu do Amanhã, sendo R$ 35 milhões no desenvolvimento, no conteúdo e na infraestrutura da instituição. Os R$ 95 milhões restantes serão para a construção do edifício, incluindo projetos e arquitetura. O físico Luiz Alberto Oliveira, que faz parte da equipe da curadoria, fala sobre o acervo:
- Será um museu ligado à ciência, mas de uma forma diferente da tradicional. O importante não será um acervo físico, mas uma coleção de possibilidades. A ideia é que o visitante possa entrar no hoje, passar por uma série de reflexões e retornar ao presente. Só que, após pensar em questões como as mudanças climáticas e o crescimento da população, por exemplo, ele voltará ao presente com o pensamento modificado - diz Luiz, que é pesquisador do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, do Ministério da Ciência e Tecnologia.
A pergunta que nos resta é: após tantos anúncios e matérias, não seria de se esperar que o Poder Público soubesse dizer sobre o que trata, de fato, o Museu do Amanhã?
Especialmente no caso de uma cidade que, pouco tempo atrás, acabou abandonando o projeto de um Guggenheim...

Antigas propagandas diversas foram redescobertas praticamente intactas no metrô de Londres, em uma área inacessível da estação de Notting Hill. Os cartazes de publicidade datam dos anos 1956 a 1959 e conservam as cores originais. Há publicidades de empresas variadas e de filmes que mostram muito da estética utilizada na época por agências no marketing para divulgação de marcas e serviços. A área em questão estava desativada desde o final dos anos 1950, quando os elevadores da estação foram substituídos por escadas rolantes. Os cartazes ficam em uma passagem que levava ao elevador.
Saiba-mais:

Fátima Bernardes e o repórter cinematográfico Edílson Santos tiveram um dia inesquecível. Eles visitaram o Museu do Apartheid, que relembra os mais de 40 anos do regime de segregação racial na África do Sul.
Sam é sul-africano, motorista e tem 39 anos.Trabalha em Joanesburgo e acha que o país está melhorando.
Na entrada do museu, os ingressos dividem os visitantes entre ‘brancos’ e ‘não-brancos’, sem nenhuma lógica. Cada grupo entra por uma porta. O objetivo é causar um desconforto e transportar o visitante para uma época em que brancos e negros foram separados por lei.
Diante de um tribunal, a população era classificada pela cor: negros, mestiços, asiáticos e brancos. A partir desta separação, milhões se transformaram em cidadãos de segunda classe.
“Um negro para visitar determinadas áreas de branco precisava de um carimbo especial para permitir a circulação dele na área. Se não tivesse essa permissão, ele ia preso”, explica Sam. Para ele, os negros eram tratados como gado.
O museu é um espaço para despertar os sentidos do visitante. Para ver a humilhação e os abusos sofridos pelos negros. Para ouvir os discursos de heróis famosos ou anônimos. Para desabafar, como Sam. Ele conta que na escola não tinha livros ou cadernos. Ele escrevia em um pequeno quadro de madeira com giz e, quando não havia mais espaço, apagava e começava tudo de novo. Exatamente como um menino mostrado em uma foto da exposição.
Nos anos 1980, carros eram usados em bairros de negros para combater greves, protestos ou qualquer tipo de manifestação. E aqueles que fossem presos, eram obrigados a irem deitados no chão de aço, e não sentados nas cadeiras, como os policiais. Eles ficavam sob o pé dos policiais até chegarem ao presídio ou destino final.
É um museu para sentir. Não só revolta, vergonha ou indignação, mas também esperança. Sam deixa o local repetindo o que todos fazem ao sair do museu: coloca uma pedra debaixo da nova bandeira sul-africana. Cada pedra, um visitante. Esse gesto representa uma homenagem às muitas pessoas que dedicaram suas vidas ao fim do apartheid.
A nova bandeira sul-africana passou a ser usada depois da eleição de Nelson Mandela em 1994. Uma das explicações para o símbolo da bandeira – um Y deitado – é: negros e brancos caminhando juntos agora em direção a uma conciliação.
Importante acessar também a belíssima página do Museu: http://www.apartheidmuseum.org/. Um verdadeiro show à parte.