
UFRJ tem pelo menos mais um imóvel tombado em situação crítica.
RIO - Além do palácio no campus da Praia Vermelha, onde começou um incêndio nesta segunda-feira, a UFRJ tem pelo menos mais um imóvel tombado em situação crítica: o Hospital Escola São Francisco de Assis. O prédio de 1879, no Centro, tem a parte central apoiada em estacas de madeira e um dos blocos interditado, em ruínas.
— O hospital já tem uma obra emergencial licitada pela UFRJ, de orçamento próprio, um projeto de Lei Rounet e verbas captadas parcialmente pelo BNDES para a restauração de alguns pavilhões. É onde a situação está mais complicada. O escoramento já começou, e a obra deve começar em 90 dias — diz Andrade.
Outros três prédios históricos da UFRJ são tombados pelo Iphan: o Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS), tombado também pelo Inepac; o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista; e um prédio na Praça da República que já abrigou a Escola de Comunicação, de acordo com Carlos Fernando Andrade, superintendente do Iphan no Rio.
Segundo Andrade, o Museu Nacional passa por intervenções regulares e o IFCS também passou por obras emergenciais, incluindo reforma da parte elétrica e descupinização, já concluídas — agora o Iphan discute o projeto de restauração e remodelação com o Inepac.
— O prédio da Praça da República, que está literalmente caindo, foi cedido pela UFRJ ao Iphan, e estamos fazendo obras para a instalação da Casa de Samba, que deve ter a participação da prefeitura e do governo estado — afirma.
A UFRJ tem ainda três prédios tombados pelo Inepac: o da Faculdade Nacional de Direito, no Campo de Santana; a Casa do Estudante Universitário, no Flamengo; e a Fundação Universitária José Bonifácio, no campus da Praia Vermelha. Segundo a assessoria do Inepac, a diretora do órgão, Regina Matos, está viajando e não foi localizada para comentar a situação dos prédios.