Em um país conhecido pelo rápido avanço tecnológico, uma exposição dedicada a banheiros pretende quebrar tabus no Japão.
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14/07/2014
Museu de Anatomia Mórbida é inaugurado nos Estados Unidos
Local vai reunir estudiosos e curiosos pelo tema através de palestras e eventos especiais
por Jennifer Schuessler 12/07/2014 | 02h15

Novo Museu de Anatomia Mórbida, inaugurado no Brooklyn em
por Jennifer Schuessler 12/07/2014 | 02h15

Novo Museu de Anatomia Mórbida, inaugurado no Brooklyn em
junho com uma entusiasmada festa de boas-vindas ao Anjo da
Morte.
Foto: Tony Cenicola / NYTNS

A maioria das pessoas não presta muita atenção à morte até que ela, gentilmente (ou nem tanto), imponha sua presença. Mas agora chega até nós o novo Museu de Anatomia Mórbida, inaugurado no Brooklyn em junho com uma entusiasmada festa de boas-vindas ao Anjo da Morte.
A festa contou com uma fita cortada em frente à estilosa fachada preta, uma cabine fotográfica dos espíritos e alimentos tradicionalmente associados ao luto, preparados a partir de um livro de receitas chamado "Death Warmed Over" ("Morte Requentada", em tradução livre). Mas a missão do museu em um sentido mais amplo – apresentar aspectos da cultura que normalmente ignoramos por serem mórbidos ou marginais – é profundamente (se não mortalmente) séria, disse recentemente Joanna Ebenstein, diretora criativa e alma por trás do museu.
— Quero que as pessoas entrem no museu e digam: 'Uau! Isso é muito interessante. Por que não sabíamos disso? E o que isso nos mostra a respeito de nós mesmos?'—, disse ela.
O museu sem fins lucrativos evoluiu a partir da Biblioteca de Anatomia Mórbida, coleção particular de Ebenstein que inclui mais de dois mil livros sobre história da medicina, rituais fúnebres, corpo humano e esoterismo, que até recentemente localizava-se em uma sala minúscula escondida em um beco. Nesse espaço modesto, as atividades ligadas à Biblioteca de Anatomia Mórbida tomaram a forma de uma série de palestras regulares que reuniam artistas, escritores, curadores e amadores apaixonados, dedicados ao que ela resume como — aquelas coisas fugidias —.
Agora, a marca Anatomia Mórbida – que inclui um blog popular e uma antologia que acaba de ser publicada – está se tornando cada vez mais conhecida, ocupando hoje uma nova e elegante casa de três andares.
O edifício reformado conta com uma biblioteca, um espaço para palestras, uma galeria para exposições temporárias e um café no piso térreo que podem atrair desavisados sem interesse prévio em taxidermia vitoriana ou modelos anatômicos do Renascimento. Mas embora o público possa mudar, disse Ebenstein, a missão – com destaque para o que é obscuro, esquecido e estranhamente belo – não mudou.
Esses adjetivos se aplicam à primeira exposição do museu, "A Arte do Luto", que apresenta mais de 90 objetos – fotografias, penteados vitorianos, louças, máscaras mortuárias – que possivelmente passaram por salões respeitáveis, exibidos em um estilo que une galerias de arte convencionais (paredes brancas, notas explicativas) ao espírito dos antigos museus de curiosidades.
Antes da abertura, visitamos os espaços privados de três colecionadores – todos colaboradores desta primeira exposição – cuja abordagem de objetos às vezes surpreendentes e que prendem a atenção vai do científico ao prático, passando pelo poético.
— Coleções particulares às vezes possuem características que precisam ser adaptadas a museus —, disse Ebenstein. — Parte da diversão da curadoria está em conhecer essas coleções e descobrir o que elas têm —.
O homem da ciência esquecida
O Arquivo Burns pode ser uma das mais importantes coleções de fotografia privadas do país, mas a estética de sua antiga sede, um tríplex de 19 salas em Manhattan, está mais para a série de documentário "Hoarders" do que para o Museu de Fotografia George Eastman.
Mais de um milhão de imagens da história da medicina e do — lado sombrio da vida—, palavras do criador do arquivo, o Dr. Stanley Burns – compõem a coleção. As imagens estão basicamente armazenadas, recheando gavetas, empilhadas em armários e afixadas em todas as paredes, inclusive no banheiro.
— Esta é a nossa coleção de psiquiatria —, disse Burns recentemente, acendendo a luz de um banheiro repleto de caixas e pastas com imagens raras, antes de abrir novamente a porta para revelar uma surpresa: uma fotografia de 1895, nunca antes publicada, de uma criança negra tocando um bandolim em um galho de árvore ao lado de um pássaro preto altamente simbólico. — Esta é uma imagem única e extremamente interessante —, disse ele num tom impetuoso. — Foi a forma que um fotógrafo do Brooklyn encontrou para protestar contra as leis de Jim Crow. Algo único —.
O "museion" de Burns, como diz seu cartão de visita – um termo derivado do grego para designar — um lugar para estimular as pessoas —, explicou ele – costuma estar aberto apenas para pesquisadores e pacientes oftalmológicos que ele atende uma vez por semana.
— Todos adoram —, disse ele, mencionando uma ilustre senhora que — veio para passar 15 minutos e ficou seis horas — passeando pelas fotos da história de Nova York, imagens raras do início da história das cirurgias e até um papel de parede que mostra retratos de daguerreótipos emoldurados.
A curadora da beleza
Evan Michelson, uma das proprietárias da loja de antiguidades e curiosidades Obscura, em Manhattan, e pesquisadora do Museu da Anatomia Mórbida, tem uma citação favorita entre os escritos de Emily Dickinson: — A natureza é uma casa assombrada, mas a Arte é uma casa que tenta ser assombrada—.
A própria residência de Michelson em Plainfield, em Nova Jersey, construída no estilo vitoriano, é cheia de coisas belas e mortas, mas seus fantasmas mais fascinantes nunca estiveram vivos: um bando de manequins de cera de lojas de departamentos do início do século 20 distribuídos em várias salas, com um olhar assustadoramente realista.
— Eles até são uma boa companhia. Mas no meio da noite, podem ser aterrorizantes —, disse ela recentemente.
Michelson diz ter sido uma garota estudiosa e introvertida que se tornou "totalmente obcecada" pelos primórdios da arquitetura e por objetos eclesiásticos durante viagens para a Europa, coletando fotografias antigas das catacumbas de Palermo e outras lembranças macabras. Depois de rodar por Nova York como musicista e artista performática, começou a trabalhar na área de antiguidades, vindo a abrir a Obscura com Mike Zohn em 2001.
Um dia, um amigo em comum lhe apresentou Ebenstein, e Michelson viu nela uma alma gêmea, cujo interesse em taxidermia, antiguidades médicas e outros objetos esotéricos era bem maior do que o que sentiriam por meros itens de decoração.
A casa de Michelson é cheia de objetos dos quais ela não consegue se separar. Em sua sala de estudo, há armários de madeira escura cheios de justaposições poéticas: um livro de recortes artesanal de 1860, cheio de mechas de cabelo, perto de uma água-viva preservada; o osso do ouvido de uma baleia, não muito distante de um modelo médico de cera do início do século 20 com o rótulo "Tuberculose cutânea verrucosa na mão de um açougueiro". Na sala de estar, Michelson mostra um caracol gigante de papel machê feito pelo grande artífice de modelos anatômicos franceses do século 19, o Dr. Louis Auzoux, e começa a retirar as suas camadas para revelar o que se esconde em seu interior.
Os museus de curiosidade, explicou ela, floresceram na Renascença, mas com o avanço da ciência, a estética migrou para a esfera doméstica, própria do artesanato. Sua coleção inclui inúmeras peças do século 19 feitas por mulheres, como um prato de doces de cera fúnebre com hematomas cuidadosamente pintados.
— Era impressionante o tempo que as mulheres gastavam com isso, já que não tinham mais nada para fazer. É uma coisa muito estranha —, disse Michelson.
A artista mórbida
A desordenada sala de estar de Karen Bachmann no Brooklyn se parece com a de qualquer outra família com crianças pequenas – até você perceber os ossos de um pé humano em uma das paredes.
— Eu costumava usá-lo no cabelo quando fazia escola de arte. Fazia um coque e usava o pé como se fosse um grampo —, explicou Bachmann.
Bachmann, joalheira independente que dá aulas no Fashion Institute of Technology e no Instituto Pratt, não usa mais o pé, mas ainda faz coisas heterodoxas com o cabelo, seu ou de outras pessoas. Ela é especialista em obras feitas com cabelo, uma arte doméstica popular no século 19 – a Exposição de Paris de 1855 teve um retrato em tamanho natural da Rainha Vitória feito inteiramente de cabelo humano – que praticamente desapareceu na década de 1920.
Quando era aluna na Pratt, Bachmann fez colares de corações de galinha e esculturas com órgãos de animais em sacos plásticos apertados com espartilhos.
— Uma professora disse que minhas criações eram grotescas. Fiquei ofendida, mas, em seguida, decidi tomar isso como um elogio. Além disso, tenho certeza de que sou a única aluna dela que chegou a trabalhar na Tiffany & Co —, lembrou ela.

A maioria das pessoas não presta muita atenção à morte até que ela, gentilmente (ou nem tanto), imponha sua presença. Mas agora chega até nós o novo Museu de Anatomia Mórbida, inaugurado no Brooklyn em junho com uma entusiasmada festa de boas-vindas ao Anjo da Morte.
A festa contou com uma fita cortada em frente à estilosa fachada preta, uma cabine fotográfica dos espíritos e alimentos tradicionalmente associados ao luto, preparados a partir de um livro de receitas chamado "Death Warmed Over" ("Morte Requentada", em tradução livre). Mas a missão do museu em um sentido mais amplo – apresentar aspectos da cultura que normalmente ignoramos por serem mórbidos ou marginais – é profundamente (se não mortalmente) séria, disse recentemente Joanna Ebenstein, diretora criativa e alma por trás do museu.
— Quero que as pessoas entrem no museu e digam: 'Uau! Isso é muito interessante. Por que não sabíamos disso? E o que isso nos mostra a respeito de nós mesmos?'—, disse ela.
O museu sem fins lucrativos evoluiu a partir da Biblioteca de Anatomia Mórbida, coleção particular de Ebenstein que inclui mais de dois mil livros sobre história da medicina, rituais fúnebres, corpo humano e esoterismo, que até recentemente localizava-se em uma sala minúscula escondida em um beco. Nesse espaço modesto, as atividades ligadas à Biblioteca de Anatomia Mórbida tomaram a forma de uma série de palestras regulares que reuniam artistas, escritores, curadores e amadores apaixonados, dedicados ao que ela resume como — aquelas coisas fugidias —.
Agora, a marca Anatomia Mórbida – que inclui um blog popular e uma antologia que acaba de ser publicada – está se tornando cada vez mais conhecida, ocupando hoje uma nova e elegante casa de três andares.
O edifício reformado conta com uma biblioteca, um espaço para palestras, uma galeria para exposições temporárias e um café no piso térreo que podem atrair desavisados sem interesse prévio em taxidermia vitoriana ou modelos anatômicos do Renascimento. Mas embora o público possa mudar, disse Ebenstein, a missão – com destaque para o que é obscuro, esquecido e estranhamente belo – não mudou.
Esses adjetivos se aplicam à primeira exposição do museu, "A Arte do Luto", que apresenta mais de 90 objetos – fotografias, penteados vitorianos, louças, máscaras mortuárias – que possivelmente passaram por salões respeitáveis, exibidos em um estilo que une galerias de arte convencionais (paredes brancas, notas explicativas) ao espírito dos antigos museus de curiosidades.
Antes da abertura, visitamos os espaços privados de três colecionadores – todos colaboradores desta primeira exposição – cuja abordagem de objetos às vezes surpreendentes e que prendem a atenção vai do científico ao prático, passando pelo poético.
— Coleções particulares às vezes possuem características que precisam ser adaptadas a museus —, disse Ebenstein. — Parte da diversão da curadoria está em conhecer essas coleções e descobrir o que elas têm —.
O homem da ciência esquecida
O Arquivo Burns pode ser uma das mais importantes coleções de fotografia privadas do país, mas a estética de sua antiga sede, um tríplex de 19 salas em Manhattan, está mais para a série de documentário "Hoarders" do que para o Museu de Fotografia George Eastman.
Mais de um milhão de imagens da história da medicina e do — lado sombrio da vida—, palavras do criador do arquivo, o Dr. Stanley Burns – compõem a coleção. As imagens estão basicamente armazenadas, recheando gavetas, empilhadas em armários e afixadas em todas as paredes, inclusive no banheiro.
— Esta é a nossa coleção de psiquiatria —, disse Burns recentemente, acendendo a luz de um banheiro repleto de caixas e pastas com imagens raras, antes de abrir novamente a porta para revelar uma surpresa: uma fotografia de 1895, nunca antes publicada, de uma criança negra tocando um bandolim em um galho de árvore ao lado de um pássaro preto altamente simbólico. — Esta é uma imagem única e extremamente interessante —, disse ele num tom impetuoso. — Foi a forma que um fotógrafo do Brooklyn encontrou para protestar contra as leis de Jim Crow. Algo único —.
O "museion" de Burns, como diz seu cartão de visita – um termo derivado do grego para designar — um lugar para estimular as pessoas —, explicou ele – costuma estar aberto apenas para pesquisadores e pacientes oftalmológicos que ele atende uma vez por semana.
— Todos adoram —, disse ele, mencionando uma ilustre senhora que — veio para passar 15 minutos e ficou seis horas — passeando pelas fotos da história de Nova York, imagens raras do início da história das cirurgias e até um papel de parede que mostra retratos de daguerreótipos emoldurados.
A curadora da beleza
Evan Michelson, uma das proprietárias da loja de antiguidades e curiosidades Obscura, em Manhattan, e pesquisadora do Museu da Anatomia Mórbida, tem uma citação favorita entre os escritos de Emily Dickinson: — A natureza é uma casa assombrada, mas a Arte é uma casa que tenta ser assombrada—.
A própria residência de Michelson em Plainfield, em Nova Jersey, construída no estilo vitoriano, é cheia de coisas belas e mortas, mas seus fantasmas mais fascinantes nunca estiveram vivos: um bando de manequins de cera de lojas de departamentos do início do século 20 distribuídos em várias salas, com um olhar assustadoramente realista.
— Eles até são uma boa companhia. Mas no meio da noite, podem ser aterrorizantes —, disse ela recentemente.
Michelson diz ter sido uma garota estudiosa e introvertida que se tornou "totalmente obcecada" pelos primórdios da arquitetura e por objetos eclesiásticos durante viagens para a Europa, coletando fotografias antigas das catacumbas de Palermo e outras lembranças macabras. Depois de rodar por Nova York como musicista e artista performática, começou a trabalhar na área de antiguidades, vindo a abrir a Obscura com Mike Zohn em 2001.
Um dia, um amigo em comum lhe apresentou Ebenstein, e Michelson viu nela uma alma gêmea, cujo interesse em taxidermia, antiguidades médicas e outros objetos esotéricos era bem maior do que o que sentiriam por meros itens de decoração.
A casa de Michelson é cheia de objetos dos quais ela não consegue se separar. Em sua sala de estudo, há armários de madeira escura cheios de justaposições poéticas: um livro de recortes artesanal de 1860, cheio de mechas de cabelo, perto de uma água-viva preservada; o osso do ouvido de uma baleia, não muito distante de um modelo médico de cera do início do século 20 com o rótulo "Tuberculose cutânea verrucosa na mão de um açougueiro". Na sala de estar, Michelson mostra um caracol gigante de papel machê feito pelo grande artífice de modelos anatômicos franceses do século 19, o Dr. Louis Auzoux, e começa a retirar as suas camadas para revelar o que se esconde em seu interior.
Os museus de curiosidade, explicou ela, floresceram na Renascença, mas com o avanço da ciência, a estética migrou para a esfera doméstica, própria do artesanato. Sua coleção inclui inúmeras peças do século 19 feitas por mulheres, como um prato de doces de cera fúnebre com hematomas cuidadosamente pintados.
— Era impressionante o tempo que as mulheres gastavam com isso, já que não tinham mais nada para fazer. É uma coisa muito estranha —, disse Michelson.
A artista mórbida
A desordenada sala de estar de Karen Bachmann no Brooklyn se parece com a de qualquer outra família com crianças pequenas – até você perceber os ossos de um pé humano em uma das paredes.
— Eu costumava usá-lo no cabelo quando fazia escola de arte. Fazia um coque e usava o pé como se fosse um grampo —, explicou Bachmann.
Bachmann, joalheira independente que dá aulas no Fashion Institute of Technology e no Instituto Pratt, não usa mais o pé, mas ainda faz coisas heterodoxas com o cabelo, seu ou de outras pessoas. Ela é especialista em obras feitas com cabelo, uma arte doméstica popular no século 19 – a Exposição de Paris de 1855 teve um retrato em tamanho natural da Rainha Vitória feito inteiramente de cabelo humano – que praticamente desapareceu na década de 1920.
Quando era aluna na Pratt, Bachmann fez colares de corações de galinha e esculturas com órgãos de animais em sacos plásticos apertados com espartilhos.
— Uma professora disse que minhas criações eram grotescas. Fiquei ofendida, mas, em seguida, decidi tomar isso como um elogio. Além disso, tenho certeza de que sou a única aluna dela que chegou a trabalhar na Tiffany & Co —, lembrou ela.
10/07/2014
MNBA apresenta mostra com obras de Candido Portinari
O Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) apresenta a mostra “Candido Portinari doação Finep”, em cartaz até o dia 14 de setembro, com entrada franca.
Divulgação/ MNBA
Em janeiro, mês de seu aniversário de 77 anos, o Museu comemorou a chegada de um valioso acervo de222 obras de Candido Portinari, doado pela Finep. Após passarem por restaurações, cerca de 65 obras desta primorosa coleção serão exibidas pela primeira vez na mostra.
A exposição será montada em núcleos temáticos: retratos, social, religioso e ilustração, como os trabalhos para livros de Machado de Assis (“O alienista” e “Memórias póstumas de Braz Cubas”, por exemplo). Para a diretora Monica Xexéo, a mostra representa a “doação à sociedade de um conjunto de obras que nunca foram expostas”.
Divulgação/ MNBA
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Mostra de Portinari conta com 65 peças |
A exposição será montada em núcleos temáticos: retratos, social, religioso e ilustração, como os trabalhos para livros de Machado de Assis (“O alienista” e “Memórias póstumas de Braz Cubas”, por exemplo). Para a diretora Monica Xexéo, a mostra representa a “doação à sociedade de um conjunto de obras que nunca foram expostas”.
SERVIÇO
O QUE
Candido Portinari doação Finep
QUANDO:
- de 09/07 a 14/09
- Terças, Quartas, Quintas e Sextas das 10:00 às 18:00
- Sábados e Domingos das 12:00 às 17:00
QUANTO
Catraca Livre
ONDE
Museu Nacional de Belas Artes (MNBA)
http://www.mnba.gov.br/
Avenida Rio Branco, 199
Cinelândia - Centro
Rio de Janeiro
(21) 2219-8474 Estação do Metrô da Carioca
VER NO MAPA
http://www.mnba.gov.br/
Avenida Rio Branco, 199
Cinelândia - Centro
Rio de Janeiro
(21) 2219-8474 Estação do Metrô da Carioca
VER NO MAPA
Uma noite no Museu' terá versão para adultos em Nova York
Jantar, ceia e café-da-manhã estarão incluídos, assim como os leitos
Participantes dormirão em camas portáteis, debaixo da baleia azul de 26,65 metros e 9,54 toneladas
Nova York - Alguma vez você sonhou em dormir debaixo de uma baleia azul? Com a condição de levar travesseiro e saco de dormir, isto agora é possível no Museu de História Natural de Nova York. O famoso museu localizado no Central Park organizará pela primeira vez "Uma Noite no Museu" para adultos em 1º de agosto, inspirado no sucesso das vigílias organizadas para crianças desde 2007.
Os participantes dormirão em camas portáteis, debaixo da baleia azul de 26,65 metros e 9,54 toneladas, a estrela do museu, uma reconstrução em fibra de vidro de uma baleia azul encontrada em 1925 no sul da América Latina.
Depois de uma recepção com champanhe e show de jazz, os assistentes terão os quatro andares do museu à sua inteira disposição, podendo passear tranquilamente pelas 45 salas de exposição permanentes, ficarão cara a cara com um grupo de elefantes africanos, vão admirar esqueletos de dinossauro e à meia-noite irão ao planetário para assistir ao espetáculo "Universo escuro".
Além disso, o encarregado da exposição temporária sobre venenos, Marcos Siddall, estará no museu para conversar com eles. Também poderão desfrutar de uma exposição temporária de aranhas e tarântulas vivas. O programa inclui ainda uma atividade para encontrar fósseis com o uso de lanternas.
Jantar, ceia e café-da-manhã estarão incluídos, assim como os leitos. Mas não os sacos de dormir, os travesseiros, escova e pasta de dentes. Inclusive se o plano é passar a noite lá, pede-se aos participantes que levem "roupa confortável para dormir", mas não pijamas.
A visitação começará às 18h30 e terminará às 09h00 seguinte. O custo será de 375 dólares por participante, além dos US$ 28 do estacionamento, caso a pessoa vá de carro. O preço, salgado, não desanimou os entusiastas: as 150 entradas disponíveis para esta primeira noite de adultos no museu foram vendidas "em algumas horas", disse nesta quarta-feira um porta-voz do museu à AFP.
As noites para crianças (de 6 a 13 anos) começaram em janeiro de 2007, desde quando o museu recebeu 62.000 crianças.
O Museu de História Natural de Nova York tem uma coleção com mais de 32 milhões de espécimes e objetos, mamíferos, insetos e aves de todo o mundo, além de coleções antropológicas de destaque. Um andar inteiro é dedicado à evolução dos vertebrados. Também se pode admirar a maior safira azul do mundo, chamada de "Estrela da Índia".
Participantes dormirão em camas portáteis, debaixo da baleia azul de 26,65 metros e 9,54 toneladas
Os participantes dormirão em camas portáteis, debaixo da baleia azul de 26,65 metros e 9,54 toneladas, a estrela do museu, uma reconstrução em fibra de vidro de uma baleia azul encontrada em 1925 no sul da América Latina.
Depois de uma recepção com champanhe e show de jazz, os assistentes terão os quatro andares do museu à sua inteira disposição, podendo passear tranquilamente pelas 45 salas de exposição permanentes, ficarão cara a cara com um grupo de elefantes africanos, vão admirar esqueletos de dinossauro e à meia-noite irão ao planetário para assistir ao espetáculo "Universo escuro".
Além disso, o encarregado da exposição temporária sobre venenos, Marcos Siddall, estará no museu para conversar com eles. Também poderão desfrutar de uma exposição temporária de aranhas e tarântulas vivas. O programa inclui ainda uma atividade para encontrar fósseis com o uso de lanternas.
Jantar, ceia e café-da-manhã estarão incluídos, assim como os leitos. Mas não os sacos de dormir, os travesseiros, escova e pasta de dentes. Inclusive se o plano é passar a noite lá, pede-se aos participantes que levem "roupa confortável para dormir", mas não pijamas.
A visitação começará às 18h30 e terminará às 09h00 seguinte. O custo será de 375 dólares por participante, além dos US$ 28 do estacionamento, caso a pessoa vá de carro. O preço, salgado, não desanimou os entusiastas: as 150 entradas disponíveis para esta primeira noite de adultos no museu foram vendidas "em algumas horas", disse nesta quarta-feira um porta-voz do museu à AFP.
As noites para crianças (de 6 a 13 anos) começaram em janeiro de 2007, desde quando o museu recebeu 62.000 crianças.
O Museu de História Natural de Nova York tem uma coleção com mais de 32 milhões de espécimes e objetos, mamíferos, insetos e aves de todo o mundo, além de coleções antropológicas de destaque. Um andar inteiro é dedicado à evolução dos vertebrados. Também se pode admirar a maior safira azul do mundo, chamada de "Estrela da Índia".
07/07/2014
Museu On: Aplicativos de museus são alternativas para lazer nas férias

Com o aumento da utilização de smartphones, os museus têm investido em aplicativospara atrair visitantes virtuais.
O Louvre, em Paris, disponibiliza 2,3 mil obras de 800 artistas do seu acervo, entre elesRembrandt e Da Vinci, para passeios pelo celular.
O MoMA e o Met, em Nova York, também estão na rede.
São boas alternativas para quem não está prevendo viagens para o mês de julho.
Foto: Shutterstock
http://wp.clicrbs.com.br/redesocial/2014/07/03/museu-on-aplicativos-de-museus-sao-alternativas-para-lazer-nas-ferias/?topo=13,1,1,,,13
Novo museu de George Lucas vai contar a história dos efeitos visuais no cinema.


Casa onde George Orwell nasceu, na Índia, será transformada em museu
Prédio fica na cidade de Motihari, perto da fronteira com o Nepal
RIO — O decrépito bangalô de três cômodos em Motihari, na Índia, onde George Orwell nasceu em 1903 está sendo restaurado e vai se tornar uma museu para celebrar a vida e a obra do escritor britânico, segundo o jornal The Times of India,
http://oglobo.globo.com/cultura/livros/casa-onde-george-orwell-nasceu-na-india-sera-transformada-em-museu-13096497#ixzz36QN8JwOo
RIO — O decrépito bangalô de três cômodos em Motihari, na Índia, onde George Orwell nasceu em 1903 está sendo restaurado e vai se tornar uma museu para celebrar a vida e a obra do escritor britânico, segundo o jornal The Times of India,
A renovação está sendo discutida desde 2010, quando a casa foi declarada um local a ser conservado, e será conduzida pelo governo do estado de Bihar, que espera transformar o lugar num ponto turístico.
Motihari fica no nordeste da Índia, perto da fronteira com o Nepal. Orwell, batizado como Eric Arthur Blair, nasceu lá enquanto seu pai, Richard Blair, trabalhava em Bihar como funcionário público supervisionando a exportação de ópio para a China.
Ainda não se sabe o que será exibido no museu. Richard Blair, filho de Orwell, se declarou favorável ao projeto e pretende ajudar. A maior coleção de material do escritor — com manuscritos, correspondências, gravações de áudio, fotografias e diários — está no George Orwell Archive, na University College, em Londres.
Richard Blair é membro do comitê desse arquivo e uma de suas ideias, segundo ele disse ao jornal inglês The Guardian, é criar cópias desse material para enviar a Motihar.
http://oglobo.globo.com/cultura/livros/casa-onde-george-orwell-nasceu-na-india-sera-transformada-em-museu-13096497#ixzz36QN8JwOo
06/07/2014
Colar de quatro mil anos achado em caçamba de lixo vira peça de museu na Irlanda
Relíquia está no Museu Nacional, em Dublin
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O colar de quatro mil anos Wikimedia Commons |
RIO - Um colar de aproximadamente quatro mil anos achado numa caçamba de lixo agora faz parte do acervo permanente do Museu Nacional da Irlanda, em Dublin. Segundo informações do site "Irish Central", a peça, conhecida como "a lunala", pertenceu a reis do país entre 2.300 e 1.800 a.C. e só agora finalmente foi integrada ao acervo do museu no último mês de junho.
A peça foi achada pela primeira vez em 1945 num pântano por um fazendeiro. Dois anos depois, ele passou a relíquia para um farmacêutico, que guardou o colar no cofre de sua loja, localizada na cidade de Strokestown. Mas, em 2009, ladrões assaltaram a farmácia e, entre outras coisas, levaram também a joia. Capturados em 2010, eles confessaram o crime e indicaram o esconderijo do colar: uma caçamba de lixo.
Obras de arte no valor de R$ 10 milhões são achadas em contêineres
Peças estavam escondidas em contêineres de uma mudança despachada dos Estados Unidos para o Brasil. Entraram no país ilegalmente.
Porto do Rio de Janeiro, a fiscalização da Receita Federal inspeciona contêineres vindos dos Estados Unidos. De repente...
“Estava no fundo do container, e veio declarada como antena parabólica. Os colegas da fiscalização então acharam estranho e foram atrás da informação e chegamos à conclusão que se tratava de uma obra de arte que havia sido arrematada em um leilão pelo valor de US$ 1 milhão”, destaca o inspetor-chefe da Receita Federal do Rio, Ricardo Lomba.
Os fiscais encontram mais obras de arte valiosas, algumas despachadas no nome de uma manicure de 75 anos de idade.
“Eu não sei nem o que que é uma obra de arte. Como é que eu vou querer obra de arte na minha casa, pobre do jeito que eu sou? ”, questiona Iracema Gonçalves, manicure.
Dona Iracema morou na Flórida, nos Estados Unidos, durante 21 anos. Voltou para o Brasil no fim do ano passado. Ela diz que despachou seis caixas com roupas e objetos.
“Não sei o que aconteceu, que a companhia parece que botou coisas que não devia dentro da mudança”, conta ela.
No container que deveria ter a mudança dela estavam obras de Beatriz Milhazes, Daniel Senise, Cildo Meireles e os gêmeos. São artistas brasileiros que estão entre os mais valorizados por museus, galerias e casas de leilão internacionais.
“Hoje em dia não tem um leilão importante da Sothebys, da Christie, da Philip que não tenha como atração obras de brasileiros”, destaca Cildo Meireles, artista plástico.
Em outro container trazido pela mesma empresa de mudança contratada por Dona Iracema, estava um trabalho do brasileiro Sergio Camargo, avaliado em quase R$ 2 milhões.
Ao todo, a Receita apreendeu 18 obras nos dois contêineres. Somadas, elas valem R$ 10 milhões.
“Há empresas que estão utilizando brasileiros para fazer esse tipo de internação de mercadoria sem o pagamento dos impostos”, disse o inspetor-chefe.
Pela lei, quem morou fora do Brasil durante mais de um ano pode trazer mudança sem pagar imposto, desde que os bens sejam declarados à Receita e compatíveis com a renda do viajante.
Segundo Dona Iracema, a empresa que ela contratou se chama “Overseas Moving”.
“Procurei uma companhia que disseram que era mais barata, e foi 1.200, parece, que eu paguei”, conta Dona Iracema.
O nome que aparece no cartão da empresa é Diogo Maltarollo.
O documento da junta comercial do estado da Flórida mostra que a empresa foi aberta por Diogo em setembro de 2011.
A mesma empresa trouxe o segundo container em que estavam as obras de Sergio Camargo e do indiano Anish Kapoor, declarada como antena parabólica.
Segundo a Receita, esse container veio no nome de Rodrigo Maltarollo, irmão de Diogo.
A família Maltarollo mora nos Estados Unidos há pelo menos 20 anos.
Procuramos a mãe de Diogo e Rodrigo, Angela Maltarollo, que é leiloeira no Rio.
“Meu filho não é dono de transportadora nenhuma. Mora na Califórnia, não tem nada a ver com transportadora. Trabalha numa empresa, num restaurante que vende comida”, destaca a mãe.
Por telefone, conseguimos localizar Diogo nos Estados Unidos.
Fantástico: Você era dono da “Overseas Moving”, não é isso?
Diogo: Não. Eu não.
Fantástico: Você nunca transportou...
Diogo: Desculpa, eu tenho que voltar pro trabalho aqui. Desculpa.
Fantástico: Você nunca transportou mudança, então.
Ligamos novamente para Diogo pra que ele explicasse então por que o perfil dele em uma rede social dá o endereço do site da empresa de mudança. Diogo não atendeu.
Também localizamos nos Estados Unidos Krístel Pérez, ex-mulher de Diogo.
Krístel: Você pode falar português.
Fantástico: É um conteiner, é sobre a empresa dele, “Overseas moving”.
Krístel: Essa empresa já não está funcionando mais.
Fantástico: Essa empresa era do Diogo.
Krístel: Era.
Fantástico: Overseas moving. Fazia mudanças para o Brasil.
Krístel: É.
Já Rodrigo, irmão de Diogo, não mora mais no Brasil. Não conseguimos contato com ele.
As obras foram trazidas para um dos museus mais importantes do país, o Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro. Estão em uma área restrita, ainda não podem ser expostas.
Museólogos e historiadores atestaram a autenticidade das peças. Apesar de terem vindo em embalagens inadequadas, de terem sido expostas a temperaturas elevadas nos contêineres, em torno dos 80 graus, nenhuma delas sofreu danos.
“Então, para nós foi uma grande honra você receber obras que irão complementar hiatos da nossa coleção e irão complementar todo um conjunto desse nosso arco, da arte brasileira e da arte internacional contemporânea”, disse a diretora do Museu Nacional de Belas Artes, Mônica Xexéu.
A Receita pediu ajuda à Polícia Federal e ao Ministério Público para investigar o caso.
“Além da sonegação fiscal, nós temos uma possibilidade de talvez uma lavagem de dinheiro, mas isso ainda tá sendo investigado”, destaca Ricardo Lomba.
Chateada com toda essa história, Dona Iracema ainda não recebeu a mudança dela, que sumiu.
“A gente é honesto, as pessoas são honestas, e acaba levando o pior”, disse Dona Iracema.
http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2014/06/obras-de-artes-no-valor-de-r-10-milhoes-sao-achadas-em-containers.html
Receita doará obras apreendidas ao Museu Nacional de Belas Artes
Obras de grande valor para a arte contemporânea, que provavelmente
acabariam na parede de algum colecionador, ganharão um novo destino: o
Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro. Avaliadas em R$ 10
milhões, as 17 obras apreendidas pela Receita Federal, em função de
importação irregular, deverão ser incorporadas ao acervo do museu em
agosto, segundo a diretora do museu, Monica Xexéo.
"Trata-se de um conjunto pequeno, mas expressivo, não só pelos artistas, mas também pelo período das obras, dentro do panorama da história internacional. As obras irão completar hiatos da nossa coleção" disse ela. "Será uma doação extremamente importante para a sociedade brasileira. Para nós, é uma grande honra e um desafio. Estamos muito contentes em poder receber, tratar e devolver este material para a sociedade."
As obras chegaram ao museu no dia 30 de abril e se encontram em quarentena, isoladas do restante do acervo. A diretora adiantou que fará uma exposição delas neste ano, mas depois serão catalogadas e inseridas no circuito permanente do museu.
Os brasileiros Cildo Meireles, Jorge Guinle, Daniel Senise, Beatriz Milhazes e os estrangeiros Niki de Saint-Phalle e Michelangelo Pistoletto são alguns dos artistas cujas obras apreendidas têm reconhecido valor artístico e de mercado. De acordo com a Receita Federal, juntas devem valer R$10 milhões.
Monica Xexéo adiantou que alguns artistas terão suas obras expostas no Brasil pela primeira vez, como o indiano Anish Kappor, cuja escultura foi comprada por mais de US$1 milhão. Outra obra valiosa é a do brasileiro Sérgio Camargo que chegou a ser leiloada no exterior por US$ 2 milhões.
Coordenadora do museu, Daniela Matera foi uma das técnicas a ver as obras no Porto do Rio para atestar a autenticidade das obras. "Não tínhamos ideia do que iríamos encontrar, e nossa surpresa foi muito grande. Foi uma alegria dar de cara com um Daniel Senise, um Sérgio Camargo, e ter a possibilidade de ver obras expostas para a sociedade", contou.
Esta foi a segunda doação da Receita Federal ao Museu Nacional de Belas Artes. A primeira foi em 2006, após um quadro de Cândido Portinari, Caçador de Passarinho, ser apreendido no Porto de Santos quando tentavam retirar a obra ilegalmente do país. Hoje, se encontra exposta no terceiro andar do museu.
Desde 2013 a Lei 12.840 prevê a destinação de bens de valor cultural, artístico ou histórico aos museus nas hipóteses de apreensão, dação em pagamento de dívida ou abandono de obras.
A Receita Federal investiga sonegação fiscal e a possibilidade de ocorrência do crime de lavagem de dinheiro. Além das obras de arte, a Receita Federal apreendeu 17 toneladas móveis, eletroeletrônicos, equipamentos esportivos, em procedimento de fiscalização de mudanças de brasileiros procedentes do exterior. Os tributos que deixariam de ser pagos com o ingresso irregular dos bens somariam R$ 6 milhões de reais.
O caso foi descoberto depois que funcionários do órgão inspecionaram dois conteiners que vinham dos Estados Unidos. Um deles trazia a mudança de uma manicure brasileira que morou naquele país por 21 anos.
Segundo a Receita Federal, alguns brasileiros que retornam ao país são cooptados por agentes no exterior para declararem em suas bagagens diversos bens de terceiros buscando o não-pagamento de tributos, ocultando o real comprador, bem como a origem do dinheiro utilizado na aquisição.
http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2014/06/30/receita-doara-obras-apreendidas-ao-museu-nacional-de-belas-artes.htm#fotoNav=3
"Trata-se de um conjunto pequeno, mas expressivo, não só pelos artistas, mas também pelo período das obras, dentro do panorama da história internacional. As obras irão completar hiatos da nossa coleção" disse ela. "Será uma doação extremamente importante para a sociedade brasileira. Para nós, é uma grande honra e um desafio. Estamos muito contentes em poder receber, tratar e devolver este material para a sociedade."
As obras chegaram ao museu no dia 30 de abril e se encontram em quarentena, isoladas do restante do acervo. A diretora adiantou que fará uma exposição delas neste ano, mas depois serão catalogadas e inseridas no circuito permanente do museu.
Os brasileiros Cildo Meireles, Jorge Guinle, Daniel Senise, Beatriz Milhazes e os estrangeiros Niki de Saint-Phalle e Michelangelo Pistoletto são alguns dos artistas cujas obras apreendidas têm reconhecido valor artístico e de mercado. De acordo com a Receita Federal, juntas devem valer R$10 milhões.
Monica Xexéo adiantou que alguns artistas terão suas obras expostas no Brasil pela primeira vez, como o indiano Anish Kappor, cuja escultura foi comprada por mais de US$1 milhão. Outra obra valiosa é a do brasileiro Sérgio Camargo que chegou a ser leiloada no exterior por US$ 2 milhões.
Coordenadora do museu, Daniela Matera foi uma das técnicas a ver as obras no Porto do Rio para atestar a autenticidade das obras. "Não tínhamos ideia do que iríamos encontrar, e nossa surpresa foi muito grande. Foi uma alegria dar de cara com um Daniel Senise, um Sérgio Camargo, e ter a possibilidade de ver obras expostas para a sociedade", contou.
Esta foi a segunda doação da Receita Federal ao Museu Nacional de Belas Artes. A primeira foi em 2006, após um quadro de Cândido Portinari, Caçador de Passarinho, ser apreendido no Porto de Santos quando tentavam retirar a obra ilegalmente do país. Hoje, se encontra exposta no terceiro andar do museu.
Desde 2013 a Lei 12.840 prevê a destinação de bens de valor cultural, artístico ou histórico aos museus nas hipóteses de apreensão, dação em pagamento de dívida ou abandono de obras.
A Receita Federal investiga sonegação fiscal e a possibilidade de ocorrência do crime de lavagem de dinheiro. Além das obras de arte, a Receita Federal apreendeu 17 toneladas móveis, eletroeletrônicos, equipamentos esportivos, em procedimento de fiscalização de mudanças de brasileiros procedentes do exterior. Os tributos que deixariam de ser pagos com o ingresso irregular dos bens somariam R$ 6 milhões de reais.
O caso foi descoberto depois que funcionários do órgão inspecionaram dois conteiners que vinham dos Estados Unidos. Um deles trazia a mudança de uma manicure brasileira que morou naquele país por 21 anos.
Segundo a Receita Federal, alguns brasileiros que retornam ao país são cooptados por agentes no exterior para declararem em suas bagagens diversos bens de terceiros buscando o não-pagamento de tributos, ocultando o real comprador, bem como a origem do dinheiro utilizado na aquisição.
http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2014/06/30/receita-doara-obras-apreendidas-ao-museu-nacional-de-belas-artes.htm#fotoNav=3
A História do Brasil em decomposição



Para a reforma das atuais instalações a estimativa é de que sejam
necessários R$ 135 milhões, não disponíveis no orçamento. Fundado em 6
de junho de 1818 por Dom João VI, com o objetivo de promover o progresso
cultural e econômico do país, o museu integra desde a década de 60 a
estrutura acadêmica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Na fundação, o museu ficava no Campo de Santana. A partir de 1892
passou a ocupar o prédio do Palácio de São Cristóvão, onde nasceu D.
Pedro II e onde viveram as famílias real e imperial do Brasil. Dom João
VI morou ali em 1808, ano da chegada da família real portuguesa. Após a
morte de Dona Maria I, em 1816, Dom João mudou-se definitivamente para o
palácio, onde ficou até 1821. Com o fim do império, em 1889, Dom Pedro
II abandona o local às pressas, na calada da noite, lembra a museóloga e
historiadora Thereza Baumann, que assessora a direção do museu. Os
republicanos foram implacáveis com a memória do local. Logo após a saída
da família imperial, trataram de leiloar todos os bens do palácio.
Dos
anos dourados de Dom Pedro II no Palácio de São Cristóvão, restam salas
imponentes como a do Trono, onde o imperador despachava, a dos
Embaixadores e a da imperatriz Teresa Cristina. A coleção de arte
Greco-Romana, trazida da Itália, a pedido de Teresa Cristina, é outra
preciosidade do museu, que guarda relíquias como o maior meteorito
brasileiro, o Bendegó; e a reconstituição da provável face de Luzia, o
esqueleto humano mais antigo das Américas, já encontrado. A coleção
egípcia do Museu Nacional é uma das mais antigas e importantes do gênero
na América do Sul. Uma das joias é a múmia da dama Sha-Amun-Em-Su, do
século VII AC, um presente dos egípcios ao imperador do Brasil.


02/07/2014
Servidores da Cultura podem voltar à greve
Jornal do Brasil
Gisele Motta *
Uma série de expectativas gira em torno da greve dos servidores da Cultura. Na última quarta-feira (25), aconteceu uma reunião no Superior Tribunal de Justiça (STJ), entre o ministro Napoleão Nunes Maia Filho e o Comando de Greve da categoria. No encontro, segundo Fernanda Castro, do Comando Nacional de Greve do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal do Rio de Janeiro (Sintrasef), o juiz reafirmou prazo dado ao Ministério do Planejamento para negociação, com possibilidade de revogar a abusividade da greve caso o prazo não fosse respeitado.
“O juiz Napoleão reafirmou o acordo conosco e deu até o dia 30 para o Planejamento nos receber. Acontece que segunda-feira é feriado em Brasília. O Ministério teria que ter ligado hoje (26), marcando reunião para amanhã (27). Como isso não foi feito, há um indicativo de greve”, explicou Fernanda.
Segundo André Ângulo, diretor do Sintrasef, a categoria vai esperar a decisão do juiz e confirma: “Há indicação de greve caso o juiz retire a liminar que considera a greve abusiva, na segunda-feira (30)”. Ele ainda elogia a tentativa de mediação do ministro. “Eu acho que é uma postura conciliatória”, comenta ele, relembrando que o juiz foi reviu sua decisão, que foi feita em cima de petição do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e do Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan).
Para Fernanda, porém, a resposta do Planejamento é essencial. “Na verdade, o Napoleão não tem poder para nos ajudar. Ele mesmo apresentou a liminar. O problema é que o governo, quando pediu a liminar, omitiu acordos que já tínhamos assinados [e foram desrespeitados]. Ele tomou uma decisão sem ter todas as informações. Quando apresentamos uma contestação a isso, ele então se sensibilizou com a causa”, completa.
Uma assembleia da categoria será realizada no Rio de Janeiro, na próxima sexta-feira (30), onde será discutida essa questão e, devido ao forte indicativo de greve, possíveis atividades para a volta da paralisação.
Não foi possível entrar em contato nem com o STJ ou com o Ministério do Planejamento, visto que nesta quinta-feira (26) também é feriado em Brasília, devido à Copa do Mundo.
Dessa vez, o principal pedido dos grevistas é o cumprimento de acordos feito em 2005, 2007 e 2011, que implementam um plano de carreira. Eles também querem maior investimento na cultura. Segundo os próprios grevistas, o histórico de cumprimento de acordos do governo não é bom. Por exemplo, o Plano Especial de Cargos da Cultura e Gratificação Específica de Atividade Cultural, instituído pelo projeto de Lei 11.233, de 2004, nunca foi cumprido. Por isso, os grevistas querem que se crie um projeto de lei urgente ou uma emenda constitucional que sirvam como garantias de que o plano de carreira será implementado.
*Do programa de estágio do JB
Uma série de expectativas gira em torno da greve dos servidores da Cultura. Na última quarta-feira (25), aconteceu uma reunião no Superior Tribunal de Justiça (STJ), entre o ministro Napoleão Nunes Maia Filho e o Comando de Greve da categoria. No encontro, segundo Fernanda Castro, do Comando Nacional de Greve do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal do Rio de Janeiro (Sintrasef), o juiz reafirmou prazo dado ao Ministério do Planejamento para negociação, com possibilidade de revogar a abusividade da greve caso o prazo não fosse respeitado.
“O juiz Napoleão reafirmou o acordo conosco e deu até o dia 30 para o Planejamento nos receber. Acontece que segunda-feira é feriado em Brasília. O Ministério teria que ter ligado hoje (26), marcando reunião para amanhã (27). Como isso não foi feito, há um indicativo de greve”, explicou Fernanda.
Segundo André Ângulo, diretor do Sintrasef, a categoria vai esperar a decisão do juiz e confirma: “Há indicação de greve caso o juiz retire a liminar que considera a greve abusiva, na segunda-feira (30)”. Ele ainda elogia a tentativa de mediação do ministro. “Eu acho que é uma postura conciliatória”, comenta ele, relembrando que o juiz foi reviu sua decisão, que foi feita em cima de petição do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e do Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan).
Para Fernanda, porém, a resposta do Planejamento é essencial. “Na verdade, o Napoleão não tem poder para nos ajudar. Ele mesmo apresentou a liminar. O problema é que o governo, quando pediu a liminar, omitiu acordos que já tínhamos assinados [e foram desrespeitados]. Ele tomou uma decisão sem ter todas as informações. Quando apresentamos uma contestação a isso, ele então se sensibilizou com a causa”, completa.
Uma assembleia da categoria será realizada no Rio de Janeiro, na próxima sexta-feira (30), onde será discutida essa questão e, devido ao forte indicativo de greve, possíveis atividades para a volta da paralisação.
Não foi possível entrar em contato nem com o STJ ou com o Ministério do Planejamento, visto que nesta quinta-feira (26) também é feriado em Brasília, devido à Copa do Mundo.
Dessa vez, o principal pedido dos grevistas é o cumprimento de acordos feito em 2005, 2007 e 2011, que implementam um plano de carreira. Eles também querem maior investimento na cultura. Segundo os próprios grevistas, o histórico de cumprimento de acordos do governo não é bom. Por exemplo, o Plano Especial de Cargos da Cultura e Gratificação Específica de Atividade Cultural, instituído pelo projeto de Lei 11.233, de 2004, nunca foi cumprido. Por isso, os grevistas querem que se crie um projeto de lei urgente ou uma emenda constitucional que sirvam como garantias de que o plano de carreira será implementado.
*Do programa de estágio do JB
Rei de Uganda luta com museu de Oxford por trono perdido
Universidade se recusa a devolver um artefato saqueado, alega seu governante
Por Patience Akumu e Vanessa Thorpe
É uma luta entre a dignidade de uma dinastia africana pronta para a batalha e a reputação de um dos mais destacados acervos históricos. E refere-se a uma discórdia que se concentra no paradeiro do trono perdido de um reino ugandense e uma percepção de injustiça -- ainda hoje lembrada -- da traição e confusão da era colonial.
Ativistas ugandenses afirmam que o Museu Pitt Rivers, um tesouro antropológico mantido pela Universidade de Oxford e fundado em 1884 pelo arqueólogo vitoriano Augustus Pitt Rivers, se recusou a devolver artefatos importantes saqueados do antigo reino de Bunyoro-Kitara.
Segundo eles, durante a era colonial quase 300 artefatos foram retirados da região, com ou sem o consentimento de seus proprietários. O atual monarca "cultural" do reino, Solomon Gafabusa Iguru I, passou a maior parte de seu reinado em campanha por sua devolução. O reino afirma ter tomado medidas legais contra o governo britânico por furto e destruição de propriedade.
Mas neste fim de semana Jeremy Coote, diretor-adjunto de coleções no Museu Pitt Rivers, disse acreditar que houve um sério mal-entendido sobre a proveniência dos artigos em exposição. Um banco cerimonial que está no museu não é, segundo Coote, um trono real supostamente saqueado do reino em 1894, mas outro doado à coleção em 1922 para melhorar a compreensão da cultura e do estilo de vida da parte ocidental de Uganda.
Em Bunyoro-Kitara, a devolução do trono seria uma vitória política importante para o que já foi o maior e mais rico reino da África, mas hoje é uma das regiões mais pobres de um país pobre.
O trono desaparecido é o tradicional de nove pernas em que se sentaram todos os antecessores de Iguru, até o rei Kabalega, que foi exilado pelos britânicos por resistir ao colonialismo em 1899. O reino de Bunyoro afirma desde então que o trono de Kabalega foi roubado pelo coronel Henry Colville em 1894, quando este era comissário de Uganda.
"Todos os que vieram depois de Kabalega não foram adequadamente empossados no cargo", disse o porta-voz pessoal do rei, Yolamu Ndoleriire Nsamba. "Solomon Iguru não foi adequadamente empossado. Sem o banco não há rei, nem trono."
Coote disse que o museu recebeu uma carta do rei, ou omukama, depois de uma visita deste ao museu em julho de 2011. Oomukama escreveu ao diretor do museu em novembro de 2013, manifestando seu prazer ao ver que o acervo do museu é tão bem cuidado", disse Coote. "Ele também declarou que tinha pedido a um de seus ministros para iniciar negociações... sobre colaboração e/ou possível devolução de alguns objetos, e expressou um interesse particular pelo que descreveu como o trono real(nyamyaro), que foi confiscado pelo coronel Colville em 1894."
Coote disse também que o diretor do museu havia respondido antes do Natal do ano passado, "aprovando a possibilidade de discutir futuros projetos colaborativos. O diretor também indicou que o assento mantido aqui foi coletado em Bunyoro em 1919-1920 e não é o saqueado pelo coronel Henry Colville em 1894, cuja atual localização é desconhecida".
Trinta dos quase 300 objetos do reino em exibição na galeria inferior do museu em Oxford foram doados à universidade por Akiki Kanyarusoke Nyabongo, um príncipe do reino vizinho de Toro, que escreveu sua tese de doutorado sobre a religião ugandense na universidade nos anos 1930. A maior parte do resto foi coletada pelo reverendo John Roscoe em 1919-20, durante a expedição etnológica Mackie, e depois doada à universidade por Roscoe em 1922.
Mas em Bunyoro a questão ainda incomoda. O rei se senta em uma cadeira moderna em um palácio enorme e banal, escondido no final de Hoima, no oeste de Uganda. É atrás das paredes dessa casa, reformada pelo atual governo ugandense depois da restauração dos reinos nos anos 1990, que ele e sua corte tentam encontrar meios de dar a Bunyoro alguma semelhança do que já foi -- respeitado e rico. A sala de estar é bem acabada, com belos tapetes e móveis lustrosos. Mas por trás das cortinas elegantes há uma escada quebrada, encanamento defeituoso e gesso descascado.
Assim como sua população, da qual cerca da metade vive na pobreza, o reino sofre dificuldades financeiras. Qualquer compensação, juntamente com a recente descoberta de petróleo na região, poderia aliviar essa pobreza.
Bunyoro diz que os britânicos levaram os artefatos como parte de uma pilhagem sistemática do reino nos anos 1890. Ladislaus Rwakafuzi, o assessor jurídico do reino em Uganda, disse que a devolução dos artigos traria uma solução para os africanos que continuam sofrendo os efeitos secundários do colonialismo. "Se os britânicos vierem abertos, seria uma ocasião para refletirmos sobre os erros humanos, de mostrar que eles não se limitam no espaço e no tempo; [uma ocasião] para aceitar que os seres humanos são iguais e as violações são erradas, independentemente da raça", disse ele.
Por Patience Akumu e Vanessa Thorpe
![]() |
O museu Pitt Rivers, em Oxford, vive disputa com um reino em Uganda |
É uma luta entre a dignidade de uma dinastia africana pronta para a batalha e a reputação de um dos mais destacados acervos históricos. E refere-se a uma discórdia que se concentra no paradeiro do trono perdido de um reino ugandense e uma percepção de injustiça -- ainda hoje lembrada -- da traição e confusão da era colonial.
Ativistas ugandenses afirmam que o Museu Pitt Rivers, um tesouro antropológico mantido pela Universidade de Oxford e fundado em 1884 pelo arqueólogo vitoriano Augustus Pitt Rivers, se recusou a devolver artefatos importantes saqueados do antigo reino de Bunyoro-Kitara.
Segundo eles, durante a era colonial quase 300 artefatos foram retirados da região, com ou sem o consentimento de seus proprietários. O atual monarca "cultural" do reino, Solomon Gafabusa Iguru I, passou a maior parte de seu reinado em campanha por sua devolução. O reino afirma ter tomado medidas legais contra o governo britânico por furto e destruição de propriedade.
Mas neste fim de semana Jeremy Coote, diretor-adjunto de coleções no Museu Pitt Rivers, disse acreditar que houve um sério mal-entendido sobre a proveniência dos artigos em exposição. Um banco cerimonial que está no museu não é, segundo Coote, um trono real supostamente saqueado do reino em 1894, mas outro doado à coleção em 1922 para melhorar a compreensão da cultura e do estilo de vida da parte ocidental de Uganda.
Em Bunyoro-Kitara, a devolução do trono seria uma vitória política importante para o que já foi o maior e mais rico reino da África, mas hoje é uma das regiões mais pobres de um país pobre.
O trono desaparecido é o tradicional de nove pernas em que se sentaram todos os antecessores de Iguru, até o rei Kabalega, que foi exilado pelos britânicos por resistir ao colonialismo em 1899. O reino de Bunyoro afirma desde então que o trono de Kabalega foi roubado pelo coronel Henry Colville em 1894, quando este era comissário de Uganda.
"Todos os que vieram depois de Kabalega não foram adequadamente empossados no cargo", disse o porta-voz pessoal do rei, Yolamu Ndoleriire Nsamba. "Solomon Iguru não foi adequadamente empossado. Sem o banco não há rei, nem trono."
Coote disse que o museu recebeu uma carta do rei, ou omukama, depois de uma visita deste ao museu em julho de 2011. Oomukama escreveu ao diretor do museu em novembro de 2013, manifestando seu prazer ao ver que o acervo do museu é tão bem cuidado", disse Coote. "Ele também declarou que tinha pedido a um de seus ministros para iniciar negociações... sobre colaboração e/ou possível devolução de alguns objetos, e expressou um interesse particular pelo que descreveu como o trono real(nyamyaro), que foi confiscado pelo coronel Colville em 1894."
Coote disse também que o diretor do museu havia respondido antes do Natal do ano passado, "aprovando a possibilidade de discutir futuros projetos colaborativos. O diretor também indicou que o assento mantido aqui foi coletado em Bunyoro em 1919-1920 e não é o saqueado pelo coronel Henry Colville em 1894, cuja atual localização é desconhecida".
Trinta dos quase 300 objetos do reino em exibição na galeria inferior do museu em Oxford foram doados à universidade por Akiki Kanyarusoke Nyabongo, um príncipe do reino vizinho de Toro, que escreveu sua tese de doutorado sobre a religião ugandense na universidade nos anos 1930. A maior parte do resto foi coletada pelo reverendo John Roscoe em 1919-20, durante a expedição etnológica Mackie, e depois doada à universidade por Roscoe em 1922.
Mas em Bunyoro a questão ainda incomoda. O rei se senta em uma cadeira moderna em um palácio enorme e banal, escondido no final de Hoima, no oeste de Uganda. É atrás das paredes dessa casa, reformada pelo atual governo ugandense depois da restauração dos reinos nos anos 1990, que ele e sua corte tentam encontrar meios de dar a Bunyoro alguma semelhança do que já foi -- respeitado e rico. A sala de estar é bem acabada, com belos tapetes e móveis lustrosos. Mas por trás das cortinas elegantes há uma escada quebrada, encanamento defeituoso e gesso descascado.
Assim como sua população, da qual cerca da metade vive na pobreza, o reino sofre dificuldades financeiras. Qualquer compensação, juntamente com a recente descoberta de petróleo na região, poderia aliviar essa pobreza.
Bunyoro diz que os britânicos levaram os artefatos como parte de uma pilhagem sistemática do reino nos anos 1890. Ladislaus Rwakafuzi, o assessor jurídico do reino em Uganda, disse que a devolução dos artigos traria uma solução para os africanos que continuam sofrendo os efeitos secundários do colonialismo. "Se os britânicos vierem abertos, seria uma ocasião para refletirmos sobre os erros humanos, de mostrar que eles não se limitam no espaço e no tempo; [uma ocasião] para aceitar que os seres humanos são iguais e as violações são erradas, independentemente da raça", disse ele.
STJ determina que governo retome diálogo com servidores da Cultura
Os museus voltaram a funcionar na semana passada após mais de um mês de greve
http://oglobo.globo.com/cultura/stj-determina-que-governo-retome-dialogo-com-servidores-da-cultura-13004534
RIO - Após determinar a suspensão da greve no Ministério da Cultura na semana passada, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) emitiu um despacho nesta terça-feira intimando o governo a retomar os diálogos com os servidores. De acordo com o texto do ministro Napoleão Nunes, o mesmo da decisão anterior de suspender a paralisação, o Ministério do Planejamento tem até a próxima segunda-feira para se reunir com os grevistas e tentar pôr fim ao impasse.
O despacho, que está previsto para ser publicado na sexta-feira, afirma também que o governo está proibido de cortar o ponto dos servidores pelos dias de paralisação. Diz ainda que, caso essa decisão seja descumprida, a liminar que proibia a greve será cassada.
Os museus federais do Rio de Janeiro vinculados ao Ibram (Instituto Brasileiro de Museus) haviam voltado a funcionar em 20 de junho, após mais de um mês parados. Os servidores do Ministério da Cultura na cidade decidiram pelo retorno após o pedido de suspensão imediata do ministro Napoleão Nunes, do STJ.
Apesar desta liminar do dia 20, no mesmo dia Nunes se comprometeu, após uma reunião com servidores em seu gabinete, a analisar mais profundamente os argumentos dos grevistas, segundo André Angulo, presidente da Associação dos Servidores do Ibram. Após a análise, o ministro decidiria, então, se pediria a retomada do diálogo com o governo - o que de fato aconteceu nesta terça-feira, com a divulgação do despacho.
- O ministério entrou com uma petição no STJ, o que gerou uma liminar alegando que a greve era abusiva. No mesmo dia, os servidores conversaram com o juiz. Nossos colegas foram até o seu gabinete. Na reunião ele entendeu coisas que não estavam na petição do ministério, e avisou que pediria a retomada das conversas - disse Angulo. - O primeiro contato veio do Iphan do Ceará, que não conseguiu agendamento com o Napoleão. O ministro não pôde recebê-los no Ceará, mas recebeu outros colegas em Brasília.
Leia o trecho do despacho disponível no site do STJ:
"Proferido despacho de mero expediente determinando providências nos seguintes termos: "... 7. Assim, nesse contexto, sabedor das dificuldades enfrentadas pelos Servidores Públicos, e da inegável conquista de mais uma direito social - o direito de greve - mas igualmente tocado pela nobreza do princípio da continuidade da prestação do Serviço Público, que quando suspenso ou mal exercido vitimiza e fere, de forma muitas vezes irreparável, a coletividade, determino a retomada das negociações, com urgência. 8. Deste modo, insto a Administração Pública a promover, até segunda-feira próxima, dia 30.6.2014, uma reunião com os dirigentes das entidades de classe acionadas para o imediato restabelecimento do diálogo e o avanço das tratativas com vistas ao fim do impasse. 9. Outrossim, proíbo que sejam efetuados quaisquer descontos nas folhas de pagamento do Servidores Públicos referentes aos dias computados como de greve, bem como que sejam anotados os respectivos dias como faltas injustificadas. 10. Por fim, esclareço que o desatendimento (que não espero) dos deveres aqui impostos (itens 8 e 9) resultará na cassação do provimento liminar que reconheceu como abusiva a greve, liberando as entidades classistas do dever de abstenção." (Publicação prevista para 27/06/2014) (11010)"
http://oglobo.globo.com/cultura/stj-determina-que-governo-retome-dialogo-com-servidores-da-cultura-13004534
Exposição reúne o melhor do fotojornalismo mundial na Caixa Cultural
Redação em 9 de junho de 2014 às 20:17
A exposição World Press Photo 2014 chega a Caixa Cultural, no Centro do Rio, no próximo dia 10 e fica em cartaz até dia 12 de julho. A mostra reúne as 143 premiadas como melhores imagens publicadas na imprensa em 2013.
Em sua 57ª edição, o WPP contemplou trabalhos de 53 fotógrafos provenientes de 25 países, divididos em categorias como Política, Economia, Esportes, Cultura e Natureza. A exposição itinerante percorre 100 cidades em 45 países, e o Rio será a única cidade brasileira a receber esta edição da mostra.
O prêmio principal foi para a foto “Signal“, do norte-americano John Stanmeyer para a National Geographic, tirada na costa do Djibouti, mostrando migrantes africanos tentando captar a rede de celular da vizinha Somália. O júri, composto por fotógrafos, editores de imagem, curadores e críticos de fotografia, avaliou para esta edição 98.671 trabalhos de 5.574 fotógrafos de 132 países.
A visitação é gratuita e acontece de terça a domingo, das 10h às 21h. Confira algumas das imagens que estarão na exposição:
A exposição World Press Photo 2014 chega a Caixa Cultural, no Centro do Rio, no próximo dia 10 e fica em cartaz até dia 12 de julho. A mostra reúne as 143 premiadas como melhores imagens publicadas na imprensa em 2013.
Em sua 57ª edição, o WPP contemplou trabalhos de 53 fotógrafos provenientes de 25 países, divididos em categorias como Política, Economia, Esportes, Cultura e Natureza. A exposição itinerante percorre 100 cidades em 45 países, e o Rio será a única cidade brasileira a receber esta edição da mostra.
O prêmio principal foi para a foto “Signal“, do norte-americano John Stanmeyer para a National Geographic, tirada na costa do Djibouti, mostrando migrantes africanos tentando captar a rede de celular da vizinha Somália. O júri, composto por fotógrafos, editores de imagem, curadores e críticos de fotografia, avaliou para esta edição 98.671 trabalhos de 5.574 fotógrafos de 132 países.
A visitação é gratuita e acontece de terça a domingo, das 10h às 21h. Confira algumas das imagens que estarão na exposição:
Museu em Curitiba recebe exposição inédita no Brasil do acervo fotográfico de Frida Kahlo

De barriga para baixo em 1946
Um lado menos conhecido de Frida Kahlo pode ser visto pela primeira vez no Brasil a partir de 17 de julho, no Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba. Trata-se da exposição Frida Kahlo – As suas fotografias, que traz uma seleção de 240 imagens do arquivo pessoal da artista mexicana que ficaram escondidas no banheiro da casa dela e só vieram a público em 2007.
São registros da infância feitos por dois fotógrafos de sua família: seu pai, Guillermo, e seu avô; e também da vida adulta, feitos por dois fotógrafos que conviveram com ela – a alemã Gisèle Freund e o húngaro Nickolas Muray. Também há fotos tiradas pela própria artista, revelando as dores, as angústias e principalmente o amor pelo marido, o pintor e muralista mexicano Diego Rivera. Hilda Trujillo Sotto, diretora do Museu Frida Kahlo, no México, falou à Tpm sobre a mostra.
Qual a importância da fotografia para a vida e a obra de Frida? Ela foi fundamental. Não se pode entender as inspirações de Frida sem conhecer suas fotos – são mais de 6.400 imagens. Ela tinha esse desejo de colecionar fotografia, recebeu esse traço do pai e do avô. Frida carregava a câmera do pai, que era epilético, e o ajudava. Com ele, aprendeu a posar para a câmera. Nos autorretratos a óleo, ela se coloca como se estivesse na frente de uma. Mesmo assim, ela nunca se considerou uma fotógrafa.
No momento em que Frida viveu no México, os fotógrafos importantes de todo o mundo estavam no país para fotografar o momento que aquele lugar exótico havia enfrentado, sem falar na revolução socialista. Estes artistas ficaram próximos de Diego Rivera e Frida Kahlo, e fizeram milhares de fotos dela, pois ela era uma personalidade marcante. Eles eram, por exemplo, Gisele Freund, Nickolas Murray, Cartier Breson, Weston Modotti e Pierre Vergerentre.
O que faz de Frida tão fascinante? Ela nunca se submeteu às regras sociais. Era inteligente, criativa, fortíssima e inquieta. Transformou um corpo quebrado e enfermo em uma obra de arte. Tudo o que a cercava sofria sua influência. Sua casa, seus amigos, suas criações, tudo era convertido em obra de arte. O universo de Frida era a arte.
Vai lá: Frida Kahlo – As suas fotografias, de 17/7 a 2/11. De terça a domingo, das 10h às 18h no MON, Curitiba, PR. Entrada: R$ 6
http://revistatpm.uol.com.br/revista/143/bazar/eternizada.html#1
Museu Pelé abre as portas com quase 3 mil peças expostas; veja
O capricho nos detalhes dos mais de 4 mil metros quadrados de área do novo Museu Pelé é perceptível assim que se põem os pés no casarão – o chão, aliás, é de mármore de Carrara. Para facilitar esse entendimento ao futuro visitante, A Tribuna preparou um infográfico (abaixo) mostrando o que há no museu - se precisar, clique na imagem para ampliá-la.
Nesta segunda-feira, a visitação começa às 13 horas e termina às 18. Mas, a partir de terça, o funcionamento será das 10 às 18 horas. O valor do ingresso é de R$ 18,00 (meia-entrada para crianças de 6 a 12 anos, professores, estudantes e maiores de 60). Crianças até 5 anos são isentas.
A entrada ao ponto turístico se dá pelo Largo Marquês de Monte Alegre, 2, e logo que o visitante chega vê as bilheterias. Atrás, são dois importantes pontos: a Museu Pelé Store, com produtos para comercialização, e o Intervalo Café.
A partir disso, pode-se escolher por seguir em um de dois lados e começar a visitação. No lado direito, no primeiro pavimento, o acervo permanente de Pelé. Neste momento, são 160 peças. “Chegarão outras com o passar do tempo”, afirma Luiz Guimarães.
Para o grande homenageado, Pelé, trata-se de um momento histórico. “É uma emoção sem tamanho. O museu é uma conquista para os santistas e para os brasileiros”.
No primeiro piso, será possível ver relíquias, como o rádio em que Pelé ouvia jogos de futebol ao lado do pai, o também ex-jogador Dondinho. São troféus, bolas, camisas, vídeos de jogos (alguns inéditos), narrações esportivas e documentos.
Nos quatro pavimentos superiores, haverá exposições temporárias. A primeira é 4 Copas e 1 Rei, com instalações, painéis com fotos e textos (em português, inglês e espanhol) e vídeos contando a história das Copas da Suécia (1958), Chile (1962), Inglaterra (1966) e México (1970), e ficará nos mezaninos até novembro.
Nesta segunda-feira, a visitação começa às 13 horas e termina às 18. Mas, a partir de terça, o funcionamento será das 10 às 18 horas. O valor do ingresso é de R$ 18,00 (meia-entrada para crianças de 6 a 12 anos, professores, estudantes e maiores de 60). Crianças até 5 anos são isentas.
A entrada ao ponto turístico se dá pelo Largo Marquês de Monte Alegre, 2, e logo que o visitante chega vê as bilheterias. Atrás, são dois importantes pontos: a Museu Pelé Store, com produtos para comercialização, e o Intervalo Café.
A partir disso, pode-se escolher por seguir em um de dois lados e começar a visitação. No lado direito, no primeiro pavimento, o acervo permanente de Pelé. Neste momento, são 160 peças. “Chegarão outras com o passar do tempo”, afirma Luiz Guimarães.
Para o grande homenageado, Pelé, trata-se de um momento histórico. “É uma emoção sem tamanho. O museu é uma conquista para os santistas e para os brasileiros”.
No primeiro piso, será possível ver relíquias, como o rádio em que Pelé ouvia jogos de futebol ao lado do pai, o também ex-jogador Dondinho. São troféus, bolas, camisas, vídeos de jogos (alguns inéditos), narrações esportivas e documentos.
Nos quatro pavimentos superiores, haverá exposições temporárias. A primeira é 4 Copas e 1 Rei, com instalações, painéis com fotos e textos (em português, inglês e espanhol) e vídeos contando a história das Copas da Suécia (1958), Chile (1962), Inglaterra (1966) e México (1970), e ficará nos mezaninos até novembro.
Para o grande homenageado, Pelé, trata-se de um momento histórico. “É uma emoção sem tamanho. O museu é uma conquista para os santistas e para os brasileiros”.
No primeiro piso, será possível ver relíquias, como o rádio em que Pelé ouvia jogos de futebol ao lado do pai, o também ex-jogador Dondinho. São troféus, bolas, camisas, vídeos de jogos (alguns inéditos), narrações esportivas e documentos.
Nos quatro pavimentos superiores, haverá exposições temporárias. A primeira é 4 Copas e 1 Rei, com instalações, painéis com fotos e textos (em português, inglês e espanhol) e vídeos contando a história das Copas da Suécia (1958), Chile (1962), Inglaterra (1966) e México (1970), e ficará nos mezaninos até novembro.
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